PAINEL TÉCNICO
WORKSHOP PÓS-CONFERÊNCIA
Parcerias para Formação de Profissionais
CASE: SEVAN DRILLER
Experiências e os des...
Pré-sal:
OPERAÇÃO PERFURAÇÃO
O mercado de sondas,o case Sevan Driller e os gargalos do mercado.
Trabalho Final
PÓS-GRADUAÇ...
Sumário
I. O Desafio da Exploração
II. Panorama do Mercado de Sondas
III. A decisão da Petrobras: Sevan Driller, o
Diferen...
O Desafio da Exploração
Operação de E&P em águas ultra-profundas
A engenharia acompanhou rapidamente a descoberta de campo...
Figura 1 (apostila Prof Emmanuel Nogueira/Petrobras, IBP-Pós2009)
Recordes da Petrobras em completação e perfuração
Figura 2 (apostila Prof Emmanuel Nogueira, IBP-Pós2009)
As empresas investem no desenvolvimento e integração dos conhecime...
Figura 3 (folder Cameron)
Modelos de operações de perfuração
Os mais importantes campos de perfuração e produção off-shore estão nas locações do
Mar do Norte (Inglaterra e Noruega, en...
10 maiores armadores e a distribuição de suas unidades
Tabela 1 Fonte: ODS-Petrodata, April 2010
Golfo do México
A crise econômica de 2009 e baixos preços do óleo e gás afetaram a indústria e operação nesta
locação. Até...
Oriente Médio
São 118 sondas, mas apenas 90 sob contrato, destacando-se a predominância das jaquetas.
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Pré-Sal, A Nova Fronteira: Incertezas e Riscos
O grande desafio na exploração de óleo e gás nos campos do pré-sal é a
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Normalmente, a produção é feita com poços que têm um trecho
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Investimentos previstos
Tabela 3 Fonte: Bain & Co
Custos Gerais de uma Campanha Exploratória
Os principais custos que envolvem uma campanha exploratória e a operação
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Tipos de Plataformas ou Sondas de Perfuração
Submarina
(fonte: Wikipédia.com)
São constituídas basicamente de uma espécie ...
Tipos de Plataformas ou Sondas de Perfuração
Submarina
(fonte: Wikipédia.com)
Plataformas semi-submersíveis são
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Tipos de Plataformas ou Sondas de Perfuração
Submarina
(fonte: Wikipédia.com)
Navio-sonda é um navio projetado para a
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A Decisão da Petrobras – Sevan Driller, o
Diferencial da Inovação
A Petrobras é uma das pioneiras no uso do conceito de pr...
Sevan Marine - Histórico e Modelo de Negócio
A SEVAN MARINE ASA é listada em Oslo Bors (ticker SEVAN) e desenvolveu o
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Diferenciais da Sevan Marine
A tecnologia de ponta, a presença global do grupo Sevan Marine, aliados ao know-
how para ger...
Sevan Driller I – Projeto, Mobilização e Plano Operacional
Conceito Operacional e Projeto de Engenharia
O conceito da sond...
Conceito Operacional e Projeto de Engenharia
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Informações Gerais da Sevan Driller
http://www.nflb.no/files/VK_2007/2007_Sevan_Drilling.pdf Figura 11
 Estaleiro: Cosco ...
Recursos Tecnológicos de Posicionamento
Dinâmico
Figura 12
Differential Global Positioning System (DGPS) fornece correções...
Como resultado da aplicação de correções DGPS, a precisão horizontal do
sistema pode ser melhorado a partir de 1m (95% do ...
Além da escassa disponibilidade dos equipamentos
citados anteriormente, estão entre os maiores
desafios deste setor, a con...
“Governo e empresas correm contra o tempo para formar uma estimativa de
285 mil trabalhadores*, do nível básico ao superio...
Na matéria “Setor de óleo e gás investe mais na retenção de talentos” (por
Rafael Sigollo, VALOR Online, em 23/06/2010) a ...
