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24

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pe diferente dos outros. 
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pouco estranh...
26

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bonita,  alegre e engracada ficou sabendo da
terrivel maldade.  Rio perdeu ...
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28

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engasgada,  passando mal,  precisando urgentemente da sua
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Ela estava com um creme verde nas axilas e nas canelas e um
creme cinza nas sobrancelhas e nas orelhas.  Charlò estava tin...
Felpo ficou pà| ido.  Havia algo errado.  Ela n50 tinha engolido

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Neste dia,  nào teve nem chà nem bolinho,  mas no dia seguinte
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— conio de Fada é 0 me: m0 «tue conto «la carrocinha. 

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P. S. ou ma...
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Felpo filva eva_furnari

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Livro que conta a história de um coelho escritor.

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Felpo filva eva_furnari

  1. 1. PNBE 7.008 QENÙ o V‘ '? OIB° sua-H: u‘ ' ‘A. -'V EVA FURÌÎARI '77’ xi‘ 1 î ’ ' su, waoczerraa
  2. 2. è IRAIS°— Felpe Film EVA FURHARI 7.646 de 27-09-95 . RUA GUILHERME HOLZ. BOM RETIRO FONE:473—1041 I 9.9 . 23410 - IamvIu-î s9- Criado pelo Decreto NZÎQÎQ .2 r‘! 140
  3. 3. Èîìîtr. iii-m? "n. .2‘ qluqfmqtzu, r, inum- trauma: 4m; 13m n tu/ ìuk tfiîsl 4611114‘.
  4. 4. NaToca 88, da Rua Despinhos, na cidade de Rapidòpolis, morava um coelho solitario. Ele nào recebia visitas, nào tinha amigos, nunca queria saber de conversa com ninguém. Os vizinhosjà estavam acostumados, diziam que ele vivia no mundo da Iua, que era distrafdo e desligado, e que tudo isso se podia entender, pois ele era um poeta. Ele era o Famoso poeta e escritor Felpo Filva.
  5. 5. Felpo era assim solitario desde os tempos de crianca, quando os coleguinhas da es- cola zombavam dele porque eIe tinha uma orelha mais curtaque aoutra. Essa diferenca sempre Foi um grande problema, e a si- tuacào piorou ainda mais quando resolveram que Felpo deveria usar um aparelho para estìcar a orelha curta. O aparelho se chamava Sti- icorelia. Era grande, pesado e ‘diffcil de usar. O pior de tudo Foi que de nada adìantou tanto sacrificio. Nìnguém entendeu porquè, mas o aparelho, que Funcionava tào bem com os outros Filhotes, nào deu resul- tado com o Felpo. Ele con- tinuou ‘com uma orelha mais curtaque aoutra. Um certo dia, quando Felpo jà era um poeta Fa- moso, tomou uma deci- sào: ele iria contar para todos a triste història de suavida. Iriaescreverasua autobiografia.
  6. 6. O coelho poeta pegou umaxfcara de caFé, sentou-se diante da maquina de escrever e comecou: Capîtulo l -— A infîncia meu nome é Felpo. Sou poeta e escritor. Sou um coelho solitério, n50 gesto de sair da toca. Quando eu era pequeno sofri muito porque tinha uma. orelha mais curta que a outra. Os colegas sempre zombavam de mim. . . . ,-, . _. .
  7. 7. 10 simetria auricuiar. O aparelho tem Felpo Iembrou-se de um papel velho, que estava guardado na gavetajà ha muito tempo, e colocou-o em cima da escrivaninha, ao Iado da maquina de escrever. Era o manual do Sticorelia. Aquilo o Fazia Iembrarda sua infància. . . i , , ("ioxqrîzapzarit Suporîe de APRESENTACÀO ‘efiwcîm Parofusomesrre o “sia C'ero] O S ELI BITE ERFE pmndedo, deve ser utiiizado por tilhotes de de weiha coelho que sotrem de desvio de por obietîvo estìcar a orelha menor durante o crescimento do Filhote. Deve ser usado por, no minimo, 5 anos. o . MOnive/ a para ajusior o esricomenîo O usuario n60 deve tirar o aparelho para dormir. Ao tomar banho com o aparelho, deve-se, depois, secar muito bem as orelhas com Qggznegs Rgbife Perfgfign‘, para n60 dar aguorelite. Prendedor do co acere USO DO APARELHO AVISOS DE SEGURANCA Recomenda-se que o usuario do aparelho n60 iogue Futebol nem brinque de pega-pega ou esconde-esconde, sob o risco de machucar os coleguinhas. _ . ’ogofccom ASSISTÉNCIA TÉCNICA buib°5 e""°l"ìd°5 9'“ °|9 d5° E Coso o aparelho apresente deteito, e vèm nos modeios duro e Hexivei, enne em Congo“, com o SAC _ em diversa; cores, espessuros e comprimenîos. servi“, de Atendimenb co; Coemol s . . . . . . . . . . _ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -— r
  8. 8. Neste momento, seus pensa- mentos Foram interrompidos pela campainha. Era o carteiro trazen- do uma pilha enorme de cartas. O poeta sempre recebia muitas, mas nunca Iia nenhuma. Nem as abria. Elas iam todas Fechadas direto para o Fundo do baù. ‘v I ‘i. H-"Jr N] / ";’/ T — J’ . b _ g i ",77 F‘ ÎÌÎu: “-. *V”Ì_ 1 i, e. ‘i’ N, » / g i’) l" 'A , _ L. ... C h, wx/ #7 (x, ‘, i _, / —— i H, f, s, ’ _ I/ ‘vl .7 I 4. ‘K1’ g - N’. x2. x - - .2, . -7‘- . j . . 5 ”’ 2,, I fws a l’ 1 , _/ ‘i; Neste dia, porém, Felpo viu um envelope diFerente, grande, Ii- Iàs, amarrado com um lago de Fita de cetim. Aquilo chamou a sua atencào. Curioso, e|eo abriu e Ieu: 11
  9. 9. ".8-‘. ‘-y-_. "«nxy948mu4':2< ‘ ‘qv-‘ATI-“N J‘ a: =ar-i: ruqis. yi«. în‘su4d'u‘ gv. t . q A . "aù't-ghbw’v<‘flh? oî—-, àgîfl4 ‘ i i. €9 ti J. ‘;! l,fl, uiij‘lîp. Ilwyhi. ..‘ "VI m! ‘trema! ‘ì t ‘i fina/ t; . h H : .. muniti? - -' r ‘ C; , "_‘"“, },y; ' ‘Ìtuuuqî. v flgl. Jljhnlh- '. ;, , '1')! ‘- 53,4, ‘n’. ‘uv- "H71: IIVJVJJÉ J’ Î . ‘ . "In. 19.‘? ! IFÙUKÎ- “i140 1.34401. 2.1"" , 4 "un ìjî-‘tdtcb i2.74i-. (')iro. unirhu, Ì'— '11.» ijjfio-‘ÎDWN- 74 / vflwu. “ . « N», . , .iuiu. .:-»‘, -.. . al. “ lfljìlfifigfîa‘ Jflg, 0.0.0.0.“ VI”); /. ‘. ‘. Q Hduxmdznri ai: qui-ava. , su, .7 f . ‘lilla "'lll_s‘"h_i “.0: 365,1. - i 11h47.“ 4:0‘ >lvll. ,’ a1:- wn-Hyrinèlci. 45.: ,‘ A. .l". "l. ’ò Mi. Ulfihf" ' t‘! Îbzìlîlìàk _. ._. “'». oÌv. jjngvt- il‘; lira)». ‘gltlîdì-Mlìv“ v ‘ . . , b , a. "lo "H tra. v’. lzmflnntî-n " l! " 7"" ' ; r y; ‘ J. uebprroìt‘ v'@"l"r. e"“’= i. 504m. .- A L m. 0.6i‘ ‘HM-ora. , n w Jr. " Iîljflîjx )”*'J"V4C H. ‘ " l’ . ‘ 1 aàîièkfiaflififîìhiì-‘F 31-. 4.5.2! __ 51;». ..
