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Zoneamento Agroecológico uma Abordagem das Leguminosas

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Palestra do Engenheiro Agrônomo José Francisco Lumbreras no Simpósio Ano Internacional das Leguminosas realizado no Campus da UFRRJ em Campos dos Goytacazes em 12 e 13 de maio de 2016. Promovida pela AEARJ e SEEA.

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Zoneamento Agroecológico uma Abordagem das Leguminosas

  1. 1. SolosSolos Zoneamento agroecológico do Rio de Janeiro e uma abordagem das leguminosas José Francisco Lumbreras Pesquisador da Embrapa Solos
  2. 2. SolosSolos José Francisco Lumbreras Francesco Palmieri Uebi Jorge Naime Elaine Cristina Cardoso Fidalgo Amaury de Carvalho Filho Sebastião Barreiros Calderano Klaus Peter Wittern Antonio Ivo de Menezes Medina Edgar Shinzato Jorge Pimentel Marcelo Eduardo Dantas Cesar da Silva Chagas Alexandre Ortega Gonçalves Lucieta Guerreiro Martorano Uebi Jorge Naime Letícia Costa de Oliveira Santos José Francisco Lumbreras Sergio Gomes Tôsto Guilherme Tinoco dos Anjos Elizabeth Santos Brandão Fernando Cézar Saraiva do Amaral Klaus Peter Wittern Uebi Jorge Naime Leonidas da Costa Schalcher Valle José Francisco Lumbreras Nilson Rendeiro Pereira Jorge Araújo de Sousa Lima Alfredo Melhem Baruqui Rachel Bardy Prado Ronaldo Pereira de Oliveira Elaine Cristina Cardoso Fidalgo Mario Luiz Diamante Aglio Geoprocessamento Equipe do Zoneamento Agroecológico Unidades Agroecológicas Caracterização Climática Socioeconomia Indicação de Culturas
  3. 3. SolosSolos Sumário • I - Introdução • II - Procedimentos Metodológicos Levantamento de solos Aptidão agrícola • III – Resultados e Discussão Domínios bioclimáticos Unidades de proteção ambiental e agroecológicas Aspectos socioeconômicos Atividades Agrícolas - ênfase em leguminosas
  4. 4. SolosSolos I - Introdução • Avaliar as potencialidades e limitações dos solos • Subsidiar ações de projetos de desenvolvimento regional • Propor alternativas de uso sustentável das terras • Identificar novas opções de culturas, com ênfase em leguminosas • Auxiliar na melhoria da qualidade de vida e na fixação do homem no campo
  5. 5. SolosSolos Lei 8.171, de 17 de janeiro de 1991 Dispõe sobre política agrícola Capítulo VI – Proteção ao Meio Ambiente e da Conservação dos Recursos Naturais - Artigo 19, Inciso III, prevê que o poder público deverá: Realizar zoneamentos agroecológicos que permitam estabelecer critérios para o disciplinamento e ordenação da ocupação espacial pelas diversas atividades produtivas;
  6. 6. SolosSolos Projeto - Plano de reorganização e retomada do desenvolvimento agrícola do Estado do Rio de Janeiro Subprojeto 1 - Ajustes nos delineamentos e redefinição de unidades de solos, escala 1:250.000 ... Subprojeto 2 - Reavaliação da aptidão agrícola das terras ... Subprojeto 3 - Atualização do zoneamento agroecológico... Antecedentes • Solos, aptidão agrícola e zoneamento agroecológico • Convênio com a CPRM – Projeto Rio de Janeiro • Oficialização do projeto no Sistema Embrapa de Pesquisa:
  7. 7. SolosSolos II - Procedimentos Metodológicos (adaptado da FAO, 1997) O zoneamento agroecológico define zonas homogêneas que apresentam uma combinação similar de limitações e potencialidades para o uso das terras. Serve como ponto de referência para recomendações visando melhorar as condições existentes, seja incrementando a produção ou limitando a degradação dos recursos naturais. Unidade Agroecológica Indicação de Culturas Áreas Protegidas Clima Vegetação Natural Solos Potencialidade Agrícola Domínios Geoambientais (recorte espacial) Socioeconomia (complementarmente) análise da sustentabilidade de atividades agrícolas e impacto ao ecossistema. Entidade espacial na qual as formas de relevo, o solo, a vegetação natural e o clima, formam um conjunto relativamente homogêneo. sobreposição e interpretação
  8. 8. SolosSolos • Escala regional – 1:250.000. • Área mínima mapeável de 50 hectares. • As unidades do mapa de solos em geral são compostas de associações de classes de solos e de relevo. • Em vista disso, utilizou-se /M após o símbolo para indicar haver na associação, em menor proporção, terras com vocação superior à representada; e /P para indicar haver na associação, em menor proporção, terras com vocação inferior à representada. • Devido à escala do trabalho, não foram espacializadas algumas áreas protegidas pela legislação (Leis nos 4771/1965 e 7803/1989), tais como as áreas de: Preservação Permanente e Reserva Legal Características do trabalho
