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Apresentacao espaco religioes

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Apresentacao espaco religioes

  1. 1. Espaço das Religiões<br />
  2. 2. Histórico<br /><ul><li>A idéia surgiu no início da década de 1980 no Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) focada na vida de Jesus Cristo. O Padre Fred Solon era o então assessor espiritual do MCC.
  3. 3. Com dificuldade o MCC seguiu caminhando após a saída de Dom Helder e do Padre Fred. O Movimento trouxe como assessor espiritual Frei Aloisio Fragoso.</li></li></ul><li>Histórico<br /><ul><li>Em 2007 foi escolhido para coordenar o MCC, Sergio Gonçalves Ferreira. Como todo novo gestor, Sergio procurou renovar o MCC e foi atrás das boas idéias.
  4. 4. Pensou-se em montar o “antigo” espaço do Padre Fred focando o Natal. Frei Aloisio ponderou que o Natal é muito festejado pelos católicos, mas não tem a mesma importância para todos os cristãos. Era preciso pensar em algo mais amplo.
  5. 5. Frei Tito Figueiroa faz palestra no MCC sobre ecumenismo e diálogo interreligioso. A temática do espaço das religiões surgiu naturalmente: Diálogo Interreligioso.</li></li></ul><li>Histórico<br /><ul><li>Primeiro apoio de Luiz Alberto Teixeira, coordenador do MCC na época do Padre Fred e depois entre 2003/2005. Frei Tito foi chamado para oferecer as bases religiosas e científicas do futuro espaço. Integram-se ao grupo Pedro Pereira Cavalcanti Filho, presidente do Instituto Ação Empresarial pela Cidadania e, Gilbraz de Souza Aragão, que coordena estudos sobre o diálogo interreligioso desde 2007 na UNICAP.
  6. 6. Esse grupo ainda pequeno percebeu que tem à sua frente um empreendimento que pode dar bons frutos, mas é apenas uma semente e precisa ser pensado e apoiado por um grupo mais amplo. </li></li></ul><li>Espaço das Religiões<br />
  7. 7. Objetivos<br /><ul><li>Criar uma fundação, o “Espaço das Religiões”, com base em centro cultural e centro de referência museológico, para tematizar o fenômeno religioso e as diversas experiências e manifestações espirituais e religiosas.
  8. 8. Promover o conhecimento das tradições religiosas, o diálogo entre as religiões e a convivência entre os seguidores dos diversos caminhos espirituais. Esclarecer os diversos níveis de participação religiosa, do popular ao filosófico, enfatizando o conhecimento místico que se desenvolve entre e além das diversas expressões.</li></li></ul><li>Objetivos<br /><ul><li>Mostrar aos visitantes que as religiões estão voltadas para o imaterial e sagrado, mas constituem pedagogias históricas para o divino, através dos seus conjuntos de mitos, ritos e interditos. Apresentar o sentido teológico dos textos e tradições das diversas religiões, procurando situá-los em seus contextos antropológicos.
  9. 9. Cultivar um espaço destinado à escuta, à celebração e à meditação sobre as vivências da fé. Promover exercícios de comunhão com o outro, no silêncio nutrido pela própria religião e cultura, desejando colaborar para um novo espírito que deve se irradiar pela nossa região e fomentar uma sociedade pluralista e democrática.</li></li></ul><li>Espaço das Religiões<br />
  10. 10. Justificativas<br /><ul><li>Até três décadas atrás, a concepção e a atividade de patrimonialização dos bens e herança culturais do Brasil estavam restritas aos bens arqueológicos, aos construídos ou esculpidos: edifícios, imagens religiosas, estátuas e os chamados centros históricos nas cidades coloniais.
  11. 11. Destes, tudo o que fosse marcado pela antiguidade ou pelo valor estético, julgado assim por boa parte dos intelectuais e artistas, era digno de ser proclamado monumento histórico ou artístico.</li></li></ul><li>Justificativas<br /><ul><li>A Assembléia Nacional Constituinte, que produziu a Constituição Federal de 1988, incentivou a muitos integrantes dos órgãos governamentais para a cultura e o patrimônio, a intelectuais do ramo e políticos, a alargarem o conceito de Patrimônio Cultural Nacional.
