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Pré Natal

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emfermagem em Administração softwares antigos Pré-Natal

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Pré Natal

  1. 1. Cuidados de enfermagem no pre-partos<br />Gláucia Marchini<br />Enfermagem<br />
  2. 2. Cuidados dos profissionais de saúde para com a gestante.<br />
  3. 3. O Acolhimento<br /><ul><li> A equipe do PSF é a responsável pelo acolhimento da gestante de sua micro-área;
  4. 4. Confirmada a gravidez, o enfermeiro ou o médico realiza o cadastro da gestante no Programa de Humanização do Pré-Natal – PHPN, através do preenchimento da Ficha de Cadastramento do SISPRENATAL, fornecendo o número e anotando-o no Cartão da Gestante; A gestante deve ser vinculada à maternidade de referência no início do pré-natal, sendo orientada a procurar este serviço quando apresentar intercorrências clínicas ou quando estiver em trabalho de parto;
  5. 5. O profissional responsável pela vinculação deve registrar o nome da maternidade no Cartão da Gestante e realizar agendamento de visita à maternidade por volta do sexto mês de gestação</li></li></ul><li><ul><li>O profissional responsável pela vinculação deve registrar o nome da maternidade no Cartão da Gestante e realizar agendamento de visita à maternidade por volta do sexto mês de gestação;
  6. 6. O profissional deve proceder a abertura do prontuário, preencher a ficha com a história clínica perinatal, além do Cartão da Gestante, atentando para a importância do preenchimento correto, uma vez que este último é o meio de comunicação entre a gestante, equipe PSF e profissionais da maternidade; Em toda a consulta, o médico e/ou o enfermeiro devem proceder à avaliação do risco gestacional;
  7. 7. A equipe deve desenvolver atividades educativas, orientando sobre a importância do pré-natal e os cuidados necessários, preparando a gestante para o aleitamento materno</li></ul> e para o parto, além dos cuidados com o bebê; A equipe deve realizar visitas domiciliares, com o objetivo de monitorar a gestante, orientar os cuidados adequados, identificar possíveis fatores de risco e realizar os encaminhamentos necessários<br />
  8. 8. A Gestação de Risco HabitualA Consulta<br /><ul><li>Para o Pré-Natal de Risco Habitual, preconizam-se, no mínimo, 6 consultas, sendo:
  9. 9. • 1 consulta no 1º trimestre;
  10. 10. • 2 consultas no 2º trimestre;
  11. 11. • 3 consultas no 3º trimestre.
  12. 12. Recomenda-se que o intervalo entre as consultas seja de 4 semanas até a gestação completar 36 semanas
  13. 13. e, a partir deste período, que os intervalos sejam de 15 dias.</li></li></ul><li>Roteiro para a 1ª ConsultaHistória Clínica<br /><ul><li>Identificação: idade, cor, naturalidade, procedência e endereço atual;
  14. 14. Gestação Atual:
  15. 15. Data da última menstruação – DUM: dia, mês e ano (certeza ou dúvida);
  16. 16. Data provável do parto – DPP;
  17. 17. Sinais e sintomas da gestação em curso;
  18. 18. Hábitos atuais – fumo, álcool e drogas ilícitas;
  19. 19. Medicamentos usados durante a gestação;
  20. 20. Ocupação habitual – esforço físico intenso, exposição a agentes químicos e físicos potencialmente nocivos à gestação, estresse</li></li></ul><li>Antecedentes Obstétricos<br /><ul><li>Nº de gestações – identificar e registrar se houve problemas anteriores, como aborto, gravidez ectópica e mola hidatiforme;
  21. 21. Nº de partos – domiciliares, hospitalares, vaginais espontâneos, fórceps, cesáreas e indicações;
  22. 22. Nº de abortamentos – espontâneos, provocados, complicados por infecções, curetagem pós-abortamento;
  23. 23. Nº de filhos vivos;Idade da 1ª gestação;
  24. 24. Intervalo entre as gestações;
  25. 25. Nº de recém-nascidos: pré-termo (antes da 37ª semana) ou pós-termo</li></ul> (igual ou mais de 42 semanas de gestação);<br /><ul><li>Nº de recém-nascidos de baixo peso (menos de 2.500 g) e com mais de 4.000 g;
  26. 26. Mortes neonatais precoces – até 7 dias de vida (nº e motivos de óbitos);
  27. 27. Mortes neonatais tardias – entre 7 e 28 dias de vida (nº e motivos de óbitos);
  28. 28. Natimortos – morte intra-útero e idade gestacional em que ocorreu;
  29. 29. Identificar e especificar se houve intercorrências ou complicações em gestações anteriores;</li></li></ul><li><ul><li>Identificar e descrever se houve complicações nos puerpérios anteriores;
  30. 30. Registrar o intervalo entre o final da última e o início da gestação atual.
