Enf. assistencial

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Enf. assistencial

  1. 1. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
  2. 2. Didatismo e Conhecimento 1 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial 1 FUNDAMENTOS DO EXERCÍCIO DA ENFERMAGEM. O processo de enfermagem proposto por Horta (1979), é o conjunto de ações sistematizadas e relacionadas entre si, visan- do principalmente a assistência ao cliente. Eleva a competência técnica da equipe e padroniza o atendimento, proporcionando melhoria das condições de avaliação do serviço e identificação de problemas, permitindo assim os estabelecimentos de prioridade para intervenção direta do enfermeiro no cuidado. O processo de enfermagem pode ser denominado como SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem) e deve ser composto por Histórico de Enfermagem, Exame Físico, Diagnóstico e Prescrição de En- fermagem. Assim, a Evolução de Enfermagem, é efetuada exclu- sivamente por enfermeiros. O relatório de enfermagem, que são observações, podem ser realizados por técnicos de enfermagem. Em unidades críticas como uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a evolução de enfermagem deve ser realizada a cada turno do plantão, contudo em unidades semi-críticas, como uma Clíni- ca Médica e Cirúrgica, o número exigido de evolução em vinte e quatro horas é de apenas uma, já os relatórios, devem ser redigidos á cada plantão. O Histórico de Enfermagem O Histórico de Enfermagem é um roteiro sistematizado para o levantamento de dados sobre a situação de saúde do ser humano, que torna possível a identificação de seus problemas. É denomi- nado por levantamento, avaliação e investigação que, constitui a primeira fase do processo de enfermagem, pode ser descrito como um roteiro sistematizado para coleta e análise de dados significati- vos do ser humano, tornando possível a identificação de seus pro- blemas. Ele deve ser conciso, sem repetições, e conter o mínimo indispensável de informações que permitam prestar os cuidados imediatos. O Exame Físico O exame físico envolve um avaliação abrangente das con- dições físicas gerais de um paciente e de cada sistema orgânico. Informações úteis no planejamento dos cuidados de um paciente podem ser obtidas em qualquer fase do exame físico. Uma ava- liação física, seja parcial ou completa, é importante para integrar o ato do exame na rotina de assistência de enfermagem. O exame físico deverá ser executado em local privado, sendo preferível a utilização de uma sala bem equipada para atender a todos os pro- cedimentos envolvidos. Métodos de Avaliação Física: - Inspeção: Exame visual do paciente para detectar sinais fí- sicos significativos. Reconhecer as características físicas normais, para então passar a distinguir aquilo que foge da normalidade. Ilu- minação adequada e exposição total da parte do corpo para exame são fatores essenciais para uma boa inspeção. Cada área deve ser inspecionada quanto ao tamanho, aparência, coloração, simetria, posição, e anormalidade. Se possível cada área inspecionada deve ser comparada com a mesma área do lado oposto do corpo. - Palpação: Avaliação adicional das partes do corpo realizada pelo sentido do tato. O profissional utiliza diferentes partes da mão para detectar características como textura, temperatura e percep- ção de movimentos. O examinador coloca sua mão sobre a área a ser examinada e aprofunda cerca de 1 cm. Qualquer área sensível localizada deverá ser examinada posteriormente mais detalhada- mente. O profissional avalia posição, consistência e turgor através de suave compressão com as pontas dos dedos na região do exame. Após aplicação da palpação suave, intensifica-se a pressão para examinar as condições dos órgãos do abdômen, sendo que deve ser pressionado a região aproximadamente 2,5 cm.Apalpação profun- da pode ser executada com uma das mãos ou com ambas. - Percussão: Técnica utilizada para detectar a localização, tamanho e densidade de uma estrutura subjacente. O examinador deverá golpear a superfície do corpo com um dos dedos, produzindo uma vibração e um som. Essa vibração é transmitida através dos tecidos do corpo e a natureza do som vai depender da densidade do tecido subjacente. Um som anormal sugere a presença de massa ou substância, tais como líquido dentro de um órgão ou cavidade do corpo. A percussão pode ser feita de forma direta (envolve um processo de golpeamento da superfície do corpo diretamente com os dedos) e indireta (coloca-se o dedo médio da mão não dominante sobre a superfície do corpo examinado sendo a base da articulação distal deste dedo golpeada pelo dedo médio da mão dominante do examinador). A percussão produz 5 tipos de som: Timpânico: Semelhante a um tambor - gases intestinais; Ressonância: Som surdo - pulmão normal; Hiper-ressonância: Semelhante a um es- trondo – pulmão enfisematoso; Surdo: Semelhante a uma pancada surda – fígado; Grave: Som uniforme – músculos. - Ausculta: Processo de ouvir os sons gerados nos vários ór- gãos do corpo. As 4 características de um som são a freqüência ou altura, intensidade ou sonoridade, qualidade e duração. Tipos de Ausculta: Cardíaca: É executada para detectar as bulhas cardíacas normais. Bulhas Cardíacas normais: B1 é de baixa intensidade e de tim- bre mais grave, soando como um “Tum”. B2 o som é mais intenso e mais curto que B1 e soa com um “Tá”. Durante um exame o pro- fissional deverá utilizar uma abordagem sistemática . Ele poderá começar pelo foco aórtico (segundo espaço intercostal direito) e seguir para os focos pulmonar (segundo espaço intercostal esquer- do), tricúspide (quarto espaço intercostal esquerdo) e mitral (quin- to espaço intercostal esquerdo, linha hemiclavicular). Uma vez identificadas B1 e B2 o examinador pode determinar a frequência e o ritmo cardíaco. Cada combinação de B1 e B2 ou “Tum - Tá”, conta um batimento cardíaco. A intensidade, timbre e duração dos sons das bulhas devem ser observados e os resultados normais são: No foco aórtico B2 é mais intensa e mais alta que B1; no foco pul- monar B2 é mais intensa que B1; Foco tricúspide B2 mais suave que B1; Foco mitral B2 mais suave que B1. Qualquer falha do coração quanto ao ritmo de batimento e intervalos sucessivos e regulares constitui uma arritmia. Pulmonar: É executada para verificar as funções vitais de ventilação e respiração desempenhadas pelos pulmões. Avalia o movimento de ar através da árvore formada pela traqueia e brôn- quios. Num adulto, o diafragma do estetoscópio é colocado sobre
  3. 3. Didatismo e Conhecimento 2 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial a região posterior da parede torácica, entre as costelas. O paciente deverá respirar várias vezes, lenta e profundamente, com a boca ligeiramente aberta. O examinador deverá ouvir uma inspiração e uma expiração completas em cada posição do estetoscópio. Sons respiratórios normais são chamados de murmúrios vesiculares e anormais de ruídos adventícios. Os 4 tipos de sons adventícios são: - Estertores crepitantes: Mais comuns nos lóbulos inferiores (base dos pulmões D e E. Resultantes da reinsuflação súbita, alea- tória de grupos de alvéolos. Percebido geralmente durante a ins- piração. Geralmente desaparece com a tosse. Som semelhante a estalidos. - Estertores subcrepitantes (roncos): Podem ser auscultados na maioria dos campos pulmonares. Resultantes de líquido localizado nas vias aéreas maiores. Percebido durante a expiração. Pode de- saparecer com a tosse. - Sibilos: Podem ser auscultados na maioria dos campos pul- monares. Resultante do estreitamento de vias aéreas (broncoespas- mo). Percebido durante a inspiração ou expiração. Pode desapare- cer com a tosse. Som semelhante a gemido ou chiado. - Atrito pleural: Pode ser auscultado no campo ântero-lateral. Resultante da inflamação da pleura. Percebido na inspiração. Não desaparece com a tosse. - Olfato: Achados feitos através do olfato, compatíveis com outros achados resultantes de outras habilidades de avaliação po- dem servir para a identificação de anormalidades graves. Verificação de Sinais Vitais: Sinais Vitais: São sinais indicadores das condições de saúde de uma pessoa Temperatura Corpórea: demonstra em que temperatura as células, tecidos e órgão estão funcionando. - Valores normais: oral: 37ºC - Retal: 37,6º C - Axilar: 35,6º a 37,3ºC - Hipotermia: Igual ou inferior a 35,5ºC - Febrícula: 37,4ºC - Hipertermia: Igual ou superior a 37,5ºC - Febre: Acima de 37,8ºC Técnica: Oral, axilar e retal: - Lavagem simples das mãos - Limpeza por meio de fricção por 3’’, do termômetro de mer- cúrio com álcool a 70% - Fazer a leitura da temperatura do termômetro ao nível dos olhos, se estiver acima de 35,5ºC, agitar para que a temperatura abaixe; - Comunicar ao paciente o que será realizado; - Colocar o paciente em posição sentado ou deitado; - Oral: Colocar o bulbo do termômetro sob a língua do pa- ciente e deixar por 3’ -Axilar: Secar a axila e colocar o bulbo no centro da axila, pedindo para que o paciente manter o braço abaixado e cruzado sobre o peito. Permanecer o termômetro por 5’. - Retal: Atender o paciente em local reservado. Calçar luvas de procedimento. Expor no paciente somente a região anal. Auxi- liar ou colocar o paciente em posição de Sims. Com uma das mãos afastar as nádegas. Lubrificar o bulbo e introduzí-lo no ânus por 3 cm, mantendo-o neste local por 3’. - Fazer a leitura da temperatura do termômetro ao nível dos olhos. - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. - Realizar a limpeza do termômetro com água e sabão e ou fricção com álcool à 70% por 3’’. - Deixar o paciente confortável. - Retirar as luvas; - Manter a unidade em ordem; - Lavar as mãos. - Realizar anotações Frequência Cardíaca (Pulso): demonstra o número de bati- mentos cardíacos por minuto. - Valores normais: normocardia: 60 a 100 bcpm - Bradicardia: inferior a 60 bcpm - Taquicardia: superior a 100 bcpm - Recém nascido: 120 a 140 bcpm - Lactente: 100 a 120 bcpm - Adolescente: 80 a 100 bcpm Técnica: Artérias carótida, braquial, radial, femural, poplí- tea, e dorsal do pé. Pulso apical em lactentes - Lavagem simples das mãos; - Comunicar ao paciente o que será realizado; - Colocar o paciente em posição sentado ou deitado; - Colocar as pontas dos dedos indicador e médio sobre a arté- ria de escolha, comprimindo levemente contra o osso, inicialmente bloqueando o pulso, em seguida relaxando a pressão de modo que o pulso se torne facilmente palpável; - Acompanhar a pulsação, utilizando um relógio de pulso com marcador de segundos. Se o pulso for regular, contar o número de batimentos por 15’ e multiplicar por 4. Se o pulso for irregular, contar o número de batimentos por 60’. - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. - Lavar as mãos - Realizar anotações Frequência Respiratória (Respiração): Demonstra o número de movimentos respiratórios por minuto. - Valores normais: Eupnéia: Adultos 12 a 20 mrpm e Recém nascidos: 30 a 60 mrpm. - Bradipnéia: Inferior a 12 mrpm - Taquipnéia: Superior a 20 mrpm - Apnéia: O movimento respiratório é interrompido - Dispnéia: Dificuldade para respirar, caracterizada por au- mento do esforço inspiratório e expiratório, com a utilização ativa dos músculos intercostais e acessórios - Hiperventilação: Excesso de inspiração. Retenção de gás carbônico - Hipoventilação: Freqüência respiratória abaixo do normal - Respiração de Cheyne-Stokes: Rítmo respiratório anormal caracterizado por períodos de apnéia e hiperventilação - Respiração de Kussmaul: Movimentos respiratórios anor- malmente profundo , mas regulares regulares. Técnica: De preferência realizar esta técnica seguida da veri- ficação do pulso - Lavagem simples das mãos; - Comunicar o que será feito - Colocar o paciente em posição deitado, com os braços o lado do corpo
