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ECOS DE MESÃO FRIO

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  1. 1. ECOS DEMESÃO FRIO Presidente da República em visita a Mesão Frio Cavaco Silva, que havia visitado Mesão Frio enquanto Primeiro Ministro, volta à Porta do Douro como Presidente da República. Inaugurou o Centro Escolar e a Rua Professor António da Natividade. MESÃO FRIO Porta do Douro mostrou-se na Bolsa de Turismo de Lisboa pg. 5 REGIÃO Em 2011 espanhóis aumentaram consumo de Vinho do Porto. pg. 7 ENTREVISTA Alberto Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio. pg. 8 e 9 DESPORTO Juvenis do Sport Clube de Mesão Frio no 4º lugar. pg. 13 1ª QUINZENA DE ABRIL DE 2012 Nº1
  2. 2. Esta é a primeira de muitas ve- zes que me dirijo a todos os leitores deste Vosso Jornal. Depois de lon- gas décadas, Mesão Frio volta a ter um periódico. De forma humilde, o Ecos de Mesão Frio pretende re- vestir-se de seriedade, integridade e isenção. Sob o lema “não saber, deixou de ser desculpa!”, o Ecos de Mesão Frio tem o propósito, sério e honesto, de melhor informar os nossos leitores. Émile de Girardin, político e jor- nalista francês, fundador do jornal “La Presse”, disse um dia que “quem faz o jornal não são os redactores, são os leitores” e é sob este desíg- nio que o Ecos de Mesão Frio pre- tende ser encarado. Dos leitores, para os leitores, o Ecos de Mesão Frio pretende ser um veí culo de informação de proximidade, que consiga conquistar a confiança de quem o lê. Este é o primeiro número e, como tal, terá falhas que apenas a continuidade da sua publicação as melhorará. Tudo será feito para que seja um jornal que cresça em qualidade. Quinzenalmente, che- garemos e levaremos Mesão Frio a casa das pessoas, dando a conhe- cer o que por cá se vai fazendo, e dando a conhecer o que por fora de portas vai acontecendo. Aposta- mos num design arrumado e estru- turado, de forma a possibilitar uma melhor e mais fácil leitura a quem nos lê. O tamanho escolhido tam- bém foi ajustado ao seu fácil manu- seamento. É um projecto novo, que nas- ce em tempos da tão propalada “austeridade”, mas é, a nosso ver, uma forma de mostrar a “força das ideias” e de que é possível sermos pequenos mas empreendedores. É uma viagem que agora começa, e para a qual o convidamos acom- panhar-nos. Contamos com todos para que o Ecos de Mesão Frio pos- sa perdurar ao longo da história. Não saber, deixou mesmo de ser desculpa! O medo de ter medo submete-nos às regras sociais, por vezes absurdas e desvantajosas, no pressuposto de uma contrapartida efectiva: a segu- rança da pertença. Na hierarquia das necessidades das pessoas, e logo a seguir às neces- sidades psicológicas mais básicas, vem a necessidade de segurança. O sentimento de segurança co- meça por ser, na nossa linha de desenvolvimento, o sentimento ex- perimentado em contraposição ao medo. Com propriedade, é uma ex- periência emocional positiva que se percebe melhor pela existência da sua polaridade negativa. Sentimo- nossegurosquandonãotemosmedo mas, de facto, reparamos muito mais nos nossos medos do que nas nossas seguranças. O medo, por sua vez, é a mais primária das emoções e, por- que já todos experimentamos, não carece de explicações. Ainda assim, vale a pena dizer que existe desde sempre, exprime-se na mais tenra infância em fórmulas de agitação que irrequietam quem vê, e continua vida fora, de formas cada vez mais rebuscadas e socializadas. O medo, como já tantas vezes dito, mesmo implicando desconforto, tem um imenso valor adaptativo, já que além de um sinal de alarme para o próprio organismo, é um desencadeador de respostas sociais de contacto e apa- ziguamento. Dito de outro modo, a busca de segurança é a luta perma- nente contra o medo. Referirmo- nos pois à insegurança quando esse medo, atávico e permanente, sujeito a tentativas de demonstração em nós, como clima emocional de fun- do. Aí, vivemos em estado de alerta. Interpretamos o que se passa à volta como potencialmente ameaçador ou perigoso. Vamos buscar os meca- nismos de defesa no recôndito mais escondido de nós para fazer frente a quotidianos triviais em que, porque estamos inseguros, somos capazes de reconhecer mais fantasmas do que podem existir. Temos medo e o medo engendra mais medo. Submete-nos às regras sociais, por vezes absurdas e desvantajosas, no pressuposto de uma contrapartida efectiva: a segurança da pertença. Se nessa pertença não encontrarmos alívio para o sobressalto, nem réstia de tranquilidade, arriscamo-nos a que o medo tome conta de nós e o medo de ter medo nos transforme no nosso inimigo. Com todas as conse- quências. Até breve. EDITORIAL Ficha Técnica Fundador: Helder Manuel Gomes Ferreira Director: Helder Manuel Gomes Ferreira Colaboradores: Afonso M. Fonseca, Luis Sequeira, Sport Clube de Mesão Frio. Design gráfico: Ana Moreno Periodicidade: Quinzenal Tiragem: 2500 exemplares. Sede: Loteamento da Caminheira, Lote 2 – Lojas C e D, 5040-405 Mesão Frio I Telefone: 254897167 (Geral) Emails: redacção@ecosdemesaofrio.com publicidade@ecosdemesaofrio.com Propriedade: Psstt! Psstt! Comunicação, Relações Públicas e Serviços Unipessoal Lda. Edição/Impressão: Psstt! Psstt! Comunicação, Relações Públicas e Serviços Unipessoal Lda. N.° de Registo na ERC: 126205 Depósito legal: 342194/12 Não saber, deixou de ser desculpa! Helder Gomes Ferreira “Logo a seguir às necessidades psicológicas mais básicas, vem a necessidade de segurança” Afonso M. Fonseca CRÓNICA DO LEITOR O MEDO DE TER MEDO Durante o mês de Abril, a Câmara Municipal de Resende continua a re- alizar actividades de caráter cultural, social e desportivo dirigidas a todos os munícipes e turistas que visitam o concelho. Festa das Cavacas Assim, em destaque neste mês de Abril encontra-se a Festa das Cava- cas, cuja 6.