O principal efeito dessa escassez é o grande giro de pessoal (“turn-over”), pois
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Tanto SENAI/SESI e o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e
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parcerias com tais instituições oferecendo educa...
Repetro e outras barreiras burocráticas e
tributárias
Entre os diversos investimentos operacionais que a atividade de E&P ...
Capacidade para atender as metas de Conteúdo Nacional
Definido nos Contratos de Concessão firmados pela ANP com as empresa...
Em Marco de 2010, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella,
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Outros tributos aplicados na atividade de E&P
Outros tributos aplicados na atividade de E&P
QHSE (SMS): As exigências e planejamento
Além das exigências contratuais de performance operacional e de segurança do
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Concluindo: os desafios do mercado
Fotos, estrutura e vida a bordo
Figura 15 e 16: construção e helideck
Fotos, estrutura e vida a bordo
Figura 15 e 16: partida de Singapura e lavanderia.
Fotos, estrutura e vida a bordo
Figura 17 e 18: sala de estar e laser e o “fitness Center”.
Fotos, estrutura e vida a bordo
Figura 19 e 20: sala de TV e de estar.
A SEVAN MARINE ofereceu uma
significante contribuição com a
transferência de tecnologia de
ponta, conhecimento operacional...
Créditos, Bibliografia e Web-bliografia
Este material foi elaborado como trabalho final de conclusão do curso IBP Pós – Ge...
Gilberto Porto
Contador, pós-graduado em Gestão de Negócios em E&P do Petróleo pelo IBP,
especialização em Controladoria, ...
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Painel tecnico pre-sal: operacao perfuracao workshop 28012011

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Apresentação (público RH) explanando os aspectos operacionais e técnicos, alem dos maiores desafios e gargalos desta atividade.

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Painel tecnico pre-sal: operacao perfuracao workshop 28012011

  1. 1. PAINEL TÉCNICO WORKSHOP PÓS-CONFERÊNCIA Parcerias para Formação de Profissionais CASE: SEVAN DRILLER Experiências e os desafios dos gargalos operacionais Palestrante: Gilberto Porto gilporto@globo.com janeiro/2011 Mão de obra para a Indústria de Petróleo e Gás Implantação de Novos Modelos para T&D e Retenção de Talentos Diante do Cenário de Escassez de Profissionais 28 de janeiro de 2011 – Hotel Plaza Copacabana – Rio de Janeiro
  2. 2. Pré-sal: OPERAÇÃO PERFURAÇÃO O mercado de sondas,o case Sevan Driller e os gargalos do mercado. Trabalho Final PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO NOS NEGÓCIOS DE EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS Por: Gilberto Porto gilporto@globo.com
  3. 3. Sumário I. O Desafio da Exploração II. Panorama do Mercado de Sondas III. A decisão da Petrobras: Sevan Driller, o Diferencial da Inovação! – Projeto, Mobilização e Plano Operacional IV. Os Gargalos Operacionais V. Créditos, Bibliografia e Web-bibliografia
  4. 4. O Desafio da Exploração Operação de E&P em águas ultra-profundas A engenharia acompanhou rapidamente a descoberta de campos de petróleo e gás em profundidades cada vez maiores, desenvolvendo plataformas específicas para cada situação e as mais adversas condições operacionais. A Petrobras tem cerca de 65% da área de seus blocos exploratórios offshore, em profundidades de água superiores a 400 m. Em conseqüência, nos últimos anos, a empresa aumentou suas atividades de perfuração exploratória em águas cada vez mais profundas. Na figura no próximo slide, estão apresentados os recordes, em lamina d´água de poços em produção. Em 2003, um novo poço no campo de Roncador, alcançou 1.886m de profundidade.
