Psicologia Social e Gênero

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Psicologia Social e Gênero

  1. 1. PSICOLOGIA SOCIAL<br /> E GÊNERO <br />
  2. 2. GRUPO DE TRABALHO<br />Estefânia A. Borges Pereira <br />Juliana Marques<br />Rafael Augusto<br />Thayne Estevam<br />
  3. 3. 1<br />2<br />3<br /> 4<br />5<br />8<br />6<br />9<br />7<br />10<br />12<br />11<br />
  4. 4. 14<br />15<br />16<br />13<br />20<br />19<br />17<br />18<br />
  5. 5. PSICOLOGIA SOCIAL<br />A Psicologia Social aborda as relações entre os membros de um grupo social. Ela busca compreender como o homem se comporta nas suas interações sociais. Para alguns estudiosos, porém, a comparação entre a Psicologia Social e a Sociologia não é assim tão simples, pois ambas constituem campos independentes, que partem de ângulos teóricos diversos. Há, portanto, uma distância considerável entre as duas, porque enquanto a psicologia destaca o aspecto individual, a sociologia se atém à esfera social. <br />
  6. 6. No Brasil, destacam-se nesta esfera dois psicólogos que trilham caminhos opostos:<br /> Aroldo Rodrigues – empirista, acredita nas experiências como fonte única do conhecimento .<br /> Silvia Lane – que adota uma linha marxista e sócio-histórica. <br />É com Sílvia Lane que se passa a admitir, claramente, o lugar e o significado da Subjetividade na Constituição Humana, buscando-se elementos da Consciência que permitam compreender o seu processo de construção. <br />
  7. 7. COMO SURGE O CONCEITO <br /> DE GÊNERO<br />Nascido no intenso debate científico que o feminismo dos anos 60 e 70 gerou, o conceito de gênero rapidamente passou a integrar o discurso das ciências sociais e humanas. A emergência deste conceito inscrevia-se num novo projeto teórico que pretendia demonstrar a produção social das crenças e saberes sobre os sexos, colocando a questão na agenda científica da investigação social e retirando-a definitivamente da zona de influências da biologia. <br />
  8. 8. Gênero emerge de duas abordagens:<br /><ul><li>A essencialista sugere a existência de diferenças inatas entre os sexos. Conceituando gênero como uma propriedade estável, inata e bipolar de diferenciação sexual.
  9. 9. Socialização: O gênero passa a ser concebido, não como inato, mas como o resultado de forças sociais e culturais, aprendido por intermédio dos processos de modelagem e imitação (Bandura, 1977). </li></li></ul><li><ul><li>Em 1990 surge uma nova abordagem o construcionismo social, traz uma nova visão ao conhecimento e às práticas;centra-se essencialmente nos problemas das populações locais e critica-se as pesquisas que se pretendem universais.
  10. 10. O construcionismo social assume o gênero como uma construção social, um sistema de significados que se constrói e se organiza nas interações, e que governa o acesso ao poder e aos recursos (Crawford, 1995; Denzin, 1995). Não é por isso um atributo individual, mas uma forma de dar sentido às transações: ele não existe nas pessoas mas sim nas relações sociais.</li></li></ul><li>Na Psicologia Social, os estudos que enfocam as práticas discursivas e a produção de sentidos no cotidiano (SPINK, 2004) alinham-se às posturas do construcionismo social. Este, por sua vez, constitui-se na dinâmica das mudanças que vêm ocorrendo desde o século passado em vários domínios de saber, que deram centralidade à linguagem na produção de conhecimentos e de realidades (IBANEZ, 2004). <br />Segundo Nogueira (2001), emerge como alternativa ao dualismo essencialista ou socializante, que avança ao questionar e recusar discursos universalizantes e generalizáveis sobre as mulheres. Com essa compreensão, a abordagem construcionista postula que não são identidades individuais que são construídas, mas formas de dar sentidos às relações sociais. <br />
  11. 11. X<br />
  12. 12. A Psicologia, enquanto campo de pesquisa, formação e atuação relacionada ao ser humano tem muito a contribuir no que se refere à desconstrução das desigualdades sociais e de gênero.<br />O gênero corresponde então a uma construção social por meio da qual são construídas subjetividades e que organiza as relações entre homens e mulheres num determinado contexto, estruturando relações de poder.<br />Estudar gênero, no âmbito da Psicologia, perpassa o entendimento de que categorias transversais de gênero, raça/etnia, classe social, orientação sexual e geração se cruzam construindo sujeitos com certas especificidades que precisam ser observadas.<br />
