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FABNA SILVA DE ALMEIDAE-COMMERCE: O PAPEL DO E-PROCUREMENT NO AMBIENTE B2B         NA ERA DA BANDA LARGA NO BRASIL        ...
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Aos docentes Igor Souza e Vitório Donato pela nobre disposição e pelasdireções oferecidas para esta obra.       Continuem ...
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“Mas graças a Deus, que nos dá vitória        por nosso Senhor Jesus Cristo”                     (I Coríntios 15:57)
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LISTA DE FIGURASFigura 1: Pilares da Supply Chain Management..............................................18Figura 2: Sist...
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SUMÁRIO RESUMO...............................................................................................................
121 INTRODUÇÃO      No cenário dos negócios modernos tanto o tempo, quanto a distânciaganharam proporções maiores. A verda...
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15       A Internet tem otimizado o desempenho dos negócios comerciais nasorganizações. Ela possui um papel fundamental na...
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18        Figura 1: Pilares da Supply Chain Management – Fonte: Carillo Junior, 2003 p. 23       O gerenciamento do relaci...
19      No fluxo financeiro deve-se prezar por ferramentas de análises econômicas egestão de finanças de forma a garantir ...
20        Atualmente temos um cenário completamente oposto. As cadeias desuprimentos agora são incumbidas de criar valor, ...
21                             Figura 2 – Sistema de Colaboração Via Internet                                       Fonte:...
22comunicação empresariais, realização de correções e espera de aprovações,aumentar o alcance até o consumidor final, etc....
23eficiente, driblando as dificuldades encontradas no processo e desenvolvendo novastécnicas de ataque para manter a posiç...
243 DA BBS À BANDA LARGA: A MASSIFICAÇÃO DA INTERNET NO  BRASIL E OS SEUS EFEITOS NA SOCIEDADE       O advento da internet...
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26        Uma definição aproximada seria: Conexão à rede com capacidade acimadaquela conseguida, usualmente, em conexão di...
274 E-BUSINESS E E-COMMERCE: OS PROTAGONISTAS DOS  NEGÓCIOS MODERNOS E SEUS COADJUVANTES       Atualmente pode-se definir ...
28    empresas (Business), os consumidores finais (Consumer) e os governos    (Government), como mostra a figura abaixo:  ...
29                          Tabela 1 – Indicadores do Comércio Eletrônico                  Fonte: Extraído de E-consulting...
30deixavam de realizar vendas via internet devido à resistência dos clientes noabandono de antigos costumes.      Havia ai...
31negócios, transações de compra e venda, de informações, de produtos e deserviços.      Em linhas gerais, as relações B2B...
32               ajuda nos processos da compra online. (Carvalho, 2006) Os e-               marketplaces podem ainda ser s...
33                          Figura 5 – Tipos de E-commerce B2B                               Fonte: Turban e King (2004)  ...
34requerimento do produto até o seu pagamento. Ele também tem a função de adquiririnformações úteis, através da internet p...
35          Os E-procurements também se encontram relacionados a outras ferramentasutilizadas, como: cotação eletrônica, d...
36                                  Figura 7 – Etapas de Pedido de Cotação II                                           Fo...
37viáveis apenas para produtos em quantidade, com alto grau de padronização,organizados em grandes lotes. Desta forma, dep...
38ERP ou Intranet da empresa, contudo, isso pode não ser tão recomendável, umavez que se torna mais custoso e exige um mai...
39  Figura 8 – Classificação Estratégica de Suprimentos e Ferramentas de E-procurement – Fonte:                 Mercado El...
40          O E-procurement, contudo, destaca-se nesta disputa uma vez que oferece àcorporação a possibilidade de utilizar...
41que realizem negociações insatisfatórias mais facilmente. Também, quando se tratade novas implementações na empresa, é p...
42         Um exemplo que pode ser mencionado de vantagem dessa ferramenta é o daempresa norte-americana Visteon que atrav...
435.3    Mix de Ferramentas        De acordo com Norris et al. (2001) desde o fim da década de 90 asorganizações têm busca...
44Brasil a fazer uso da gestão de contrato através do controle de estoques realizadopelos fornecedores.          Apesar de...
456 CONCLUSÃO      Graças a Internet, a sociedade tem vivenciado um período de democratizaçãoda informação. Utilizando ape...
46corporações buscam e, felizmente, encontram vantagens para a implementação demelhorias em seus negócios, através da util...
47Desta forma, ele desempenha uma função considerável na relação entrefornecedores e compradores.      O aumento da veloci...
48FRANCO JÚNIOR, Carlos F. E-business: tecnologia da informação e negócios naInternet. São Paulo: Atlas 2001.KALAKOTA, Rav...
49Disponível em: <http://www.guiadecompra.com/e-procurement.php>Acesso em: 26/11/2008 às 20h01min.Mercado EletrônicoDispon...
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  1. 1. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL CENTRO INTEGRADO DE MANUFATURA E TECNOLOGIA CURSO TÉCNICO EM LOGÍSTICA FABNA SILVA DE ALMEIDAE-COMMERCE: O PAPEL DO E-PROCUREMENT NO AMBIENTE B2B NA ERA DA BANDA LARGA NO BRASIL SALVADOR 2008
  2. 2. FABNA SILVA DE ALMEIDAE-COMMERCE: O PAPEL DO E-PROCUREMENT NO AMBIENTE B2B NA ERA DA BANDA LARGA NO BRASIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao SENAI CIMATEC como requisito final para obtenção do título de Técnico em Logística. Orientadora: Vivian Manuela. SALVADOR 2008
  3. 3. AGRADECIMENTOS Posição de honra àquele que me proporcionou o direito a vida, sem Ele nadaseria possível. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Obrigado, SenhorDeus, eu te amo. Ao meu pai, pela dedicação, preocupação, pela incessante disposição deajuda todo o “diligenciamento” empregado durante esse processo. Obrigada pelapaciência, você é um referencial em minha vida, eu te amo. A minha sweet mãe, a qual, através de todo o seu cuidado, me direcionou aum caminho de bem-estar físico e mental. Obrigada pelos sucos, pelas frutas decafé-da-manhã e pelas massagens. Eu te amo. A melhor irmã do universo, pela compreensão, pela companhia, peladisposição em ajudar, pelo afeto sem o qual eu não posso viver. Obrigada peloslivros, por toda a ajuda de cunho digital e tecnológico e, principalmente, por todas asvezes que me cedeu o computador. Amo você. Ao meu irmão Fabson, pelas críticas construtivas, pelas opiniões econhecimentos aplicados. Amo você. As protagonistas diárias do meu bom-humor, Quezia, Carol, Gislene, Tamires,Carla e Miriele. Vocês foram fundamentais para a constância da minha saúde mentale equilíbrio emocional. Obrigada por todos os artifícios empregados para me mantermotivada e sempre otimista. Vocês são extraordinárias, amo todas vocês e suaspeculiaridades. As afastadas pelo destino, mas amigas para toda a vida, Tamile, Patrícia,Bruna, Ednúbia, Jasiele, Laísa, Leilane, Miriane, Carina, Líliam, Paula, Mariana,Ívina, Lorena, Jerlândia, Rebeca, Paloma, Deisiane e toda a turma do 3º C 2007 doSESI Retiro de Salvador. Vocês representam uma parte importante de minha vida e,portanto, são responsáveis pela pessoa que eu sou hoje. Aonde quer que eu vá levovocês comigo. Ao meu amigo brilhante Lailson por toda a paciência e genialidade aplicadasao meu favor. Sua contribuição foi de extrema importância para um desfechoharmonioso. Só Deus será capaz de recompensá-lo a nível, que assim Ele o faça.
  4. 4. Aos docentes Igor Souza e Vitório Donato pela nobre disposição e pelasdireções oferecidas para esta obra. Continuem sendo esses profissionais tãofascinantes que vocês são. A minha orientadora Vivian Manuela e co-orientador, Roberto Ribeiro peloapoio técnico, pela paciência e pelo incentivo. A toda a turma do CAI-TEC Logística 2007, a mais unida, empenhada,determinada e comprometida. Vocês me orgulham. Aos que já não estão maisconosco, parabéns, vocês fizeram suas escolhas, não há caminho certo ou errado,apenas aqueles que nos levam aonde queremos chegar. Ao meu professor de Inglês Diêgo, que suportou minhas preocupações comassuntos pertinentes a monografia durante as aulas e ainda não hesitou em ser útilde alguma forma. A minha classmate Girleane, que me escuta sempre com muita paciência eatenção. Obrigada por ouvir os meus problemas pela motivação. Também a todosos meus parceiros do book 5. Aos grupos de crianças e adolescentes da minha igreja pela compreensão daminha ausência nas atividades e pelas orações. Ao meu cunhado que me enviou um feedback do me trabalho. Obrigada pelaforça. Ao meu amigo Feruhz pela preservação da minha saúde psicológica. Afinal,conversar mantém-me viva e me faz bem. Obrigada por contribuir para odesenvolvimento da minha comunicação. À Moisés Barbosa pelo apoio no Inglês e a sua esposa Cíntia pela forma queme proporcionou e proporciona momentos agradáveis de descontração. Aos meus amigos virtuais Adee Amjad, Lucas, Eduardo, e Junaid peloincentivo, pela manutenção do meu bom-humor, pela disposição em ajudar, e,principalmente, pelo exemplo de profissionais que vocês são. Aos artifícios tecnológicos que foram capazes de me auxiliar com eficiênciano desenvolvimento desse trabalho; meu computador, meu mp4, minha conexãobanda larga, meus programas de comunicação online e todas as demais vertentesda tecnologia que facilitam constantemente as atividades de minha vida. E enfim, a todos aqueles que exerceram algum tipo de influência para arealização desse trabalho, os meus sinceros agradecimentos.