  31. 31. Antecedentes Ginecológicos:
  32. 32. Métodos anticoncepcionais – quais, quanto tempo, motivo do abandono;
  33. 33. Pesquisar se houve tratamento para infertilidade e esterilidade;
  34. 34. Pesquisar doenças sexualmente transmissíveis (DST), teste realizados, inclusive puerpério;
  35. 35. Identificar se realizou cirurgias ginecológicas – idade e motivo;
  36. 36. Identificar patologias mamárias – quais e tratamento;
  37. 37. Pesquisar a última citologia oncótica (Papanicolaou) – data e resultado.
  38. 38. História Pregressa Pessoal:
  39. 39. Pesquisar doenças crônicas e agudas passadas.
  40. 40. Antecedentes Familiares:
  41. 41. Pesquisar doenças como hipertensão arterial, diabetes e outras</li></li></ul><li>Exame Físico<br /><ul><li>Geral:
  42. 42. Peso e estado nutricional;
  43. 43. Estatura;
  44. 44. Freqüência cardíaca materna;
  45. 45. Temperatura axilar;
  46. 46. Pressão arterial – PA;
  47. 47. Inspeção da pele e mucosas;
  48. 48. Palpação da tireóide;
  49. 49. Ausculta cardiopulmonar;
  50. 50. Exame do abdome;
  51. 51. Palpação dos gânglios inguinais;
  52. 52. Exame dos membros inferiores;
  53. 53. Pesquisa de edema – face, tronco e membros.</li></li></ul><li>Gineco-Obstétrico:<br /><ul><li> Exame das mamas;
  54. 54. Medida da altura uterina;
  55. 55. Ausculta dos batimentos cardio fetais – BCF;
  56. 56. Inspeção dos genitais externos;
  57. 57. Exame especular;
  58. 58. Inspeção das paredes vaginais;
  59. 59. Inspeção do conteúdo vaginal;
  60. 60. Inspeção do colo uterino;
  61. 61. Coleta de material para citologia oncótica, caso a última tenha sido há mais de 1 ano;
  62. 62. Teste de Schiller;
  63. 63. Toque vaginal;
  64. 64. Outros exames necessários.</li></li></ul><li>Exames Laboratoriais<br /><ul><li>Grupo sanguíneo e fator RH;
  65. 65. Coombs indireto, se necessário;
  66. 66. Hemograma;
  67. 67. Glicemia jejum;
  68. 68. VDRL;
  69. 69. Toxoplasmose;
  70. 70. Urina rotina;
  71. 71. Urocultura;
  72. 72. Colpocitologia oncótica;
  73. 73. Teste anti HIV, após aconselhamento e consentimento da paciente;
  74. 74. HBsAg.</li></li></ul><li>Ações Complementares<br /> <br /><ul><li>Referência para atendimento odontológico;
  75. 75. Referência para vacinação antitetânica, quando a gestante não estiver imunizada;
  76. 76. Registro dos dados da consulta no Cartão da Gestante e no prontuário;
  77. 77. Registro da consulta na Ficha de Atendimento Diário do SISPRENATAL;
  78. 78. Agendamento de consultas subseqüentes</li></li></ul><li>Roteiro para Consultas Subseqüentes<br /><ul><li>Revisão da ficha perinatal e anamnese atual;
  79. 79. Cálculo e anotação da idade gestacional;
  80. 80. Controle do calendário de vacinação;
  81. 81. Exame físico geral e gineco-obstétrico:
  82. 82. Determinação do peso;
  83. 83. Calcular o ganho de peso – anotar no gráfico e observar o sentido da curva para avaliação do estado</li></ul> nutricional;<br /><ul><li> Medida da pressão arterial;
  84. 84. Inspeção da pele e das mucosas;
  85. 85. Inspeção das mamas;
