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Palestra Vermicompostagem (São Bartolomeu de Messines)

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Palestra no âmbito da vermicompostagem organizado pela Futuramb e que se realizou a 5 de Novembro no auditório da Caixa Agrícola de São Bartolomeu de Messines.

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Palestra Vermicompostagem (São Bartolomeu de Messines)

  1. 1. FUTURAMB GESTÃO SUSTENTÁVEL DE RECURSOS 29.01.15 Nelson Miguel Guerreiro Lourenço FUTURAMB VERMICOMPOSTAGEM CONHEÇA AS SUAS VANTAGENS
  2. 2. RESÍDUOS DEFINIÇÃO PROBLEMAS E SOLUÇÕES 29.01.15 http://www.treehugger.com/files/2008/11/
  3. 3. DEFINIÇÃO  Resíduo é “todo e qualquer objecto que o seu detentor se desfaz ou tem a intenção em se desfazer”. Decreto-Lei n.º 178/2006 de 3 de Setembro 29.01.15 http://www.auburnwa.gov/
  4. 4. QUE TIPOLOGIAS (TIPOS) DE RESÍDUOS EXISTEM?  Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) – onde se inclui a fracção orgânica;  Resíduos verdes;  Lamas de Estações de Tratamento de Águas residuais (ETAR);  Resíduos de Construção e Demolição (Entulhos);  Resíduos Hospitalares;  Pilhas & acumuladores;  Pneus usados; 29.01.15
  5. 5. QUE TIPOLOGIAS (TIPOS) DE RESÍDUOS EXISTEM?  Veículos em fim de vida;  Óleos Alimentares Usados (OAU);  Resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos;  Resíduos agrícolas;  Resíduos florestais. 29.01.15
  6. 6. RESÍDUOS ORGÂNICOS  Situação actual / Produção;  Problemas associados associados á sua gestão;  Soluções de tratamento e valorização;  Potencialidades; 29.01.15 Resíduos alimentares Verdes Lamas de ETAR urbanas e industriais Resíduos agrícolas Resíduos florestais Papel e cartão Óleos alimentares usados
  7. 7. SITUAÇÃO ACTUAL  CAPITAÇÃO EM RESÍDUOS Diz respeito à quantidade de resíduos produzida por determinada população sendo o resultado apresentado em kg/habitante/ano. A capitação varia em função da população (inc. sectores de actividade), dimensão do agregado populacional, área geográfica, etc. Através deste valor são estimadas as produções de diversas tipologias de resíduos, incluíndo os orgânicos. 29.01.15
  8. 8. SITUAÇÃO ACTUAL  A produção de RSU no Continente atingiu, no ano de 2005, cerca de 1,7 milhões de toneladas, correspondente a uma capitação média diária de 1,3 kg por habitante por dia. 29.01.15
  9. 9. COMPOSIÇÃO E CAPITAÇÃO RESÍDUOS ORGÂNICOS Tipologia Composição (%) Capitação (g por habitante por dia) ERSUC LIPOR ERSUC LIPOR Resíduos alimentares 29,7 33,2 362,2 443,0 Resíduos de jardim 5,6 6,2 68,4 82,7 Embalagens de papel 1,1 0,7 13,7 9,3 Jornais, revistas e folhetos 5,3 6,2 65,2 82,7 Papel de escritório 0,7 0,8 7,9 10,7 Embalagens de cartão 5,8 6,4 71,2 85,4 29.01.15
  10. 10. ESTIMATIVAS RESÍDUOS ALIMENTARES ERSUC:  Produção de resíduos orgânicos: 362,2 g por habitante por dia;  Produção anual: 362,2 g x 365 dias 132,2 kg por habitante por ano  Produção anual (Portugal) 132,2 kg x 10.000.000 1 322 000 toneladas de resíduos alimentares 29.01.15
  11. 11. PROBLEMAS ASSOCIADOS À INCORRECTA GESTÃO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS  Ineficiente gestão dos recursos existentes;  Utilização indevida de adubos e pesticidas – poluição e contaminação do solo e cursos de água.  Redução dos níveis de matéria orgânica do solo;  Sobre-lotação dos Aterros Sanitários;  Qualidade duvidosa dos produtos hortícolas e frutícolas. 29.01.15
  12. 12. SOLUÇÕES PARA O TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS VERMICOMPOSTAGEM 29.01.15 Lourenço, 2010
  13. 13. SOLUÇÕES PARA TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO VERMICOMPOSTAGEM - DEFINIÇÃO  Degradação controlada pelo Homem, na presença de oxigénio e a temperaturas moderadas, dos resíduos orgânicos utilizando-se a minhoca como agente biológico;  Desta degradação resultam produtos como o vermicomposto, o chá de vermicomposto e minhocas recém-nascidas;  A vermicompostagem pode ser realizada em pequena, média ou grande-escala.
