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Desenvolvimento de Coleções

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Trabalho apresentado à disciplina Formação do Acervo por alunos do 8º período do curso de Biblioteconomia da UFMG tendo por base o livro Desenvolvimento de Coleções do autor Waldomiro Vergueiro.

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Desenvolvimento de Coleções

  1. 1. ACERVO FORMAÇÃO COLEÇÕES ANACRISTE GUEDES GESNER XAVIER MARCOS RIOS DISCIPLINA: PROFESSORA: GRUPO: 7 FORMAÇÃO DO ACERVO DESENVOLVIMENTO VERA LÚCIA FURST GONGALVES ABREU DO DE
  2. 2. ESTRUTURA DO TRABALHO <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Por que desenvolvimento de coleções? </li></ul><ul><li>O Processo de Desenvolvimento de coleções </li></ul><ul><li>Políticas para desenvolvimento de coleções </li></ul><ul><li>Estudo de comunidade </li></ul><ul><li>A seleção como atividade técnica e intelectual </li></ul><ul><li>Instrumentos auxiliares à seleção </li></ul><ul><li>Seleção e censura de materiais </li></ul><ul><li>Aquisição como processo administrativo </li></ul><ul><li>Desbastamento: a hora da decisão </li></ul><ul><li>Avaliação de coleções a busca do método </li></ul><ul><li>Conclusão </li></ul>
  3. 3. LIVRO BASE: VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções.  São Paulo: Associação Paulista de Bibliotecários, 1989. v. 1 106p.
  4. 4. Introdução 1 Graduação em Biblioteconomia (1977) Mestrado em Ciências da Comunicação ECA/USP (1985) Doutorado em Ciências da Comunicação USP (1990) Pós-doutorado pela Loughborough University of Technology (Inglaterra) O autor - Waldomiro de Castro Santos Vergueiro Desenvolvimento de Coleções
  5. 5. O meu é maior que o seu!! “ ” Desenvolvimento de Coleções
  6. 6. Porque Desenvolvimento de Coleções ? 2 O tamanho perde a importância Anos 60 / 70 : a busca da coerência nas coleções A explosão da literatura relacionada ao desenvolvimento de coleções A explosão bibliográfica e o compartilhamento de recursos Desenvolvimento de Coleções
  7. 7. O posicionamento dos bibliotecários quanto à coleção A biblioteca como parcela do universo informacional do usuário Bibliotecário como ponte entre o acervo e o usuário, e entre o universo de fontes de informação MUDANÇAS NA REALIDADE DAS BIBLIOTECAS Desenvolvimento de Coleções
  8. 8. O desenvolvimento de coleções, como processo, não possui início ou fim. Todas as etapas possuem a mesma importância. Devem possuir o mesmo nível de importância de tarefas como catalogação, empréstimo e classificação. Desenvolvimento de Coleções
  9. 9. (Evans, 1979) Desenvolvimento de Coleções
  10. 10. O Processo de Desenvolvimento de Coleções 3 Públicas: análise de comunidade. Escolares: seleção e desbastamento. Universitária: desbastamento e avaliação. Especializadas: seleção. Ênfase varia conforme o tipo de biblioteca: Desenvolvimento de Coleções
  11. 11. <ul><li>É um guia racional para a alocação de recursos. </li></ul><ul><li>Torna público o relacionamento entre o desenvolvimento da coleção e os objetivos da instituição. </li></ul><ul><li>Funciona como diretriz para decisões. </li></ul>Políticas para o Desenvolvimento de Coleções 4 Desenvolvimento de Coleções
  12. 12. Estado atual da coleção. A comunidade a ser servida. Outros recursos disponíveis, localmente e através de intercâmbio PARA A ELABORAÇÃO, DEVE-SE TER EM MÃOS: Desenvolvimento de Coleções
  13. 13. Que material fará parte da coleção. Quando e sob quais condições este material poderá ingressar no acervo. Que necessidades específicas e que parcelas da comunidade devem ser atendidas. Quando e sob quais condições o material deve ser descartado. UMA BOA POLÍTICA DEVE INFORMAR: Desenvolvimento de Coleções
  14. 14. Deve definir responsabilidades sobre tomada de decisão. Flexibilidade e objetividade. Acompanhar as mudanças do contexto. OUTRAS CARACTERÍSTICAS Desenvolvimento de Coleções
  15. 15. Estudo de Comunidade 5 - Vai além do estudo do usuário real. - Busca conhecer as necessidades informacionais como um todo. - Exige a definição de prioridades. - Parte dos dados do estudo. Desenvolvimento de Coleções
  16. 16. Para o diagnóstico, são necessários dados das seguintes características: HISTÓRICAS DEMOGRÁFICAS GEOGRÁFICAS EDUCATIVAS SÓCIO ECONÔMICAS TRANSPORTE CULTURAIS E INFORMACIOANIS POLÍTICAS E LEGAIS Desenvolvimento de Coleções
