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Como Ser Dirigido pelo Espírito de Deus

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Numa visão, há muitos anos, o Senhor falou com Kenneth E. Hagin a respeito de ensinar seu povo como ser orientado pelo Espírito de Deus. Em anos recentes, o Senhor tem despertado o Rev. Hagin a ensinar cada vez mais a respeito desse assunto, e este livro, muito bem recebido, faz parte deste despertamento. "Os filhos de Deus podem esperar que sejam orientados pelo Espírito de Deus," escreve o Rev. Hagin. "Muitas vezes, no entanto, procuramos orientação por meios diferentes daquilo que Deus mandou. Quando assim fazemos, encontramos problemas." Este livro já tem ajudado muitos, dentre do Corpo de Cristo, a serem orientados pelo Espírito. Nele, o Rev. Hagin orienta os cristãos, passo a passo através das Escrituras, a evitar as armadilhas espirituais, e ajudar-os a seguir o Espírito de Deus em todas as àreas da vida. Entre os assuntos discutidos são: "as porções de lã," a consciência, o testemunho interior, a profecia, as visões, e o treinamento do espírito humano.

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Como Ser Dirigido pelo Espírito de Deus

  1. 1. Kenneth E. Hagin Como &er Dirigido Pelo Espírito D e Deus
  2. 2. Como Ser Dirigido Pelo Espírito de Deus Kenneth E. Hagin
  3. 3. Coleção GRAÇA DE DEUS COMO SER DIRIGIDO PELO ESPIRITO DE DEUS ORIGINAL : HOW YOU CAN BE LED BY THE SPIRIT OF GOD Kenneth Hagin Ministries P.O. Box 50126 Tulsa, Oklahoma 74150 EDIÇÃO : GRAÇA EDITORIAL Caixa Postal 1815 -RJ Rio de Janeiro - RJ Tel.: 591-2344 Traduzido do original em inglês “How Yoü Can Be Led By The Spirit Of God" por Gordon Chown. DIREITOS RESERVADOS
  4. 4. ÍNDICE 1. A Lâmpada do S e n h o r................................................... 9 2. O Homem: Um Espírito E te rn o .............................................. 11 a O Conciente do E spírito..........................................................15 4. Qual é a Diferança entre o Espírito e a Alma.......................... 5. A Salvação da A lm a ................................................. 21 6. Apresentando o C o rp o ............................................................ 25 7. NÚMERO UM: O Testemunhoín tim o ............................. 29 8. A Certeza da Salvação ..........................................................37 9. Ludibriado por uma Porção de Lã! ......................... 39 10. Segundo o Testem unho..........................................................43 11. NÚMERO DOIS: A Voz do íntimo......................................... 47 12. Conciência: a Voz do Espírito S a n to .....................................51 13. Duas Experiências ................................................................. 57 14. Deus no íntimo ........................................................................61 15. Dependa do seu Espírito ........................................................65 16. De Coração T e n ro ................ 69 17. Os Sentidos: A Voz do C o rp o .................................................73 18. Socorro de Dentro .................................... 79
  5. 5. 19. NÚMERO TRÊS: A Voz do Espírito S a n to ......................... 81 20. Julgado pela Palavra ...............................................................85 21. Meu Espírito? Ou o Espírito Santo.......................................... .. 22. V e jo ....................................... , . . . 9 9 23. Orientação Espetacular............................ . . . . ................10Í 24. O Espírito me Disse que eu F osse....................................105 25. A Orientação Mediante a P rofecia..................................... 107 26. A Orientação Mediante as V isões..................................... .117 27. Escute o seu Coração ...........................................................125 28. Como Treinar o Espírito H um ano........................................129 29. Orando no Espírito ................. 141
  6. 6. PREFÁCIO Deus tem me falado recentemente a respeito de algo que deixei de fazer. Há mais de vinte anos, em fevereiro de 1959 em El Paso, Texas, o Senhor me apareceu numa visão. Entrou no meu quarto às 18:30h, sentou-Se numa cadeira ao lado da minha cama, e conversou comigo durante uma hora e meia. No livro, conto mais a respeito disto, mas aqui quero enfatizar algo em primeiro lugar. Conversou comigo a respeito do ministério dos profetas (E- fésios 4:11, 12). Disse então: “Eu não coloquei profetas na Igreja para orientar a Igreja do Novo Testamento. A Minha Palavra diz: Todos os que são guiados pelo Espfrito de Deus são filhos de Deus.' Ora, se você Mè escutar, vou lhe ensinar como seguir o Meu Espfrito. Depois, quero que você ensine Meu povo como ser orientado pelo Espírito.” Sinto vergonha de ter deixado vinte anos irem passando sem ter ensinado muita coisa neste sentido. Ocasionalmente, en­ trava superficialmente no assunto, mas não ensinava realmente a respeito dele. Sendo assim, em tempos recentes^b Senhor me tem des­ pertado, e estou começando a ensinar mais coisas dentro deste tempo. Este livro faz parte deste despertamento. 7
  7. 7. 1 A LAMPADA DO SENHOR "Pois todos os que são guiados peio Espírito de Deus são fühos de Deus". — Romanos 8:14. "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos fühos de Deus". — Romanos 8:16. "O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, a qual esquadrinha todo o mais íntim o do corpo". — Provérbios 20:27. Os filhos de Deus podem esperar que sejam guiados peio Es­ pírito de Deus. A "lâmpada" referida em Provérbios 20:27 teria sido de azeite naqueles tempos, e hoje talvez pensaríamos numa lâm­ pada elétrica. 0 que significa é: Deus nos iluminará, Ele nos guiará, através do nosso espírito. Muitas vezes, no entanto, procuramos orientação por outros meios que não são os meios declarados por Deus. Quando assim fazemos, incorremos em problemas. As vezes julgamos como Deus está orientando, com base naquilo que nossos sentidos físicos nos contam. Com demasiada freqüên- cia, olhamos as coisas de um ponto de vista mental e nos es­ forçamos para arrazoar as coisas. Mas em lugar nenhum a Bí­ blia diz que Deus nos guiará mediante a nossa mentalidade. A Bíblia não diz que o corpo do homem é a lâmpada do Senhor. Nem que a mente do homem é a lâmpada do Senhor. Diz que o espírito do homem é a lâmpada do Senhor. 9
  8. 8. Deus nos guiará, Ele nos iluminará, através do nosso es­ pirito. Ora, antes de podermos compreender como realmente Deus nos orienta e nos guia por meio do nosso espírito, te­ mos de compreender a natureza do homem. Temos de com­ preender que o homem é um espírito, que ele tem uma alma, e que ele habita num corpo. 10
  9. 9. 2 O HOMEM: UM ESPffilTO ETERNO "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa ima­ gem, conforme a nossa semeihança;... Criou Deus, pois, o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou." — Gênesis 1:26,27. ® homem é um ser espiritual. É feito à semelhança de Deus. Jesus disse que Deus é espfrito (João 4:24). Logo, o homem deve necessariamente ser um espfrito. 0 homem é um espfrito, possui uma alma, e habita num corpo físico (1 Ts 5:23). Quando o corpo físico do homem está morto na sepul­ tura, o espírito continua a viver. Esta parte do homem é eter­ na. Os espíritos nunca podem morrer, e o homem é um espí­ rito. Paulo está falando da morte física no trecho abaixo: "Ora, de um e outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incompara­ velmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessá­ rio permanecer na carne." — Filipenses 1:23, 24. Paulo viveria. Quer no corpo, quer fora do corpo> ainda vive­ ria. Se permanecesse, ou vivesse, na carne poderia ensinar à igreja de Filipos e ser uma bênção para seus membros. Isto seria mais necessário para eles. Seria muito melhor para o próprio Paulo, no entanto, partir e estar com Cristo. Paulo realmente estava dizendo: "vou viver no corpo"; ou, "vou partir e estar com Cristo." 11
  10. 10. Quem vai partir? "E u "v ou partir. Paulo não estava falando a respeito do seu corpo. Seu corpo não ia partir. Paulo estava falando do homem interior, do homem espiritual, que habita o corpo. As pessoas às vezes perguntam: "Conheceremos uns aos outros no Céu?" Sempre pergunto rapidamente: "Vocês se conhecem uns aos outros aqui em baixo? " Veja bem: você vai estar ali. Se você conhece as outras pessoas atqui em baixo, você vai conhecê-las ali. É você quem está aqui - é você quem estará ali. "Eu vou partir," diz Paulo, "e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor." Gosto desta expressão! Se ele tivesse simplesmente dito què era melhor, isto seria bom. Mas ele disse: "E incomparavelmente melhori" Algumas seitas falsas ensinam que quando o homem morre, está morto como um cachorro. Não, não está. O ho­ mem é mais do que um corpo. Ele é um espirito, ele tem uma alma, ele habita um corpo. Outras seitas dizem que quando o homem morre está no sono da alma. A Bíblia não ensina assim. Outras dizem que o espírito realmente vai embora — mas volta na forma de vaca, de cachorro, ou de outra pes­ soa. A reencarnação é contrária às Escrituras: é antibíblica. Fique com a Palavra de Deus, e ela solucionará todos os seus problemas neste assunto. Paulo disse: "Eu vou partir. Eu vou estar com o Senhor, o que é incomparavelmente melhor." Paulo pregava as mesmas verdades e ensinava os mesmos fatos a todas as igrejas. Aqui, usa palavras diferentes para en­ sinar a mesma bendita verdade à igreja em Corinto: "... mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia." —2 Coríntios4:16. Há um homem interior. E há um homem exterior. O ho­ mem exterior não é o eu verdadeiro. O homem exterior é ape­ nas a casa que você habita. O homem interior é o eu verdadei- 12
  11. 11. ro. O homem interior nunca envelhece. É renovado de dia em dia. Ele é o homem espiritual. O que é o nosso espfrito? Conserve em mente nossos textos iniciais. Romanos 8:14 diz: "... todos os que são guia­ dos peio Espfrito de Deus são filhos de Deus." Em seguida, o v. 16 nos dá um pouco de entendimento sobre como o Espí­ rito de Deus nos guia : "Opróprio Espírito testifica com o nos­ so espírito que somos filhos de Deus." Noutras palavras, o Espírito de Deus testifica com o espírito do homem. Provér­ bios 20:27 diz: "O espírito do homem é a lâmpada do SE­ NHOR..." Posto que, de conformidade com estes trechos bí­ blicos, Deus nos orientará mediante o nosso espírito, deve­ mos descobrir o que é o nosso espírito. Jesus disse a Nicodemos: "Se alguém não nascer de no­ vo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3). Nicodemos, por ser natural, somente conseguia pensar de modo natural. Disse, portanto: "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre ma­ terno e nascer segunda vez? (v. 4). Jesus não estava falando a respeito de um nascimento físico.. Respondeu: O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é Espírito" (v. 6). Estava falan­ do a respeito de um nascimento espiritual. A parte do homem que nasce de novo é o seu espírito. Seu espírito recebe a Vida Eterna — a Vida de Deus, a Natu­ reza de Deus. É o espírito do homem que fica sendo uma nova criatura em Cristo. Paulo chama-o "o homem interior". Pedro o chama "o homem interior do coração." "Seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus." — 1 Pedro 3:4. Quando a Bíblia fala no coração, está falando do espírito. Es­ te é o homem real. Você será ajudado na sua fé e na sua cren­ ça se pensar desta maneira. No Novo Testamento, sempre que é usada a palavra coração, substitua pela palavra espírito e 13