  14. 14. OBJECTIVOS DA VERMICOMPOSTAGEM  Redução e eliminação da perigosidade associada aos resíduos;  Tratamento e valorização controlada dos resíduos;  Aumento dos teores de matéria orgânica nos solos  Poupança de recursos naturais;  Aumento da fertilidade e produtividade do solo;  Diminuição da poluição. 29.01.15
  15. 15. QUAIS OS BENEFÍCIOS  Aumento do tempo de vida útil dos Aterros Sanitários;  Produção de fertilizantes orgânicos e supressivos a baixo custo;  Redução da poluição resultante da aplicação de adubos minerais;  Autonomia e independêndia por parte do produtor;  Cumprimento de estratégias comunitárias.
  16. 16. PRODUTOS DA VERMICOMPOSTAGEM VERMICOMPOSTO OU LOMBRICOMPOSTO CHÁ DE VERMICOMPOSTO MINHOCAS 29.01.15
  17. 17. QUE RESÍDUOS PODEM SER VALORIZADOS  Fracção orgânica dos RSU – resíduos alimentares;  Papel e cartão;  Lamas de ETAR e industriais;  Resíduos verdes;  Resíduos florestais;  Estrumes;  Óleos alimentares usados. Todos os de natureza orgânica
  18. 18. TIPOS/ESCALAS DE VERMICOMPOSTAGEM  VERMICOMPOSTAGEM DOMÉSTICA Pequena escala - na varanda, no escritório, no jardim.  VERMICOMPOSTAGEM EM ESPAÇO RURAL Média escala - na quinta, na exploração ou espaço agrícola.  VERMICOMPOSTAGEM INDUSTRIAL Grande escala - em grandes unidades centralizadas para tratamento de resíduos.
  19. 19. VERMICOMPOSTAGEM DOMÉSTICA  Vermicompostor doméstico de 3 a 4 compartimentos;  Método simples e prático podendo ser realizado no jardim, cozinha ou varanda;  Resíduos que deverão ser valorizados: resíduos alimentares e de cozinha;  Quantidade de resíduos valorizados: 100 kg por ano.
  20. 20. VERMICOMPOSTAGEM EM ESPAÇO RURAL  1 a 2 canteiros de 10,0 m de comprimento, 1,0 a 2,0 m de largura e altura até 0,4 m;  Canteiros reutilizando materiais (ex: pneus usados);  Utilização de fertilizantes orgânicos a partir dos resíduos produzidos na própria exploração: estrumes, resíduos das culturas e biomassa florestal – apoio à própria exploração.
  21. 21. 29.01.15
  22. 22. VERMICOMPOSTAGEM INDUSTRIAL  Grandes quantidades de resíduos recolhidos, armazenados e valorizados;  Tratamento e valorização da fracção orgânica dos resíduos sólidos urbanos, lamas de ETAR, verdes.  Parceria entre empresas do sector e Sistemas Municipais de Gestão de Resíduos.
  23. 23. UNIDADES DE VERMICOMPOSTAGEM MÉDIA E LARGA-ESCALA
  24. 24. UNIDADE DE VERMICOMPOSTAGEM MÉDIA E LARGA-ESCALA  Tratamento de elevadas quantidades de resíduos;  Quantidade tratada superior a 250 kg de resíduos por semana. 29.01.15
  25. 25. A MINHOCA DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS Eisenia foetida  Ingerem por dia o equivalente a metade e até ao total do seu peso em resíduos;  São hermafroditas incompletos – necessitam do parceiro para acasalarem;  São uma espécie animal fotofóbica – sensíveis à luz natural ou artificial;  O peso no estado adulto é variável dependendo da espécie e do tipo de resíduos.
