Quatro estágios importantes na jornada da vida

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Quatro estágios importantes na jornada da vida

  1. 1. Quatro EstágiosImportantes na Jornada da Vida Watchman Nee Série Segredos para a Vida Editora dos Clássicos
  2. 2. ÍNDICEPrefácio à Série........................................................4Introdução...............................................................7Gilgal.......................................................................8Betel......................................................................11Jericó....................................................................15O Rio Jordão..........................................................18Contracapa............................................................21
  3. 3. PREFÁCIO À SÉRIE SEGREDOS PARA A VIDA Em nossos dias percebe-se claramente a grandenecessidade de mensagens que tragam luz quanto aocaminho para a vida cristã vitoriosa e o ministérioabundante. Assim, é com muita alegria que iniciamos a SérieSegredos Para a Vida, visando publicar preciosas liçõespara o viver cristão adequado. São pequenas pérolas,porém de grande valor, achadas em nossas garimpagens.Algumas são o que cuidamos ser essencial em um dosnossos clássicos cristãos que merecem ser ressaltados eoutras serão textos inéditos. No entanto, são verdadeirossegredos espirituais para os que já estão na jornada davida cristã em busca da maturidade. Nossa meta também é gerar e estimular novosleitores. Recomendamos ainda estas preciosas lições paraserem estudadas em grupos menores. Por isso,manteremos este formato pequeno, com poucas páginas epreço bem acessível. Neste volume, apresentamos esta rica lição QuatroEstágios Importantes na Jornada da Vida, de WatchmanNee, que é um artigo do seu livro Vida Cristã Equilibrada;uma mensagem objetiva que demonstra os estágios quedevemos trilhar na jornada da vida, rumo à maturidade eao arrebatamento. "... até que Cristo seja formado em nós" (Gl 4.19). Gerson Lima São Paulo, 22 de fevereiro de 2005.
  4. 4. "Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel. Então, os discípulos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, foram a Jericó. Então, os discípulos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos. Disse-lhe, pois, Elias: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão1. Mas ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua1 O negrito nas quatro palavras dos versículos acima foi adicionadopela edição deste livreto.
  5. 5. alma, não te deixarei. E, assim, ambosforam juntos. Foram cinqüenta homensdos discípulos dos profetas e pararama certa distância deles; eles ambospararam junto ao Jordão. Então, Eliastomou o seu manto, enrolou-o e feriuas águas, as quais se dividiram paraas duas bandas; e passaram ambosem seco. Havendo eles passado, Eliasdisse a Eliseu: Pede-me o que queresque eu te faça, antes que seja tomadode ti. Disse Eliseu: Peço-te que metoque por herança porção dobrada doteu espírito. Tornou-lhe Elias: Dura.coisa pediste. Todavia, se me viresquando for tomado de ti, assim se tefará; porém, se não me vires, não sefará. Indo eles andando e falando, eisque um carro de fogo, com cavalos defogo, os separou um do outro; e Eliassubiu ao céu num redemoinho. O quevendo Eliseu, clamou: Meu pai, meupai, carros de Israel e seus cavaleiros!E nunca mais o viu; e, tomando assuas vestes, rasgou-as em duaspartes. Então, levantou o manto queElias lhe deixara cair e, voltando-se,pôs-se à borda do Jordão. Tomou omanto que Elias lhe deixara cair, feriuas águas e disse: Onde está o SENHOR,Deus de Elias? Quando feriu ele aságuas, elas se dividiram para uma eoutra banda, e Eliseu passou" (2 Reis2.1-14).
  6. 6. INTRODUÇÃO Na passagem citada encontramos delineadosquatro estágios de uma jornada singular que partiade Gilgal, rumava para Betel. Jericó e, enfim,cruzava o rio Jordão. Na época em que Elias iria ser elevado ao céu, eEliseu estava para receber uma porção dobrada doEspírito Santo, esses dois homens de Deus viajavampor um caminho que ligava os quatro locais acimacitados. A partir dos aspectos físico e geográfico,podemos extrair uma lição espiritual muitoimportante: se quisermos ser elevados ao céu comoElias, ou receber o Espírito Santo como Eliseu,teremos de percorrer estes quatro estágios da vida,conforme nos são tipificados pelos quatro locaisvisitados durante a viagem. Devemos, também, dar início a uma jornada emGilgal e percorrer toda a trajetória até atravessar orio Jordão se almejamos ser arrebatados ouesperamos receber o poder do Espírito Santo. Vejamos o que estes quatro lugares pedemrepresentar exatamente.