  86. 86. Palpação obstétrica e medida da altura uterina –anotar no gráfico e observar o sentido da curva para
  87. 87. Avaliação do crescimento fetal;
  88. 88. Ausculta dos batimentos cardiofetais;</li></li></ul><li><ul><li> Pesquisa de edemas;
  89. 89. Toque vaginal, exame especular e outros, se necessário.</li></ul> Interpretação de exames laboratoriais e solicitação de outros se necessários;<br /><ul><li>Solicitar glicemia de jejum, VDRL e urina rotina na 30ª semana;
  90. 90. Acompanhamento das condutas adotadas em serviços clínicos especializados;
  91. 91. Realização de ações e práticas educativas individuais e em grupos;
  92. 92. Registro dos dados da consulta no Cartão da Gestante e no prontuário;
  93. 93. Todas as consultas deverão ser registradas na Ficha de Atendimento Diário do SISPRENATAL;
  94. 94. Agendamento de consultas subseqüentes.</li></li></ul><li>Roteiro para Consultas SubseqüentesCálculo da Idade Gestacional<br /><ul><li>Quando a data da última menstruação (DUM) é conhecida:
  95. 95. Uso do calendário: contar o número de dias a partir do 1o dia da última</li></ul> menstruação até o dia da consulta e dividir por sete, obtendo-se o número de semanas da gestação;<br /><ul><li>Uso do Disco ou Gestograma.
  96. 96. Se o período foi no início, meio ou final do mês, considerar como data da última menstruação, os dias 5, 15 e 25 respectivamente e proceder a utilização do método acima descrito.
  97. 97. Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos:
  98. 98. Proceder ao exame físico, medindo a altura uterina e posicionando o valor encontrado na curva de crescimento uterino, considerando o P50. O ponto encontrado corresponde à provável idade gestacional que deve ser considerada muito duvidosa e assinalada com interrogação na ficha perinatal e Cartão da Gestante;
  99. 99. Solicitação de ultra-som, caso não seja possível a determinação a partir do exame físico.</li></li></ul><li>Método para Cálculo da Data Provável do Parto – DPP<br /><ul><li>Calcula-se a DPP, levando-se em consideração a duração média da gestação normal: 280 dias ou 40</li></ul> semanas a partir da DUM;<br /><ul><li>Outro método para o cálculo é somar 7 dias ao primeiro dia da última menstruação e adicionar 9 meses ao mês em que ela ocorreu.
  100. 100. Exemplo:
  101. 101. DUM: 14/9/1995
  102. 102. 14 + 7 dias = 21
  103. 103. 9 meses a partir de setembro de 1995 = junho de 1996
  104. 104. DPP: 21/6/1996</li></li></ul><li>A Avaliação Nutricional da Gestante<br /><ul><li>Deve-se aferir o peso em todas as consultas de pré-natal, com a gestante usando roupa leve e descalça;
  105. 105. Na primeira consulta, a estatura também deve ser medida. A gestante deve estar em pé descalça, com os calcanhares juntos, o mais próximo possível da haste vertical da balança, erguida, com os ombros para trás olhando para frente;
  106. 106. O ganho de peso da gestante será avaliado tomando como referência o Gráfico de Peso/Idade Gestacional que apresenta os limites máximos – P 90 – e mínimo – P 25 – para cada idade gestacional.