ª edição irá realizar-se no próximo dia 22 de Abril, a partir das 11h00, no Pavilhão Multiusos de Caldas de Aregos. Durante todo o dia será possível conhecer e provar o resultado de uma receita de sécu- los transmitida de geração em gera- ção e apreciar os licores e vinhos de Resende. Poderá também usufruir de momentos de pura animação, já que diversos grupos de música po- pular e tradicional animarão o espa- ço, aliando o doce tão afamado do concelho à música. Resende - fotomonografia No dia 7 de Abril, pelas 18h00, no Centro Cívico de S. Martinho de Mouros, vai decorrer a apresenta- ção pública do livro "Resende - Foto- monografia". Trata-se de uma obra que reúne um conjunto de fotogra- fias, quadros únicos que trespassam todo o concelho, desde o Montemu- ro ao rio Douro. VAMOS FALAR DE EDUCAÇÃO SEXUAL A Câmara Municipal de Resende em parceria com a Comissão de Pro- teção de Crianças e Jovens de Resen- de promove a conferência "Vamos falar de educação sexual", no dia 11 de Abril, a partir das 14h00, no Auditório Municipal de Resende. O principal orador desta conferência será Miguel Ricou, cuja intervenção irá incidir sobre "A sexualidade: va- lores e afectividade". ANDEBOL - NEXT 21 Para os amantes do desporto, no dia 15 de Abril, às 17h00, o Pavi- lhão Municipal de Anreade vai re- ceber mais uma prova do Next 21, Campeonato Nacional de Andebol de Juniores Masculino. Nesta 19.ª jornada, os Dragões vão defrontar o CS Marítimo Madeira, num jogo que promete muita emoção. MAUS TRATOS NA INFÂNCIA No âmbito do mês da prevenção dos maus tratos na infância, que se assinala durante o mês de Abril, o Município de Resende associa-se à causa e vai proceder à distribuição de laços azuis nas vilas de Resende e S. Martinho de Mouros, no dia 20 de Abril, como forma de sensibiliza- ção para a relevância do tema. No dia 22 de Abril a ação repete- se em S. Martinho de Mouros. 25 DE ABRIL O 38.º Aniversário do 25 de Abril também vai ser assinalado em Re- sende com um programa de índole cultural que pretende assinalar o chamado "Dia da Liberdade". Assim, no dia 24 de Abril, pelas 21h30, vai ter lugar, no Auditório Municipal de Resende, o concerto musical "Abril no feminino". No dia 25 de Abril realizam-se as cerimónias oficiais com o desfile dos Bombeiros Voluntários de Resende e da Banda de Música "A Velha" de S. Cipriano, seguindo-se a cerimó- nia do Içar das Bandeiras, às 10h15, nos Paços do Concelho. O programa continua com um concerto da Ban- da já referida no coreto do Largo da Feira, sendo que às 11h30m decorre a Sessão Solene da Assembleia Mu- nicipal comemorativa do 38.º aniver- sário do 25 de Abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. No Museu Municipal de Resen- de encontra-se patente até ao dia 20 de Maio, a exposição intitula- da "Manusearte". Trata-se de uma exposição colectiva de pintura e es- cultura com obras de Olga dos Anjos Andrade, Maria Salomé Pereira e Mi- guel Alexandre Rebelo. 3 PONTOS DE VISTA Já no Centro Cultural de S. Ci- priano continua patente, até ao dia 10 de junho, a exposição de fotografia "3 Pontos de Vista" de autoria de António Pereira. Uma exposição com diversas fotogra- fias que mostram S. Cipriano há 50 anos atrás e actualmente. Esta mos- tra pode ser visitada em dias úteis, das 10h00 às 12h30 e aos sábados das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00. CINEMA - C. C. DE S. CIPRIANO Para quem aprecia a sétima arte, no dia 5 de Abril, às 21h30, no Cen- tro Cultural de S. Cipriano, vai ser transmitido o filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson, que retrata as últimas doze horas de vida de Je- sus Cristo, desde a oração no Monte das Oliveiras após a Última Ceia. CINEMA - A. M. DE RESENDE Como já é habitual, o Auditório Municipal de Resende apresenta todas as sextas-feiras, a partir das 21h30, sessões de cinema para to- dos os gostos. No dia 6 de Abril, vai ser trans- mitido o filme "Os Descendentes", protagonizado por George Clooney, foi considerado o Filme do Ano pela Associação de Críticos de Los Angeles e foi um dos favoritos aos óscares. "Contrabando" é um thriller ga- lopante sobre um homem que tenta deixar para trás o mundo do crime, e a sua família que ele fará tudo para proteger que vai para o ar no dia 13 de Abril. Já no dia 20 de Abril, o Auditório Municipal apresenta o filme "Cava- lo de Guerra", uma épica aventura do realizador Steven Spielberg, com uma história de lealdade, esperança e perseverança, que decorre num magnífico cenário de uma Inglater- ra rural durante a Primeira Guerra Mundial. "Drive - Risco Duplo" vai para o ar no dia 27 de Abril. Trata-se de um filme que nos conta a história de um duplo de cinema (Ryan Gosling) es- pecializado em condução, que utiliza as suas habilidades ao volante par- ticipando em assaltos e conduzindo os assaltantes em fuga, mas um dos serviços vai deixá-lo com a cabeça a prémio... Resende - Abril recheado de actividades culturais e desportivas ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 20122 I EDITORIAL ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 REGIÃO I 15