  5. 5. Figura 1 (apostila Prof Emmanuel Nogueira/Petrobras, IBP-Pós2009) Recordes da Petrobras em completação e perfuração
  6. 6. Figura 2 (apostila Prof Emmanuel Nogueira, IBP-Pós2009) As empresas investem no desenvolvimento e integração dos conhecimentos e tecnologias geocientíficas que, numa visão de médio e longo prazo, contribuirão para a descoberta de novas províncias petrolíferas ou para a re- exploração de províncias maduras. Acima, podemos visualizar o esquema padrão das estruturas submarinas (Figura 2), destacando além da sonda a grande extensão dos equipamentos as conexões do raiser e linha, até a árvore de natal molhada. A Estrutura Operacional
  7. 7. Figura 3 (folder Cameron) Modelos de operações de perfuração
  8. 8. Os mais importantes campos de perfuração e produção off-shore estão nas locações do Mar do Norte (Inglaterra e Noruega, entre outros), no Golfo do México (“GoM”), no Brasil, nas locações de Terranova e Nova Escócia, no litoral do Canadá, vários campos na costa oeste da África, principalmente Nigéria e Angola, das locações do Sudeste asiático e Sakhalin, na Rússia. Figura 4 Fonte: Chevron/ Offshore Magazine, Maio/09 Principais Locações
  9. 9. 10 maiores armadores e a distribuição de suas unidades Tabela 1 Fonte: ODS-Petrodata, April 2010
  10. 10. Golfo do México A crise econômica de 2009 e baixos preços do óleo e gás afetaram a indústria e operação nesta locação. Até antes do acidente em maio, já havia uma significativa retração nos projetos e operação de sondas, estimando-se uma redução de 55,9% da frota em operação (ODS-Petrodata´s World Rig Forecast), num total de 118 sondas atuando na região. Muitas incertezas também afloraram após o acidente com a sonda Deepwater Horizon – que perfurava o poço de Macondo, no bloco 252 do Golfo do México americano, a 64 km da costa da Luisiana, a 1,5 mil m de lâmina d’água e com 5,5 mil m de profundidade até o momento do acidente. Mas é certo que o fator Deepwater Horizon levará a uma reflexão sobre regulação e regras nas regiões com maior crescimento da exploração em águas profundas, como África, Ásia e América Latina e, em especial o Brasil.” (Ricardo Niemeyer Hatschbach, Analista da Gávea Investimentos, Portal Energia Hoje, 02-6-2010) Europa, Mediterrâneo e Mar Negro A frota nesta locação mantém-se em torno de 104 sondas, contra 102 em Janeiro de 2009. Costa Oeste da África Esta frota já conta com 62 sondas em operação. O maior contratante é a Total, com 7 unidades contratadas, ExxonMobil com 6 e Chevron com 5. Há uma estimativa de crescimento em torno de 10% para o próximo ano, com as campanhas nas costas Nigerianas e Angolanas. Principais Locações
  11. 11. Oriente Médio São 118 sondas, mas apenas 90 sob contrato, destacando-se a predominância das jaquetas. A Saudi-Aranco é mais ativo operador na região, com 22 sondas de perfuração. Mar Cáspio Apenas seis das doze sondas estão sob contrato, para operação de perfuração offshore no Azerbaijão e Turquimeniscão. Ásia/ Austrália Nesta região, contam-se 124 sondas, distribuídas no oceano Índico e sudeste Asiático. Há uma espectativa de crescimento de atividade na Austrália e Nova Zelândia, mas para longo-prazo. América Latina A operação está principalmente distribuída entre México, Venezuela e Brasil. Atualmente, são 36 sondas alocadas no México (Pemex), mas com sinalizando um leve declínio na atividade. No Brasil, as 71 em operação/contratadas, atuam para Petrobras, OGX, Anadarko e Chevron. Principais Locações
  12. 12. Pré-Sal, A Nova Fronteira: Incertezas e Riscos O grande desafio na exploração de óleo e gás nos campos do pré-sal é a camada de sal, que sob alta pressão e temperatura se comporta como um material plástico, o que torna complicado garantir a estabilidade das rochas, que podem fluir e impedir a continuidade da perfuração dos poços. Vários avanços foram alcançados nos últimos anos, permitindo não somente a perfuração de forma estável da camada de sal, mas também a redução do tempo para perfuração dos poços. Será um desafio, principalmente, tecnológico. Segundo a Petrobras, o primeiro poço perfurado na seção do pré-sal demorou mais de um ano e custou US$ 240 milhões. Já os poços mais recentes demoram 60 dias e custam, em média, US$ 66 milhões.