  107. 107. O aumento excessivo do peso materno predispõe a macrossomia fetal e o aumento insuficiente está associado ao crescimento intrauterino retardado (CIUR);
  108. 108. Deve-se suspeitar de desnutrição materna quando o aumento depeso for inferior a P25 e excesso de ingestão ou de retenção hídrica se o valor for maior que P90</li></li></ul><li>O Acompanhamento do Crescimento Fetal<br /><ul><li>Em todas as consultas de pré-natal, o profissional deve verificar a altura uterina, procedimento que permite o acompanhamento do crescimento fetal, a detecção de desvios e a orientação de condutas apropriadas;
  109. 109. Quando os dados da amenorréia são confiáveis e se descarta a possibilidade de feto morto e oligoâmnio, amedida da altura uterina permite diagnosticar o crescimento intra-uterino retardado com uma sensibilidade
  110. 110. de 56% e uma especificidade de 91%. Permite ainda o diagnóstico de macrossomia fetal, quando excluídas
  111. 111. a gravidez gemelar, o polidrâmnio e miomatose uterina;
  112. 112. A medida é feita usando uma fita métrica flexível e não extensível, com a grávida em decúbito dorsal. Aextremidade da fita métrica é fixada na margem superior da sínfise púbica com uma mão, deslizando a fita
  113. 113. entre os dedos indicador e médio da outra mão pela linha mediana do abdome até alcançar o fundo do útero com a margem cubital dessa mão. Fazer a leitura em centímetros e anotar a medida no cartão e no gráfico;
  114. 114. Os valores de referência podem ser encontrados na Curva da Altura Uterina/Idade Gestacional que</li></ul> apresenta como, limites de normalidade os percentis 10 e 90;<br /><ul><li>A cada consulta, o valor encontrado deve ser anotado no gráfico e, nas consultas subseqüentes, unido à
  115. 115. marca precedente, formando o traçado do aumento do tamanho do útero.</li></li></ul><li>A Gestação de Alto Risco<br /><ul><li>Em todas a consultas do pré-natal, a gestante deve ser avaliada quanto a situações de risco;
  116. 116. A presença de alguns destes fatores indica uma gestação de risco, podendo, porém, ser acompanhada pela</li></ul> própria equipe do PSF, mantendo-se uma vigilância maior;<br /><ul><li>Na presença de um segundo grupo de fatores de risco, a gestante deve ser encaminhada para o serviço de</li></ul> referência;<br /><ul><li>O serviço de referência é aquele que está sob a responsabilidade de um obstetra com as condições mínimas
  117. 117. Para acompanhar uma gestação de risco, ou seja, um local de atendimento, pré-definido pelo fluxo de atendimento, com acesso fácil a cardiotocografia, ultra-sonografia, exames laboratoriais e consultas de especialidade.</li></li></ul><li>Os Fatores de Risco<br /><ul><li>Os fatores de risco são as características ou as circunstâncias que levam a uma probabilidade maior da mulher e do recém-nascido desenvolverem alguma complicação e, como conseqüência, evoluírem para
  118. 118. óbito, necessitando, portanto, de ações de maior complexidade.</li></li></ul><li>Fatores de Risco Gestacional que Permitem a Realização do Pré-Natalpela Equipe do PSF<br /><ul><li>Compreendem situações anteriores ou decorrentes da gestação atual que exigem uma atenção especial no decorrer do pré-natal: Idade menor de 17 e maior de 35 anos;
  119. 119. Ocupação: esforço físico, carga horária, rotatividade de horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse;
  120. 120. Situação conjugal insegura;
  121. 121. Baixa escolaridade;
  122. 122. Condições ambientais desfavoráveis;
  123. 123. Altura menor que 1,45 m;
  124. 124. Peso menor que 45 kg ou maior que 75 kg;
  125. 125. Recém-nascido com crescimento retardado, pré-termo ou mal formado, em gestação anterior;
  126. 126. Intervalo interpartal menor que 2 anos;
  127. 127. Nuliparidade e multiparidade;
  128. 128. Síndrome hemorrágica ou hipertensiva, em gestação anterior;
  129. 129. Cirurgia uterina anterior;
  130. 130. Ganho ponderal inadequado.</li></li></ul><li>Fatores de Risco Gestacional que Indicam a Realização do Pré-Natalem Serviços de Referência<br /><ul><li>Dependência de drogas lícitas e ilícitas;