  9. 9. SolosSolos Mapa de Solos do Estado do Rio de Janeiro escala 1:250.000 - Grande variedade de ambientes (relevo, clima, mat. de origem) • Fotointerpretação (fotos 1:60.000) • Procedimentos cartográficos base 1:50.000 e 1:250.000 Mapa simplificado
  10. 10. SolosSolos
  11. 11. SolosSolos Percentual de ocorrência de Terras Altas e Terras Baixas Outros 5% Terras Baixas 14% Terras Altas 81% Síntese do Levantamento
  12. 12. SolosSolos PV PVA PA+ LA CX 0 5 10 15 20 25 30 35 Distribuição das principais unidades de mapeamento das Terras Altas (81% da área do Estado) (CARVALHO FILHO et al., 2003). % Principais unidades de mapeamento LVA
  13. 13. SolosSolos Latossolo Amarelo Ácrico húmico, textura argilosa, gibbsítico-oxídico, mesoférrico, fase floresta tropical subperenifólia, relevo montanhoso • 1º nível categórico (ordem) - Latossolo • 2º nível (subordem) - Amarelo • 3º nível (grande grupo) - Ácrico • 4º nível (subgrupo) - húmico • 5º nível (família) - textura argilosa, gibbsítico- oxídico, mesoférrico • fase - floresta tropical subperenifólia, relevo montanhoso Foto: Amaury de Carvalho Filho
  14. 14. SolosSolos EK+ESK RY+CY GM+GX GZ+GJ+OJ OX SX 0 5 10 15 20 25 30 Distribuição das principais unidades de mapeamento das Terras Baixas (14% da área do Estado) (CARVALHO FILHO et al., 2003). % Principais unidades de mapeamento
  15. 15. SolosSolos Planossolo Nátrico Sálico gleissólico, textura média, A moderado, Ta, epissolódico, endossálico, fase floresta tropical caducifólia, relevo plano, substrato sedimentos colúvio-aluvionares • 1º nível categórico (ordem) - Planossolo • 2º nível (subordem) - Nátrico • 3º nível (grande grupo) - Sálico • 4º nível (subgrupo) - gleissólico • 5º nível (família) - textura média, A moderado, Ta, epissolódico, endossálico • fase - floresta tropical caducifólia, relevo plano, substrato sedimentos colúvio- aluvionares Foto: Amaury de Carvalho Filho
  16. 16. SolosSolos Mapa de Aptidão Agrícola das Terras escala 1:250.000 Fatores limitantes • Deficiência de fertilidade • Deficiência de água • Excesso de água (ou deficiência de oxigênio) • Suscetibilidade à erosão • Impedimentos à mecanização Metodologia: Ramalho Filho & Beek (1995) Mapa simplificado
  17. 17. SolosSolos Folha SF-23-Z-B Rio de Janeiro
  18. 18. SolosSolos Terras do Grupo 6 - inapta 26,1%
  19. 19. SolosSolos Terras do grupo 3 - restrita 36,1%
  20. 20. SolosSolos Terras do grupo 2 - regular 8,0%
  21. 21. SolosSolos • Séries mensais e anuais de temperatura e precipitação de 82 estações meteorológicas Temperatura Precipitação Deficiência hídrica Meses secos • Mapa de isoietas totais anuais • Vegetação Natural III – Resultados e discussão - Mapa de Domínios Bioclimáticos (Alfonsi et al., 2003; Brandão et al., 2001; Carvalho Filho et al., 2003) Escarpas e afloramentos de rocha Área urbana Corpo de água - (1) - (2) - (3) b(1) b(2) bm(1) bm(2) m(1) m(2) ma(1) ma(2) a Símbolo Outros
  22. 22. SolosSolos
  23. 23. SolosSolos Símbolo** Altitude média (m) Tempera- tura média anual (ºC) Precipitação média anual (mm) Déficit hídrico anual*** (mm) Nº de meses com menos de 60mm Vegetação natural Tipo de clima                 1 0 - 200 23 - 25 800 - 1000 300 - 500 4 - 6 flor. subcaducifólia, caducifólia, caducifólia/caatinga hipoxerófila e restinga tropical, seco 2 0 - 300 22 - 25 900 - 1250 150 - 400 4 - 6 flor. subcaducifólia tropical, seco 3 300 - 600 21 - 23 1100 - 1350 60 - 150 4 - 5 flor. subcaducifólia tropical e subtropical, subúmido b1 0 - 300 22 - 24 1250 - 1800 0 - 60 2 - 4 flor. subperenifólia tropical, úmido e subúmido b2 0 - 400 23 - 24 1600 - 2400 0 0 flor. perenifólia tropical, úmido/superúmido e superúmido Legenda do Mapa dos Domínios Bioclimáticos* do estado do Rio de Janeiro * Adaptado de Golfari & Moosmayer (1980). ** A condição climática das unidades de mapeamento do Zoneamento Agroecológico é indicada pelos sufixos b, bm, m, ma e a, combinados com os Domínios Geoambientais. *** Para capacidade de água disponível (CAD) no solo de 100mm (Thornthwaite & Mather, 1955).
