Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Avaliação da capacidade funcional em idosos com fatores de risco

5,206 views

Published on

  • Be the first to comment

Avaliação da capacidade funcional em idosos com fatores de risco

  1. 1. FACULDADES ANGLO--AMERIICANO – FAA FACULDADES ANGLO AMER CANO – FAA CURSO DE FIISIIOTERAPIIA CURSO DE F S OTERAP AAvaliação da Capacidade Funcional em Idosos com Fatores de Risco Cardiovascular DAIANY DA SILVA VILELA KAMILLA LUDMILLA SANTOS BUSANELLO SIMONE DASPET DE OLIVEIRA FOZ DO IGUAÇU 2010
  2. 2. AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL EM IDOSOS COM FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR Evaluation of functionality in elderly patients with cardiovascular risk factors Daiany da Silva Vilela¹, Kamilla Ludmilla Santos Busanello¹, Simone Daspet de Oliveira¹ Christiane Riedi² ¹ Discentes do curso de Fisioterapia da Faculdade Anglo Americano da Cidade de Fozdo Iguaçu, PR, Brasil. daianyvilela@hotmail.com, ludnha_k@hotmail.com,tia_si@hotmail.com. ² Docente do Curso de Fisioterapia da Faculdade Anglo Americano da Cidade de Fozdo Iguaçu, PR, Brasil. christiane@riedi.org.ResumoIntrodução: São inerentes ao envelhecimento as alterações em todos os sistemas que compõem o serhumano e essas alterações podem determinar o desempenho motor de cada indivíduo, demonstrandosua real capacidade funcional. Objetivo: identificar como os fatores de risco para doenças cardíacaspodem influenciar na execução das atividades básicas de vida diária (AVD´s) e atividadesinstrumentais de vida diária (AIVD´s) em um grupo de idosos que freqüentam um Centro deConvivência do Idoso. Método: pesquisa foi do tipo transversal, aleatória e teve a participação de 78idosos (67 mulheres e 11 homens). Utilizou-se um primeiro questionário com objetivo de coletar osdados pessoais e antropométricos. A capacidade para execução das AVD´s foi pesquisada pelaaplicação Índice de Katz, que investiga a capacidade do indivíduo realizar tarefas ligadas ao auto-cuidado. Já a condição de execução das AIVD´s foi investigada através da aplicação da Escala deLawton e Brody, que avalia a capacidade de execução de tarefas ligadas à independência do indivíduona sociedade em que vive. Para avaliação da correlação entre a idade, questionário de AVD´s eAIVD´s foi utilizado o teste de correlação de Spearman com nível de significância estipulado em p<0,05. Resultados: os testes de correlação não apresentaram significância estatística, mas foiencontrado um alto grau de independência tanto para AVD`s quanto para AIVD`s, que se acreditaestar ligado ao fato de grande parte dos entrevistados (80%) praticarem atividade física regularmente.Conclusão: os idosos praticantes de atividade física regular se consideram independentes, apesar depossuírem doenças associadas.Palavras-chave: Senescência. Atividades cotidianas. Avaliação da Deficiência.
  3. 3. AbstractIntroduction: Are inherent to ageing the amendments that occur throughout the physic system andthese amendments can determine the motor development of each individual, presenting their realfunctionality. Objectives: Identify how the risk factors of heart disease can act upon the execution ofbasic activities of daily living (ADL) and instrumental activities of daily living (IADL) in a group ofelderly patients from a community social center. Methods: The research was done as random andtransverse kind with 78 elderly patients (eleven men and sixty-seven women). At first they haveanswered a questionnaire about personal and anthropometric data. To investigate the ability to performthe activities of daily living (ADL) was used the Katz Index, which assess the individual capacity tocarry out the self-care tasks. To investigate the ability to perform instrumental activities of daily living(IADL) was used the Lawton & Brody Scale, which assess the individual capacity to carry out tasks ofindependent living. To find a correlation coefficient between age and both questionnaire answers wasused the Spearman’s Rank, with a significance level determined in p<0,05. Results: Despite thecorrelation test did not demonstrate any statistic relevance, yet a high level of independence in ADL asin IADL was found, which is believed to be connected to regular workout, pleaded by 80% of theinterviewed. Conclusions: The elderly patients who regularly workout consider themselves asindependent despite having associated diseases.Key words: Aging. Activities of Daily Living. Disability Evaluation.INTRODUÇÃO O processo de envelhecimento traz como conseqüências alterações nos sistemas:respiratório, cardiovascular, nervoso e musculoesquelético resultando em uma diminuição dacapacidade vital pulmonar, no fluxo sanguíneo cerebral, além do déficit da agilidade,coordenação, equilíbrio e flexibilidade (1, 2, 3, 4, 5, 6). A última Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD, 2008) confirmou atendência ao envelhecimento da população brasileira, com mais de 60 anos de idade até o ano2025 passará de 9,98% para 16,23%. Andreotti e Okuma (6) e Lino et al (7) afirmam que em função do processo deenvelhecimento, o individuo apresenta uma diminuição da capacidade funcional nodesempenho motor para realização das atividades de vida diária (AVD), o que, entretanto, nãoos tornam necessariamente dependentes de outros. Capacidade funcional é definida como o potencial que os idosos apresentam paradecidir e atuar em sua vida de forma independente. Já a incapacidade funcional é definidapela presença de dificuldade no desempenho de certos gestos e de certas atividades da vidacotidiana, (indispensáveis para uma vida independente na comunidade) ou mesmo pelaimpossibilidade de desempenhá-las (8, 2).