  3. 3. O Presidente da República, Cava- co Silva, visitou Mesão Frio, no pas- -sado dia 16 de Março, para inaugu- rar a Rua Prof. António da Natividade e o Centro Escolar de Mesão Frio. Foi a primeira visita de um Presidente da República a Mesão Frio após o 25 de Abril de 1974, no entanto, a segunda de Cavaco Silva, que em 1993 havia visitado a Porta do Douro enquanto Primeiro-Ministro. OPresidentedaRepúblicachegou, acompanhado por Maria Cavaco Sil- va e pelo Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Ad- ministrativa, Paulo Júlio, ao final da tarde a Mesão Frio, tendo sido rece- bido por Alberto Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, ao que se seguiu a entoação do Hino Nacional pelo Grupo de Cantares Tradicionais de Mesão Frio e guarda de honra por parte dos Bombeiros Voluntários de Mesão Frio. Após um breve encontro entre Cavaco Silva e Alberto Pereira, no Gabinete da Pre- sidência da Câmara Municipal de Mesão Frio, o Presidente da Repú- blica, apreciou um momento de fol- clore pelo Rancho Folclórico de Bar- queiros do Douro, e inaugurou a Rua Prof. António da Natividade, forma que o actual executivo municipal en- controu para homenagear o primeiro Presidente de Câmara Municipal de Mesão Frio pós Revolução dos Cra- vos e que, enquanto autarca, tudo fez para que Mesão Frio fosse munido das infraestruturas necessárias para uma melhor qualidade de vida para os seus munícipes. O dia foi de inaugurações em Me- são Frio... Depois de uma rua, o Pre- sidente da República, acompanha- do por Alberto Pereira, Autarca de Mesão Frio, foi recebido no Centro Escolar de Mesão Frio pelo Rancho Folclórico da Casa de Barqueiros de Mesão Frio. Depois de nova demons- tração do património etnográfico e do folclore do concelho, Cavaco Silva e Alberto Pereira descerraram a lápi- de que marcou a inauguração oficial do Centro Escolar de Mesão Frio, um equipamento ultra moderno desti- nado à Educação e que é composto por 15 salas de aulas, uma biblioteca, uma sala de informática, um pavi- lhão desportivo, refeitório e cozinha, gabinetes de apoio para professores e um gabinete para os encarregados de educação e para a associação de pais. Seguiu-se a Bênção do espaço peloBispodaDiocesedeVilaReal,D. Amândio Tomás, e o Hino de Mesão FriocantadopelascriançasdeMesão Frio para o Presidente da República. Já no interior do Centro Escolar, e perante os convidados da Câmara Municipal de Mesão Frio, Armando Moreira, Presidente da Câmara Mu- nicipal de Vila Real aquando António Natividade era Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, relembrou aos presentes o carácter e a determi- nação daquele que, a partir daquele dia, passou a ter, na terra que aju- dou a desenvolver, nome numa rua. Seguiram-se os discursos de Alberto Pereira, autarca de Mesão Frio, que também relembrou a relevância de António da Natividade para Mesão Frio e salientou a importância do Centro Escolar para a educação das gerações vindouras. A presença do Presidente da República em Mesão Frio, um concelho do interior do país, foi para Alberto Pereira uma oportunidade para demonstrar as preocupações das gentes do interior. Alberto Pereira aproveitou a visita do Presidente da República para apelar “à solidariedade institucional para que se possa salvar o futuro destas gentes e destas terras que também são Portugal”, demonstrando ainda a sua preocupação quanto ao “en- cerramento de serviços públicos de proximidade”. O Presidente da República, Cava- co Silva, aproveitou a inauguração daquele espaço para abordar a edu- cação e a sua importância para o fu- turo das gerações vindouras. Para o Presidente da República “hoje o de- safio é a luta contra o abandono pre- coce da escola, o insucesso escolar, pela qualidade e excelência no en- sino, pela dignificação e respeito dos professores e pela ligação dos pais e comunidade à escola”, considerando ainda o investimento em equipa- mentos como aquele que inaugurou em Mesão Frio, como o “investimen- to mais produtivo que se pode fazer” em Portugal. Mesão Frio foi o primeiro de qua- tro concelhos do interior do país a serem visitados por Cavaco Silva du- rante os dias 16 e 17 de Março. Cava- co Silva visitou ainda os Concelhos de Mirandela, Alijó e Sabrosa. "Hoje o desafio é a luta contra o abandono precoce da escola, o insucesso escolar." Presidente da República em visita a Mesão Frio "Cavaco Silva chegou, acompanhado por Maria Cavaco Silva e pelo Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio" ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 MESÃO FRIO I 3
  4. 4. O PIÃO voltou a girar em S. Lázaro A Romaria à Capela de S. Láza- ro cumpriu-se, uma vez mais, no passado dia 25 de Março. O jogo do pião, que caracteriza esta roma- ria, animou a tarde de domingo no adro da Capela de S. Lázaro. A romaria de S. Lázaro, na fregue- sia de Santa Cristina, voltou a reali- zar-se no passado dia 25 de Março. Durante todo o dia, a música foi uma constante, e o jogo do pião, que caracteriza esta romaria, que perdura na história há longos anos, voltou a girar por trás da capela. Durante todo o dia, os romeiros e curiosos puderam assim vivenciar, e repetir a história. O lançar do pião no adro da capela de S. Lázaro é já uma tradição muito antiga em Me- são Frio, e tem sido uma tradição preservada pela população, que to- dos os anos alí acorre. O Auditório Municipal de Me- são Frio acolheu a Filandorra – Teatro do Nordeste, no passado dia 23 de Março, que apresentou a peça de Moliére “Esganarelo” ou o “Cornudo Imaginário”. Esta peça do famoso dramatur- go francês foi representada pela primeira vez em 1660, no Théatre du Petit-Bourbon. Reza a história que aquando da sua apresenta- ção os actores foram obrigados a várias interrupções para esperar o público rir. A encenação da peça é da res- ponsabilidade de David Carvalho e contextualiza os temas do ciú- me e da infidelidade nos dias de hoje, inspirando-se nas “guerras de ciúme” retratadas nas revistas cor-de-rosa. Filandorra apresenta De 5 a 9 de Março, as leituras intensificaram-se nas bibliotecas escolares do Agrupamento de Es- colas de Mesão Frio. Ao longo da semana, os alunos dos diferentes anos de escolaridade receberam a visita de escritores regionais e nacionais e, com eles, falaram de escritas e leituras, de aventuras e mistérios, imagens e ilustração. A leitura das obras de escritores como Alexandre Parafita, César Luís de Carvalho Cristina Bernar- des, Fernando Branco Marado, José Leon Machado, Jorge Amado, Lurdes Breda, Onofre Varela e Sérgio Sousa foi promovida an- tecipadamente em sala de aula e os trabalhos elaborados e as opiniões daí surgidas foram parti- lhadas entre alunos, pais, profes- -sores