  12. 12. você terá um retrato mais claro daquilo que está sendo refe­ rido. é o espírito do homem que nasce de novo. "E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas." —2 Coríntios 5:17^ Este versículo fala acerca do homem interior. Não poderia estar falando acerca do homem exterior. Quando você nasce de novo e fica sendo uma nova criatura, você não recebe um corpo novo. O homem exterior permanece exatamente como era. Se você era calvo antes de nascer de novo, você continua sendo calvo depois. Se você tinha olhos castanhos antes, você continua tendo olhos castanhos. Deus não faz nada com o ho­ mem exterior, (é você quem tem que fazer alguma coisa com o homem exterior. Na Bíblia você descobre o que Deus quer que você faça com o homem exterior — e você o faz.) Deus faz alguma coisa com o homem interior. Torna o ho­ mem, do lado de dentro, um novo homem em Cristo, uma nova criatura, uma nova criação. 14
  13. 13. 3 CONSCIENTE DO ESPITUTO "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vos­ so espírito, aima e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." — 1 Tessalonicenses 5:23. Paulo começa com o íntimo, com a parte mais interior do homem, o âmago do seu ser, e depois chega ao exterior. Apesar disto, a maioria das pessoas citam erroneamente este versículo. Dizem: corpo, alma e espírito. Por que colo­ cam o corpo em primeiro lugar? Porque estão mais conscien­ tes do corpo do que do espírito. As coisas naturais significam mais para elas do que as coisas espirituais. Sendo assim, colo­ cam as coisas físicas em primeiro lugar. As vezes, somos mais conscientes, porque vivemos mâis na dimensão da mente. Mas o homem é um ser espiritual. Precisamos ter consci­ ência do espírito. As coisas espirituais se tornarão mais reais à medida em que nos tornamos mais conscientes do espírito. Se é para sermos guiados pelo Espírito de Deus —visto que sabemos que o Espírito de Deus nos guia mediante o nos­ so espírito — devemos tornar-nos mais conscientes do espíri­ to, senão sairemos perdendo no assunto inteiro. Coloque o espírito em primeiro lugar. Torne-se mais consciente do espírito. Reconheça que você é um ser espiri­ tual. Reconheça que no novo nascimento você se torna uma nova criação, criada por Deus em Cristo Jesus. Isto o ajuda­ rá a crescer —espiritualmente. 15
  14. 14. Há muitos anos que comecei a pensar assim — e no iní­ cio dizia para mim mesmo em voz audível: Eu sou um ser es- pirítuaf. Possuo uma alma. E moro num corpo. Dizer isto me ajudou a tornar-me mais consciente do espírito. Ajudou a minha fé. Porque a fé é do espírito, ou do coração. 16
  15. 15. 4 QUAL £ A DIFERENÇA ENTRE O ESPIRITO E A ALMA? "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortan­ te do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito..." — Hebreus 4:12. 0 espfrito e a alma não são a mesma coisa. Há muitos anos, lá no começo da década de 1950, co­ mecei um estudo intensivo sobre este assunto. Obtive livros dos principais institutos bíblicos e seminários, tanto pente- costais quanto denominacionais, para ver o que ensinavam a respeito do assunto do homem. Nenhum deiés me satisfez. Nenhum deles era realmente bíblico. Eram com diz a Bíblia: "em parte". Perguntei aos estudiosos bíblicos e ministros de destaque em toda a nação. Você reconheceria alguns dos seus nomes, se eu os mencionasse. Até mesmo ouvi alguém per­ guntar a um dos ministros mais conhecidos de nossos dias: "Qual é a diferença entre o espírito e a alma?" Pareceu assus­ tado e disse: "Pensava que eram iguais." Foi esta a resposta que ganhei da maior parte dos ministros aos quais perguntei. Como, porém, poderiam ser iguais, a mesma coisa? Pau­ lo, pelo Espírito de Deus, diz que podem ser divididos pela Palavra de Deus. Se é possível dividi-los, não são a mesma coisa. Somente a Palavra de Deus pode dividir o espírito e a alma, no entanto. A razão por que não temos conseguido dis­ tinguir entre eles é que não temos escavado com profundeza suficiente da Palavra. Há muitos anos, no oeste dos Estados Unidos, houve o que chamamos de "corrida pelo ouro". As pessoas se apressavam em ir para o oeste. Iam para enriquecer 17
  16. 16. rapidamente. A maioria delas tiraram um pouco de ouro dos riachos com bateias de garimpeiro. Algumas acharam uma poucas pepitas espalhadas no chão. Mas se alguém realmente quisesse fazer fortuna, tinha de escavar à sua procura. Você pode ir deslizando pela superfície da Bíblia e garimpar um pouco de ouro aqui e ali — e até mesmo achar uma pepita ocasionalmente. Mas se você real mente deseja descobrir ri­ quezas, precisa escavar nas profundezas da Palavra de Deus. Durante 15 anos, estudei cuidadosamente, até altas ho­ ras da noite. Se havia alguma coisa que su desejava saber, era a diferença entre o espírito e a alma. Final mente, passei pelo seguinte processo de eliminação. Fiz o argumento por escrito, da seguinte maneira: Com meu corpo entro em con­ tato com o âmbito físico. (Isto se afceita sem argumento). Com meu espírito entro em contato com o reino espiritual. Desta maneira, sobrou apenas uma parte de mim para fazer contato com qualquer outro âmbito. Sabia, então, que ti­ nha que ser com a minha alma que entrava em contato com o âmbito intelectual. Escrevi, portanto: Com a minha aima entro em contato com o âmbito intelectual. 0 seguinte ver­ sículo bíblico me ajudou: “Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera." 1 Coríntios 14:14. A tradução Amplificada diz: "Porque, se eu oràr em outra língua, o meu espírito, pelo Espírito Santo dentro de mim , ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera...“ Nossa mente, nossa mentalidade humana natural, é uma parte da nossa alma. Note o que Paulo disse: “O meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica influtífera”. Não disse: "Quando oro em outra língua, a minha alma ora.” Não disse: “Quando oro em outra lín­ gua, oro com meu intelecto, ou com a minha mente.” Disse, com efeito; “Não estou orando com a minha alma quando oro em lín­ guas; estou orando com o meu espírito, com o meu coração, com o íntimo do meu ser.” Você se lembra daquilo que Jesus disse? 18
  17. 17. "No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, com diz a Escritura, DO SEU IN ­ TERIOR fluirão rios de água viva. (ISTO ELE DISSE COM RESPEITO AO ESPI'RITO que haviam de receber os que nele cressem; pois o Es­ pírito até esse momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.)" -J o ã o 7:37-39. Como resultado de receber o Espírito Santo, disse Je­ sus, do interior fluirão rios de água viva. Outra tradução diz: "do íntimo do seu ser." A filha de um ministro do Evangelho Pleno tinha 6 anos de idade quando ela e algumas crianças estavam num grupo, certa noite num reavivamento. Algumas delas ficaram cheias do Espírito Santo e começaram a falar em outras lín­ guas. Esta menina de 6 anos de idade foi correndo para a mãe, segurando o estômago, dizendo: "Mamãe, Mamãe, isto sur­ giu diretamente do meu estômago." Ela estava sendo bíblica. Estava falando em línguas a partir da barriga — do seu espírito, do íntimo do seu ser. £ dali que surgem as línguas — o Espírito Santo que reside no seu espírito dá ao seu espírito a capacidade de falar, e você pronuncia as palavras. Agora, considere em conjunto estes versículos bíblicos: "O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, a qual es­ quadrinha todo o M A IS ÍN TIM O DO CORPO... DO SEU IN ­ TERIOR fluirão rios de água viva..." Todas as orientações que já recebi vieram de dentro do meu espírito — e a maioria delas veio enquanto estava oran­ do em outras línguas. Você pode entender por que: O espí­ rito está ativo enquanto oro em outras línguas. Uma razão por que o mundo eclesiástico, de modo geral, tem fracassado tão miseravelmente, é porque tem praticado uma grande quantidade de um só tipo de oração — a oração com o entendimento, a oração mental. Tem procurado tra­ var batalhas espirituais com capacidades mentais. 19
  18. 18. Já aprendi isto no decurso destes muitos e muitos anos. Em todas as crises da vida, tenho aprendido a olhar para meu espírito dentro de mim. Aprendi a orar noutras línguas. En­ quanto estou orando noutras línguas, a orientação surge de dentro de mim. Isto é porque meu espírito está ativo meu corpo não está ativo, minha mente (minha alma) não está ativa — e é através do meu espírito que Deus vai me guiar. As vezes, interpreto a minha oração, e através da inter­ pretação recebo luz e orientação (1 Co 14:13). Mas na maior parte do tempo, não é assim. Na maior parte do tempo, exa­ tamente enquanto estou orando em I ínguas, de algum lugar lá no fundo do meu ser, posso sentir algo subindo dentro de mim. Começa a assumir jeito e forma. Mentalmente, não pos­ so dizer a pessoa alguma como sei disto, porque meu entendi­ mento nada tem que ver com ele. Mas, no fundo do meu ser, sei o que devo fazer. Sigo isto. Escuto o meu espírito. Porque o espírito do homem é a lâmpada do Senhor. 20
  19. 19. 5 A SALVAÇAO DA ALM A "... acolhei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas. " — Tiago 1:21. 0 espírito do homem é a parte do homem que nasce de novo. Ê a parte do homem que recebe a Vida Eterna, que é a Natureza e a Vida de Deus. Ê o espírito do homem que se torna uma nova criatura em Cristo Jesus. A alma nãoé o ín­ timo do ser, de modo algum. Não é a alma que nasce de novo. A salvação da alma é um processo. Tiago 1:21 me perturbava quando eu era um pregador denominacional, antes de ficar cheio do Espírito Santo. Não sabia o que sei agora. Usava "espírito" e "alma" de modo in- tercambiável, chamando o espírito de alma, e a alma de espí­ rito. Não fazia entre eles a divisão que a Bíblia faz. Mas pelo menos tive o bom-senso suficiente para deixar este versículo sem comentários até que eu crescesse até ao ponto em que podia compreender o seu sentido. A Epístola de Tiago não foi escrita para pecadores. Tia­ go não escreveu uma carta para o mundo; escreveu esta carta para a Igreja. Sabemos disto com base em Tiago 5, onde diz: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja..." Noutras palavras, se alguém da Igreja está doente, que charrie os presbíteros da Igreja. Além disso, voltando para o primeiro capítulo, de Tiago, retomemos o assunto no v. 18: "Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das 21
  20. 20. suas criaturas. Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem nSo produz a justiça de Deus. Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei com man­ sidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa pa­ ra salvar as vossas almas/' -T ia g o 1:18-21. Tiago está faiando para pessoas que nasceram de novo. Segundo o querer do Pai, escreve ele, fomos gerados ou nasce­ mos pela Palavra da Verdade. Chama-os: "meus amados ir­ mãos." Estavam em Cristo, portanto. Mesmo assim, encoraja estas pessoas nascidas de novo e cheias do Espirito a recebe­ rem com mansidão a palavra nelas implantada, "a qual é po­ derosa para salvar as vossas almas." Parece claro que as suas almas não eram salvas. Você entende: o espirito do homem, o homem mais in­ terior, o homem verdadeiro, recebe a Vida Eterna e nasce de novo. Mas seu intelecto e as suas emoções — que compõem a sua alma — ainda precisam ser tratados. Não nasceram de novo. Ainda devem ser renovados. Paulo fala da renovação da mente ao escrever para os santos em Roma: "E não vos conformeis com este século, mas transfor­ mai-vos pela renovação da vossa mente, para que experi­ menteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." — Romanos 12:2. O Salmista falou da restauração da alma: "Refrigera-me a alma../' —Salmo 23:3. A palavra hebraica traduzida restaurar (aqui-.refrigerar) — no Antigo Testamento — e a palavra grega traduzida reno- 22
