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RELATO DE CASO: REALIZAÇÃO DA POSIÇÃO PRONA EM PACIENTE ONCOLÓGICO DA FUNDAÇÃO CECON-AM.XAVIER1,D.S.; BAHIA, B.L .2; ROCHA...
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RELATO DE CASO: REALIZAÇÃO DA POSIÇÃO PRONA EM PACIENTE ONCOLÓGICO DA FCECON

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RELATO DE CASO: REALIZAÇÃO DA POSIÇÃO PRONA EM PACIENTE ONCOLÓGICO DA FCECON

  1. 1. RELATO DE CASO: REALIZAÇÃO DA POSIÇÃO PRONA EM PACIENTE ONCOLÓGICO DA FUNDAÇÃO CECON-AM.XAVIER1,D.S.; BAHIA, B.L .2; ROCHA, P.M.N.2; BARBOSA, H.N.2; GLÓRIA, D.S.2; MENDONÇA, D.2Introdução:A Ventilação na posição PRONA foi descrita pela primeira vez em1974 por Bryan, sugeriu que pacientes anestesiados eparalisados, posicionados em PRONA, poderiam exibir melhorexpansão das regiões dorsais do pulmão com conseqüentemelhora da oxigenação. Xavier (2010) relata que oposicionamento em PRONA, melhora a relação V/Q, por aumentara capacidade residual funcional através do recrutamento dosalvéolos anteriormente colapsados em supino. Além disso, o apoioabdominal em ventral, por certo período, aumenta a pressão intra-abdominal e a função diafragmática torna-se otimizada.Justificativa: Estudos recentes demonstram a importância daaplicação da técnica, pois as consolidações pulmonares na SARArestringem-se as áreas dependentes dos pulmões, principalmentenas lesões heterogêneas. Desta forma ao mudar o paciente para aposição PRONA observa-se uma redistribuição das áreasconsolidadas e melhora da ventilação na face posterior pulmonarfavorecendo as trocas gasosas e eliminações de secreçõesbrônquicas. Objetivos: Manobra utilizada para combater aHipoxemia nos pacientes com síndrome do desconfortorespiratório agudo, favorecendo as trocas gasosas quando opaciente encontra-se com FiO2 elevada > 60% e /ou Pressão dePlatô > 30cmH2O e relação PaO2/FiO2 < 88.Materiais e Métodos:O estudo baseou-se na busca de artigos científicos utilizando asbases de dados SCIELO, LILACS e MEDLINE. Para procura,foram utilizados descritores como: Decúbito Ventral; Troca GasosaPulmonar; Processos Hemodinâmicos; Lesões. Onde após aanálise da literatura foi realizado o estudo de caso, no qual, para aexecução da técnica foi necessário a disposição de uma equipeinterdisciplinar apta ao desempenho da mesma, como também deum leito macio, o paciente foi sedado antes do procedimento,promovemos uma oxigenação com FiO2 à 100%, verificamos afixação do TQT e dos acessos venosos, monitorizamos o pacientecom extrema cautela antes, durante e após o procedimento,haviam profissionais posicionados em ambos os lados do leito,realizamos proteção dos olhos e da face do paciente. Com tempode permanência de12 horas.Blanch (1997) relata a inexistência de um consenso a respeito dotempo ideal para manter o paciente em posição PRONA. O que amaioria dos trabalhos tem em comum é uma resposta maissignificativa na oxigenação nas duas primeiras horas com algunspequenos acréscimos nas quatro horas seguintes. Há grupos quea aplicam por quatro, seis e dez horas, e recentemente tem sidoempregada continuamente.Discussão:Paiva (2005) relata que apesar dos efeitos benéficos da posiçãoPRONA terem sido mostrados em várias patologias pulmonares, amais estudada e a principal indicação é a SDRA. A utilização daposição PRONA pode ter diferentes objetivos. Caso o efeitodesejado seja a melhora da oxigenação arterial, ela deve serutilizada somente nas situações de necessidade de altas fraçõesinspiradas de oxigênio, para conseguir a oxigenação adequada.Messerole (2002) relata que a técnica é contra-indicada emcasos de queimadura ou ferimentos na face ou região ventraldo corpo, instabilidade da coluna vertebral, hipertensãointracraniana, arritmias graves ou hipotensão severa e, apesarda não contra-indicação, deve-se avaliar quanto à presença decateteres de diálise e drenos torácicos.Contudo, no dia 14 de Junho de 2011 o paciente E.O.S.,internado na Unidade de Terapia Intensiva da FundaçãoCecon com diagnóstico de P.O. imediato de biopsia a céuaberto de massa