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Aula 13: Falácias

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Aula 13 para a ABMDPII sobre falácias.

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Aula 13: Falácias

  1. 1. Prof. Emmanuel Fraga•Falácias webmaster@etevm.g12.br
  2. 2. 1 Sofismas e Paralogismos Dá-se o nome de FALÁCIA ao argumento que, apesar de falso segundo a forma, tem a seu favor a “aparência”de uma inferência legítima. As falácias dividem-se, segundo a intenção do argumentador, em:1.Falácias Intencionais [ ou Sofismas]- Argumentos tendenciosos que visam deliberadamente induzir-nos ao erro.2.Falácias Involuntárias [ou Paralogismos] - Falsos argumentos elaborados sem a intenção de nos enganar. Constitui, portanto, um tipo involuntário do raciocínio falacioso.
  3. 3.  Apelo à ignorância (Argumentum ad ignorantiam)- Baseia-se na impossibilidade momentânea de se demonstrar a sua contrária. Ex: Fantasmas. Redução ao Absurdo (Reductio ad Absurdum) – Consiste em levar um determinado raciocínio, de modo indevido, ao extremo. Ex: Criança que mentiu. Pergunta Complexa - Consiste em elaborar uma pergunta cuja resposta implicará necessariamente na aceitação de outras premissas logicamente independentes. Ex: Jornalista. Falso Dilema – Quando o argumentador oferece um número limitado de alternativas quando, na verdade, há mais. Ex: Apoio.
  4. 4.  Falsa Causa (Post Hoc) - Argumento falacioso que conclui a partir de uma relação de causa e efeito fundamentada numa mera antecedência de fatos. Ex: Gato preto. Causa Comum - Trata-se de uma "confusão entre causas e efeitos". Isso se dá quando dois acontecimentos são tomados como causa um do outro, esquecendo-se, porém, que ambos são causados por um terceiro. Ex: Tv e a violência
  5. 5.  Composição - Ocorre quando atribuímos as características das partes ou dos indivíduos, considerados isoladamente, ao grupo. Ex: jogadores  time Divisão - Inverso da falácia anterior, a divisão ocorre quando atribuímos as características do todo ou do grupo às partes. Ex: timejogadores
  6. 6.  Enumeração - Trata-se, na verdade, de uma indução pautada em casos insuficientes. Alguns autores a identificam com a falácia da generalização apressada. Ex: Bebedouro e o vírus. Falsa Analogia – Falácia que conclui, a partir de uma semelhança acidental ou superficial outras de maior importância. Trata-se, portanto de uma comparação inválida. Ex: Trabalho e cachaça.
  7. 7.  Apelo à Piedade (Argumentum ad misericordiam)- Consiste no recurso à piedade ou compaixão dos envolvidos com o único intuito de justificar a inferência desejada. Ex: Aluno implorando. Apelo popular ou populismo (Argumentum ad populum)- Falácia muito utilizada pela mídia em geral e em campanhas eleitorais quando utilizam-se da opinião popular como fator relevante de convencimento. Ex: A voz do povo. Recurso à Força (Argumentum ad baculum)- Falácia cometida quando o argumentador, visando legitimar a sua conclusão, se utiliza da "força" como forma de intimidação e convencimento. Ex: Ameaça.
  8. 8.  Argumentum ad Antiquitatem – Falácia que defende a veracidade de uma proposição ou idéia apoiando-se no seu valor de tradição. Ex: A verdade Bíblica. Argumentum ad Novitatem – Falácia que defende a veracidade de uma proposição ou idéia apoiando-se no seu caráter de inovação ou pelo fato de constituir uma invenção recente. Ex: Remédios e a gripe.
  9. 9.  Anfibologia ou anfibolia - Falácia freqüentemente utilizada pelas chamadas "ciências esotéricas" e que consiste no emprego de frases ou proposições ambíguas e vagas de modo a gerar múltiplas interpretações.Ex: Horóscopo. Equívoco - O argumentador utiliza-se de uma mesma palavra com sentidos diferentes para coisas igualmente distintas. Ex: Estrela Juliana Paes Ênfase ou Acentuação – Ocorre quando algumas palavras são destacadas com o intuito de induzir o receptor ao erro devido a aparente mudança de significado.Ex: Não VENDEMOS FIADO!
  10. 10.  Apelo à autoridade (Argumentum ad verecundiam)- Ocorre quando nos referimos à opinião (ou mesmo à figura) de indivíduos de prestígio para promover uma maior aceitação de argumentos que, na verdade, encontram-se além dos limites de sua especialização ou conhecimento. Ex: Famoso em anúncio. Contra o homem (Ad hominem) - Quando ao invés de utilizar-se de meios legítimos, o argumentador ataca a pessoa em questão com a intenção de refutar a sua posição. Ex: Xingamentos.
  11. 11.  Ignorância da questão ou Conclusão Irrelevante (Ignoratio elenchi)- Caracteriza-se por um "desvio temático" na intenção de substituir o assunto em pauta por outro. Ex: Advogado Petição de Princípio (Petitio principii) e Círculo vicioso (Circulus in demonstrando)- Apesar de serem duas falácias distintas encontramo-las quase sempre juntas em uma argumentação. Na petição de princípio tomamos por evidente aquilo que deveria aparecer na conclusão. O efeito círculo é provocado quando tentamos provar uma coisa pela outra. Ex: Tostines.
  12. 12. Construto intelectual onde parte-se de uma premissaque leva os contra-argumentadores a duas conclusões quese excluem mutuamente. Ex: Cretense mentiroso.

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