  131. 131. Morte perinatal anterior;
  132. 132. Abortamento habitual;
  133. 133. Esterilidade / Infertilidade;
  134. 134. Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico;
  135. 135. Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;
  136. 136. Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
  137. 137. Diabetes gestacional;
  138. 138. Amniorrexe prematura;
  139. 139. Hemorragias da gestação;
  140. 140. Isoimunização;
  141. 141. Óbito fetal;
  142. 142. Hipertensão arterial;
  143. 143. Cardiopatias;
  144. 144. Pneumopatias;
  145. 145. Nefropatias;
  146. 146. Endocrinopatias;,
  147. 147. Hemopatias;
  148. 148. Epilepsia;
  149. 149. Doenças infecciosas;
  150. 150. Doenças auto-imunes;
  151. 151. Ginecopatias.</li></li></ul><li>O Pré-Natal de Alto Risco<br /><ul><li>Quanto ao Encaminhamento ao Serviço de Referência antes de tudo, a gestante deve ser orientada quanto ao encaminhamento eesclarecida de que o vínculo com a equipe continua;
  152. 152. A equipe do PSF deve acionar a Central de Regulação para agendar a primeira consulta;
  153. 153. O formulário de encaminhamento deve ser adequadamente preenchido;</li></ul> Até que aconteça a primeira consulta no serviço de referência, a equipe do PSF deve manter o acompanhamento da gestante;<br /><ul><li>A equipe do PSF deve manter uma vigilância sobre a gestante, realizando visitas domiciliares, atividades educativas e assegurando que ela compareça a todas as consultas agendadas.</li></ul>Quanto às Consultas<br /><ul><li>As consultas devem ser mais freqüentes, sendo o intervalo definido deacordo com o fator de risco identificado e a condição da gestante no momento;
  154. 154. O profissional deve estar atento a todos os cuidados da anamnese, exame físico e exame ginecoobstétrico;
  155. 155. A gestante deve ser continuamente orientada quanto ao andamento da sua gravidez.</li></li></ul><li>As Doenças Obstétricas<br /><ul><li>Síndrome Hipertensiva da Gravidez
  156. 156. É importante detectar precocemente os estados hipertensivos que se constituam em risco materno e perinatal.
  157. 157. Toda a gestante com quadro hipertensivo deve ser encaminhada para realização do pré-natal de alto risco no serviço de referência.</li></li></ul><li>Hipertensão Gestacional<br /><ul><li>A hipertensão aparece em conseqüência da própria gravidez, geralmente após a 20ª semana de gestação;
  158. 158. O diagnóstico se faz através dos seguintes dados:
  159. 159. Presença de PA diastólica ≥ 90 mm Hg;
  160. 160. Aumento da PA diastólica acima de 15 mm Hg do valor previamente conhecido;
  161. 161. Ausência de proteinúria.
  162. 162. A normalização dos níveis pressóricos acontece no puerpério remoto após 6 semanas.
  163. 163. Pode evoluir para:
  164. 164. Pré-eclâmpsia quando a hipertensão associa-se a proteinúria;
  165. 165. Hipertensão arterial latente ou transitória, principalmente em multíparas.</li></li></ul><li>Pré-Eclâmpsia Grave<br />Critérios para diagnóstico:<br /><ul><li>PA sistólica ≥ 160 mm Hg ou PA diastólica ≥ 110 mm Hg associada a um ou mais dos seguintes fatores:
  166. 166. Proteinúria ≥ 2 g/24hs,
  167. 167. Oligúria: diurese ≤ 500 ml/24hs;</li></ul>Hemoconcentração;<br /><ul><li> Edema pulmonar ou cianose;
  168. 168. Sinais de eclâmpsia iminente: cefaléia, agitação psicomotora, distúrbios visuais, epigastralgia;
  169. 169. Níveis séricos de creatinina > 1,2 mg/dl;
  170. 170. Sinais de encefalopatia hipertensiva;
  171. 171. Sinais de insuficiência cardíaca congestiva;
  172. 172. Dor epigástrica e/ou no hipocôndrio direito; Plaquetopenia < 100.000/ mm3; Aumento das enzimas TGO, TGP, DHL e de bilirrubinas; </li></li></ul><li>Pré-Eclâmpsia Grave<br /><ul><li>Presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico – Anemia hemolítica micro-angiopática;
  173. 173. Presença de CIUR e/ou oligoâmnio;
  174. 174. Evidência clínica e/ou laboratorial de coagulopatia.Monitoramento da vitalidade fetal</li></ul>Interromper a gestação<br /> CTB;<br /><ul><li>Perfil biofísico fetal/Doppler.