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  11. 11. 14 Quando Felpo acabou de Ier, sua orelha direita (a mais curta) comecou a tremer. Toda vez que ele fìcava nervoso a orelha tre- mia descontrolada. Infelizmente, além do encurtamento, ele soFria de orelite tremulosa. b A carta tinha deixado Felpo bem nervoso. Um coelho Famoso como ele nào estava acostumado com pessoas que diziam assim, com todas as Ietras, nào gostei do seu poema. Quem era aquela Charlò, que tinha VKD f. ’ a coragem de Falar com ele daquele p‘, / JeltO? E ainda mais mudar o fìm da _ sua història? Felpo nào ia nem res- { ' ' ponder a tamanho atrevimento! ' ' ' . . Amassou a carta e ajogou Fora. 1 g»; ' ' . ,,/ .'. SÎ à‘ (‘m ‘r1’ "' v-g ‘ _. .w K i Xhjî, ‘ . . Ve‘; “a- o s ‘ r’ " - ' 4:51‘? 1‘ v4 j jiîîfi i t . ‘ A, _/ i, , i ». i 5‘ x , ,I g a‘ : r“ _. . . V_ i. — Î 3_—&"' "7'. ’ Xflì‘ i . _ - m. ì . ._. x1’ iîìj“ r’* x ‘ ‘Xfl —, —— —I A carta Foi para o lixo, mas o assunto nào. Felpo nào conse- uia es uecer as alavras de Charlò. Sera _ ue ela tinha razào? P q Sera que ele era tào pessimista assim?
  12. 12. z 41.5 Pensou nos tftulos de seus Iivros: A . _w -. _-. ... ... .--. . .4’: cenoura murcha, A horta por trds das gra- A CÉ-N o URA i des, De olhos verme/ hos, Um pé-de-cae/ ho H A ì azarado, lnfè/ iz Pciscaa. v ‘ ‘(A i Ficou cheio de dùvidas, preocupa- “i do. Pegou a carta do lixo, desamassou, leu‘ e releu umas quinze vezes. Pen- (u; rttvofluqgf i F51“ sando bem, aquela ‘J? ÉÎHÒS i‘. s, FILV4 sinceridade delaaté ‘€1 ' que era bacana. A E ‘i; . “JÎQ; gente confia mais g ; :.’v. _i_n: ,ì_ x-rrj " ' nas pessoas que Fa- i g. I Iam a verdade. Guardou a carta amarrotada di‘ i Jzbfirf. na gaveta da escrivaninha. Felpo Ievou um bom tempo para esquecero assunto e, quan- do conseguiu, chegou mais um envelope | i|à, s. Ele Ieu a carta. [g___"_. :._. ; g _ . e ‘n 6.61.70 ‘FÎLVAi i i «N.1- . ... _——. ... _._. _.. .-_. _.. .- . . . COÉLHO ( ‘i. ‘ (.5 7*)‘ . ! h r; A r‘ 5:‘ e / i; îlll-‘VA LO i ‘w 3 i r i‘ r ! i i @5145 , i: _ L , r” i . r. a‘ “a” gziiiîzstug a». . i ‘k . à E - , i ‘night. nAiMo-rA i h. .- . ... .-———-—
  13. 13. r; , r h" e171 leqlfléltv, ’ r t‘ ""'. "’-" f: h; ,. ,; ..pqy‘. ..x. u.. .» «m4 "9 - ‘ . * . r, m x- . a -» z . _ , , 4, , .1 x 4 r . u .0 ne! un: m v n- Iu, un, “i , ; _cns. ,,; n rwuqaqgt "ÌÎ. m! rugjtiflvll. ’ the. .; ' 4 - 4 . ., .. -.r o .0.v:3“'- , — al . rr-‘Wtu s" a‘ .6 ' t*o‘o--vn‘ali"“"kì'v n, "'l”14/ , u JÌJÌQH-t I'M"- ‘plvn . _"lh.1' HV/ gfiln . "I . I)‘ ‘n20 , 110.6» 3 . . . i». -- Imtmcfl’: I. I ì . I g. u. .. ‘1 0.. “ ‘-I, A“n. .‘-I5_- ‘Quito, à "'0' “r, ” ""' m‘-4‘c«, .j. .0, I ‘Eîfllfikflfifi x . - _ 5.0.4. Q1, , r. v., .,<n, vi: »-I| _1r, .‘ ‘r’; c? ' R‘ m. Vîlxl- ‘ . . JQIDI “'141: A2." k m'han- rvnrìn-‘n «"‘.4r ‘uîl; ‘gufi ti; flgjîfldmnpmwvsw: L-dÌOuÌÌ‘ Ì vrfi "WV" '*' n" « a , .u. »,-, "IIÎv-‘uI-n; 1—«. .--. -4.'. .v»('. «. I Hm. . > 4 ‘ ‘lì! ’ u '01): ". JlHInv ram-fin ‘p’: « A""- _, -.- tua r »'. v Hm ‘N113; «a [r n __ . L. gi oflx 1g‘; ; ‘I4 -* u‘ ‘Il. ’ I. , ,lI. w,vy. r.a-»ÌI4"-. P, » "W499 ""“' 12.2. m. .. 25h, . '61 _, —vr_«àa_, ':= =î‘%2r; eaà"%"x . ... .._.