  26. 26. BENEFÍCIOS DOS PRODUTOS OBTIDOS VERMICOMPOSTO + CHÁ DE VERMICOMPOSTO  Maior resistência e sanidade das plantas fruto da supressão de pragas e doenças;  Melhoria da estrutura, porosidade e densidade aparente do solo com melhores condições para as raízes;  Aumento da fertilidade do solo;  Solos leves e pouco densos: aumenta a capacidade de retenção de água - Menor perda de água e lixiviação de nutrientes.  Solos pesados e mais densos: aumenta a taxa de infiltração e a permeabilidade. - Melhor drenagem - Menor escorrência superficial (redução da erosão).
  27. 27. 29.01.15
  28. 28. 29.01.15
  29. 29. 29.01.15
  30. 30. 29.01.15
  31. 31. 29.01.15
  32. 32. CASO PARTICULAR LAMAS DE ETAR CARACTERÍSTICAS PROBLEMAS SOLUÇÕES DE TRATAMENTO 29.01.15 Lamas de ETAR em processo de desidratação (secagem). Lourenço, (2010)
  33. 33. LAMAS DE ETAR CARACTERIZAÇÃO  As lamas de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) domésticas, urbanas ou industriais são caracterizadas pela presença de: ◦ Materiais orgânicos; ◦ Nutrientes; ◦ Microrganismos patogénicos; ◦ Metais pesados; ◦ Outros contaminantes. • Na presença de elevada humidade muitos dos compostos solúveis presentes têm tendência a sofrer evaporação originando maus odores; • Processos pouco eficientes também poderão originar maus odores; • Lamas desidratadas não possuem maus odores. 29.01.15
  34. 34. LAMAS CARACTERIZAÇÃO  Os maus odores das lamas são igualmente caracterizados pelos processos de tratamento associados, na sua maioria na ausência de oxigénio;  A vermicompostagem aumenta o arejamento e porosidade da lama, oxigenando o meio e eliminando a produção de maus odores. 29.01.15
  35. 35. LAMAS DE ETAR SEQUÊNCIA DE TRATAMENTO • Lamas de ETAR • Matéria orgânica, sais minerais, água Tratamento anaeróbio • Libertação de compostos resultantes da ausência de oxigénio por organismos específicos; • Lama não desidratada. Maus odores • Arejamento • Resolvimento do material por acção da minhoca Vermicompostagem 29.01.15 AUSÊNCIA DE MAUS ODORES
  36. 36. VERMICOMPOSTAGEM TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO DE LAMAS E ETAR  Ausência de maus odores;  Eliminação de organismos patogénicos, causadores de infecções e doenças;  Eliminação da sua perigosidade – aplicação em solo agrícola;  Produção de vermicomposto. 29.01.15
  37. 37. VERMICOMPOSTAGEM TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO DE LAMAS DE ETAR 29.01.15 Lamas de ETAR Lamas de ETAR + aparas de alfarrobeira
  38. 38. RESULTADO FINAL VERMICOMPOSTO 29.01.15 Passível de aplicação em solo agrícola Material higienizado Ausência de odores
  39. 39. RESULTADO FINAL VERMICOMPOSTO 29.01.15 LAMAS DE ETAR RESÍDUOS ALIMENTARES + ESTRUME OVINO
  40. 40. BENEFÍCIOS CHÁ DE VERMICOMPOSTO  É um bionutriente ou também chamado de solução nutritiva produzido a partir do vermicomposto;  Possui elevada concentração em fauna microbiana e nutrientes em solução;  A sua propriedade é a capacidade supressiva de pragas e doenças nas plantas;  Pode ser aplicado em fertirrega ou em hidroponia.
  41. 41. BENEFÍCIOS MINHOCAS EPÍGEAS  Acumulam metais pesados no seu organismo, funcionando como biofiltros e bioacumuladores;  Funcionam ainda como bioremediadores de solos contaminados;  Através dos seus movimentos de contracção e distenção revolvem e arejam o solo;  Estabelecem relacões de simbiose com os microrganismos aumentando a biodiversidade do solo, reduzindo a propagação de organismos patogénicos.