  175. 175. Tratamento sob internação hospitalar:
  176. 176. Observação clínica: PA, FC, diurese – controle de 3/3 horas;
  177. 177. Exames complementares: hemograma, uréia, creatinina, ac. úrico, TGP, TGO, DHL, plaquetas;
  178. 178. Dieta normosódica e hiperproteica;
  179. 179. Repouso em DLE.27
  180. 180. Freqüência: de 3 em 3 dias;
  181. 181. Registro diário dos movimentos fetais;</li></li></ul><li>Pré-Eclâmpsia Grave<br />Comprometida<br /><ul><li>Controle PA:
  182. 182. Hidralazina – 5 mg, IV – repetida a cada 20 minutos até o máximo de 50 mg; ou
  183. 183. Nifedipina – diluir 1 cápsula em 10 ml de água destilada e dar 5 gotas sublingual, a cada 5 minutos;
  184. 184. Controle rigoroso da PA a cada 10 minutos.
  185. 185. Iminência de eclâmpsia:
  186. 186. Sulfato de magnésio hepta-hidratado;
  187. 187. Dose de ataque: 4 g, EV lento, ±10 min, a 20%
  188. 188. Dose de manutenção: 2 g, EV, a cada 2 horas, a 20%.</li></li></ul><li>Pré-Eclâmpsia Grave<br />Eclâmpsia<br /><ul><li>Clínica: convulsão ou coma podendo levar ao óbito materno fetal;
  189. 189. Manter as condutas para a pré-eclâmpsia grave, acrescidas de:
  190. 190. Internação em UTI;
  191. 191. Vigilância permanente;
  192. 192. Contenção no leito;
  193. 193. Aspiração orotraqueal;
  194. 194. Cânula de Guedel.</li></li></ul><li>Após estabilização do quadro, interromper a gestação pela via mais rápida.<br />Diagnóstico:<br /><ul><li> Náuseas, vômitos, mal estar com poucos dias de duração, dor epigástrica ou no quadrante superior direito, dor abdominal no ombro ou no flanco, icterícia, hematúria, poliúria, sangramento gastro-intestinal;
  195. 195. A hipertensão pode estar ausente em 20% dos casos;
  196. 196. Hemólise – encontro no esfregaço de esquizócitos no sangue periférico;
  197. 197. Aumento de bilirrubina > 1,2 mg/ml;
  198. 198. Aumento de desidrogenase láctica > 600 u/L;,
  199. 199. Aumento das enzimas hepáticas TGO, TGP;
  200. 200. Plaquetopenia < 100.000/ml;
  201. 201. Anemia hemolítica micro-angeopática.</li></li></ul><li>Antes do Parto<br />• Avaliar e estabilizar o quadro clínico materno e bem estar fetal;<br />• Sulfato de magnésio hepta-hidratado;<br />• Tipagem e prova cruzada (sangue);<br />• Cateterismo vesical de demora – medir volume urinário;<br />• Restrição líquida a 100 ml/hora para evitar edema pulmonar;<br />• Em caso de suspeita de edema pulmonar: RX tórax e uso de diurético;<br />• Monitoração PA, P, FR, reflexos, proteinúria;<br />• Monitorar sinais de intoxicação pelo sulfato de magnésio;<br />- Em caso de: reflexo patelar ausente ou FR > 16 m/min ou diurese < 25 ml/hora;<br />- Administrar: Gluconato de cálcio 10%, 10 ml, EV lentamente;<br />• Determinar magnésio sérico a cada 12 horas;<br />• Monitorização fetal contínua;<br />• Em caso de idade gestacional ≥ 32 semanas e índice Bishop favorável (> 6), induzir parto vaginal com<br />ocitocina;<br />• Se idade gestacional < 32 semanas, índice Bishop desfavorável, fazer cesariana ou uso de prostraglandina<br />(PGE2);<br />• Se trombocitopenia presente, essa deve ser corrigida antes da cirurgia, transferindo 10 unidades de plaquetas em paciente com menos 50x103/mm3;<br />