  4. 4. Didatismo e Conhecimento 3 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial - Colocar uma da mãos sobre a região superior do abdomem - Acompanhar o movimento respiratório utilizando um reló- gio de pulso com marcador de segundos. Em adultos , se o rítmo for regular contar o número de movimentos respiratórios por 30’’e multiplicar por 2, se irregular contar os movimentos por 60’’. Em bebês contar os movimentos respiratórios por 60’’. - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem - Lavar as mãos - Realizar anotações Pressão Arterial (PA): Demonstra a força exercida pelo san- gue contra a parede da artéria. Valores Normais: Normotenso adul- to 120X80 mmhg e idoso 140 a 160 X 90 a 100 mmhg Hipotenso: PA abaixo do valor considerado normal Hipertenso: PA: acima do valor considerado normal Técnica: - Lavagem simples das mãos; - Comunicar o paciente o que será feito; - Colocar o paciente em posição sentado ou deitado; - Expor um dos braços do paciente, retirando qualquer roupa que cause compressão, posicionando-o de forma distendida com a palma da mão voltada para cima; - Posicionar o manguito 2,5 cm acima da artéria braquial; - Com uma das mãos palpar a artéria radial com a ponta dos dedos indicador e médio e com a outra mão inflar a manguito até não perceber mais a pulsação da artéria radial; - Fechar a válvula de pressão do bulbo no sentido horário até travar; - Colocar os receptores auditivos (olivas) do estetoscópio nos condutos auditivos e a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial; - Esvaziar vagarosamente o manguito e observar no manô- metro o ponto onde a pulsação reaparece; - Observar no manômetro onde o primeiro som é ouvido e onde aparece um som surdo e abafado, até que o som desapareça; - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem - Lavar as mãos - Realizar anotações Diagnóstico e prescrição de enfermagem O Diagnóstico de Enfermagem está baseado na Teoria da Necessidades Humanas Básicas, preconizadas por Wanda Horta (1979) e pela Classificação Diagnóstica da NANDA (North Ame- rican Nursing Diagnosis Association). A fase de diagnóstico está presente em todas as propostas de processo de enfermagem. Po- rém, freqüentemente, termina por receber outras denominações tais como: problemas do cliente, lista de necessidades afetadas. Este fato gera inúmeras interpretações acerca do que se constitui um diagnóstico de enfermagem e contribui para aumentar as la- cunas de conhecimento sobre as ações de enfermagem, provoca interpretações dúbias no processo de comunicação inter-profissio- nal, caracterizando a falta de sistematização do conhecimento na enfermagem e abalando a autonomia e a responsabilidade profis- sional. Aparece em três contextos: raciocínio diagnóstico, sistemas de classificação e processo de enfermagem. O raciocínio diagnós- tico envolve três tipos de atividades: coleta de informações, inter- pretação e denominação ou rotulação. A Prescrição de Enfermagem deve ter as seguintes caracte- rísticas: data, hora de sua elaboração e assinatura do enfermeiro. Deve ser escrita com uso de verbos que indiquem uma ação e no infinitivo; deve definir quem , o que , onde, quando e com que freqüência ocorrerão as atividades propostas; deve ser individua- lizada e direcionada aos diagnósticos de enfermagem específicos do cliente, tornando o cuidado eficiente e eficaz. A seqüência das prescrições deve obedecer à seguinte ordem: a primeira é elabora- da logo após o histórico, e as demais sempre após cada evolução diária, tendo assim validade de 24 horas. Para a primeira prescri- ção, portanto, toma-se como base o histórico de enfermagem, e as demais deverão seguir o plano da evolução diária, fundamentado em novos diagnósticos e análise. Entretanto, será acrescentada nova prescrição sempre que a situação do cliente requerer. Exis- tem vários tipos de prescrição de enfermagem. As mais comuns são as manuscritas, documentadas em formulários específicos diri- gidos a cada cliente e individualmente. Um outro tipo é a prescri- ção padronizada , elaborada em princípios científicos, direcionada às características da clientela específica, reforçando a qualidade do planejamento e implementação do cuidado. É deixado espaço em branco destinado à elaboração de prescrições mais específicas ao cliente. A implementação das ações de enfermagem deve ser guiada pelas prescrições que por sua vez são planejadas a partir dos diagnósticos de enfermagem, sendo que a cada diagnóstico corresponde uma prescrição de enfermagem. Necessidade de Proteção e Segurança Lavagem Simples Das Mãos a) Conceito: é o procedimento mais importante na preven- ção e no controle das infecções hospitalares, devendo este proce- dimento ser rotina para toda a equipe multiprofissional, sendo o objetivo desta técnica reduzir a transmissão cruzada de microor- ganismos patogênicos entre doentes e profissionais. b) Quando lavar as mãos: - ao chegar à unidade de trabalho; - sempre que as mãos estiverem visivelmente sujas;- antes e após contactar com os doentes; - antes de manipular material esterilizado. - após contatos contaminantes (exposição a fluidos orgâni- cos); - após contactar com materiais e equipamentos que rodeiam o doente;- antes e após realizar técnicas sépticas (médica - conta- minada) e assépticas (cirúrgica – não contaminada); - antes e após utilizar luvas de procedimento; - após manusear roupas sujas e resíduos hospitalares; - depois da utilização das instalações sanitárias. - após assoar o nariz. c)Técnica: - devem ser retirados todos os objetos de adorno, incluindo pulseiras. Para a realização da técnica, deve-se utilizar sabão liqui- do com pH neutro; - abrir a torneira com a mão não dominante; - molhar as mãos; - aplicar uma quantidade suficiente de sabão cobrindo com espuma toda a superfície das mãos; - esfregar com movimentos circulatórios: palmas, dorso, inter- digitais, articulações, polegar, unhas e punhos - enxaguar as mãos em água corrente e secar com papel toalha - se a torneira for de encerramento manual, utilizar o papel toalha para fechá-la.
  5. 5. Didatismo e Conhecimento 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial Mecânica Corporal a) Conceito: Esforço coordenado dos sistemas músculoes- quelético e nervoso para manter o equilíbrio adequado, postura e alinhamento corporal, durante a inclinação, movimentação, le- vantamento de carga e execução das atividades diárias. Facilita o movimento para que uma pessoa possa executar atividades físicas sem usar desnecessariamente sua energia muscular. b) Como assistir o paciente utilizando-se os princípios da Mecânica Corporal: Alinhamento: Condições das articulações, tendões, ligamen- tos e músculos em várias partes do corpo. O alinhamento correto reduz a distensão das articulações, tendões, ligamentos e múscu- los. Equilíbrio do corpo: Realçado pela postura. Quanto melhor a postura, melhor é o equilíbrio. Aumentar a base de suporte , afas- tando-se os pés a uma certa distância. Quando agachar dobrar os joelhos e flexionar os quadris, mantendo a coluna ereta. Movimento Corporal Coordenado: O profissional usa uma variedade de grupos musculares para cada atividade de enferma- gem. A forças físicas de peso e atrito podem refletir no movimento corporal, e quando corretamente usadas, aumentam a eficiência do trabalho do profissional. Caso contrário, pode prejudicá-lo na tarefa de erguer, transferir e posicionar o paciente. O atrito é uma força que ocorre no sentido oposto ao movimento. Quanto maior for a área da superfície do objeto, maior é o atrito. Quando o pro- fissional transfere, posiciona ou vira o paciente no leito, o atrito deve ser vencido. Um paciente passivo ou imobilizado produz maior atrito na movimentação. Como utilizar adequadamente o movimento corporal coor- denado: - Se o paciente não for capaz de auxiliar na sua movimentação no leito, seus braços devem ser colocados sobre o peito, diminuin- do a área de superfície do paciente; - Quando possível o profissional deve usar a força e mobili- dade do paciente ao levantar, transferir ou movê-lo no leito. Isto pode ser feito explicando o procedimento e dizendo ao paciente quando se mover; - O atrito pode ser reduzido se levantar o paciente em vez de empurrá-lo. Levantar facilita e diminui a pressão entre o paciente e o leito ou cadeira. O uso de um lençol para puxar o paciente dimi- nui o atrito porque ele é facilmente movido ao longo da superfície do leito. - Mover um objeto sobre uma superfície plana exige menos esforço do que movê-lo sobre uma inclinada; - Trabalhar com materiais que se encontram sobre uma super- fície em um bom nível para o trabalho exige menos esforço que levantá-los acima desta superfície; - Variações das atividades e posições auxiliam a manter o tono muscular e a fadiga; - Períodos de atividade e relaxamento ajudam a evitar a fa- diga; - Planejar a atividade a ser realizada, pode ajudar a evitar a fadiga; - O ideal é que todos os profissionais que estejam posicionan- do o paciente tenham pesos similares. Se os centros de gravidade dos profissionais estiverem no mesmo plano, estes podem levantar o paciente como uma unidade equilibrada. Posicionamento do Paciente: a) Conceito: É o alinhamento corporal de um paciente. Pacientes que apresentam alterações dos sistemas nervoso, esquelético ou muscular, assim como, maior fraqueza e fadiga, freqüentemente necessitam da assistência do profissional de enfermagem para atingir o alinhamento corporal adequado enquanto deitados ou sentados. b) Posição de Fowler: A cabeceira do leitoé elevada a um ân- gulo de 45º a 60º e os joelhos do paciente devem estar ligeiramente elevados, sem apresentar pressão que possa limitar a circulação das pernas. c) Posição de Supinação (dorsal): A cabeceira do leito deve estar na posição horizontal. Nesta posição, a relação entre as partes do corpo é essencialmente a mesma que em uma correta posição de alinhamento em pé, exceto pelo corpo estar no plano horizontal. d) Posição de Pronação (decúbito ventral): O paciente esta- rá posicionado de bruços. e) Posição Lateral (Direito ou Esquerdo): O paciente está deitado sobre o lado, com maior parte do peso do corpo apoiada nos quadris e ombro. As curvaturas estruturais da coluna devem ser mantidas. A cabeça deve ser apoiada em uma linha mediana do tronco e a rotação da coluna deve ser evitada. e) Posição de Sims: Nesta posição o peso do paciente é colo- cado no ílio anterior, úmero e clavícula. f) Posição de Trendelemburgue: posição adotada onde as pernas e a bacia ficam em um nível mais elevado que o tórax e a cabeça. Em todas as posições que o paciente se encontrar, o profissio- nal deve avaliar e corrigir quaisquer pontos potenciais de proble- mas que se apresentem como hiperextensão do pescoço, hiperex- tensão da coluna lombar, flexão plantar, assim como, pontos de pressão em proeminências ósseas como queixo, cotovelos, qua- dris, região sacra , joelhos e calcâneos. Mudança de Posição e Transporte do paciente debilitado a) Conceito: A posição correta do paciente é crucial para a manutenção do alinhamento corporal adequado. Qualquer pacien- te cuja mobilidade esteja reduzida, corre o risco de desenvolvi- mento de contraturas, anormalidades posturais e locais de pressão. O profissional tem a responsabilidade de diminuir este risco, in- centivando, auxiliando ou mudando o posicionamento do paciente pelo menos à cada 3 horas. b) Técnica de Movimentação do paciente dependente no leito (realizada no mínimo por 2 profissionais): - Avaliar o paciente quanto ao nível de força muscular, mobi- lidade e tolerância às atividades; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Explicar ao paciente o que será feito; - Propiciar privacidade ao paciente; - Utilizar os princípios de mecânica corporal; - Retirar travesseiros e coxins utilizados previamente; - Posicionar o leito em posição horizontal; - Baixar grades do leito -Alinhar o paciente na posição de escolha, utilizando-se os princípios de mecânica corporal; - Manter paciente centralizado no leito; - Colocar travesseiro sob a cabeça na região dorsal costal su- perior (na altura da escápula);
