Ideias empreendedoras que deram certo área de assistência domiciliar

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Ideias empreendedoras que deram certo área de assistência domiciliar

  1. 1. Ideias empreendedoras que deram certo: área de AssistênciaDomiciliar ( Home Care)Luiza Watanabe Dal Ben*Nascimento da idéia Em março de 1978 iniciei minha carreira profissional como enfermeirade cuidados intensivos (UTI) no Hospital 9 de Julho. Em 1982 casei-me e paracontinuar lecionando para técnicos de enfermagem solicitei à minha chefia, queme transferisse da UTI pela redução de plantões, apesar da diminuição dosalário. Fora da UTI, atuei na pediatria e em todas as outras unidades deinternação do hospital. A partir de 1985 fui alocada no setor de educaçãocontinuada do hospital, atuei na elaboração e implementação de estratégiaspara o desenvolvimento das lideranças de todos os setores da instituição,incluindo a enfermagem. Para tanto preparei-me para exercer com competênciaas minhas atividades. Em 1980 conclui licenciatura em Enfermagem pelaFaculdade de Educação da Universidade de São Paulo; participei de associaçõesde recursos humanos da cidade de São Paulo e da Sociedade Brasileira deEducação Continuada em Enfermagem – SOBRECEn; em 1991 conclui o cursode especialização em administração de serviços de saúde e hospitalar pelaFaculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSPUSP). Nestecurso, estudei como eram os sistemas de saúde de outros países americanos eeuropeus e a tendência de que os hospitais seriam grandes centros detecnologia, os pacientes seriam monitorados em suas próprias casas e sesubmeteriam a cirurgias em ambulatórios 1. Apesar do reconhecimento do meu trabalho no hospital, o único queeu vivenciei, o meu desejo era de estar mais próxima aos pacientes parahabilitá-los ao seu autocuidado, após a alta hospitalar. Esses eram momentosprivilegiados sem paralelo com muito significado para a minha existênciahumana: a chance de aliviar o sofrimento, potencializar os recursos dopaciente e seus familiares, de resgatar seres para a vida e a oportunidadetambém de conduzi-los para uma morte com dignidade, sempre eram imbuídosde um “novo significado” e “integração de valores” ao meu cuidado e de toda aequipe de enfermagem1. “O valor ao paciente na prestação dos serviços, só pode sercompreendido no nível de condições de saúde. O valor é determinado por quãobem um prestador atende a cada condição de saúde, não pela amplitude dosseus serviços. O valor entregue em uma condição de saúde é decorrente de umconjunto completo de atividades e especialidades envolvidas. Não são ospapéis, as habilidades ou as funções, isoladamente, que importam, mas oresultado em geral 2.” Em setembro de 1991, abracei a oportunidade de montar o meuconsultório de enfermagem, ao lado do hospital onde eu trabalhava, em umprédio centro médico. Escrevi todo o plano de negócio do empreendimento 1
  2. 2. (estrutura, processos e resultados, abrangência) com previsão do retornofinanceiro após 3 anos. Em relação aos meus conhecimentos eu tinha convicçãode minhas competências gerenciais e confiança de minha prática cuidativa,consegui assumir uma posição como agente positivo, com crescimento donegócio de forma sustentável e lucrativa. Sempre estive atenta ao fato de queo maior patrimônio era eu mesma. Tinha convicção sobre o tema “Cuidado deenfermagem eu entendo1 !” Este processo de mudança envolveu conviver com perdas, abandono,desistência das histórias das quais eu estava confortável. Ancorei muito nosprofessores do curso da FSPUSP, venci as resistências ao expor minhasconvicções, reciclei novos aprendizados, compreendi o que podia ser integradoà minha vida e muitas vezes com novo significado 1. Em janeiro de 1992 - o consultório de enfermagem transformou-seem empresa com o “status” de pessoa jurídica, sendo possível celebrarcontratos de credenciamento, de acordo com as exigências das organizações,para prestar a assistência domiciliar – hoje consagrada na sigla AD – ou paraconduzir procedimentos de enfermagem em domicílio1,3. A aceitação como enfermeira nessa prestação de serviços começou atornar-se mais fácil a partir do momento em que eram entregues aosadministradores o Código de Ética de Enfermagem e a legislação sobre oexercício profissional da enfermagem, respectivamente