  5. 5. Aos meus pais, pelo exemplo decaminhada, lutas e conquistas queinfluenciam constantemente na minhaincessante busca pelo sucesso.
  6. 6. “Mas graças a Deus, que nos dá vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 15:57)
  7. 7. RESUMO Este trabalho científico tem por objetivo mostrar a função da ferramenta E-procurement no ambiente dos negócios modernos (B2B) na nova era da BandaLarga no contexto do Brasil. A obra descreve os meios encontrados pelas empresaspara a realização de transações através da internet, a partir da combinação deferramentas gerenciais e otimização das atividades envolvidas na cadeia desuprimentos.Palavras-chave: Internet, E-commerce, B2B, E-procurement.
  8. 8. ABSTRACT This scientific work aims to show the function of the E-procurement tool in theenvironment of modern business (B2B) in the new era of broadband in the context ofBrazil. The work describes the means found by the companies for carrying outtransactions trough the Internet, from a combination of management tools andoptimization of the activities involved in the supply chain.Keywords: Internet, E-commerce, B2B, E-procurement.
  9. 9. LISTA DE FIGURASFigura 1: Pilares da Supply Chain Management..............................................18Figura 2: Sistema de Colaboração Via Internet...............................................21Figura 3: Sistema da Internet Discada.............................................................24Figura 4: Agentes e relacionamentos do Comércio Eletrônico........................28Figura 5: Tipos de E-commerce B2B...............................................................33Figura 6: Etapas de Pedido de Cotação I.........................................................35Figura 7: Etapas de Pedido de Cotação II.......................................................36Figura 8: Catálogo Eletrônico...........................................................................37
  10. 10. LISTA DE GRÁFICOS/ TABELASGráfico 1: Internet Banda Larga no Brasil..................................................26Tabela 1: Indicadores do Comércio Eletrônico...........................................28
  11. 11. LISTA DE SIGLASB2B: Business to Business ou Negócios entre EmpresasB2C: Business to Consumer ou Negócios entre consumidorB2G: Business to Government ou Negócios entre GovernoBBS: Boltim Board System ou Sistema de Boletim EletrônicoCE: Comércio EletrônicoCPFR: Collaborative Planning Forecasting and Replenishment, ou PlanejamentoColaborativo de Vendas e AbastecimentoDSP: Digital Signal Processor ou Sinal de Processamento DigitalEDI: Eletronic Data Interchange ou Troca eletrônica de dadosERP: Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos doEmpreendimentoFTP: File Transfer Protocol, ou Protocolo de transferência de arquivosGED: Gerenciamento Eletrônico de DocumentosIRC: Internet Relay Chat, protocolo de comunicação para bate-papoISP: Internet Service Provide ou Provedor de Acesso à InternetMRO: Manutenção Reparo e OperaçõesSCM: Supply Chain Management ou Gestão da Cadeia de SuprimenrtosTCP IP: Transmission Control Protocol/Internet Protocol ou Protocolo de Controle detransmissão/ Protocolo InternetVOD: Vídeo on Board, Placa de video imbutidaXML: Extended Markup Language ou Linguagem de Marcação Estendida.
  12. 12. SUMÁRIO RESUMO...................................................................................................................................7 ABSTRACT...............................................................................................................................81 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................122 Comunicação moderna e Logística: O caminho para o sucesso das organizações................14 2.1 O papel da Logística.......................................................................................................15 2.2 Comunicação X Cadeia de Suprimentos ........................................................................173 Da BBS à Banda Larga: A massificação da Internet no Brasil e os seus efeitos na sociedade 244 E-business e E-commerce: Os Protagonistas dos negócios modernos e seus coadjuvantes..275 B2B: Modalidades e Características .....................................................................................30 5.1 As facetas do E-procurement..........................................................................................33 5.2 Vantagens do E-procurement..........................................................................................39 5.3 Mix de Ferramentas........................................................................................................436 CONclusão.............................................................................................................................45
  13. 13. 121 INTRODUÇÃO No cenário dos negócios modernos tanto o tempo, quanto a distânciaganharam proporções maiores. A verdade é que a velocidade das transações temaumentado e o papel das organizações também tem se expandido. Nesse contexto,a tecnologia tem oferecido um precioso elemento no mundo corporativo: amobilidade, a qual proporciona aos profissionais a oportunidade de escolha detrabalharem dentro ou fora de seus escritórios, ou ainda utilizarem celulares,notebooks, acesso a internet, etc. Juntamente com o crescimento triunfante dessa tecnologia aplicada àstransações comerciais, as conexões setoriais têm se tornado cada vez maiseficientes. Isto é, agora clientes, fornecedores e demais parceiros comerciais podemobter uma comunicação eficiente através da utilização de meios eletrônicosadequados. A internet, por exemplo, tem facilitado a vida de muitos empresários. Elatransmite uma rara sensação de ubiqüidade aos seus usuários, o que a torna umaferramenta extremamente lucrativa no mundo empresarial. Através dela asempresas têm realizado freqüentemente diversas negociações online comoreuniões, acordos, cotações, etc. Esse tipo de tecnologia é capaz de conectar locaisexcessivamente distantes geograficamente e oferecer as empresas vantagensconsideráveis nas relações comerciais. A internet é, sem qualquer dúvida, uma das melhores ferramentas tecnológicas que se conhece, principalmente pelo seu potencial de gerar grandes negócios. No entanto, para o público em geral, existe ainda uma confusão sobre onde esta inovação nos levará. Porém, sabe-se que ela torna a vida das pessoas e das empresas mais cômoda e simples. (JÚNIOR, 2003) Com a chegada da Banda larga no Brasil, não só a massa populacional, mastambém grande parte dos negócios corporativos passou a ser contemplada. Oserviço de banda larga obtido hoje no país, sem dúvidas, ainda tem muito a evoluir eé dentro desta perspectiva promissora que as melhorias no ambiente B2B –
  14. 14. 13Business to Business ou Negócios entre Empresas – podem contribuir para oavanço glorioso da sociedade. Dentro do ambiente comercial eletrônico, as empresas buscam por meio devários artifícios, construir relações sólidas com os seus parceiros. Gerenciarrelacionamentos com fornecedores, clientes e demais parcerias comerciais não éuma tarefa simples, principalmente quando essa cadeia de atividades se trata deuma enorme teia transacional. Entretanto, através das alternativas tecnológicascomo o E-procurement, as empresas têm apresentado melhorias satisfatórias. O E-procurement é uma modalidade do B2B que permite a aquisição deprodutos e serviços entre empresas. Ele compreende todos os processos decompra, desde o requerimento do produto até o seu pagamento. Desta forma, compreende-se que os caminhos encontrados a partir do uso daTI – Tecnologia da Informação – como a internet e o E-procurement, dentro de umavisão holística, são diversos. Os critérios, portanto, para a escolha adequada domelhor método eletrônico deve ser de acordo com a realidade de cada empresa. Algumas organizações, entretanto, encontram dificuldades na implementaçãode determinadas ferramentas tecnológicas, isso geralmente devido a resistência dealguns funcionários, dúvidas quanto a questão da segurança, alto custo deimplantação ou até incompatibilidade com os sistemas já existentes. Contudo, o E-procurement oferta aos seus usuários as vantagens de ser uma ferramenta segura,prática e eficiente, de forma que se torna uma alternativa viável para a realizaçãodas transações comerciais modernas.