  21. 21. var — no Novo Testamento — significam virtualmente a mes­ ma coisa. A alma, a mente, deve ser renovada ou restaurada. Minha mãe me deixou uma cadeira como herança, sendo que ela mesma a herdara de sua mãe. Não sei exatamente a idade da cadeira, mas é bem velha. Posso lembrar-me que, em tempos idos, minha avó mandou restaurá-la. Puseram so­ bre ela um novo estofamento. Envernizaram-na novamente. Continuou, porém, sendo a mesma cadeira, só que foi restau­ rada. Foi renovada. Nunca foi escrito que Deus restaura o nosso espírito. O nosso espírito torna-se criatura totalmente nova em Cristo Jesus. Nossa alma, no entanto, pode ser renovada ou restau­ rada. Como? Temos as seguintes expressões que dizem respei­ to à alma; "Acolhei com mansidão a palavra em vós implan­ tada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas... não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renova­ ção da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus... Refrigera-me a alma." A alma do homem é salva, ou restaurada, quando sua mente se renova com a Palavra de Deus. Ê a Palavra de Deus que salva a nossa alma, que renova a nossa mente, que restau­ ra a nossa alma. Quando a nossa mente fica renovada com a Palavra de Deus, passamos a pensar em harmonia com aquilo que a Pa­ lavra de Deus diz. Podemos saber e comprovar à vontade per­ missiva de Deus e a perfeita vontade de Deus - Porque a Pala­ vra de Deus é a vontade de Deus. Não temos tantas dúvidas a respeito da vontade de Deus quando ficamos com a alma salva. A maior necessidade da Igreja hoje, consiste em. mentes renovadas com a Palavra de Deus. 23
  22. 22. 6 APRESENTANDO O CORPO "Rogo-vos, pois, irmãos, petas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o /osso culto racionai." — Romanos 12:1. É o homem interior — não o homem exterior — que se torna uma nova crjatura em Cristo. Ainda temos o mesmo corpo que tivemos antes de nos tornarmos nova criatura. 0 que devemos aprender a fazer é deixar este homem novo, em nosso interior, dominar sobre nós. Com este novo homem, controlamos a carne e conseguimos fazer alguma coisa com o nosso corpo. Olhemos, outra vez, segundo Coríntios 5:17: "E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas jâ passaram; eis que se fizeram novas." Certa tradução diz: "Se alguém está em Cristo, há um novopróprio-eu..." As vezes, nas igrejas, ouvimos as pessoas falar em "mor­ rer para o próprio-eu." Não há nenhuma declaração desta na Bíblia. Não precisamos "morrer para o próprio-eu" — se é que temos que nos tornar um "novo próprio-eu." 0 que pre­ cisamos fazer é crucificar a carne. Quanto a isto, a Bíblia fala mesmo. Crucificar a carne não é alguma coisa que Deus faz por você. £ alguma coisa que você faz por si mesmo. "Rogo-vos, pois, irmãos," Paulo escreveu à Igreja, "pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos..." Quem apresenta os vossos corpos? Você o faz. Quem é você? 25
  23. 23. É o homem no interior, que nasceu de novo, e que se tornou uma nova criatura. Você faz alguma coisa com o seu corpo. Se você não fi­ zer alguma coisa com ele, nada será feito em tempo algum. "Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado." — 1 Coríntios 9:27. Aqui, Paulo está falando do fato de que ele faz alguma coisa com. o seu corpo. “Eu esmurro o meu corpo. Eu o redu­ zo à escravidão." Quem é esse eu? É o homem verídico, o Paulo verdadeiro, o homem no interior que se tornou nova criatura em Cristo Jesus e que está cheio do Espírito Santo. “Eu faço alguma coisa com o meu corpo. Eu o reduzo à obediência. Eu o reduzo à escravi­ dão." A que ele sujeitou o seu corpo? Ao homem interior. Ao invés de deixar o corpo dominar o homem interior, Paulo tomava o cuidado de deixar o ho­ mem interior dominar o homem exterior. Agora, note o seguinte. Aqui temos este grande homem, este santo homem de Deus, este homem que escreveu metade do Novo Testamento, um homem que é gigante espiritual — mas parece claro que seu corpo queria fazer coisas erradas. Se não fosse assim, não teria que subjugá-lo. Não teria que redu­ zi-lo à sujeição. Simplesmente porque o seu corpo quer fazer coisa erra­ da não significa que você não está salvo — ou que você não está cheio do Espírito Santo. (Se fosse este o caso, Paulo não era salvo.) Enquanto você estiver aqui na terra, terá de lutar com o corpo, com a carne. "Irmão Hagin, quero que ore por mim," disse o homem. "A propósito de quê?" perguntei. Gosto de saber a pro­ pósito de quê devo orar. 26
  24. 24. Um olhar de seriedade, até mesmo lágrimas, veio ao ros- to dele. "'Quero que ore para eu nunca mais ter problemas com o diabo." Disse eu: "Quer que eu ore para que você morra?" "Não, não, não quero morrer." Disse eu: "A única maneira dé você não ter mais proble* mas com o diabo é sair desta vida e passar para o Céu." Você terá problemas com o diabo enquanto você perma­ necer nesta vida. Você terá problemas com a carne enquanto você estiver na carne. Mas, bendito seja Deus, yocê tem os meios, a capacidade e a autoridade que recebeu, mediante a Palavra de Deus, de lidar com o diabo e de lidar com a carne. Paulo não deixava seu corpo dominá-lo. O homem inte­ rior — que nasceu de novo e que recebeu a plenitude do Espí­ rito Santo - dominava o homem exterior. Você pode fazer assim. O que quero que você perceba é isto — é você quem deve fazê-lo. Paulo não disse que Deus o faria por você. Não disse que o Espírito Santo o faria por vo­ cê. Ele disse: "Apresente-se você o seu corpo." Ele disse: "Não se conforme você com este mundo. Ele disse: "Trans­ forme-se você pela renovação da sua mente." Você apresenta o 'Seu corpo. É você quem o faz. Você renova a sua mente com a Palavra de Deus. É você quem o faz. A Vida e a Natureza de Deus estão dentro do seu espíri­ to. Deixe este homem no interior ser aquele que domina. Escute-o. É o espírito do homem que é a lâmpada do Senhor. É através do seu espírito que Deus o guiará. 27
  25. 25. 7 NÚMERO UM: O TESTEMUNHO NO llMTIMO "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito. " — Romanos 8:16. Você descobrirá que ser levado por um testemunho in­ terior é o modo número um, ou a maneira primária, de Deus guiar todos os Seus filhos. Quero voltar — conforme eu disse no prefácio deste li­ vro que eu faria — para aquilo que Jesus me disse em feverei­ ro de 1959 em El Paso, Texas. Eram seis e meia da tarde. Eu estava sentado na cama, estudando. Os meus olhos estavam totalmente abertos. (Há três espécies de visões. A espécie mais alta é a visão aberta. Na visão aberta, os sentidos físicos não estão suspensos. Os olhos físicos não estão fechados. A pessoa possui todas as suas capacidades físicas, mas vê dentro da dimensão do espírito). Ouvi passos. A porta do meu quarto estava semi-aberta, uns 30 ou 40 centímetros. Olhei, portanto, para ver quem es­ tava entrando no meu quarto. Esperava vér alguma pessoa fisica, literal. Mas quando olhei para ver quem era, vi Jesus. Parecia que os cabelos do meu pescoço e da minha cabeça ficaram eri­ çados, totalmente em pé. Caroços de arrepio surgiram de repente em todas as partes do meu corpo. Vi-O. Ele estava usando vestes brancas. Estava usando sandálias romanas. (Jesus apareceu na minha frente oito ve­ zes. Em todas as demais ocasiões, senão esta, Seus pés esta­ vam descalços. Desta vez, Ele usava sandálias; foram as san­ dálias que èu escutara). Ele parecia medir cerca de 1 metro 80 centímetros, e dava a impressão de pesar cerca de 82 kg. 29
  26. 26. Ele passou pela porta e a empurrou para trás até quase fechá-la. Andou em derredor do pé da minha cama. Eu O se­ guia com os olhos — quase fascinado. Ele pegou uma cadeira de costas retas e a puxou para perto da minha cama. Depois, sentou-Se nela, dobrou as mãos, e começou Sua conversa, dizendo: "Disse-lhe anteontem à noite no automóvel pelo Meu Espírito..." O automóvel estava cheio. Minha esposa e eu, bem como outras pessoas, estávamos andando de carro dentro de uma distância de dois quarteirões de onde eu estava, quando Je­ sus Se sentou ao lado da minha cama. Ouvi o Espírito de Deus falar para mim. Pensava que todos no carro tivessem ou­ vido aquela voz. Disse: "Todos vocês ouviram aquilo?" Res­ ponderam: "Não, não ouvimos coisa alguma.” No Antigo Testamento, os profetas diziam: "E a Palavra do Senhor veio para mim, dizendo..." Você já pensou consigo como ela veio? Não poderia ter sido literalmente audível. Se tivesse sido audível todas as pessoas presentes a teriam ouvi­ do — o profeta não teria precisado contar-lhes o que o Espíri­ to disse. A Palavra do Senhor veio ao espírito do profeta pro­ veniente do Espírito de Deus. É tão real que no momento pa­ rece audível: porque era tão real para mim, pensava que todos que estavam no carro comigo a tivessem ouvido, também. Jesus disse, sentado ao lado da minha cama: "Eu lhe fa­ lei anteontem à noite e lhe contei certas coisas. Disse-lhe, pe­ lo Meu Espírito, que mais tarde conversaria mais. Agora, por­ tanto, vim falar com você acerca disto..." Era a respeito do ministério do profeta. Ele ficou senta­ do ali, naquela cadeira, e falou comigo durante uma hora e meia. E eu conversei com Ele. Perguntei coisas no tocante aquilo que Ele estava dizendo. Respondeu às perguntas. Não entrarei em detalhes sobre tudo quanto Ele disse acerca do ministério do profeta; essa é outra mensagem. Mas vou pene­ trar na periferia do assunto. Ele me disse: "O profeta do Novo Testamento é muito semelhante ao profeta do Antigo Testamento, pois o profeta do Antigo Testamento era chamado um 'vidente' porque via e sabia as coisas de modo sobrenatural. O profeta do Novo 30