a Lei n° 7.498, de 25 dejunho de 1986, e sua regulamentação, o Decreto n° 94.406, de 8 de junho de1987. Com efeito, na carta de apresentação das nossas atividades às empresas,era destacado o art. 13 desse documento onde estava estabelecido: “Todas asatividades dos auxiliares de enfermagem e técnicos de enfermagem deveriamter a supervisão, orientação e direção do enfermeiro,3”. Assim é que, entre 1992 e 1994, significativa parcela das empresasque procuravam nossos serviços e com as quais mantivemos os primeiroscontatos, manifestava insatisfação com os seus clientes da área da saúde porterem eles contratado diretamente auxiliares de enfermagem e enfrentaremproblemas de caráter ético-legal ou trabalhista, relacionados, em sua maioria,com a inadequada postura profissional. Era indubitável tratar-se de umasituação que punha a descoberta a ausência da supervisão do enfermeiro 1,3. Nesse ritmo, em março de 1994 pedi demissão do hospital ondetrabalhava. A partir de então, dediquei-me exclusivamente às atividades daempresa que tinha sido instituída com a finalidade de prestar serviçosespecializados de enfermagem em domicílio, com supervisão de enfermeiro 24horas contínuas1,3. Tudo indicava que o ideal de ser enfermeira com independênciaestava se concretizando, fato que me fazia sentir realizada e satisfeita. Por suavez, os enfermeiros da equipe do “consultório de enfermagem”, reconhecidosprofissionalmente pela assistência personalizada que prestavam aos doentes e 2
  3. 3. aos seus familiares, eles também se sentiam responsáveis e autônomos edeixavam transparecer uma satisfação sem medidas.Busca do conhecimento cientificoDesde quando comecei as tarefas da prestação de serviços – nos períodos emque os compromissos com o emprego no hospital me permitiam – dediquei-meà modalidade de internação domiciliar. O desafio era demonstrar a necessidadede horas diárias de assistência de enfermagem domiciliar para cada pacienteaos responsáveis financeiros, pois os custos envolvidos precisavam ser bemutilizados. As necessidades exigiam a permanência de profissionais auxiliares etécnicos de enfermagem por um período de seis a vinte quatro horas paracumprir os procedimentos da enfermagem, como sendo a extensão dotratamento hospitalar. Os tipos de modalidades de assistência domiciliar sãovisitas, atendimentos/procedimentos, gerenciamento de doençascrônicas/monitoramento e internação domiciliar. O que as diferencia é anecessidade da permanência do profissional técnico de enfermagem (TE) e doauxiliar de enfermagem (AE), no domicílio do paciente 3. A realidade dos fatos é que o bom desempenho da equipe deenfermagem se reflete de imediato na satisfação dos pacientes e de seusfamiliares, por sermos os profissionais da linha de frente, contato direto com ocliente/paciente. É o que tem demonstrado a minha experiência que constatouainda que esse bom desempenho está diretamente relacionado com osomatório das seguintes condicionantes: uma justa adequação da permanênciado profissional de enfermagem às necessidades do paciente; a conformidade doperfil pessoal e profissional aos desejos desse paciente (a empatia entre apessoa que cuida e a pessoa que está sendo cuidada); a viabilidade dos custos;a provisão adequada de medicamentos, materiais e equipamentos, a eficientesupervisão exercida pela enfermeira e uma estrutura de comunicação rápida eprecisa4. A prática de enfermagem em assistência domiciliar e aresponsabilidade pelas questões ético-legais levaram-me à busca de caminhosque me sinalizassem mais segurança na empreitada, principalmente no quedizia respeito à tomada de decisão para fixar as horas diárias a serem debitadasna assistência e que fossem, a um só tempo, não só adequadas àsnecessidades dos pacientes e justas em relação às exigências dos provedoresfinanceiros, como também estivessem de acordo com o sistema de medicinasuplementar. Todas essas questões motivaram-me a estudar com afinco o temaespecífico que envolvia o modo mais correto de calcular o pessoal que deveriaintervir na assistência em domicílio4. Então, no ano de 2000, na oportunidade da minha dissertação demestrado, havia traduzido para o português, com algumas adaptações, osistema de pontuação TISS Intermediário: Sistema de Pontuação paraIntervenção Terapêutica em Pacientes sem UTI, publicado por David J. Cullenjunto com outros colaboradores. Este estudo resultou um instrumento para 3