  15. 15. 142 COMUNICAÇÃO MODERNA E LOGÍSTICA: O CAMINHO PARA O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES Comunicação é o ato da transmissão de informações de uma pessoa a outra(FERRARI, 1991). O termo comunicação vem do latim communis, que significacomum, ou comunidade, no sentido de troca de informações. No âmbito social, acomunicação desenvolve uma função também crucial para a transmissão designificados entre as pessoas de forma que haja uma integração entre as mesmas.Já sob os aspectos antropológicos da palavra, analisamos a comunicação como umveículo de transmissão de cultura ou fornecimento de bagagem cultural para cadaindivíduo. O objetivo primordial da comunicação é a propagação de uma mensagempartindo de uma origem – emissor – e chegando a um destino – receptor. Entretanto,o que se entende por comunicação hoje é muito mais abrangente, afinal, já se épossível identificar diversos meios eficientes desenvolvidos para tal objetivo. É notável que todo ser humano apresenta em sua essência essa necessidadede interação com o mundo ao seu redor. Na pré-história ela era associada aquestões de sobrevivência como a caça, perigos diversos, etc. Esse tipo decomunicação era direta, ou seja, de pessoa a pessoa. Contudo, isso começou amudar a partir da criação de novos artifícios como a escrita, telegrafia, telefonia eoutros meios de comunicação. Desde então, a humanidade só tem crescido cadavez mais e evoluído significantemente na criação de meios modernos para adisseminação fácil e rápida de informações. Um dos meios práticos e eficientes de comunicação atualmente tem sido ainternet. A sua chegada no Brasil se deu por volta de 1993 e 1994 tendo comoprotagonista o chat via IRC1. Antes de sua vinda, o país utilizava em grande escala osistema de conexão denominado BBS2. Hoje, com a internet já difundida na sociedade, não só pessoas físicas sebeneficiam com seu uso, empresas diversas têm aderido cada vez mais a essatecnologia e alcançado resultados satisfatórios. (www.abusar.org, 2008)1 Protocolo de comunicação muito usado na internet onde permite a conversa em gupo ou particularatravés de canais ou salas de bate-papo. (www.abusar.org)2 Um computador que aceita ligações de usuários externos e oferece serviços como troca dearquivos, correio eletrônico, chat, jogos e informações. (www.hospedenet.com.br)
  16. 16. 15 A Internet tem otimizado o desempenho dos negócios comerciais nasorganizações. Ela possui um papel fundamental na transformação do mundoeconômico moderno. Essa sua importância encontra-se intimamente ligada adestruição das barreiras de comunicação e a construção de um ambiente econômicosem fronteiras. Desta forma, os mercados vão se tornando mais unificados elucrativos, uma vez que a integração através das redes tem crescidoconsideravelmente, facilitando, agilizando e até, reduzindo custos nas relações entreempresas. De fato, as organizações ultimamente têm utilizado os sistemas web não maiscomo uma forma de garantir vantagem competitiva no mercado, elas buscamprincipalmente, a redução de custos e a perda de tempo nas atividades da cadeia desuprimentos. De acordo com a revista “Impactos no mundo online nos Negócios” (2003), afácil disseminação do conhecimento atualmente assim também como a superaçãode obstáculos de monopólio de informações privilegiadas e, por conseguinte, aquebra da vantagem competitiva das empresas vem requerendo atitudes táticas dosempresários na utilização de sistemas online. Mesmo desta forma, os novossistemas desenvolvidos a partir do uso da internet reduzem custos de comunicação,otimizam o relacionamento comercial trazendo ganhos de tempo e contextualizandoo negócio com o novo sistema digital produzido.2.1 O papel da Logística A logística pode apresentar diversas definições. A partir dos conceitos que lhesão atribuídos é possível descrevê-la como o elemento essencial para a integraçãodas atividades e o desenvolvimento bem-sucedido das organizações. O sistema logístico engloba uma série de atividades que, segundo Ballou(2003), busca os mesmos fins: “providenciar bens ou serviços corretos no lugarcerto, no tempo exato e na condição esperada com o menor custo possível”. Já Christopher (2000) a define como: Logística é um processo de gerenciar estrategicamente a obtenção, movimentação e estoques de matéria-prima, produtos semi-acabados e produtos finais (e o fluxo de informações relativas) através da organização de seus canais
  17. 17. 16 de distribuição, de forma que as rentabilidades, atual e futura, sejam maximizadas através do cumprimento do custo efetivo das encomendas. Desta forma, a logística atual assume não só as atividades produtivas daempresa, mas também recebe a responsabilidade de manter-se integrada aos seusfornecedores e clientes. É nesse contexto que a comunicação exerce seu papel imprescindível. Emum ambiente vasto de atividades como movimentação e armazenagem, transporte edistribuição de produtos, gerenciamento de estoques, torna-se de fato, indispensávelo compartilhamento de informações entre as etapas de cada processo. Para que toda a cadeia logística obtenha um desempenho satisfatório, torna-se preponderante o fluxo de dados entre os setores constantemente. Os elosconstruídos pelas trocas de informações durante as atividades proporcionarãoresultados seguros, confiáveis e essenciais para o gerenciamento da Supply Chain3. Segundo Rocha (2008), um sistema logístico eficiente e eficaz significa ummelhor padrão de vida, pois ajuda a reduzir os custos logísticos. O autor classificaainda, os sistemas logísticos em quatro subsistemas: • Informações; • Suprimento; • Produção; • Distribuição Física. Paulo Cesar afirma ser a distribuição física o sistema mais incluído nos estudoslogísticos até hoje. Entretanto, é de suma importância ressaltar que a obtenção,tratamento e a circulação de dados num sistema logístico são essenciais para o seufuncionamento, afinal, todas as demais atividades podem falhar uma vez que asinformações não sejam bem administradas. Para Carvalho (2006) A logística deixou de ser apenas distribuição física ougerenciamento de materiais e suprimentos, como era anteriormente. Ela, porém,engloba todos esses conceitos e ainda a informação que realiza conexões entre asatividades da cadeia para um gerenciamento de sucesso. O autor ainda considera alogística como “uma filosofia ou uma aproximação à gestão de empresas”.3 Termo usado para se referir a Cadeia de Suprimentos.
  18. 18. 17 As atividades e parceiros, portanto, que fazem parte da cadeia produtiva de umaempresa deve estar conectada para gerar eficiência e progresso.2.2 Comunicação X Cadeia de Suprimentos A então conhecida como SCM (Supply Chain Management) envolve umasérie de atividades que devem ser coordenadas da melhor forma possível, de modoque conduzam a empresa ao sucesso.Dentre as diversas definições atribuídas a SCM a do Concil of LogisticsManagement a conceitua como: A parte do processo de cadeia de abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo de estocagem eficiente e eficaz de produtos, serviços e informações relacionadas a partir do ponto de origem até o ponto de consumo visando atender os requisitos do cliente. (Concil of Logistics Management apud Rocha 2008) Assim como a logística, a SCM assume um conceito de integração de todasas partes. Segundo o Global Supply Chain Forum apud Edson Carillo Júnior, “Aintegração dos processos de negócios do usuário final até os fornecedores iniciais,serviços e informações que agregam valor ao cliente.” Partindo dos conceitos obtidos acima, nota-se que a SCM e a logística andam“de mãos dadas”. A SCM além de unir setores como suprimentos, produção elogística, envolve ainda, um conceito disciplinar no que diz respeito a campos demarketing, logística e comportamento organizacional. Onde há realmente integração numa cadeia de abastecimento, percebe-seum comprometimento marcante entre todos os seus integrantes. É tambémcaracterística da SCM e da logística integrada a efetividade dos fluxos de recursos(materiais, informações e finanças), visando agregar valor ao cliente. A SCM atual é fundamentada em cinco principais pilares como mostra ailustração abaixo:
  19. 19. 18 Figura 1: Pilares da Supply Chain Management – Fonte: Carillo Junior, 2003 p. 23 O gerenciamento do relacionamento com os parceiros é um fator extremanteimportante na cadeia de suprimentos logística. Não é possível desenvolver boasnegociações sem uma boa relação desenvolvida com seus parceiros comerciais. Da mesma forma o gerenciamento do fluxo de materiais. Sem umacoordenação estratégica dos bens, a produção certamente falha, o setor deprodução é de grande importância para qualquer organização, ela garante, ou aomenos deve garantir que a corporação esteja sempre obtendo o retorno dosinvestimentos. O terceiro pilar trata do gerenciamento das informações de forma que, asinergia entre os sistemas de informação implantados e a reestruturação dosprocessos caracteriza um elemento muito importante na supply chain. Entretanto,apenas investir em TI para alcançar soluções de fluxo de informação numa empresanão é suficiente. A Tecnologia da Informação constitui apenas uma das opções emque se pode utilizar para tal finalidade. Atualmente, o que é possível perceber é que a troca de informações entrefornecedores e empresas clientes tem sido a principal necessidade para uma supplychain eficiente. Isto é, desenvolver conhecimento sobre o seu cliente e as suasnecessidades torna-se indispensável para o processo.
  20. 20. 19 No fluxo financeiro deve-se prezar por ferramentas de análises econômicas egestão de finanças de forma a garantir sua rentabilidade e permanência no mercado.Afinal, lucratividade é o objetivo de qualquer organização. O gerenciamento de pessoas tem o papel de assegurar que todos envolvidosnas atividades, direta ou indiretamente, estarão comprometidos a fazer o seu melhorpara o sucesso da empresa. É importante quebrar paradigmas, inovar, compartilharidéias, enfim, a organização dependerá completamente do empenho e motivaçãodos funcionários, parceiros e colaboradores em geral. Há uma característica, porém, que se aplica a todos os pilares da cadeia: Acomunicação. A troca de informações é crucial em qualquer atividade. Não hárealização de processo algum sem a devida comunicação necessária. Acomunicação permite a conexão das partes, a integração das informações,objetivos, projetos, execução de tarefas, etc., ou seja, ela está presente emabsolutamente tudo. Desde a aquisição de matéria-prima, produção, gerenciamentode estoques, pessoas, materiais, tarefas, armazenamento, vendas, relacionamentocom fornecedores e clientes. Não é possível pensar em logística e SCM semassociá-los a comunicação. Deste modo, observa-se que a SCM tem se adaptado a essas novas práticasde comunicação. A internet tem transcendido os problemas de comunicação que atem dificultado. Através dos portais web a troca de informações entre empresas-fornecedoras e empresas-clientes tem se tornado mais fácil. E assim, ascorporações têm buscado cada vez mais utilizar meios de otimizar os fluxos deprodutos e informações através da supply chain. Com a fácil comunicação promovida pela internet tanto grandes comopequenas e médias empresas tem se beneficiado grandemente e melhorado osseus níveis de serviço. A cadeia de abastecimento já passou por uma realidade muito diferente daque vive hoje. Há um tempo as empresas tentavam garantir sua vantagemcompetitiva através da extensão de suas capacidades, isto é, realizavam tarefas quegeram valor em seus ambientes internos. Nesse período as informações estavamsempre ao alcance das organizações, de forma que, as suas distribuições eramsempre realizadas pelas próprias companhias. Isso, porém, fazia da comunicaçãopouco eficiente e pouco freqüente.