  27. 27. Testamento também verá e saberá as coisas de modo sobrena­ tural. Mas o profeta do Novo Testamento não tem a mesma categoria que o profeta do Antigo Testamento, porque Eu não coloquei profetas na Igreja a fim de orientarem a Igreja. Den­ tro da dispensação do Novo Testamento, a pessoa não precisa procurar orientação através dos profetas. Pode receber ori­ entação através dos profetas, mas não deve procurá-la. 0 ministério do profeta do Novo Testamento nesta área é mera­ mente para confirmar o que as pessoas já têm no seu próprio espírito. “Segundo a Antiga Aliança, somente o sacerdote, o pro­ feta, e o rei eram ungidos pelo Espírito Santo para ocupar estes cargos. Aqueles que você chamaria de leigos não tinham o Espírito de Deus sobre eles ou neles. Portanto, segundo a Antiga Aliança, eles procuravam orientação através do pro­ feta, porque ele tinha o Espírito." No regime do Novo Testamento, graças a Deus! Não so­ mente temos o Espírito de Deus sobre nós - como também O temos dentro de nós! Jesus me disse: "Segundo a Nova Aliança,não está escri­ to: Todos os que são guiados pelos profetas são filhos de Deus) O Novo Testamento diz: Todos os que são guiados pe­ lo Espírito de Deus são filhos de Deus." Depois, Ele disse: "O caminho número um, o caminho primário, para Eu guiar os Meus filhos é pelo testemunho in­ terior. Vou mostrar-lhe como funciona, para você não come­ ter os enganos que tem cometido no passado." Ele me explicou que para ocupar o cargo de profeta, a pessoa é, em primeiro lugar, ministro do Evangelho, separado e chamado para o ministério, com a vocação divina na sua vi­ da. Em segundo lugar, deve ter peio menos dois dos dons de revelação — a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimen­ to, o discernimento de espíritos — mais o dom da profecia, operantes no seu ministério. Depois, Ele chamou a minha atenção para uma coisa que tinha acontecido durante os três dias anteriores. Já havia três dias, eu tinha-me sentado para escrever uma carta a um pas­ tor, confirmando uma data para eu realizar uma reunião para 31
  28. 28. ele. De alguma maneira, no primeiro dia, consegui escrever cerca da metade de uma página, e então a rasguei e a joguei no lixo. No dia seguinte, fiz a mesma coisa. No terceiro dia, mais uma repetição. Agora, o Senhor estava aqui. Ele disse: "Você Me vê sentado aqui conversando com você. Esta é uma manifestação do Espírito chamada o discer­ nimento de espíritos. (O discernimento de espíritos é ver den­ tro da dimensão espiritual). Este é o ministério de profeta em operação. Você está vendo na dimensão espiritual. Você Me vê. Você Me ouve falando. Estou trazendo para você, medi­ ante esta visão, uma palavra de conhecimento, bem como uma palavra de sabedoria. Estou mandando que você não vá para aquela igreja. O pastor não aceitaria o modo que você adotaria para ministrar, ao chegar ali. Mas nunca mais vou ori­ entar você desta maneira. (Ele nunca mais o fez. E já faz vinte anos). A partir de agora, Eu vou guiar você pelo testemunho interior. Você já tinha o testemunho interior o tempo todo. Você tinha um freio no seu espírito. £ por essa razão que você rasgou a carta três vezes. Você tinha alguma coisa lá dentro, um freio, uma luz vermelha, um sina! de parada. Não era nem sequer uma voz que dizia: 'Não vá'. Era apenas uma intuição interior." Depois, Ele me fez lembrar outro convite. Eu tinha pre­ gado numa convenção numa das denominações do Evange­ lho Pleno no ano anterior. Quase todos os pastores ali me convidaram a ir dirigir uma reunião. Recebi centenas de con­ vites, suponho eu. Certo homem veio a mim e disse: "Irmão Hagin, você vai alguma vez, a igrejas pequenas?" Disse eu: "Vou para onde o Senhor me mandar." "Ora, temos apenas uns 70 a 90 na Escola Dominical. Mas se um dia Deus lhe falar sobre isto, queremos que você venha." Desconsiderei aquilo, juntamente com centenas de ou­ tros convites. Vários meses mais tarde, no entanto, enquanto orava na igreja, certo dia, a respeito dos meus cultos da noi­ te, aquela conversa voltou à minha memória. A partir de então, continuava a voltar à minha memória, todos os dias. 32
  29. 29. Finalmente, depois de uns 30 ou 40 dias, eu disse: "Senhor, queres que eu vá para aquela igrejinha para realizar uma reunião?" Quanto mais eu orava a respeito, quanto mais pensava a respeito, tanto melhor, conforme diríamos, me sentia no fundo do meu ser. Não era uma sensação física, era um senti­ mento no meu espírito. Sentado ao lado da minha cama, Jesus Se referiu a isto: "Quanto mais você pensava a respeito, tanto melhor você se sentia a respeito. Você tinha um sentimento aveludado no seu espírito. Este é o sina! verde, E o sinal para avançar. Ê o testemunho do Espírito para você ir. Agora Me vê sentado aqui e Me Ouve conversando com você, e Eu estou mandan­ do que você vá para aquela igreja. Mas nunca mais vou lhe orientar desta maneira para ir a lugar algum. (Ele nunca mais o fez). De agora em diante, Eu vou guiá-lo assim como Eu faço com todos os outros cristãos — pelo testemunho inte­ rior." Então, o Senhorme falou o seguinte, que não é somente para o meu benefício, mas para o seu: "Se você aprender a seguir esse testemunho inteiramente, Eu o enriquecerei. Eu o guiarei em todos os negócios da vida, financeiros bem como es­ pirituais. (Algumas pessoas acham que Ele somente Se interessa pela atmosfera espiritual, e nada mais. Mas Ele Se interessa por tudo quanto nos interessa). Não Me oponho a Meus filhos serem ricos. Oponho-Me .a serem cobiçosos.” Segui aquele testemunho interior, e Ele fez exatamente conforme disse que faria. Ele me tornou rico. Alguém perguntou: "Você é milionário?" Não falei nada disto. A pessoa não entendeu o significa­ do da palavra rico. Significa um suprimento total. Significa provisão abundante. Eu tenho mais do que um suprimento total. Tenho mais do que uma provisão abundante, é porque aprendi a seguir a orientação do Espírito mediante o teste­ munho interior. Aquilo que Ele fez por mim, Ele fará por você. Isto não virá da noite para o dia, nem até o próximo sábado à noite. Mas à medida em que você aprender a desenvolver o seu espí- 33
  30. 30. rito e a seguir este testemunho interior, Ele o guiará em todas as áreas da sua vida. Conheço um homem lá no sul, no Estado de Texas. À idade de 12 anos nunca usara um par de sapatos. Na escola, só chegara à 5? série. Mas, naqueles tempos antigos, quando o dinheiro valia alguma coisa, era milionário. Duas pessoas diferentes, uma do Estado da Califórnia, e outra do Estado de Minnesota, que tinha sido freqüentemen- te hóspedes na casa dele, contaram-me que este homem falara a cada uma delas a mesma coisa. Ele disse aos dois homens: "Em todos estes anos, e em todos estes investimentos (era assim que ganhava seu dinhei­ ro), nunca perdi um tostãoV' Isto ultrapassa o meu rècorde. E o seu? “Nunca investi em coisa alguma, senão no que fui bem-su­ cedido,“, disse ele a cada um deles em ocasiões diferentes. De­ pois, contou-ihes como conseguiu isto. "Sempre faço o seguinte: Quando alguém aparece com uma idéia, querendo que eu invista em alguma coisa, a mi­ nha primeira reação é mental. Ora, sei que quando Jesus dis­ se: "Quando orares, entra no teu quarto. Ele não queria ne­ cessariamente dizer que você precisa fechar-se num quarto particular para orar. Sei que Ele queria dizer que devemos excluir as outras coisas aó orarmos. Mas eu tenho um quarti­ nho particular ligado ao meu dormitório, e entro aii para orar a respeito do assunto. Ficou esperando por um tempo sufici­ ente para escutar o que o meu espírito diz. As vezes, espero três dias. Òra, não quero dizer com isto que fico lá dentro du­ rante 24 horas por dia. Posso sair e tomar uma refeição. Usual mente perco algumas, refeições. Saio para dormir um pouco. Mas a maior parte do tempo passo esperando sozinho, até que eu saiba dentro de mim por um testemunho interior." "As vezes a minha cabeça diz: 'Rapaz, você seria bobo se colocasse seu dinheiro naquilo. Perderia até a roupa do cor­ po.' Mas meu coração diz: 'Vá adiante e invista naquilo.' E assim faço. E em todos estes anos, nunca perdi um tostão”. "Noutra ocasião, alguém aparece com um negócio, e minha cabeça diz: 'Rapaz, você deve embarcar nesta/ Mas 34
  31. 31. não presto atenção à minha cabeça. Entro naquele quartinho e espero. As vezes aguardo durante uma noite inteira. Fico orando e lendo a Bíblia, mas passo boa parte do tempo sim­ plesmente esperando. Meramente fico bem quieto até poder escutar o que o meu coração está dizendo dentro de mim. Quando meu coração diz: 'Não, não faça isto/ e minha cabe­ ça diz: 'Sim, é melhor você entrar neste plano/então não en­ tro mesmo." 0 que ele tinha feito? Tinha aprendido a seguir o teste­ munho interior e Deus o orientara nos seus negócios ao pon­ to que, no fim da década de 1930 e no início da década de 1940 ele já tinha dois milhões de dólares. A soma não parece tão grande agora, mas naqueles tempos, valia muito. Você pensa que Deus amava a ele mais do que Elè ama você? Não, é só que ele tomava tempo para escutar a Deus. Adotou medidas e meios e métodos para esperar. Nós, os ministros, estávamos num grupo, conversando pessoalmente uns com os outros. Alguém perguntou a certo indivíduo, não vou mencionar o seu nome, mas é um minis­ tro muito bem-sucedido: "Ora, sabemos que Deus chamou você e que a unção do Espfrito de Deus está sobre você. Mas do seu ponto de vista, há alguma coisa individual que, segun­ do você diria, contribuiu mais para o seu sucesso do que qual­ quer outra coisa isoladamente?" Aquele homem disse: "Sempre sigo as minhas premoni­ ções mais profundas." O que queria dizer? Estava simplesmente dizendo: "Sempre escuto o meu espírito. Faço o que o meu espírito me manda fazer. Sigo aquele testemunho interior." O testemunho interior é tão sobrenatural quanto a ori­ entação mediante visões, etc.; só que não é tão espetacular. Muitas pessoas procuram o espetacular, e deixam desaperce­ bido o sobrenatural que está ali o tempo todo. 35
  32. 32. 8 A CERTEZA DA SALVAÇAO "Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemu­ nho... " - 1 João 5:10. "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (Rm 8:14). Os filhos de Deus podem es­ perar que sejam guiados pelo Espfrito de Deus. Aleluia! Não são guiados por outras pessoas que lhes mandam o que fazer. O Espfrito Santo vai nos guiar. Temos as Escrituras que assim declaram. Como Ele guia? O v. 16 nos dá a indicação. "Opróprio Espírito testifica com o nosso espírito, que somos filhos de Deus" (Rm 8:16). Se neste aspecto mais importante da vida, na coisa mais importante que lhe pode acontecer —tornar-se filho de Deus, se o modo de Ele deixar você saber que você é filho de Deus é mediante o Seu Espírito testificando com o seu espírito, você pode entender que a primeira maneira, a maneira prin­ cipal, segundo a qual Ele o guiará é mediante o testemunho interior. Não é porque alguém profetizou que você é um filho de Deus que você realmente o é. Você não aceitaria tal coisa. Você não fica sabendo que você ë um filho de Deus porque alguém disse: “Sinto que você o é ' Você não aceitaria isto. Não é por você ter tido uma visãò que você é um filho de Deus. Você pode ter tido uma visão, ou não. Mas isto não faz de você um filho de Deus. Não é isto que a BfbUa diz. Não é desta maneira que você sabe que é um filho de Deus. 37
  33. 33. Como diz a Bíblia que sabemos que somos filhos de Deus? Seu Espírito, o Espírito de Deus, testifica com o nos­ so espírito. As vezes, você não pode realmente explicar como você sabe. Mas você sabe mesmo, bem no fundo do seu íntimo. Você o sabe! Você o sabe pelo testemunho interior. Nasci de novo como adolescente no leito da enfermida­ de, no dia 22 de abril de 1933. Desde aquele dia, nunca me ocorreu o pensamento de que possivelmente não era salvo. Mas mesmo como cristão jovem dava de encontro com pes­ soas que diziam: “Você não é salvo porque não pertence à nossa igreja/' Ou com aquelas que argumentavam: "Você não é salvo porque não foi batizado da nossa maneira." E outras coisas mais. Mas nada disto me perturbava. Eu ria disto. Porque eu tinha o testemunho) E eu tinha o amor "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos..." — 1 João 3:14. 38