e assistentes operacionais. Ler mais é ler melhor! Semana da Leitura Agrupamento de Escolas de Mesão Frio TALHO LEANDRO Promove mostra de Carne Maronesa Decorreu, no passado dia 18 de Fevereiro, na zona industrial de Mesão Frio, uma mostra de Carne Maronesa promovida pelo “Talho Leandro”. Tito Leandro, o proprie- tário do estabelecimento, convidou todo o público em geral a provar este tipo de carne. Foram ainda apresentadas as potencialidades desta carne a nível nacional e inter- nacional. Tito Leandro referiu que, apesar desta carne ser um pouco mais cara, as pessoas não dimi- nuem o seu consumo, sendo mais uma prova da qualidade da Carne Maronesa. Um dos bons exemplos da quali- dade é também a satisfação de to- dos aqueles que tiveram a oportu- nidade de a provar, acompanhado pelos bons vinhos da região. Esganarelo ou o Cornudo Imaginário Onze Inicial 1 Kiko 2 João 3 Renato 4 Duarte 5 Joel 6 Ricardinho 7 Nelinho 8 Albino 9 Rui 10 Hugo 11 Tozé Suplentes 12 Mikas 13 Crowford 14 Luís Carlos 15 Gabriel Treinador Flávio Fonseca RELATÓRIO DE JOGO JUVENIS MESÃO FRIO 5 | MONDINENSE 0 Golos Nelinho (2), Tozé (1), Rui (1), Renato (1). Na 19ª jornada, o SC Mesão Frio en- trou muito bem no jogo marcando o 1º golo aos 5 minutos através de Né- linho. Depois do 1º golo a equipa da casa manteve o domínio do jogo com muita qualidade. O 2º golo nasceu na sequência de um canto apontado por Tozé e o Renato ao 2º poste, faz um belo golo de cabeça. O jogo manteve o mesmo sentido e com naturalidade o 3º golo surge através do Tozé na se- quência de uma jogada bem delinea- da por João Pedro e Nélinho. Na 2º parte manteve-se a mesma toada com mais dois golos da equipa alvi-negra: por Nélinho, que bisou na partida, através de uma grande joga- da de Rui. O 5º golo foi o momento da tarde com o passe de rotura de Hugo que isola Rui, que perante a saída do guarda-redes do Mondim, faz um cha- péu com um belo efeito. JUVENIS Boa exibição do S.C. Mesão-Frio que com esta vitória, isolam-se no 3º lugar do campeonato de Juvenis. Boa exibi- ção da arbitragem. PRÓXIMA JORNADA 2012 - 04 - 14 Visitado Visitante SC Vila Real Diogo Cão Abambres SC Mondinense FC SC Mesão Frio GD Ribeira de Pena ADC Constantim Pedras Salgadas FC Fontelas GD Chaves Pos. Equipa P J V E D GM GS 1 SC Régua 49 19 16 1 2 66 11 2 GD Chaves 45 17 15 0 2 61 14 3 Mondinense 39 19 13 0 6 51 36 4 SC Mesão Frio * 38 18 12 2 4 53 14 5 Diogo Cão 38 19 12 2 5 68 26 6 Abambres SC 35 18 11 2 5 46 24 7 Pedras Salgadas 21 16 7 0 9 30 53 8 SC Vila Real 18 18 5 3 10 21 34 9 GD Ribeira de Pena 18 17 6 0 11 29 46 10 ADC Constantim 15 18 5 0 13 19 54 11 AD Flaviense 10 18 3 1 14 13 52 12 FC Fontelas 2 17 0 2 15 8 72 JORNADA 20 2012 - 04 - 01 Visitado Visitante SC Régua 1 - 0 SC Vila Real Diogo Cão 4 - 1 Abambres SC Mondinense FC 7 - 0 AD Flaviense GD Ribeira de Pena 0 - 1 ADC Constantim Pedras Salgadas - FC Fontelas ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 DESPORTO I 13ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 20124 I MESÃO FRIO
  5. 5. Mesão Frio marcou, uma vez mais, presença na Bolsa de Turismo de Lis- boa (BTL), na tarde do passado dia 3 de Março. A delegação que repre- sentou Mesão Frio neste importante certame turístico e de negócios mos- trou as potencialidades do concelho: o vinho, o artesanato, a gastronomia e o folclore. A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorreu entre 29 de Fe- vereiro a 04 de Março, é uma opor- tunidade única para a promoção e divulgação das potencialidades turísticas nacionais. Mesão Frio, in- serido num conjunto de iniciativas do Turismo do Douro, promoveu-se comoPortadoDouro,nopassadodia 16 de Janeiro, na BTL e, pela primeira vez, mostrou as suas potencialidades nesta importante feira de negócios e turismo, que todos anos decorre na Feira Internacional de Lisboa. O Município de Mesão Frio mar- cou presença na edição de 2012 da BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu entre 29 de Fevereiro a 04 de Março, na FIL – Feira Interna- cional de Lisboa, no Parque das Na- ções. A Câmara de Mesão Frio prepa- rou um programa onde se destacou o Folclore, com o Rancho Folclórico de Barqueiros do Douro, o artesanato, com a cestaria, a renda de Barquei- ros, a tanoaria, a gastronomia, com fumeiro das Carnes Leandro, biscoi- to de Vila Marim, e provas de vinhos com produtores locais. Mesão Frio promoveu também as suas potencia- lidades turísticas, desde a sua quali- dade do ambiente natural, ambiente rural, turismo activo e desportivo, turismo monumental e religioso e tu- rismo cultural através da exibição de um vídeo e uma exposição com 120 fotografias. Recorde-se que, segun- do a organização, a edição de 2011 da BTL, na qual Mesão Frio também participou, encerrou as portas com mais de 74.000 visitantes. A integra- ção neste certame prendeu--se com a necessidade de continuar a criar condições para atrair novos turistas e visitantes, fundamentais ao desen- volvimento e crescimento deste sec- tor económico do nosso concelho. A Câmara Municipal de Mesão Frio, em parceria com o Centro de Saúde – Equipa de Unidade na Co- munidade do Douro e com o Pro- jecto “3 Saberes” – Contratos Locais de Desenvolvimento Social – CLDS, realizou,nodia8deMarço,umaSes- são de sensibilização sobre “Cancro da Mama". Perante uma plateia maioritaria- mente composta por mulheres, os presentes foram alertados para o facto de em Portugal, o Cancro da Mama ser o tipo de cancro mais co- mum entre as mulheres. Anualmente são detectados cerca de 4500 casos novos, e por ano mor- rem 1500 mulheres vítimas desta do- ença. A melhor forma de combate- -la é o diagnóstico precoce, ou seja, quantomaiscedofordetectada,mais eficaz pode ser o seu tratamento. Acção de sensibilização no Dia Internacional da Mulher Mesão Frio Apresentou-se na Bolsa de Turismo Lisboa “Neste importante certame