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Almeida Garrett Biografia

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Almeida Garrett Biografia

  1. 1. 1799 - 1854
  2. 2. Iniciador do Romantismo, refundador doteatro português, criador do lirismomoderno, criador da prosa moderna,jornalista, político, legislador, Garrett éum exemplo de aliança inseparável entreo homem político e o escritor, o cidadãoe o poeta. É considerado, por muitosautores, como o escritor português maiscompleto de todo o século XIX,porquanto nos deixou obras-primas napoesia, no teatro e na prosa, inovando aescrita e a composição em cada umdestes géneros literários.
  3. 3. Cronologia de uma vida João Baptista da Silva Leitão Biografia A viagem de Garrett
  4. 4. 1799 - João Baptista da Silva Leitão, que mais tarde acrescentou os apelidos Almeida Garrett, nasceu no seio de uma família burguesa na cidade do Porto, a 4 de Fevereiro de 1799. Casa na Rua Dr. Barbosa de Castro, no Porto, onde Garrett nasceuVista do Porto tirada do convento da Serra do Pilar
  5. 5. 1804 -1808 - Passou a infância repartidapela Quinta do Castelo e a do Sardão, emVila Nova de Gaia, nas margens do Douro,onde ouviu com agrado velhas histórias elendas populares narradas pelas suascriadas velhas, que mais tarde viriam ainspirar a sua obra.
  6. 6. 1809-16 – Neste período, em que Portugal sofreu as invasões francesas, a sua família trasladou-se para a ilha Terceira, no arquipélago dos Açores, antes que as tropas de Soult entrassem no Porto. Passagem do Douro, em 11 de Maio, 1809Nos Açores, recebe uma educação clássica e iluminista (Voltaire e Rousseau, quelhe ensinam o valor da Liberdade), orientada pelo tio, Frei Alexandre daConceição, Bispo de Angra, ele próprio escritor.Estudou para seguir a carreira eclesiástica, mas cedo viu que não tinha vocaçãoreligiosa.Primeiras incursões literárias, sob o pseudónimo de Josino Duriense.
  7. 7. 1816 – Regressa à pátria.Funda, em 1817, uma loja maçónica.Em 1817 matricula-se na a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra(foco de fermentação das ideias liberais).Por esta altura conheceu as obras dos enciclopedistas franceses (Voltaire,Rousseau, e outros), tendo contactado igualmente com as obras dos primeirosescritores românticos.Em 1818, primeira versão de "O Retrato de Vénus", que será acusada comosendo "materialista, ateu e imoral". Participa na Revolução vintista. Vem paraLisboa.Em Coimbra, Garrett adere aos ideais revolucionários liberais, tendo em 1820participado ativamente na Revolução Liberal Portuguesa, que se bateu contrao regime absolutista que vigorava então.
  8. 8. Em 1820, finalista em Coimbra, recebe com entusiasmo e otimismo a notíciada revolução liberal.Em 1821, representa o Catão e publica em Coimbra O Retrato de Vénus, obrasmarcadas ainda por um estilo arcádico. Arcádicos são igualmente os poemasque escreve durante este período e que serão insertos, em 1829, na Lírica deJoão Mínimo.1822 – Funda e dirige, com Luís Francisco Midosi, o jornal O Toucador,“periódico sem política, dedicado às senhoras portuguesas".Ainda em 1822, é nomeado funcionário do Ministério do Reino.Casa neste ano com Luísa Midosi: Garrett tem 23 anos, ela 14... Retrato de Luísa Cândida Midosi com 18 anos de idade
  9. 9. 1823-27 - Com a Vilafrancada, é preso no Limoeiro.Aquando das contra revoluções lideradas por partidários absolutistas, Garrettexilou-se. Vai para o primeiro exílio em Inglaterra, Birmingham. Vive numaprecária subsistência.Em 1824, está em França, no Havre. Escreve "Camões“ e "Dona Branca". EmDezembro, fica desempregado.Em 1825, escreveu em França o seu poema “Camões”, que é considerado omarco introdutório do romantismo português.
  10. 10. Em 1826, publica também o Bosquejo da História da Poesia e LínguaPortuguesa, como introdução à antologia de poesia portuguesa ParnasoLusitano.Com a morte de D. João VI, em 1826, é amnistiado.Durante um período de tréguas, regressa a Portugal e mostra-se confiante naCarta Constitucional acordada entre D. Pedro e D. Miguel, mais moderada queo programa vintista.Dedica-se ao jornalismo político nos jornais O Português e O Cronista.
