História do guindaste

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A história do guindaste desde sua origem. Os tipos mais comuns encontrados em importantes movimentações de cargas.

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História do guindaste

  1. 1. HISTÓRIA DO GUINDASTE Em seu topo, prendia-se a roldana por onde corria a corda utilizada para suspender os materiais. Essa corda era normalmente operada por um molinete fixo num dos lados da estaca, junto à base. Os guindastes romanos apresentavam sérias limitações. Apesar de a carga poder ser levantada verticalmente, o ângulo O guindaste é provavelmente em que ela podia girar, à direita ou invenção grega ou romana, da qual à esquerda, sem o guindaste se não existem registros anteriores ao desequilibrar, era muito restrito. Além disso, só poderia ser erguida século I a.C. até a altura das estacas. Outro problema era a imobilidade do Os grandes monumentos de pedra equipamento, que precisava ser anteriores a essa época - as desmontado a cada etapa da pirâmides do Egito, por exemplo - construção. foram edificados sem auxílio de nenhum mecanismo de suspensão. Os construtores medievais conseguiram superar a maioria desses problemas. A força humana A maior parte do conhecimento utilizada para fazer funcionar o sobre os guindastes antigos vem dos molinete permaneceu escritos do arquiteto romano insubstituível até o advento das Vitrúvio (século I a.C.) e de Héron de máquinas a vapor. Alexandria (século I d.C.). O mais simples dos guindastes descritos Embora exista uma grande variedade de guindastes em uso, compunha-se apenas de uma única essas máquinas podem ser estaca fincada no chão, que era divididas em dois grupos principais: erguida e sustentada por um par de os guindastes de ponta e os de cabos amarrados em sua lança. extremidade superior. www.veronezi.com.br
  2. 2. HISTÓRIA DO GUINDASTE Qualquer modelo, porém, utiliza Os modelos mais indicados para inúmeros acessórios para os uso interno em grandes galpões, trabalhos de suspensão: nos ganchos tais como os de oficinas de de aço adaptam-se redes, tramas, usinagem, usinas siderúrgicas e cordas, cabos de aço, etc. Para operar outros tipos de fábricas, são os com materiais a granel, de pequeno elétricos de ponte rolante. porte, mas soltos e em grande quantidade (tais como minérios ou grãos), os guindastes são equipados O guindaste propriamente dito com uma garra (ou concha) composta movimenta-se de um lado para o de duas mandíbulas articuladas. outro sobre uma ponte que atravessa toda a largura da área O funcionamento de um guindaste de trabalho. depende de uma relação matemática entre a força utilizável no cabo de aço e o ângulo em que se encontra o material a ser erguido. A segurança de toda a operação, bem como a capacidade da máquina, subordinam- se sempre a essa relação matemática. www.veronezi.com.br
  3. 3. HISTÓRIA DO GUINDASTE Ao contrário dos guindastes de ponte Em solos instáveis ou irregulares, tradicionais, os de lança são quase porém, costumam apoiar-se sobre sempre autônomos, destinados à esteiras, como as dos tanques utilização ao ar livre e impulsionados militares. por motores diesel, ao invés de Importante para todos os tipos de elétricos. A lança oferece grande guindastes, o problema do mobilidade para realizar as operações, equilíbrio torna-se crítico nos porque tanto pode ser erguida ou modelos de torre, muito baixada verticalmente quanto girar empregado na construção civil. Sua horizontalmente, em círculo, torre serve de suporte para um acompanhando sua superestrutura. braço horizontal que se prolonga em direções opostas e em Em quase todos os modelos de comprimentos distintos. guindaste, a maior parte da ação de levantamento de carga é executada A extremidade mais curta do braço por um ou mais cabos de aço que se possui um contrapeso; na outra, o enrolam em um tambor situado dentro mecanismo de suspensão da superestrutura. movimenta-se sobre um trole. A capacidade de carga aumenta à Quando o solo é plano e firme, os medida que o trole trabalha mais guindastes de lança movimentam-se próximo da torre central. usualmente sobre pneumáticos www.veronezi.com.br
  4. 4. HISTÓRIA DO GUINDASTE Serviços portuários de carga e descarga de navios valem-se de diferentes equipamentos, especialmente destinados a trabalhos específicos. Contudo, um dos guindastes de emprego mais generalizado em docas é o que possui a lança conectada com um braço articulado, ou seja, o modelo mais conhecido como grua. Outro tipo de guindaste comum nos portos é o de garra, especialmente projetado para a carga e descarga de material a granel. Sua lança assemelha-se a uma meia ponte que se projeta para fora do cais, permitindo que os navios atraquem embaixo do trole que conduz o mecanismo de suspensão da garra. Assim, a garra desce verticalmente até os porões das embarcações, recolhe e ergue o material. Depois, o trole leva a garra com o material para o interior do cais onde a carga é depositada. Em estaleiros há guindastes com mais de 120 metros de altura que suspendem 1500 toneladas numa única operação. www.veronezi.com.br

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