  4. 4. Uma das escalas mais utilizadas para avaliação funcional das atividades de vida diáriaé a Escala de Katz, que foi desenvolvida para avaliação de resultados em tratamentos deidosos e predizer o prognóstico em pacientes crônicos. Esta escala consta de seis itens quemensuram o desempenho do indivíduo nas atividades de auto-cuidado, os quais obedecem auma hierarquia de complexidade, abrangendo: alimentação, controle de esfíncteres,transferência, higiene pessoal, capacidade para vestir-se e banhar-se (7). Para Bonardi et al (9), a incapacidade funcional ou desabilidade limita a autonomia doidoso na execução das suas AVDS, reduz a qualidade de vida e aumenta o risco dedependência, institucionalização, cuidados e morte prematura do indivíduo idoso. Com issoutiliza-se como ferramenta de avaliação, a escala desenvolvida por Lawton e Brody, em 1969,segundo Santos e Junior (10). Entretanto o presente estudo tem como objetivo identificar como os fatores de riscoassociados às doenças cardíacas, interferem nas atividades de vida diária e nas atividadesinstrumentais de vida diária dos idosos que freqüentam o Centro de Convivência do Idoso(CCI) no bairro Jardim São Paulo da cidade de Foz do Iguaçu.MATERIAIS E MÉTODOS Participaram deste estudo 78 idosos de ambos os sexos com idade acima de 60 anos,que são freqüentadores do Centro de Convivência do Idoso do Jardim São Paulo, da cidade deFoz do Iguaçu. Tratou-se de uma pesquisa do tipo transversal, aleatória e de demanda espontânea. Osindivíduos foram informados sobre a natureza do estudo, e assinaram um Termo Livre eEsclarecido, de acordo com as exigências para pesquisas em seres humanos, sendo o projetoaprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade Assis Gurgacz (CEP/FAG) protocolo de número066/2010 (Anexo I). Os indivíduos foram submetidos a três questionários, um paralevantamento de dados antropométricos, outro para avaliar as atividades de vida diária e porfim um questionário para avaliar atividades instrumentais de vida diária. Foram incluídos no estudo, indivíduos com mais de 60 anos, de ambos os sexos, e quefaziam atividade neste centro. Foram excluídos indivíduos com dificuldade de comunicação verbal e escrita quelimitassem a compreensão dos questionários.
  5. 5. Através do primeiro questionário foram investigados fatores de risco como: índice damassa corpórea (IMC) que se deu através da equação P/E², os indivíduos foram pesados numabalança da marca Britânia de capacidade de 150 kg e foram orientados a subir na balançadescalços e com pouco traje, a estatura foi obtida através de um estadiômetro de marca WCSmodelo Wood, os voluntários foram orientados a permanecerem na posição ereta, com oscalcanhares, nádegas e cabeça em contato com o estadiômetro que estava fixo na parede. Já amedida da circunferência abdominal (MCA) foi obtida através de uma fita métrica,posicionada no menor diâmetro entre as cristas ilíacas ântero superior e as ultimas costelas, aescolaridade foi representada pela quantidade de anos dedicados ao estudo, por fim doençascardíacas (infarto agudo do miocárdio (IAM), Hipertensão, Cirurgias Coronárias,Aterosclerose, Arritmias Cardíacas e doenças congênitas), doenças associadas (DiabetesMellitus, Osteoporose, Artrite, Dislipidemia e Artrose), doenças respiratórias (Asma,Bronquite e Enfisema Pulmonar) e déficits visuais e auditivos (Anexo II). Utilizou-se como ferramenta de avaliação o Questionário de Atividade de Vida Diária(Anexo III) avaliado através do índice de Katz (11), que foi aplicado em forma de entrevista.Este questionário buscou avaliar a dificuldade do idoso em realizar suas tarefas do dia-a-dia,relacionadas com o cuidado corporal, tais como, vestir-se, banhar-se, transferir-se, usar obanheiro, controlar esfíncter e alimentar-se. O quesito controlar esfíncter foi dividido emcontrole de micção e evacuação. Para a pontuação do questionário foi utilizado o formato de Likert, onde indivíduosindependentes recebiam pontuação 0; se necessitassem de alguma ajuda material, pontuação1; se precisassem de ajuda humana, pontuação 2 e dependentes totais receberiam pontuação3. Para a avaliação de atividades instrumentais de vida diária (Anexo IV), que também sedeu em forma de entrevista, foi utilizada a escala de Lawton e Brody (10), que se diferenciado índice de Katz, por avaliar o grau de limitação individual, em atividades instrumentais,como: usar meios de transporte, manipular medicamentos, realizar compras, tarefasdomésticas leves e pesadas, utilizar telefone, preparar refeições e cuidar das próprias finanças.Contendo sete questões, com três alternativas cada uma, na qual a última alternativa de cadaitem, recebeu duas pontuações, pois, diferencia se o idoso não tem o hábito de realizar a tarefaproposta ou é incapaz de realizá-la. Sendo assim, o individuo é classificado comoindependente quando alcança a pontuação 3, se necessita de alguma ajuda 2, não tendo ohábito será pontuado como 1, e se é incapaz de realizar a tarefa proposta terá 0 pontos.