  7. 7. GILGAL TRATANDO COM A CARNE A fim de interpretar corretamente o significadode Gilgal, devemos, primeiramente, compreender oprincípio da primeira menção contido nas EscriturasSagradas1. A partir de Josué 5.9, descobrimos que Gilgal éum lugar que significa "removido". Ao ler osversículos 2 a 9, compreendemos que a geração dosfilhos de Israel que inicialmente saíram do Egito foitoda circuncidada, ao passo que a geração deisraelitas que nasceram depois, no deserto, não o foi. Naquela época, esta geração estava entrandoem Canaã e, logo, herdaria sua herança. Portanto, avelha carne deveria ser "removida"; o opróbrio doEgito precisava ser lançado fora ou removido paraque os filhos de Israel pudessem ter a chance dedesfrutar uma nova. vida, porquanto o significado dacircuncisão, conforme nos é revelado no NovoTestamento, indica "despojamento do corpo da carne"(Cl 2.11). Quem verdadeiramente reconhece o que é acarne? Quem entende o que quer dizer tratar com acarne? Quem compreende o que quer dizer ojulgamento da carne? Muitas pessoas supõem que avitória sobre o pecado é a marca da perfeição, masnão sabem que é a carne quem peca!1 Esse princípio de interpretação da Bíblia diz que a primeira mençãode uma palavra, personagem, lugar etc. determina seu significado norestante da Bíblia
  8. 8. Segundo as Escrituras, a carne é condenadapor Deus. Trata-se de algo do qual Ele se desagrada.A carne é tudo o que temos ao nascer: "O que énascido da carne é carne" (Jo 3.6). Tudo o que temos, ao nascer, provém da carne,e isso não inclui apenas pecado, imundície ecorrupção, mas também bondade, habilidades, zelo,sabedoria e poder naturais. Uma lição bastante difícil de ser aprendida, navida de um crente, é que ele conheça a própriacarne. O cristão deve ser conduzido por todos ostipos de fracassos e privações antes de saber o quesua carne é. O que atrapalha o progresso do crente, tanto navida quanto na obra, é a carne. Ele não temconsciência de que Deus o convoca a negar a própriacarne, imagina que abrir mão dos pecados já é osuficiente e desconhece o mesmo desprazer queDeus sente tanto por suas habilidades, seu zelo esua sabedoria na obra de Deus quanto por suaprópria bondade e por seu poder na vida espiritual. Segundo Deus, precisamos negar, fazer morrere permitir que passe pelo julgamento tudo o queconsideramos bom de acordo com a carne e tudo oque planejamos e organizamos pela carne. O Senhornão confere o menor valor à ajuda da carne, nem navida nem na obra espirituais. No tempo de Josué, Gilgal era exatamente olugar onde a carne foi despojada e julgada. Para ocrente hodierno, Gilgal simboliza o lugar onde acarne deve ser julgada por meio do entendimentoque Deus nos concede. Deus declara que a carnedeve ser lançada fora. Assim, concordemos com Ele.Deus afirma que a carne precisa ser circuncidada.Portanto, sejamos circuncidados no coração.
  9. 9. Em nossa jornada espiritual pela vida, deve-mos, também, partir de Gilgal e negar a carne.Porém, observe, por favor, que isso não especifica ograu de despojamento de alguém, mas simplesmentedeclara que a carne precisa ser julgada. Um erro freqüente cometido pelas pessoas éprocurar zelo e boas obras, mas deixar de negar acarne. No entanto, o mais essencial é julgarmos acarne da mesma forma como Deus a julgou. De acordo com uma. experiência muito pessoalque tive com o Senhor, a expressão mais elevada devida espiritual não se encontra na regeneração,santificação, perfeição, vitória sobre o pecado ou nopoder, mas em negar a carne que é tanto o objetivoquanto o caminho da vida espiritual. Aqueles que não partiram de Gilgal nuncaderam início, de fato, à jornada espiritual. Aquelesque não aprenderam a negar a carne não sabem oque é a vida espiritual. Esses indivíduos podem serzelosos nas boas obras, e é possível que até sesintam felizes ao realizá-las, mas não compreendema verdadeira vida espiritual.