  11. 11. Em 1828, depois da retoma do poder absoluto por parte de D. Miguel, partepara o segundo exílio, em Inglaterra, Plymouth.Em Inglaterra e em França conheceu os autores clássicos ingleses e franceses,mas também autores românticos como Southe e Wordsworth, Rousseau eVictor Hugo.Começa a escrever a "Lírica de João Mínimo".Nesse ano Garrett, que vê morrer uma sua filha recém-nascida.Em 1829, publica em Londres a Lírica de João Mínimo e o tratado Da Educação.Ainda em Londres, é secretário de Palmela no governo exilado.
  12. 12. Em 1830, publica o tratado político Portugal na Balança da Europa, ondeanalisa a história da crise portuguesa e exorta à unidade e à moderação.1830-31 - Edita o violento panfleto "Carta de Múcio Cévola ao futuroeditor do primeiro jornal liberal em português", numa época marcada porduas crises de saúde graves.
  13. 13. 1832 - Um ano de fogo!Em 1832, parte para a ilha Terceira, incorpora-se noexército liberal, e participa no desembarque em Mindelo.Escreve, durante o cerco do Porto, o romance histórico OArco de Santana e colabora com Mouzinho da Silveira nasreformas administrativas.É encarregue de várias missões diplomáticas, dissolvidasem 1993. Desabafa: "Se não sou exilado ou proscrito, nãosei o que sou." 1833 - Regresso a Lisboa, depois de saber da entrada das tropas liberais. Secretário da comissão de reforma geral dos estudos cujo projeto de lei inteiramente redige.
  14. 14. Após a guerra civil portuguesa, queopôs durante 14 anos (1820-1834)liberais a absolutistas, Garrett,regressado à Pátria, torna-se numafigura de peso na nação.
  15. 15. Em 1834, é nomeado cônsul-geral em Bruxelas, numa espécie de terceiroexílio motivado pelo cada vez maior desencanto em relação à políticaportuguesa (a divisão dos liberais, a corrida aos cargos públicos), ondecontacta com a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe).Também exerceu funções diplomáticas em Londres e em Paris.
  16. 16. Em 1836, regressa a Lisboa, separa-se de Luísa Midosi e funda o jornal OPortuguês Constitucional.No mesmo ano, após a Revolução de setembro, é incumbido pelo governosetembrista de Passos Manuel da organização do Teatro Nacional.Nesse âmbito, desenvolverá uma ação notável, dirigindo a Inspeção Geral dosTeatros e o Conservatório de Arte Dramática, intervindo no projeto do futuroTeatro Nacional de D. Maria II e escrevendo ao longo dos anos seguintes todoum repertório dramático nacional: • Um Auto de Gil Vicente (1838) • Dona Filipa de Vilhena (1840) • O Alfageme de Santarém (1842) • Frei Luís de Sousa (1843).
  17. 17. Em 1837, é deputado por Braga, para as Cortes Constituintes. Em Novembro,nasce o primeiro filho de Adelaide Pastor - com quem começara a viver -,Nuno, que morre com pouco mais de um ano.1838: enquanto continua a redigir leis, escreve "Um Auto de Gil Vicente".É nomeado cronista-mor do reino.Nasce o segundo filho de Adelaide, que também morrerá.Em 1838, torna-se deputado da Assembleia Constituinte e membro dacomissão de reforma do Código Administrativo.Em 1840, é eleito por Lisboa e Angra na nova legislatura
  18. 18. 1841-42 - Nascimento da sua filha Maria fruto do romance com AdelaideDeville Pastor, que morrerá em 1841, com apenas 22 anos. (episódio queinspirará o Frei Luís de Sousa).Com a assinatura de Joaquim António deAguiar (!), é demitido dos cargos deinspetor dos teatros, de presidente doconservatório e de cronista-mor.Em 1842, é eleito deputado e entra nasCortes. Publica O Alfageme de Santarém.
  19. 19. 1843 - 17 de Julho: inicia a celebérrima viagem ao vale de Santarém que naestá na origem de As Viagens da Minha Terra.Escreve a sua outra obra-prima: Frei Luís de Sousa.No ano de 1843 publica o 1.º volume do Romanceiro, uma recolha depoesias de tradição popular.