  14. 14. w ‘ . . .'». -:nx. sljîfix«l 2.2;. f‘: 3/4 Jtìleailv già/ bagr. ‘ 43.1.02; " I a? ” lrU A‘ 4 , :., —«; w.; . _ V Ì ' ‘ ‘ 5 ‘ n n‘; m. ‘f. ’ hl‘ j _è, I 1 v. ‘ ( . O.-. u’I"V_3' ‘Ìllr . '14‘ 10 555"‘ É’ 5/ JIOÉVÌÀ’. Jlli ‘€0.51! ,43’. ‘fuìnwfigv- r? - r i . 2 - a. " A211,» a, van‘: gru. m}. k à g. ” ‘su. ‘ 3 v - v‘ ‘yllnayv. JIIdUy/ ‘lr "MÎÎ; . rum-g “i ‘ . 613.4} ‘a1.. . A o, .-« « 210-. - w. “ . , r, I‘ 4;Il. uA'4'. lAI1I_0-'A. .'Ir. ; ‘n! ’ "o". “"6 "*" ’ F‘ F‘ n 1 , " x «- ì 7 n 4 km4 .9‘ 4' . ; ffixx. m. ’ r 2o ‘suhtgahqhg-ka .7.: ,n. x-. b-. -tsn: i?flcrùr.15‘-“‘" , - "aH-e. .- 3.43753‘. . 4141* o. 9m. ‘ ‘y g É g? c'e? » ‘ . . qrunmamun. «un/ u; "w r . 3m‘: è É ‘ ‘i - . ‘ 3 " 95‘: É 4 ' J'y-fiumi’. In. Ninna {fin » ‘ 1' : «k q“ C“ V ‘ l‘ ‘ . ‘a 4} , 't. n., .:: B-p; .c'p, _q; ‘ ‘Lvnlv ‘. ‘_, :,. »._ _ E p, ì ' 1" I Q . . jr ì ; ‘v4.-'4'. .,. _. mcrt’, A ‘r-w. hìrun’ «f. j A. 5.: _ ‘. — f; ‘fiV-‘Juh. nmaufin’; rH/ ‘Ij- W711i: g: g. Î f‘ 4; a‘ » ìa x , îu_. g_. '- 031150,. q, _._. -_. .(, .4,. -‘r_ . ,., .,, 1*‘ 1t , . . '14 e“v: o.-. -,z. ìzo. ---€ìq. = Îèrsz ‘n-up u“. .. _, ,-». '__'I, . v. .; ‘I , E ‘ _ 4,‘: l w m‘, E1350“: (A, i? a7 ' . ° “g, <3 , u, ’ "f , x— .0 .0. n.0; "4 . ,.. . g; '. o‘: a: , v‘ M. È è, ‘ --'. — 1 _ _ , . , - . _ . w t; .é. ,,r. n!nr«= - g».0.4h»-'-'-'» - ' ’ ' ' , ,ra_. ,., __, _t_‘ì ’ '3'? “ w ‘a1; 3 , *_FH; “Îhm, ,.<_, w.u‘mmy«= :-&, mamms-ow< v= . yna7tx; îî. vjgot_fli
  15. 15. Quem planta ovo colhe passarinho? Aquela Charlò era malu- ca! Ela tinha tido a ousadia de reescrever o seu poema e ainda dizerque ele nào tinhaimaginagàolflAgora elatinhaexagerado! Felpo nào achou graga. Ficou indignado, indìgnadfssimo e res- pondeu na mesma hora: Charlfi V008 esté. redondamente enganada a. meu respeito. Eu tenho muita. imaginaqîo, n» voce nem desconfia quanta. Olha s6 como é que eu imagino V008: Barriga estufada, « 1’‘. orelhas peludas, nariz _ / A‘ de batata, bigode caido. 1 ‘ S} * <5’ Felpo Filva, um poeta cheio de imaginagîo. Rapidépolis, 05/05 Assim que acabou de escrever, Felpo saiu e pòs a carta no cor- reìo. Voltou para casa todo satisfeito. Tinha dado uma resposta merecida para aquela coelha atrevìda!
  16. 16. Meia horadepois, porém, asuaorelha N-"ì direita tremulou. Ele estava cheio de ‘ — dùvidas. Sera que devia ter respondido E, ' daquelejeito? Leu de novo a versào dela para o poema do passarinho. Hum, o resultado nào estava tào mal assim. .. Ele tinha que admitirque a Charlò possufa um certo talento para escrever e que tinha até um certo senso de humor, era divertida. Serà que ela escrevia os seus pròprios poemas? E qual seria a opiniào dela sobre o seu ultimo Iivro, Oovo chocado? Felpo passou dias e dias se Fazendo perguntas, mas nào soube responder nem uma sequer. Até que depois de uma semana che- gou um telegrama. ICIOOOCOIOIOIOIOOOCOOICOIOCIOOCOCCO‘OCOCCCÒÒÒÒÒCÒÒQÙÒÒÒCCCCCIÒ 12/05 RAPIDÒPOLIS POETA VG SE VOCÉ‘ ACHA QUE SOU ASSIM VG VENHA CONFERIR PT VENHÀ TOMAR CHÀ COM BOLO DE CENOURA AQUI NA MINHA TOQA PT VOCÉ PDDE MARCAR O DIA PT PIOR CEGO É AQUELE QUE NÀO QUER VER A SUA PRÒPRIA IMAGINAQÀO PT CHARLÒ OCO0OCOICCICCOOCCOOÒÒCDÒCOCOOÒDCÒCCÒDOUOÌOIìfiflylflfilflCfifilfiOfifiOl 19
  17. 17. 20 v M . _ L? e Diante daquele con W . . vite ousado, a orelha dI- reita de Felpo recome- l I / n XX ì(( gou a tremer. Ele ficou k 1‘ , ‘l b, “ _ muito nervoso. Nào sa- l l‘ bia o que era pior‘ sair 3‘%‘. I’5" . l da toca, dizer a ela que tinha ostado de seus . , J; __ g, É ‘tg4 oemas tomarchàcom . "I , % uma desconhecida ou «‘ - comer bolo de cenoura, que ele detestava. l Felponào sabiaoque F . ’v m‘, , .7 Fazer. Ficou tào confuso 7 , ì que teve uma crise de , ? l. l‘ l l orelite tremulosa agu- ‘ a, 11 , _ 1x3 g’? {j} , , E 11v T ti f, U .1 da, agudussnma. ‘» L ‘ i - - __ u; Pegou a caixa de re- ‘x . . . .l; médios onde tinha todo _-. .-. ..—x”"” ì - ‘ I . _ , , . ** * "“‘*“ o tipo de corsa para ore- . x" 3 f‘ , »+— , a , .» . . Y ‘ ‘), v*; + x} , ’: "i/ l"J. ;‘; , : lIte. Procurou um VIdFO 3 _ ìfiì ' ’ ‘ K "wìj f de Destremil, umxarope A i . ‘_ ‘ ; - ‘. i. ‘ , 43 .7“ '«; ,._ a‘ , / u! ‘ t, » para orelhas descontro- - . L A 4 " ‘ , ladas. Leu a bula tres li H. C‘? ‘ N ' vezes. Ele tinha pavor de à‘. f eFeitos colaterais. Felpo tomou duas colheradas do xarope e Foi se deitar. X77‘ E. ’ N . I ——— A’ , r r“;