  21. 21. 20 Atualmente temos um cenário completamente oposto. As cadeias desuprimentos agora são incumbidas de criar valor, podendo assim identificar novosparceiros e melhorar todo o sistema de gerenciamento de bens e atividades,agilizando processos desde, por exemplo, a aquisição de matéria-prima até otransporte de produtos acabados para os clientes. Com a utilização da internet para a otimização das atividades nas cadeias, aintegração tem sido eficiente entre os demais sistemas atuais de comunicaçãodesenvolvidos e utilizados pelas empresas.Dentro da cadeia de abastecimento encontramos ainda uma importante ferramentaque vem sendo utilizada em grande escala pelas empresas: O CPFR (CollaborativePlanning, Forecasting and Replenishment). Ela possibilita o intercâmbio deinformações durante todos processos da cadeia tornando-a mais eficiente. Ou seja,a filosofia CPFR realiza uma comunicação bem estruturada de forma que consegueconectar com eficácia todos os elos da cadeia. Segundo Martin Christopher numaentrevista a revista Logística em Maio de 2008, as práticas iniciais do CPFR têmobtido bons resultados, tanto para o comprador, quanto para o fornecedor, além depermitir uma redução de estoques, também tem aumentado as vendas. A internet tem funcionado como um meio auxiliador para a integração desistemas dentro das cadeias de suprimentos. Os sistemas colaborativos via web sãoencarregados de realizar a troca de informações, facilitando o controle e acomunicação envolvida nos processos. Eles possibilitam tanto a transmissão demensagens de forma síncrona (em tempo real) e assíncrona (em tempos diferentes),como podemos notar na figura a seguir:
  22. 22. 21 Figura 2 – Sistema de Colaboração Via Internet Fonte: www.sargas.com.br A cadeia de abastecimento tem sido fortemente impactada com a utilizaçãoda internet na integração de seus parceiros. Apesar de práticas colaborativas entrealiados já serem comuns há algum tempo, com a aplicação da Internet paraaprimorar essas relações entre parceiros confiáveis de negócio, essa novacombinação, também conhecida como “comércio colaborativo da cadeia deabastecimento” tem encarado o desafio de fomentar a comunicação a qualquermomento e em qualquer lugar. Carillo Júnior et. al. (2003) ainda ressalta que através do serviço da Internettorna-se exeqüível o compartilhamento de dados, formulações, previsões,questionamentos de clientes, embarques, informação promocional e qualquer outroprocesso que é normalmente escrito. Segundo o autor, “O intercâmbio pode serglobal, 24x7x3654, com acuracidade 100%”. É possível apontar diversos benefíciosdecorrentes do uso dessa ferramenta digital. As empresas podem reduzir o tempode processamento de pedidos, dispensar atividades como melhoramento de da4 Termo usado pelo autor para se referir a 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias no ano.
  23. 23. 22comunicação empresariais, realização de correções e espera de aprovações,aumentar o alcance até o consumidor final, etc. Os cinco benefícios-chave destacado por Carillo Júnior et al. (2003) são: • Economia de custo; • Redução de tempo de ciclo; • Melhoria de qualidade e acuracidade; • Visibilidade aguçada dos dados; • Maior produtividade de ativos. O autor declara ainda que, A internet é a ferramenta ideal para trabalhar externamente com empresas em qualquer lado da cadeia de abastecimento, o veículo perfeito para uma colaboração mais rápida e mais profunda, de forma que você possa focalizar a satisfação de grupos consumidores - alvo. Um estudo realizado pela empresa de consultoria americana Pittiglio RabinTodd & McGrath PRTM, citado pela revista “Impacto do mundo online nos negócios”(2003), indica que a cadeia produtiva de uma organização pode conseguir umaeconomia média de 7% a depender de sua gestão efetiva. Também através dagestão, diz o estudo, as corporações podem diminuir em até 60% o tempo ouvolume de estoques, exigindo conseqüentemente, um investimento menor para essesetor. Existem alguns indícios que denunciam imediatamente quando não háintegração entre os membros da cadeia produtiva. Uma empresa que atendediretamente ao consumidor final, por exemplo, quando não possui disponibilidade deum determinado produto demonstra a sua pouca eficiência na relação com seufornecedor. Esta situação deve ser evitada ao máximo, pois, uma vez que o clientenão encontra o que procura a sua credibilidade com a empresa é afetada ao tempoem que se direciona automaticamente a um concorrente. Os negócios dependem em grande parte da cadeia de abastecimento. Semum gerenciamento estratégico adequado dos materiais, atividades e informações,não há crescimento e lucratividade na empresa. Além disso, torna-se imprescindívelque haja habilidade da parte do gestor para conduzir as operações de forma mais
  24. 24. 23eficiente, driblando as dificuldades encontradas no processo e desenvolvendo novastécnicas de ataque para manter a posição privilegiada no jogo do mercado. Carillo Júnior et al. (2003) salienta ainda que atualmente, com o crescimentodas atividades cada vez mais centralizado – em aspectos geográficos e abrangênciade um grupo maior – “a vantagem competitiva provavelmente passará de‘produtividade na produção’ para ‘produtividade na logística’”. Com a necessidade cada vez maior de gerir efetivamente uma série deatividades dentro da Supply Chain, a internet tem sido a grande figura que viabilizaesse processo. “A internet poderia ser vista como a base para algunsimpressionantes ganhos de produtividade no gerenciamento da cadeia deabastecimento”. (Carillo 2003)
  25. 25. 243 DA BBS À BANDA LARGA: A MASSIFICAÇÃO DA INTERNET NO BRASIL E OS SEUS EFEITOS NA SOCIEDADE O advento da internet no Brasil se deu em meados de 1993 e 1994. Antes dachegada marcante dessa ferramenta que mudou o estilo de vida da sociedadebrasileira, o que se utilizava largamente era um sistema de comunicação através dotelefone, fax e um acesso muito mais lento a internet através da conexão discada5.Os primeiros provedores começaram a chegar no Brasil, inicialmente emPernambuco e São Paulo, substituindo então a velha BBS pelo uso da Internet.Esses novos modelos de conexão através de provedores ou ISP’s6 eram realizadosa partir o uso do mesmo tipo de modem usado para conexões via BBS, a diferença éque, nesta nova conexão torna-se necessário uma série de protocolos TCP IP quesão utilizados como sistema de linguagem adotado na comunicação através de viaInternet. Na figura 3 abaixo encontra-se a arquitetura de um sistema de Internetdiscada: Figura 3: Sistema da Internet Discada – Fonte: Romulo Cholewa, 2002 www.abusar.org5 Conexão que usa linha telefônica para se ligar a uma rede de computadores. Possui umavelocidade relativamente baixa quando comparada a banda larga.6 Internet Service Provids, ou Provedor de Serviço Internet, atua em conjunto com a estrutura doBackbone para oferecer acesso a Internet. (www.abusar.org)
  26. 26. 25 A internet discada possuía características como: • Velocidade de aproximadamente 28.800 Kbps7 (o que era até proporcional, visto que a maioria dos sites naquela época ainda era simples e leve); • Provedor se dividia em duas partes: companhia telefônica e Backbone8; • Disposição de sites, home pages, emails, serviços de FTP9, jogos online, etc. Do final de 1998 para 1999 o Brasil vivenciou um grande investimento da parte de empresas estrangeiras. Novos chips DSP10 passaram a permitir uma velocidade de provedor de até 64 Kbps e os investimentos em ISPs facilitou o acesso aumentando a oferta dos provedores. Assim, as primeiras bandas de VOD (Vídeo On Demand) para a comunicação de dados com o ADSL (Asymmetrical Digital Subscriber Line, ou, Linha Digital Assimétrica para Assinante) começaram a surgir no país. Assinantes da Telebahia começaram a fazer testes com o ADSL através de equipamentos da NEC11. Os provedores de acesso a internet no Brasil foram criados e se tornaram obrigatórios12 com a finalidade de impedir que os usuários de internet discada se conectassem diretamente ao backbone da Embratel, pois, se isso acontecesse, haveria então uma comunicação de dados, de forma que, as tarifas seriam de acordo com a TBCD – Tarifa Básica de Comunicação de Dados, acessado pelo código não-geográfico. Sendo assim, um novo sistema fora empregado, onde os usuários de conexão discada deveriam conectar-se às redes dos PSCI (Provedor de Serviço de Conexão Internet) e os valores deveriam se basear na linha fixa através da TBSL – Tarifa Básica do Serviço Local. Até hoje não se chegou a um consenso a respeito do que é, de fato, um serviço de banda larga. Alguns países levam em consideração a tecnologia utilizada (há ADSLs de 64 kbps) e outros levam em conta a velocidade da conexão.7 Termo usado na informática para indicar a velocidade em Kilo Bites por Segundos.8 Conjunto de equipamentos que conecta o provedor à grande rede de Internet. (www.abusar.org)9 Protocolo de comunicação de computadores entre si, que propicia a transferência de um arquivolocalizado em um deles para o outro computador requisitante. (SENAI-DN, 2003)10 Sinal de Processamento Digital.11 Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação brasileira. (www.abusar.org)12 De acordo com a Portaria 148/95 do Minicom. (www.abusar.org)
  27. 27. 26 Uma definição aproximada seria: Conexão à rede com capacidade acimadaquela conseguida, usualmente, em conexão discada via sistema telefônico.Não há uma definição de métrica de banda larga que seja aceita por todos mas écomum que conexões em banda larga sejam permanentes e não comutadascomo as conexões discadas. Mede-se a banda em bps (bits por segundo) ouseus múltiplos, Kbps e Mbps. Banda larga, usualmente, compreende conexõescom mais de 100 Kbps, porém esse limite é muito variável de país para país e deserviço para serviço. Geralmente banda larga se refere às conexões diferentesda conexão discada. Baseando-se nessa definição, é possível considerar aconexão a primeira banda larga, a conexão fornecida pela Link Express, em1998. Desde então, a internet só tem se espalhado e atingido novos públicos,tornando-se, indiscutivelmente, um elemento de grande influência na vida dosbrasileiros. O gráfico abaixo ilustra de forma geral o crescimento da banda largano Brasil. Gráfico 1 – Internet Banda Larga no Brasil – Fonte: www.idec.org.br