  6. 6. Vale ressaltar a diferença de pontuação entre os questionários. Na forma de pontuaçãode Katz, o individuo que obtém um escore menor é classificado como independente, já naavaliação do Lawton, quanto maior o escore final maior será o grau de independência doidoso.ANÁLISE ESTATISTICA Os dados foram apresentados em média, desvio-padrão e porcentagem. Para avaliação da correlação entre a idade, questionário de AVD´s e AIVD´s foiutilizado o teste de correlação de Spearman com nível de significância estipulado em p< 0,05,para tal fui utilizado o programa estatístico InStat 3.4 da Graph Pad.RESULTADOS Participaram do estudo 78 idosos, de ambos os sexos, sendo 67 mulheres (86%) e 11homens (14%), com idade média de 69,69 ± 5,58 anos. A escolaridade dos entrevistados foirepresentada pela quantidade de anos dedicados ao estudo, e a média de tempo encontrada foide 3,51 anos, sendo que somente um indivíduo tinha formação completa de ensino superior. Quando avaliados os dados antropométricos, verificou-se que os entrevistadosapresentam IMC média de 28,16 ± 5,37 para as mulheres e, entre os homens, foi de 27,80 ±4,19. Já a média da circunferência abdominal feminina foi de 92,29 ± 12,25 e da masculinafoi de 91,88 ± 11,08. (Tabela I) Tabela I: Perfil dos voluntários entrevistados Voluntários n % IMC (Kg/m²) MCA (cm) Homens 11 14 27,80 ± 4,19 91,88 ± 11,08 Mulheres 67 86 28,16 ± 5,37 92,29 ± 12,25 IMC: Índice de Massa Corpórea; MCA: Medida da Circunferência Abdominal Foi observado que 63 (80%) dos entrevistados são praticantes de alguma atividadefísica, com freqüência mínima de 3 vezes na semana, por, no mínimo 45 minutos.
  7. 7. Em relação ao tabagismo, verifica-se que 48 idosos (61%) são não-tabagistas,enquanto 28 (36%) declararam-se ex-tabagistas e apenas 2 entrevistados (2%) são tabagistasativos.O déficit visual é presente em 74 (95%) dos entrevistados, já o déficit auditivo não foiencontrado em larga escala, representando apenas a realidade de 17 (22%) dos entrevistados. Apenas 15 voluntários declararam sofrer de patologia respiratória sendo a bronquitecrônica a patologia apresentada por 12 voluntários (15%). Dos entrevistados, 42 (54%) declararam possuir alguma doença associada, e, destas, adiabetes mellitus é a patologia presente em 20 (26%) dos entrevistados, seguida pelaosteoporose em 17 (22%), dislipidemia 10 (13%), artrite 7 (9%) e artrose 5 (6%). Verificou-se que 58 indivíduos (74%) apresentaram doenças cardíacas, sendo 47hipertensos (60%), 6 foram submetidos a cirurgias coronarianas (8%) e 5 sofrem de arritmiacardíaca controlada por medicação (6%). Dentre os idosos pesquisados, não foramencontrados pacientes com histórico de infarto agudo do miocárdio, aterosclerose ou doençascongênitas. (Tabela II) Tabela II: Doenças associadas investigadas N % Atividade Física 63 80 Déficit visual 74 95 Déficit auditivo 17 22 TABAGISMO Fumante 2 2 Ex-fumante 28 36 Nunca fumou 48 61 DOENÇAS RESPIRATÓRIAS Bronquite crônica 12 15 Asma 5 6 Enfisema pulmonar 0 DOENÇAS ASSOCIADAS Diabetes mellitus 20 26 Osteoporose 17 22 Dislipidemia 10 13 Artrite 7 9 Artrose 5 6 DOENÇAS CARDÍACAS Hipertensão 47 60 Cirurgias Coronarianas 6 8 Arritmias Cardíacas 5 6 Doenças Congênitas 0 IAM 0 Aterosclerose 0
  8. 8. Dos entrevistados, 66 (85%) já se hospitalizou alguma vez em sua vida, sendo 22(28%) por pequenos procedimentos como parto e intervenções ligadas ao sistema reprodutorou por afecções ligadas ao sistema digestório 22 (28%). Já utilizaram o serviço da fisioterapia 47 idosos (60%), com uma média de 47,82atendimentos, na maioria das vezes tratando de doenças crônicas. Quando investigado os resultados do questionário que avalia as AVD´s, o Índice deKatz, deve-se considerar que a pontuação máxima do teste é 21 pontos o que caracterizaindivíduos com maior dependência. Nos voluntários investigados verificou que 77 (99%)indivíduos obtiveram escore final de 2 pontos e apenas 1 participante obteve escore final de 5pontos classificando-os como independentes. Para o questionário de AIVD´s foi considerado independente o indivíduo com maiorpontuação foi possível verificar que da mesma forma que para as AVD´s os voluntários eramconsiderados independentes. Quando avaliada cada questão do questionário de AIVD´s, foi observado que naquestão 1, referente ao uso do telefone, 64 entrevistados (82%) declararam receber e fazerligações sem nenhum tipo de assistência extra; na questão 2, referente à viagens, 59indivíduos (76%) afirmaram que viajam sozinhos e 13 (17%) relataram que só viajam quandotêm companhia; em relação a questão 3 que se refere às compras, 61 (78%) entrevistadosrealizam as compras, quando é fornecido o transporte e 11 (14%) voluntários somente fazemcompras quando têm companhia; na questão 4, o quesito preparo das refeições, 71 (91%)idosos dizem planejar e cozinhar refeições completas; já na questão 5, entre os entrevistadosapenas 51 (65%) realizam tarefas domésticas pesadas, e 20 (26%) apenas realizam tarefasleves; na questão 6, 72 entrevistados (92%) fazem uso de medicamento sem assistência, e aultima questão que abrange o manuseio do dinheiro 65 (83%) declararam preencher cheques epagar contas sem auxílio. (Tabela III) Considerando o escore final, verificou-se que 31 idosos (40%) são consideradasindependentes totais, pois obtiveram escore igual a 21 pontos, 47 indivíduos (60%)atingiram um escore > 5 < 21 sendo assim classificados como dependentes parciais para asAIVDS e nenhum indivíduo obteve escore menor que 5 pontos, portanto não foramencontrados dependentes totais