  34. 34. 9 LUDIBRIADO POR UMA PORÇÃO DE LA» "Dar-vos-ei coração novor e porei dentro em vós espí­ rito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro em vós o meu Espíri­ to..." — Ezequiel 36:26, 27. Em 1941 não sabia tanta coisa quanto sei agora. Por fa­ vor, não me entenda de modo errado; mesmo agora não sei tanto quanto ainda vou saber. Não gostaria nada de imaginar que já sei tudo quanto ainda vou saber nesta vida a respeito de Deus e a respeito da Bíblia. Não, não sabemos tudo, mas louvado seja Deus por aquilo que já sabemos! Minha esposa e eu estávamos pastoreando uma igreja nas terras pretas do Estado do Texas, no centro-norte. Outra igreja, iá nos campos de petróleo do Texas do Leste, queria que éu fosse para lá a fim de ser experimentado como pastor. Sendo assim, fui para lá de carro e preguei certo domingo. A igreja perguntou se os membros podiam votar em mim para ser pastor, e eu disse que sim. Viajando de volta para casa depois do culto, coloquei diante do Senhor "uma porção de lã" Acontece que nasci e fui criado como Batista do Sul. Comecei a pregar como Batista do Sul. Em 1937, fui batizado no Espírito Santo como pregador batista. Em 1939, aceitei o pastorado de uma pequena Igreja do Evangelho Pleno. Foi em março de 1941 que esta igreja, no Texas do Leste, queria me levar em consideração para ser pastor. Já tinha vivido no meio da gente do Evangelho Pleno por bastante tempo, para alguns dos seus conceitos falsos terem pego em mim. Não me 39
  35. 35. entenda mal: muitas coisas boas pegaram em mim, também. Mas esta coisa não era boa. Sempre os ouvia falarem “deitar fora uma porção de 13.“ Sendo assim, eu também "deitei fora uma porção de 13.“ Eu realmente sabia melhor. Mas se simplesmente deitas­ se fora uma porção de 13, isto me pouparia boa parte do tra­ balho de orar, de ficar sozinho com Deus e esperar por Ele, e talvez de jejuar um pouco. Ao “deitar fora uma porção de 13“ , a pessoa ora de mo­ do semelhante a este: "Senhor, se Tu queres que eu faça isto, faze Tu aquilo.“ Ou: "Deus, se Tu queres que eu faça isto, então, faze com' que aquilo aconteça.“ Ou: "Senhor, fecha aquela porta, e abra esta porta." Algumas daquelas portas podem ser fechadas pelo diabo, e podem ser abertas pelo diabo. Estão no território dele. A Bíblia o chama de deus deste mundo (2 Co 4:4). Isto seria como orar: "Senhor, se Tu queres que eu vá para a Cidade de Kansas na semana que vem, abra a porta de entrada da casa do Irmão Hagin." Eu poderia abrir esta porta sozinho. é onde moro. Satanás pode movimentar-se na dimensão dos sentidos. Deus tem um modo melhor de guiar osSeus filhos do que o método a esmo. O Novo Testamento não diz: “Todos os que são guiados por porções de lã são filhos de Deus.“ “Sim," alguém talvez diga, “mas Gidéão 'deitou fora uma porção de 13', lá no Antigo Testamento." Para quê voltar para a Antiga Aliança? Temos coisa me­ lhor. A Antiga Aliança é para pessoas espiritualmente mortas. Eu não estou espiritualmente morto. Estou vivo! Tenho o Es­ pírito de Deus dentro de mim. Lembre-se: Gideão não era profeta, nem sacerdote, nem rei. Somente aquelas pessoas, segundo a Antiga Aliança, eram ungidas pelo Espírito de Deus. O Espírito de Deus não estava pessoalmente presente com o restante do povo. Foi por isso que cada homem tinha que se apresentar no templo em Jerusalém uma vez por ano. A Glória da She- quiná, da Presença de Deus, era guardada fechacía no Santo dos Santos. Mas quando Jesus morreu no Calvário, a cortina 40
  36. 36. que separava o Santo dos Santos foi rasgada de cimã a baixo — e Deus avançou para fora. Nunca mais Ele tem habitado casas terrestres desde aquele momento. Ele habita em nós: Ê perigoso para os cristãos do Novo Testamento, cheios do Espírito, "deitar fora porções de lã." Sei disso com base na Palavra. E sei disto com base na experiêncja. Mas naquele tempo, em 1941, eu dizia, enquanto dirigia o carro: "Senhor, vou fazer a prova da lã. Simplesmente vou deixar o caso na Tua mão. (Não percebi que não estava entregando ao Senhor). Se eles me elegerem cem por cento, vou aceitar o resuF tado como sendo a vontade de Deus, e vou aceitar aquela igre­ ja”. Obtive todos os votos. Era aquele o meu velo de lã. Ele­ geram-me com 100 porcento. Erraram o alvo de Deus. Eu errei o alvo de Deus. Foram tosquiados. Eu fui tosquiado. Fiquei fora da perfeita vontade de Deus — e Deus simples­ mente me deixou fazer assim. Mudamos para a casa pastoral. Muitas coisas eram mais confortáveis do que nossa situação anterior, do ponto de vista natural. Tínhamos mais dinheiro. Morávamos numa casa pas­ toral melhor. Tínhamos um carro melhor para dirigir. Mas eu estudava e orava e obtinha uma mensagem — e ficava cheio do fogo celestial. Depois, no mesmo momento em que passava pela porta de entrada da igreja, era como se alguém tivesse jogado em mim um balde de água fria. Perdi toda a inspiração. Não preguei um sermão que prestasse, du­ rante 14 meses. Não havia inspiração. Minha esposa relutava em comentar. Finalmente, che­ gou a dizer: "Querido, você chegou ao ponto de conseguir dar uma preleção bastante boa." Era só aquilo que fazia: dava preleções. Quando se esgo­ tou o meu prazo combinado, parti. Não esperei algum sinal para partir; só parti. Mais tarde no meu pastorado, sempre queria voltar para lá a fim de realizar um culto, porque queria que aquela gente soubesse que eu sabia pregar. Nunca me tinham ouvido. Voltei, portanto, para realizar um reavivamento. As pessoas ficaram boquiabertas: "Não sabíamos que você pregava as­ sim." 41
  37. 37. Disse eu: '"Oh, sim, eu pregava assim antes de vir para cá como pastor. Pregava assim depois de sair daqui." "Ora, não pregava assim aqui." Disse eu: "Não, estávamos todos fora da vontade de Deus. Eu estava aqui fora da vontade de Deus. Vocês me ele­ geram fora da vontade de Deus." Aprendi a respeito daquele negócio da porção de lã. Uma só vez deve bastar para curar uma pessoa disto. Mas algumas pessoas, ainda que a coisa nunca tenha funóionado, continuam fazendo "a prova da lã." Nunca mais errei o alvo, ao ir para alguma igreja como pastor. Eu não fazia mais "a prova da lã". Orava e esperava em Deus. Faiava com Deus por um tempo suficiente para saber, bem dentro de mim, o que eu devia fazer. 42
  38. 38. 10 SEGUINDO O TESTEMUNHO "Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SE- ' NHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas." — Salmo T8:28. Deixamos aquela igreja. Certos líderes denominacionais nos pediram que aceitássemos outra igreja para preencher uma Vaga temporária, e assim fizemos. Enquanto ficava no meu escritório orando, ficava com uma preocupação espiritual para voltar àquela igreja que dei­ xara, como resultado "da prova da lã." Não tinha acabado o que Deus queria que eu fizesse ali. Usual mente isto acontecia (enquanto eu orava noutras línguas a respeito do meu sermão e dos cultos de domingo — e lembre-se: quando oro em línguas, o meu espírito ora e o espírito do homem é a lâmpada do Senhor): ficava com uma tal preocupação espiritual peia igreja que deixara há mais de dois anos antes, que me levantava de um só pulo e saía cor­ rendo do aposento para fugir daquele fardo. Certa vez, voltei a mim mesmo na rua ao lado da igreja, pensando: "Como fiquei aqui fora?" Para chegar ali, tinha que correr para fora do escritório da igreja, atravessar o audi­ tório, e sair pela porta lateral. Mas não me lembrei de ter feito aquilo. Estava com tamanha preocupação espiritual por aquela igreja, e procurava fugir dela. Não queria voltar para lá a fim de pastoreá-la. Final mente, depois de eu ter passado por uns 30 dias eu disse: "Senhor, está falando comigo para eu voltar para lá? Estás procurando me oferecer orientação?" Depois, eu disse: "Fala com minha esposa. Ela pode escutar, também." 43
  39. 39. Certa manhã, enquanto lavávamos a louça, eu disse â minha esposa; "Querida, se o Senhor disser alguma coisa, deixa-me saber disto." Nada mais contei a ela. Depois, aguardei mais 30 dias. Você não precisa apres­ sar-se grandemente no tocante a certas coisas. A Bíblia diz: "... aquele que crê nSo se apresse" (Isafas 28:16). A fé não se apressa. O diabo procurará empurrar a gente. Dirá: "apres­ se-se. Apresse-se. Mais pressa, pressa, pressa." Ele procurará enxotar você para fora da. fé, enxotar você para a dúvida, enxotar você para a descrença, e afastar você da orientação de Deus. Trinta dias mais tarde, enquanto eu lavava a louça e ela enxugava, eu disse: "O Senhor tem falado com você?" "Se Ele tem falado, não tenho consciência disto." Cheguei um pouco mais perto do assunto, para eTa reve­ lar seus pensamentos. Eu disse: "O Senhor lhe falou algo a respeito da nossa volta para................?" Citei o nome da cida­ de onde a igreja estava. "Oh", disse ela, "pensava que era apenas eu." "Bem", eu disse, "vamos analisar o que você quer dizer com a palavra eu", "Se você quer dizer a carne, então isto não seria certo. Mas se se trata dò próprío-eu real, o verdadeiro eu, o homem interior, lembre-se que o espírito é a lâmpada do Senhor. Logo, não é apenas você, é o Senhor acendendo a lâmpada. "Quero fazer-lhe uma pergunta," eu disse a ela, "de mo­ do que possamos averiguar exatamenfe de que se trata. Do ponto de vista físico, mental, meramente falando de modo natural, você quer voltar para lá?" "Oh, não!" "Não podéria ter sido você, não é? (Teria sido melhor dizer: não poderia ter sido a carne, o homem natural, o ho­ mem exterior). Você não vai ficar pensando em fazer algo que não deseja fazer". Vi que ela tinha o testemunho interior assim como eu tinha. As vezes, o testemunho interior está presente e as pes­ soas não o reconhecem. "Estou convicto," disse a eia, "que Deus nos está ori­ entando naquela direção. Terá que ser o próprio Deus quem 44
  40. 40. abrirá o caminho e nos colocará ali de volta. Vamos simples­ mente deixar que Ele faça". Assim Ele fez. Dentro de poucos meses, sem que eu nada fizesse para conseguir alguma coisa neste sentido, fui convidado para pregar durante uma semana naquela igreja. Depois, o conselho da igreja me perguntou se me interessaria em voltar para lá como pastor. Não lhes contei que já tinha algo da parte de. Deus. Disse, apenas: "Pode ser". Disseram: "Todos temos falado, e a igreja quer vocês devolta". "Bem," eu disse, "teriam que votar sobre meu caso. Vou lhes dizer, portanto, o que farei — vão adiante e votem, e eu lhes direi depois". Do ponto de vista natural, minha esposa e eu ainda não queríamos voltar. Embora amássemos o povo da igreja, não queríamos morar naquela cidade. Não queríamos morar na-, quela casa. No meu coração, queria obedecer a Deus, mas tudo o que havia na minha carne recuava. Meu homem natu­ ral, meu homem exterior — e no meu pròpriò pensamento e mente, humanos e naturais — não queria ir. De modo que realmente, enquanto eu continuava oran­ do e jejuando, enquanto o conselho da igreja estava dando os avisos certos e anunciando a eleição, eu estava dizendo ao Senhor que não queria confiar naquele testemunho interior que, segundo sabia, tanto eu quanto minha esposa tínhamos. Já tinha chegado ao terceiro dia de um jejum. Queria que o Senhor agisse de alguma maneira sobrenatural — queria algum tipo de palavra, de línguas com interpretação, uma profecia, ou que Deus escrevesse claramente lá no céu: VÁ PA­ RA AQUELE LUGAR". Estava de joelhos chorando, e lastiman­ do, e rogando - porque não sabia agir melhor. Deus orienta por sua voz interior, além daquele teste­ munho interior. Aquela voz interior disse: "Levante-se daí e pare de agir assim." Levantei-me. Depois, eu disse: "Senhor, se apenas Tu pudesses dar-me algum sinal sobrenatural, eu me sentiria me- fhor a respeito disto." 45'