  13. 13. Pré-Sal, A Nova Fronteira: Incertezas e Riscos Normalmente, a produção é feita com poços que têm um trecho horizontal. A Petrobras já perfurou mais de 200 poços horizontais em águas profundas em reservatórios mais rasos acima da camada de sal. Agora, ela vai ter que perfurar poços abaixo da camada de sal e está trabalhando na consolidação dessa tecnologia. Desvendar essas formações geológicas e buscar soluções para a uma operação, até agora sem referência na indústria do petróleo. Conforme o Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras do total de 176 milhões de US$ de seus diversos investimentos e, de 104 milhões destinados aos projetos de E&P, a grande fatia será destinada ao pré-sal.
  14. 14. Investimentos previstos Tabela 3 Fonte: Bain & Co
  15. 15. Custos Gerais de uma Campanha Exploratória Os principais custos que envolvem uma campanha exploratória e a operação com sondas de perfuração são segregados entre os gastos com a perfuração, propriamente dita, e os custos operacionais das sondas. Entre os gastos com o processo de perfuração, estão o preparo das locações, cimentação dos poços, perfilagem, revestimento, logística com os fluidos (principalmente remoção dos resíduos) e aluguel de equipamento de perfuração, pescaria e outros, para os poços produtores, injetores e outros (poços-guia, de captação ou descarte de água dos aqüíferos). Os custos operacionais das sondas incluem a mão de obra (local, expatriados e suporte terceirizado), inspeção, manutenção, intervenção nos poços, logística (helicópteros, supply boats), consumíveis (óleo combustível, diesel, produtos químicos), seguros, os gastos administrativos (overheads), alem das contingências e certificações.
  16. 16. Tipos de Plataformas ou Sondas de Perfuração Submarina (fonte: Wikipédia.com) São constituídas basicamente de uma espécie de balsa ou pranchão, onde estão localizadas todas as facilidades de operação e de apoio, como sonda de perfuração, alojamentos, refeitórios, laboratórios, salas de controle, heliporto, etc. Possuem três ou quatro pernas, que, acionadas mecânica ou hidraulicamente, movimentam-se para baixo até atingirem o fundo do mar. Plataformas Auto-Eleváveis
  17. 17. Tipos de Plataformas ou Sondas de Perfuração Submarina (fonte: Wikipédia.com) Plataformas semi-submersíveis são compostas de uma estrutura de um ou mais conveses, apoiada em flutuadores submersos. Torna-se necessário que ela fique posicionada com estabilidade na superfície do mar. Dois tipos de sistema são responsáveis pelo posicionamento e estabilidade da unidade flutuante: o sistema de ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico. Plataformas Semi-Submersíveis
  18. 18. Tipos de Plataformas ou Sondas de Perfuração Submarina (fonte: Wikipédia.com) Navio-sonda é um navio projetado para a perfuração de poços submarinos. Sua torre de perfuração localiza-se no centro do navio, onde uma abertura no casco permite a passagem da coluna de perfuração. O sistema de posicionamento do navio- sonda, composto por sensores acústicos, propulsores e computadores, anula os efeitos do vento, ondas e correntes que tendem a deslocar o navio de sua posição. Os navios–sonda, assim como as plataformas semi-submersíveis, são destinados à perfuração de poços em águas profundas e ultra-profundas. Navio-sonda
  19. 19. A Decisão da Petrobras – Sevan Driller, o Diferencial da Inovação A Petrobras é uma das pioneiras no uso do conceito de produção flutuante e enfatizou sempre a inovação e o aperfeiçoamento das tecnologias de perfuração offshore. Foram consecutivos os recordes de produção da Petrobras em águas profundas e hoje a meta é disponibilizar tecnologias para produção de petróleo e gás natural a profundidades superiores a 3.000m. A busca em antecipar as soluções tecnológicas que aumentem a rentabilidade e desenvolvam a produção em campos em águas profundas e ultra-profundas nacionais e internacionais, foram grandes diferencias que refletiram em sua decisão da operação com os equipamentos da Sevan Marine.