  202. 202. Pós-Parto<br />• Observação materna na sala de recuperação 12 a 24 horas em uso de Sulfato de Magnésio;<br />• A resolução da maioria dos casos de Hellp Síndrome ocorre dentro das primeiras 24 horas, mas a monitorização destas pacientes deve persistir por 2 a 4 dias;<br />• Na alta hospitalar, a maioria das pacientes está normotensa.<br />Complicações:<br />• Edema agudo no pulmão;<br />• escolamento prematuro da placenta;<br />• Insuficiência renal;<br />• Hemorragia pós-parto;<br />• C.I. disseminada;<br />• Hematoma hepático;<br />• Rotura hepática;<br />• Hematoma intra-abdominal ou de parede;<br />• Falência de múltiplos órgãos;<br />• Hellp recidiva em cerca de 5% dos casos.<br />
  203. 203. DIABETES GESTACIONAL<br /><ul><li>É uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia e por intolerância aos carboidratos, de intensidade variada, diagnosticada durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto.</li></ul>Fatores de risco:<br /><ul><li> Idade superior a 25 anos;
  204. 204. Parentes próximos com diabetes tipo I;
  205. 205. Antecedentes obstétricos: macrossomia, polidrâmnio, morte fetal inexplicada ou neonatal, más formações retardo do crescimento fetal.
  206. 206. Exame físico geral: baixa estatura, hipertensão arterial, disposição de gordura corporal central e excessiva.
  207. 207. Exame obstétrico atual:
  208. 208. Ganho de peso excessivo;
  209. 209. Altura uterina maior que a esperada;
  210. 210. Polidrâmnio, pré-eclâmpsia.</li></li></ul><li>Momento em que um espermatozóide chega ao óvulo para a fecundação<br />
  211. 211. O embrião surge em poucos dias, mas ainda não parece humano<br />
  212. 212. Logo o feto está pronto e flutua suavemente no interior do ventre materno<br />
  213. 213. Terceiro mês de gestação<br />
  214. 214. Entre o quinto e sexto mês de gestação, a silhueta está completa<br />
  215. 215. O bebê já está completamente formado e já pode inclusive sonhar<br />
  216. 216. Últimos instantes… o bebê está pronto para nascer<br />
  217. 217. Conduta Obstétrica<br /><ul><li>O controle é o mesmo para uma gestação de risco: até 36 semanas de gestação, o exame deve ser semanal ou a cada duas semanas, de acordo com a evolução clínica; após a 36ª semana, deverá ser semanal.
  218. 218. Ocorre um aumento na incidência de alterações hipertensivas na gestação com diabetes, exigindo cuidados especiais para sua identificação e manejo.
  219. 219. Para as gestantes em uso de insulina, deverá ser indicada a ultra-sonografia e a cardiotocografiaanteparto, apartir de 32-34 semanas.</li></li></ul><li>PARTO<br /><ul><li>Nas gestantes com ótimo controle do metabolismo, deve ser aguardada a evolução espontânea do parto.
  220. 220. A via de parto é uma decisão obstétrica após estimar peso fetal por avaliação clínica e ultra-sonografia.