  18. 18. DESTREJJIL APRESENTAQÀO Xampe0-v1dmeom200ml PARAUSOADUIJIO AGITEANTESDEUSAR COMPOSIQÀO Coda 16 ml ecménr veicub qap. .. ... ..14,6 ml o u o: o _______ 0,3 ml tremendi] -___. _.__. .__. ... ... ... ._.0.1 ml ‘ " ' 0.1 ml INFORMAQÒES A0 PACIENTE Deatremllémnyumbpamsermndo vnorulemeosodeorflnenemxbwde cxigemnewosafistatmdîoogàonòocmu amalmeloapenoseaxtxdoosnemea Opoelemedeveprocurorommsuposde nutumermopuruetuurodomgu. INDIGAQÒES Onoduxoéindioodopaxuoaliviodzn slnmnsdeaelfietnennlbsosîxrxplexm TDDOMEDIGAMENIODÈVESÉRMANÎÎDOIDNGEDOAIBANGEDOSHIHOTEB. ; : è» E l s CONTRA-INDICAQÒES Se, a0 11mm! ‘ a Inedioogòo, 0 pocleme mar vende ou xiver uma eoeelm insuper- tével no mrlz, que! ‘ dizer que ele xem amgnNesseecxaqa Inedleagòodeveser . PRECAUGÒES E ADVERTENCIAS Destremfinàodeveserranadoemeoso de ome înfeeclosa pois pode oculmmsiruorms. Nòodevaeerusalodtnunreogxuvìdez POSOLOGlA Em coso de orelite nenmbaa simplex, ‘ Iotnorutmedherde-sopa. tcmurduasdesopa SUPERDOSAGEM Em e030 de " In: H40 -86 que o paeiente deixe de ser beato e mm Irma fuga isso LABORATÒRIOS INTOX Faxmacéuneo Responsòvet Belo Carotene — Registro n“ 49866 Paro n” do lote, dolo de fobrieogòo e vencimemo ver ambologem. No dia seguinte, Felpojà estava bem mais calmo e a sua crise, quase controlada. Quando criou coragem, pegou uma Folha de papel e escreveu:
  19. 19. 22 Char18 Gostei muito da sua sinceridade. Eu também quero ser sincero como vocè e é por isso que vou Lhe dizer logo que tenho muitos _ defeitos (grandes e enormes) . Para explicfiplos, vou contar uma fabula: 0 COELHO E A TARTARUGA Certo dia, disse o coelho a tartaruga: "Tenno pena de voce, que tem que levar a casa às costas e nîo pode passear, brincar ou correr dos inimigos. " A tartaruga, ao ouvir tais palavras, pensou um pouco e a seguir respondeu: “coelho, eu sou lenta e pesada, é verdade. Voce é leve e ligei- ro, mio nego. Mas pode guardar para s1 toda essa sua compaixîo. Apostemos uma corrida e vejamos quem chega primeiro, vocè ou eu. " O coelho achou muita graqa na aposta e aceitou na mesma hora. Combinaram o local da largada e da chegada. Assim que a corrida comegou, 1348s a caminho. 0 coelho, vendo como ela andava saltar e zombar. a tartaruga se lerda e pesada, pss-se a rir, Enquanto isso, a tartaruga 1a se adiantando com o seu passo lento. “Ola, camaradal", disse-lhe o coelho rindo, Olha, E para zombar ainda “Ilio corra tanto! Fio se canse assim! vou até dormir um bocadinho. "
  20. 20. mais fingiu dormir e roncar. Tanto fingiu que acabou cochilando mesmo e, ao abrir os olhos, viu a tartaruga 1a na frente, quase na linha de chegada. O coelho saiu em disparada, mas 36. era tarde. A. tartaruga venceu a corrida. E o coelho, que era tìo veloz, perdeu. MORAI. m. HISTÒRIA: Devagar se vai ao longe, n? x i principalmente se o colega cochilar. Entào, Charlfi, eu sou lento, muito lento, faco tudo bem devagar; Agora vou te confessar o meu segredo, eu sou um coelho com alma de tartaruga. Assim como elas, eu também nEo_ gosto de sair da toca. S6 vou mesmo ao correio e a0 mercado. Odeio cenouras. Minha comida preferida é boli- nho de chocolate e s6 se for do jeito que a minha avo fazia. E tem mais, sofro de orelite tremulosa e tenho uma orelha mais curta que a outra. Entîo, como voce pode ver, e’ melhor eu nîo aceitar o seu convite. E se um dia eu aceitar, essa decisîo pode levar muitos anos. Adeus Felpo g’ s r R. 16/05 * 23
  21. 21. 24 Pronto. Foi dificil, mas Felpo conseguiu escrevere Foi sincero. Abriu o seu coragào, contou tudo, mesmo achando que depois daquela carta a Charlò nào iria mais querer saber dele. E agora que o assunto estava encerrado, ele podia voltar a escrevero seu Iivro. _ Felpo tentou. Uma, duas, très, diversas vezes, mas nào conse- guiu. Seus pensamentos nào se concentravam na tarefa. S6 pen- sava na Charlò e no que ela iria pensar dele depois daquela carta. Em vez de trabalhar no seu Iivro, Felpo passou dias escreven- do outras coisas: poemas, textos, Frases. E, no meio disso tudo, sem querer, saiu algo bem diFerente do que ele costumava criar, rum conto de Fadas.