  24. 24. SolosSolos Legenda do mapa do zoneamento agroecológico Proteção Ambiental PR1 e PR2 - Unidades de Conservação da Natureza (14,05%) PR3 e PR4 - Remanescentes da Mata Atlântica (29,39%) PR5 e PR6 - Dunas e Mangues (0,32%) PR7 e PR8 - Escarpas e Afloramentos de Rocha (1,67%) Atividades Agrícolas (descritas adiante) Recuperação Ambiental RE1 - Recomposição Florestal da Mata Atlântica (6,11%) RE2 - Recomposição da Vegetação de Restinga (0,94%) RE3 - Recomposição das Planícies Fluviolagunares (2,49%) RE4 - Recuperação das Áreas de Mineração (0,01%)
  25. 25. SolosSolos Faixa Litorânea Planalto do Alto Itabapoana Norte – Noroeste Fluminense Serra da Mantiqueira Serra da Bocaina – Litoral Sul Fluminense Planalto da Região Serrana Médio Vale do Rio Paraíba do Sul Serra dos Órgãos Unidades de Conservação da Natureza e Domínios Geoambientais (Castro et al., 2001; Dantas et al., 2001; IEF/RJ, 2003) PR1 - Proteção Integral (6%) PR2 - Uso Sustentável (8%)
  26. 26. SolosSolos Remanescentes da Mata Atlântica e Domínios Geoambientais (Dantas et al., 2001; Fundação CIDE, 2003) Faixa Litorânea (11%) Planalto do Alto Itabapoana (35%) Norte – Noroeste Fluminense (10%) Serra da Mantiqueira (72%) Serra da Bocaina – Litoral Sul Fluminense (81%) Planalto da Região Serrana (30%) Médio Vale do Rio Paraíba do Sul (20%) Serra dos Órgãos (61%) PR3 – Remanescentes Florestais (28%) PR4 – Remanescentes de Restinga(2%)
  27. 27. SolosSolos PR7 – Escarpas e AR PR8 – Escarpas e AR Altimontanos Terras desmatadas, inaptas para atividades agrícolas. Incluem pequenas áreas adequadas para lavouras perenes e pecuária de corte. Relevo Erosão RE1 – Recomposição Florestal da Mata Atlântica (6%)
  28. 28. SolosSolos Unidades de Conservação da Natureza 33% Áreas inaptas para atividades agrícolas 25% Áreas de relevo montanhoso e forte  ondulado 36% Outras áreas 5% Localização dos Remanescentes Florestais RE1 – Recomposição Florestal da Mata Atlântica (terras desmatadas, inaptas, situadas em ambientes florestais da MA - 6,11%) Terras Inaptas para Atividades Agrícolas (12%) PR3 - Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (27,64%)
  29. 29. SolosSolos Terras arenosas desprovidas de vegetação nativa, inaptas para atividades agrícolas. Incluem áreas para cultivos especiais, dependentes de manejo cultural. Fertilidade Textura Drenagem RE2 – Recomposição da Vegetação de Restinga – 0,94% PR5 – Dunas PR6 - Mangues
  30. 30. SolosSolos Terras de campos alagados. Inaptas para atividades agrícolas, incluem áreas que admitem pecuária de corte. Fertilidade Drenagem RE3 – Recomposição das Planícies Fluviolagunares – 2,49% PR6 - Mangues
  31. 31. SolosSolos Atividades Agrícolas • Produção Agrícola Intensiva AI1 – Agricultura Intensiva AI2 – Agricultura Intensiva • Produção Agrícola Semi-Intensiva AS1 – Agricultura Semi-Intensiva AS2 – Agricultura Semi-Intensiva AS3 – Agricultura Semi-Intensiva AS4 – Agricultura Semi-Intensiva • Lavouras especiais LP1 – Lavouras Perenes LP2 – Lavouras Perenes LA – Lavouras Anuais HO - Hortaliças • Pastagens Pa1 – Pastagens PA2 - Pastagens • Reflorestamento RN – Reflorestamento Preferencialmente com Espécies Nativas
  32. 32. SolosSolos RN – Reflorestamento Preferencialmente com Espécies Nativas – 2,71% Indicadas para reflorestamento com espécies protetoras do solo. Incluem, em menor proporção, áreas adequadas para lavouras perenes e pecuária de corte. Relevo Erosão - b bm m a