  20. 20. Sevan Marine - Histórico e Modelo de Negócio A SEVAN MARINE ASA é listada em Oslo Bors (ticker SEVAN) e desenvolveu o projeto de um casco em forma de cilindro, apropriado para todos os ambientes offshore. Seu modelo de negócios é baseado em uma compilação própria de operar, além da responsabilidade pela construção, propriedade e operação de suas unidades de perfuração e produção. No Brasil, a SEVAN MARINE através de sua subsidiária SEVAN MARINE DO BRASIL LTDA, está estabelecida desde 2001, com suas bases de operação no Rio de Janeiro, Aracajú, Duque de Caxias e Macaé. Reunindo uma equipe de 180 colaboradores diretos, entre tripulação offshore, equipes das bases de apoio (logística) e escritórios administrativos, a SEVAN MARINE consolida sua atuação no país como um desenvolvedor de conhecimento e preparação de mão de obra local. Outros equipamentos Atualmente, a Sevan Marine possui contratos de operação de FPSO, incluindo a Sevan Goliat 1000 FPSO, e de sondas de perfuração.
  21. 21. Diferenciais da Sevan Marine A tecnologia de ponta, a presença global do grupo Sevan Marine, aliados ao know- how para gerenciamento de projetos de construção de longo-prazo e operacionalização off-shore, são os principais fatores de sucesso e eficiência de seus negócios.
  22. 22. Sevan Driller I – Projeto, Mobilização e Plano Operacional Conceito Operacional e Projeto de Engenharia O conceito da sonda sem-submersível mono-casco foi exaustivamente planejado e sua versatilidade comprovada desde sua concepção. Os testes com nauti-modelos tiveram início em 2001, sendo o pioneiro a Sevan 300 (Junho 2004), seguidos pela Sevan Driller DP (Agosto de 2006), depois novos protótipos até Abril de 2009 (Goliat FPSO). Passaram ainda por complexos testes em túnel de vento (Sevan Driller, Maio de 2006) e no gelo (Sevan Ice, abril de 2008), em Hamburgo.
  23. 23. Conceito Operacional e Projeto de Engenharia http://www.ivt.ntnu.no/docs/marine/marintekniskedager/mtd07ntnu_cleangasworks_seavanmarine_myran.pdf Figura 10
  24. 24. Informações Gerais da Sevan Driller http://www.nflb.no/files/VK_2007/2007_Sevan_Drilling.pdf Figura 11  Estaleiro: Cosco Noantong, Qidong – China  Peso: 54 M/Ton  Profundidade de operação:até 3.000m de linha d´água  Capacidade total de perfuração: 12.000m  Eficiência operacional estimada: 95%  Tripulação: capacidade máxima 150pax (operação média, 80 tripulantes)  Números de conjunto de hélices (thrusters): 8  Círculo de passeio (margem de desvio): 1 a 1,05m
  25. 25. Recursos Tecnológicos de Posicionamento Dinâmico Figura 12 Differential Global Positioning System (DGPS) fornece correções diferenciais para um Sistema de Posicionamento Global (GPS), a fim de melhorar a precisão de navegação e posicionamento da sonda. As informações de correções DGPS são originadas de uma estação de referência na costa. Os receptores dessas estações de referência estimam erros no GPS (4 satélites simultâneos), porque, ao contrário dos receptores GPS, eles têm um conhecimento exato da sua posição. Num desvio de 2% é acionado um alerta amarelo, com lapso de tempo de 180s, a fim de que os thrusters compensem o posicionamento. Em condições adversa de mar e a com 4% de desvio, o alerta vermelho aciona automaticamente a desconexão do raiser e do BOP.