  41. 41. Ele disse: "Você tem tudo quanto Eu vou lhe dar. Você não precisa de nenhum sinal sobrenatural. Você não precisa de palavras sobrenaturais escritas no céu. Você não precisa nada de I ínguas e interpretações. Você não precisa de profe­ cia nenhuma. Você sabe no seu íntimo o que deve fazer. Agora, faça-o!" Respondi: “Está bem, farei.“ Muitas vezes, desconsideramos o testemunho interior. Queremos alguma coisa lá na dimensão dos sentidos. Procu­ ramos o sensacional e saímos perdendo o espiritual. Vamos aprender que Deus orienta todos os Seus filhos, primaríamente, por um testemunho interior. 46
  42. 42. 11 NÚMERO DOIS: A VOZ NO IlUTIMO "Digo a verdade em Cristo, não m into, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciên­ cia" — Romanos9:1. 0 modo número um de o Espírito nos guiar é median­ te o testemunho interior. 0 modo número dois é mediante a voz interior. 0 homem interior, que é um homem espiritual, tem uma voz — exatamente como o homem exterior tem uma voz. Chamamos esta voz de consciência. Chamamos esta voz de voz tranqüila e suave. 0 seu espírito tem uma voz. O seu espírito lhe falará. Em setembro de 1966 mudamos para Tulsa, no Estado de Oklahoma de Garland, Texas, subúrbio de Dallas. Tínha­ mos morado 17 anos ali. A mudança veio a acontecer da se­ guinte maneira. Minha esposa e eu estávamos em Tulsa para fazer um negócio. O ministério estava crescendo e eu já calcu­ lara em minha cabeça o que faria com meu escritório e mi­ nha casa no Texas. Mas o amigo que nos hospedava em Tulsa disse: "Irmão Hagin, você deve vir de mudança para Tulsa. O antigo prédio de escritórios do Irmão T. L. Osborn está à venda. Seu gerente comercial pediu que eu o vendesse para eles." Daí ele deu o preço. Era extremamente baixo. Mas não me interessei. Final mente, ele disse: "Vamos para lá e olhá- lo." Fui junto, só para não o ofender. No momento em que fiquei de pé dentro daquele prédio, uma cigarra começou a soar dentro de mim. (Às vezes aque­ le testemunho interior é como uma cigarra interior). Eu sa- 47
  43. 43. bia, tão bem quanto sei o meu próprio nome, esta é a coisa certa) Mas não queria escutar; queria ficar em Garland. (£ por isso que muitas vezes não ouvimos. Não quere­ mos ouvir. Dizemos que queremos ouvir, mas não queremos.) Quando estávamos de volta à casa de nosso amigo, mi­ nha esposa me perguntou a respeito do negócio. "Oh, não. Já calculei tudo. Vamos permanecer onde es­ tamos morando. Vamos transformar nossa casa inteira em escritórios. E simplesmente permaneceremos em Garland." Fomos para a cama. Mas eu não consegui dormir. Usualmente, não tenho dificuldade em adormecer. A Bíblia diz: "... ele dá para seus amados o sono" (SI 127:2). Eu sou Seu amado. E você também. "Ele nos fèz agradáveis a si no Amado" (Ef 1:6). Sendo assim, sempre reivindico a promessa de Deus e digo: "Senhor, eu sou Teu amado. Por­ tanto, eu aceitarei o sono. Eu Te agradeço por ele.” E sempre adormeço. Mas desta vez, não consegui. Minha consciência me doía. Minha consciência é a voz do meu espírito. Meu espírito sabe que não prestei atenção a ele. Deitado ali, no silêncio da noite, eu disse: "Senhor, se . Tu queres que eu faça a mudança para Tulsa, eu o farei. Na carne, não gostaria de mudar para cá, mas eu não quero ser obstáculo na Tua frente.” Então, bem no meu íntimo, ouvi a voz tranquila e suave. Ora, não estou falando a respeito da voz do Espírito de Deus. Quando o Espírito Santo fala, a voz é mais autori­ zada. A voz tranqüila e suave é a voz do nosso próprio espí­ rito falando. Mas nosso próprio espírito pega a mensagem do Espírito Santo que está dentro em nós. Aquela voz tranqüila e suave, aquela voz interior, não com poder e autoridade, mas apenas algo dentro de mim, disse: "Eu vou lhe dar aquele prédio." Ri. Sei que havia muita incredulidade na minha atitude, mas eu disse: "Muito bem. Quando você o fizer, eu crerei nisto.” 48
  44. 44. Aquela voz interior disse: "Fique me observando, ape­ nas." Sem entrar em todos os pormenores, digo que você fi­ cará surpreso ao saber como Deus nos deu aquele prédio. 49
  45. 45. 12 A CONSCIÊNCIA: A VO Z DO ESPIRITO SANTO "Fitando Paulo os olhos no Sinédrio, disse: Varões, ir­ mãos, tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência até ao dia de hoje. " — Atos 23:1. £ interessante folhear as Epístolas que Paulo escreveu para a Igreja e ver o que ele disse a respeito da sua consciên­ cia. Você notará que ele sempre obedecia a ela. A sua consciência é um guia seguro? Sim, se o seu espírito se tornou novo homem em Cristo. Porque a sua consciência é a voz do seu espírito. "E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas/' — 2 Coríntios 5:17. Estas coisas acontecem no espírito do homem, no homem in­ terior. Ele torna-se, em primeiro lugar, uma nova criatura — um homem totalmente novo em Cristo. Em segundo lugar, "as coisas antigas já passaram" — a natureza do diabo no seu espírito já sé foi. Em terceiro lugar, " T O D A S as coisas se fizeram novas" — no seu espírito, não no seu corpo nem na sua mente — sendo que agora tem a Natureza de Deus no seu espírito. Logo, se seu espírito é um novo honem que tem nele à Vida e a Natureza de Deus, é um guia seguro. Uma pessoa que não nasceu de novo não poderia seguir a voz do seu espírito. Seu espírito não é regenerado. Sua consciência o permitiria a fazer qualquer coisa. 51
  46. 46. Quando você tiver dentro de você a Vida e a Natureza de Deus, a sua consciência não lhe permitirá que faça toda e qualquer coisa. E se você nasceu de novo, você tem a Vida de Deus. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a V ID A ETERNA." —João 3:16. "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gra­ tuito de Deus é a V ID A ETERNA em Cristo Jesus nosso Senhor." — Romanos 6:23. Alguém disse: "Isto significa que vamos viver para sem­ pre lá no Céu." Não, não é isso. Considere este trecho das Escrituras: "Estas coisas vos escrevi a fim de saberdes que TENDES A V ID A ETERNA, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus." - 1 João 5:13. Tendes está no tempo presente. Temos a VIDA ETERNA agora. Se você é um cristão nascido de novo, você tem a Vida de Deus no seu espírito. Você tem a Natureza de Deus no seu espírito. Quem dera que as pessoas aprendessem a seguir o seu es­ pírito! Quem dera que aprendessem a aproveitar a Vida que está dentro delas! Afiliei-me à igreja e fui batizado bem na juventude — mas isto não fez de mim um cristão. Meu espírito ainda esta­ va não-regenerado quando fiquei total mente confinado à ca­ ma com uma enférmidade cardíaca com a idade de 15 anos. Nasci de novo, verdadeiramente, durante os 16 meses do meu confinamento â cama. Depois, em agosto de 1934, como mo­ ço batista, lendo a Bíblia metodista da minha avó, fui curado. 52
  47. 47. Voltei para o ginásio. Tinha perdido um ano escolar. Antes de eu nascer de novo, dificilmente passava em algumas matérias. Depois, se a gente ganhasse nota "D " era reprovado. E quem era reprovado numa só matéria ficava naquela mes­ ma série e tinha que repetir o ano inteiro. Duas professoras, em duas matérias, me disseram: "Nós lhe demos dois pontos, senão, você teria ficado com "D". Mas depois de eu nascer de novo, nunca meu currículo escolar registrou outra coisa senão "A " em todas as matérias. E nunca levei um só livro para casa a firh de estudar. Ora, naqueles tempos eu não sabia coisa alguma acerca do batismo no EspiYito Santo, mas você sabe o que eu já sa­ bia mesmo? Sabia qué tinha a Vida de Deus dentro de mim! Enquanto andava pela rua em direção à escola todas as manhãs — inconscientemente, estava sendo guiado pelo Es­ pírito; meu coração me mandava fazer assim, e eu o escuta­ va ao invés de escutar a cabeça — tinha uma coversa com o Senhor. Eu disse: "Ora, Serthor, leio no Antigo Testamento on­ de Daniel e os três moços hebreus estavam na escola na Babi­ lônia e Tu lhes deste favor com o deão da escola (Dn 1:9). Deus, dá-me favor com todos os professores. Agradeço a Ti por isso; já o possuo. Depois, passados os seus três anos de treinamento, eram dez vezes mais sábios do que os demais (w . 10-20). Senhor, tenho a Tua vida dentro de mim. João 1:4 diz: 'A vida estava nele, e a vida era a luz dos hom ens/ A luz simboliza o desenvolvimento. Transmita-me conheci­ mento e perícia em todo o ensino e sabedoria a fim de que eu seja dez vezes melhor..." Cada dia, andando para a escola, eu confessava: "A vida estava nEle, e a vida era a luz dos homens. Esta Vida está em mim. A Vida de Deus está em mim. Esta Vida é a luz, é o de­ senvolvimento da minha pessoa. Está desenvolvendo o meu espírito. Está desenvolvendo a minha mentalidade. Tenho Deus denfo em mim. Tenho a sabedoria de Deus dentro de mim. Tenho a Vida de Deus dentro de mim. Está Vida de Deus no meu espírito me domina. O propósito do meu cora­ ção é andar na luz da Vida." 53
  48. 48. Não quero dizer com isto que fui passando sem esfor­ ço. Nos períodos para o estudo no salão da escola, eu estuda­ va. Na aula, escutava atentamente tudo quanto estava sendo dito. Mas ao receber a Vida Eterna no meu espírito, ao dei­ xar a minha mente renovar-se com a Palavra, a minha inte­ ligência foi aumentada de 30 por cento a 60 por cento. A Vida de Deus fará isto por qualquer pessoa. O milagre mais espantoso que eu já vi, da Vida Eterna afetar a mentalidade, foi núrna moça a quem chamei de Maria. Sua inteligência foi aumentada em pelo menos 90 por cento, cento. Começou a ir à escola com sete anos de idade, e a fre­ quentou durante sete anos sem sair da primeira série. Du­ rante aqueles sete anos, nunca aprendeu a escrever o nome. Finalmente, pediram a seus pais que a levassem embora da escola. Quando ela tinha 18 anos, na igreja que eu pastoreava, vi-a comportar-se como uma criança de 2 anos. Descia dos bancos e ficava no chão, engatinhando como nenê. Se acon­ tecesse de não ficar sentada com a mãe, deslizava debaixo dos bancos, ou erguia a saia para passar por cima deles, a fim de chegar para onde a mãe estava. Suas roupas sempre estavam em desordem. Seus cabelos nunca eram penteados. Depois, certa noite, durante uma reunião de reaviva- mentoevangelfstico, Maria veio à frente. Ai i, recebeu a Vida Eterna — a Natureza de Deus. Uma mudança drástica ocorreu instantaneamente. Na noite seguinte, ela sentou-se no culto e comportou-se como qualquer moça de 18 anos. Tinha ar­ rumado os seus cabelos e se vestira bem. Sua inteligência parecia ter aumentado da noite para o dia. Anos mais tarde, eu estava de volta à cidade para ajudar num enterro. "O que veio a ser de Maria?" perguntei à secre­ tária da igreja. Ela me levou ao pórtico da frente. "Está vendo todas aquelas casas novas que estão sendo construídas ali?" Disse eu: "Estou". "É um acréscimo à cidade. Maria está edificando tudo aquilo. É uma viúva agora. Trata dos seus próprios negócios financeiros, é a sua própria financista. Tem três lindas crian- 54