  22. 22. UMA HISTÒRIA UM POUCO ESQUISITA Era uma vez um princi- pe diferente dos outros. Ele era um pouco feio, um pouco estranho, um pouco torto e um pouco azarado também. Um dia, esse principe foi preso na torre por uma princesa horrorosa, chata, mandona e feia de doer. 0 coitado ficou se sentindo muito mal, pior que um sapo perdido na areia do deserto. 25
  23. 23. 26 Per sorte, uma bruxa muito interessante, bonita, alegre e engracada ficou sabendo da terrivel maldade. Rio perdeu tempo, montou o cavalo nas costas e correu para la. Chegando, gritou: "6 principe amado, joga-me tuas trancas! Eu vim te salvarl " 0 principe ficou tîo feliz com a chegada dela que, sem pensar, ' pulou 16. de cima. Caiu no cavalo, quebrou uma perna, dois dentes da 2244i" frente, torceu as costelas, ras- _ ' gou toda a roupa e, como se nîo l; 7 t‘ bastasse, perdeu a peruca também. T‘. v O que aconteceu com o pobre cava- lo ninguém sabe. 0 principe se arrebentou inteiro, mas a bruxa, que o amava, cuidou tîo bem dele que o moqo ficou bonzinho, s6 um pouco mais torto do que antes. A ‘bruxa e o principe mudaram para longe, para uma terra distante, bem mais bonita que aquela, e compraram um castelo antigo, lindo, que ficava no alto de uma montanha. E ai aconteceu, de verdade, o que ninguém acreditava que fosse acontecer; eles viveram juntinhos para sempre, felizes, cheios de. amor. FIM non ma: RODAPÉ: Um dia, quando eles 34 eram velhinhos e continuavam felizes, ficaram sabendo que a princesa malvada tinha se casado com um dragào. Um dragào que sabia queimar a maldade dela com o foga das ventas.
  24. 24. Felpo estava muito satisfeito com o resultado, chegando a se divertir bastante enquanto escrevia e I ‘i isso era uma grande novidade. Ficou provado que ele era capaz de criar coisas engragadas e otimistas. Deu vontade de mandaro conto para a Charlò. E, enquantojuntava coragem para enviar, chegou outra carta dela. Îîawosaflmgaatmw PeJa. . da MM . ÌWJW’ .2 wîflwcia, .m 1,2 Èflwmwfiidmfi awm cîugaìasfio) Àmmumqfiflxmdzm Yaigimdxfl ' " Z00». aÎ/ rmaiz , in imwatim I W jdpj/ mmàùnmu Miti “anima doqmQg (Îflmmfllfl ' Luwwjwwowyîssvwmmawyn. .. °= ut 27
  25. 25. 28 Felpo leu a carta. Sentiu a orelha esquerda tremendo. Fazia muito tempo que isso nào acontecia. A direita tremia quando ele estava nervoso (com isso ele estava acostumado), mas a esquerda s6 tremelicava quando ele estava Feliz e issojà era bem mais raro. O coelho procurou um espelho. Revirou acasa toda até achar um velho, perdido no Fundo de uma gaveta. Fez cara de poeta e observou-se. Depois, passou pela cozinha, apanhou o caderno de receitas. Sentou-se na escrivaninha e escreveu: Char18 Estou enviando a receita da minha avo. BOLINHOS DE CHOCOLATE Ingredientes: l/2 lata de leite condensado ( r . .—_ ’ ' ‘ - 150g de farinha léctea i K-r 100g de chocolate em p6 i i’ i 4 Modo de preparar: Misture o chocolate 'com o leite condensado e depois com a farinha léctea. Amasse com as mîos e espere um pouco para a massa endureoer. Faca bolinhas de tamanho médio. Depois, e’ s6 saborear. Espero que V008 goste tanto quanto eu. V008 também escreve poemas‘? Beijos Felpo R. 27/05
  26. 26. . ’ / I _. ,/ ‘ T: K x v "“ (- ” {fa ‘i 7 I ‘av’ }s- m 1 Î, _—u—v-——-> — —— _ j xx“ ‘mi: -Î 1 ‘r’ 1 - Felpo Foi correndo pòr a carta no correio. Vo| touFeliz ‘ da vida. Meia hora depois, ' " porém, Ficou nervoso. Ele ‘i tinha esquecido de dizer uma porgào de coisas que r‘ i gostariade terdito. 29
  27. 27. 30 Durante a semana, ele Fez uma lista com os assuntos que nào queria esquecer na carta seguinte: 1. AfiYÉtÀQCQV o convite e expLicar, outra vez, «Ve VOv Levar mai: de m ano para, TALVEZ, aceiTà-Lo. z. Maudar uMA HISTÒRIA UM Pouco ESQUISITA. 3- Per“? spara ela, Maudar un refrafo. 4. Perguntar re ela coleciona provérbìor 5. Perjunfay {e 9La 79,. hgmorado. ‘ I , v a ‘a I{IJÈRÎ I ' , I ) l "Ì su j f: A. i’ r ' J / , z ' : ,_ n 1 i’ L - . ,/ i i si ‘r‘"_ , ,» j '1' i‘ f‘ ‘ 2 Î: Î": "“: i_ ‘Ss ì g’. ‘S. , -" (T: ' ’ V ’ w . ‘l i / I "1 ‘ ‘ i , ì: L k 4 , . g r ’ / - r ’ L‘ j i I N- I , l ’ , ‘
  28. 28. Diariamente, ele conferia se tinha algum envelope Iilàs. Finalmente, num dia de muita chuva, chegou um cartào- postal todo encharcado. "i — W L mio“ «ma tauro PIL‘ WWW Ao Ier aquelas terrfveis palavras, Felpo nào pensou em nada. Olhou o endereco da toca de Charlò e saiu correndo, sem capa e sem guarda-chuva. A sorte era que ela nào morava muito longe dali. ‘ (L. / h. FA "7 . ‘ ‘ i i -' i a / i o I i 3J l” ’ ‘ I , r q q/ I . Î 2‘. l‘ fl _ "xi. r u: 5 i5 , " 152,» " i .4 a a 4 . _ i I . « NLWH {I 31
  29. 29. 32 Correu o mais que pòde. Imaginou que ela devia estar muito engasgada, passando mal, precisando urgentemente da sua ajuda. Ele, Felpo Ruan Rolhas Filva, o poeta, estava la para salva- Ia de um tragico fîm! Chegou como um Furacào, entrou sem bater, quase derru- bando a porta. Estava enlameado, imundo e sem Fòlego, de chi- nelo e bermuda velha. Atropelou uma cadeira e se estatelou esparramado aos pés dela, que estava sentada no Sofà. La de baixo, do chào, ele olhou para cima. — Charlò? — Felpo?
