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Audiovisualidades Soterradas: escavando o internet archive (ALCAR 2015)

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Apresentação de trabalho para mesa da ALCAR 2015 realizado na UFRGS.

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Audiovisualidades Soterradas: escavando o internet archive (ALCAR 2015)

  1. 1. Audiovisualidades soterradas: escavando o Internet Archive ALCAR 2015 – Gustavo D. Fischer [UNISINOS] Gustavo Daudt Fischer [unisinos]ALCAR 2015
  2. 2. • Memória das/nas interfaces web: do audiovisual às audiovisualidades soterradas. • 12/2014 – 12/2016 • Fernando Fristsch – Roberto Caloni (Bolsistas IC)
  3. 3. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web – Interfaces - Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  4. 4. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web – Memória - Interfaces - Arqueologia da Mídia - Escavações
  5. 5. Olia Lialina. My boyfriend came back from the war (Html-frames, 1996).
  6. 6. Não há dúvida que de a web possa ser potente de objetos empíricos que permitam o estudo das audiovisualidades como perspectiva para se pesquisar “as tendências comunicacionais, memoriais, projetuais e experimentais do audiovisual, inscrevendo-o em um campo heterogêneo de formatos, suportes e tecnologias que atravessam e transcendem as mídias, por convergência e dispersão” conforme mencionamos nos fundamentos do grupo de pesquisa Audiovisualidades e Tecnocultura: comunicação, memória e design (TCAv) .
  7. 7. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web –- Interfaces – Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  8. 8. tecnocultura • “As artes da modernidade e, por extensão, pós-modernidade, são caracterizadas por uma resposta aos efeitos das tecnologias da máquina na vida social assim como das possibilidades de produção de arte pela máquina” (SHAW, 2008, p. 146). “como é o mundo no objeto e como é o objeto no mundo?” (HARAWAY apud DUMIT, 1992, online)
  9. 9. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web – Interfaces – Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  10. 10. Tara McPherson (2006) 1. Desejo de mobilidade (“volition”) 2. Scan-and-search 1+2 = Promessa de transformação (3)
  11. 11. Não há dúvida que de a web possa ser potente de objetos empíricos que permitam o estudo das audiovisualidades como perspectiva para se pesquisar “as tendências comunicacionais, memoriais, projetuais e experimentais do audiovisual, inscrevendo-o em um campo heterogêneo de formatos, suportes e tecnologias que atravessam e transcendem as mídias, por convergência e dispersão” conforme mencionamos nos fundamentos do grupo de pesquisa Audiovisualidades e Tecnocultura: comunicação, memória e design (TCAv) .
  12. 12. "According to [Brewster] Kahle, the Internet is a medium for artifacts that are considered to be ephemeral, both bibliographic and nonbibliographic. Internet Archive wants to make those artifacts enduring for current and future scholars and the public."(p. 6) "The potential for IA’s successes and failures in preserving our past and present is already apparent to many in the technology realm. Scholars and technology are increasingly concerned with the possibility of a Digital Dark Age, a period in the not-so- far future when the manuscripts and ephemera used by historians, social scientists, and others to examine the past and present will not exist in a significant accumulation to yield useful historical or social context.“ (p. 7) Edwards, Eli. Ephemeral to Enduring: The Internet Archive and Its Role in Preserving Digital Media. 2004.
  13. 13. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web –- Interfaces – Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  14. 14. Alexander Galloway (2012) • A interface não é uma coisa, é um efeito de relação. Segundo o autor, deveríamos encarar a interface não como algo simples e transparente mas “um estado de ser/estar na fronteira”.
  15. 15. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web –- Interfaces – Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  16. 16. Pierre Nora A memória é a vida, sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento, inconsciente de suas deformações sucessivas, vulnerável a todos os usos e manipulações, sucetível de longas latências e de repentinas revitalizações. (Entre memória e história: a problemática dos lugares)
  17. 17. Wendy Chun • (...) devemos analisar, enquanto tentamos segurar um presente que está sempre degenerando, os caminhos nos quais [a] efemeridade é feita para durar. O que surpreende não é o fato de que a mídia digital se esvai (fade), desaparece, mas sim que ela fica e nós ficamos embasbacados por nossas telas enquanto elas efemeramente duram (2011, p.171).
  18. 18. Henri Bergson • Por memória se entende um princípio de conservação do passado, o qual não é aquilo que passou ou desapareceu, mas, ao contrário, o que se conserva. • A memória não é somente o princípio de conservação do passado, mas também o retorno incessante do passado em direção ao presente, a presença do passado no presente ou para este presente. • (Eduardo Braga, IMAGEM DIGITAL: IMAGEM-MOVIMENTO E A FENOMENOLOGIA BERGSONIANA)