  33. 33. SolosSolos PA1 – Pastagens – 16,37% Adequadas para pecuária de corte com pastagens protetoras do solo, preferencialmente em sistemas silvipastoris, marginais para o cultivo de lavouras perenes e silvicultura adaptadas. Relevo Erosão Mecanização Clima Fertilidade - m a
  34. 34. SolosSolos LP1 – Lavouras Perenes – 10,58% Indicadas para culturas perenes, preferencialmente em sistemas agroflorestais e silvipastoris. São também adequadas para silvicultura e pecuária de corte, adotando-se técnicas de conservação de solos. Relevo Erosão Mecanização Clima Fertilidade b m ma a
  35. 35. SolosSolos LA – Lavouras Anuais – 2,45% Indicadas para lavoura de arroz, admite lavouras anuais tolerantes ao excesso de umidade. Aptas para irrigação por gravidade (inundação) ou métodos de aspersão, gotejamento ou micro-aspersão. São também adequadas para pecuária intensiva de leite ou corte. Baixadas Drenagem Fertilidade - b (m) (a)
  36. 36. SolosSolos AS4 – Agricultura Semi-Intensiva – 2,24% Indicadas para lavouras anuais e perenes tolerantes ao eventual encharcamento e presença de lençol freático em subsuperfície. Aptas para irrigação métodos de aspersão, gotejamento ou micro-aspersão. São também adequadas para pecuária intensiva de leite ou corte. Terraços e baixadas Drenagem Textura - b (m)
  37. 37. SolosSolos AS1 – Agricultura Semi-Intensiva – 6,88% Indicadas para lavouras anuais e perenes. Aptas para agricultura irrigada por métodos de aspersão, gotejamento ou micro-aspersão. São também adequadas para silvicultura e pecuária intensiva de leite ou corte. Relevo Erosão Mecanização - b m
  38. 38. SolosSolos AI1 – Agricultura Intensiva - 5,35% Indicadas para lavouras anuais e perenes. Aptas para agricultura irrigada por métodos de aspersão, gotejamento ou micro-aspersão. São também adequadas para silvicultura e pecuária intensiva de leite ou corte. Tabuleiros Drenagem Fertilidade - b m
  39. 39. SolosSolos - (b) m Terraços Drenagem Fertilidade Indicadas para lavouras anuais e perenes tolerantes ao eventual encharcamento e presença de lençol freático em subsuperfície. Aptas para irrigação por gravidade ou métodos de aspersão, gotejamento ou micro- aspersão. São também adequadas para pecuária intensiva de leite ou corte. AI2 – Agricultura Intensiva – 1,47%
  40. 40. SolosSolos Áreas indicadas para atividades agrícolas no Estado do Rio de Janeiro 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 - Unidades de Conservação da Natureza - 6.143,09km² (14,05%) 2 - Agricultura Intensiva - 2.978,00km² (6,81%) 3 - Agricultura Semi-Intensiva - 4.552,54km² (10,45%) 4 - Lavouras Perenes - 4.685,41km² (10,72%) 5 - Lavouras Anuais - 1.070,32km² (2,45%) 6 - Hortaliças - 210,05km² (0,48%) 7 - Pastagens - 7.666,17km² (17,54%) 8 - Reflorestamento - 1.185,98km² (2,71%) 9 - Áreas não indicadas para atividades agrícolas 15.225,99km² (34,83%)9 8 7 6 5 4 3 2 1
  41. 41. SolosSolos Terras mecanizáveis adequadas para atividades agrícolas Áreas com restrições climáticas (tropical, seco) - 82,40% da área mecanizável Área total: 21,46% do estado • Terras altas mecanizáveis Ligeiras limitações - relevo e risco de erosão (5,89%) Moderadas limitações - relevo e risco de erosão (7,60%) • Terras baixas aptas e mecanizáveis Ligeiras limitações – drenagem e solo (7,98%)
  42. 42. SolosSolos Terras aptas para irrigação (Estados Unidos, 1989) Solo Topografia Drenagem • Terras altas - solos bem drenados (12,23%) Métodos de aspersão, gotejamento ou micro-aspersão • Terras baixas – restrições de drenagem Métodos de gravidade, aspersão ...(4,40%) Métodos de aspersão ...(2,93%)