  28. 28. 274 E-BUSINESS E E-COMMERCE: OS PROTAGONISTAS DOS NEGÓCIOS MODERNOS E SEUS COADJUVANTES Atualmente pode-se definir E-business (EB) e E-commerce (EC) de diversasmaneiras. Ainda existem algumas controvérsias, mas dentre os conceitos atribuídos,Carillo Júnior et al. (2003) define e os diferencia: • E-business: Uso das tecnologias da Internet no local de trabalho tanto internamente, dentro da corporação, quanto externamente, entre a corporação, seus parceiros de negócios e seus clientes. • E-commerce: Uso especializado dessas ferramentas para melhorar a eficiência e eficácia das transações de e-commerce. Alberto Luiz Albertin apud Bárbara Virgínia Figueredo da Silva (2004, pag.85), afirma que “EC é a realização de alguma transação ou evento, sendo que ainfra-estrutura, mais geral e ampla, necessária para que estas transações possamocorrer denomina-se mercado eletrônico, ou ainda como Negócios na Era Digital”. Já o EB é considerado por Franco Júnior (2001, pag. 16), a partir dosconceitos da IBM como: [...] Uma forma segura, flexível e integrada de fornecer um valor diferenciado na gestão administrativa pela combinação de sistemas e processos para a administração e funcionamento de operações centrais, de forma simples e eficiente, alavancada pela aplicação de tecnologia da Internet. Ou seja, para Franco Júnior “o E-commerce é a parte visível do E-business.”É possível mencionar também o conceito de Turban e King (2004) onde definem oEC como “o processo de compra, venda e troca de produtos, serviços e informaçõespor redes de computadores ou pela internet”. O EB pode ser traduzido como “Negócio Eletrônico”, isto é, através do uso deSistemas de Informações ele proporciona a realização dos processos denegociação. O EC por sua vez, corresponde a utilização de meios eletrônicos com afinalidade de proporcionar os processos de compra e venda de produtos. De acordo com suas finalidades e características o EC pode ser classificadoem B2B, B2C e B2G, onde tem como principais personagens envolvidos: as
  29. 29. 28 empresas (Business), os consumidores finais (Consumer) e os governos (Government), como mostra a figura abaixo: Figura 4 – Agentes e relacionamentos do Comércio Eletrônico Fonte Virgínia Silva, 2007 Atualmente, os relacionamentos mais conhecidos são o B2B e o B2C. O B2C, que, de forma contracta no Inglês quer dizer Business-to-Consumer, representa a compra de produtos através da Internet de forma direta, ou seja, das empresas pelos consumidores. O relacionamento B2B caracteriza transações desempenhadas entre empresas através do Comércio Eletrônico. Apesar de menos divulgada, esta forma de negociação tem movimentado bilhões no meio corporativo, como ilustra a tabela 1 a seguir: Dados Globais 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005E-commerce (US$ bi) 130 282 516 1167 1845 3365 5030 B2B (US$ bi) 110 210 365 916 1420 2800 4300 B2C (US$ bi) 20 72 152 251 425 565 730 Dados USA 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005E-commerce (US$ bi) 58 161 304 557 819 1266 1842 B2B (US$ bi) 41,7 122,7 253,8 482 721 1139,2 1686 B2C (US$ bi) 16,3 38,3 49,8 75 97,5 126,8 155,6 Dados América 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 LatinaE-commerce (US$ bi) 0,6 1,5 3,3 8,8 17,0 29,3 45,1 B2B (US$ bi) 0,4 0,9 2,9 6,5 12,5 21,5 33,1 B2C (US$ bi) 0,2 0,5 1,3 2,3 4,5 7,8 12 Dados Brasil 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005E-commerce (US$ bi) 0,2 0,6 2,1 5,1 8,7 13,5 21,9 B2B (US$ bi) 36,5 42,1 47,6 54,2 B2G (US$ bi) 1,2 2,6 5,3 8,4 B2C (US$ bi) 0,1 0,3 0,5 1,4 1,7 2,0 2,4
  30. 30. 29 Tabela 1 – Indicadores do Comércio Eletrônico Fonte: Extraído de E-consulting Group (2004) apud Silva (2007) O uso de inovações tecnológicas para o aprimoramento das atividadesdesenvolvidas nas empresas tem tornado-as cada vez mais eficientes ecompetitivas, isto é, ao passo em que os clientes modernos vão se tornando maisexigentes e específicos em seus desejos de compra, maior é a necessidade daempresa de criar artifícios como tal para satisfazê-los e mantê-los fiéis sem deixarde conquistar novos públicos. Para isso, torna-se indispensável, não só odesenvolvimento de um produto de qualidade, que corresponda, ou ainda, supere asexpectativas desses clientes, mas também a adoção de diversas medidas de carátertecnológico, as quais também possam facilitar a colaboração com os seus parceiros,bem como a vantagem em relação aos concorrentes. Hoje implementações tecnológicas representam um fator preponderante parao êxito das organizações. Ferramentas vinculadas ao B2B, por exemplo, podem serconsideradas, hoje, muito viáveis. Sistemas de comunicação e suprimentos comoERP13– Enterprise Resource Planning – e EDI14– Eletronic Data Interchange –isoladamente podem ser insuficientes para administrar tantos processos envolvidosnos negócios organizacionais. Contudo, alguns artifícios atuais do B2B já sãoutilizados como meio de integração entre esses sistemas de gerenciamentoempresarial, é o caso, por exemplo, do E-procurement, que será explanado a seguir. Contudo, o maior desafio do B2B atualmente tem sido proporcionarsegurança e confiabilidade para os seus usuários. Muitos empresários econsumidores têm deixado de melhorar os seus processos de comunicação, comprae outras negociações em geral, por conta da falta de confiança nos sistemasdisponíveis através da Internet. A revista Tecnologística em sua reportagem sobre e-commerce em Junho de2005 divulga a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de E-business ondeaponta a falta de hábito e a questão da segurança como os protagonistas da inibiçãoa compra eletrônica. De acordo com a pesquisa, 49% das empresas entrevistadas13 Sistema informatizado de gestão da empresa que integra todas as etapas do negócio, incluindo oplanejamento, finanças, produções, vendas e marketing. Além disso, pode englobar funções comoContabilidade, Folha de Pagamentos, Controle de Estoque, etc. Como exemplo, pode-se citar oOracle, SAP, Datasul-SEM, etc. (SENAI-DN, 2003)14 Transferência eletrônica de dados entre empresas distintas usando redes, tais como a internet.(SENAI-DN, 2003)
  31. 31. 30deixavam de realizar vendas via internet devido à resistência dos clientes noabandono de antigos costumes. Havia ainda, segundo a revista, algumas empresas que possuíam clientescujas compras eram em grandes quantidades, mas estes somados eram poucos.Esse fator também contribuiu para o recuo das empresas no momento da decisãopor negócios online. Hoje em dia, entretanto, as empresas já têm ultrapassado diversas barreiras eresistências em relação ao mundo virtual. A segurança, por exemplo, já temmelhorado bastante através de ferramentas como o E-procurement, o que,conseqüentemente tem trazido mais confiabilidade para os clientes. (Silva, 2007)5 B2B: MODALIDADES E CARACTERÍSTICAS Business to Business é o tipo de comércio eletrônico utilizado entre empresasonde se substitui as operações físicas de negociação comercial e possibilita-se,através da internet ou do uso de redes privadas compartilhadas entre parceiros de
  32. 32. 31negócios, transações de compra e venda, de informações, de produtos e deserviços. Em linhas gerais, as relações B2B são efetuadas entre empresas-fornecedoras e empresas-clientes. Estas são possíveis através de portais na web. Apartir de então, pode-se apontar alguns principais grupos de portais B2B: • Portais para colaboradores (intranet) – são portais usados pelas empresas para o desenvolvimento da comunicação interna através de redes restritas aos seus colaboradores, permitindo o acesso a um conjunto de recursos disponíveis na rede dessas empresas. A partir destes portais torna-se possível a união dos colaboradores, seja qual for o local físico em que estejam, superando, desta forma, as barreiras geográficas que os distanciem e impeçam o fluxo de informações ; • Portais para parceiros (extranet) – são portais em que se desenvolvem as relações entre empresas (B2B) ou relações que são mantidas entre uma empresa específica e outras desejadas no negócio. Sendo assim, as empresas são unidas aos seus parceiros através de redes via internet, onde o objetivo é promover a troca de informações e a colaboração. Dentro do ambiente extranet percebemos ainda a presença de duas classificações B2B:  Buy side (Lado do comprador): É o tipo de portal desenvolvido pela própria empresa compradora, a fim de atrair fornecedores para o seu negócio.  Sell side (Lado do vendedor): É o tipo de portal desenvolvido pela própria empresa vendedora, a fim de atrair compradores para o seu negócio. • Portais de terceiros, e-marketplaces ou bolsas – são áreas de suporte que proporcionam a união de várias organizações compradoras e vendedoras. A negociação de produtos – bens e serviços – é realizada através da Internet por empresas especializadas em B2B, e nesse ambiente em que se encontram compradores e fornecedores diversos, ela
  33. 33. 32 ajuda nos processos da compra online. (Carvalho, 2006) Os e- marketplaces podem ainda ser subdivididos em dois grupos:  Verticais: “São portais que servem a um setor vertical específico, como energia, hoteleiro [...]. Mercados verticais automatizam cadeias verticais de suprimentos”. (Kalakota e Robinson 2002)  Horizontais: São portais que não são exclusivos de um único setor. Eles buscam agregar compradores de diversas indústrias que procurem produtos com características semelhantes ou não, como materiais de MRO (Manutenção Reparo e Operações), por exemplo. Nesse modelo de transação, as compras realizadas pelas empresas podem ser em conjunto valendo-se do e-marketplace. • Comércio Colaborativo ou C-commerce: “Refere-se à utilização de tecnologias digitais que habilitam as empresas a planejar, projetar, desenvolver, pesquisar e gerenciar produtos, serviços e aplicações inovadoras de CE15 colaborativamente”. (Turban e King 2004)A figura a seguir ilustra as formas de B2B mais conhecidas atualmente:15 Termo utilizado pelo autor para se referir ao Comércio Eletrônico.