  20. 20. 1844 - Publica anonimamente uma autobiografia na revista"Universo Pitoresco".No Parlamento, reclama a reforma da Carta Constitucional e revela-se contra a pena de morte.Por ocasião dos acontecimentos de Torres Novas e das posições quedefende, a sua própria casa é por três vezes assaltada e devassadapela polícia. Salvo de prisão certa e deportação, graças à imunidadediplomática que lhe concede o acolhimento do embaixadorbrasileiro.Morre nos Açores a única irmã, Maria Amália.
  21. 21. 1845 - Aparece em capítulos, em Junho, na"Revista Universal Lisbonense", Viagens naMinha Terra.É representada a peça Falar Verdade aMentir, enquanto outra, As Profecias doBandarra se estreia.Envolve-se na campanha eleitoral daoposição ao cabralismo. Morre outro irmão,Joaquim António.Em 1845, lança o livro de poesias líricasFlores sem Fruto e o 1.º volume do romancehistórico O Arco de SantAna.
  22. 22. 1845 - Conhece Rosa Montufar, comquem tem uma ligação amorosa quese prolongará até ao ano da suamorte.O último grande amor de AlmeidaGarrett (1799-1854) terá sido RosaMontufar Infante, senhora deascendência espanhola, Viscondessada Luz, e casada.
  23. 23. Este idílio, ou paixão, veio a darorigem ao livro de poemas FolhasCaídas, publicado em 1853.
  24. 24. Em 1846, sai em volume o"inclassificável" livro dasViagens na Minha Terra,publicado um ano antes emfolhetim na Revista UniversalLisbonense.Com este livro, a críticaconsidera iniciada a prosamoderna em Portugal.
  25. 25. 1847-50 - Anda escondido no auge dos episódios da Patuleia. Como regresso de Costa Cabral ao executivo, é remetido ao ostracismopolítico.No ano seguinte, é representado A Comédia do Marquês.Em 1849, desgostoso de amores, passa uma breve temporada emcasa de Alexandre Herculano, à Ajuda. A política passa-lhe ao lado ecultiva a vida dos salões lisboetas. Protesta contra o projeto de leide imprensa, a designada "lei das rolhas". Dedica-se comregularidade à compilação final do seu "Romanceiro".
  26. 26. Em 1851, depois de um período de distanciamento face à vida política,regressa com a Regeneração, movimento que prometia conciliação eprogresso. Nesse ano, funda o jornal A Regeneração, aceita o título devisconde e reassume o seu papel de deputado, colaborando na proposta derevisão da Carta.Em 1852, torna-se, por pouco tempo, ministro dos Negócios Estrangeiros.Em 1853, publica o livro de poesias líricas Folhas Caídas, recebido com algumescândalo: o poeta era, na época, uma figura pública respeitável (deputado,ministro, visconde), que se atrevia a cantar o amor desafiando todas asconvenções, e muitos souberam ver na obra ecos da paixão do autor pelaviscondessa da Luz, Rosa de Montufar.
  27. 27. 1854 - Numa casa na Rua de Santa Isabel, em Lisboa, morre aos cinquenta ecinco anos, vítima de cancro de origem hepática.O seu biógrafo Francisco Gomes de Amorim escreve: "Eram seis horas e vinte ecinco minutos da tarde de sábado nove de dezembro de mil oitocentos ecinquenta e quatro." Casa onde morreu Almeida Garrett em Lisboa
  28. 28. No seu Curriculum Vitae, Almeida Garretttem de tudo um pouco: deputado, cronista-mor, poeta e prosador, estudioso ecompilador da literatura popular etradicional, par do reino, diplomata,ministro dos negócios estrangeiros,Visconde e até criador de moda – quando ogoverno liberal o nomeou Encarregado deNegócios de Portugal em Bruxelas, Garrettdeu largas à sua vocação de “Dandy”,frequentando os salões da alta sociedade.
  29. 29. Selo comemorativo do «Centenário da Morte de Almeida Garrett, 1957» Original do selo «Centenário da Morte de Almeida Garrett, 1957»Selo comemorativo dos «200 Anos doNascimento de Almeida Garrett, 1999»

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