turístico e de negócios mostrou as potencialidade do concelho: o vinho, o artesanato, a gastronomia e o folcore" Folclore animou BTL Mesão Frio mostrou-se como destino de excelência Sete Inicial 12 Pedro Ferreira 2 Renato 11 Marco 7 Pedro Pinto 20 Nuno Visa 17 Daniel 4 João Pinto Suplentes 15 António 8 Armando 10 Paulinho 13 Rafael Treinador Júlio Fragoso RELATÓRIO DE JOGO INFANTIS Sabro 8 | Mesão Frio 2 Golos Nuno Viza (2) Um jogo em que Mesão-Frio entrou mal, teve a perder por 2-0, depois de alguns ajustes conseguimos empatar (2 golos de Nuno Visa), foi com esse resultado que fomos para o interva- lo. Na segunda parte o Sabro entrou novamente melhor marcando mais 2 golos enquanto o Mesão-Frio não conseguia marcar as suas oportuni- dades. Num jogo com muitas faltas, Nuno Visa, Marco, Renato e Armando saíram lesionados, o Sobro ampliou a vantagem com mais 4 golos. INFANTIS PRÓXIMA JORNADA 2012 - 04 - 14 Visitado Visitante Mondinense Vila Real B Alijoense CCPAD B * Mesão Frio AD Flaviense Constantim ADC Sabro S. M. Penaguião Abambres C Pos. Equipa P J V E D GM GS 1 Mondinense 40 15 13 1 1 84 24 2 S. M. Penaguião 36 15 12 0 3 67 24 3 Diogo Cão B 33 15 11 0 4 63 27 4 Vila Real B 30 15 10 0 5 65 32 5 ADC Sabro 28 15 9 1 5 71 42 6 Mesão Frio * 21 15 7 0 8 58 57 7 CCPAD B 11 15 3 2 10 32 55 8 Alijoense 10 15 3 1 11 24 85 9 Abrambres C 8 14 2 2 10 34 76 10 Constantim 1 14 0 1 13 15 91 JORNADA 19 Visitado Visitante CCPAD B 3 - 4 Mondinense Diogo Cão B 3 - 0 Alijoense Vila Real B 6 - 2 S. M. Penaguião ADC Sabro 8 - 2 Mesão Frio * Abambres C 5 - 0 Constantim Sete Inicial 1 Bruno Santos 2 André Ferreira 4 Telmo Lopes 9 Carlos Sousa 13 João Teixeira 21 Fábio Mondim 11 Diogo Pereira Suplentes 22 Marcos Pinto 31 Tomás Pinto 17 Ricardo Lopes 18 Filipa Fernandes 14 Ruben Silva Treinador Luís Sequeira RELATÓRIO DE JOGO BENJAMINS mesão frio 2 | vila real C 4 Golos João Teixeira (1), Carlos (1) Um jogo bastante equilibrado, onde o Mesão-Frio foi na primeira parte uma equipa superior e que defensi- vamente não deu grandes hipóteses à equipa adversária para marcar. Criou algumas ocasiões de golo, inclusivé mandou uma bola ao poste, no final da primeira parte. Na segunda parte o Vila Real en- trou mais forte, não deixando o SC Mesão Frio sair a jogar, pressionando alto, criando nesse período de jogo varias ocasiões de golo, chegando ra- pidamente terceiro golo, tendo ainda desperdiçado uma grande penalidade O Mesão Frio a partir daqui reagiu, obtendo mais pose de bola, criando ocasiões de golo, acabando por re- duzir, 2-3. O Vila Real num dos seus contra-ataques acabou por beneficiar de outra grande penalidade, que viria converter fazendo o 2-4, acabando as- sim com o jogo. BENJAMINS Parabéns ao Vila Real que ganhou bem e aos jogadores de Mesão-Frio que se esforçaram, lutaram e traba- lharam durante o jogo. PRÓXIMA JORNADA 2012 - 04 - 14 Visitado Visitante Diogo Cão C Constantim Mondinense Alijoense Abambres C CCPAD B Vila Real C S. M. Penaguião ADC Sabro Mesão Frio * Pos. Equipa P J V E D GM GS 1 Abambres C 45 15 15 0 0 151 11 2 Diogo Cão C 39 15 13 0 2 106 23 3 ADC Sabro 30 15 10 0 5 121 26 4 S. M. Penaguião 28 15 9 1 5 110 38 5 Mondinense 26 15 8 2 5 62 48 6 Vila Real C 17 15 5 2 8 54 80 7 Constantim 17 15 5 2 8 27 67 8 CCPAD B 11 15 3 2 10 32 69 9 Mesão Frio * 7 15 2 1 12 38 64 10 Alijoense 0 15 0 0 15 2 277 JORNADA 15 2012 - 03 - 24 Visitado Visitante CCPAD B 1 - 2 Mondinense Alijoense 2 - 23 Diogo Cão C S. M. Penaguião 1 - 4 Abambres C * Mesão Frio 2 - 4 Vila Real C Constantim 0 - 7 ADC Sabro Acompanhe o Sport Clube de Mesão Frio com o "Ecos de Mesão Frio" Sport Clube de Mesão Frio ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 MESÃO FRIO I 5ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 201212 I DESPORTO
  6. 6. Investimentos Resende - Investimentos privados de 11,8 milhões PRODER viabiliza mais de 200 projectos no concelho de Resende O concelho de Resende tem be- neficiado de vários milhões de eu- ros através dos diversos projectos aprovados ao abrigo do Programa Nacional de Desenvolvimento Rural (PRODER). Até final de 2011 foram aprovadas mais de 200 candidaturas com um investimento associado de 11,8 mi- lhões de euros e apoio PRODER na ordem dos 7 milhões de euros. Estes projectos estão já a ser executados. Para o Presidente do Município de Resende, António Borges, este tipo de apoios é muito importante para a dinamização da nossa base produtiva tradicional e para o nos- so mundo agrícola. Quero ainda salientar que no caso de Resende, quando comparamos com outros concelhos, a capacidade de captar investimentos nesta área tradicio- nal foi muito maior. No âmbito do sub-programa 1 promoção da competividade - a medida com mais projectos apro- vados é a que apoia a instalação de jovens agricultores que somou 79 projectos aprovados, num investi- mento global de 3.708 milhões de euros. Através da medida moderniza- ção e capacitação das empresas foram 70 as entidades com candi- daturas viabilizadas no concelho, representando um investimento total de 6.450 milhões de euros. No que diz respeito ao sub-pro- grama 2 gestão sustentável do es- paço rural - o PRODER aprovou 26 candidaturas às quais atribuiu uma comparticipação num montante total de 539,000,00 euros. No sub-programa 3 dinamização das zonas rurais foram viabilizadas duas candidaturas, nas áreas do desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer e dos serviços básicos para a população rural. Para nós é motivo de satisfação que,aoesforçodeinvestimentopú- blico que a Câmara faz, se juntem, por exemplo, cerca de 80 jovens com projetos agrícolas financiados e a serem executados, explica An- tónio Borges. Dadaaactualconjuntura,aapro- vação e implementação destes pro- jectos no concelho irá aumentar a competitividade do sector agrícola, promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos natu- rais e revitalizar a economia local. "Até final de 2011 foram aprovadas mais de 200 candidaturas com um investimento associado de 11,8 milhões de euros e apoio PRODER na ordem dos 7 milhões de euros." ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 REGIÃO I 11