  34. 34. 33 Figura 5 – Tipos de E-commerce B2B Fonte: Turban e King (2004) O B2B tem obtido resultados satisfatórios constatados a partir de suaimplementação em empresas internacionais. Ele tem agido de forma conjunta comoutros diversos fatores. A partir de seu uso, tem se tornado possível melhorar o nívelde eficiência de comunicação das empresas, o que conseqüentemente temfavorecido a integração entre as atividades, colaboradores e clientes, e ainda,reduzido os custos de transações de compras com fornecedores. É possível citar,por exemplo, os laboratórios da Abbot, nos Estados Unidos, que, antes deimplementar um sistema de compras B2B, pagava-se 2 a 3 mil dólares a mais pelosmesmos insumos. Já com a adoção do novo sistema, a organização obteve umaeconomia de 9 milhões de dólares, tudo graças ao compartilhamento eficiente dasinformações. (Reed, 2000 apud Antônio Galvão Novaes, 2001) Em comparação com outros softwares que também têm por finalidade aintegração das informações entre os processos na cadeia de abastecimento,podemos observar que o B2B obtém vantagens em diversos aspectos. Seconsiderarmos, por exemplo, o EDI podemos notar que, além de cara, ainda éfechada e exclusiva, ou seja, tende a ser utilizada por grandes empresascompradoras nas relações comerciais com seus fornecedores de maior porte.(Carvalho, 2006)5.1 As facetas do E-procurement O termo E-procurement representa a utilização de sistemas eletrônicos nadescrição de todas as etapas envolvidas no processo de compra, desde o
  35. 35. 34requerimento do produto até o seu pagamento. Ele também tem a função de adquiririnformações úteis, através da internet para a administração da empresa. Além de propiciar melhores formas de negociação via web, essa prestativaferramenta ainda possibilita, por exemplo, a otimização do tempo dos clientesatravés da diminuição dos processos operacionais com as novas práticas decotação eletrônica. Outrora a comunicação via empresas era muito mais trabalhosa e burocrática,o que fazia com que perdessem muito tempo na execução de determinadasatividades. Os preços dos orçamentos, por exemplo, eram todos digitados eexpedidos via Fax ou e-mail, o que é conhecido como cotação convencional. Atéhoje ainda se pode encontrar esse tipo de prática em algumas empresas, entretanto,com o advento da cotação eletrônica, cada vez mais empresas têm aderido ao E-procurement, além do tempo, elas têm ganhado nas questões de custo e segurança. Com o crescimento significativo do B2B no cenário atual, os executivos têmbuscado nessa peça chave vantagens para conduzir os seus negócios e, de fato, astêm encontrado. Carillo Júnior et al. (2003) aponta o E-procurement como uma alternativa, porexemplo, para as compras de materiais indiretos. Ele afirma que os E-procurements“amadureceram”, e compradores e vendedores agora negociam de forma totalmenteautomatizada através da internet. Há dois tipos de materiais que fazem parte das negociações relacionadas aouso do E-procurement: • Materiais diretos: São aqueles diretamente ligados a produção; insumos e matérias-primas. É comum possuírem um alto valor agregado, entretanto, não geram muitos ciclos de compra. • Materiais indiretos: São aqueles que servem de suporte para a produção. Também chamados de MRO (Manutenção Reparo e Operações), não possuem um alto valor agregado, contudo, como são essenciais para a produção, são utilizados com freqüência e em grande quantidade. Como por exemplo, os materiais de escritório, entre outros. (Silva, 2007)
  36. 36. 35 Os E-procurements também se encontram relacionados a outras ferramentasutilizadas, como: cotação eletrônica, diligenciamento, leilões, catálogos, gestão decontrato, espelho de nota fiscal e consórcios de compras. (Silva, 2007) A RFQ16, como também é chamada a cotação eletrônica, refere-se à cotaçãode compra enviada por empresas compradoras para empresas fornecedoras viainternet. Há dois modos em que esta ferramenta pode ser usada; dentro dos portais,ou com o auxílio do ERP dos compradores. Podemos citar como vantagem da cotação eletrônica a economia do tempoatravés da redução do trabalho operacional no que diz respeito às atividadesintrínsecas aos processos de aquisição. As figuras 6 e 7 a seguir demonstram como funciona o sistema de RFQeletrônica: Figura 6 – Etapas de Pedido de Cotação I Fonte: www.me.com.br16 Sigla derivada do inglês Request For Quotation; pedido ou solução de cotação. (Silva, 2007)
  37. 37. 36 Figura 7 – Etapas de Pedido de Cotação II Fonte: www.me.com.br O termo diligenciamento refere-se ao ato de fazer follow up17 de produtos. Eleestá diretamente ligado ao RFQ, uma vez que o acompanhamento será em torno dacotação de um produto. Dentro da esfera do E-procument, já existem portaisespecializados para desempenhar tal atividade. Esses serviços de acompanhamentomonitoram operações como recebimento de pedido de cotação pelos fornecedores,entrega de propostas no prazo, etc. O diligenciamento também pode ser realizado após a entrega do produto aocliente, ou seja, tanto o produto adquirido através de cotação eletrônica, quanto oadquirido de forma tradicional, pode participar desse processo. Outro personagem também relacionado às práticas do E-procurement é oLeilão Eletrônico, o qual é também classificado em direto e reverso. Os leilõesDiretos são caracterizados pelas vendas através dos portais, onde a empresavendedora oferece o produto e vence quem exibe a melhor proposta de compra. Essa modalidade destaca-se por permitir a obtenção de cotações dediferentes partes do mundo. Os leilões reversos são exatamente ao contrário, neste caso os compradores,que necessitam do produto, são os que exibem suas preferências de aquisições eentão obtêm as propostas dos fornecedores durante um determinado período. Estespossuem algumas regras dentro das suas diversas modalidades. O fato degeralmente possuírem uma curta duração, não excedendo o tempo de uma hora, porexemplo. Há ainda outra consideração importante a respeito dos leilões eletrônicos noque diz respeito a sua aplicabilidade. Isto é, pelo fato de existir possibilidade de arequisição e a entrega não se corresponderem efetivamente, os leilões tornam-se17 Expressão inglesa que é usada tecnicamente em Português com o sentido de ‘acompanhamento’.