  4. 4. também calcular as horas diárias necessárias ao bom desempenho dosprofissionais3,5. A gestão da qualidade envolve os problemas com pessoal,produtividade e custos, sendo que a manutenção da qualidade do atendimentoe a contenção dos custos não podem ser separadas. Quantificar corretamente as horas dedicadas à assistência domiciliarfoi uma inquietação que sempre me acompanhou ao longo da minha trajetóriaprofissional. Na assistência domiciliar os contextos de atuação são sempreúnicos, o que demandará do Enfermeiro contínua reflexão sobre a sua atuaçãojunto à família não apenas de maneira pontual, mas ao longo do tempo,considerando as mudanças que sofrem estes mesmos contextos. O profissionalprecisa compreender e conhecer o cenário mercadológico em que atua, discutiras principais tendências que estão transformando a economia, a tecnologia, osmercados, estruturas familiares e o ambiente político-social para melhororientar os rumos da organização do seu trabalho. Desfazer mitos ereconhecer o seu potencial a fim de executar ações de enfermagem queintervenham positivamente na assistência ao paciente e seus familiares 1,3,4. No doutorado da Escola de Enfermagem da Universidade de São Pulo(EEUSP) concluído em 2005, versou sobre a percepção de gerentes eenfermeiras especificamente quanto ao cálculo do pessoal de enfermagem emassistência domiciliar. Propusemos um modelo para calcular com exatidão opessoal de enfermagem, que divulgamos em 2005 na forma de livro 3,4 . Sistemática operacional de uma empresa de assistênciadomiciliar No domicílio as relações humanas se tornam muito maistransparentes, revelando fragilidades e particularidades tanto de assistidosquanto da equipe que os assiste. Cabe ao enfermeiro monitorar a dinâmica dasrelações humanas no contexto da assistência domiciliar, para que o equilíbrioentre as relações profissionais e pessoais seja assegurado. Na minha práticaassistencial o sucesso da assistência domiciliar relaciona-se diretamente aoprocesso da implantação, cujo processo inclui: a consulta de enfermagem, aavaliação das condições do domicílio , a estrutura necessária para receber opaciente e o preparo da equipe interdisciplinar para atender o paciente. Cabeao enfermeiro ser o elo de toda a equipe, esclarecer os papéis de todos osmembros, de forma escrita e verbal (Manual de Orientações ao pacientecontendo seus direitos e deveres e de todos os profissionais que o atenderão) 6. A empresa deve encurtar as distancias, pois cada domicílio, constituiem um hospital virtual, como também, proporcionar condições para viabilizaruma assistência segura ao paciente, familiares e profissionais 3,6. As diretrizes daRede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente-REBRAENSP-Polo SãoPaulo têm subsidiado as equipes de enfermagem nesse sentido. A enfermagemé a equipe da linha de frente em assistência domiciliar, o preparo dosenfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem é fundamental ,principalmente no desenvolvimento de suas competências humanas, que hoje 4
  5. 5. constituem o ponto número um em seleção. Aprender a lidar com os parescontraditórios entre impotência e onipotência, sofrimento e prazer, frustração esatisfação diariamente exige uma maturidade emocional e muita vontade delidar com o novo. Cada paciente, seus cuidadores e familiares estão inseridosem dinâmicas únicas, próprias e diferentes exigindo olhares específicos comintervenções adequadas, a fim de superar as suas expectativas e alcançarmosos nossos objetivos de promoção de qualidade de vida segundo a ótica docliente. Acreditamos que esse é o poder invisível da enfermagem que muitasvezes esquecemos, e que somados à execução de um marketing da profissãose faz urgentemente necessário. O avanço de tecnologia digital possibilita tratar o paciente no espaçodomiciliário que não são os hospitalares, proporcionando monitoramentoseguro e confiável em relação aos dados clínicos do paciente. Para a Dal BenHome Care, entendemos que a tecnologia deve estar sempre a favor docuidado. Um dos critérios de elegibilidade do paciente para a internaçãodomiciliar é ter um sistema de comunicação eficaz. Acompanhamos a evoluçãoda telefonia, inicialmente telefone fixo e depois a