  10. 10. BETEL LIDANDO COM O MUNDO De Gilgal, agora temos de avançar em nossajornada até Betel. O que significa o nome Betel?Novamente, descubramos onde, na Bíblia, Betel émencionado pela primeira vez e, assim, poderemosdecifrar o que significa para nós hoje em dia. Leia, por favor, Gênesis 12.8. Betel era o lugaronde Abraão edificou um altar. Um altar tem opropósito de estabelecer comunicação com Deusquando a pessoa oferece sacrifícios e entrega-se aEle por inteiro. Gênesis 12.9-14 relata a descida de Abraão aoEgito. Ali, ele não edificou qualquer altar. Suacomunicação com Deus foi interrompida, e o seucoração de consagração, posto de lado — oque.assinala a diferença entre Betel e Egito. Logo,Betel significa tudo o que é contrário ao que o Egitorepresenta. Gênesis 13.3 e 4 registra algo muito signifi-cativo: "Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel,até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entreBetel e Ai; até ao lugar do altar, que outrora tinhaleito; e aí Abraão invocou o nome do SENHOR". Abraão havia perdido a comunhão com Deusenquanto estava no Egito. Contudo, quando voltouao lugar original ou seja, Betel, ele invocou, maisuma vez, o nome do SENHOR. Apenas na Betel
  11. 11. espiritual as pessoas terão comunhão com Deus e seentregarão a Ele. Por conseguinte, ao passo que Gilgal fala arespeito de vencermos a carne, Betel fala sobrevencermos o mundo, pois, nas Escrituras Sagradas,o Egito representa o mundo. Vencer o mundo é uma condição para o ar-rebatamento e para receber o poder do EspíritoSanto. Nossa vida deve chegar ao ponto de o mundoser incapaz de afetar nosso coração. Quanto, na verdade, estamos separados domundo? Será que expressamos, por nossa vida, quenos separamos do mundo? Será que as nossasatitudes e palavras demonstram que nãopertencemos mais a este mundo? E quanto às nossas intenções? Será que ali-mentamos algum desejo secreto pelas coisas domundo? Será que, de forma sub-reptícia, buscamoso louvor dos homens? Será que nos permitimos sofrer muito inte-riormente por causa da calúnia dos homens? Quando sofremos alguma perda material, sen-timos esta perda com intensidade? Existe algumadiferença entre o que sentimos pelo mundo e o queas pessoas do mundo sentem? Se nosso coração não vencer completamente omundo, e, se as pessoas, coisas ou osacontecimentos deste mundo ainda ocuparem lugardentro de nós, não seremos capazes de atingir nossoobjetivo. O crente deve pagar o preço por seguir ao Se-nhor se espera ser cheio do Espírito Santo (...).Precisamos abrir mão do mundo e aprender a
  12. 12. comunicar-nos com Deus no altar da consagração. Aconsagração e a comunhão são indispensáveis. No Egito, não era normal haver fome; todavia,quando havia, sobravam apenas os velhos grãospara sustentar os moradores. Contudo, em Canaã,parecia ocorrer fome com freqüência.Espiritualmente falando, isso indica que, no mundo,há pouca ou nenhuma fome, pois aquele que vive nomundo não apenas está no mundo, mas tambémpertence ao mundo. Porém, para as pessoas que vivem em obe-diência a Deus, às vezes haverá fome, pois, pelacomparação, há pouca ou nenhuma tentação nomundo, ao passo que no caminho da obediênciapodem existir muitas tentações. Entretanto, esse é o caminho para o poder parao arrebatamento. Ainda que a tentação seja grande,sempre há livramento com Deus (veja 1 Co 10.13). Logo, sejamos vigilantes e fiéis. Se não formoscautelosos, voltaremos ao Egito, onde não existemconsagração ou comunhão com Deus. Permanecerno Egito, ainda que temporariamente, significa pecardurante certo tempo. Deve ser muito patético e dignode dó alguém "fixar residência" permanente ali.Embora a pessoa possa até evitar a tentação, nãoexiste altar no Egito. Algumas pessoas são semelhantes a Abraão,que não foi diretamente ao Egito. Primeiro, elerumou para. o Oriente, que era na direção do Egito,embora não houvesse ainda chegado ao Egito. Estarno Oriente pode ser descrito espiritualmente comopertencer metade ao mundo e metade a Deus. No entanto, no Oriente também não existe altar:não há comunhão com Deus. Betel, por sua vez, é
  13. 13. um local completamente separado, não se trata doEgito do mundo nem do Oriente da aceitação carnal. Calcula-se que entre dois e três milhões deisraelitas saíram do Egito, ainda que Deus nãotenha permitido que nenhum deles edificasse umaltar no Egito. Para que esses israelitas servissem aDeus de verdade, era preciso que partissem do Egitoe viajassem durante três dias (Êx 8.25-27)! No Egito, eles poderiam realizar a Páscoa, poisDeus os havia libertado do castigo do pecado que eraa morte. Porém, para que estivessem sob o nome doSenhor e O adorassem, precisavam abandonar oEgito.