  30. 30. Ela estava com um creme verde nas axilas e nas canelas e um creme cinza nas sobrancelhas e nas orelhas. Charlò estava tin- gindo os pèlos e fazendo depilagào. Vestia uma camiseta furada, suja de tinta. Ela correu para esconder-se atràs do sofà. Felpo iria acharque ela era uma coelha horrorosa, relaxada e mal-vestida e ficaria sabendo que ela tingia os pèlos e depilava as canelas. Gritou de là de tràs: — Felpo, vocè veio sem avisar? — Hà. .. Recebi um postal seu pedindo socorro. .. Vocé nào engoliu um piano? Vim. .. sa| và—| a . ... .. Veja, està escrito aqui. .. Felpo esticou-Ihe o cartào molhado e ela o apanhou. Depois de um certo silèncio, a Charlò teve um acesso de riso tào forte que nào conseguia se conter. Esquecendo-se dos cremes, saiu de tràs do sofà. 33
  31. 31. Felpo ficou pà| ido. Havia algo errado. Ela n50 tinha engolido o! E ele tinha entrado na casa dela como um Iouco insa- um pian ue ele era maluco. Crise total, a orelha no. Ela devia pensar q direita tremia. Preparou-se para fugir, mas a Charlò nàodeixou. Agarrou-o pelo braco, tirou o aparelho de dentes na frente dele mesmo e explicou, com Iàgrimas nos olhos de tanto rir, que a àgua da chuva tinha borrado algumas palavras e a mensagem tinha ficado completamente diferente da original, que dizia: U “Espero que voce venha tomar cha’ comigo A s 4 c) e que seja logo. Fiz a receita da sua avo’ e adorei! Praticamente engolî os bo/ inhos , — ria de chocolate de uma vez so’. fu . . , _ i a Eu escrevo poemas, mas so’ de vez em ‘j ‘ ‘i quando. Na verdade toca piano e com- , ‘i Ab. ‘.7 ponho cangòes. E se algum dia vocé vier tomar chci comigo, espero que possa me ajudar a escrever versos para as minhas melodias. ” e— , (’. . , ’.‘/ .,_*_" Îg/ îjyîafl"; À . _ f a - 4' . _-. ---; _. î_: ‘«. a 1 , _.(‘ . e- J Vu». Felpo Filva, ao ouvir aquilo, também tei/ e um acesso de riso. Ficaram os dois gargalhando por um bom tempo, contorcendo- se de tanto rir. 34
  32. 32. Neste dia, nào teve nem chà nem bolinho, mas no dia seguinte teve. Ele veio todo arrumado e perfumado, e ela, entào, estava chique, chiquérrima. 4 i i / Ì ‘ r. ..” Îf ‘ ‘Y J r’ ‘N _ ) L)“: ÙVÒ i p: _. .,, ..ce «p V s- « C 56" Ti N‘ a , ' _ i “i i / i i 2J À '/ ' xi / * . ‘> : «i ma}- « _ a’ ‘/ “ikmél- “f. «g. . , . vu‘ A î ‘*v_ a , i u’, «d: Iwv- fx/ Ìfigx k l", j Î a x . KÎ. ... z-——-"ì i I . i x V3 . m, ‘ , i g’ / { 1 l ( i "{’. V'ÎÎJ i VV‘KV% i, ‘/ l._ ‘ ‘X ‘z’ ‘i 7 4.: . «mm/ x ' . . i .4 i‘ t/ ‘J i s‘ —_ _ O poeta saiu da toca diversas vezes para visitar a Charlò. Depois de muitos chàs, muitos bolinhos de chocolate e mui- tos poemas, ele comecou a se sentir em casa na toca dela. Um. dia, juntaramos seus talentos e fîzeram uma cancào. 35
  33. 33. (/3 OKE LHÀS 6x9 Mxîsich . curati? vhsmnw . Ltflu. - T-ELVo FÎLVA 0- ‘lE-LHÀ R A T . R u c . N E Num outro dia, Felpo levou de presente para a Charlò um conto que tinha sido escrito especialmente para ela: Dois coelhos numa so’ caixa-dîîgua. 36
  34. 34. Quando a Charlò acabou de Ier estava emocionada, com Iàgrimas nos olhos. Ela deu um beijo em Felpo e o pediu em casa- mento. Na hora ele desmaiou e teve uma crise de orelite tremulo- sa pavorosa na orelha esquerda, de tanta felicidade. Depois da crise, ele se deu em casamento para a Charlò, com muito amor. x7 r i 5-‘ / I ' A I , îp» x o- 2’ 2 w l . I i i l X, a 7 FI M 37
  35. 35. -— A kifléria acabou? -- Acabou. 0 «Ve ‘tera ha: préxima: pagina: :îo :6 un: Corflemfarioî. —- FoFoca : obre o: PQVÎOnIjQv-if? — Seria bom : e Forre, ma: n50 é. E uM CoMenÌÉrio {obre o: Tipo: ole fexîo da binaria. -'— E pra «tue iffo? î‘ N50 ÎQÌ, n50 Qv — 3g‘ 1' " ‘I . . «Ve IhVQhÌGI. Q 1 p’, ‘ L ’ 1' E O «L19 3 ‘JQMÎG V V ‘i fazendo levi, enÎÎo? -— Sei la. Me mandava» “P j’ _‘. u I n u vir pra ca (alar i: :o, 9-1 WM. ""'P. »S. P. S. vem da palavra postscriptum, que em Iatim significa apds o que fai escrito. Entào P. S. é abreviacào de uma palavra antiga que é usada para indicar algo que se escreveu depois de terminar uma carta. 39
  36. 36. 40 —- Ah, 0 P. S. é alcjo «Ve : e emreve «iepoi: sta? a carfa acabou? —- Parece «Ve è. -—- Ma: enîîo e: :e nOMG 0:15 erraoio, porîue a hifiéria «lo livro n50 é una carfa. .. -— | ::o é verdade. ""‘ Ouvi dizer «ve €33 parte ia chamar meiîuinhoFe. 1' MQiîVihÈOFQ? 0 Tue I e Ìfîo? —- N50 : ei n50. Parete mbrenome «le permnagem ru: :0, ivînovitke Meiîuinhofe. —— Eu emu achanoio €1.09 parece mai: avete prafo de comida. MeiîuiukoFe con arroz e bafafa Frifa.