móvel. Em 2004 implantamosum sistema via WEB e atualmente realizamos a comunicação por netbook emtodas as residências para a comunicação on line, evolução da equipeinterdisciplinar, registro no prontuário eletrônico, registro de uma ficha dealerta clínicos para os técnicos e auxiliares de enfermagem o que fomenta umraciocínio clínico e subsidia ações para educação permanente da equipe deenfermagem1;6. A gestão da qualidade envolve os problemas com pessoal, produtividadee custos, sendo que a manutenção da qualidade do atendimento e a contençãodos custos não podem ser separadas. São necessárias múltiplas habilidades eespecialidades em todos os estágios do ciclo de atendimento de uma condiçãode saúde2. O home care “implica que no dia-a-dia é preciso tomar decisões eresolver problemas com o paciente, ou em seu nome, em relação àsintervenções médicas, internação hospitalar, rotinas diárias, controle da dor eoutros sintomas, além de decidir sobre o local onde a pessoa deve viver e atémorrer. Nessa circunstância, é necessário analisar os riscos e garantias, asdespesas decorrentes, proteção contra eventuais descuidos ou maus tratos,procurando equilibrar os recursos existentes, as preferências e capacidades,tanto do paciente como do cuidador7.” Elegibilidade do paciente para ser assistido em seu domicílio O objetivo da prática de assistência no domicílio é desenvolver e integrarum plano de trabalho, o qual é implementado junto ao paciente e sua famíliano seu lar, proporcionando a adaptação, independência e melhor qualidade devida a eles. A consulta de enfermagem subsidia a necessidade de horas diáriasde assistência de enfermagem ao paciente e os seus familiares. Por se tratar dea maioria serem pacientes portadores de condições crônicas saliento que o 5
  6. 6. alcance dos objetivos da assistência de enfermagem domiciliar inclui sempre areabilitação. A sistematização da assistência de enfermagem é composta de:realização do exame físico, composição do desenho genograma e ecomapa dopaciente baseado no Modelo de Calgary de Avaliação da Família 8, avaliação daestrutura do ambiente para receber o paciente, avaliação da dinâmica familiar,previsão e provisão de medicamentos, gerenciamento dos fornecedores dosmateriais e equipamentos e da relação com a organização de suporte comoexames de análises clínicas, radiológicos, eletrocardiogramas, serviço deremoção, entre outros. A previsão de materiais indispensáveis para umatendimento seguro e rápido, quando houver agravos e também a previsão deestrutura como a falta de energia elétrica para o funcionamento deequipamentos de uso contínuo ou daqueles que comprometem diretamente aassistência como aspiradores de secreção, ventiladores mecânicos eventiladores não invasivos são imprescindíveis em assistência domiciliária 3. Cuidar de um paciente com segurança em seu domicílio e aimplementação do plano terapêutico com o objetivo de proporcionar-lhe umamelhor qualidade de vida, requer do enfermeiro uma reflexão contínua para aconstrução desse conhecimento. Atender às expectativas do paciente e desua família são fundamentais porque esses estão imbuídos de valores sócio-culturais que sempre precisam ser desvelados pelo enfermeiro e a sua equipe.A equipe constituída de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagemnecessita ter clareza de seus papéis enquanto equipe de enfermagem inseridaem uma equipe interdisciplinar possibilitando a soma do conhecimento e aprestação da assistência. A competência gerencial do enfermeiro se destaca principalmentepela responsabilidade e comprometimento com que assume a causa do cliente 9.Concordamos com Backes9, pois, o enfermeiro é o membro da equipeinterdisciplinar que tem uma habilidade proativa por analisar os riscos, asgarantias, a proteção contra eventuais descuidos ou maus tratos, procurandoequilibrar os recursos existentes, as preferências e capacidades do paciente edo cuidador formal e informal. O enfermeiro é profissional imprescindível a esse processo, sendo seuposicionamento singular dentre outros profissionais da saúde, pois embora sejareconhecido principalmente pelos processos de trabalho voltados para assisti-lo, a ele cabe o desenvolvimento concomitantemente do administrar, em grausde abrangência e profundidade variáveis, conforme seu contexto de atuação. Tenho convicção de que a obediência aos aspectos éticos e legais danossa profissão favoreceram o trilhar com sucesso e formar o alicerce para odesenvolvimento da organização, que hoje é referência em qualidade emHome Care pelos prêmios recebidos em nível nacional. O dispensário sob a gerência do farmacêutico está localizado na sede, esua planta física possui entrada e saída distintas, para evitar cruzamento dosprodutos e área blindada, para guarda de material inflamável (álcool). Pelas 6