  6. 6. Didatismo e Conhecimento 5 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial - Colocar coxins e travesseiros sob proeminências ósseas; - Certificar-se de que o paciente está confortável; - Manter a unidade em ordem; - Realizar a lavagem simples das mãos c) Técnica de Transferência do Paciente do Leito para a Cadeira (Técnica realizada no mínimo por 2 profissionais): - Avaliar o paciente quanto ao nível de força muscular, mobi- lidade e tolerância às atividades; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Explicar ao paciente o que será feito; - Propiciar privacidade ao paciente; - Utilizar princípios de mecânica corporal; - Manter cadeira de rodas próxima do leito, com freios trava- dos e apoios para os pés removidos; - Travar os freios da cama; - Ajudar o paciente a sentar-se no leito; - Aguardar recuperação de queda de pressão arterial; - Auxiliar o paciente a ficar em pé, segurando o paciente fir- memente pelos braços e mantendo as mãos do paciente apoiada nos ombros do profissional; - Sentar o paciente na cadeira de rodas; - Certificar-se de que o paciente está seguro e confortável; - Manter a unidade em ordem; - Realizar a lavagem simples das mãos d) Técnica de Transferência do Paciente do Leito para a Maca (Técnica realizada por 3 profissionais): - Avaliar o paciente quanto ao nível de força muscular, mobi- lidade e tolerância às atividades; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Explicar ao paciente o que será feito; - Propiciar privacidade ao paciente; - Utilizar princípios de mecânica corporal; - Posiciona-se ao lado do leito do paciente, cada um respon- sabilizando-se por uma determinada parte do corpo, sendo o mais alto pela cabeça e ombros, o mediano pelos quadris e coxas e o mais baixo pelos tornozelos e pés; - Girar o paciente em direção ao tórax dos levantadores; - Contar até três em sincronia e elevar o paciente junto ao tórax dos levantadores; - Colocar o paciente suavemente sobre o centro da maca; - Certificar-se de que o paciente está seguro e confortável (le- vantar grades, colocar faixas de segurança) ; - Manter a unidade em ordem; - Realizar a lavagem simples das mãos Necessidades de Oxigenação Administração de Oxigênio por Cateter Nasal (tipo óculos), Cânula Nasal ou Máscara Facial: a) Conceito: É a administração de oxigênio à razão de 3 a 5 litros por minuto por cateter nasal, cânula nasal ou máscara facial. O cateter nasal é um dispositivo simples introduzido nas narinas do paciente. A cânula nasal pode ser introduzida pelo nariz até a nasofaringe, sendo necessário a alternância à cada 8 horas no míni- mo. A máscara facial é um dispositivo que se adapta perfeitamente sobre o nariz e boca, sendo mantida em posição com auxílio de um fita. Máscara facial simples é usada na oxigenioterapia a curto prazo. Máscara facial de plástico com reservatório e máscara de Venturi, são capazes de fornecer concentrações de oxigênio mais elevadas b) Técnica: - Avaliar o paciente e verificar se existem sinais e sintomas sugestivos de hipóxia ou presença de secreções nas vias aéreas; - Aspirar paciente, se necessário; - Reunir os materiais e equipamentos necessários: Cânula na- sal ou cateter nasal ou máscara facial; tubo de oxigênio; umidi- ficador; água estéril; fonte de oxigênio com fluxímetro; luvas de procedimento. - Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Calçar luvas de procedimento; - Conectar a cânula nasal (medir no paciente o posicionamen- to da cânula : lóbulo da orelha a ponta do nariz) ou cateter nasal ou máscara facial, ao tubo de oxigênio e a uma fonte de oxigênio umidificada, calibrada na taxa de fluxo desejada; - Introduzir as extremidades do cateter nasal ás narinas do pa- ciente ou posicionar a cânula nasal ou máscara facial; - Ajustar a fita elástica na fronte até que o cateter nasal ou máscara facial esteja perfeitamente adaptado e confortável ou fixar a cânula nasal à face ou região frontal do paciente; - Manter o tubo de oxigênio com folga suficiente e prendê-lo às roupas do paciente; - Manter o recipiente do umidificador com água no nível de- limitado; - Manter o fluxo de oxigênio conforme prescrição médica; - Observar narinas e superfície superior das orelhas à cada 6 horas (verificar se há laceração de pele); - Certificar-se de que o paciente está confortável; - Manter a unidade em ordem; - Retirar luvas de procedimento; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Realizar checagem e anotações no prontuário do paciente. Necessidades Nutricionais Alimentação por via enteral a)Conceito: É a alimentação por sonda a pacientes que são incapazes de pôr o alimento na boca, mastigar ou engolir, mas que são capazes de digeri-lo e absorvê-lo. As sondas de alimentação podem ser colocadas no esôfago, estômago ou região alta do intestino delgado. A sonda pode ser inserida através do nariz, da boca ou cirurgicamente implantada. A alimentação via sonda pode ser administrada em bolo ou por gotejamento lento constante, que flui pelo efeito da gravidade, controlada por uma bomba de infu- são. A alimentação lenta e constante aumenta absorção e reduz a diarréia. A sondagem nasoenteral está indicada em pacientes clíni- cos graves, entubados e sedados; Inserção de Sonda Nasogátrica - Reunir os materiais e equipamentos necessários: Bandeja contendo: Sonda nasogástrica com numeração apropriada; copo com água; estetoscópio, seringa de 20 ml; cuba rim; esparadrapo ou microporen; lubrificante hidrossolúvel; luvas de procedimento; pacote com folhas de gase;.saco de lixo; - Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado; - Colocar o paciente em posição apropriada (Fowler) - Realizar a lavagem simples das mãos; - Calçar luvas de procedimento;
  7. 7. Didatismo e Conhecimento 6 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial - Medir a sonda no paciente: a partir do terceiro furo medir a sonda na distância da ponta do nariz até o lóbulo da orelha; medir a distância do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e demarcar esta medida com fita (aproximadamente 45 a 55 cm); - Lubrificar a sonda com lubrificante hidrossolúvel; - Orientar o paciente pedindo para que engula a sonda quando solicitado; - Fletir o pescoço do paciente quando o mesmo não puder aju- dar no procedimento; - Introduzir a sonda até a demarcação estabelecida; - Testar a sonda para verificação do posicionamento: Aspirar conteúdo gástrico; administrar 20 ml de ar e auscultar o epigástrio buscando o som de entrada de ar; colocar a extremidade da sonda aberta num copo com água, se a água não borbulhar a sonda está posicionada adequadamente; - Fixar e identificar a sonda; - Manter a sonda fechada; excetuando-se em casos de drena- gem gástrica; - Certificar-se de que o paciente está confortável; - Manter a unidade em ordem; - Retirar luvas de procedimento; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Realizar checagem e anotações no prontuário do paciente. Necessidade de Eliminação Urinária Cateterismo Vesical de Demora a) Conceito: É a inserção de um cateter na bexiga através da uretra, indicado para aliviar desconforto por distensão vesical quando ocorre obstrução na saída do fluxo de urina por dilatação da próstata, ou por coágulos de sangue; nas retenções urinárias grave por episódios recorrentes de infecção do aparelho urinário; nos casos em que há incapacidade de esvaziar a bexiga esponta- neamente; para monitorar débito urinário nos quadros clínicos graves; cirurgias do trato urinário ou de suas partes; cirurgias que exijam anestesias em doses maiores; controlar incontinência uriná- ria e nos pacientes acometidos por doença terminal. b) Técnica - Reunir os materiais e equipamentos necessários: Bandeja contendo: Pacote estéril para cateterização vesical contendo: cuba redonda; cuba rim; pinça para antissepsia, folhas de gaze, torundas ou bolas de algodão; campo fenestrado; almotolia contendo povi- dine tópico; 2 seringas descartáveis de 10 ml; 1 agulha 40X12; 1 ampola de água destilada 10 ml; sonda de follley com numeração apropriada; coletor de urina sistema fechado; esparadrapo ou mi- croporen; xylocaína geléia; luvas de procedimento; 1 par de lu- vas estéril com numeração apropriada; pacote com folhas de gase; saco de lixo; material para higiene íntima, se necessário. - Promover ambiente reservado ao paciente; - Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado; - Colocar o paciente em posição anatômica (nas mulheres po- sição ginecológica); - Realizar a lavagem simples das mãos; - Calçar luvas de procedimento; - Montar 1 seringa descartável com 10 ml de água destilada - Abrir pacote estéril para cateterização vesical; - Retirar do pacote pinça de antissepsia e cuba redonda; - Colocar torundas ou bolas de algodão e povidine tópico na cuba redonda; - Realizar a antissepsia da genitália respeitando os princípios de assepsia (do mais distante para o mais próximo, de cima para baixo), utilizando para cada área os quatro lados da torunda ou bolas de algodão; - Paciente masculino: Antissepsia na seguinte seqüência: pú- bis; corpo do pênis; retração do prepúcio; limpeza da glande , por último meato uretral; - Paciente feminino:Antissepsia na seguinte seqüência : púbis; vulva: grandes lábios, pequenos lábios e por último meato uretral; - Retirar luvas de procedimento; - Sobre o pacote estéril que está aberto : abrir sonda de folley, bolsa coletora sistema fechado e seringa de 10 ml; colocar xylocaí- na geléia sobre folhas de gaze; - Calçar luvas estéril; - Colocar campo fenestrado sobre a genitália do paciente, mantendo em evidência a exposição da uretra; - Introduzir na seringa descartável 10 ml de ar e testar o balo- nete da sonda de folley; - Conectar sonda de folley a bolsa coletora de urina; - Lubrificar a sonda de folley com xylocaína geléia; - Segurar a sonda com a mão dominante, colocando a bolsa coletora sobre as pernas do paciente; - Com a mão não dominante, nos homens segurar o pênis per- pendicular ao abdomen e nas mulheres abrir a genitália, eviden- ciando a uretra; - Introduzir toda a sonda no meato uretral; - Preencher o balonete com 10 ml de água destilada; - Tracionar a sonda; - Fixar a sonda na coxa do paciente; - Retirar luvas estéreis; - Calçar luvas de procedimento; - Organizar a unidade; - Identificar a bolsa coletora com data e hora da inserção da sonda e assinatura; - Manter a sonda aberta para drenagem; - Certificar-se de que o paciente está confortável e a unidade em ordem; - Realizar a lavagem simples das mãos; - Realizar checagem e anotações no prontuário do paciente A Enfermagem, reconhecida por seu respectivo conselho pro- fissional, é uma profissão que possui um corpo de conhecimentos próprios, voltados para o atendimento do ser humano nas áreas de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com- posta pelo enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem. A Enfermagem realiza seu trabalho em um contexto mais am- plo e coletivo de saúde, em parceria com outras categorias profis- sionais representadas por áreas como Medicina, Serviço Social, Fisioterapia, Odontologia, Farmácia, Nutrição, etc. O atendimento integral à saúde pressupõe uma ação conjunta dessas diferentes ca- tegorias, pois, apesar do saber específico de cada uma, existe uma relação de interdependência e complementaridade. Nos últimos anos, a crença na qualidade de vida tem influen- ciado, por um lado, o comportamento das pessoas, levando a um maior envolvimento e responsabilidade em suas decisões ou esco- lhas; e por outro, gerado reflexões em esferas organizadas da so- ciedade - como no setor saúde, cuja tônica da promoção da saúde tem direcionado mudanças no modelo assistencial vigente no país. No campo do trabalho, essas repercussões evidenciam-se através das constantes buscas de iniciativas públicas e privadas no sentido de melhor atender às expectativas da população, criando ou trans- formando os serviços existentes.