  26. 26. Como resultado da aplicação de correções DGPS, a precisão horizontal do sistema pode ser melhorado a partir de 1m (95% do tempo). Differential Global Positioning System (DGPS)
  27. 27. Além da escassa disponibilidade dos equipamentos citados anteriormente, estão entre os maiores desafios deste setor, a contratação e retenção de equipes qualificadas, o devido atendimento aos requisitos regulamentares (ANP), no que tange às exigências de Conteúdo Nacional e o perfeito sincronismo com o regulamento tributário. Os Gargalos Operacionais
  28. 28. “Governo e empresas correm contra o tempo para formar uma estimativa de 285 mil trabalhadores*, do nível básico ao superior, em cinco anos” (Gustavo Paul - O Globo, 16/08/2009). Essa é uma das muitas estimativas do mercado sobre a lacuna de mão de obra qualificada para atender aos projetos correntes, no setor de E&P, no Brasil. Todo o setor está correndo contra o tempo para sanar um dos mais expressivos gargalos que devem surgir nos próximos anos: a falta de mão de obra técnica para transformar esse sonho em óleo. Estimativas do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) apontam que a demanda por trabalhadores especializados continuará em ritmo crescente e será preciso qualificar 285 mil pessoas nos próximos cinco anos. * - seriam 81 mil até janeiro/2011... talvez na China. Mão de Obra Qualificada
  29. 29. Na matéria “Setor de óleo e gás investe mais na retenção de talentos” (por Rafael Sigollo, VALOR Online, em 23/06/2010) a consultoria HAYS faz uma análise que, para atrair e reter os talentos, as companhias do setor estão investindo mais nos benefícios concedidos aos seus quadros. No estudo da Hays, o pagamento de bônus - tanto atrelados aos resultados anuais, quanto por projetos específicos - é um dos mais populares e são praticados por praticamente metade das empresas do setor. "Em média, paga-se 25% do salário base anual. Em posições mais críticas e estratégicas, porém, esse montante pode chegar a 50% da remuneração." O mercado em óleo e gás continuará recebendo altos investimentos por, no mínimo, mais cinco anos. Assim, esse tipo de política, junto com o aumento da carga de treinamentos, será fundamental para que as companhias possam dispor de capital humano. "Outras indústrias sofrem mais com questões relacionadas a habilidades comportamentais de seus funcionários. No nosso caso, o problema está na parte técnica mesmo". Mão de Obra Qualificada
  30. 30. O principal efeito dessa escassez é o grande giro de pessoal (“turn-over”), pois as empresas para atender suas demandas não tem outra alternativa senão “bancar” com agressivos convites, os profissionais alocados e, muitas vezes, preparados por seus competidores. A solução da importação de mão de obra (“expatries”) tem se demonstrado cara e de curto prazo, em alguns casos de baixa qualificação e de alto custo logísticos para acomodação destes profissionais. O SENAI e CEFET são os grandes celeiros formadores de mão de obra técnica para o setor, juntamente com o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Bio-combustíveis), que atualmente conta com programa de treinamento, realizando anualmente mais 130 cursos e 100 temas diferentes, abrangendo diversos segmentos, particularmente, de Exploração & Produção, Refino e Comercialização. Mão de Obra Qualificada
  31. 31. Tanto SENAI/SESI e o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), desenvolvem cursos específicos às demandas de seus mantenedores e mercado, através de projetos em parcerias, cursos in- Company e demandas setoriais. As outras referências são os cursos de menor porte no Rio de Janeiro, Niterói, Macaé, Vitória e Santos, além de novos pólos no Nordeste e sul do Brasil, voltados aos projetos das refinarias (PE e MA) e indústria naval (SC e RS). No entanto, modelos como das escolas técnicas e universidades das províncias petroleiras nos Estados Unidos (Texas e Lousiania), possibilitariam um grande avanço para recuperar essa deficiência do mercado brasileiro. Mão de Obra Qualificada
