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DIREITOS REAIS

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Matéria de Direitos Reais. Estão dispostos temas acerca dos Direitos das Coisas, dos quais divide-se em Posse e Propriedade. Aula de Direito reais - Parte 1.

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DIREITOS REAIS

  1. 1. DIREITOS REAIS PRIMEIRA PARTE: • Princípios dos Direitos Reais; • Posse; • Propriedade; e • Usucapião.
  2. 2. DIREITOS REAIS O que são os Direitos Reais: Conceito: “São os instrumentos Legais, que visam tutelar a relação das pessoas com as coisas, vinculando-as ao seus titulares, por meio de registros em órgãos competentes, auferindo caráter pleno e exclusivo, cujos efeitos atinam toda a sociedade”.
  3. 3. DIREITOS REAIS O que são os Direitos Reais: Principais Características: Projeta um vínculo do titular diretamente à coisa; Somente pelo gravame (registro no órgão competente). Antes disso o ônus é pessoal (obrigacional). Adaptado de Orlando Gomes
  4. 4. DIREITOS REAIS Princípios dos Direitos Reais: • Taxatividade: Só são direitos reais o que estiver determinado na Lei (Artigo 1225 CC/02); • Aderência: O registro vincula a coisa ao seu proprietário; • Publicidade: O registro torna o direito público e gera efeito erga omnes; • Perpetuidade: não tem prazo de validade ou prescreve; • Exclusividade:Seu exercício é pleno e exclusivo.
  5. 5. DIREITOS REAIS O que são os Direitos Reais: Finalidade Regula o poder dos homens sobre as coisas (bens) e os modos de sua utilização/ rege a propriedade. Dá significado econômico/ Político e social deste instituto jurídico.
  6. 6. DIREITOS REAIS DIREITOS PESSOAIS • Infinitas relações • Direito obrigacional; • Vincula as partes envolvidas; • Depende da manifestação da vontade da parte; • Limitado no tempo; • Direito relativo. Exemplo: O contrato da compra e a venda de uma casa. DIREITOS REAIS • Número clausus; • Direito das coisas; • Vincula todas as pessoas; • Imprescinde de gravame (registro); • Ilimitado (perene); • Direito Absoluto (cuidado); • Obrigação propter rem. Exemplo: O registro da compra e a venda de uma casa.
  7. 7. DIREITOS REAIS Conceitos de posse: Relação fática que o indivíduo tem com a coisa. Posse é fato. É o exercício do sujeito com a coisa, independentemente de animus. O Direito Civil brasileiro abarca a Teoria objetiva de Ihering. Ou seja, independe de animus, bastando existir corpus para caracterizar a relação possessória.
  8. 8. DIREITOS REAIS Classificação da Posse Posse direta e indireta Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, PLENO ou NÃO, de algum dos poderes inerentes à propriedade. Posse direta Posse indireta
  9. 9. DIREITOS REAIS Classificação da Posse Posse direta e Posse indireta: Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.
  10. 10. DIREITOS REAIS Classificação da Posse Posse de justa e injusta: Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Posse de boa fé ou má-fé: Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa- fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção.
  11. 11. DIREITOS REAIS Aquisição da Posse Art. 1.204. Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade (vide efeitos da Posse). Art. 1.207. O sucessor universal continua de direito a posse do seu antecessor; e ao sucessor singular é facultado unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais. Acessio possessionis: (soma das posses - título singular); Sucessio possessionis: (soma das posses – título universal).
  12. 12. DIREITOS REAIS Efeitos da Posse Faculdade do proprietário: Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de (1) usar, (2) gozar e (3) dispor da coisa, e o (4) direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
  13. 13. DIREITOS REAIS Efeitos da posse: Sequela: Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.
  14. 14. DIREITOS REAIS Efeitos da posse: Fruição ou gozo: Art. 1.214. O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos. Parágrafo único. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação. .
  15. 15. DIREITOS REAIS Efeitos da posse: Disposição: Art. 1.217. O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que não der causa. .