  37. 37. —— Qu3hdo Qv cre: cer V00 e: crever una chaîobiovjrafia, a hifiéria de uf" clnafo. —— E Qv V00 ekrever m MGhÎiYOjV3Fi3, una hifféria ckeia de Menîiraî. —- E eu vou invenfar un boléjrafc, due é u! ” aparelho de e: crever era b0L0:. —- Eu eu V00 ‘ter 0m alfomével. — Ma: 0 : eu atîomével é pra andar 0.. pra guardar a: coi: a:? -— É m Mével. alto Ve anda. u! ‘ O <9 z à 7r- w j, ’ a ' . , 7 9 7 "è o? AUTOBIOGRAFIA Quando alguém escreve a sua propria histéria, està criando um texto que se chama autobiografia. Se a gente dividir a palavra em partes vai descobrir que auto significa proprio, bia significa vida e grafia significa escre- ver, portanto escreversobre a propria vida. 41
  38. 38. 42 -- Tartaruga, e: T0u preocupado con a minha Fama. Depoi: daguela Fabula FieLuei miro MaLFaLado. -— Vocè deveria parar de : e preocupar com o «Lue o! oufro! v50 pen: ar e cuidar mai: do : eu aufodemnvolvimenfo. -- Aufodemnvolvimenîo? -— P0r «tue vocè n50 a: :ì:1'e a palefira 10€ eu v0u dar amanka‘? Sera :0bre a diferenga enîre Len+id5o e preguiga. Ah, e depoi: do infervalo vai Ter uM3 perfiormance : en: aci0nal. do bicko-preguiga‘. —- Horn. .. ELBULA Fabulas sào històrias que tèm a intencào de ensinar algo sobre a moral e o comportamento. Muitas vezes, no final defas, encontramos uma fi'as, e que é a moral da histtîria, ou seja, o resumo da ligio. Seus personagens costumam ser animais que falam e se relacionarh como seres humanos. Essas històrias mostram que a bondade, a honestidade, aprudència, o trabalho sào i Ìqualidades que superam o egoismo, a maldade, a ìnvejia‘, a ganància.
  39. 39. — conio de Fada é 0 me: m0 «tue conto «la carrocinha. -— Ué, eu pen: eì î/ G Fo: :e Confo da carochìnha‘. — Voce ainda é muito pegueno, n50 rabe de nada. I -— Coiîaolinhoi’! E «ti/ CM é «tue vai : alva-l0:? — Uai, a Fada-cachorro. ——— E exifie Fada-caclnorro? —— É claro 11€ exirre, é «Lue nem Fada-coellno. .. ""‘ llum. .. E ConTo da carrocinha, aguela (tue prende 0: cachorror. .. 43
  40. 40. 44 —— Eu acno (tue a Clnarls devia ‘rer Mandàdo pro Felpo aguele dlfado ctvé di: "Quem n50 deve n50 freme". -— Ai, eLue lsorror‘. Como vocè é malvado‘. —— Eu n50‘. Malvado é aguele difado «tue diz "Mai: vale uM pàffaro na M50 do «Die dal! voandofl‘. — | ::o é verdade, o perroal do: Dlreifo: do: Pa: :ar0: devia proibir e: :e proverbio. —— Devia me: mo'. PROVÉRBIO OU DITADO Provérbio, ou ditado, é uma frase geralmente curta e nào se sabe quem a inventou. Ela vai passando de boca em boca, de pai para filho e resume uma idéia, .uma regra social ou um conselho popular.
  41. 41. -—— Eu n50 enfendo por «tue cerro: paxarinno: vîo para a cadeia : em ler comerido criMe nenhum. Voce enfende? ’—‘ Ev n50. -— E : abe Me explicar por «tue no poema da Ckarle pamrinko CoM oîfo è mai: livre? Nîîo enîendi e: :a parragem. ‘î Ev ‘lîfibérfl n50. POEMA O poema é um texto em versos que tem uma musicali- dade propria, criada pelo som das palavras. O ritmo é dado pelo numero de sflabas dos versos, e a rima é um elemento importante da sua sonoridade. Mas nem todos os poemas sào assim; existem também aqueles que nào tém rimas nem cadéncia de sflabas, sào os chamados versos Iivres. Escrever um poema é uma maneira de brincar com as palavras, criando relacòes entre seu sentido, seu som e sua forma. o“ è‘ 45
  42. 42. "î [Kiev MviÎO ÎYlIÎQ POVGLvG o “Avene da torre" Foi corfado do Livro. É 0 melhor poema dele. .. -- Como era me: mo e: :e poema? "— Vou recifar: A Torre é alfa, o pogo é proFundo. Da ‘lorre : e cai, no pogo ‘também. A Torre é : eca, o pogo é Mollnado. A Torre é redonda, o pogo TaMbéM. Na forre : e prende, no pogo : e bebe. Na Torre re griîa, no pogo faMbéM. Na forre lui ÎY3ng3Î, no pago né corda. Na forre : e : aLva, no pago ‘lamloérfl. K —— Que belezinlna‘. —- É Lindo, me: mo com rima pobre‘. —— Quem é a Rima me: mo? a ì É aguela garofa orelhuda p, (g, fa’ w’ì_, .,‘. e5 da Toca ‘I8? J in“? I 1454*. ‘ / i" i - i kì À xx k 4 ‘-. F‘_L’“I{. 5 x fi; »<; —ss; j .3 J i. e i '_ Ì i! “b _ p_ I h iflfg‘) Q; w, î"""”“ 7J 46
  43. 43. "“ C5 GKTYQ néf. îìhdî bem «Ve o Uvro n50 ‘ferì _ f» rom, porîue 3 derafìnagîo do ' feLpo canîando aîuela cangia da: oreLkar Foi Lamevcrével. ; 5 AUÉI, fudo o ctue ele (32 è Gfîuìffio. Vocè: n50 achar-a? CANQKO Uma cangào é uma composigào que combina uma melodia com um poema, a Ietra. A mùsica é escrita numa partitura com uma Iinguagem pròpria, um jeito de registrar por escrito as notas, o ritmo e a intensidade com que deve sertocada. 47
  44. 44. 48 -— Tera erro: grave: nena hìrférìa. [v acho îoe o carfeìro deveria Ier un pombo-coweìo e n50 vr" coelho. '—' M3! o carfeìro Ficou Muìîo bem a3 Ìluffragîo. --- Poì: Qv acko «tue erre coelho carfeìro nîo devevìa Ter ‘Jfinhîdo una ìlurfragîo ‘Fio grande‘. T5 errado. Ele “'50 ‘re/ w a menor ìmporîîncìa m3 hìrférìa. — É, pode ser. .. —— E fambém îclno ma bobagem e: :a ‘rat de carfa-padrîo. -— E Como é «Ve vocè ercreve una carfa? -—— Eu comego pela olerpedìda e ercrevo o retro ho P. S. CARTA Enviar uma carta é umjeito muito antigo de se mandar uma mensagem. Ela pode serescrita das mais variadas maneiras, mas, seja qual foro seu tipo, acarta costuma seguir um modelo tradicional. Normalmente, inicia- mos com o nome da cidade e a data. Em seguida, colo- camos o nome da pessoa para quem vamos escrever e, depois, o assunto da carta, que termina com uma des- pedìda e a assinatura do remetente. Quem entrega grande parte das cartas é a Empresa de Correios e Telégrafos, que criou algumas regras para organìzar e Facilitar a entrega.