  12. 12. Ampliou também a intervenção do Estado para conservar e preservar outras categorias de bens culturais.
  13. 13. Deste esforço surgiu, então, o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, oficializado nos artigos 215 e 216 da CF.</li></li></ul><li>Justificativas<br /><ul><li>Assim sendo, as religiões, os sistemas de crenças, as práticas religiosas desterritorializadas, tradicionais no Brasil entraram no conjunto do Patrimônio Imaterial Nacional; e duas Celebrações, um Lugar e uma Edificação religiosas já foram inscritos oficialmente nos Livros dos Registros deste Patrimônio:
  14. 14. A Procissão do Círio de Nazaré em Belém do Pará;
  15. 15. A Festa do Divino em Pirenópolis, Goiás;
  16. 16. A Lagoa Sagrada do Awareté, lugar sagrado dos indígenas do Alto Rio Negro;
  17. 17. A Casa Nova do Engenho Velho, do Candomblé baiano.</li></li></ul><li>Justificativas<br /><ul><li>Tais Registros demonstram uma dinâmica permanente do nosso empreendedorismo cultural, que, felizmente, vem sensibilizando os administradores da Cultura e do Patrimônio Nacionais para a dimensão patrimonial de espaços, rituais e práticas religiosas de grande importância para o perfil sociocultural do país e do povo brasileiros, e que precisam ser preservados.</li></li></ul><li>Justificativas<br /><ul><li>Dentro deste quadro referencial, justifica-se a organização de um Espaço Cultural das Religiões, de tipo museológico – termo este entendido aqui em sua concepção atual de um lugar incentivador do cultivo da memória e do dinamismo de nossa cultura.
  18. 18. Ao mesmo tempo, é importante que haja sítios onde se respirem e se vivenciem os valores da espiritualidade, da transcendência, propiciados por experiências do Sagrado, sob suas formas as mais variadas.</li></li></ul><li>Justificativas<br /><ul><li>Observa-se o fato de homens e mulheres contemporâneos buscarem estes espaços, que os façam transcender para acima e além do cotidiano de nossos dramas psicossociais.
  19. 19. É quando acontece o conectar-se com a dimensão religiosa, nem sempre ligada a uma Tradição ou Igreja determinadas, mas, ostentando a busca da humanidade, ontem como hoje, por vivenciar experiências de superação.
  20. 20. Nestas, a mente humana tenta encontrar respostas para perguntas fundamentais, descobrir lugares de refúgio das lutas cotidianas, reforço espiritual para se manter de pé, em casos de revezes da existência.</li></li></ul><li>Justificativas<br /><ul><li>Daí que este Espaço quer ser:
  21. 21. Um Espaço Educacional, informativo, de índole inter-religiosa;
  22. 22. Um Espaço para reposição de energias psicoafetivas e espirituais;
  23. 23. Um mergulho na ânsia, sempre antiga e sempre nova, por paz, reconhecimento, valorização;
  24. 24. Um recurso aos poderes transcendentes do Sagrado, seja para encontrar neles o que lhe foi negado pelos seus semelhantes, seja para obter forças para lutar por dias melhores para si e os seus.</li></li></ul><li>Espaço das Religiões<br />
  25. 25. Organização<br />Fase de Constituição do ER<br />a. Conselho Gestor <br />Formado por pessoas de diferentes profissões e credos que entendem a importância do diálogo inter-religioso como caminho do homem chegar a Deus e que desejam empreender uma ação concreta para que o Encontro com Ele aconteça, criando um ambiente favorável – o Espaço das Religiões.<br />b. Conselho Científico <br />Formado por cientistas, intelectuais, professores e pessoas em geral que se dedicam à pesquisa, ensino, extensão e atividades práticas da ciência das religiões, que funcionarão como a base científica do ER.<br />c. Conselho Consultivo <br />Formado por pessoas que exercem funções e que praticam diferentes religiões que funcionarão como consultores na definição das temáticas e instalações afins que devem integrar o ER.<br />
  26. 26. Organização<br />Funções<br /><ul><li>Os Conselhos de Gestão e Científico exercerão a função executiva, cabendo ao primeiro as ações de organização e projeção do Espaço das Religiões, a constituição jurídica e da estrutura operacional, a obtenção de adesões aos diferentes Conselhos, a obtenção de recursos financeiros, os licenciamentos exigidos por lei, a representação junto às instituições governamentais, e demais ações afins.