  49. 49. ças. Ficam no banco da frente todos os domingos. São as crianças mais bem vestidas e que melhor se comportam na igreja. Como secretária da igreja, posso lhe dizer que os dízi­ mos e as ofertas de Maria estão aqui todos os domingos/' A Vida de Deus entrara nela! Tenho a convicção de que nunca aprendemos o que te­ mos recebido. A maioria entre nós tem pensado que o Senhor simplesmente nos perdoou, e temos dito: "Somos as mesmas velhas criaturas que sempre fomos. Procuraremos aguentar ficarmos firmes até o fim. Se conseguirmos um número sufi­ ciente de pessoas para orarem por nós, é possível que vença­ mos. Não, graças a Deusi A Vida de Deus é outorgada ao nos­ so espírito! A Natureza de Deus está em nosso espírito. 0 Espírito Santo é vivo, e permanece em nosso espírito. 55
  50. 50. 13 DUAS EXPERléNCIAS "Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo... Quando, porém, deram crédito a Fiiipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens co­ mo muihefes... Ouvindo os apóstoios, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, en­ viaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Se­ nhor Jesus. Então lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo." -A to s 8:5-12-14-17. Segundo a Nova Aliança, todo filho de Deus tem o Espí­ rito de Deus. Se você nasceu de novo, o Espírito de Deus está no seu espírito. Devemos realmente diferenciar entre ser nascido do Es­ pírito e ter a plenitude do Espírito. 0 cristão nascido de novo pode ficar cheio do Espírito que ele já tem dentro dele. E quando fica cheio do Espírito, haverá um transbordamento. Falará em outras línguas conforme o Espírito lhe concede que fale (Atos 2:4}. Os estudiosos bíblicos sabem que a água tipifica o Es­ pírito de Deus. O próprio Jesus usava a água para tipificar o Espírito. Usou-a como símbolo do novo nascimento quando estava falando com a mulher que estava ao lado da fonte em Samaria: 57
  51. 51. ''Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?... Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fon­ te a jorrar para a vida eterna/* —João 4:10, 11, 13,14. Ele usou a água também comò símbolo do Espírito na plenitude do Espírito Santo: "No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu inte­ rior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até esse momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado. - João 7:37-39. Estas são duas experiências diferentes. O novo nascimen­ to é uma fonte de água dentro de você, jorrando para a vida fetema. A Plenitude do Espírito Santo são rios - não um só rio. A água na fonte é para outro propósito. A água na fonte é para o seu próprio benefício - abençoa você. Os rios que fluem de den­ tro de você abençoam outra pessoa. Algumas pessoas dizem: "Se você nasceu do Espírito, você tem o Espírito, e não passa disto/' Mas não, simples­ mente porque você tomou um só gole de água, não é prova de que você está cheio de água. Há, subsequente ao novo nasci­ mento, a experiência de receber a plenitude do Espírito — e, como resultado, do interior (do espírito) podem fluir rios de água viva. 58
  52. 52. Outras pessoas dizem que quem não tem a plenitude do Espírito, nem fala em outras Iínguas, não tem o Espírito San­ to. N5o é verdade. Se bebo meio copo de água, talvez não fi­ que cheio, mas pelo menos dentro de mim tenho água. Se al­ guém nasceu do Espírito de Deus, tem o Espírito de Deus permanecendo nele. 59
  53. 53. 14 DEUS NO IlMTIMO “Porque nós somos santuários do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles se­ rão o meu povo." —2 Coríntios 6:16. Se você nasceu de novo, o Espírito Santo está vivo e permanente no seu espírito. Está vivo e permamente onde? Na sua'cabeça? Não. No seu corpo? Em certo sentido, sim, mas não exatamente do modo que pensamos. A única razão porque seu corpo torna- se o templo do Espírito Santo é porque seu corpo é o templo do seu próprio espírito. Ele permanece no seu espírito. E Ele Se comunica com você através do seu espírito. Ele não Se comunica diretamente com a sua mente — Ele não está na sua mente. Ele está no seu espírito — Ele Se comunica com você através do seu espírito, ê lógico que seu espírito realmente alcança e influencia a sua mentalidade. Mesmo como nenê recém-nascido em Cristo, ainda con­ finado à cama, eu sabia coisas mediante o testemunho inte­ rior. Nada sabia a respeito de ficar cheio do Espírito Santo e falar noutras línguas — mas nascera do Espírito. Tinha o testemunho do Espírito bem no meu íntimo de que era um filho de Deus. Tinha ficado confinado à cama cerca de quatro meses, quando a minha mãe veio certo dia para o lado da minha ca­ ma, dizendo: "Filho, não quero perturbar você, mas alguma coisa está errada com Dub." 61
  54. 54. Dub é o meu irmão mais velho. Ele estava com 17 anos naquela ocasião, e tinha ido embora. Não sabíamos exatamen­ te onde ele estava. Ela sentia algo no seu espírito. Pensava que talvez ele tivesse entrado em encrencas e estivesse na cadeia. Ela disse: "Faz três dias que estou orando por ele, mas preciso de aju­ da." Eu disse: "Mamãe, eu pensava que você já tivesse proble­ mas suficientes comigo, preso à cama conforme estou. Já faz vários dias que eu estou sabendo de problemas de Dub. Ele não está na cadeia, porém. Não é este tipo de problema. Sua vida física está passando perigo. Mas eu já orei, e ele vai ven­ cer. Sua vida será poupada. Eu já tenho a resposta." Naquela ocasião, eu não sabia como obter a resposta a respeito da cura — passou-se mais um ano antes de eu receber a minha cura. Mas algumas coisas eu sabia, louvado seja Deus; E Deus vem ao encontro da pessoa à medida que ela tem fé. Três dias mais tarde, Dub veio para casa durante a noite. Você entende, era o ano de 1933 e não havia trabalho. Os homens estavam lá fora na rua, sem emprego, naqueles dias da grande depressão. Dub tinha ido para o Vale do Rio Gran­ de para procurar emprego. Não achou nada. Resolveu, por­ tanto, pegar carona num trem de frete — muita gente usava a estrada de ferro assim, ilegalmente, naqueles dias — desde a parte mais longínqua do Vale até McKinney. Cerca de 80 km. ao sul de Dallas, um detetive da estrada de ferro bateu na cabeça dele e o jogou fora do trem que esta­ va em movimento a uns 80 ou 100 km. por hora. Foi voando pela estrada de ferro. Naqueles dias, as locomotivas queima­ vam carvão, e deixavam as cinzas ao longo da estrada de fer­ ro. Ele caiu naquelas cinzas e deslizou de costas. E de maravi­ lhar-se que não tenha quebrado as costas. O acontecido teria lhe quebrado as costas, se nós não tivéssemos sabido do caso mediante o testemunho interior, e se não tivéssemos orado. Ele ficou jogado na fossa, e voltou aos sentidos depois de algum tempo. Sua camisa fora rasgada do corpo, e o assen­ to da sua calça fora arrancado. Sendo assim, somente podia viajar de noite. De dia, ficava escondido entre as árvores do campo — era o período do ano em que se podia achar frutas 62
  55. 55. — e de noite, avançava ao longo dos trilhos em direção a Mc- Kinney. Era noite quando chegou em casa. Mamãe coiocou-o na cama, e estava passando bem dentro de poucos dias. Mamãe e eu não éramos crentes cheios do Espfrito Santo - mas éramos crentes. E tínhamos um testemunho em nosso espfrito que alguma coisa estava errada — era uma intuição interior, é algo que todos os cristãos devem desenvolver. De­ vemos desenvolver o nosso espírito. Um amigo meu, ministro do Evangelho Pleno, teve em menos de dez anos três acidentes sérios de automóvel. Algu­ mas pessoas morreram. A esposa dele quase morreu. Ele fi­ cou seriamente ferido. Foram curados pela misericórdia de Deus. Carros foram demolidos. EJe me ouviu ensinar a respeito destes assuntos, e me disse: "Irmão Hagin, cada um daqueles acidentes poderia ter sido evitado se eu tivesse escutado aquela intuição interior." Mas em circunstâncias semelhantes, as pessoas dizem: "Não sei por que aquilo aconteceu a um cristão tão bom. "Era um pregador." (Os pregadores precisam aprender a es­ cutar seu espírito, assim como você tem que aprender a es­ cutar o seu espírito.) Depois, atribuem tudo a Deus, e dizem que Deus o fez. Este pregador me disse: "Se eu tivesse escutado aquela coisa interior — simplesmente tinha uma intuição de que algo estava para acontecer — teria esperado um pouquinho e ora­ do. Ao invés disto, pensei: Estou ocupado. Não tenho tempo para orar." Muitas vezes, se tivéssemos esperado, Deus nos teria mostrado. Poderíamos ter evitado muitas coisas. No entanto, não vamos nos queixar e gemer por causa de fracassos do pas­ sado. Vamos simplesmente tomar posse daquilo que é nosso, e cuidar para não deixar tais coisas acontecerem de novo. De qualquer jeito, nada podemos fazer no tocante àquilo que já passou. Vamos começar a desenvolver o nosso espírito, e aprender a escutá-lo. O Espírito Santo habita no seu espírito. Ê o seu espírito quem pega estas coisas do Espírito Santo, e depois as passa para sua mente, mediante uma intuição interior, ou um teste­ munho interior. 63
  56. 56. Jesus disse: "Se alguém me ama, guardará a minha pala­ vra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14.23). Nesta passagem das Escrituras, Jesus está faiando a respeito da vinda do Espírito Santo. Jesus e o Pai, na Pessoa do Espírito Santo, vêm habitar em nós. Uma habitação é o lugar onde a pessoa mora. Outra tradução diz: "Viremos para ele, e faremos com ele o nosso lar." O Espírito Santo, através do Apóstolo Paulo, disse: "Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3:16). Outra tradução diz: "O Espírito Santo está na casa dentro de você." é onde Ele mora — em você! A Bit»lia diz: "... Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" (2 Co6:16). Coloque juntos estes três versículos das Escrituras: "Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada... Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?... Porque nós so­ mos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo." — João 14:23; 1 Coríntios 3:16; 2 Coríntios 6:16. Nunca chegamos, ainda, a sondar a profundidade daquilo que Deus realmente está dizendo: "Eu habitarei neles. Eu farei neles morada. Eu andarei entre eles." Se Deus está habitando dentro de nós e Ele está — logo, é ali que Ele nos falará. 64
  57. 57. 15 DEPENDA DO SEU ESPIttlTO "Porque em verdade vos afirm o que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. " — Marcos 11:23, 24. Seu espírito sabe coisas que sua cabeça não sabe. Porque o Espírito Santo está no seu espírito. Quando a ciência médica me abandonou para morrer como adolescente, dizendo que nada mais havia que se pu- desse fazer por mim, eu sabia, de alguma forma, que se hou­ vesse ajuda para mim, em algum lugar, seria na Bíblia. Comecei com o Novo Testamento porque sabia que não tinha muito tempo. Acabei chegando a Marcos 11:23 e 24. Quando cheguei a Marcos 11:24, alguma coisa de fora de mim, em algum lugar, disse à minha mente: Isto não sig­ nifica tudo quanto pedirdes física, material, ou financeira­ mente. Significa, apenas, tudo quanto pedirdes espiritualmen­ te. A cura já foi abolida. Procurei persuadir meu pastor a vir contar-me o que Marcos 11:24 realmente significava. Ele não veio. Finalmen­ te, certo pregador veio. Afagou a minha mão e adotou uma voz profissional, dizendo: "É só ter mais paciência, meu filho, dentro de mais alguns poucos dias tudo terá acabado." Aceitei o veredito e fiquei deitado ali, aguardando a morte. Foi dois meses antes de eu voltar a ler a Bíblia, vol­ tando a Marcos 11:23 e 24.