  43. 43. SolosSolos
  44. 44. SolosSolos IV - Aspectos socioeconômicos Fonte: IBGE (2003)
  45. 45. SolosSolos Área (ha) Quantidade Percentual Total (ha) Percentual < 10 28.439 53,0 98.053 4,1 10 - 100 20.005 37,3 681.970 28,2 100 - 1.000 5.011 9,3 1.261.971 52,2 > 1.000 200 0,4 374.306 15,5 Total 53.655 100,0 2.416.300 100,0 Fonte: IBGE (2003) Obs.: A superfície total dos estabelecimentos compreende 55,2 da área do estado do RJ. Estrutura Fundiária do estado do Rio de Janeiro Estabelecimentos Superfície
  46. 46. SolosSolos Principais Lavouras segundo a área plantada e produtividade média (2015) Lavouras Área1 Produtividade Cana-de-açúcar (ton) 81.703 49,37 Banana (ton) 20.144 7,00 Café (beneficiado) (ton) 14.649 1,19 Milho (em grão) (ton) 2.440 2,63 Mandioca (ton) 12.416 13,84 Feijão (em grão) (ton) 1.707 1,06 Coco-da-baía (mil frutos) 3.384 13,26 Laranja (ton) 5.948 12,78 Abacaxi (mil frutos) 7.284 25,8 Tomate (ton) 2.532 73,50 (IBGE, 2016) 1 Área cultivada com estas lavouras no Estado – 152.568 ha (3,48%)
  47. 47. SolosSolos Taxa de crescimento da área plantada das lavouras, 1997 a 2006 Lavouras Tx crescimento Lavouras Tx crescimento Palmito 32,21 Batata - doce 0,70 Mamão 23,00 Caqui 0,56 Coco-da-baía 18,51 Cana-de-açúcar 0,05 Abacaxi 18,27 Tangerina -0,16 Melancia 11,49 Tomate -2,27 Figo 11,45 Mandioca -2,47 Manga 7,10 Banana -2,70 Café 5,59 Feijão -4,55 Goiaba 5,44 Milho -6,65 Limão 1,88 Arroz -9,81 Maracujá 1,11 Laranja -10,79 (IBGE, 2007)
  48. 48. SolosSolos Produtos com maior valor da produção no RJ entre 1997 e 2006 0 50000 100000 150000 200000 250000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 MilReais Cana-de- açúcar Tomate Banana Mandioca Abacaxi Café (beneficiado) Laranja Coco-da-baía Valor da Produção das Principais Lavouras
  49. 49. SolosSolos Vacas ordenhadas e produtividade em 2005, taxa de crescimento de 1997 a 2005 2005 Tx cresc Vacas ordenhadas 391.938 0,77 Produtividade (mil litros) 1,19 -0,58 Efetivo de rebanho bovino (2005) e taxa de crescimento (1997 a 2005) 2005 Tx cresc Efetivo do rebanho 2.092.748 1,61 Área ocupada com pastagens no Estado – 2.160.000ha (49,40%) (CIDE, 2003) (IBGE, 2007)
  50. 50. SolosSolos Segundo as exigências edáficas e climáticas das culturas, visando a produção agrícola sustentável em sequeiro e sob irrigação, segundo o recorte espacial dos domínios geoambientais V - Indicação de Culturas • 102 lavouras anuais e perenes – tanto em sequeiro como sob irrigação • 90 espécies florestais • 37 gramíneas e leguminosas forrageiras
  51. 51. SolosSolos - Mais de 650 gêneros e 20.000 espécies - Ampla ocorrência e adaptação nos diversos biomas brasileiros - Forte competitividade dessa família – FBN (mais de 500 kg ha-1 ano-1 de N) - Usos e sistemas de exploração (lavouras, florestas e forrageiras) Cultura solteira, rotação de culturas, consórcio (ou cultivos múltiplos), integração lavoura-pecuária (sistemas agropastoris), integração lavoura- floresta (sistemas agroflorestais), integração lavoura-pecuária-floresta (sistemas agrosilvipastoris), cobertura verde, paisagismo, arborização de pastagens, recuperação de áreas degradadas, recomposição da Mata Atlântica (APPs e Reserva Legal) Família Leguminosae
  52. 52. SolosSolos Produção anual de serapilheira - leguminosas arbóreas 0 2 4 6 8 10 12 Matéria seca (t/ha/ano) Mimosa caesalpiniifolia Acacia mangium Acacia holosericea Fonte: Andrade et al. (1997)