  17. 17. Processo mais complexo em bibliotecas públicas. Mesmo sem estes estudos bibliotecas tem “sobrevivido”. Necessidade de vínculos estreitos com a comunidade. Desenvolvimento de Coleções
  18. 18. A Seleção como Atividade Técnica e Intelectual 6 TÉCNICA ESPECIALIZADA ARTE Capacidade individual Aptidão Especiais Conhecimento e Experiência Acompanhada por Princípios Gerais Atividade de Seleção – Enfoque mais científico Desenvolvimento de Coleções
  19. 19. “ ” O estabelecimento de uma política de seleção, como parte integrante de uma política maior, mais global, para o desenvolvimento da coleção, é, sem dúvida, um passo importante e necessário para transformar um grupo de materiais informacionais, abrigados em um edifício ao qual se convencionou denominar de biblioteca, em um verdadeiro projeto informacional. Já que biblioteca alguma, jamais poderá ter a posse de todo o universo informacional (...) é preciso que sejam estabelecidas as regras para extrair deste universo aquela fração que interessa à biblioteca possuir. (p.41) Políticas de Seleção Afinal, diante da expansão desenfreada da produção editoral e dos recursos sempre insuficientes para a aquisição de materiais, é preciso deixar claros os critérios que nortearão a opção por determinados livros em detrimento de outros. Desenvolvimento de Coleções
  20. 20. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO “ ” O estabelecimento de critérios de seleção é uma tarefa bastante individual, subjetiva mesmo, que deve ser realizada pelos profissionais levando em consideração a comunidade a que estão servindo, os recursos disponíveis para aquisição e as próprias características do assunto ou do material objeto da atividade de seleção, o que não quer dizer que será o bibliotecário a realizá-la pessoalmente. (p.40) Desenvolvimento de Coleções
  21. 21. De qualquer modo, apesar dos preceitos gerais, toda decisão de seleção deverá ser diferenciada para cada tipo de público. Vejamos: 4 PÚBLICOS <ul><li>BIBLIOTECAS PÚBLICAS </li></ul><ul><li>BIBLIOTECAS ESCOLARES </li></ul><ul><li>BIBLIOTECAS ACADÊMICAS </li></ul><ul><li>BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS </li></ul>Desenvolvimento de Coleções
  22. 22. BIBLIOTECAS PÚBLICAS Abrangência bastante ampla. Afim de atender tanto ás necessidades de informação escolar ou utilitárias, bem como às necessidades recracionais da comunidade. BIBLIOTECAS ESCOLARES Objetivos dos cursos oferecidos e o nível dos alunos. O aspecto pedagógico dos materiais Desenvolvimento de Coleções
  23. 23. BIBLIOTECAS ACADÊMICAS BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS Pesos idênticos tanto para a pesquisa como para o ensino. O valor irá variar de acordo com os assuntos de interesse da coleção. Objetivos da Instituição mantenedora. Desenvolvimento de Coleções
  24. 24. Instrumentos auxiliares à Seleção 7 Catálogos de editores, folhetos, etc. “ ” Fontes que devem ser encaradas com bastante prudência, pois não se pode esperar de um vendedor que se disponha a denegrir o seu produto a ponto de afastar possíveis compradores. Convém lembrar que, em muitos casos, a seleção será realizada a partir apenas das informações disponíveis nestes catálogos, sem que se possa cotejá-las antes da aquisição do material. (p.47) Exemplos: - Catálogo Brasileiro de Publicações - Weekly Record Desenvolvimento de Coleções
  25. 25. Resenhas Apresentam Informações que vão além dos fornecidos pelos catálogos. Ponto negativo: Quem escreve a resenha Ponto positivo: Amplifica a visão da obra Exemplos: - Library Journal - Choise - Wilson Library Bulletin - Booklist - ALA Record Desenvolvimento de Coleções
  26. 26. Bibliografias e Lista de livros recomendados Instrumentos auxiliares para a seleção de periódicos Seleção Retrospectiva Padrão de Excelência Comodidade Padrões Gerais A mais cuidadosa de todas – Renovação de Assinatura Desenvolvimento de Coleções
  27. 27. O estabelecimento de critérios e a utilização de instrumentos auxiliares visam, realidade, manter este fator subjetivo dentro dos limites do aceitável, sem que o trabalho do bibliotecário fatalmente se transformaria em um simples caso de definição de preferências pessoais dele, profissional, sem qualquer consideração com o usuário ou a comunidade a ser servida. (p.53) “ ” Desenvolvimento de Coleções