  58. 58. Eu disse: "Senhor, procurei arrumar alguém para me aju­ dar, e não consegui. Vou dizer-Te, pois, o que vou fazer. Sim­ plesmente vou aceitar literalmente o que Tu dizes na Tua Pa­ lavra. Quando estavas aqui na terra, Tu a disseste. Eu vou crer nisto. Se Tu não mentiste a respeito, eu vou sair desta cama. Porque posso crer naquilo que Tu disseste que posso crer." A í, tive a seguinte idéia. (Custou-me muito tempo por­ que tinha uso limitado das minhas mãos. As pessoas apoia­ vam a Bíblia na minha frente, e eu virava as páginas.) Resolvi consultar minhas referências a respeito da fé e da cura. Che­ guei a Tiago 5:14 e 15: "Está algyémentre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados." —Tiago 5:14, 15. Eu pensava que todas as demais Escrituras sobre a cura, e todas as demais promessas ligadas à oração dependiam disso — pensava que era OBRIGATOR IO chamar os presbíteros da igreja. (Não é obrigatório —você pode, se precisar). Comecei, pois, a exclamar: "Querido Senhor, se preciso chamar os pres­ bíteros da igreja para me ungirem com óleo a fim de ser cura­ do, não posso ser curado. Não conheço nenhum presbítero da igreja que crê nisto." Já havia seis meses que eu fora salvo, e nunca ouvira uma voz interior. Não estou falando a respeito da voz do Es­ pírito de Deus — ela é mais autoritária — estou falando na­ quela voz tranquila e suave do meu espírito. Meu espírito me disse: "Você notou aquele versículo que diz que a oração da fé salvará o enfermo?" Tive que olhar outra vez. tinha fixado mínha mente nos presbíteros, e não notara aquela parte. "Sim" eu disse em voz audível, "é o que o versículo diz*" Veio como um verdadeiro choque para mim. 66
  59. 59. Depois, no meu interior, as seguintes palavras foram fa­ ladas: 'Você pode orar aquela oração tão bem quanto qual­ quer outra pessoa." Aleluia! Mas a minha educação espiritual foi lenta — exatamente como a sua. Permaneci mais nove meses naquela cama antes de finalmente ver que tinha que crer que já recebera a minha cura, antes dela se manifestar. Foi enquanto orava e dizia: "Creio que recebo a minha cura." que percebi o que devia fazer. Disse: "Creio que rece­ bo a cura desde o alto da minha cabeça até ás plantas dos meus pés." Depois, comecei a louvar a Deus, porque acredita­ va que recebera a minha cura. Mais uma vez, no meu interior, ouvi estas palavras — não era aquela Voz autorizada, mas simplesmente uma voz traqüi- la e suave, tão fraca que não teria ouvido se minha mente e meu corpo tivessem sido muito ativos — "Agora você cré que está são." Eu disse: "Certamente, creio." Aquela voz interior disse: "Levante-se, portanto. Os sãos devem já estar fora da cama às 10:30 h da manhã." Tinha ficado paralisado. Foi uma luta. Fui empurrando a mim mesmo. Finalmente, levantei-me ao ponto de estar in­ clinado sobre a cabeceira da cama. Meus joelhos foram ceden­ do até ficarem perto do chão. Não sentia nada da cintura pa­ ra baixo. Mas, inclinado sobre a cabeceira da cama, disse ou­ tra vez: "Quero proclamar na presença de Deus Onipotente, do Senhor Jesus Cristo, do Espírito Santo, e dos santos anjos presentes neste quarto, e quero chamar o diabo e todos os espíritos malignos que estiverem presentes neste quarto para registrarem o fato, que de conformidade com Marcos 11:24, creio que recebi a minha cura." Quando disse isto, fisicamente, sentí alguma coisa. A sensação era como se houvesse acima de mim alguém derra­ mando um cântaro de mel sobre mim. Senti-o bater na parte de cima da minha cabeça. Parecia empilhar-se como faria o mel, e depois começava a escoar lentamente sobre mim, des­ cendo por meu corpo. Tinha um ardor caloroso. Espalhou-se, descendo por minha cabeça, pelo pescoço, pelos ombros, 67
  60. 60. descendo meus braços e saindo pelas pontas dos dedos, e descendo meu corpo até sair pelas pontas dos dedos dos pés. Estava em pé, ereto! Tenho andado ereto desde então. Mas quero que você perceba o seguinte; Escutei o meu espírito. A fé é do espírito. Sua fé nSo funcionará plenamen­ te até você aprender algumas destas coisas. Aprenda a depen­ der dAquele que está em você. Aprenda a desenvolver o seu próprio espírito. Tenha fé na sua fé. 68
  61. 61. 16 DE CORAÇAO TENRO "Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente Deus é maior do que o. nosso coração, e conhece todas as coi­ sas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confi­ ança diante de Deus." - 1 João 3:20, 21. 0 Espírito Santo condena você se você praticar o mal como cristão? Não. E o seu espírito que condena você. Você precisa aprender isto. É uma lição difícil de apren­ der, no entanto, porque fomos ensinados incorretamente. 0 Espírito Santo não o condenará. Por que? Por que Deus não o condenará. Estude o que o Espírito Santo escre­ veu através de Paulo, na Epístola aos Romanos. Perguntou: Quem é que condena? Deus condena? N3o, é Deus quem jus­ tifica. Jesus disse que o único pecado do qual o Espírito San­ to convencerá o mundo é o pecado de rejeitar Jesus (João 16:7-9). é a sua própria consciência — a voz do seu próprio es­ pírito — que sabe quando você fez alguma coisa errada.. Já descobri que até mesmo quando faço coisa errada, embora o meu espírito me condene, o Espírito Santo está presente para consoiar-me, para ajudar-me, para me mostrar o caminho de volta. Você nunca lerá na Bíblia um trecho em que o Espírito Santo é aquele que condena. Jesus 0 chamou de Consolador. O significado sétuplo daquela palavra, com base na I íngua grega, é ressaltado na Bíblia Ampliada: 69
  62. 62. "E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador (Conselheiro, Ajudador, Intercessor, Advogado, Forta­ lecedor, Sustentáculo), afim de que esteja para sempre convosco." —João 14:16 (A mpfiada). Ele é tudo isto! Ele ficará ao seu lado quando ninguém mais quer fazê-lo. Ele o ajudará. Ele é um Ajudador! É seu próprio espírito que sabe o momento em que você fez coisa errada. Estou contente porque aprendi isto cedo na vida. Deu-me ricos dividendos na minha vida. Foi bem pouco tempo depois de eu ser salvo, curado, e novamente estudante colegial quando ocorreu este incidente. Realmente não sei porque a expressão escapou dos meus lá­ bios; ninguém em nossa família usava linguagem profana. Mas tínhamos um vizinho, Deus abençoe o seu coração, que podia, conforme dizíamos no Texas, chingar até provocar uma tempestade. Podíamos escutá-lo em todas as partes do nosso bairro. Acho que peguei dele a expressão. Seja como for, simplesmente falei para um dos rapazes: "Pelo inferno, nada de... alguma coisa ou outra." No momento em que disse aquilo,‘sabia dentro de mim que era errado. 0 que é que me condenava? 0 Espírito San­ to? Não. Era o meu espírito, Meu espírito, esta nova criatura, este novo homem, não fala desta maneira. A Vida, a Nature­ za de Deus não fala desta maneira. Ora, a carne, o homem exterior, talvez queira continuar fazendo algumas das coisas que fazia, e falando algumas das coisas que falava, mas você deve crucificar a carne. Uma boa maneira de crucificá-la é trazê-la totalmente a uma situação descoberta. Fiz assim no mesmo momento. Não esperei sentir-me movido a fazê-lo. No meu coração, eu disse: "Querido»Deus, perdoa-me por ter dito aquilo." O jovem a quem falara assim, já tinha andado adiante. Localizei-o e pedi que ele me perdo­ asse. Ele não notara o que eu dissera: estava acostumado às pessoas que falavam assim. Mas eu queria endireitar a coisa. Era a voz do meu espírito. Era a minha consciência. Mi­ nha consciência era delicada, e eu não a violei. A não ser que você mantenha uma consciência tenra, delicada, as coisas es- 70
  63. 63. pirituais serão indistintas para você. Porque a sua consciên­ cia é a voz do seu espírito, é a sua consciência, a voz do seu espírito, que relatará à sua mente aquilo que o Espírito San­ to está dizendo para você no fundo do seu coração. A Bíblia fala acerca de cristãos que até mesmo têm sua consciência cauterizada: '"Pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que têm cau­ terizada a própria consciência." — I Timóteo 4: 2. A primeira igreja que pastoreei era uma igreja comunitá­ ria, lá no interior. Usualmente, saía para a igreja sábado à noite, pernoitava ali no sábado e no domingo, e voltava para a cidade na segunda-feira. Muito freqüentemente, ficava hos­ pedado no lar de um senhor metodista, muito querido. Este excelente homem espiritual, um grande homem realmente, tinha 89 anos de idade. Eíe e eu não levantavamos tão cedo quanto os demais na sua fazenda. Eles estariam lá fora nos campos fazendo os seus trabalhos, enquanto este senhor-de idade tomava seu café da manhã comigo, cerca das oito horas da manhã. Eu não bebia café, mas este senhor de idade bebia. Ora, você dificilmente acreditaria nisto se não o visse, mas ele ti­ nha um daqueles bules de café do tipo antiquado — estáva­ mos em meados da década de 1930 — em cima de um fogão antiquado a lenha, com o café fervendo dentro. Eu o via pe­ gar aquele café que estava fervendo, derramá-lo num caneco grosso de tamanho grande — e o café ainda estava quente ao ponto de continuar a ferver dentro daquele caneco — e virá- lo na sua boca, drenando de uma só vez o caneco inteiro. Na primeira vez que o vi fazer assim, gritei. Sentia-me queimando por dentro. Como ele podia fazer aquilo? Eu não podia. Os tecidos dos^ meus lábios, do interior da minha boca, da minha gargan­ ta e do meu esôfago são tão delicados que uma só colherada das de chá teria feito queimaduras até lá embaixo. Ele bebia um caneco inteiro sem removê-lo da sua boca. 71
  64. 64. Ele não podia fazer aquilo de início, porém. Mo decurso de muitos anos de bebe-lo quente, ficaram cauterizados seus lábios e boca, garganta e esôfago. Então, podia bebê-lo, e não lhe incomodava. Espiritualmente, a mesma coisa pode acontecer. Aprenda a manter uma consciência tenra. Aprenda, no momento em que você errar e a sua consciência o condenar, a corrigir o caso imediatamente; Não espere até chegar na igreja. Diga imediatamente: "Senhor, perdoa-me. Errei." Se necessário, se outra pessoa o viu, diga-lhe: "Errei. Perdoe- me. Eu não deveria ter dito aquilo." Você terá que manter tenro o seu espírito se é para você ser orientado pelo Espírito. 72
  65. 65. 17 OS SENTIDOS: A VOZ DO CORPO "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito..." — Romanos 8:16. Por demais frequentemente, as pessoas pensam que o testemunho acerca do qual este versículo fala é uma coisa fí­ sica. Não o é. é uma coisa espiritual. E o Espírito de Deus testificando com o nosso espírito. Ele não testifica com o nosso corpo. Você não deve julgar pelo sentido físico. Confundimos as coisas por nossa maneira de falar. Dize­ mos: "Sinto a presença de Deus." Mas não a sentimos. Temos um pressentimento espiritual da Sua presença. Use a palavra sentido de modo sábio; deixe a falsa impressão de que se trata de um sentido físico. Não misture a parte física com o assun­ to. O sentido é a voz do corpo. A razão é a voz da alma, ou da mente. A consciência é a voz do espírito, Dirigir-se pelos sentimentos é entrar em problemas. E por isso que tantos cristãos ficam para cima e para baixo (chama-os de cristãos "iô-iô"), estão por dentro e depois por fora. Não andam pela fé. Não andam segundo o seu espírito. Quando se sentem bem, dizem: "Glória a Deus! Estou salvo! Aleluia! Estou cheio do Espírito Santo! Tudo está bem." Então, quando não se sentem nada bem, ficam com cara feia e dizem: "Perdi tudo. Não me sinto como antes. Acho que devo estar desviado.” Ouço as pessoas. Deus abençõe o coração delas, que falam a respeito de estar no vale, e depois, de estar na mon­ tanha, para então voltarem ao vale. Eu nunca fui para o vale. 73
  66. 66. Faz 45 anos que sou salvo, e nunca fui para lugar algum se­ não para o cume das montanhas. Não é necessário descer para o vale. Falam a respeito das "experiências no vale". Eu nunca tive experiência alguma no vale. Oh, sim, tem havido provas e provações, mas eu fiquei no cume da montanha, gritando a vitória o tempo todo —vivendo acima dos problemas! Certa mulher que tínhamos pastoreado em anos idos, veio para uma reuniãp onde estávamos, e contóu-nos a res­ peito da sua filha, de 39 anos de idade. Estavam para operá-la quando descobriram que ela tinha um tumor. Além disto, descobriram mediante testes hospitalares que ela era diabé­ tica. Estavam procurando obter o controle sobre a condição diabética quando ela entrou em coma. Três médicos disse­ ram que ela nunca voltaria a ganhar a consciência e morreria. Esta mãe disse: "Quer impor as mãos neste lencinho?" Fiz assim, e oramos. Depois, aquela mãe embarcou num ôni­ bus e viajou quase 500 km. para o hospital onde sua filha ja­ zia inconsciente. Colocou a mãe dentro do balão de oxigê­ nio e deitou o lencinho no peito da filha. No momento em quê tocou nela, reviveu. Foi curada, renasceu, ficou cheia do Espírito Santo, e começou a falar em línguas, tudo numa só aplicação do lencinho. As enfermeiras ficaram emocionadas, e chamaram o mé­ dico. 0 médico disse: "É maravilhoso que ela tenha recupera­ do a consciência. Mas ela deve permanecer quieta." Deu-lhe uma injeção para aquietá-la — mas, nunca chegou a sér eficaz. Ela simplesmente continuava a falar em línguas e a exclamar: "Éstou curada. Estou curada. Estou curada." No dia seguinte, começaram a fazer testes. O sangue dela era perfeito. Já não continha açúcar. Depois, não consegui­ ram achar o tumor. Desaparecera. Depois de alguns dias, de­ ram-lhe alta. Algum tempo mais tarde, ela contou para minha esposa e para mim que o médico dissera: "Não vamos cobrar nada. Não fizemos coisa alguma. Um Poder Superior a nós fez. tu­ do." 74

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