  53. 53. SolosSolos Lavouras anuais (inclui olerícolas) Temperatura média (°C) Fertilidade do solo Demanda hídrica 22 - 26 18 -22 14 - 18 alta média baixa alta média baixa Amendoim - Arachis hypogeae L. X X X Arroz - Oryza sativa X X X Ervilha - Pisum sativus X X X Fava italiana - Vicia fava X X X X Feijão - Phaseolus vulgaris X X X X Mandioca - Manihot esculenta X X X Milho - Zea mays X X X Tomate - Lycoperscicum esculentum X X X Vagem - Phaseolus vulgaris X X X Parâmetros de temperatura, fertilidade do solo e demanda hídrica - lavouras anuais (inclui olerícolas).
  54. 54. SolosSolos Parâmetros de temperatura, fertilidade do solo e demanda hídrica - lavouras perenes. Lavouras perenes Temperatura média (°C) Fertilidade do solo Demanda hídrica 22 - 26 18 - 22 14 - 18 alta média baixa alta média baixa Abacaxi - Ananas comosus X X X Banana - Musa spp. X X X X Café - Coffea arabica L. X X X Café - Coffea canephora Pierre, cv. robusta X X X Cana-de-açúcar - Saccharum officinarum X X X Citros laranja - Citrus spp. X X X Coco - Cocus nucifera L. X X X Goiaba - Psidium guayava raddi X X X Graviola - Anona muricata L. X X X Macadâmia - Macadamia integrifolia, mtetraphylla X X X Mamão - Carica papaya L. X X X Manga - Mangifera indica L. X X X Maracujá - Passifora spp. X X X Palmito pupunha - Bactris gasipaes H.B.K. X X X Uva - Vitis vinifera X X X X
  55. 55. SolosSolos Indicação de lavouras anuais e perenes Culturas anuais e perenes Anual/ perene FAIXA LITORÂNEA AI1 AI1b AI2 AI2b AS1 AS1b AS2 AS3 AS4 AS4b LP1b LP2 LA LAb HO HOb Amendoim - Arachis hypogeae L. anual x x x x x x x x x Arroz - Oryza sativa anual x x x x x x x x x x x x x x Ervilha - Pisum sativus anual Fava italiana - Vicia fava anual Feijão - Phaseolus vulgaris anual x x x x x x x x x x x x x x Mandioca - Manihot esculenta anual x x x x Milho - Zea mays anual x x x x x x x x x Tomate - Lycoperscicum esculentum anual x x x x x Vagem - Phaseolus vulgaris anual x x x x x x x x x x x x x Abacaxi - Ananas comosus perene x x x Banana - Musa spp. perene x x x x x x x x x x Café - Coffea arabica L. perene Café - Coffea canephora Pierre, cv. robusta perene x x x x x x x x x Cana-de-açúcar - Saccharum officinarum perene x x x x x x x x x Citros laranja - Citrus spp. perene x x x x x x Coco - Cocus nucifera L. perene x x x x x x x x x Goiaba - Psidium guayava raddi perene x x x x x x Graviola - Anona muricata L. perene x x x x x x x Macadâmia - Macadamia integrifolia, mtetraphylla perene x x x x x Mamão - Carica papaya L. perene x x x x x x x Manga - Mangifera indica L. perene x x x x x x x x x Maracujá - Passifora spp. perene x x x x x Palmito pupunha - Bactris gasipaes perene x x x
  56. 56. SolosSolos Parâmetros de temperatura, fertilidade do solo e demanda hídrica - espécies florestais Espécies florestais Temperatura média (ºC) Fertilidade do solo Demanda hídrica 22 - 26 18 - 22 14 - 18 alta média baixa alta média baixa Acacia auriculiformis X X X Acacia longifolia X X X Acacia mangium X X X X X Albizia guachapelle X X X X Albizia lebbek X X X X X X X Algaroba - Prosopis juliflora X X X X X X Andiroba - Carapa guianensis X X X Angico vermelho - Piptadenia macrocarpa X X X X X Bracatinga - Mimosa scabrella X X X Canafístula - Peltophorum dubium X X X X X Eucalipto - Eucalyptus camaldulensis X X X Eucalipto - Eucalyptus cloesiana X X X Gliricidia sepium