  8. 8. Didatismo e Conhecimento 7 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial No tocante à enfermagem, novas frentes de atuação são cria- das à medida que essas transformações vão ocorrendo, como sua inserção no Programa Saúde da Família (PSF), do Ministério da Saúde; em programas e serviços de atendimento domiciliar, em processo de expansão cada vez maior em nosso meio; e em progra- mas de atenção a idosos e outros grupos específicos. Quanto às ações e tarefas afins efetivamente desenvolvidas nos serviços de saúde pelas categorias de Enfermagem no país, es- tudos realizados pela ABEn e pelo INAMPS as agrupam em cinco classes, com as seguintes características: - Ações de natureza propedêutica e terapêutica complemen- tares ao ato médico e de outros profissionais, as ações propedêu- ticas complementares referem-se às que apóiam o diagnóstico e o acompanhamento do agravo à saúde, incluindo procedimentos como a observação do estado do paciente, mensuração de altura e peso, coleta de amostras para exames laboratoriais e controle de sinais vitais e de líquidos. As ações terapêuticas complementares asseguram o tratamento prescrito, como, por exemplo, a adminis- tração de medicamentos e dietas enterais, aplicação de calor e frio, instalação de cateter de oxigênio e sonda vesical ou nasogástrica; - Ações de natureza terapêutica ou propedêutica de enferma- gem, são aquelas cujo foco centra-se na organização da totalidade da atenção de enfermagem prestada à clientela. Por exemplo, ações de conforto e segurança, atividades educativas e de orientação; - Ações de natureza complementar de controle de risco, são aquelas desenvolvidas em conjunto com outros profissionais de saúde, objetivando reduzir riscos de agravos ou complicações de saúde. Incluem as atividades relacionadas à vigilância epidemioló- gica e as de controle da infecção hospitalar e de doenças crônico- -degenerativas; - Ações de natureza administrativa, nessa categoria incluem- -se as ações de planejamento, gestão, controle, supervisão e ava- liação da assistência de enfermagem; - Ações de natureza pedagógica, relacionam-se à formação e às atividades de desenvolvimento para a equipe de enfermagem. Fundamentos de Enfermagem A assistência da Enfermagem baseia-se em conhecimentos científicos e métodos que definem sua implementação. Assim, a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) é uma forma planejada de prestar cuidados aos pacientes que, gradativamente, vem sendo implantada em diversos serviços de saúde. Os com- ponentes ou etapas dessa sistematização variam de acordo com o método adotado, sendo basicamente composta por levantamento de dados ou histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, plano assistencial e avaliação. Interligadas, essas ações permitem identificar as necessida- des de assistência de saúde do paciente e propor as intervenções que melhor as atendam - ressalte-se que compete ao enfermeiro a responsabilidade legal pela sistematização; contudo, para a obten- ção de resultados satisfatórios, toda a equipe de enfermagem deve envolver-se no processo. Na fase inicial, é realizado o levantamento de dados, mediante entrevista e exame físico do paciente. Como resultado, são obtidas importantes informações para a elaboração de um plano assisten- cial e prescrição de enfermagem, a ser implementada por toda a equipe. A entrevista, um dos procedimentos iniciais do atendimento, é o recurso utilizado para a obtenção dos dados necessários ao tra- tamento, tais como o motivo que levou o paciente a buscar aju- da, seus hábitos e práticas de saúde, a história da doença atual, de doenças anteriores, hereditárias, etc. Nesta etapa, as informações consideradas relevantes para a elaboração do plano assistencial de enfermagem e tratamento devem ser registradas no prontuário, tomando-se, evidentemente, os cuidados necessários com as con- sideradas como sigilosas, visando garantir ao paciente o direito da privacidade. O exame físico inicial é realizado nos primeiros contatos com o paciente, sendo reavaliado diariamente e, em algumas situações, até várias vezes ao dia. Como sua parte integrante, há a avaliação minuciosa de todas as partes do corpo e a verificação de sinais vitais e outras medidas, como peso e altura, utilizando-se técnicas específicas. Na etapa seguinte, faz-se a análise e interpretação dos dados coletados e se determinam os problemas de saúde do paciente, formulados como diagnóstico de enfermagem. Através do mesmo são identificadas as necessidades de assistência de enfermagem e a elaboração do plano assistencial de enfermagem. O plano descreve os cuidados que devem ser dados ao pacien- te (prescrição de enfermagem) e implementados pela equipe de enfermagem, com a participação de outros profissionais de saúde, sempre que necessário. Na etapa de avaliação verifica-se a resposta do paciente aos cuidados de enfermagem a ele prestados e as necessidades de mo- dificar ou não o plano inicialmente proposto. O hospital, a assistência de enfermagem e a prevenção da infecção O termo hospital origina-se do latim hospitium, que quer dizer local onde se hospedam pessoas, em referência a estabelecimentos fundados pelo clero, a partir do século IV dC, cuja finalidade era prover cuidados a doentes e oferecer abrigo a viajantes e peregri- nos. Segundo o Ministério da Saúde, hospital é definido como es- tabelecimento de saúde destinado a prestar assistência sanitária em regime de internação a uma determinada clientela, ou de não- -internação, no caso de ambulatório ou outros serviços. Para se avaliar a necessidade de serviços e leitos hospitala- res numa dada região faz-se necessário considerar fatores como a estrutura e nível de organização de saúde existente, número de habitantes e frequência e distribuição de doenças, além de outros eventos relacionados à saúde. Por exemplo, é possível que numa região com grande população de jovens haja carência de leitos de maternidade onde ocorre maior número de nascimentos. Em outra, onde haja maior incidência de doenças crônico-degenerativas, a necessidade talvez seja a de expandir leitos de clínica médica. De acordo com a especialidade existente, o hospital pode ser classificado como geral, destinado a prestar assistência nas qua- tro especialidades médicas básicas, ou especializado, destinado a prestar assistência em uma especialidade, como, por exemplo, ma- ternidade, ortopedia, entre outras. Um outro critério utilizado para a classificação de hospitais é o seu número de leitos ou capacidade instalada: são considerados como de pequeno porte aqueles com até 50 leitos; de médio porte, de 51 a 150 leitos; de grande porte, de 151 a 500 leitos; e de porte especial, acima de 500 leitos.