  27. 27. Ao Conselho Científico caberão as ações mais técnicas para atingimento dos objetivos do ER, calcadas nos estudos e teses científicas relacionadas aos carismas e práticas rituais das diferentes tradições religiosas.
  28. 28. Os dois Conselhos – o Científico e o Consultivo – atuarão sempre conjuntamente reunindo-se sistematicamente nesta fase de implementação do empreendimento até sua efetiva implantação.</li></li></ul><li>Organização<br />Fase de Funcionamento do ER<br /><ul><li>Na Fase anterior de Constituição, será definido o tipo de organização jurídica e a estrutura organizacional requerida para o pleno funcionamento do ER. Poderá ser uma ONG, uma Associação, uma Empresa Social ou uma Fundação.
  29. 29. No estágio atual há uma tendência de se optar por uma Fundação, considerada o tipo mais adequado tanto para viabilizar, nesta Fase de Constituição, a busca de recursos e incentivos governamentais junto a órgãos de fomento da administração pública dos três poderes como para a fase operacional que requererá uma organização cuja estrutura facilite uma administração competente e ágil.
  30. 30. Prevalecendo uma organização do tipo Fundação será criada uma Diretoria e um Conselho de Administração.</li></li></ul><li>Espaço das Religiões<br />
  31. 31. Localização e Investimentos<br /><ul><li>Valorização da história, tradição e cultura de Pernambuco como marcos referenciais para a ancoragem do Espaço.
  32. 32. Aspectos importantes para escolha do terreno: raio de até 40 km do Recife; área montanhosa; vegetação natural; visão de paisagem; facilidade de acesso; infraestrutura próxima (estrada, energia, transporte público); núcleo populacional próximo com condições de interagir/integrar-se com o projeto; distante de poluição visual, sonora e de resíduos sólidos. Área mínima de 5 hectares (50.000 m²) para construção de 5.000m². Previsão de estacionamento e possibilidade de expansão. </li></li></ul><li>Localização e Investimentos<br /><ul><li>Implantação de 8 a 10 salas temáticas de exibição, área de administração, lojas, praça de alimentação, auditórios, jardins e praças de eventos. Previsão inicial de 6.000 m² de área construída com investimento de R$ 1.700,00/m², mais valor equivalente com gastos de implantação, infraestrutura, instalações e equipamentos do Espaço, totalizando aproximadamente R$ 20 milhões.
  33. 33. Algumas referências: Museu do Futebol, São Paulo, inaugurado em 2008, ocupa área de 6,9 mil m² embaixo da arquibancada (parte) do Estádio do Pacaembu, investimento de R$ 32,5 milhões. Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, inaugurado em 2006, 4.333,62 m² de área construída em 03 pavimentos, implantado no prédio da Estação da Luz , investimento de R$37,0 milhões (inclui restauro do prédio).
  34. 34. Viabilização basicamente através do Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC (Lei Rouanet).</li></li></ul><li>Espaço das Religiões<br />
  35. 35. Questionamentos<br /><ul><li>“Os crentes da Antiguidade viveram na tolerância (...): interessar-se particularmente por um deus não significa negar os outros deuses.” (VEYNE, Paul. Historia da Vida Privada, p.190, Companhia das Letras, 2009).
  36. 36. Como viverão os crentes após a era Moderna?
  37. 37. Continuarão os conflitos e lutas como na Idade Média e na Modernidade? </li>

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