  9. 9. Tabela III: Ìndice de Lawton e Brody AIVDS 3 PONTOS 2 PONTOS 1 PONTO Uso telefone 64 (82%) 11 (14%) 3 (4%) Viagens 59 (76%) 13 (17%) 6 (8%) Compras 61 (78%) 11 (14%) 6 (8%) Refeições 71 (91%) 1 (1%) 6 (8%) Tarefas domésticas 51 (65%) 20 (26%) 7 (9%) Medicamento 72 (92%) 5 (6%) 1 (1%) Manuseio dinheiro 65 (83%) 8 (10%) 5 (6%) Foi realizado também um estudo que buscava correlacionar a idade dos indivíduoscom as AVD´s (p=0,52) e as AIVD´s (p=0,54) bem como a correlação entre os escores(p>0,57), porém não foi observado qualquer relação estatisticamente significativa.DISCUSSÃO Os resultados obtidos neste estudo devem ser interpretados levando-se emconsideração que a população estudada é restrita à freqüentadores de um Centro deConvivência de Idosos, com demanda espontânea e abrangendo diferentes níveis sociais.Além disso, o estudo se propôs a utilizar testes de auto-percepção em relação às AVD´s eAIVD´s, não sendo possível a averiguação da execução das atividades relatadas. Participaram do estudo, idosos que freqüentam uma das três unidades disponíveis dosCentros de Convivência dos Idosos disponíveis em Foz do Iguaçu cuja média de idade dosentrevistados é de 70 anos. Dados do IBGE (12) confirmam o crescimento e a longevidade dapopulação idosa ao indicar que entre 1980 e 2000, a esperança de vida ao nascer da populaçãomasculina passou de 58,5 anos para 67,5 e a das mulheres aumentou de 64,6 para 75,9 anos.Soma-se a isso a rápida queda da fecundidade iniciada na segunda metade dos anos 1960 e aredução da mortalidade, especialmente nas idades mais avançadas. Segundo Spirduso (13), asprevisões apontam que a população com mais de 65 anos deverá ter seu maior crescimentogeral entre 2010 e 2020, quando os baby boomers alcançarão a idade de aposentadoria, comprevisão de crescimento entre 29,7% e 36,4%. No presente estudo verificou-se que a maioria da população estudada (86%) é demulheres. Esta é a confirmação de um evento demográfico relatado por Neri (14) denominado
  10. 10. Feminização da Velhice, que representa o aumento significativo de mulheres na populaçãoidosa. Ainda segundo Neri (14) esta vantagem pode ser parcialmente atribuída às diferençasentre as doenças que acometem homens e mulheres; a taxa de doenças letais é muito maiorentre os homens idosos do que entre as mulheres idosas, nas quais predominam as doençasnão-fatais, mas incapacitantes e crônicas, entre elas artrite e hipertensão. Mas segundoFigueiredo (15) a ausência dos indivíduos do gênero masculino na atenção à saúde não deveser pensada exclusivamente como uma falta de responsabilidade dos homens com sua saúde,nem especificamente como uma falha na organização dos modelos de atenção primária àsaúde; em vez disso, a idéia é compreender o problema no contexto de uma complexa teiacultural e comportamental. Ainda Figueredo (15) observou que o “ser homem” pode aprisionar o indivíduomasculino em amarras culturais, pois à medida que o homem é visto como viril, invulnerávele forte, procurar o serviço de saúde, numa perspectiva preventiva, poderia associá-lo àfraqueza, medo e insegurança; portanto, poderia aproximá-lo das representações do universofeminino. E Gomes et al. (16) observou que os serviços públicos costumam ser percebidoscomo um espaço feminilizado, freqüentado principalmente por mulheres e composto por umaequipe de profissionais formada, em sua maioria, também por mulheres e essa situaçãoprovocaria nos homens, a sensação de não pertencimento àquele espaço. Com o envelhecimento, ocorrem transformações que particularizam o uso daantropometria na análise da obesidade entre os idosos. O emprego do IMC apresentadificuldades em função do acúmulo de tecido adiposo, decréscimo de estatura (resultado dacifose torácica, escoliose, osteoporose e compressão dos discos intervertebrais), diminuiçãoda quantidade de água no organismo e redução da massa corporal magra (17, 18). Caso o IMC, preditor internacional de obesidade adotado pela Organização Mundialda Saúde (OMS), indique um resultado ≤ 18,5 o peso do indivíduo é considerado abaixo donormal, entre 18,5 e 24,9 o peso é normal, de 25 a 29,9 o indivíduo é considerado comsobrepeso e a obesidade é representada por resultados de 30 a 34,9 para Grau l, 35 a 39,9 paraGrau ll e ≥ a 40 para Grau lII. Já Najas e Yamato (19) sugeriram, em 1994, um cortediferenciado para IMC que leva em consideração as modificações na composição corporalque ocorrem com o envelhecimento, no qual o baixo peso é indicado por IMC<22, eutrofiapor IMC entre 22 e 27 e sobrepeso IMC>27. Levando em consideração esta classificação, osindivíduos pesquisados estão em sobrepeso, tanto os homens quanto as mulheres, poisapresentam índices de média de 27,80 e 28,16 respectivamente. Uma realidade compatível ao