  16. 16. DIREITOS REAIS Direito aos Frutos: Posse de boa-fé: Art. 1.214. O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos. Parágrafo único. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação.
  17. 17. DIREITOS REAIS Direito aos frutos: Posse de má-fé: Art. 1.215. Os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos, logo que são separados; os civis reputam-se percebidos dia por dia. Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.
  18. 18. DIREITOS REAIS Direito à Benfeitorias: Posse de boa-fé: (artigo 1.219) Necessárias: Indenização e retenção; Úteis: Indenização; Voluptuárias: indenização ou levantar.
  19. 19. DIREITOS REAIS Direito à Benfeitorias: Posse de má-fé: (artigo 1.220) Necessárias: Indenização; Úteis: não tem direito. Voluptuárias: não tem direito.
  20. 20. DIREITOS REAIS Perda da Posse Art. 1.223. Perde-se a posse quando cessa, embora contra a vontade do possuidor, o poder sobre o bem, ao qual se refere o art. 1.196. Art. 1.224. Só se considera perdida a posse para quem não presenciou o esbulho, quando, tendo notícia dele, se abstém de retornar a coisa, ou, tentando recuperá- la, é violentamente repelido.
  21. 21. DIREITOS REAIS Posse e propriedade: O Código Civil de 2002 tutela a Posse. Entretanto a posse não pode ser confundida com a propriedade. Posse é um Direito Pessoal e Propriedade é um Direito Real.
  22. 22. DIREITOS REAIS Direitos Reais Art. 1.225. São direitos reais: I - a propriedade; II - a superfície; III - as servidões; IV - o usufruto; V - o uso; VI - a habitação; VII - o direito do promitente comprador do imóvel; VIII - o penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese. XI - a concessão de uso especial para fins de moradia; XIII - a laje. Direitos reais sobre coisa alheia Direitos Reais de garantia
  23. 23. DIREITOS REAIS Formas de aquisição da propriedade imóvel: Pelo Registro do Título Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. § 1o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. § 2o Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. Art. 1.246. O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao oficial do registro, e este o prenotar no protocolo. Art. 1.247. Se o teor do registro não exprimir a verdade, poderá o interessado reclamar que se retifique ou anule. Parágrafo único. Cancelado o registro, poderá o proprietário reivindicar o imóvel, independentemente da boa-fé ou do título do terceiro adquirente.
  24. 24. DIREITOS REAIS Formas de aquisição da propriedade imóvel: Usucapião: Extraordinária: (Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis); Extraordinária: (Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se- á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo).
  25. 25. DIREITOS REAIS Formas de aquisição da propriedade imóvel: Usucapião: Ordinária: Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos. Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico.
  26. 26. DIREITOS REAIS Formas de aquisição da propriedade imóvel: Usucapião: Formas especiais: Usucapião Pro labore: (Art. 1.239. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade). Usucapião Pro misero: (Art. 1.240. Aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural). Usucapião Familiar: (Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural).
  27. 27. DIREITOS REAIS Formas de aquisição da propriedade móvel: Da Usucapião Art. 1.260. Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe- á a propriedade. Da Ocupação Art. 1.263. Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade, não sendo essa ocupação defesa por lei. (Não confundir com a descoberta). Do Achado do Tesouro Art. 1.264. O depósito antigo de coisas preciosas, oculto e de cujo dono não haja memória, será dividido por igual entre o proprietário do prédio e o que achar o tesouro casualmente. Da Tradição Art. 1.267. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição.
  28. 28. DIREITOS REAIS Limites ao direito de propriedade: • Função social da propriedade; • Observância às leis; • Direito de vizinhança; • Desapropriação por interesse público.
  29. 29. DIREITOS REAIS Formas de extinção da propriedade: Art. 1.275. Além das causas consideradas neste Código, perde-se a propriedade: I - por alienação; II - pela renúncia; III - por abandono; IV - por perecimento da coisa; V - por desapropriação.

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