  7. 7. Centenário do Orfão do Porto Para celebrar o ano do seu cente- nário, o Orfeão Universitário do Porto está a apresentar, por todo o país, espetáculos que têm vindo a encantar o público que o tem acompanhado. Santa Marta de Penaguião foi uma das vilas escolhidas pelo grupo para apresentar um pouco do tra- balho desenvolvido ao longo de todo o ano. A Esri Portugal distinguiu com o prémio PROJECTO SIG 2011 o «Geo- portal de Cadastro Vitivinícola», um projecto do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) cujo prin- cipal objectivo é melhorar e facilitar o processo de atribuição das Deno- minações de Origem Porto e Douro. Trata-se de uma aplicação web para consulta e edição de parcelas de vi- nha da Região Demarcada do Douro que já permitiu, entre ouros pontos, melhorar o atendimento aos viticul- tores, aumentar a eficácia na avalia- ção das parcelas e agilizar a análise dos processos de vistoria. O «Geoportal de Cadastro Vitivi- nícola», baseado num Sistema de In- formação Geográfico (SIG), consiste numa aplicação web, de natureza geográfica, e destina-se a ser utiliza- do para consulta e edição de parce- las de vinha da Região Demarcada do Douro com vista à atribuição das Denominações de Origem Porto e Douro. O seu desenvolvimento per- mitiu, entre outros parâmetros, me- lhorar o atendimento dos viticulto- res, aumentar a eficácia na avaliação das parcelas, agilizar a análise dos processos de vistoria, alterar a base de dados das parcelas de alfanumé- rica para geográfica e automatizar os processos. Recentemente, a Esri Por- tugal premiou este projecto do IVDP pelo seu "carácter inovador". O Prémio Projeto SIG, entregue no decorrer do EUE 2012 – Encontro de Utilizadores Esri Portugal, pretende distinguir os projectos que, "pela sua inovação e visão, demonstram o po- der da tecnologia SIG para o sucesso das organizações que utilizam a in- teligência geográfica para observar a realidade, analisar, agir e partilhar, para uma visão unívoca de Portugal e do mundo", destaca a organização. A Esri Portugal é uma empresa pioneiraeinovadoraquesecentrana oferta de tecnologia de Sistemas de Informação Geográfica em Portugal, há mais de 20 anos. Os seu principal foco é o apoio a organizações na to- mada de decisão, através da gestão e análise de informação geográfica. IVDP ganha prémio com projecto inovador para avaliação das parcelas IVDP Premiado São cinco os agentes económicos que vão estar, de 26 a 29 de Março, no espaço do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) na Alimen- taria, pavilhão “Intervin - Salão de Vinhos e Bebidas Espirituosas”, em Barcelona. Esta iniciativa vem refor- çar a presença dos vinhos da Região Demarcada do Douro num mercado que se mantém fiel ao Vinho do Por- to e, em simultâneo, contactar com outros países que se começam a re- velarpotenciaisconsumidorescomo é o caso da China, Rússia e Angola. É mais uma importante acção num dos países mais tradicionais de consumo de vinho, que desde a década de 90 integra o top 10 dos mercados de Vinho do Porto. Apesar da conjuntura económica que o país atravessa, 2011 encerrou com as ex- portações a crescerem 1,1 por cento e nos dois primeiros meses de 2012, relativamente ao mesmo período do ano anterior, Espanha regista um crescimento de quase 11 por cento. "No mercado tradicional para o Vinho do Porto, Espanha tem-se mantido inscrita todos os anos nos objectivos de promoção do IVDP, com o desenvolvimento de um tra- balho contínuo e incisivo designada- mente com públicos especializados, como sejam jornalistas e profissio- nais do sector da restauração e dos vinhos", explica Manuel de Novaes Cabral, acrescentando que "a pre- sença na Alimentaria tem-se reve- lado também uma oportunidade de novos negócios tendo em conta os números este mercado apresenta". Em 2012, já foram realizadas 15 acções de formação em Escolas de Hotelaria espanholas, assim como duas acções com Chefes de prestí- gio (Restaurante Calima 2 estrelas Michelin, em Marbella e Chef Dani Garcia. Seguem-se, em Maio, no Dos Cielos, 1 estrela Michelin, em Barce- lona, acções com dois Chefs Sérgio e Javier Torres). Das sessões já realizadas no ciclo de formação, que começou há três anos, nalgumas das principais esco- las de Hotelaria de Espanha (Barce- lona, Madrid (5), Bilbao, Santiago de Compostela, entre as principais) par- ticiparam cerca de 500 futuros profis- sionais, com 18 empresas de Vinho do Porto a colaborar no projecto. Na Alimentaria, além dos contac- tos que as empresas vão encetar com possíveis compradores, o IVDP vai proporcionar provas de Porto e Cho- colate Valhorna e prova comentada de Vinho do Porto e Sobremesa com criações do Chef Manuel Jara, um dos maiores especialistas espanhóis da actualidade, pasteleiro de profis- são e professor por vocação, cola- borador de revistas especializadas a nível nacional e internacional, com uma passagem de 5 anos no concei- tuado Zalacaín (3 estrelas Michelin). Este certame conta com mais de 1.000 produtores internacionais e 22.000 m2 de exposição, entre em- presas líderes de grupos internacio- nais e líderes de mercado do vinho. Espanhóis aumentaram consumo de Vinho do Porto Números de Fevereiro apresentam crescimento de 10,7% “No mercado tradicional para o Vinho do Porto, Espanha tem-se mantido inscrita todos os anos nos objectivos de promoção do IVDP, com o desenvolvimento de um trabalho contínuo e incisivo” ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 REGIÃO I 7ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 201210 I REGIÃO