  38. 38. 37viáveis apenas para produtos em quantidade, com alto grau de padronização,organizados em grandes lotes. Desta forma, depreende-se que, os itens envolvidosnesse tipo de negociação se apresentam semelhantes a comodities18 fazendo comque o fator essencial para a escolha do cliente seja, de fato, o menor preço. Os catálogos também descrevem um meio útil num sistema de E-procurement. Neste tipo de transação uma lista de produtos é construída para que ofuncionário de uma determinada organização possa observá-la e, de acordo com ascaracterísticas referentes ao produto desejado, incluindo suas condições comerciais,seja adquirido. Neste caso, especifica-se no contrato comercial que não hánecessidade de intervenção do setor de suprimentos da companhia para arealização desses processos de aquisição. Conforme mostra a figura 8 abaixo: Figura 8 – Catálogo Eletrônico Fonte: www.me.com.br Há, porém, um detalhe que pode ser considerado contraproducente emrelação aos catálogos. Quando eles são desenvolvidos pelos próprios sites dosfornecedores, a depender da forma de disposição dos produtos, podem levar orequerente a despender muito tempo acessando páginas para compor toda a sualista de compras. Como alternativa de integração e melhoramento do processopode-se ter uma união dos vários catálogos em um só portal, através de um sistema18 Produtos que possuem pouca ou nenhuma diferenciação. Normalmente são cotados em bolsas demercadorias, que definem seus preços. (Silva, 2007)
  39. 39. 38ERP ou Intranet da empresa, contudo, isso pode não ser tão recomendável, umavez que se torna mais custoso e exige um maior tempo de implementação. Outra alternativa também para a realização de negócios online tem sido aGestão de Contratos, o qual busca simplificar a cadeia de suprimentos através daintegração de compradores e fornecedores por meio do sistema EDI. A depender dotipo de contrato de fornecimento realizado entre as partes, o controle do estoquepode passar a ser realizado pelo fornecedor. Daí em diante o papel do fornecedorserá suprir automaticamente as necessidades da sua empresa cliente, ou seja, todoo material de ressuprimento automático19 passa a ser responsabilidade dofornecedor. Dentro dessa intensa e atual busca pela simplificação dos processos decompra, conseguir entregar o produto o mais próximo possível das especificaçõesdo cliente tem sido o desafio que métodos como a cópia da “Nota Fiscal” têmbuscado alcançar. O envio da cópia da nota fiscal ao cliente ocorre antes doembarque da mercadoria e permite que haja um procedimento preventivo apossíveis complicações que venham estender o processo de aquisição do produto. É possível apontar, finalmente, os Consórcios de Compras, onde asempresas buscam realizar compras eletrônicas em conjunto. Nessa modalidade denegociação as empresas, muitas vezes, constroem alianças com suas concorrentes.É possível apontar, por exemplo, o maior portal de compras automotivo∗, que écomposto por grandes companhias automobilísticas como General Motors, Ford,DaimlerChrysler, Renaut-Nissan e PSA Peugeot Citroën. Essa parceria se iniciou em 2001, atualmente o portal já dispõe de diversasfiliais em diferentes países na Europa, Ásia, América do Norte, América Latina eÁfrica. (Silva, 2007) Para a adoção da prática adequada aliada ao E-procurement torna-senecessário analisar a realidade da empresa e a apropriação para a exeqüibilidadedessas ferramentas. É preciso definir a melhor forma de combinar essasferramentas para se obter o melhor resultado. Levando em consideração custo erisco, como mostra a figura 8.19 Material recomendável para estoque, com ponto de ressuprimento e lote econômico definidos.(Silva, 2007) De acordo com a revista “ISTOÉ” 2002.
  40. 40. 39 Figura 8 – Classificação Estratégica de Suprimentos e Ferramentas de E-procurement – Fonte: Mercado Eletrônico (2003) e WEBB (2004) apud Silva (2007)5.2 Vantagens do E-procurement As organizações de suprimentos focam geralmente na otimização dosrecursos diretos. Daí a importância da aplicação dos E-procurements. Como osERPs sozinhos não conseguem “dar conta do recado”, os E-procurements podemrepresentar uma alternativa na aquisição de materiais indiretos. Com a utilização dessa ferramenta tecnológica, os empresários têm adquiridomuitas vantagens em seus negócios. Entretanto, permeia-se ainda entreprofissionais de suprimentos algum tipo de comparação do E-procurement com oSourcing (Suprimento) Estratégico, ou seja, os profissionais discutem que muitosdos benefícios citados pelos fornecedores de E-procurement são os mesmos queaqueles realizados pelo Sourcing estratégico. O raciocínio é, ao mesmo tempo em que alavancar os suprimentos para toda a empresa e racionalizar fornecedores são tipicamente citados como benefício de E-procurement, também é verdade que eles são resultados potenciais de um projeto de sourcing. (JÚNIOR et al., 2003):
  41. 41. 40 O E-procurement, contudo, destaca-se nesta disputa uma vez que oferece àcorporação a possibilidade de utilizar uma diversidade maior de estratégias desourcing. As vantagens iniciais para um cliente do E-procurement são: economias damenor compra externa, economias da melhor eficiência do processo e geração dereceita. De acordo com Júnior e outros (2003): “Ao escolher o E-procurement, asempresas freqüentemente realizam uma economia inicial de dois a três por cento”. Antigamente as organizações de suprimentos usavam como critérios para aescolha de seus fornecedores aspectos como experiências passadas, indicações,etc. Isso gerava uma certa restrição a qual impedia a negociação da empresa comnovos fornecedores. Todavia, hoje, através dos processos de comunicação online,as empresas têm vislumbrado um novo e promissor horizonte de oportunidades paranegociação por meio de novas parcerias. Ao contrário dos ERPs, os E-procurements conseguem acompanhar de formaeficiente os processos compras indiretas, ao tempo em que também acessaminformações para negociações futuras com os seus fornecedores. De forma eficiente, entende-se que, através do acesso online, o processo deaquisição de uma determinada mercadoria torna-se, indubitavelmente, mais rápido,prático, isto é, bem menos burocrático. Juntamente com a eliminação dos papéis,chega-se a redução do tempo de ciclo do pedido, aumentando assim o nível deserviço e a satisfação do cliente. O E-procurement, portanto, é uma ferramenta que tem revolucionado asrelações B2B atuais. Ele tem sido utilizado como um programa de ampliação da vidados ERPs. Isso porque, ferramentas como essa e outras relacionadas aosuprimento eletrônico são a forma mais simples e de menor risco para se fazer usodo comércio eletrônico. Com o advento das tecnologias empacotadas, combinandocatálogos eletrônicos e gerenciamento do fluxo operacional através das intranetscorporativas, as organizações de grande porte, em particular, passaram aadministrar os gastos dos NPR20. Mas ainda existem alguns fatores cruciais que devem ser observados noprocesso de implantação de um sistema de suprimento eletrônico. Se umanegociação de itens em um catálogo, por exemplo, não for satisfatória, a ferramentade suprimento online de nada terá efeito, no máximo, ela permitirá aos seus usuários20 Non-production-related ou Produtos e serviços não relacionados com a produção. (Silva, 2007)
  42. 42. 41que realizem negociações insatisfatórias mais facilmente. Também, quando se tratade novas implementações na empresa, é preciso pensar de forma global,adequando todas as variáveis envolvidas à sua realidade. É preciso orientar ossetores que mudarão a forma de executar suas atividades, como por exemplo,qualquer funcionário que realize compras de produtos indiretos passará a usar umbrowser21 da web, ao invés de fax ou telefone. Os sistemas de suprimento eletrônico, segundo Júnior (2003) trazem algunsaspectos como:  Conformidade: utilização maior dos fornecedores preferenciais e redução dos gastos, o que resulta numa maior aquisição de produtos com um menor preço;  Alavancagem: Descrições confiáveis de gastos com fornecedores e produtos, o que melhora o processo de gestão de escolha de parcerias e contratos;  Eficiência do processo: a quantidade de atividades de cunho administrativo é reduzida e exclusão dos métodos realizados através do uso do papel, o que reduz o número de erros, o tempo de processamento, o uso de meios de comunicação como fax ou telefone, habilitando a realização de atividades como a realização de contratos, que geram valor agregado. Desta forma, as organizações podem adquirir habilidade para desenvolverserviços diferenciados, condizentes com as preferências de cada cliente e criar umconjunto de soluções características referentes a cada um de seus perfis. Como asoperações de acompanhamento são de acordo com cada cliente, o custoconseqüentemente é reduzido, visto que não há necessidade de grandesinvestimentos em setores como o de conferência e manuseio de cargas. Dentro desse contexto, o que torna o B2B atrativo é a redução dos custosatravés da eficiência na realização das compras. O impacto com as negociações ésignificativo, isto torna o setor de compras e o papel da negociação muito importantepara a empresa. Se uma empresa conseguir, por exemplo, diminuir seus custos decompra em 5%, obterá um avanço no resultado relativo a 30% nas suas vendas.Considerando que o E-procurement pode reduzir os custos de aquisições emaproximadamente 20%, o investimento realmente caracteriza uma alternativa viável.21 Navegador web, software capaz de ler, interpretar e apresentar informações da internet para ousuário. Os mais conhecidos são o Internet Explorer, Mozilla Firefox e o Netscape. (SENAI-DN, 2003)