  9. 9. Didatismo e Conhecimento 8 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial Conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), os serviços de saúde em uma dada região geográfica - desde as unida- des básicas até os hospitais de maior complexidade - devem estar integrados, constituindo um sistema hierarquizado e organizado de acordo com os níveis de atenção à saúde. Um sistema assim constituído disponibiliza atendimento integral à população, me- diante ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. As unidades básicas de saúde (integradas ou não ao Programa Saúde da Família) devem funcionar como porta de entrada para o sistema, reservando-se o atendimento hospitalar para os casos mais complexos - que, de fato, necessitam de tratamento em regi- me de internação. De maneira geral, o hospital secundário oferece alto grau de resolubilidade para grande parte dos casos, sendo poucos os que acabam necessitando de encaminhamento para um hospital terciá- rio. O sistema de saúde vigente no Brasil agrega todos os serviços públicos das esferas federal, estadual e municipal e os serviços privados, credenciados por contrato ou convênio. Na área hospi- talar, 80% dos estabelecimentos que prestam serviços ao SUS são privados e recebem reembolso pelas ações realizadas, ao contrário da atenção ambulatorial, onde 75% da assistência provém de hos- pitais públicos. Na reorganização do sistema de saúde proposto pelo SUS o hospital deixa de ser a porta de entrada do atendimento para se constituir em unidade de referência dos ambulatórios e unidades básicas de saúde. O hospital privado pode ter caráter beneficente, filantrópico, com ou sem fins lucrativos. No beneficente, os recur- sos são originários de contribuições e doações particulares para a prestação de serviços a seus associados - integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos sociais. O hospital filantrópico reserva serviços gratuitos para a população carente, respeitando a legislação em vigor. Em ambos, os membros da diretoria não recebem remuneração. Para que o paciente receba todos os cuidados de que necessita durante sua internação hospitalar, faz-se necessário que tenha à sua disposição uma equipe de profissionais competentes e diversos serviços integrados - Corpo Clínico, equipe de enfermagem, Ser- viço de Nutrição e Dietética, Serviço Social, etc., caracterizando uma extensa divisão técnica de trabalho. Para alcançar os objetivos da instituição, o trabalho das equi- pes, de todas as áreas, necessita estar em sintonia, haja vista que uma das características do processo de produção hospitalar é a in- terdependência. Uma outra característica é a quantidade e diversi- dade de procedimentos diariamente realizados para prover assis- tência ao paciente, cuja maioria segue normas rígidas no sentido de proporcionar segurança máxima contra a entrada de agentes biológicos nocivos ao mesmo. O ambiente hospitalar é considerado um local de trabalho in- salubre, onde os profissionais e os próprios pacientes internados estão expostos a agressões de diversas naturezas, seja por agentes físicos, como radiações originárias de equipamentos radiológicos e elementos radioativos, seja por agentes químicos, como medica- mentos e soluções, ou ainda por agentes biológicos, representados por microrganismos. No hospital concentram-se os hospedeiros mais susceptíveis, os doentes e os microrganismos mais resistentes. O volume e a diversidade de antibióticos utilizados provocam alterações impor- tantes nos microrganismos, dando origem a cepas multirresisten- tes, normalmente inexistentes na comunidade. A contaminação de pacientes durante a realização de um procedimento ou por inter- médio de artigos hospitalares pode provocar infecções graves e de difícil tratamento. Procedimentos diagnósticos e terapêuticos invasivos, como diálise peritonial, hemodiálise, inserção de cate- teres e drenos, uso de drogas imunossupressoras, são fatores que contribuem para a ocorrência de infecção. Ao dar entrada no hospital, o paciente já pode estar com uma infecção, ou pode vir a adquiri-la durante seu período de interna- ção. Seguindo-se a classificação descrita na Portaria no 2.616/98, do Ministério da Saúde, podemos afirmar que o primeiro caso representa uma infecção comunitária; o segundo, uma infecção hospitalar que pode ter como fontes a equipe de saúde, o próprio paciente, os artigos hospitalares e o ambiente. Visando evitar a ocorrência de infecção hospitalar, a equipe deve realizar os devidos cuidados no tocante à sua prevenção e controle, principalmente relacionada à lavagem das mãos, pois os microrganismos são facilmente levados de um paciente a outro ou do profissional para o paciente, podendo causar a infecção cruzada. Atendendo o paciente no hospital O paciente procura o hospital por sua própria vontade (neces- sidade) ou da família, e a internação ocorre por indicação médica ou, nos casos de doença mental ou infectocontagiosa, por processo legal instaurado. A internação é a admissão do paciente para ocupar um leito hospitalar, por período igual ou maior que 24 horas. Para ele, isto significa a interrupção do curso normal de vida e a convivência temporária com pessoas estranhas e em ambiente não-familiar. Para a maioria das pessoas, este fato representa desequilíbrio fi- nanceiro, isolamento social, perda de privacidade e individualida- de, sensação de insegurança, medo e abandono. A adaptação do paciente a essa nova situação é marcada por dificuldades pois, aos fatores acima, soma-se a necessidade de seguir regras e normas institucionais quase sempre bastante rígidas e inflexíveis, de entro- sar-se com a equipe de saúde, de submeter-se a inúmeros procedi- mentos e de mudar de hábitos. O movimento de humanização do atendimento em saúde pro- cura minimizar o sofrimento do paciente e seus familiares, buscan- do formas de tornar menos agressiva a condição do doente insti- tucionalizado. Embora lenta e gradual, a própria conscientização do paciente a respeito de seus direitos tem contribuído para tal intento. Fortes aponta a responsabilidade institucional como um aspecto importante, ao afirmar que existe um componente de res- ponsabilidade dos administradores de saúde na implementação de políticas e ações administrativas que resguardem os direitos dos pacientes. Assim, questões como sigilo, privacidade, informação, aspectos que o profissional de saúde tem o dever de acatar por determinação do seu código de ética, tornam-se mais abrangentes e eficazes na medida em que também passam a ser princípios nor- teadores da organização de saúde. Tudo isso reflete as mudanças em curso nas relações que se estabelecem entre o receptor do cuidado, o paciente, e o profis- sional que o assiste, tendo influenciado, inclusive, a nomenclatura tradicionalmente utilizada no meio hospitalar. O termo paciente, por exemplo, deriva do verbo latino patisce- re, que significa padecer, e expressa uma conotação de dependên- cia, motivo pelo qual cada vez mais se busca outra denominação para o receptor do cuidado. Há crescente tendência em utilizar o termo cliente, que melhor reflete a forma como vêm sendo estabe- lecidos os contatos entre o receptor do cuidado e o profissional, ou seja, na base de uma relação de interdependência e aliança. Outros
  10. 10. Didatismo e Conhecimento 9 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial têm manifestado preferência pelo termo usuário, considerando que o receptor do cuidado usa os nossos serviços. Entretanto, será mantida a denominação tradicional, porque ainda é dessa forma que a maioria se reporta ao receptor do cuidado. Ao receber o paciente na unidade de internação, o profis- sional de enfermagem deve providenciar e realizar a assistência necessária, atentando para certos cuidados que podem auxiliá-lo nessa fase. O primeiro contato entre o paciente, seus familiares e a equipe é muito importante para a adaptação na unidade. O tra- tamento realizado com gentileza, cordialidade e compreensão aju- da a despertar a confiança e a segurança tão necessárias. Assim, cabe auxiliá-lo a se familiarizar com o ambiente, apresentando-o à equipe presente e a outros pacientes internados, em caso de en- fermaria, acompanhando-o em visita às dependências da unidade, orientando-o sobre o regulamento, normas e rotinas da instituição. É também importante solicitar aos familiares que providenciem objetos de uso pessoal, quando necessário, bem como arrolar rou- pas e valores nos casos em que o paciente esteja desacompanhado e seu estado indique a necessidade de tal procedimento. É importante lembrar que, mesmo na condição de doente, a pessoa continua de posse de seus direitos: ao respeito de ser chamado pelo nome, de decidir, junto aos profissionais, sobre seus cuidados, de ser informado sobre os procedimentos e tratamento que lhe serão dispensados, e a que seja mantida sua privacidade física e o segredo sobre as informações confidenciais que digam respeito à sua vida e estado de saúde. O tempo de permanência do paciente no hospital dependerá de vários fatores: tipo de doença, estado geral, resposta orgânica ao tratamento realizado e complicações existentes. Atualmente, há uma tendência para se abreviar ao máximo o tempo de internação, em vista de fatores como altos custos hospitalares, insuficiência de leitos e riscos de infecção hospitalar. Em contrapartida, difundem- -se os serviços de saúde externos, como a internação domiciliar, a qual estende os cuidados da equipe para o domicílio do doente, medida comum em situações de alta precoce e de acompanhamen- to de casos crônicos - é importante que, mesmo neste âmbito, se- jam também observados os cuidados e técnicas utilizadas para a prevenção e controle da infecção hospitalar e descarte adequado de material perfurocortante. O período de internação do paciente finaliza-se com a alta hospitalar, decorrente de melhora em seu estado de saúde, ou por motivo de óbito. Entretanto, a alta também pode ser dada por moti- vos tais como: a pedido do paciente ou de seu responsável; nos ca- sos de necessidade de transferência para outra instituição de saúde; na ocorrência de o paciente ou seu responsável recusar(em)-se a seguir o tratamento, mesmo após ter(em) sido orientado(s) quanto aos riscos, direitos e deveres frente à terapêutica proporcionada pela equipe. Na ocasião da alta, o paciente e seus familiares podem neces- sitar de orientações sobre alimentação, tratamento medicamento- so, atividades físicas e laborais, curativos e outros cuidados especí- ficos, momento em que a participação da equipe multiprofissional é importante para esclarecer quaisquer dúvidas apresentadas. Após a saída do paciente, há necessidade de se realizar a lim- peza da cama e mobiliário; se o mesmo se encontrava em isola- mento, deve-se também fazer a limpeza de todo o ambiente (lim- peza terminal): teto, paredes, piso e banheiro. As rotinas administrativas relacionadas ao preenchimento e encaminhamento do aviso de alta ao registro, bem como às per- tinentes à contabilidade e apontamento em censo hospitalar, de- veriam ser realizadas por agentes administrativos. Na maioria das instituições hospitalares, porém, estas ações ainda ficam sob o en- cargo dos profissionais de enfermagem. O paciente poderá sair do hospital só ou acompanhado por fa- miliares, amigos ou por um funcionário (assistente social, auxiliar, técnico de enfermagem ou qualquer outro profissional de saúde que a instituição disponibilize); dependendo do seu estado geral, em transporte coletivo, particular ou ambulância. Cabe à enfer- magem registrar no prontuário a hora de saída, condições gerais, orientações prestadas, como e com quem deixou o hospital. Um aspecto particular da alta diz respeito à transferência para outro setor do mesmo estabelecimento, ou para outra instituição. Deve-se considerar que a pessoa necessitará adaptar-se ao novo ambiente, motivo pelo qual a orientação da enfermagem é impor- tante. Quando do transporte a outro setor ou à ambulância, o pa- ciente deve ser transportado em maca ou cadeira de rodas, junto com seus pertences, prontuário e os devidos registros de enfer- magem. No caso de encaminhamento para outro estabelecimento, enviar os relatórios médico e de enfermagem. Sistema de informação em saúde Um sistema de informação representa a forma planejada de receber e transmitir dados. Pressupõe que a existência de um nú- mero cada vez maior de informações requer o uso de ferramentas (internet, arquivos, formulários) apropriadas que possibilitem o acesso e processamento de forma ágil, mesmo quando essas in- formações dependem de fontes localizadas em áreas geográficas distantes. No hospital, a disponibilidade de uma rede integrada de in- formações através de um sistema informatizado é muito útil por- que agiliza o atendimento, tornando mais rápido o processo de admissão e alta de pacientes, a marcação de consultas e exames, o processamento da prescrição médica e de enfermagem e muitas outras ações frequentemente realizadas. Também influencia favo- ravelmente na área gerencial, disponibilizando em curto espaço de tempo informações atualizadas de diversas naturezas que subsi- diam as ações administrativas, como recursos humanos existentes e suas características, dados relacionados a recursos financeiros e orçamentários, recursos materiais (consumo, estoque, reposição, manutenção de equipamentos e fornecedores), produção (número de atendimentos e procedimentos realizados) e aqueles relativos à taxa de nascimentos, óbitos, infecção hospitalar, média de perma- nência, etc. As informações do paciente, geradas durante seu período de internação, constituirão o documento denominado prontuário, o qual, segundo o Conselho Federal de Medicina (Resolução nº 1.331/89), consiste em um conjunto de documentos padronizados e ordenados, proveniente de várias fontes, destinado ao registro dos cuidados profissionais prestados ao paciente. O prontuário agrega um conjunto de impressos nos quais são registradas todas as informações relativas ao paciente, como his- tórico da doença, antecedentes pessoais e familiares, exame físico, diagnóstico, evolução clínica, descrição de cirurgia, ficha de anes- tesia, prescrição médica e de enfermagem, exames complemen- tares de diagnóstico, formulários e gráficos. É direito do paciente ter suas informações adequadamente registradas, como também acesso - seu ou de seu responsável legal - às mesmas, sempre que necessário.
