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PNAIC - Unidade 4 geral

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PNAIC - Unidade 4 geral

  1. 1. UNIDADE IVUNIDADE IV
  2. 2. Lúdico, do latim ludus, originalmente associado à brincadeira, ao jogo, ao divertimento. Essencial ao desenvolvimento humano. O LÚDICO faz parte do cotidiano das crianças.O LÚDICO faz parte do cotidiano das crianças. A discussão sobre o relacionamento entre lúdico e sala de aula deve-se à influência de diferentes abordagens teóricas.
  3. 3. De acordo com os estudos de Piaget (1984), a atividade lúdica é um princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança sendo, por isso, indispensável à pratica educativa.
  4. 4. Em contraste, na constituição da cultura escolar, o lúdico foi excluído durante muito tempo, pois o aprender não combinava com brincar, rir e se divertir.
  5. 5. “A ludicidade nos estimula no sentido de desenvolvermos diferentes habilidades nos campos da expressão (oral, corporal, etc.) e da criatividade. Livres para criar, é brincando que as crianças (re)traduzem seus universos e significam jogos e brincadeiras, (re)descobrindo letras e fonemas, (re) escrevendo histórias, que retratam vidas” (SILVA; LIMA, 2012, p. 11)
  6. 6. Destacamos que ao tratarmos das brincadeiras e jogos, não nos referimos apenas aos que ajudam na aprendizagem do sistema alfabético, mas também aos que auxiliam na aprendizagem de todos os conteúdos dos outros componentes curriculares.
  7. 7. Na escola, esses jogos podem auxiliar muito o aprendizado da língua materna, além de facilitar o acesso das crianças à leitura autônoma, pois antecede o trabalho de decodificação do texto escrito, aproxima os estudantes das situações vivenciadas fora da escola.
  8. 8. JOGOS -expressão cultural de diferentes grupos sociais, do campo e da cidade; - evidenciam a importância da dimensão lúdica, entendida como dimensão do prazer, do entretenimento, da diversão, para as pessoas e grupos; - através dos jogos, crianças e/ou adultos se engajam num mundo imaginário, regido por regras próprias que, geralmente, são construídas a partir das próprias regras sociais de convivência.
  9. 9. Os jogos ou atividades de análise fonológica levam os aprendizes a pensar nas palavras em sua dimensão não só semântica, mas também sonoro-escrita. Refletir sobre a relação entre a escrita e a pauta sonora ajuda os estudantes a estabelecer e sistematizar as relações entre letras ou grupos de letras e os fonemas com mais eficiência, princípio fundamental na alfabetização.
  10. 10. JOGOS DE CONSTRUÇÃO  auxiliam no desenvolvimento de múltiplas habilidades como as noções de equilíbrio, de diferenciação de espaços e formas, dentre outras.
  11. 11. CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS (BRANDÃO, 2009 apud SILVA; LIMA, 2012) JOGOS DE REGRAS  o objetivo é atender às regras que foram compartilhadas, embora as mesmas, muitas vezes, estejam vinculadas a um mundo construído no imaginário dos jogadores. Contribui, consideravelmente, para desenvolver, nos jogadores (indivíduos e grupos), não só atitudes sociais, morais e éticas, mas também o princípio de colaboração e solidariedade, sobretudo, nos jogos em equipe.
  12. 12. JOGOS DE ENREDO  O foco são as representações de situações, narrativas e a vivência de histórias, muitas vezes, fundamentadas em recortes da vida cotidiana, ou mesmo em contos, mitos e lendas. A importância desse tipo de jogo está no seu funcionamento com instrumento de desvelamento do mundo, visando ao enfrentamento da realidade, na medida em que amplia “as possibilidades de ação e compreensão do mundo”. “Os jogos de enredo, portanto, fazem com que as crianças experimentem a vida em sociedade e exerçam papéis sociais diversos, de modo que as regras sociais são o alicerce da brincadeira” (BRANDÃO, 2009 apud SILVA, LIMA 2012, p.19).
  13. 13. Para Leal, Albuquerque e Leite (2005 apud SILVA; LIMA, 2012, p. 19),” os jogos podem auxiliar em diferentes etapas do processo de alfabetização. Destacamos, dentre estas etapas, a descoberta das propriedades do sistema de escrita, na reflexão fonológica ou na apropriação do SEA. Nesse sentido, tais autoras reforçam que “lançar mão da bagagem cultural desses alunos e da disposição que eles têm para brincar com as palavras é uma estratégia que não se pode perder de vista, se quisermos um ensino desafiador lúdico e construtivo” (LEAL, ALBUQUERQUE;LEITE, 2005, apud SILVA; LEITE, 2012, p.19).