  43. 43. 42 Um exemplo que pode ser mencionado de vantagem dessa ferramenta é o daempresa norte-americana Visteon que através da empresa eBreviate realizou umleilão simples e com baixo investimento na negociação entre fornecedores deautopeças, produtos eletrônicos, PCs, serviços de telecomunicações e peças. O E-procurement pode apresentar as seguintes vantagens: o Redução do custo de processamento nas transações; o Aumento da pontualidade e qualidade dos processos de suprimentos; o Redução do custo de aquisição de produtos e serviços; o Aumento da disponibilidade de informações, redução de trabalhos e duplicidade de atividades; o Possibilidade de acesso simultâneo à internet; o Envolvimento de múltiplas organizações; o Focalização externa dos negócios; o Geração de alta flexibilidade (utilização de linguagens universais XML22) o Possibilidade de resposta ágil ao cliente. o Em se tratando de suprimentos, é fundamental para cada organização saberfazer bom uso das ferramentas que possui, observar o seu comportamento diante domercado e sempre buscar novas estratégias de acordo com as característicasrelacionadas à sua empresa. Em geral, deve-se buscar principalmente aorganização, a mudança de mentalidade corporativa, o compartilhamento deinformações, medidas de desempenho e gerenciamento dos fornecedores. (Júnior,2003) É importante ressaltar que o uso de tecnologias para a otimização dosprocessos gerenciais da empresa varia de acordo com as características inerente aelas. É fundamental analisar se o impacto proveniente dessas inovações é igual emtodas as indústrias. McFarlan (1999) apud Silva (2007) defende que “essasoportunidades variam muito de uma empresa para outra, assim como a intensidadee as regras da competição variam muito de um setor industrial para o outro”.22 Usadas em sistemas que permitem o acesso e o gerenciamento de um grande volume detransações geradas pela necessidade de comunicação entre as empresas. (www.sargas.com)
  44. 44. 435.3 Mix de Ferramentas De acordo com Norris et al. (2001) desde o fim da década de 90 asorganizações têm buscado crescer com o auxílio da internet e das tecnologiasbaseadas na web. Todavia, segundo o autor, elas também têm descoberto que ocompartilhamento de informação confiável só é possível através do uso de sistemasERP. É de extrema importância que a empresa tenha um sistema de gestãointegrada para realizar a implementação de sistemas com tecnologia web. Norris(2001) ainda acrescenta: “Enquanto o ERP organiza a informação dentro daempresa, o e-business dissemina aquela informação para todos os lados”. As ferramentas de E-procurements também podem se tornar mais eficientesquando combinadas a sistemas como de Gerenciamento Eletrônico de Documentos(GED) associado a um workflow23. O GED proporciona aos seus usuários avisualização de documentos, como propostas comerciais, tudo, através docomputador. De acordo com Silva (2007), quando essas duas ferramentas trabalham emparceria, o workflow é capaz de gerir estrategicamente as fases de um processo detrabalho. A exemplo pode-se mencionar o processo de aquisição, onde os sistemaspodem direcionar pedido de usuários para o comprador que responde por talmercadoria, o qual dará continuidade ao processo e enviará o requerimento para oconsentimento dos gestores responsáveis. No aspecto prático do E-procurement podemos destacar o nível elevado deprogresso tecnológico no setor bancário brasileiro, o qual tem se tornado referênciamundial. Os bancos têm utilizado o E-procurement constantemente em larga escalapara a aquisição de material de escritório, formulários e hardware. Outro setor que também tem se tornado adepto dessa fantástica ferramenta éo automotivo. A indústria automotiva tem adotado diversas práticas do E-commercecomo as aquisições de produtos MRO, utilizando até mesmo freqüentemente leilõesreversos e C-commerce. A Volkswagen, por exemplo, foi uma das pioneiras no23 Fluxo de Trabalho, seqüência lógica de interação entre pessoas para a conclusão de uma atividade,inclusive prevendo hierarquias e alternativas paralelas, caso eventos ocorram de formas diferentes.(SENAI-DN, 2003)
  45. 45. 44Brasil a fazer uso da gestão de contrato através do controle de estoques realizadopelos fornecedores. Apesar de algumas ferramentas possuírem algumas restrições em relação asua utilização, como é o caso dos leilões reversos, por conta de nem todos osprodutos possuírem características padronizadas para viabilizar a suacomercialização via eletrônica. O que ocorre deveras é que grande parte dosprodutos carregam em si uma complexa exigência técnica, o que imediatamenterequer dos negociantes envolvidos um check-up24 criterioso para a efetuação damelhor compra. O que faz do E-procurement, entretanto, um artifício poderoso no mundo dosnegócios é o fato de estar sempre atrelado a uma boa administração, sintonizandoas oportunidades de inovações tecnológicas com a realidade da organização. Um exemplo do uso bem sucedido do E-procurement foi através da comprade materiais indiretos pela empresa Clarus. Ela é uma empresa estrangeira que érepresentada no Brasil pela Vesta Technologies. O sistema utilizado pela empresa é de integração com o fornecedor, onde secompartilha banco de dados para que haja conhecimento da realidade da empresa.“O sistema gerencia o fluxo de propostas e passa a conhecer o cotidiano daempresa na compra de materiais”. (Júnior, 2003) Gerenciar novos funcionários, por exemplo, se torna bem mais fácil atravésdo uso do E-procurement, de forma que, o sistema providencia uma série demateriais como micros, telefone e papéis automaticamente para o novo funcionário,bastando apenas digitar o seu nome. Isso ainda levando em consideração ofornecedor mais barato e eficiente, uma vez que o fornecedor do outro lado possuaum catálogo eletrônico. “Vale qualquer alternativa, de um site a um arquivo de texto,com extensão “txt”. O sistema faz a importação do catálogo e o torna adequado àsolução usada na corporação”. (Júnior, 2003) Deste modo percebe-se que o compartilhamento de informações entrefornecedores e compradores se torna bem mais eficiente, possibilitando um sistemade ressuprimento seguro e um bom nível de serviço ao cliente.24 Refere-se a uma análise, uma avaliação.
  46. 46. 456 CONCLUSÃO Graças a Internet, a sociedade tem vivenciado um período de democratizaçãoda informação. Utilizando apenas um browser, cadeias de abastecimento podematingir melhores níveis de integração. Todavia, uma série de alternativas de cunho eletrônico vem caracterizando opanorama dos negócios atuais. De acordo com as diversas ferramentas atuantes nomundo online, pode-se inferir que, o E-procurement constitui uma opção importante.Com vertentes que se tornam peculiares a cada tipo de transação comercial, as
  47. 47. 46corporações buscam e, felizmente, encontram vantagens para a implementação demelhorias em seus negócios, através da utilização inteligente desse software. A redução de custos, a agilidade, praticidade e outros benefícios têm sido osfatores chave para a disseminação e escolha das empresas pelas práticaseletrônicas. O E-procurement, por exemplo, é capaz de proporcionar aos seususuários a vantagem da segurança. Esta ferramenta, entretanto, pode oferecermelhores resultados quando combinada a outras do ramo. A adoção do E-procurement tem gerado resultados positivos nasorganizações. O que realmente faz com que esta ferramenta ganhe destaque edesempenhe atividades com tanta eficiência não está somente nas propriedadestecnológicas que esta possui, mas principalmente, na forma de gerenciamentoempregada pelos profissionais que a utilizam. Quando uma nova tecnologia é implantada na empresa outros fatores comopreparação, treinamento e adequação dos funcionários para o recebimento do novosistema também devem ser observados. É preciso analisar de forma geral quaismudanças serão necessárias para a aplicação desse software, quais áreas detrabalho terão de ser redirecionadas, quais setores e quais atividades sofrerãoalterações por conta de sua chegada. É de vital importância que a empresa possua profissionais competentesengajados no processo de evolução da empresa. É necessário que a equipe estejamotivada e envolvida, focada no crescimento dos negócios, uma vez que, a adoçãode novas práticas digitais pode gerar certa resistência a determinado grupos defuncionários da empresa. A indisposição do pessoal em relação à quebra deparadigmas implica na desaceleração do progresso da empresa. Assim, faz-senotório a realização de todo um procedimento de preparação profissional para arecepção desejada do novo. Depois de incumbidas às suas respectivas áreas responsáveis, as atividadesserão desenvolvidas com maior eficiência, gerando novas oportunidades derelacionamento com parceiros comerciais e aumentando sua parcela de participaçãono mercado. Com a adaptação do E-procurement às áreas de negociação eletrônica entreempresas (B2B), as transações têm ganhado novos resultados. Além de ofereceragilidade e segurança, o E-procurement também ajuda as empresas construíremnovas parcerias, o que é de extrema importância no contexto do mercado atual.
  48. 48. 47Desta forma, ele desempenha uma função considerável na relação entrefornecedores e compradores. O aumento da velocidade nas conexões a internet, através do acesso abanda larga, juntamente com essa digitalização no ambiente dos negócios, permitiuàs empresas a construção de um ambiente economicamente “saudável”. Agora tudoé relativamente mais prático, mais viável, mais proveitoso. A eliminação de processos com papéis, a redução de custos, redução detempo de ciclo na aquisição de produtos, aumento da flexibilidade, resposta rápidaao cliente, melhor alcance de parcerias e segurança, são benefícios proporcionadospela adoção do E-procurement no ambiente B2B nessa nova era da Banda Larga.Saber como fazer um bom uso dessa ferramenta, entretanto, constitui um requisitopreponderante para a exeqüibilidade dos negócios eletrônicos. Deste modo, é possível observar que, uma vez aplicada de forma inteligenteno ambiente dos negócios, a tecnologia pode aumentar consideravelmente aeficiência das empresas. Quando se trata de integração da cadeia de suprimentos,por exemplo, todo investimento voltado para a área é desejável, pois só desta forma,compartilhando informações competitivas, se pode haver resposta rápida e eficientepara os clientes, bem como melhoria no nível de serviço. E é essa, definitivamente,a função do E-procurement; conectar por meio da tecnologia moderna, a internet, osmembros de um sistema corporativo (B2B) da maneira mais eficiente e eficazpossível.REFERÊNCIASBALLOU, Ronald H., Gerenciamento da cadeia de Suprimentos / LogísticaEmpresarial, São Paulo: Atlas S.A, 2008.BOAVENTURA, Edivaldo M., Metodologia da Pesquisa, São Paulo: Atlas S.A, 2007.CHRISTOPHER, Martin, A Logística do Marketing, São Paulo: Futura, 2000.FERRARI, Antônio Martins. Telecomunicações Evolução e Revoluções, São Paulo:Ática, 1991.
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  51. 51. 50

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