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2016 09-21 - gl m honrosa - a vida do homem é como a de um rio - sofia pedrosa 24 - 11 b

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Rio, Vida, Homem

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2016 09-21 - gl m honrosa - a vida do homem é como a de um rio - sofia pedrosa 24 - 11 b

  1. 1. 2016 Sofia de Matos Pedrosa, n.º 24, 11.º B Escola Básica e Secundária de Anadia A vida do Homem é como a de um rio
  2. 2. 1 A vida do Homem é como a de um rio Eu sou um grande rio, tal sábio que aprendeu o que a vida lhe ensinou. Nasci um ínfimo fio de água, puro e límpido. Brotei daí para a minha longa vida. Deambulei por entre campos verdejantes, ora tranquilo e pacato, ora agreste e violento, esquecendo bons modos, derrubando tudo e todos, tal criança irrequieta que, sem pensar, usa e abusa da sua sorte. Atingi a minha juventude, mais maduro, mais robusto. Dei-me ares de sapiente! No meu deambular, por terras de ninguém também feri, errei, magoei, destruí!
  3. 3. 2 Houve quem me usasse e, de mim, até abusasse! Houve quem me fez frente! Houve quem me reinventou! Houve quem me tentou travar, quem me pôs a mão, e me ensinou a caminhar entre penhascos íngremes. Desfiz rochedos, ultrapassei barreiras, movi montanhas… Mas a idade avança. A irrequietude acalma. Hoje, já mais idoso, sem pressas para chegar… Reflito na minha viagem, com calma estou a abrandar. Viajo sereno pela planície, deleito-me mirando subtilmente a paisagem verdejante que ajudo a criar. Espraio-me sobre a areia, vendo o Sol a aquecer a Terra que me deu este viver. Sorrio aos peixes que nadam nas minhas águas profundas,
  4. 4. 3 agito-os e embaraço-os. Sem querer, mudo-lhes o rumo. É nesta deambulante e memorável lassidão que recordo o momento em que deixei a minha nascente, lá no cimo da montanha. Ouço, então, o chilrear dos pássaros que esvoaçantes cruzam o azul celeste, que rivaliza com a minha cor. Olho para o alto e pesa-me o longo caminho percorrido… Alegra-me e dá-me alento a grande sabedoria alcançada! É com este pensamento que me deixo envolver, calmo e sereno, pelas agitadas águas do mar.

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