  14. 14. “Nos momentos de jogo, as crianças mobilizam saberes acerca da lógica de funcionamento da escrita, consolidando aprendizagens já realizadas ou se apropriando de novos conhecimentos nessa área. Brincando, elas podem compreender os princípios de funcionamento do sistema alfabético e podem socializar seus saberes com os colegas. No entanto, é preciso estar atento que nem tudo se aprende e se consolida durante a brincadeira” (SILVA; LIMA, 2012, p. 21).
  15. 15. JJ OO GG OO SS Introduzir Aprofundar Consolidar Avaliar SS II SS TT EE MM AA TT II ZZ AA ÇÇ ÃÃ OO BB RR II NN CC AA DD EE II RR AA SS
  16. 16. Através dos jogos o professor poderá compreender também se o aluno compreende os textos lidos pela professora e consegue apreender o sentido global, se lê textos curtos com autonomia, se demonstra interesse em ler, entre outras habilidades.
  17. 17. “OS JOGOS NÃO SÃO APENAS UMA FORMA DE DESAFOGO OU ENTRETENIMENTO, PARA GASTAR A ENERGIA DAS CRIANÇAS, MAS MEIOS QUE ENRIQUECEM O DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL”
  18. 18. No jogo as crianças têm oportunidade de incrementar suas capacidades de memorização, enumeração, socialização, articulação, entre outras.
  19. 19. “[...] a experiência do brincar ‘não é simplesmente reproduzida, e sim recriada a partir do que a criança traz de novo, com o seu poder de imaginar, criar, reinventar e produzir cultura’ (BORBA, 2012, p.36). Além disso, “o brincar envolve, portanto, complexos processos de articulação entre o já dado e o novo, entre a experiência, a memória e a imaginação, entre a realidade e a fantasia”. (BORBA, 2012, p.38).
  20. 20. “O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos” (VYGOTSKY, 1987, p.37)
  21. 21. O lúdico vai além do jogar ou brincar, mas poderia ser entendido como aquilo que é feito de forma espontânea ou livre e, sobretudo, que resulta numa experiência de plenitude, alegre e agradável (LUCKESI, 2000 apud SILVA; LIMA, 2012, p. 11).
  22. 22. Diferentes correntes teóricas (construtivistas, sociointeracionistas) apontam a importância do lúdico para a aprendizagem das crianças. É possível afirmar que, desde o nascimento, as crianças, de alguma forma, brincam. Mas como aproveitar esta aptidão nata das crianças para potencializar a alfabetização no universo escolar?
  23. 23. Nesse universo, as crianças devem assumir um papel ativo no contato direto com os objetos com os quais brinca, definindo e cumprindo regras, almejando alcançar objetivos pré-estabelecidos. Ao educador cabe um papel de mediador, que, ao mesmo tempo em que acompanha o envolvimento da criança, do grupo, no brincar, pode problematizar a brincadeira, propor elementos ainda não despertados pelos brincantes. Mas que tipo de brincadeiras poderia estimular o processo de alfabetização?
  24. 24. “É preciso compreender que nenhuma das brincadeiras propostas traz conhecimentos prontos e, portanto, não pode ser utilizada como única estratégia para alfabetizar. O seu uso deve ser combinado com outras estratégias didáticas e, em todas as situações, o educador tem o papel de avaliar a sua eficácia, a partir do objetivo proposto” (SILVA; LIMA, 2012, p. 14)
  25. 25. Ensinar o SEA, leitura e produção de textos, de modo integrado às aprendizagens relativas a todos os componentes curriculares.
  26. 26. Direitos de aprendizagem em Matemática O ensino da Matemática é previsto na Lei 9.394/96, e no artigo 32, é proposto que é necessário garantir “o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo” (BRASIL, 1996).
  27. 27. Direitos gerais de aprendizagem: Síntese Ano 1 Ano 2 Ano 3 NÚMEROS E OPERAÇÕES - Identificar os números em diferentes contextos e funções; - utilizar diferentes estratégias para quantificar, comparar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção, nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade. -Elaborar e resolver problemas de estruturas aditivas e multiplicativas utilizando estratégias próprias como desenhos, decomposições numéricas e palavras. I A A
  28. 28. Direitos gerais de aprendizagem: Síntese Ano 1 Ano 2 Ano 3 GEOMETRIA - Explicitar e/ou representar informalmente a posição de pessoas e objetos, dimensionar espaços, utilizando vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerarem necessário essa ação, por meio de desenhos, croquis, plantas baixas, mapas e maquetes, desenvolvendo noções de tamanho, de lateralidade, de localização, de direcionamento, de sentido e de vistas. -Descrever, comparar e classificar verbalmente figuras planas ou espaciais por características comuns, mesmo que apresentadas em diferentes disposições (por translação, rotação ou reflexão), descrevendo a transformação com suas próprias palavras. I A A
  29. 29. Direitos gerais de aprendizagem: Síntese Ano 1 Ano 2 Ano 3 GRANDEZAS E MEDIDAS - Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida adequado com compreensão do processo de medição e das características do instrumento escolhido. - Fazer estimativas; - Reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil. I A A
  30. 30. Direitos gerais de aprendizagem: Síntese Ano 1 Ano 2 Ano 3 TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO - Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes configurações (anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as na compreensão de fenômenos sociais e na comunicação, agindo de forma efetiva na realidade. - Formular questões, coletar, organizar, classificar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados. I A A
  31. 31. O ENSINO DE HISTÓRIA (S) E DA MATEMÁTICA: em ritmo dos jogos e das brincadeiras Maria Thereza Didie Rosinalda Teles
  32. 32. Nesse mundo contemporâneo, onde tudo parece ser cada vez mais provisório, quais os sentidos de ensinar História?