  19. 19. Imagens-lembrança • A imagem-lembrança é produzida num salto realizado do presente para o passado(...). A imagem-lembrança é, assim, uma atualização da lembrança pura. Porém, apesar de ser uma imagem “atual”, ela não se desprende de sua natureza virtual. É o que nos permite reconhecê-la como o passado e não confundi-la com as imagens do presente. Bergson aponta, assim, que a imagem-lembrança não é o passado, mas sim que o representa, pois herda a marca da lembrança pura. (p. 3) • Alex Damasceno, Da imagem-lembrança à imagem-recordação. 2011
  20. 20. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web – Interfaces – Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  21. 21. Arqueologia da mídia – construir histórias alternativas • Segundo Huhtamo e Parikka (2011), os arqueologistas da mídia, baseados em suas descobertas, começaram a construir histórias alternativas das mídias suprimidas, negligenciadas e esquecidas “vasculha arquivos textuais, visuais, sonoros; assim como coleções de artefatos, enfatizando tanto as manifestações discursivas como materiais da cultura.”
  22. 22. Arqueologia da mídia – recorrência e escavação • Erikki Huhatmo (1997) • Dois objetivos: 1) estudo dos cíclicos e recorrentes elementos e motivos que subjazem e guiam o desenvolvimento da cultura da mídia. 2) “escavação” de formas nas quais essas formulações e tradições discursivas foram marcadas em máquinas de mídia específicas, em diferentes contextos históricos. Esse tipo de aproximação, segundo Huhtamo, daria ênfase a um desenvolvimento cíclico e não cronológico e também reforçaria a ideia de recorrência ao invés de “inovação única”.
  23. 23. Agir arqueológico e dissecação • “(...)é preciso matar o fluxo, desnaturalizar a espectação, intervir cirurgicamente nos materiais plásticos e narrativos (...).” • Kilpp, Suzana. Panoramas Televisivos, 2006.
  24. 24. Audiovisualidades – Tecnocultura – Web – Interfaces – Memória - Arqueologia da Mídia - Escavações
  25. 25. • Camadas são estratificáveis e arqueologizáveis (dissecáveis, rastreáveis , autenticáveis)para ver q tempos – profundos e mais à tona coalescem, que elementos são memoriais, enfim, o que nelas dura de midiático, audiovisual, tecnológico, gráfico. Precisamos pensar e produzir mais modos de pesquisa com uma visada tecnocultura e arqueológica sobre as interfaces online.
  26. 26. 1ª camada
  27. 27. 2ª camada
  28. 28. 3ª camada
  29. 29. 3º camada
  30. 30. Possíveis soterramentos, primeiras pistas. • Imagens-coleção • Devir preservacionista • Arquivo / Banco de dados • Scroll infinito e a biblioteca “total”. • Sites zumbis (Wayback Machine) • Regeneração / Degeneração (Chun) • Interfaces tecnoculturais
  31. 31. Escavar e recordar – W. Benjamin
  32. 32. Há uma memória da web, inserida na própria web. Como ouvi-la? O que ela diz sobre a nossa tecnocultura? O que ela diz sobre nossas imagens da memória/memória das imagens? O que ela lembra e esquece?
  33. 33. obrigado • @gusfischer • gfischer@unisinos.br • Slideshare.net/gusfischer • Academia.edu/gfischer • www.gustavofischer.com.br • www.tcav.com.br
  34. 34. Referências BERGSON, Henri. Matéria e Memória. São Paulo: Martins Fontes, 2010. CHUN, Wendy Hui Kyong. On software, or the persistence of visual knowledge. In: grey room, n. 18, p. 26-51, 2004. CHUN, Wendy Hui Kyong. The Enduring Ephemeral, or the Future Is a Memory. In: Huhtamo, E. & Parikka, J. (orgs). Media Archeology: Approaches, Applications, and Implications. Berkeley, California: University of California Press. 2011. DAMASCENO, Alex. _________________. Da imagem-lembrança à imagem-recordação. In: X Congresso Intercom norte, 2011, Boa vista. Intercom norte 2011, 2011b. FISCHER, G. D. Tecnocultura: aproximações conceituais e pistas para pensar as audiovisualidades. In: Kilpp, Suzana; Fischer, Gustavo Daudt. (Org.). Para entender as imagens: GALLOWAY, Alexander R. The interface effect. Polity, 2012. HUHTAMO, E., JUSSI, Parikka. Media Archeology: Approaches, Applications, and Implications. Berkeley, California: University of California Press. 2011. HUHTAMO, E. From Kaleidoscomaniac to Cybernerd: Notes Toward an Archaeology of the Media. Leonardo, vol. 30, 3/1997. KILPP, Suzana. Panoramas televisivos. UNIrevista (UNISINOS. Online), v. 1, p. 1-11, 2006. MANOVICH, Lev. The Language of New Media. Massachusetts: The MIT Press, 2001. ______________. Database as a Genre of New Media. AI & Soc (2000)14: p.176-183. MCPHERSON, Tara. Reload: Liveness, mobility and the web. In: Chun, Wendy; Keenan, Thomas. New Media, Old Media. New York, Routledge, 2006. (versão para Kindle) PIERRE, NORA. Entre memória e história: a problemática dos lugares. In: Les Lieux de Mémorie. I La Republique, Paris, Gallimard, 1984, pp. XVIII-XLII. Tradução Yara Aun Khoury. SHAW, Debra Benita. Technoculture: The Key Concepts. New York: Berg. 2008. Versão para Kindle.

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