  42. 42. BENEFÍCIOS PRODUÇÃO DE PRODUTOS HORTÍCOLAS E FRUTÍCOLAS  Lucro e autonomia para o produtor;  Aumento da fertilidade e produtividade do solo;  Redução da poluição provocada por adubos de síntese e fitossanitários;  Produtos de melhor qualidade. 29.01.15
  43. 43. FERTILIDADE E PRODUTIVIDADE  Durante o seu crescimento e desenvolvimento, a planta extrai os nutrientes do solo ou do substrato, necessitando-se, para o primeiro caso, que estes sejam repostos de forma a ser mantida a sua fertilidade;  O vermicomposto, por apresentar lenta mineralização, fornece os nutrientes de forma controlada, de acordo com as necessidades da planta. 29.01.15
  44. 44. SEQUÊNCIA DO PROCESSO (CICLO DOS NUTRIENTES) Produção de resíduos Recolha selectiva Tratamento Vermicomposto Fertilização Produtos agrícolas
  45. 45. CHÁ DE VERMICOMPOSTO PRODUÇÃO  Extração do vermicomposto para um tanque contendo um volume fixo de água;  A extracção é realizada na presença de oxigénio e nutrientes. 29.01.15 Volume: 100 L
  46. 46. CHÁ DE VERMICOMPOSTO PRODUÇÃO 29.01.15 Extracção Produto final
  47. 47. CHÁ DE VERMICOMPOSTO PRODUÇÃO 29.01.15
  48. 48. CHÁ DE VERMICOMPOSTO APLICAÇÃO / BENEFÍCIOS  Fertirrega ◦ Solo ou pulverização  Hidroponia;  Combate a pragas e doenças em culturas;  Catalizador (acelerador) de decomposição de resíduos;  Aumento da fauna microbiana do solo. 29.01.15
  49. 49. CHÁ DE VERMICOMPOSTO PROCESSO I • Elevada presença de bactérias, fungos e outros microrganismos II • Estes microrganismos irão utilizar os nutrientes existentes que inicialmente seriam utilizados pelos organismos patogénicos III • Deste processo resulta a redução/destruição dos organismos patogénicos 29.01.15 Sanidade vegetal
  50. 50. CHÁ DE VERMICOMPOSTO GERMINAÇÃO DE TOMATE 29.01.15 C/ CHÁ S/ CHÁ
  51. 51. BENEFÍCIOS DOS PRODUTOS OBTIDOS VERMICOMPOSTO + CHÁ DE VERMICOMPOSTO  Competição entre os nutrientes existentes, resultando em redução das populações patogénicas;  Na aplicação foliar, existe a criação de um biofilme por parte dos organismos benéficos, impedindo os patogénicos de colonizarem a superfície das folhas. 29.01.15
  52. 52. HIDROPONIA DEFINIÇÃO  Hidroponia deriva do grego, dos radicais hydro = água e ponos = trabalho;  As culturas são cultivadas sem solo em substratos inertes sujeitos a uma solução nutritiva – por ex. chá de vermicomposto. 29.01.15
  53. 53. VERMICOMPOSTAGEM CONCLUSÃO  A vermicompostagem pode ser desenvolvida de forma fácil e prática;  A vermicompostagem possibilita o aproveitamento e valorização dos resíduos orgânicos produzindo-se vermicomposto, chá de vermicomposto e minhocas;  Para realizar vermicompostagem doméstica necessita de resíduos, minhocas, 1 vermicompostor e 5 minutos diários de manutenção;  A vermicompostagem pode ser realizada em casa ou no jardim (doméstica), numa exploração agrícola (rural) ou por empresas ou Associações de Municípios (industrial).
  54. 54. LANÇAMENTO DOS LIVROS 29.01.15
  55. 55. FUTURAMB ALGUNS PROJECTOS FUTUROS  Publicações; ◦ Guia do chá de vermicomposto ◦ Manual de vermicompostagem para a Agricultura Biológica / Orgânica • Elaboração de um normativo para vermicomposto e chá de vermicomposto; • Métodos para a remoção de contaminantes do solo utilizando minhocas. 29.01.15
  56. 56. VERMICOMPOSTAGEM É PRECISO  Desmistificar;  Eliminar equívocos e opiniões erradas;  Entender/compreender;  Praticar/experimentar. 29.01.15
  57. 57. FUTURAMB QUEM SOMOS NELSON LOURENÇO Mestre em Gestão Sustentável dos Espaços Rurais Licenciado em Engenharia do Ambiente Formador Departamento Científico e de Engenharia Ambiental - DCEA Centro de Pesquisa e Investigação em Vermicompostagem - CPIV Telemóvel: 967359487 cientifico@futuramb.com SÓNIA COELHO Técnica Superior de Higiene e Segurança no Trabalho Formadora Licenciada em Educação Social Departamento de Formação / Departamento Comercial Telemóvel: 963851179 comercial@futuramb.com
  58. 58. A VERMICOMPOSTAGEM NÃO É UM PROBLEMA, MAS SIM UMA SOLUÇÃO! SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

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