  32. 32. A estratégia mais eficaz para minimizar essa carência, são os projetos de parcerias com tais instituições oferecendo educação corporativa presencial, in-Company ou a distância, capacitando e certificando suas equipes e, em alguns casos seus fornecedores e colaboradores terceirizados. Tais certificações são cruciais para o adequado atendimento de normas técnicas e requerimentos contratuais com a Petrobras, ANP, certificadoras internacionais e outros órgãos reguladores. O atendimento a essa necessidade é o ponto determinante que leva a Petrobras a investir uma considerável soma de seu orçamento na sua Universidade Corporativa, seu Centro de Pesquisas (Cempes) e outros projetos de parcerias com instituições científicas e educacionais. Mão de Obra Qualificada
  33. 33. Repetro e outras barreiras burocráticas e tributárias Entre os diversos investimentos operacionais que a atividade de E&P tem que custear, é importante a estrita atenção aos tributos a serem retidos, para que não haja custos extras com multas pelo descumprimento de prazos ou bases de cálculos, mas também custos adicionais por má interpretação das regras tributárias. O REPETRO é um regime aduaneiro especial, que permite a importação de equipamentos específicos, para serem utilizados diretamente nas atividades de pesquisa e exploração das jazidas de petróleo e gás natural, sem a incidência dos tributos federais – II, IPI, PIS e COFINS, além do adicional de frete para renovação da marinha mercante – AFRMM. Estes tributos permanecem com sua exigibilidade suspensa pelo período de utilização no regime, tendo sua extinção prevista no caso de re- exportação dos equipamentos admitidos no regime.
  34. 34. Capacidade para atender as metas de Conteúdo Nacional Definido nos Contratos de Concessão firmados pela ANP com as empresas vencedoras nas Rodadas de Licitações, a meta de Conteúdo Nacional é o percentual mínimo de participação das empresas brasileiras fornecedoras de bens, sistemas e serviços nas atividades previstas no Contrato. Este percentual é também determinado nos editais que precedem as Rodadas de Licitação e é detalhado nos Contratos de Concessão. O gargalo está na capacidade da indústria e fornecedores de serviços locais atenderem estas metas, com qualidade e pontualidade, o que exige investimentos expressivos na qualificação da cadeia de fornecimento.
  35. 35. Em Marco de 2010, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, divulgou que a empresa irá alterar sua estratégia de contratação de equipamentos (agência Reuters). A Petrobrás quer ter maior controle sobre o conteúdo nacional presente nos equipamentos e serviços que contrata e, definiu como meta elevar de 65% para cerca de 75% a fatia brasileira das suas encomendas. A observação aos limites de Conteúdo Local no processo de concessão de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural contribui para impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional. Capacidade para atender as metas de Conteúdo Nacional
  36. 36. Outros tributos aplicados na atividade de E&P
  37. 37. Outros tributos aplicados na atividade de E&P
  38. 38. QHSE (SMS): As exigências e planejamento Além das exigências contratuais de performance operacional e de segurança do contratante, o projeto deve seguir as adequações das distintas autoridades locais, com relação as normas ambientais, sanitárias, trabalhistas, sindicais, de segurança marítima. O grande desafio está justamente no planejamento ao atendimento das diferentes legislações internacionais e a legislação brasileira. As principais exigências estão no pleno atendimentos às N.R’s, portarias e autorizações do Ibama, da Anvisa e aos Normam’s (Marinha). Há também o complexo e rigoroso gerenciamento de resíduos, armazenagem e destinação de fluidos e da água extraída, o que demandará investimentos em tecnologia, para as incertezas da operação em águas ultra-profundas. Na fase de produção, o controle para minimização de queima de gás será outra importante meta exigida pela ANP, a ser observada.