  11. 11. Didatismo e Conhecimento 10 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial Legalmente, o prontuário é propriedade dos estabelecimentos de saúde e após a alta do paciente fica sob os cuidados da institui- ção, arquivado em setor específico. Quanto à sua informatização, há iniciativas em andamento em diversos hospitais brasileiros, haja vista que facilita a guarda e conservação dos dados, além de agilizar informações em prol do paciente. Devem, entretanto, ga- rantir a privacidade e sigilo dos dados pessoais. Sistema de informação em enfermagem Uma das tarefas do profissional de enfermagem é o registro, no prontuário do paciente, de todas as observações e assistência prestada ao mesmo, ato conhecido como anotação de enfermagem. A importância do registro reside no fato de que a equipe de enfer- magem é a única que permanece continuamente e sem interrup- ções ao lado do paciente, podendo informar com detalhes todas as ocorrências clínicas. Para maior clareza, recomenda-se que o registro das informações seja organizado de modo a reproduzir a ordem cronológica dos fatos, isto permitirá que, na passagem de plantão, a equipe possa acompanhar a evolução do paciente. Um registro completo de enfermagem contempla as seguintes informações: - Observação do estado geral do paciente, indicando mani- festações emocionais como angústia, calma, interesse, depressão, euforia, apatia ou agressividade; condições físicas, indicando al- terações relacionadas ao estado nutricional, hidratação, integrida- de cutâneo-mucosa, oxigenação, postura, sono e repouso, elimi- nações, padrão da fala, movimentação; existência e condições de sondas, drenos, curativos, imobilizações, cateteres, equipamentos em uso; - A ação de medicamentos e tratamentos específicos, para ve- rificação da resposta orgânica manifesta após a aplicação de de- terminado medicamento ou tratamento, tais como, por exemplo: alergia após a administração de medicamentos, diminuição da temperatura corporal após banho morno, melhora da dispneia após a instalação de cateter de oxigênio; - A realização das prescrições médicas e de enfermagem, o que permite avaliar a atuação da equipe e o efeito, na evolução do paciente, da terapêutica medicamentosa e não-medicamento- sa. Caso o tratamento não seja realizado, é necessário explicitar o motivo, por exemplo, se o paciente recusa a inalação prescrita, deve-se registrar esse fato e o motivo da negação. Procedimen- tos rotineiros também devem ser registrados, como a instalação de solução venosa, curativos realizados, colheita de material para exames, encaminhamentos e realização de exames externos, bem como outras ocorrências atípicas na rotina do paciente; - A assistência de enfermagem prestada e as intercorrências observadas. Incluem-se neste item, entre outros, os dados referen- tes aos cuidados higiênicos, administração de dietas, mudanças de decúbito, restrição ao leito, aspiração de sondas e orientações pres- tadas ao paciente e familiares; - As ações terapêuticas aplicadas pelos demais profissionais da equipe multiprofissional, quando identificada a necessidade de o paciente ser atendido por outro componente da equipe de saúde. Nessa circunstância, o profissional é notificado e, após efetivar sua visita, a enfermagem faz o registro correspondente. Para o registro das informações no prontuário, a enfermagem geralmente utiliza um roteiro básico que facilita sua elaboração. Por ser um impor- tante instrumento de comunicação para a equipe, as informações devem ser objetivas e precisas de modo a não darem margem a interpretações errôneas. Considerando-se sua legalidade, faz-se necessário ressaltar que servem de proteção tanto para o pacien- te como para os profissionais de saúde, a instituição e, mesmo, a sociedade. A seguir, destacamos algumas significativas recomendações para maior precisão ao registro das informações: - os dados devem ser sempre registrados a caneta, em letra legível e sem rasuras, utilizando a cor de tinta padronizada no esta- belecimento. Em geral, a cor azul é indicada para o plantão diurno; a vermelha, para o noturno. Não é aconselhável deixar espaços entre um registro e outro, o que evita que alguém possa, intencio- nalmente, adicionar informações. Portanto, recomenda-se evitar pular linha(s) entre um registro e outro, deixar parágrafo ao iniciar a frase, manter espaço em branco entre o ponto final e a assinatura; - verificar o tipo de impresso utilizado na instituição e a rotina que orienta o seu preenchimento; identificar sempre a folha, preen- chendo ou completando o cabeçalho, se necessário; - indicar o horário de cada anotação realizada; - ler a anotação anterior, antes de realizar novo registro; - como não se deve confiar na memória para registrar as infor- mações, considerando-se que é muito comum o esquecimento de detalhes e fatos importantes durante um intensivo dia de trabalho, o registro deve ser realizado em seguida à prestação do cuidado, observação de intercorrências, recebimento de informação ou to- mada de conduta, identificando a hora exata do evento; - quando do registro, evitar palavras desnecessárias como, pa- ciente, por exemplo, pois a folha de anotação é individualizada e, portanto, indicativa do referente; - jamais deve-se rasurar a anotação; caso se cometa um enga- no ao escrever, não usar corretor de texto, não apagar nem rasurar, pois as rasuras ou alterações de dados despertam suspeitas de que alguém tentou deliberadamente encobrir informações; em casos de erro, utilizar a palavra, digo, entre vírgulas, e continuar a informa- ção correta para concluir a frase, ou riscar o registro com uma úni- ca linha e escrever a palavra, erro; a seguir, fazer o registro correto - exemplo: Refere dor intensa na região lombar, administrada uma ampola de Voltaren IM no glúteo direito, digo, esquerdo.. Ou: .... no glúteo esquerdo; em caso de troca de papeleta, riscar um traço em diagonal e escrever, Erro, papeleta trocada; - distinguir na anotação a pessoa que transmite a informação; assim, quando é o paciente que informa, utiliza-se o verbo na ter- ceira pessoa do singular: Informa que ...., Refere que ...., Queixa-se de ....; já quando a informação é fornecida por um acompanhante ou membro da equipe, registrar, por exemplo: A mãe refere que a criança .... ou Segundo a nutricionista ....; - atentar para a utilização da sequência céfalo-caudal quando houver descrições dos aspectos físicos do paciente. Por exemplo: o paciente apresenta mancha avermelhada na face, MMSS e MMII; - organizar a anotação de maneira a reproduzir a ordem em que os fatos se sucedem. Utilizar a expressão, entrada tardia. Ou em tempo, para acrescentar informações que porventura tenham sido anteriormente omitidas; - utilizar a terminologia técnica adequada, evitando abrevia- turas, exceto as padronizadas institucionalmente. Por exemplo: Apresenta dor de cabeça cont..... por, Apresenta cefaléia contínua ....;
  12. 12. Didatismo e Conhecimento 11 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial - evitar anotações e uso de termos gerais como, segue em ob- servação de enfermagem, ou, sem queixas, que não fornecem ne- nhuma informação relevante e não são indicativos de assistência prestada; - realizar os registros com frequência, pois se decorridas vá- rias horas nenhuma anotação foi feita pode-se supor que o paciente ficou abandonado e que nenhuma assistência lhe foi prestada; - registrar todas as medidas de segurança adotadas para pro- teger o paciente, bem como aquelas relativas à prevenção de com- plicações, por exemplo: Contido por apresentar agitação psicomo- tora; - assinar a anotação e apor o número de inscrição do Conselho Regional de Enfermagem (em cumprimento ao art. 76, Cap. VI do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem). Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizan- tes e preparo do corpo pós morte O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para morte. Apesar de serem percebidos de forma dife- rente em cada paciente, e não necessariamente na ordem mostrada o entendimento de tais sentimentos pode ajudar a satisfação dos pacientes. As etapas do ato de morrer são: Negação: quando o paciente toma conhecimento pela primei- ra vez de sua doença terminal, pode ocorrer uma recusa em aceitar o diagnóstico. Ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte, é pos- sível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após a morte, ao pessoal do hospital, a sua pró- pria família etc. Barganha: apesar de haver uma aceitação da morte por parte do paciente, pode haver uma tentativa de negociação de mais tem- po de vida junto a Deus ou com o seu destino. Depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos, da família, dos profissionais de saúde. È possível que venha sofrer de inapetência, aumento da fadiga e falta de cuidados pessoais. Aceitação: Nessa fase, o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. È possível que deseje simplesmente o acompanhamento de um membro da família ou um amigo. 2 LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL (LEI N.º 7.498/1986- REGULAMENTADA PELO DECRETO 94.406/1987). CÓDIGO DE ÉTICA E DEONTOLOGIA DE ENFERMA- GEM - ANÁLISE CRÍTICA. BIOÉTICA. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras providências. O Presidente da República, usando das atribuições que lhe confere o Art. 81, item III, da Constituição, e tendo em vista o disposto no Art. 25 da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986,  Decreta:  Art. 1º - O exercício da atividade de Enfermagem, observadas as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e respeita- dos os graus de habilitação, é privativo de Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiro e só será permi- tido ao profissional inscrito no Conselho Regional de Enfermagem da respectiva região.  Art. 2º - As instituições e serviços de saúde incluirão a ativi- dade de Enfermagem no seu planejamento e programação.  Art. 3º - A prescrição da assistência de Enfermagem é parte integrante do programa de Enfermagem.  Art. 4º - São Enfermeiros:  I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por institui- ção de ensino, nos termos da lei;  II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de En- fermeira Obstétrica, conferidos nos termos da lei;  III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titu- lar do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica ou de Obs- tetriz, ou equivalente, conferido por escola estrangeira segundo as respectivas leis, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz;  IV - aqueles que, não abrangidos pelos incisos anteriores, ob- tiveram título de Enfermeira conforme o disposto na letra d do Art. 3º. do Decreto-lei Decreto nº 50.387, de 28 de março de 1961.  Art. 5º. São técnicos de Enfermagem:  I - o titular do diploma ou do certificado de técnico de Enfer- magem, expedido de acordo com a legislação e registrado no órgão competente;  II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de técnico de Enfermagem.  Art. 6º São Auxiliares de Enfermagem:  I - o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem confe- rido por instituição de ensino, nos termos da Lei e registrado no órgão competente;  II - o titular do diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956;  III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o item III do Art. 2º. da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961;  IV - o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Práti- co de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da Fe- deração, nos termos do Decreto-lei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;  V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967;  VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem. 