  45. 45. TELE GRAMA Telegrama é uma mensagem transmitida portelégrafo, que chega rapidamente ao destinatario. Antigamente, quando se queria mandar uma mensagem com urgen- cia urgentfssima, mandava-se um telnegrama, pois uma carta comum demorava muito para chegar. Ainda se mandam telegramas, e é até chique, mas, além dele, hoje existem muitas outras maneiras de se mandar uma mensagem rapida, como, por exemplo, o e-mail. '—‘ Vocè {Z59 o «tue îìîjhifiiCî "- N50.. . — sem’: «Ve rio Coìrar EÎÎVQnMQK Poraî? canmxo-trosmu. O Cardo-postal é um tipo de correspondència que é enviado, normalmente, sem envelope. Geralmente, é um papelio Fino, e em umaidas Faces vai o ende- rego do destinatario (quem vai recebè-lo), o selo e a mensagem do remetente (quem envia). Na outra Face, alguma imagem. îMfoy 9a Él/ V/{Df 6 49
  46. 46. 50 AÀA -—‘ Lvwuuuu, voooooooocceee poooooooooodeeeeeeee oieeeeeerîrliiiiiigav aaaaaa foooooooooormaaaaaaadddaaa Poooooooor (3333vooooooooooooor? ??”? ? —— Eu ditte pra vocè ler o Mîhvfil amîes’ de dar e: :a: catgar férmìcar, m5o ditte? Mar voce é ‘reìraoro. .. m5o «Lui: ne ercufar. .. MAÎÎUAI: O manual é um folheto explicatìvoque acompanhauma màquina, um aparelho eletrònico, um eletrodoméstico, um jogo, um brinquedo, enfim, qualquer objeto‘ que precisa de uma explicaqào para ser usado. Para ser claro, ele costuma ser dividido em-partes. Muitas vezes, usam-se desenhos nos manuais, poìscertas coisas sào muito mais faceis de se entender com uma imagem.
  47. 47. "—‘ Ev Îov G MOJGÎÎO, mar como rei «ve fera muiîa gemîe everemolo Me comhecer, vim afé 3131i I"? ÉPFQÎGMÎÉK Sou o Di’. BQÎO Carofemo. farmacèufico rerpomravel. ola Imfox. Acabei de publicar a Mimka autobiografia, "Uma vida ole imjegîer". Jfi erîé a vemda mar Melhorer Farmaciar. La Qv explico como Foi «tue Qv‘ me_‘rormei m homem ole rucerro, rico, Jovem, bonifîo e Mvifo bem-carado COM Dra. Befa Carofema. BULA A bula é um impresso que acompanha umimedica- mento e contém informagòes sobre a sua composigào, maneira de usar, contra-indicagòes, quem é o Fabrican- te e tudo o que pode ser importante em sua utilizagào. 51
  48. 48. 52 -— Fiz a receifa da vové FQLMQ. — E oleu com? —-— Na hora dév, mar depoir ‘teve «M problemimha. —— Qual? -— Ar bolimhar gruolaram mo aparelho ole demfer olo ZueLiTo e ele Ficou Méiî hora rem comrecjoir abrir a boca. RECEITA CULIKÀRIA Uma receita culinaria explica como é que se deve prepararum alimento. Elacomega com a lista de ingre- dientes e as quantidades a ser utilizadas. As medidas sào dadas por peso, volume, unidade, tamanho ou também pordedinhos, pitadas etc. A segunda parte é o modo de preparo, em que se explica, passo a-passo, como preparar a receita. Geralmente, no Fìnal dela, existe algum comentario sobre a maneira de servir o prato e a quantas pessoas serve.
  49. 49. Quamdo Qu crercer, «Vero rer or coelho da Parcoa. Ev ja ovvi olizer «tue, pra rer un bom Coelho da Pércoî, m5o re Perle emfrerjar o! ovo)’ erraclor. Tera «Ve rer clireirimho, de acorclo com or pedidor. UN bom Coelho da Pfircoa ‘l'en Muli? ! lkiVîf Ole Peolloloî. Ev îlhdî n50 Ghienoll MvlÎO ben erra parte olar lirfrar ole peolidor. Vov fer ove percjomfar pro Név pai, ov {era 10€ a zebra emfemole mair ole lirfrar olo «tue ele? 0 HLHo no CARTElRO LISTA A lista é uma seqùéncia de itens que-pode ter muitas finalidades: anotar nomes, Iembretes, tareFas, com- pras, partes de um todo, enfim, uma infinidade de coisas. As Iìstas ajudam a organizagào, o estudo, a comunicagào, a memoria. 53
  50. 50. ’ A AUTORA j Eu adoro Fazer Iistas. Entào fiz aqui uma lista de coisinhas que gostaria de contar para os meus queridos leitores: * 1. Este Iivro téve 82 rascunhos. De verdade. 2. Me diverti muito escrevendo esta història. 3. E também deu muito, muito, muito trabalho. 4. Muìta gente da minha famflia ajudou. 5. Adorei a Famflia do Felpo e da Charlò. 6. Para inventar històrias, eu sou ràpida como os coelhos. 7. Mas para Ier manuais, eu sou lenta como as tartarugas. 8. Os assuntos acabaram. 9. Mas eu gosto de listas que tèm nove itens. 55
  51. 51. 56 Na histéria do Felpo foram usados diversos tìpos de texto, e n65 achamos interessante Falar sobre isso no P. S. ou makingoflîmeiquìnhofe), Muitas vezes, um texto tem umaintenqàp. Porexemplo, uma carta tem a flnalidacile de ehviar uma mensagem; uma biografia vai contar a història de uma vida; uma bula vai informar ao consumìdor sobre um determi- nado produto. Dependendo da intenqào, a maneira de escrever vai ter um jeito pròprio. ‘E é dessejeìtov pròprio qiJe o pessoal do P. S. deveria ter Falado. Mas como os coelhos e os passarinhos Foram total- mente irresponsàveis, e nào explicaram èoisa nenhuma, s6 nos resta pedir aqui mil desculpas por esse papelào que eles fizeram. Aproveitàîmps _t. ambém pàra agradecer às pessoas que colaboraram ‘cÎ-fòm. ,_idéias e sugestòes, Claudia, Paulo, que Fez a canqào, Màrcia Lfgia Guìdìn eÀngela Prado de i Melo Aranhà, a madirinha do Felpo. r.

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