  221. 221. Gestantes em uso de insulina requerem atenção especial:
  222. 222. Se o parto for acontecer antes de 39 semanas de gestação, deve ser feita amniocentese para avaliar amaturidade pulmonar, com dosagem de Fosfatidilglicerol e avaliação da relação entre Lecitina e
  223. 223. Esfingomielina ou dosagem de corpos lamelares;
  224. 224. Quando o parto for programado, a gestante deve ficar em jejum e não receber a dose diária de insulina;
  225. 225. O controle da glicemia capilar deve ser feito de hora em hora e, quando o metabolismo estiver bem eestável, a monitorização deve ser de 2 a 4 horas e devendo ser mantida entre 70 e 110 mg%;
  226. 226. Recomenda-se a monitorização fetal intraparto e também a presença do neonatologista.</li></li></ul><li>PÓS-PARTO<br /><ul><li>O aleitamento natural deve ser estimulado.
  227. 227. Observar os níveis glicêmicos nos primeiros dias pós-parto, pois muitas mulheres não necessitam mais usar insulina.
  228. 228. Seu uso está indicado quando ocorrer hiperglicemia no período de amamentação.
  229. 229. O estado de regulação da glicose deve ser reavaliado a partir de 06 semanas após o parto, empregando-se glicemia de jejum ou teste oral de tolerância com 75 g de glicose.</li></li></ul><li>
  230. 230.
  231. 231.
  232. 232. O Puerpério<br /><ul><li>Após o parto, o bebê deve ser colocado sobre a mãe para o contato precoce e sucção no seio;
  233. 233. A mãe e o recém-nascido devem ficar no alojamento conjunto;
  234. 234. Puérperas Rh- com recém-nascidos Rh+ devem receber a imunoglobulina anti Rh, nas primeiras 72 horas;
  235. 235. O profissional deve preencher a ficha perinatal e o Cartão da Gestante com dados do parto e do recém-nascido;
  236. 236. Ao receber alta, as puérperas devem ser orientadas sobre: Cuidados corporais;
  237. 237. Sinais de complicações como febre, hemorragia e infecção;
  238. 238. Aleitamento materno;
  239. 239. Importância das consultas puerperais;
  240. 240. Importância das consultas de controle do recém-nascido.</li></li></ul><li>As Consultas Puerperais<br /><ul><li>Devem ser realizadas nas Unidades Básicas de Saúde: a primeira entre 7 e 10 dias e a segunda entre 30 e 40 dias;
  241. 241. Quando a gestação foi de risco habitual, a consulta pode ser realizada pelo médico generalista ou pela enfermeira da equipe do PSF;
  242. 242. Se a gestação foi de alto risco, a consulta deve ser realizada no serviço de referência; Na primeira consulta (puerpério precoce) deve-se: Realizar exame clínico-ginecológico; Avaliar as condições maternas e detectar possíveis complicações puerperais; Fazer o controle das patologias manifestadas durante a gestação (síndrome hipertensiva, anemia, etc); Averiguar se a amamentação ocorre normalmente e incentivar a sua continuidade, fornecendo orientações;
  243. 243. Vacinar a puérpera contra Rubéola, se ela for susceptível.
  244. 244. Na consulta puerperal tardia deve-se:
  245. 245. Realizar exame clínico-ginecológico completo;
  246. 246. Avaliar as condições maternas;
  247. 247. Averiguar se a amamentação ocorre normalmente;
  248. 248. Completar as doses de vacina antitetânica, se necessário;
  249. 249. Prescrever o método de planejamento familiar escolhido pela paciente</li></li></ul><li>
  250. 250. Bibliografia<br /><ul><li>Linha Guia Vida a Viva Atenção ao pré natal e o purpério .
  251. 251. bebe.abril.com.br/gravidez
  252. 252. www.gestantes.net/fotos-do-desenvolvimento-do-bebe-na-barriga-da-ma
  253. 253. www.brazuka.info/gravidez-mes-a-mes.php
  254. 254. www.fuceina.net/gravidez-semana-a-semana.php
  255. 255. www.blogmail.com.br/gestacao-mes-a-mes
  256. 256. www.youtube.com. Videos.</li>

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