  7. 7. características da clientela da Dal Ben, os produtos do dispensário são de usohospitalar. O fluxo está adequado para efetuar a etiquetagem, armazenagem etransporte de medicamentos, materiais e equipamentos médico-hospitalares. Osistema permite a rastreabilidade dos produtos existentes em cada domicílio, ea logística empregada assegura que o transporte dos medicamentos e materiaisda sede ao domicílio sejam protegidos das variações bruscas de temperatura doambiente. É necessário que a empresa tenha critérios de seleção de empresasterceirizadas com certificação de qualidade e tradição no mercado, umalogística em relação aos equipamentos como bomba de infusão, oxímetros,estetoscópio, venoscópio, aspiradores elétricos, nebulizadores, termômetros,glicosímetros, ventilador (LTV), berço para fototerapia, suporte de soro. Omesmo deve ser com os equipamentos de oxigenioterapia e mobiliários taiscomo: cadeira para higiene, de rodas, andadores, cama, poltronas e outros. O gerenciamento de resíduos sólidos de saúde é realizado de acordocom as normas da vigilância sanitária. A identificação dos pacientes de forma correta é assegurada pelaapresentação de todos os TE/AE que irão atuar na residência do paciente peloenfermeiro referência do paciente. A efetividade da comunicação entre os profissionais da assistência decada modalidade da empresa Dal Ben Home Care: gerenciamento de condiçõescrônicas, acompanhamento hospitalar, atendimento, internação domiciliar ecuidados paliativos é coordenada pelo enfermeiro. Nas especialidades de enfermagem há um coordenador para cada área.O enfermeiro referência fica responsável por até 10 pacientes de altadependência, o que vem ao encontro dos dados encontrados na pesquisa dedoutorado de Dal Ben4. Operacionalmente os enfermeiros conhecem todos ospacientes e suas famílias. Esta comunicação é possível mediante um sistema deinformação desenvolvido inicialmente para atender as nossas necessidadesinternas, atualmente o acesso é via web, utilizando a internet, permitindomobilidade e agilidade a todos os profissionais da equipe interdisciplinar. Auniformização da comunicação e convergência das informações é realizada porreuniões presenciais com freqüência regular com a equipe de enfermagem e ainterdisciplinar utilizando-se telefones fixos, telefones celulares, computadoresvia web e comunicação eletrônica. Para todas as modalidades de atenção domiciliar há um prontuárioespecífico para o registro das atividades, além do prontuário eletrônico. O enfermeiro referência é responsável por todas as etapas que compõemo ciclo de serviços, desde o momento da indicação, avaliação pré-admissional,admissão, permanência e alta do paciente na empresa. Entendemos que dessa 7
  8. 8. forma consegue-se oferecer uma assistência integral ao paciente e seus familiares. Empreendedorismo e o Enfermeiro O caminho do sucesso é árduo porém compensador. A responsabilidade de dizer: este é o meu paciente, é acompanhada de muito prazer. Ter uma organização que atende pacientes localizados em um raio de 80 km na cidade de São Paulo, por uma equipe interdisciplinar, com estrutura de comunicação on line, atendendo todos os requisitos da RDC 11- Anvisa 10, e ser reconhecida com prêmios (Hospital Best)) pelo mercado, como melhor empresa de Home Care no Brasil e ser referência em mídia impressa para matérias de assistência domiciliar nos incentiva a continuar nessa caminhada. Seguir todas as Resoluções COFEN nº 270/2002 11 e 267/200112 é fundamental para o alcance desse sucesso. Desde o início, nosso foco sempre foi exercer uma assistência de enfermagem com supervisão 24 horas do enfermeiro, aplicando a legislação do exercício profissional com visão clara do objetivo da assistência para cada paciente e sua família, com muita dedicação, visando o sucesso, pois, o retorno