  13. 13. Didatismo e Conhecimento 12 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial Art. 7º - São Parteiros:  I - o titular de certificado previsto no Art. 1º do nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;  II - o titular do diploma ou certificado de Parteiro, ou equi- valente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as respectivas leis, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil, até 26 de junho de1988, como certificado de Parteiro.  Art. 8º - Ao enfermeiro incumbe:  I - privativamente:  a) direção do órgão de Enfermagem integrante da estrutura bá- sica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de Enfermagem;  b) organização e direção dos serviços de Enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras des- ses serviços;  c) planejamento, organização, coordenação, execução e ava- liação dos serviços da assistência de Enfermagem;  d) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de Enfermagem;  e) consulta de Enfermagem;  f) prescrição da assistência de Enfermagem;  g) cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida;  h) cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas;  II - como integrante da equipe de saúde:  a) participação no planejamento, execução e avaliação da pro- gramação de saúde;  b) participação na elaboração, execução e avaliação dos pla- nos assistenciais de saúde;  c) prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde;  d) participação em projetos de construção ou reforma de uni- dades de internação;  e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, in- clusive como membro das respectivas comissões;  f) participação na elaboração de medidas de prevenção e con- trole sistemático de danos que possam ser causados aos pacientes durante a assistência de Enfermagem;  g) participação na prevenção e controle das doenças transmis- síveis em geral e nos programas de vigilância epidemiológica;  h) prestação de assistência de enfermagem à gestante, partu- riente, puérpera e ao recém-nascido;  i) participação nos programas e nas atividades de assistência integral à saúde individual e de grupos específicos, particularmen- te daqueles prioritários e de alto risco;  j) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto;  l) execução e assistência obstétrica em situação de emergência e execução do parto sem distocia;  m) participação em programas e atividades de educação sa- nitária, visando à melhoria de saúde do indivíduo, da família e da população em geral;  n) participação nos programas de treinamento e aprimoramen- to de pessoal de saúde, particularmente nos programas de educa- ção continuada;  o) participação nos programas de higiene e segurança do tra- balho e de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e do trabalho;  p) participação na elaboração e na operacionalização do sis- tema de referência e contra-referência do paciente nos diferentes níveis de atenção à saúde;  q) participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada à assistência de saúde;  r) participação em bancas examinadoras, em matérias espe- cíficas de Enfermagem, nos concursos para provimento de cargo ou contratação de Enfermeiro ou pessoal Técnico e Auxiliar de Enfermagem.  Art. 9º - Às profissionais titulares de diploma ou certificados de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, além das atividades de que trata o artigo precedente, incumbe:  I - prestação de assistência à parturiente e ao parto normal;  II - identificação das distócias obstétricas e tomada de provi- dências até a chegada do médico;  III - realização de episiotomia e episiorrafia com aplicação de anestesia local, quando necessária.  Art. 10 - O Técnico de Enfermagem exerce as atividades au- xiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de Enferma- gem, cabendo-lhe:  I - assistir ao Enfermeiro:  a) no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de Enfermagem;  b) na prestação de cuidados diretos de Enfermagem a pacien- tes em estado grave;  c) na prevenção e controle das doenças transmissíveis em ge- ral em programas de vigilância epidemiológica;  d) na prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar;  e) na prevenção e controle sistemático de danos físicos que possam ser causados a pacientes durante a assistência de saúde;  f) na execução dos programas referidos nas letras i e o do item II do Art. 8º.  II - executar atividades de assistência de Enfermagem, exce- tuadas as privativas do Enfermeiro e as referidas no Art. 9º deste Decreto:  III - integrar a equipe de saúde.  Art. 11 - O Auxiliar de Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio atribuídas à equipe de Enfermagem, cabendo-lhe:  I - preparar o paciente para consultas, exames e tratamentos;  II - observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao ní- vel de sua qualificação; III - executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de Enfermagem, tais como:  Ministrar medicamentos por via oral e parenteral; Realizar controle hídrico;  Fazer curativos;  d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio;  e) executar tarefas referentes à conservação e aplicação de vacinas;  f) efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em doen- ças transmissíveis;  g) realizar testes e proceder à sua leitura, para subsídio de diagnóstico;  h) colher material para exames laboratoriais; 
  14. 14. Didatismo e Conhecimento 13 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial i) prestar cuidados de Enfermagem pré e pós-operatórios;  j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar;  l) executar atividades de desinfecção e esterilização;  IV - prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente e zelar por sua segurança, inclusive:  a) alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se;  b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependência de unidades de saúde;  V - integrar a equipe de saúde;  VI - participar de atividades de educação em saúde, inclusive:  a) orientar os pacientes na pós-consulta, quanto ao cumpri- mento das prescrições de Enfermagem e médicas;  b) auxiliar o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem na exe- cução dos programas de educação para a saúde;  VII - executar os trabalhos de rotina vinculados à alta de pa- cientes:  VIII - participar dos procedimentos pós-morte.  Art. 12 - Ao Parteiro incumbe:  I - prestar cuidados à gestante e à parturiente;  II - assistir ao parto normal, inclusive em domicílio; e  III - cuidar da puérpera e do recém-nascido.  Parágrafo único - As atividades de que trata este artigo são exercidas sob supervisão de Enfermeiro Obstetra, quando realiza- das em instituições de saúde, e, sempre que possível, sob controle e supervisão de unidade de saúde, quando realizadas em domicílio ou onde se fizerem necessárias.  Art. 13 - As atividades relacionadas nos arts. 10 e 11 somen- te poderão ser exercidas sob supervisão, orientação e direção de Enfermeiro.  Art. 14 - Incumbe a todo o pessoal de Enfermagem:  I - cumprir e fazer cumprir o Código de Deontologia da En- fermagem;  II - quando for o caso, anotar no prontuário do paciente as atividades da assistência de Enfermagem, para fins estatísticos;  Art. 15 - Na administração pública direta e indireta, federal, estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Territórios será exi- gida como condição essencial para provimento de cargos e funções e contratação de pessoal de Enfermagem, de todos os graus, a pro- va de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem da respec- tiva região.  Parágrafo único - Os órgãos e entidades compreendidos nes- te artigo promoverão, em articulação com o Conselho Federal de Enfermagem, as medidas necessárias à adaptação das situações já existentes com as disposições deste Decreto, respeitados os direi- tos adquiridos quanto a vencimentos e salários.  Art. 16 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publi- cação.  Art. 17 - Revogam-se as disposições em contrário.  Brasília, 08 de junho de 1987; José Sarney Eros Antonio de Almeida Dec. nº 94.406, de 08.06.87 Publicado no DOU de 09.06.87 Seção I - fls. 8.853 a 8.855 Código de ética dos profissionais de enfermagem ANEXO PREÂMBULO A Enfermagem compreende um componente próprio de co- nhecimentos científicos e técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se processa pelo ensino, pesquisa e assistência. Realiza-se na prestação de ser- viços à pessoa, família e coletividade, no seu contexto e circuns- tâncias de vida. O aprimoramento do comportamento ético do profissional passa pelo processo de construção de uma consciência individual e coletiva, pelo compromisso social e profissional configurado pela responsabilidade no plano das relações de trabalho com reflexos no campo científico e político. A Enfermagem Brasileira, face às transformações sócio-cul- turais, científicas e legais, entendeu ter chegado o momento de reformular o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE). Atrajetória da reformulação, coordenada pelo Conselho Fede- ral de Enfermagem com a participação dos Conselhos Regionais de Enfermagem, inclui discussões com a categoria de Enferma- gem. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem está or- ganizado por assunto e inclui princípios, direitos, responsabilida- des, deveres e proibições pertinentes à conduta ética dos profissio- nais de Enfermagem. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração a necessidade e o direito de assistência em Enferma- gem da população, os interesses do profissional e de sua organiza- ção. Está centrado na pessoa, família e coletividade e pressupõe que os trabalhadores de Enfermagem estejam aliados aos usuários na luta por uma assistência sem riscos e danos e acessível a toda população. O presente Código teve como referência os postulados da De- claração Universal dos Direitos do Homem, promulgada pela Assembléia Geral das Nações Uni- das (1948) e adotada pela Convenção de Genebra da Cruz Verme- lha (1949), contidos no Código de Ética do Conselho Internacio- nal de Enfermeiros (1953) e no Código de Ética da Associação Brasileira de Enfermagem (1975). Teve como referência, ainda, o Código de Deontologia de Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (1976), o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (1993) e as Normas Internacionais e Nacionais sobre Pesquisa em Seres Humanos [Declaração Helsinque (1964), revis- ta em Tóquio (1975) e a Resolução 196 do Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde (1996)]. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS A Enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e qualidade de vida da pessoa, família e coletividade. O Profissio- nal de Enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais. O profissional de enfermagem participa, como integrante da equipe de saúde, das ações que visem satisfazer as necessidades de saúde da população e da defesa dos princípios das políticas pú-
  15. 15. Didatismo e Conhecimento 14 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial blicas de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de acesso aos serviços de saúde, integralidade da assistência, resolu- tividade, preservação da autonomia das pessoas, participação da comunidade, hierarquização e descentralização político-adminis- trativa dos serviços de saúde. O Profissional de Enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em todas as suas dimensões. O Profissional de Enfermagem exerce suas atividades com competência para a promoção da saúde do ser humano na sua inte- gridade, de acordo com os princípios da ética e da bioética. CAPÍTULO I DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS DIREITOS Art. 1º - Exercer a Enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos. Art. 2º – Aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentação a sua prática profissional. Art. 3º - Apoiar as iniciativas que visem ao aprimoramento profissional e à defesa dos direitos e interesses da categoria e da sociedade. Art. 4º - Obter desagravo público por ofensa que atinja a pro- fissão, por meio do Conselho Regional de Enfermagem. RESPONSABILIDADES E DEVERES Art. 5º - Exercer a profissão com justiça, compromisso, equi- dade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade. Art. 6º – Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. Art. 7º Comunicar ao COREN e aos órgãos competen- tes, fatos que infrinjam dispositivos legais e que possam prejudicar o exercício profissional. PROIBIÇÕES Art. 8º - Promover e ser conivente com a injúria, calúnia e di- famação de membro da Equipe de Enfermagem, Equipe de Saúde e de trabalhadores de outras áreas, de organizações da categoria ou instituições. Art. 9º – Praticar e/ou ser conivente com crime, contravenção penal ou qualquer outro ato, que infrinja postulados éticos e legais. SEÇÃO I DAS RELAÇÕES COM A PESSOA, FAMILIA E COLE- TIVIDADE. DIREITOS Art. 10- Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofe- reçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade. Art. 11 - Ter acesso às informações, relacionadas à pessoa, família e coletividade, necessárias ao exercício profissional. RESPONSABILIDADES E DEVERES Art. 12 - Assegurar à pessoa, família e coletividade assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligên- cia ou imprudência. Art. 13 - Avaliar criteriosamente sua competência técnica, científica, ética e legal e somente aceitar encargos ou atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e para outrem. Art. 14 – Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos, éticos e culturais, em benefício da pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão. Art. 15 - Prestar Assistência de Enfermagem sem discrimina- ção de qualquer natureza. Art. 16 - Garantir a continuidade da Assistência de Enferma- gem em condições que ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão das atividades profissionais decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria. Art. 17 - Prestar adequadas informações à pessoa, família e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercor- rências acerca da Assistência de Enfermagem. Art. 18 - Respeitar, reconhecer e realizar ações que garantam o direito da pessoa ou de seu representante legal, de tomar decisões sobre sua saúde, tratamento, conforto e bem estar. Art. 19 - Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade do ser humano, em todo seu ciclo vital, inclusive nas situações de morte e pós-morte. Art. 20 - Colaborar com a Equipe de Saúde no esclarecimento da pessoa, família e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências acerca de seu estado de saúde e tra- tamento. Art. 21 - Proteger a pessoa, família e coletividade contra da- nos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por par- te de qualquer membro da Equipe de Saúde. Art. 22 - Disponibilizar seus serviços profissionais à comuni- dade em casos de emergência, epidemia e catástrofe, sem pleitear vantagens pessoais. Art. 23 - Encaminhar a pessoa, família e coletividade aos ser- viços de defesa do cidadão, nos termos da lei. Art. 24 – Respeitar, no exercício da profissão, as normas rela- tivas à preservação do meio ambiente e denunciar aos órgãos com- petentes as formas de poluição e deterioração que comprometam a saúde e a vida. Art. 25 – Registrar no Prontuário do Paciente as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar.