  14. 14. JERICÓ TRATANDO COM SATANÁS A referência mais clara concernente ao sig-nificado de Jericó encontra-se no livro de Josué.Nele, podemos observar a conquista de toda a cidadede Jericó. "Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó" (6.26). Portanto, Jericó significa ser amaldiçoado. Esse trecho da história bíblica narra a formacomo os filhos de Israel venceram seus inimigos pelaprimeira vez em Canaã. Espiritualmente falando, osdiversos povos de Canaã representam os espíritosmalignos que pertencem ao diabo e podem sercomparados às hostes espirituais da maldade noslugares celestiais, mencionadas em Efésios 6.12.Trata-se dos inimigos contra os quais os crenteslutam hoje em dia. Não temos de lutar apenas contra a carne e omundo, mas precisamos, também, vencer o inimigo.Existe apenas uma forma de vencê-lo: crer naPalavra de Deus e praticá-la (Ap 12.11). Cremos que alcançaremos o resultado pro-metido se praticarmos a Palavra. Deus o falou, e isso
  15. 15. basta. As pessoas que vivem em Jericó, nos diasatuais, dizem possuir a cidade, mas nós dizemoscrer na Palavra de Deus. Elas dizem que asmuralhas chegam ao céu, mas nós dizemos quenosso Deus está nos céus. Elas dizem que oterritório incluso na cidade lhes pertence, mas nósdizemos que Deus prometeu dar-nos todo lugar ondepisar a planta do nosso pé (veja Js 1.3). Muitas pessoas conhecem apenas a luta entre oespírito e a carne (Gl 5.17), mas não percebem oconflito travado entre os crentes e os espíritosmalignos, conforme descrito no sexto capítulo deEfésios. A verdadeira guerra espiritual é travada entrenós e Satanás (com seus espíritos demoníacos). Essaguerra reúne todos os crentes maduros, pois osfilhos de Deus, na. Terra, são frequentementeatacados pelos espíritos do mal. Esses ataques ocorrem, às vezes, no própriolugar onde vivem, no corpo, nos pensamentos, nasemoções e no espírito. Sobretudo, no final dostempos, as forças malignas redobrarão seus esforçospara impedir que os crentes sirvam ao Senhor,fazendo-os estar angustiados e aflitos com muitascoisas. Com bastante freqüência, os crentes não temconsciência de estarem sendo atacados pelosespíritos malignos e não compreendem por que tudoparece estar contra eles, o que produz uma terrívelconfusão e muito problema. É muito comum queeles achem naturais as coisas que acontecem e nãopercebam que estão sendo oprimidos por forçassobrenaturais.11 Recomendamos a leitura de Guerra Contra os Santos, de JessiePenn-Lewis, publicado por esta editora, obra que muito auxiliouWatchman Nee a compreender a realidade dessa luta espiritual.
  16. 16. No final dos tempos, é da maior importânciaque os crentes reconheçam o inimigo e saibam comolutar contra ele e vencê-lo. Ainda que vençamos acarne e o mundo, não seremos capazes de realizargrandes progressos se não vencermos as obras doinimigo. A queda de Jericó não poderia ser atribuída àforça humana, mas a dois fatores: à Palavra de Deuse à posição que os filhos de Israel assumiram. A fim de vencer os ataques dos espíritosimundos, devemos agir de duas formas: (1) ignorar as circunstâncias e os sentimentos,acreditando na promessa contida na Palavra deDeus e fazendo o inimigo baterem retirada; (2) permanecer [pela fé] nos lugares celestiaisque Cristo nos proporcionou, mantendo, assim,Satanás e seus espíritos malignos em posiçãoinferior. Sem a Palavra de Deus e sem assumir a posiçãoque Deus nos concedeu pela fé não conseguimos tervitória sobre o inimigo. [Sujeitai-vos pois a Deus...]