  8. 8. ECOS DE MESÃO FRIO (EMF): Volvidos dois anos meio após a eleição, como avaliaria este mandato enquanto Presidente de Câmara? ALBERTO PEREIRA (AP): O maior desafio da minha vida. Então dadas as circunstâncias que nos encontramos… Continuamos a lutar todos os dias, porque a Troika chegou a Mesão há dois anos e meio, em Outubro de 2009. Encontramos o Município com uma dívida brutal, em que a dívi- da a fornecedores e à banca ultrapassava os 10 mi- lhões de euros, e com mais de 2 milhões de euros de obras adjudicadas. Portanto, deparamo-nos, assim que assumimos os destinos da Câmara Mu- nicipal de Mesão Frio, com uma situação gigan- tesca, com várias penhoras, e tivemos que nos de- senvencilhar delas, logo nos dois primeiros meses de mandato. Quando as coisas se começavam a equilibrar eis que vem aí a Troika e nos impõe me- didas de tal maneira bruscas, que está a impedir de todo, que façamos o nosso trabalho com rigor e como pretendíamos, que era o bem para o nosso concelho e para as nossas populações. Que medidas foram essas? Concretamente passaram essencialmente por duas medidas, quer uma quer outra são impor- tantíssimas, mas limitativas no trabalho que de- senvolvemos todos os dias. Primeiro foi em ter- mos de transferências de Estado, quando a nossa câmara está dependente em mais de 80% do Esta- do. Só aí sofremos um corte que já ultrapassa 50 mil euros mês, nas transferências de Estado, se a isto somarmos as amortizações que temos que fa- zer aos bancos, mais os juros do empréstimo que fizemos para o saneamento financeiro da Câmara, isto dá-nos um acréscimo de despesas mensais muito grande tendo em conta as nossas receitas. Segundo ponto que a Troika também nos impôs foi, ultimamente, a Lei dos Compromissos, essa sim está-nos a por completamente à deriva, por- que impõe-nos um garrote de tal maneira, que nós estamos neste momento impossibilitados de comprar o que quer que seja. Há câmaras, inclu- sive, que correm o risco de parar. Há já câmaras a ameaçar não terem dinheiro para pagar os venci- mentos ao fim deste mês. Depois de 2 anos e meio como Presidente de Câmara a lidar com as pessoas, onde está a di- ferença antes de Outubro de 2009 e depois de Outubro de 2009? As diferenças são muitas. Aliás perderia muito tempo aqui a numerar todas as diferenças que existem hoje, em relação ao que encontrámos. Desde logo a diferença está na forma de gerir a coisa pública. Hoje a Câmara de Mesão Frio, tem uma gestão cuidada e rigorosa, só compramos o que podemos e deixámos de contractar serviços que achámos, no nosso entender, que eram su- pérfluos. Foram esses serviços que ao longo dos últimos anos levaram a Câmara a estar como está, portanto tomando estas medidas, cortando no que consideramos desnecessário, fazendo uma gestão rigorosa do bem público, nós conseguimos pouco a pouco equilibrar as contas do município. Hoje a dívida do Município é de quanto? Posso dizer que, no ano de 2011, a dívida já está abaixo dos 9 milhões. Ou seja baixou? A dívida a fornecedores e à banca baixou um 1milhão e 300 mil euros, em dois anos, e passámos o ano 2011, com uma dívida a fornecedores de 38 ALBERTO MONTEIRO PEREIRA PERFIL Alberto Pereira, 50 anos, natural de Loivos da Ribeira, do concelho de Baião. Licenciado em Biologia, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Professor de profissão. Alberto Pereira foi eleito, em Outubro de 2009, como independente pelo Partido Socialista, numas eleições renhidas. É o nosso primeiro entrevistado, neste espaço que em todas as edições procurará ouvir pessoas dos mais variados quadrantes de Mesão Frio. Numa pequena conversa, o Vosso Jornal dá a conhecer o que pensa o Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio. "Continuamos a lutar todos os dias, porque a Troika chegou já a Mesão há dois anos e meio, em Outubro de 2009." mil euros, portanto isto também é muito impor- tante. Se a isto juntarmos o enorme investimento que estamos a fazer no concelho, como não há memória, chegamos facilmente à conclusão que, ao longo dos últimos dois anos, nós não só amor- tizamos a dívida como fizemos um investimento ímpar. Desde logo, o Centro Escolar, que foi inau- gurado há cerca 15 dias atrás e que custou mais de 3 milhões de euros, a Regeneração da Vila, da qual fazem parte o acesso ao Centro Escolar e a Recu- peração do Mercado Municipal, a recuperação do Cruzeiro, a recuperação das traseiras da Câmara, que era uma autêntica lixeira, a recuperação do Fundo de Vila e do Bairro Francisco Sá Carnei- ro. Por tanto, todas estas obras ultrapassam os 2 milhões e 850 mil euros, a par disto, arrancamos com a construção da nossa Biblioteca que ultra- passa 1 milhão de euros. Estas são as obras mais emblemáticas nestes últimos dois anos, já não fa- zendo referência às pequenas obras que todos os dias vamos fazendo, nas diferentes freguesias do concelho e que têm feito parte do relatório que vai à Assembleia Municipal, de dois em dois meses. Comenta-se que estas obras, e estes projectos todos, não são consequência do trabalho des- te executivo que lidera, mas sim do executivo anterior… Continuo a dizer o seguinte: efectivamente o Centro Escolar tinha arrancado um mês antes das eleições autárquicas de 2009. Realmente isso é verdade. O pior foi tudo o que veio depois. É que o projecto inicial custava 2 milhões e 300 mil euros e acabou por custar 3 milhões, porque tivemos que melhorar o que já estava em execução, quer em ar- ranjos interiores, quer em arranjos exteriores. De- poismaisgravequeisso,équenemsequerhaviaa possibilidade das crianças chegarem à escola, não havia qualquer ideia de como as crianças lá che- gariam. Falava-se de uma estrada que ia da Adega até ao meio da vinha. Outra possibilidade seria ir a pé de cima da Rua Dr. Domingos Monteiro para o Centro Escolar. Nós, nestes dois anos e meio não só criamos as condições de acesso, como executa- mos