financeiro é sempre conseqüência da qualidade da prestação do serviço. Desde 2007 faço parte da diretoria do SINDHOSP – Sindicato dos hospitais , clínicas, casas de saúde, laboratórios de pesquisas e análises clínicas e demais estabelecimentos de serviços de saúde do Estado de São Paulo, responsável pelo Departamento de Assistência Contínua, atuando em atividades extra hospitalares, principalmente a de assistência domiciliar. A partir de dezembro de 2009 a convite da Prof Dra Silvia Cassiani e da Prof Dra Maria Angélica Peterlini coordeno o Núcleo de Assistência Domiciliar da REBRAENSP - Polo São Paulo, realizamos encontros para discutir, ampliar , pesquisar e divulgar o tema segurança da assistência domiciliar com os profissionais desta área. Em 2010, tivemos a grata satisfação de receber a visita do diretor Executivo do ICN - International Council of Nurses, David Benton , a quem tivemos a oportunidade de mostrar a essa liderança internacional nossos valores e missão da Dal Ben Home Care. Neste ano, 2011 o COREN-SP e o COREN-PE publicaram livros sobre gestão e empreendedorismo respectivamente com capítulos de minha autoria sobre gestão de cuidados domiciliares e a independência da enfermagem na assistência domiciliar. Atualmente a Dal Ben Home Care busca a certificação internacional pela JCI – Joint Commission International.Referências 8
  9. 9. (1) ARRIBAS, CM; BACKES, DS; SOUZA, JGC; PIVA, MG. As multifaces doEmpreendedorismo da Enfermagem Brasileira. UNIFRA, 2011(2) PORTER,ME;TEISBERG, EO. Repensando a saúde: estratégias para melhorar aqualidade e reduzir os custos. Trad. Cristina Bazan- Porto Alegre: Bookman, 2007.(3)DAL BEN LW; GAIDZINSKI RR. Home Care Planejamento e Administração da Equipede Enfermagem.São Paulo:Andreoli;2007. p.159.(4)DAL BEN LW, GAIDZINSKI RR. Proposta de modelo para dimensionamento dopessoal de enfermagem em assistência domiciliária. Rev. esc. enferm. USP v.41 n.1 SãoPaulo mar. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342007000100013&lng=pt>. Acesso em: 06/2011.(5) DAL BEN, LW, SOUSA RMC. Adaptação de instrumento para dimensionar horasdiárias de assistência de enfermagem residencial. Rev Esc Enf/ USP 2004; 38(1):80-89.(6) DAL BEN, LW. Gestão em Cuidado Domiciliar. In: COREN SP – Conselho Regionalde Enfermagem. Gestão em enfermagem: ferramenta para prática segura. São Paulo. Yendis.2011, cap. 40. p. 397-43(7) HIERSCHFELD, MIRIAM J. E OGUISSO, TAKA. Visão panorâmica da saúde nomundo e a inserção do home care. Rev Bras Enferm 2002; 55(4):452-9.(8) Wright LM, Leahey M. Enfermeiras e famílias – um guia para avaliação eintervenção na família. [tradução de Silvia M. Spada]. 3 ed. São Paulo:Roca,2002.p.327.(9) BACKES,D.S. Vislumbrando o cuidado de enfermagem como prática socialempreendedora.[tese]. Santa Catarina (SC): Programa de Pós-Graduação emEnfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina, 2008.(10) BRASIL. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Resolução DiretoriaColegiada n. 11, de 26 de janeiro de 2006. Dispõe sobre o regulamento técnico para ofuncionamento de serviços que prestam atenção domiciliar. Diário oficial da União, Brasília30 jan. 2006. Seção1 p. 78.(11) CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução n° 270, de 18 de abril de2002. Aprova a regulamentação das empresas que prestam serviços de EnfermagemDomiciliar – Home Care. [on-line]. Foz do Iguaçu; 2002. Disponível em:http://site.portalcofen.gov.br/node/4307 Acesso em 5 jan. 2011.(12) CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução n° 267, de 5 de outubro de2001. Aprova atividades de enfermagem em domicílio-home care. [on-line]. Rio deJaneiro; 2001. Disponível em: http://site.portalcofen.gov.br/node/4304 Acesso em : 5 jan.2011. 9
  10. 10. CURRÍCULO RESUMIDO DA AUTORA* Luiza Watanabe Dal BenDoutora em Enfermagem e Mestre pela Escola de Enfermagem da USP, Presidente daDal Ben Home Care, responsável pelo Departamento de Assistência Contínua doSINDHOSP e do Núcleo de Assistência Domiciliar da Rede Brasileira de Enfermagem eSegurança do Paciente - REBRAENSP-Polo São Paulo. Membro do GEPAV-SE e doGEPAG – UNIFESP.Correspondência:Alameda Santos, 211 – cj 1906 a 1910 CEP: 01419-000 – São Paulo- SP -Fone: (11)31454700. e-mail: luiza@dalben.com.br 10

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