  11. 11. estudo de Cabrera e Jacob Filho (20) que indica que 23,8% das mulheres estudadas e 9,3%dos homens são considerados obesos grau l e de Tavares e Anjos (21) encontraram IMCsuperior a 25 em 50,2% de suas entrevistadas e 30,4% dos entrevistados. O IMC é uma medida amplamente utilizada por seu baixo custo, fácil aplicação ereprodutibilidade, além de indicar o grau de obesidade de uma população, Olinto et al (22)afirma que o envelhecimento promove uma redistribuição da gordura corporal, comdiminuição nos membros e acúmulo preferencialmente na região abdominal e a medida dacircunferência da cintura tem sido proposta como um dos melhores preditoresantropométricos de gordura visceral, e essa obesidade abdominal (ou obesidade andróide) éfator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e síndrome metabólica. A OMS sugere que os pontos de corte para o MCA que indicam riscos de doençascardiovasculares ou associadas à obesidade sejam mulheres com cintura ≥ 80 cm apresentamum risco elevado, assim como homens com cintura superior a 94 cm; já mulheres que tenhamcintura superior a 88 cm e homens com cintura superior a 102 cm apresentam riscos muitoaltos dessas patologias. Cabrera et al (23), em 2005, numa pesquisa com 575 mulheres encontrou como médiade circunferência abdominal 91 cm, já Santos e Sichieri (17) encontraram que dos 699 idososestudados a média da circunferência abdominal foi de 90 cm para os homens e 85 cm para asmulheres. O presente estudo encontrou semelhança entre o resultado obtido pela média doshomens e das mulheres, ambos aproximadamente 92 cm. O que, segundo a OMS, representaque os homens estão com uma propensão menor a adquirir doenças cardiovasculares,enquanto as mulheres apresentam risco bastante elevado. Segundo as pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) que é o órgão auxiliardo Ministério da Saúde no desenvolvimento de ações integradas para a prevenção e o controledo câncer no Brasil, a prevalência do tabagismo em 1989 foi de 32,56% e em 2004 o últimoinquérito domiciliar nacional, apontou queda na prevalência dos dados para 18,8% (24, 25). JáHalty et al (26), encontraram que na região Sul do Brasil, a prevalência de fumantes comidade ≥ 60 anos foi de 10,6% e diminuiu com o aumento da faixa etária, assim o presenteestudo obteve um resultado positivo, no qual 61% dos entrevistados nunca fumou, e 36%eram ex-tabagistas e apenas 2% eram tabagistas ativos. Pois, como relata Bratzler et al (27), o tabagismo é uma das causas de aceleração noprocesso de envelhecimento, comprometendo não apenas a expectativa de vida, mas também
  12. 12. a qualidade de vida dos mesmos, já indivíduos que abandonam o fumo apresentam umaumento de sobrevida decorrente da redução de danos biológicos produzidos pelo tabagismo. Como afirmam alguns autores, indivíduos não fumantes postergam o processo deenvelhecimento e o surgimento de doenças, tendo assim, uma vida mais longa e com boaqualidade (28, 29, 30). Sachs (31) concluiu que ao abandonar o tabaco ocorre um aumento dedois a três anos na expectativa de vida, entre idosos com 65 anos ou mais de idade. Segundo Corredor (32) durante o processo de envelhecimento ocorrem mudançasfisiológicas no organismo que contribuem para o declínio de varias funções; o estilo de vidaque o individuo leva pode acelerar ou diminuir estes processos, deste modo os idosos perdemou mantêm sua capacidade funcional conforme o estilo de vida adotado. No Brasil, uma pesquisa realizada em 1996 e 1997, nos estados do nordeste e sudeste(33), apenas 13% dos entrevistados informaram estar praticando atividades físicas em horasde lazer por pelo menos 30 minutos, em um ou dias na semana. Neste estudo foi observadoque 80% dos idosos são praticantes de alguma atividade física. Paterson et al (34) afirmamque exercícios físicos ou programas de atividades físicas podem atenuar os declíniosrelacionados à idade, contribuindo então, para a manutenção de independência e qualidade devida. Já, Franchi (35) observou que um estilo de vida fisicamente inativo pode ser uma dasprimeiras causas de incapacidade para realizar as AVDs, A prática de atividades físicas regulares produz uma série de adaptações morfológicase funcionais no organismo (cardiovasculares, osteomusculares e pulmonares) claramentebenéfico (36). E Okuma (37) demonstrou em seu estudo que um programa de exercíciosfísicos regulares pode promover mais mudanças qualitativas do que quantitativas, como porexemplo, a alteração na forma de execução dos movimentos e o aumento da velocidade narealização da tarefa, tornando o idoso mais ágil, em comparação com idosos sedentários. A senescência é um processo intrínseco, progressivo e irreversível (38). Mas os ditos“preditores de envelhecimento” são ainda influenciados grandemente pela prática deexercícios regulares, por exemplo, a capacidade aeróbica entre indivíduos fisicamente ativos éaproximadamente 25% mais alta em cada categoria etária, de forma que um homem oumulher de 50 anos ativo costuma manter o nível funcional de uma pessoa de 20 anos (39). Em 2007 Alves et al (40) constatou que aumentam em 39% as chances de um idosohipertenso ser dependente nas AIVD´s, e já para doenças cardíacas as chances aumentam para82%. Em contrapartida Giacomin et al (41) demonstra que indivíduos portadores destaspatologias apresentam associações com a incapacidade leve ou moderada.