  16. 16. Didatismo e Conhecimento 15 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial PROIBIÇÕES Art. 26 - Negar Assistência de Enfermagem em qualquer si- tuação que se caracterize como urgência ou emergência. Art. 27 – Executar ou participar da assistência à saúde sem o consentimento da pessoa ou de seu representante legal, exceto em iminente risco de morte. Art. 28 - Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação. Parágrafo único - Nos casos previstos em Lei, o profissional deverá decidir, de acordo com a sua consciência, sobre a sua parti- cipação ou não no ato abortivo. Art. 29 - Promover a eutanásia ou participar em prática desti- nada a antecipar a morte do cliente. Art. 30 - Administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga e sem certificar-se da possibilidade dos riscos. Art. 31 - Prescrever medicamentos e praticar ato cirúrgico, exceto nos casos previstos na legislação vigente e em situação de emergência. Art. 32 - Executar prescrições de qualquer natureza, que com- prometam a segurança da pessoa. Art. 33 - Prestar serviços que por sua natureza competem a outro profissional, exceto em caso de emergência. Art. 34 - Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso com qualquer forma de violência. Art. 35 - Registrar informações parciais e inverídicas sobre a assistência prestada. SEÇÃO II DAS RELAÇÕES COM OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM, SAÚDE E OUTROS DIREITOS. Art. 36 - Participar da prática profissional multi e interdiscipli- nar com responsabilidade, autonomia e liberdade. Art. 37 - Recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica, onde não conste a assinatura e o número de registro do profissional, exceto em situações de urgência e emergência. Parágrafo único – O profissional de enfermagem poderá recu- sar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica em caso de identificação de erro ou ilegibilidade. RESPONSABILIDADES E DEVERES Art. 38 - Responsabilizar-se por falta cometida em suas ativi- dades profissionais, independente de ter sido praticada individual- mente ou em equipe. Art. 39 - Participar da orientação sobre benefícios, riscos e conseqüências decorrentes de exames e de outros procedimentos, na condição de membro da equipe de saúde. Art. 40 – Posicionar-se contra falta cometida durante o exer- cício profissional seja por imperícia, imprudência ou negligência. Art. 41 - Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para assegurar a continuidade da assistên- cia. PROIBIÇÕES Art. 42 - Assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro pro- fissional. Art. 43 - Colaborar, direta ou indiretamente com outros pro- fissionais de saúde, no descumprimento da legislação referente aos transplantes de órgãos, tecidos, esterilização, fecundação artificial e manipulação genética. SEÇÃO III DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES DA CA- TEGORIA DIREITOS Art. 44 - Recorrer ao Conselho Regional de Enfermagem, quando impedido de cumprir o presente Código, a legislação do Exercício Profissional e as Resoluções e Decisões emanadas pelo Sistema COFEN/COREN. Art. 45 - Associar-se, exercer cargos e participar de Entidades de Classe e Órgãos de Fiscalização do Exercício Profissional. Art. 46 – Requerer em tempo hábil, informações acerca de normas e convocações. Art. 47 – Requerer, ao Conselho Regional de Enfermagem, medidas cabíveis para obtenção de desagravo público em decor- rência de ofensa sofrida no exercício profissional. RESPONSABILIDADES E DEVERES Art. 48 - Cumprir e fazer os preceitos éticos e legais da pro- fissão. Art. 49 – Comunicar ao Conselho Regional de Enfermagem, fatos que firam preceitos do presente Código e da legislação do exercício profissional. Art. 50 – Comunicar formalmente ao Con- selho Regional de Enfermagem fatos que envolvam recusa ou de- missão de cargo, função ou emprego, motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente Código e a legislação do exercício profissional. Art. 51 – Cumprir, no prazo estabelecido, as determinações e convocações do Conselho Federal e Conselho Regional de Enfer- magem. Art. 52 – Colaborar com a fiscalização de exercício profis- sional. Art. 53 – Manter seus dados cadastrais atualizados, e regula- rizadas as suas obrigações financeiras como Conselho Regional de Enfermagem.
  17. 17. Didatismo e Conhecimento 16 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS/Enfermeiro-Assistencial Art. 54 – Apor o número e categoria de inscrição no Conse- lho Regional de Enfermagem em assinatura, quando no exercício profissional. Art.55 – Facilitar e incentivar a participação dos profissionais de enfermagem no desempenho de atividades nas organizações da categoria. PROIBIÇÕES Art. 56 – Executar e determinar a execução de atos contrários ao Código de Ética e às demais normas que regulam o exercício da Enfermagem. Art. 57 – Aceitar cargo, função ou emprego vago em decor- rência de fatos que envolvam recusa ou demissão de cargo, função ou emprego motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente código e a legislação do exercício profissional. Art. 58 – Realizar ou facilitar ações que causem prejuízo ao patrimônio ou comprometam a finalidade para a qual foram insti- tuídas as organizações da categoria. Art. 59 - Negar, omitir informações ou emitir falsas declara- ções sobre o exercício profissional quando solicitado pelo Conse- lho Regional de Enfermagem. SEÇÃO IV DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES EMPRE- GADORAS DIREITOS Art. 60 - Participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do seu aprimoramento técnico-científico, do exercí- cio da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração. Art. 61 - Suspender suas atividades, individual ou coletiva- mente, quando a instituição pública ou privada para a qual trabalhe não oferecer condições dignas para o exercício profissional ou que desrespeite a legislação do setor saúde, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo comunicar imediatamente por escrito sua decisão ao Conselho Regional de Enfermagem. Art. 62 - Receber salários ou honorários compatíveis com o nível de formação, a jornada de trabalho, a complexidade das ações e responsabilidade pelo exercício profissional. Art. 63 - Desenvolver suas atividades profissionais em condi- ções de trabalho que promovam a própria segurança e a da pessoa, família e coletividade sob seus cuidados, e dispor de material e equipamentos de proteção individual e coletiva, segundo as nor- mas vigentes. Art. 64 - Recusar-se a desenvolver atividades profissionais na falta de material ou equipamentos de proteção individual e coletiva definidos na legislação específica. Art. 65- Formar e participar da comissão de ética da insti- tuição pública ou privada onde trabalha, bem como de comissões interdisciplinares. Art. 66 - Exercer cargos de direção, gestão e coordenação na área de seu exercício profissional e do setor saúde. Art. 67 - Ser informado sobre as políticas da instituição e do Serviço de Enfermagem, bem como participar de sua elaboração. Art. 68 – Registrar no prontuário e em outros documentos próprios da Enfermagem informações referentes ao processo de cuidar da pessoa. RESPONSABILIDADES E DEVERES Art. 69 – Estimular, promover e criar condições para o aper- feiçoamento técnico, científico e cultural dos profissionais de En- fermagem sob sua orientação e supervisão. Art. 70 - Estimular, facilitar e promover o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, devidamente apro- vadas nas instâncias deliberativas da instituição. Art. 71 - Incentivar e criar condições para registrar as infor- mações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar. Art. 72 – Registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva e completa. PROIBIÇÕES Art. 73 – Trabalhar, colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem princípios e normas que re- gulam o exercício profissional de Enfermagem. Art. 74 - Pleitear cargo, função ou emprego ocupado por cole- ga, utilizando-se de concorrência desleal. Art. 75 – Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital, casa de saúde, unidade sanitária, clínica, ambulató- rio, escola, curso, empresa ou estabelecimento congênere sem nele exercer as funções de Enfermagem pressupostas. Art. 76 - Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma de garantir Assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. Art. 77 - Usar de qualquer mecanismo de pressão ou suborno com pessoas físicas ou jurídicas para conseguir qualquer tipo de vantagem. Art. 78 – Utilizar, de forma abusiva, o poder que lhe confere a posição ou cargo, para impor ordens, opiniões, atentar contra o pudor, assediar sexual ou moralmente, inferiorizar pessoas ou dificultar o exercício profissional. Art. 79 – Apropriar-se de dinheiro, valor, bem móvel ou imó- vel, público ou particular de que tenha posse em razão do cargo, ou desviá-lo em proveito próprio ou de outrem. Art. 80 - Delegar suas atividades privativas a outro membro da equipe de Enfermagem ou de saúde, que não seja Enfermeiro.

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