  17. 17. O RIO JORDÃO TRATANDO COM A MORTE O rio Jordão assinala o poder da morte, e, porconseguinte, cruzar o rio Jordão significa vencer amorte. Isso é o arrebatamento1. Essa faceta da jornada tem uma relação es-pecial com o Senhor Jesus, já que o próprio Senhorfoi batizado no rio Jordão. O fato de Ele ter descidoàs águas batismais indica a morte. O fato de Ele ter subido das águas denota aressurreição. Ele vence a morte por meio do poderda ressurreição. O maior poder de Satanás, conforme sabemos,é a própria morte (veja 1 Co 15.26). É como se oSenhor desafiasse Seu inimigo ao dizer: "Faça o quepuder Comigo" (cf. Hb 2.14). E, de fato, Satanás fazo melhor que pode. No entanto, Deus tem o poder daressurreição. Satanás almeja matar completamente o Senhor,embora Ele tenha a vida que não pode ser tocada ouapoderada pela morte. O Senhor, conforme dizem asEscrituras, sofreu numa terra seca! Com exceção daressurreição do Senhor, não há poder que possavencer a morte. A vida que recebemos, ao tempo daregeneração, é essa vida da ressurreição. E o poderda vida ressurreta afugentará toda morte.1 Ou seja... nosso corpo mortal será transformado num corpo deglória, como o do Senhor... (Fl 3.17).
  18. 18. Cruzar o mar Vermelho e atravessar o rio Jor-dão têm significados muito diferentes. Cruzar o marVermelho foi um acontecimento forçado pelascircunstâncias. Os filhos de Israel foram perseguidospelos inimigos egípcios e teriam sido mortos se não otivessem cruzado. Atravessar o rio Jordão, todavia,foi uma ação voluntária. Nos dias de hoje, algumas pessoas recusam-sea cruzar o rio Jordão e não buscam o poder da Suaressurreição. Porém, Paulo estimava muitíssimo estepoder e, por isso, buscava-o com diligência (Fp3.10-12). Todos os filhos de Deus foram ressuscitadoscom o Senhor. Entretanto, muitos não conhecem opoder da ressurreição do Senhor na prática.Portanto, eles não experimentam a vitória sobre amorte. Neste momento histórico, quando o arre-batamento está próximo, os crentes devem, enfim,vencer o último inimigo — a morte. Precisamosvencer a morte (seja ela física, mental ou espiritual). O mundo hodierno está repleto de uma at-mosfera mortal. Por um lado, muitas pessoasusadas pelo Senhor costumam sofrer fraqueza físicae enfermidade. Por outro lado, a mente de muitossantos parece estar paralisada: seus pensamentos, amemória e a concentração não estão tão alertascomo antes. Além do mais, o espírito de muitoscrentes parece estar envolto pela morte, ou seja,inativo, sem poder, encolhido, paralisado e incapazde enfrentar o meio ambiente. Por conseguinte, nos dias que antecedem oarrebatamento, os crentes devem aprender aatravessar o rio Jordão, isto é, vencer a morte.Devemos aprender a resistir ao poder da morte em
  19. 19. nosso corpo e nas circunstâncias da vida. Devemosprovar o poder da ressurreição em todas as coisas.Precisamos testificar, mais e mais, o fato de nossoSenhor ter sido ressuscitado dentre os mortos e denós, que estamos unidos a Ele, também termos sidoressuscitados. A fim de recebermos o espírito de Eliseu echegarmos ao arrebatamento de Elias, devemospartir de Gilgal, viajar até chegar ao rio Jordão eatravessá-lo. O Espírito Santo só pode descer sobre aquelesque estão repletos da vida da ressurreição. Nãoimagine que, tão logo sejamos regenerados, seremosarrebatados. Deus não pode levar alguém que nãoestá preparado. Por isso, antes que possamos ter umarrebatamento como Elias, devemos passar pelasexperiências de Gilgal, Betel, Jericó e rio Jordão. Deus nos diz que seremos arrebatados. Então,façamos o que devemos fazer começando de Gilgal eterminando pela outra margem do Jordão. Descobriremos que Deus estará ali esperandopor nós! FIM
  20. 20. CONTRACAPA Há quatro estágios na jornada da vida cristãque os filhos de Deus devem vencer para atingir amaturidade e o posicionamento adequado para oarrebatamento: a carne, o mundo, o diabo e a morte. Conheça os segredos de Watchman Nee paraobter a vida cristã vitoriosa e frutífera e a preparaçãopara o arrebatamento.

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