na prática, e está já totalmente asfaltada nos dias de hoje. Isto é bom que se diga. Os projectos eram sempre sempre à toa e sem nexo. Depois as pessoas ficavam penduradas sem saber, nunca eram executados em definitivo. Depois ainda en- contramosumprojectoparaoMercadoMunicipal que custava qualquer coisa como 6 milhões de eu- ros. Eram projectos que não tinham qualquer exe- quibilidade e eram impossíveis levar por adiante. Nós encontramo-nos a executá-los, adaptando os projectos que já existiam, e que comportavam uma galeria com mais de 30 lojas, um fórum que mais ou menos ocupava o parque subterrâneo do Mercado, esse projecto sim, nós já tivemos que o adaptar à realidade e às nossas possibilidades. O arranjo urbanístico no Bairro Francisco Sá Car- neiro não estava previsto, o que estava previsto era levantar a Rotunda do Fundo de Vila em frente ao Restaurante “O Barracão” e ali fazer uma praça ao nível superior. O Largo do Cruzeiro também é da nossa autoria, tivemos que fazer um pequeno ajuste para que qualquer dia o cruzeiro não fosse derrubado por um camião. Quanto à Biblioteca basta dizer que este projecto foi falado durante dez anos como iminente e fomos nós que o des- bloqueamos e estamos a executar. Não vale a pena estarmos aqui a discutir projectos, conta mais de quem os faz e de quem os executa, de quem os consegue e de quem leva a obra por adiante, e acho que nisso estamos a ser vitoriosos. Aquando da tomada de posse deste executivo falava-se na construção de um Pavilhão Multiu- sos em Mesão Frio. Qual o ponto da situação? O Multiusos era mais um daqueles projectos que nós pagamos e que nunca saiu do papel, pois era mesmo para não sair do papel, porque era de tal maneira caro e grandioso que um Município da nossa dimensão estaria hipotecado para os próximos 50 anos e mesmo assim não o pagaria. O projecto foi apresentado uma semana antes das eleições, num outdoor, que até deu polémica na altura. Era uma parceria público-privada e que se- ria a ruína do nosso concelho, para os próximos 50 anos. A Câmara de Mesão Frio não teria a mínima hipótese de pagar. Fomos já nós que tivemos que abortar isso tudo, porque seria de todo impossível de pagar e de concretizar, ainda mais agora, com estas medidas de austeridade. Nestes dois anos e meio que leva de mandato qual foi o momento mais marcante enquanto Autarca de Mesão Frio? Acho que todos os momentos são importan- tes, desde o contacto diário com as pessoas, o ir de encontro às suas pretensões, o desafio de pôr esta câmara com condições económicas e a cum- prir com as suas obrigações. As obras que temos levado por diante e que são para nós consideradas como quase um filho, que vemos nascer e crescer. O dia da vinda do Presidente da Republica tam- bém será com certeza um dia marcante, não só para mim, mas para o nosso concelho e para as gentes do nosso concelho, até porque coincidiu com duas grandes inaugurações: o Centro Esco- lar e a Rua Professor António da Natividade. São momentos marcantes para um autarca desde que saibamos que estamos a fazer o melhor para as nossas gentes. Qual é a obra que mais o orgulha nestes dois e meio de mandato? Estouorgulhosoessencialmenteporduasobras, uma tendo em conta o futuro das nossas popula- ções. Aliás, passa pelas duas. Porque nós não po- demos ter pessoas válidas no nosso concelho se não forem cultas e tudo que possa contribuir para engrandecer a sua cultura é bem-vindo. Nós esta- mos a querer dar um passo em frente na ajuda às nossas populações, e não haja dúvidas que, quer o Centro Escolar, quer a Biblioteca Municipal, são duas grandes obras que irão engrandecer, e de que maneira, Mesão Frio e as suas gentes. E aquela obra que ainda não está feita, mas que era um sonho, um grande desejo, a maior con- cretização enquanto autarca? O meu maior sonho enquanto autarca seria le- var por diante o alargamento do Cemitério de Me- são Frio e criar uma infra-estrutura desportiva em que os nossos jovens pudessem praticar desporto em boas condições. Tivemos oportunidade no passado para construir um campo de futebol com relvado, como todos os concelhos do país o fize- ram,eaCâmaraMunicipaldeMesãoFrio,aparde Ribeira de Pena, foram as únicas do país que não aproveitaram essa oportunidade, portanto hoje temos dezenas e dezenas de jovens a praticar des- porto no nosso concelho, coisa que não acontecia no passado, e gostava de retribuir dando melhor condições criando uma infra-estrutura de acordo com as nossas capacidades e dimensões que pu- dessem ir de encontro às pretensões e desejos de todos os jovens do nosso concelho. Na sua opinião de autarca, de mesãofriense e de cidadão, como vê o surgir de um jornal em Me- são Frio? O que lhe transmite? Eu acho que é de todo importante existir um meio de comunicação de Mesão Frio, desde que seja um meio de comunicação isento, um meio de comunicação competente e sério. Será uma mais- -valia para as nossas gentes e para a nossa terra. Desde logo porque vai ser uma forma de divul- garmos aquilo que melhor fazemos, de divulgar o que por cá temos e aquilo que somos capazes. Portanto, se o fizerem de uma forma competen- te, de certeza absoluta que este jornal terá pernas para andar e que será uma mais-valia para o nosso concelho. "O meu maior sonho enquanto autarca seria levar por diante o alargamento do Cemitério de Mesão Frio e criar uma infra-estrutura desportiva em que os nossos jovens pudessem praticar desporto em boas condições." "Acho que todos os momentos são importantes, desde o contacto diário com as pessoas, o ir de encontro às suas pretensões, o desafio de pôr esta câmara com condições económicas e a cumprir com as suas obrigações" ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 2012 ENTREVISTA I 9ECOS DE MESÃO FRIO nº1 | 1ª Quinzena de Abril de 20128 I ENTREVISTA

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