  13. 13. Este estudo demonstra que as doenças crônicas como hipertensão, diabetes mellitus ebronquite não influenciaram na capacidade funcional dos idosos pesquisados. Pois mesmo ahipertensão estando presente em 60% dos idosos entrevistados, a diabetes mellitus em 20% ea bronquite em apenas 15%, em nada impossibilitou a total independência da execução dasAVD´s para 99% dos entrevistados e das AIVD´s para 40 %. Já para os 60% que sãoconsiderados dependentes parciais por terem apresentado escore maior que cinco pontos, masmenor que 21.Vale ressaltar que o menor escore obtido de 13 pontos, ainda bastantelongínquo do escore de dependência total (menor que 5 pontos). Ferrer (42) observou que a perda da independência e autonomia começa de formadiscreta, com a diminuição gradativa da participação social do idoso, muitas vezes atribuída àidade, até que a perda das AVD´s se instale e o processo de fragilidade agrave o estado desaúde do indivíduo. Num estudo específico da população idosa de São Paulo, comandado por Ramos et al(43), concluiu-se que a perda de independência funcional obedeceu a uma hierarquia cujoinício se dá com a perda de atividades que envolvem, a interação do indivíduo com o meio(participação social) para depois haver a perda da capacidade de execução das AVD´s eseguiu a seguinte hierarquia de perda de funções: capacidade para fazer compras, dependênciapara pegar ônibus, cuidar das finanças e tomar remédios adequadamente. Após a perda dessasAIVD´s os idosos apresentariam uma perda da independência em continência, deambulação,vestimenta, banho, alimentação e, finalmente, transferência de e para a cama. Já Vieira (44)considera que as AIVD´s são uma maneira menos objetiva de medir a independência doidoso, pois se refere à integração entre pessoa e meio ambiente (geralmente pela utilização deum instrumento, o telefone, por exemplo); portanto se relaciona com capacidades aprendidas,que dependem tanto do ambiente (fator extrínseco) como das características fisiológicasindividuais (fator intrínseco). Neste estudo houve a confirmação da hierarquização das perdas funcionais,principalmente se for observado que a independência total entre as AVDS e as AIVDSapresentou uma queda de 59%, uma vez que 99% são independentes para AVDS e apenas40% o são para AIVDS. Kono et al (45) e Visser et al (46) referenciaram que sair de casa depende de umacombinação de capacidades físicas e mentais que incluem controle de marcha, funçãocognitiva, sensação de bem-estar, comunicação, relacionamento com os outros e autonomia. Evale ressaltar que todos os entrevistados freqüentam o Centro de Convivência espontânea e
  14. 14. regularmente, inclusive para a prática da Ginástica Comunitária, o que se acredita estarintimamente relacionado à alta taxa de independência para AVD´s e AIVD´s.CONCLUSÃO Através deste estudo, que utiliza questionário de auto percepção para avaliaçãofuncional, conclui-se que idosos praticantes de atividade física, apesar de possuírem doençasassociadas, se consideram independentes tanto para execução de atividades de vida diáriaquanto para atividades instrumentais de vida diária. Sugere-se a comparação destes questionários de auto percepção com testes específicospara avaliação da capacidade funcional, bem como a comparação com idosos sedentários.
  15. 15. REFERÊNCIAS 1. Moragas RM. Gerontologia social: envelhecimento e qualidade de vida. São Paulo: Paulinas 2004. 2. Matsudo SM, Keihan V, Matsudo R, Neto TLB. Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física. Rev Bras Cien e Mov 2000; 8(4): 21-32. 3. Baumgartner RN, Koehler KM, Gallagher D, Romero L, Heymsfield SB, Ross RR, et al Epidemiology of sarcopenia among the elderly in new México. Am J Epidmiol 1998; 1(47): 755-763. 4. Porter MM, Vandervoort AA, Lexell J. Aging of muscle: structure, function and adaptability. Scand Jorn. Med Sci Sports 1995; 5(3): 129-142. 5. Matsudo S, Matsudo V. Prescrição e benefícios da atividade física na terceira idade. Rev Bras Ciên Mov 1992; 6:16-30. 6. Andreotti RA, Okuma SS. Validação de uma bateria de testes de atividades da vida diária para idosos fisicamente independentes. Rev Paul Educ Fis 1999; 13(1): 46-66. 7. Lino VTS, Pereira SEM, Camacho LAB, Filho STR, Buksman S. Adaptação transcultural da escala de independência em atividades de vida diária (escala de Katz). Cad Saud Publ 2008; 24(1): 103-112. 8. Rosa TEC, Benicio MHD, Latorre MRDO, Ramos LR. Fatores determinantes da capacidade funcional entre idosos. Rev Saúde Pública 2003; 37(1): 40-48. 9. Bonardi G, Souza VBA, Morae JFD. Incapacidade funcional e idosos: um desafio para os profissionais de saúde. Scientia Med 2007; 17(3): 138-144. 10. Santos R, Junior JSV. Confiabilidade da versão brasileira da escala de atividades instrumentais da vida diária. RBPS 2008; 21(4): 290-96. 11. Oliveira DLC, Goretti LC, Pereira LSM. O desempenho de idosos institucionalizados com alterações cognitivas em atividades de vida diária e mobilidade: estudo piloto. Rev Bras Fisio 2006; 10(1): 91-96. 12. Beltrão KI, Caramano AA, Kanso S. Dinâmica populacional brasileira na virada do século XX: testo para discussão número 1034. Brasil Ministério do Planejamento e orçamento e gestão 2004; 16. 13. Spirduso WW. Dimensões físicas do envelhecimento. Barueri, SP: Manole; 2005.