  39. 39. Concluindo: os desafios do mercado
  40. 40. Fotos, estrutura e vida a bordo Figura 15 e 16: construção e helideck
  41. 41. Fotos, estrutura e vida a bordo Figura 15 e 16: partida de Singapura e lavanderia.
  42. 42. Fotos, estrutura e vida a bordo Figura 17 e 18: sala de estar e laser e o “fitness Center”.
  43. 43. Fotos, estrutura e vida a bordo Figura 19 e 20: sala de TV e de estar.
  44. 44. A SEVAN MARINE ofereceu uma significante contribuição com a transferência de tecnologia de ponta, conhecimento operacional e na preparação de mão de obra qualificada para a atividade de perfuração em águas ultra- profundas. O case SEVAN DRILLER, aqui apresentado, foi um grande aprendizado aos envolvidos em seu projeto e pré-operação, tanto de sua equipe, como para seus fornecedores, agregando também a Petrobras maior conhecimento para futuros projetos que poderão ser desenvolvido no país.
  45. 45. Créditos, Bibliografia e Web-bliografia Este material foi elaborado como trabalho final de conclusão do curso IBP Pós – Gestão de Negócios em E&P, turma de 2009. O desenvolvimento do artigo foi desenvolvido com base nas matérias dadas em aulas, material de suporte e pesquisas em artigos e material de livre consulta, na internet. Meus agradecimentos à Diretoria da SEVAN MARINE ASA, SEVAN MARINE DO BRASIL e PREMIUM BRAVO. As abordagens aqui apresentadas têm objetivo meramente acadêmico, sendo a totalidade de seu conteúdo de natureza e propriedade privada. Sua reprodução, comercialização ou divulgação somente poderá ocorrer com a prévia autorização do autor e banca acadêmica do IBP. Referências bibliográficas: • Revista Brasil Energia • Plano de Negócios Petrobras 2009-2013 • Revista Drillig Contractor • Jornal Upstream (The international O&G Newspaper) Referências na internet (material de domínio e acesso público): • Portal Sevan Marine http://www.sevanmarine.com/ • Portal Energia Hoje http://www.energiahoje.com/ • Rigzone http://www.rigzone.com/ • Offshore Magazine http://www.offshore-mag.com/ • ODS-Petrodata http://www.ods-petrodata.com/ • Wikipédia.com http://pt.wikipedia.org/
  46. 46. Gilberto Porto Contador, pós-graduado em Gestão de Negócios em E&P do Petróleo pelo IBP, especialização em Controladoria, Governança e Finanças Corporativas. Experiência global em consultoria financeira, tendo atuado em mais de 25 países na América Latina, Europa e África, em empresas dos setores de O&G, telecom, mineração, logística, instituições financeiras e seguros. Relevantes atuações em ambientes complexos, adversos e crises, entre eles: intervenções, sucessões, dissoluções, spin-off's, transição diretorias e gerenciais, start-up's, gestão interina em processos de reestrutaração, coaching a equipes juniores, migração de ERP, reporte a órgãos reguladores e investigações de fraudes. É professor das cadeiras de Governança Corporativa, Gestão de Riscos Operacionais e Estruturação de Conselhos Fiscais, nos programas de MBA da Trevisan Escola de Negócios, ANBIMA Rio, e IBMEC (in-Company). http://br.linkedin.com/in/gilporto
  47. 47. Contato Gilberto Cotecchia Porto CRC-RJ 082834-O2 Finanças, Controles & Governança Corporativa Contato: (21) 98826-6881 | Skype: gil_porto | e-mail: gilporto@globo.com gilporto@conferenza.com.br | www.conferenza.com.br Outras publicações: http://pt.slideshare.net/GilbertoPorto2/presentations
  48. 48. Obrigado! Gilberto C Porto

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