mediastinal anterior + Síndrome da VeiaCava Superior + Insuficiência Respiratória Aguda pósextubação. Evoluindo com SDRA, apresentando hipoxemiagrave e refrataria a oxigenoterapia, foi submetido ao processode PRONACAO no dia 15 de Junho de 2011, onde nagasometria e nos dados ventilatórios evoluiramsatisfatoriamente, permitindo o retorno à posição de supino dodia 16 de Junho de 2011.TABELA1: Gasometrias, dados ventilatórios, sinais vitais e medicações antes,durante e após pronação.FONTE: Arquivo Pessoal.A oxigenação pode cair durante o procedimento de virar daposição PRONA para a supina. Este dado não deve ser vistocomo falha, pois rapidamente ela deverá melhorar. Somenteapós 30 minutos sem melhora na oxigenação podemosconsiderar como potencial falha do processo e ficar atentos,aguardando uma possível resposta, por até duas horas. Éimportante salientar que pacientes que tiveram falha préviapodem responder em uma segunda tentativa (CHATTE et al,1997).Conclusão:Se considerarmos a utilização da posição PRONA em termosde diminuição de mortalidade os resultados dos trabalhospublicados não recomendam a sua utilização em todos ospacientes com SDRA, mas talvez em pacientes maishipoxêmicos a sua aplicação possa ser benéfica. Como osefeitos secundários são mínimos, mesmo com esta dúvida nóspreconizamos que ela deve ser utilizada principalmentequando necessitamos de altas frações inspiradas de oxigênio.Referencias:BLANCH, L; MANCEBO, J; PEREZ, M; MARTINEZ, M. Betbese AJ, et al. Short-term effects of prone position in criticallyill patients with a cute respiratorydistress syndrome .Intensive Care Med. 1997;23(10):1033-9.BRYAN, AC. Conference on the scientific basis of respiratory therapy. Pulmonaryphysiotherapy in the pediatric age group. Comments of a devils advocate. Am RevRespir Dis.1974;110(6 Pt 2):143-4.CHATTE, G.; SAB, JM; DUBOIS, JM; SIRODOT, M; GAUSSORGUES, P; ROBERT,D. Prone position in mechanically ventilated patients with sever acute respiratoryfailure. Am J Respir Crit Care Med. 1997;155(2):473-8.GATTINONI, L.; PELOSI, P.; CROTTI, S.; VALENZA, F. Effects of positive end-expiratory pressure on regional distribution of tidal volume and recruitment inadult respiratory distress syndrome. Am J Respir Crit Care. Med.1995;151(6):1807- 14.MESSEROLE, E; PEINE, P; WITTKOPP, S; MARINI, J.J;ALBERT R.K. Thepragmatics of prone position. AmJ Respir Crit Care Med. 2002;165(10) :1359-63.PAIVA, K.C.A.; BEPPU, O.S. Posição Prona. Trabalho realizado na Disciplina dePneumologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP)Brasil. J Bras Pneumol. 2005; 31(4):332-40.PRESTO, Bruno; DAMÁZIO, Luciana. Fisioterapia na UTI. 2 ed. Elsevier. Rio deJaneiro. 2009.SCHETTINO, G.P.P. ET AL. III Consenso Brasileiro de Ventilação MecânicaXAVIER, D. S. Fisioterapia Onco-Funcional para a graduação. 1 Ed. São Paulo:Clube dos Autores, 2011.Dia: 14/06/2011Hora: 08hr:24minDia: 15/06/2011.Hora: 11hr:18minDia: 15/06/2011Hora: 21hr:15minDia: 16/06/2011Hora: 08hr:31minDia: 16/06/2011Hora: 17hr:40minGasometria:pH: 7,23PCO2:67,8 mmHgPO2: 54,5 mmHgSpO2: 69.9%BE: 0,5 mmol/LHCO3:28,7mmol/LGasometria:pH: 7,43PCO2: 55,8mmHgPO2:95,9 mmHgSpO2: 96,7%BE: 12,8mmol/LHCO3: 38mmol/LGasometria:pH: 7,49PCO2:53,9 mmHgPO2:81,1 mmHgSpO2: 96,2%BE: 17,6mmol/LHCO3:42,3mmol/LGasometria:pH: 7,49PCO2:53,9 mmHgPO2:69,1 mmHgSpO2: 94,1%BE: 17,5mmol/LHCO3:42,2mmol/LGasometria:pH: 7,43PCO2: 59 mmHgPO2:108,7 mmHgSpO2: 97,7%BE: 14,3mmol/LHCO3:39,8mmol/LVMI: MODO:PCV/FiO2:100%/PEEP:14/PS: 34/ SpO2: 87%.VMI: MODO:PCV/FiO2:70%/PEEP:12/PS:20/ SpO2: 98%.VMI: MODO:PCV/FiO2:70%/PEEP:14/PS:28/ SpO2: 93%.SSVV: PA:144x64mmHg/T:37 C/FR: 20irpmSSVV: PA:130x91mmHg/T:36 C/FR: 20irpmSSVV: PA:101x36mmHg/T:37 C/FR: 20irpmMedicação:Aminofilina;Dormonid;Hidratação.Medicação:Dormonid;Fentanil;HidrataçãoMedicação:Dormonid;Fentanil;HidrataçãoFISIOTERAPEUTA, Mestre em Terapia Intensiva1;FISIOTERAPEUTA, Especializando(a) em Fisioterapia Intensiva2FIGURA1: Equipe InterdisciplinarFONTE: Arquivo PessoalFIGURA2: Posição PRONA.FONTE: Arquivo Pessoal.

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