X X X X X X Guapuruvu - Schizolobium parahyba X X X Ingá - Inga marginata X X X X X Jacarandá da bahia - Dalbergia nigra X X X Leucena - Leucaena leucocephala X X X X X Maricá - Mimosa bimucronata X X X X X Pau-jacaré - Piptadenia gonoacantha X X X X X X Sabiá - Mimosa caesalpinaefolia X X X X X X X Sibipiruna - Caesalpinia peltophoroides X X X Sombreiro - Clitoria fairchildiana X X X X X Vinhático - Plathymenia foliolosa X X X X Fonte: Golfari & Pinheiro Neto (1980); Barros et al. (1990); Lorenzi (1992) e Carpanezzi (1996).
  57. 57. SolosSolos Espécies florestais FAIXA LITORÂNEA AI1 AI1b AI2 AI2b AS1 AS1b AS2 AS3 AS4 AS4b LP1b LP2 LA LAb HO HOb PA1 PA2 PA2b RN RNbm Acacia auriculiformis x x Acacia longifolia x x Acacia mangium x x Albizia guachapelle Albizia lebbek x x Algaroba - Prosopis juliflora x x x x x x x x Andiroba - Carapa guianensis x x x x x x x Angico vermelho - Piptadenia macrocarpa x x x x x x x x Anthocephalus cadamba x x x x Bracatinga - Mimosa scabrella x x Canafístula - Peltophorum dubium x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Eucalipto – E. camaldulensis x x x x x x Eucalipto – E. cloesiana x x x Gliricidia sepium x x Guapuruvu - Schizolobium parahyba x x Ingá - Inga marginata x x x x x Jacarandá-da-bahia - Dalbergia nigra x x x x x x x Leucena - Leucaena leucocephala x x x x x x x x Maricá - Mimosa bimucronata x x x x x Pau-jacaré - Piptadenia gonoacantha x x Sabiá - Mimosa caesalpinaefolia x x x x x x x x Sibipiruna - Caesalpinia peltophoroides Sombreiro - Clitoria fairchildiana x x x x x Vinhático - Plathymenia foliolosa x x x x x Indicação de espécies florestais
  58. 58. SolosSolos Parâmetros de temperatura, fertilidade do solo e demanda hídrica - forrageiras Gramíneas e leguminosas forrageiras Temperat média (°C) Fertilidade do solo Demanda hídrica* 22-26 18-22 14- 18 alta média baixa alta média baixa Amendoim bravo – Arachis pintoi X X X Aveia forrageira – Avena spp. X X X Calopogônio – Calopogonium mucunoides X X X Capim angola – Brachiaria mutica X X X Capim braquiarão – Brachiaria brizantha cv. Marandu X X X X Capim braquiária de morro - Brachiaria decumbens X X X X Capim coast-cross – Cynodon dactylon x C. nlemfuensis X X X Capim colonião - Panicum maximum cv. Colonião X X X X Capim elefante – Pennisetum purpureum X X X X Capim estrela africana - Cynodon nlemfuensis X X X Capim massai - Panicum maximum cv. Massai X X X X Capim mombaça - Panicum maximum cv. Mombaça X X X X Capim pentziana - Digitaria pentzii x D. milangiana X X X Capim quicuio - Brachiaria humidicola X X X X Capim suázi - Digitaria suazilandensis X X X X Capim survenola - Digitaria umfolozi X X X Capim tanzânia - Panicum maximum cv. Tanzânia 1 X X X X Capim tifton 85 - Cynodon spp. X X X X Centrosema, jitirana – Centrosema pubescens X X X X Desmodium ovalifolium X X X Estilosantes - Stylosanthes spp. X X X Galactia – Galactia striata X X X X Guandu – Cajanus cajan X X X X Kudzu tropical – Pueraria phaseoloides var. Javanica X X X Lablab - Dolichos lab-lab X X X X Mucuna preta - Stizolobium aterrimum X X X Siratro – Macroptilium atropurpureum X X X