  16. 16. 14. Neri AL. Envelhecimento e qualidade de vida na mulher. Anais do 2° congresso paulista de Geriatria e Gerontologia. Campinas, Brasil 2001.15. Figueredo W. Assistência à saúde dos homens: um desafio para os serviços de atenção primaria. Cien e Saud Colet 2005; 10(1): 105-09.16. Gomes R, Nascimento EF, Araújo FC. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cad Saud Publ 2007; 23(3): 565-74.17. Santos DM, Sicheri R. Índice de massa corporal e indicadores antropométricos de adiposidade em idosos. Rev Saud Publ 2005; 39(2): 163-8.18. Cervi A, Franceschini SCC, Priore SE. Análise critica do uso do índice de massa corporal para idosos. Rev Nutri, Campinas 2005; 18(6): 765-75.19. Najas M, Yamato TH. Implicações nutricionais na funcionalidade do idoso. In: Perracini MR, Fló CM, editor. Fisioterapia: teoria e prática clínica Funcionalidade e envelhecimento. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2009. p. 231-39.20. Cabrera MAS, Filho WJ. Obesidade em idosos: prevalência, distribuição e associação com hábitos e co-morbidades. Arq Bras Endocrinol Metab 2001; 45(5): 494-501.21. Tavares EL, Anjos LA. Perfil antropométrico da população idosa brasileira. Resultados da pesquisa nacional sobre saúde e nutrição. Cad Saud Publ 1999; 15(4): 759-68.22. Olinto MTA, Nácul LC, Costa JSD, Gigante DP, Menezes AMB, Macedo S. Níveis de intervenção para obesidade abdominal: prevalência e fatores associados. Cad Saud Publ 2006; 22(6): 1207-15.23. Cabrera MAS, Wajngarten M, Gebara OCE, Diament J. Relação do índice de massa corporal, da relação cintura-quadril e da circunferência abdominal com a mortalidade em mulheres idosas: seguimento de 5 anos. Cad Saud Publ 2005; 21(3): 767-75.24. Ministério da Saúde: Instituto Nacional de Câncer. Coordenação Nacional de Controle do tabagismo e prevenção primaria de câncer: Falando sobre tabagismo. 3ª ed. Rio de Janeiro: INCA 1996.25. Ministério da Saúde: Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de prevenção e vigilância: Prevalência de tabagismo no Brasil: Dados do inquérito epidemiológico em capitais brasileiras. Rio de Janeiro: INCA 2004.26. Halty LS, Hunttner MD, Santos A, Coelho C, Gruber R. Tabagismo em Rio Grande. RS. J Pneumol1994; 20(3): 18-391.
  17. 17. 27. Bratzler DW, Oehlert WH, Austelle A. Smoking in the elderly: it´s never too late to quit. J Okla State Med Assoc 2002; 95(3): 185-91.28. Barbanti VJ. Aptidão física: um convite à saúde. São Paulo: Manole 1990. p146.29. Cox JL. Smoking cessation in the elderly patient. Clin. Chest. Med 1993; 14(3): 423- 8.30. Sunyer J, Lamarca R, Alonso J. Smoking after age 65 years and mortality in Barcelona, Spain. Am J Epidemiol 1998; 148(6): 575-80.31. Sachs DPL. Cigarette smoking: health effects and cessation strategies. Clin Geriatr Med 1986; 2(2):337-62.32. Corredor NC. Efeito de um programa de condicionamento físico sobre flexibilidade de idosas [Dissertação]. Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciência Campos Bauru 2006.33. Stewark KJ, Bacher AC, Turner KL, Fleg JL, Hees PS, Shapiro EP, et al. Effect of exercise on blood pressure in older persons: a randomized controlled trial. Arch Intern Med 2005; 165(7): 756-62.34. Paterson D, Jones G, Rice C. Ageing and physical activity: evidence to develop exercise recommendations for older adults. Appl Physiol Nutr Metab 2007; 32: 108- 69.35. Franchi KMB, Monteiro LZ, Almeida SB, Pinheiro MHNP, Medeiros AIA, Montenegro RM, et al. Capacidade funcional e atividade física de idosos com diabetes tipo 2. Rev Bras Ativ Fisic e Saud. 2008; 13(3): 158-66.36. Reichert CL. Associação entre fatores metabólicos, antropométricos e clínicos e atividade física em idosos [Dissertação]. Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul 2006.37. Okuma SS. O idoso e a atividade física: fundamentos e pesquisa. Campinas SP: papirus 2° ed: 2002.38. Pickles B, Compton A, Cott C, Simpson J, Vandervoort A. Fisioterapia na Terceira idade. 2º ed. São Paulo. Santos 2002.39. McArdle WD, Katch FI, Katch VL. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 4° ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan 1998.40. Alves LC, Leimann BCO, Vasconcelos MEL, Carvalho MS, Vasconcelos AGG, Fonseca TCO, et al. A influência das doenças crônicas na capacidade funcional dos idosos do Município de São Paulo 2007; 23(8) 1924-30.
  18. 18. 41. Giacomin KC, Peixoto SV, Uchoa E, Costa MFL. Estudo de base populacional dos fatores associados à incapacidade funcional entre idosos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad Saud Publ 2008; 24(6): 1260-70.42. Ferrer MLP. Mobilidade no idoso. In: Perracini MR, Fló CM, Editor. Fisioterapia: Teoria e Pratica clinica Funcionalidade e envelhecimento: Rio de Janeiro. Guanabara Koogan 2009. p.181-90.43. Ramos LR, Perracini M, Rosa T, Kalache A. Significance and Management of disability among urban elderly residents in Brazil. J Cross Cult Geront 1993; 8(4): 313-23.44. Vieira EB. Manual de gerontologia: um guia teórico prático para profissionais, cuidadores e familiares. 2º ed. Rio de Janeiro. Revinter 2004.45. Kono A, Kai I, Sakato C, Rubenstein LZ. Frequency of going out doors predicts long range functional change among ambulatory frail elders living at home. Arch Geront Geriatr 2007; 45(3): 233-42.46. Visser M, Simonsick EM, Colbert LH, Brach J, Rubin SM, Kritchevsky JB, et al. Type and intensity of activity and risk of mobility limitation: the mediating role of muscle parameters. J Am Geriatr Soc 2005; 53(5):762-70.