  28. 28. Desenvolvimento de Coleções
  29. 29. Seleção e Censura de Materiais 8 TIPOS DE CENSURA : Legal ou Governamental Pressão individual ou de grupo Autocensura Desenvolvimento de Coleções
  30. 30. Apesar de não dotar o bibliotecário - ou a biblioteca - de qualquer direito legal, é bastante significativo como um guia ético de conduta, constituíndo-se em política oficial da ALA aplicado as necessidades do bibliotecários norte-americanos. Para sua aplicação em outros países, é necessário análise detalhada e adaptação à realidade local. O texto da Declaração dos Diretos da Biblioteca, conforme aprovado na reunião da ALA em 1980, é apresentado a seguir: DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA BIBLIOTECA Desenvolvimento de Coleções
  31. 31. <ul><li>Declaração dos Direitos da biblioteca </li></ul><ul><li>A American Library Association afirma que todas as bibliotecas são foros de informação e ideias, e que as seguintes políticas básicas devem guiar seus serviços: </li></ul><ul><ul><li>Livros e outros materiais de biblioteca devem ser providos para o interesse, informação e esclarecimento de todas as pessoas da comunidade a ser servida. Nenhum material deve ser excluído por motivos de origem, antecedentes ou pontos de vista daqueles que contribuíram para sua criação. </li></ul></ul><ul><ul><li>As bibliotecas devem prover materiais e informação que apresentam todos os pontos de vista com relação a fatos históricos e correntes. Os materiais não devem ser proibidos por razões de desaprovação doutrinal ou partidária. </li></ul></ul>Desenvolvimento de Coleções
  32. 32. III. As bibliotecas devem desafiar a censura no cumprimento de sua responsabilidade de prover informação e esclarecimento. IV. As bibliotecas devem cooperar com todas as pessoas e grupos preocupados em resistir à restrição de livre expressão e livre acesso às ideias. V. O direito de um indivíduo ao uso de uma biblioteca não deve ser negado ou reduzido à sua origem, idade, antecedentes ou pontos de vista. VI. As bibliotecas que tornam acessível, ao público que servem, espaços e salas de reuniões, devem propiciar tais facilidade acessíveis em bases equitativas, independente das crenças ou afiliações de indivíduos ou grupos que solicitem seu uso. Desenvolvimento de Coleções
  33. 33. O que está sendo levado em consideração para a rejeição ou incorporação de uma obra à coleção? Está isso colocado de forma clara, objetiva, ou são preceitos que variam de acordo com seu estado de espírito? Existem critérios claramente estabelecidos para seleção, como parte integrante de uma política para o desenvolvimento de coleções? (p.61) “ ” Desenvolvimento de Coleções
  34. 34. Aquisição como Processamento Administrativo 9 10 Desbastamento: a hora da decisão Avaliação de Coleções: a busca do método 11 Desenvolvimento de Coleções
  35. 35. Conclusão 12 O desenvolvimento de coleções continua em constante evolução. Aos poucos, em seu interior, começam a surgir outras especificidades, demonstrando ter a área atingido um grau de amadurecimento considerável para os poucos anos em que está constituída. Da mesma forma, vê-se proliferar cada vez mais a convicção da necessidade de encarar as coleções e seu desenvolvimento como um fator importante da administração dos serviços de informação . O melhor dessa evolução é que ela não parece restringir-se apenas aos países mais desenvolvidos, onde as vanguardas tecnológicas se localizam, mas atinge também países periféricos como o Brasil, que, mesma em ritmo mais lento, passam a usufruir seus benefícios e, desta forma, capacitam-se a enfrentar os desafios que virão. “ ” REFERÊNCIA VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o planejamento de recursos informacionais. Ciência da Informação, Brasília, v. 22, n. 1, p.13-21, 1 993. Desenvolvimento de Coleções
  36. 36. ELABORAÇÃO DO PLANO IMPLEMENTAÇÃO = DESENVOLVIMENTO POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EST. DE COMUNIDADE SELEÇÃO INSTRUMENTOS ESPECÍFICOS AQUISIÇÃO COMPRA DOAÇÃO PERMUTA DESCARTE <ul><li>AVALIAÇÃO POR MÉTODOS: </li></ul><ul><li>QUALITATIVOS </li></ul><ul><li>QUANTITATIVOS </li></ul>ACOMPANHAMENTO PRIORIDADE S AVALIAÇÃO ENTRADA S SAÍDA PLANEJAMENTO COLEÇÕES DESENVOLVIMENTO DE

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