  59. 59. SolosSolos Indicação de gramíneas e leguminosas forrageiras Gramíneas e leguminosas forrageiras FAIXA LITORÂNEA AI1 AI1b AI2 AI2b AS1 AS1b AS2 AS3 AS4 AS4b LP1b LP2 LA LAb HO HOb PA1 PA2 PA2b Amendoim bravo - Arachis pintoi x x x x x x x x x x x x x x x x x Aveia forrageira – Avena spp. Calopogônio - Calopogonium mucunoides x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim angola - Brachiaria mutica x x x x x x x x x x Capim braquiarão - Brachiaria brizantha cv. Marandu x x x x x x x x Capim braquiária de morro - Brachiaria decumbens x x x x x x x x Capim coast-cross - Cynodon dactilon x C. nlemfuensis x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim colonião - Panicum maximum cv. Colonião x x x x x Capim elefante - Pennisetum purpureum x x x x x x x x x x x x x x Capim estrela africana - Cynodon nlemfuensis x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim massai - Panicum maximum cv. Massai x x x x x Capim mombaça - Panicum maximum cv. Mombaça x x x x x x x x x x x x x x Capim pentziana - Digitaria pentzii x D. milangiana x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim quicuio - Brachiaria humidicula x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim suázi - Digitaria swazilandensis x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim survenola - Digitaria X umfolozi x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Capim tanzânia - Panicum maximum cv. Tanzânia x x x x x Capim tifton 85 - Cynodon spp. x x x x x x x x x x x x x x x x x x Centrosema, jitirana - Centrosema pubescens x x x x x x x x x x x x x x x x x Desmodium ovalifolium x x x x x x x x x x Estilosantes - Stylosanthes spp. x x x x x x x x Galactia - Galactia striata x x x x x x x x Guandu – Cajanus cajan x x x x x x x x Kudzu tropical - Pueraria phaseoloides, P. javanica x x x x x x x x x x x x x x x x x x Lablab - Dolichos lab-lab x x x x x x x x Mucuna preta - Stizolobium aterrimum x x x Siratro - Macroptilium atropurpureum x x x x x x x x
  60. 60. SolosSolos CAFÉ E FRUTICULTURA Solo Topografia Drenagem • Coffea canephora Pierre, cv. Robusta • Fruticultura tropical irrigada – abacaxi, coco, goiaba, graviola, mamão, manga, maracujá ... • Coffea arabica L. • Fruticultura temperada - ameixa, caqui, maça, nectarina (variedade aurojima ...), nêspera, pera, pêssego ...
  61. 61. SolosSolos Pastagens – Gramíneas e Leguminosas Forrageiras • Adaptadas a terrenos moderadamente drenados – estrela africana, suázi, tifton 85, mombaça, cana forrageira, calopogônio, amendoim bravo … • Tolerantes ao encharcamento - angola, suázi … • Pouco protetoras do solo contra a erosão (hábito cespitoso) - elefante, tanzânia, mombaça, massai, colonião, amendoim bravo, estilosantes … • Protetoras do solo contra a erosão (hábito estolonífero) - suázi, braquiárias, estrela africana …
  62. 62. SolosSolos Morro do Radar – Aeroporto do Galeão Principais Problemas • Taludes de corte expostos • Topo do Morro decapitado • Erosão em sulcos e voçorocas • Sistema de drenagem danificado Fonte: Andrade et al. (2004)
  63. 63. SolosSolos Morro do Radar – Aeroporto do Galeão
  64. 64. SolosSolos 2004 2000 Recomposição da vegetação no Morro do Radar
  65. 65. SolosSolos Levantamento de reconhecimento de baixa intensidade dos solos do estado do Rio de Janeiro (escala 1:250.000) Disponível em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/139517/1/BPD- 32-Levantamento-Solos-Rio-de-Janeiro.pdf Zoneamento agroecológico do estado do Rio de Janeiro – ano 2003 (escala 1:250.000) Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/338523/1/bpd332003 zoneamentorj.pdf Contato Site do SAC da Embrapa: https://www.embrapa.br/fale-conosco/sac/ Telefone do SAC da Embrapa Solos: (21) 21794507

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