  13. 13. LENISE SANTANA BORGES<br />Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1982), mestrado em Women and Development - Institute of Social Studies (1995) e doutorado em Psicologia (Psicologia Social) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008). Atualmente é coordenadora de projetos do Grupo Transas do Corpo e professor assistente I da Universidade Católica de Goiás. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: práticas discursivas, mídia, gênero, dst-aids e diversidade sexual.<br />Coordena a Rede Goiana de Pesquisa em Gênero; Sexualidade e intersecções/FAPEG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás). <br />
  14. 14. O que é Gênero e qual o seu contexto histórico?<br /><ul><li>Explicar a questão das mulheres numa perspectiva relacional,
  15. 15. A idéia de masculino e feminino tem haver com relações estabelecidas na sociedade,
  16. 16. Eram relações perpassadas por poder e hierarquizadas
  17. 17. O gênero vem ajudar a pensar </li></li></ul><li>2. Qual o espaço que o tema Gênero ocupa na Psicologia Social?<br /><ul><li>Na psicologia o gênero ainda ocupa um espaço muito pequeno,
  18. 18. Somente a psicologia social vem tratando desse tema</li></ul>3.Qual a importância do trabalho do psicólogo social com a questão do gênero? <br /><ul><li>Psicologia social tem uma preocupação com a transformação social e emancipação do sujeito excluído,
  19. 19. O gênero vem tentar mexer com as desigualdades</li></li></ul><li>4.É possível desconstruir a visão estereotipada de masculino e feminino, e reconstruir uma visão de gênero na sociedade em que vivemos ?<br /><ul><li>Várias instituições reproduzem essa visão polarizada do que é homem e mulher,
  20. 20. Quanto mais separar, mais difícil será desconstruir essa visão estereotipada,
  21. 21. Quais são as diferenças entre homem e mulher?
  22. 22. Quais são as diferenças entre homem e mulher?</li></li></ul><li>5.Quando as mulheres resolveram empunhar a bandeira emancipatória, foram taxadas de feministas. Esse processo trouxe inúmeras implicações no contexto social e o sentido para o psicólogo do gênero. Comente isso.<br /><ul><li>O movimento feminista foi bastante importante para as conquistas da mulher,
  23. 23. Movimento sufragista ou direito de votar em eleições políticas.</li></li></ul><li>Observamos ao longo do trabalho que seria inútil apresentarmos o conceito de GÊNERO e não percorrermos na companhia de vocês um caminho. O caminho do questionamento, da conscientização.<br />Você já pensou nas suas relações de Gênero?<br />Como você pensa a relação homem e mulher dentro da sociedade? <br />Você já se perguntou que tipo de profissional será ao concluir o curso de Psicologia?<br />
  24. 24. A emancipação da mulher, para mim, não quer dizer que queremos tomar o lugar do homem, ser homens ou concorrer com eles. Queremos ser dignamente emancipadas. Queremos viver num mundo melhor, sem insegurança e violência. Para o progresso. Mulheres e homens juntos, livres, emancipados, sem neuroses. Uma emancipação cultural, econômica e sexual.<br />O poder de escolha em nosso País. <br />(Norma Benguel 1970)<br />
  25. 25. BIBLIOGRAFIA<br /><ul><li>Louro, G. L. (1999). Gênero, Sexualidade e educação: uma </li></ul>perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes.<br />http://repositorium.sdum.uminho.pt<br /><ul><li>Nogueira, Conceição. Feminismo e Discurso do Gênero na </li></ul> Psicologia Social. Instituto de Educação e Psicologia, <br /> Universidade do Minho. Portugal<br /><ul><li>NOGUEIRA, C. Contribuições do construcionismo social a uma nova psicologia do gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo: Fundação Carlos Chagas, n. 112, p. 137-153, mar. 2001.
  26. 26. SPINK, M. J. P. (Org.). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2004.</li></ul> <br />
  27. 27. AGRADECIMENTOS<br />Agradecemos aos colegas que assistiram a exposição deste trabalho;<br />Às monitoras Amanda e Paola por sanarem nossas dúvidas. <br />Ao professor Ms. Thyago do Vale Rosa, pela paciência e disposição com que sempre esclareceu nossas dúvidas, e nos auxiliou no nosso desenvolvimento pessoal em mais esse semestre.<br />A professora Dra. Adriana Bernardes Pereira, pela vontade de querer despertar em cada um de nós, uma visão além PUC, além “eu” mesmo.<br />
  28. 28. “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”.<br /> Albert Einstein<br />

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