  19. 19. ANEXOS
  20. 20. Anexo I
  21. 21. ANEXO II QUESTIONARIO LEVANTAMENTO DE DADOS: PRE SELEÇAO.NOME: _____________________________________________________________SEXO: ( )F ()M IDADE: _______ TELEFONE:_____________PESO:________ ALTURA: ________ M.C.A: ___________cm.ESCOLARIDADE: _________________________ATV. FISICA:( ) SIM ( ) NAO QUANTAS VEZES POR SEMANA ( ) 3X ou mais.QUANTO TEMPO: ______________TABAGISTA: ( ) NAO ( ) SIM ( ) EX-FUMANTEQUANTOS CIGARROS POR DIA:______ QUANTO TEMPO:_____________DEFICIT VISUAL:( )SIM ( )NAO DEFICIT AUDITIVO:( )SIM ( )NAODOENÇAS RESPIRATORIAS( )ASMA ( ) BRONQUITE ( ) ENFISEMADOENÇAS ASSOCIADAS( )DIABETES ( )OSTEOPOROSEDOENÇAS CARDIACAS( )IAM ( )ATEROSCLEROSE ( )HIPERTENSAO ( )CIR. CORONARIAS( )ARRITMIA CARDIACA ( )DOENÇAS CONGENITASJA FOI INTERNADO ( )SIM ( )NAOQUANTO TEMPO FICOU INTERNADO: _________________________________MUDOU HABITOS DE VIDA: ( )SIM ( )NAO( )ALIMENTAÇAO ( )EXERCICIOS ( )OUTROSJA FEZ FISIOTERAPIA: ( )SIM ( )NAO QUANTO TEMPO:_______________LOCAL DA PESQUISA_______________________________________ DATA:________________________
  22. 22. ANEXO III AVALIÇÃO FUNCIONAL Escala de Atividades de Vida Diária: Índice de KATZ1) Banhar-se( ) Independente para entrar e sair do banheiro.( ) Necessidade de ajuda através do uso de órtese ou algum apoio material parao banho.( ) Necessidade de ajuda humana para lavar algumas partes do corpo ousupervisão.( ) Recebe assistência no banho para mais de uma parte do corpo.2) Vestir-se( ) Independente para pegar a roupa e se vestir.( ) Necessidade de apoio de algum objeto para se vestir.( ) Necessidade de ajuda humana para pegar a roupa.( ) Dependência total para se vestir.3) Uso do banheiro( ) Independente para ir ao banheiro e se limpar.( ) Necessidade de ajuda através do uso de órtese ou marreco, comadre e urinolpara a higiene.( ) Necessidade de ajuda humana para ir ao banheiro ou se limpar.( ) Não vai ao banheiro para o processo de eliminação.4) Transferir-se( ) Independente para entrar ou sair do leito, sentar e levantar da cadeira.( ) Necessidade de ajuda de através do uso de órtese ou de algum apoiomaterial para realizara transferência.( ) Necessidade de ajuda humana parcial para entrar e sair do leito, sentar elevantar da cadeira.( ) Não sai da cama, restrito ao leito.
  23. 23. 5) Controle EsfincterianoMicção( ) Independência para controlar a micção.( ) Necessidade de ajuda através do uso regular de urinol, comadre ou marrecopara controleda micção e defecação.( ) Necessidade de ajuda humana para controle da micção ou usa fralda noturnasomente.( ) Dependência total através do uso constante de cateteres ou fraldas.Evacuação( ) Independência para controlar os movimentos intestinais.( ) Necessidade de ajuda através do uso regular de urinol, comadre ou marrecopara controleda defecação.( ) Necessidade de ajuda humana para controle da defecação ou usa fraldanoturna somente.( ) Dependência total através do uso constante de fraldas.6) Alimentar-se( ) Independente para pegar o alimento e levá-lo até a boca.( ) Necessidade de ajuda através do uso de adaptadores para a alimentação.( ) Alimenta-se sozinho exceto pela assistência para cortar a carne e passarmanteiga no pão.( ) Dependência total para a alimentação.CLASSIFICAÇÃOQuanto menor o escore final, maior a independência do individuo.
  24. 24. ANEXO IVEscala de Atividades instrumentais de vida diária índice de: LAWTON E BRODY1-Em relação ao uso do telefone( ) Recebe e faz ligações sem assistência( ) Necessita de assistência para realizar ligações telefônicas( ) Não tem o hábito ou é incapaz de usar o telefone2-Em relação às viagens( ) Realiza viagens sozinho( ) Somente viaja quando tem companhia( ) Não tem o hábito ou é incapaz de viajar3-Em relação à realização de compras( ) Realiza compras, quando é fornecido transporte( ) Somente faz compras quando tem companhia( ) Não tem o hábito ou é incapaz de realizar compras4-Em relação ao preparo das refeições( ) Planeja e cozinha as refeições completas( ) Prepara somente refeições pequenas ou quando recebe ajuda( ) Não tem o hábito ou é incapaz de realizar5-Em relação ao trabalho doméstico( ) Realiza tarefas pesadas( ) Realiza tarefas leves, necessitando de ajuda nas pesadas( ) Não tem o hábito ou é incapaz de realizar trabalhos domésticos6-Em relação ao uso de medicamentos( ) Faz uso de medicamentos sem assistência( ) Necessita de lembretes ou assistência( ) É incapaz de controlar sozinho o uso dos medicamentos
  25. 25. 7-Em relação ao manuseio de dinheiros( ) Preenche cheque e paga conta sem auxílio( ) Necessita de assistência para o uso de cheques e contas( ) Não tem o hábito de lidar com o dinheiro ou é incapaz de manusear dinheiro,contas.CLASSIFICAÇÃO:Dependência total: ≤ 5Dependência parcial: > 5 < 21Independência: 21

×