  33. 33. Durante muito tempo o significado mais comum da disciplina História estava associado ao estudo de datas, fatos e pessoas ligadas a acontecimentos de um passado remoto. Atualmente alguns historiadores compreendem que existem várias maneiras de narrar e ensinar história, considerando as narrativas como caminhos importantes de elaborar as nossas maneiras de estar no mundo.
  34. 34. Nessa perspectiva, o cotidiano e as pessoas comuns começam a ser vistos como partes da História e tudo o que as pessoas produzem no seu dia a dia pode ser tomado como possibilidade para se pensar a História.
  35. 35. PAPEL DOCENTE NO TRABALHO NO TRABALHO COM A LUDICIDADE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA E MEDIAÇÃOINTERVENÇÃO PEDAGÓGICA E MEDIAÇÃO Ação consciente sobre uma situação Agir sobre determinada situação, após diagnosticá-la, analisá-la, planejar uma forma de ação, desenvolvê-la e avaliar os seus resultados.
  36. 36. PROFESSORPROFESSOR
  37. 37. - Seleção de recursos didáticos, em consonância com seus objetivos ao alfabetizar; - Avaliação das possibilidades de eficácia; -Planejamento sistemático de ações para o melhor aprendizado das crianças. -Ação mediada -Avaliação dos resultados INTERVENÇÃO PEDAGÓGICAINTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
  38. 38. Mrech (2003, p. 128) citado por Brandão (2009, p.14) nos traz um argumento interessante ao afirmar que: “brinquedos, jogos e materiais pedagógicos não sãonão são objetos que trazem em seu bojo um saber pronto e acabado. Ao contrário, eles são objetos que trazem um saber em potencial. Este saber potencial pode ou não ser ativado pelo aluno”. II NN TT EE RR VV EE NN ÇÇ ÃÃ OO PP EE DD AA GG ÓÓ GG II CC AA
  39. 39. Kishimoto (2003 apud LIMA; SILVA, 2012, p. 31) destaca que: “a utilização dos jogos potencializa a exploração e construção do conhecimento, por contar com a motivação interna, típica do lúdico, mas o trabalho requer a oferta de estímulos externos e a influência de parceiros bem como a sistematização de conceitos em outras situações que não jogos”. II NN TT EE RR VV EE NN ÇÇ ÃÃ OO PP EE DD AA GG ÓÓ GG II CC AA
  40. 40. A mediação docentemediação docente nas atividades com os jogos Sob o entendimento de que os jogos são recursos que, por si só, não trazem um saber acabado, é preciso considerar que os conhecimentos mobilizados pelos jogos podem ou não serem ativados pelas crianças. Compreendendo que a criança é um ser ativo e que a aprendizagem da leitura e da escrita são processos que envolvem processos mentais, ressaltamos que, nas situações em que as crianças estão jogando, o professor assume um papel preponderante não só por intermediar as trocas entre as crianças, mas, principalmente, por potencializar os conflitos. Trata-se de relacionar a qualidade de aprendizagem com a qualidade de mediação docente.
  41. 41. O professor: -favorecerá a relação entre o estudante e o objeto de aprendizagem, criando oportunidades e metodologias favoráveis para que o aprendizado ocorra. -dinamiza o grupo pela sua atitude de escuta, atenção e entusiasmo diante do sucesso da criança e encorajamento diante da derrota e ajuda na construção da noção de regra. -desempenha um papel central no planejamento das situações, e no acompanhamento dos estudantes durante as atividades.
  42. 42. - Explorar os jogos no momento oportuno, considerando os aspectos que podem ser contemplados para que as crianças desenvolvam o raciocínio e construam O conhecimento de forma descontraída. -É sua função prever o quanto de aprendizagem determinado jogo pode promover para determinado estudante. -Entrega, dedicação e positividade são as três qualidades que não podem faltar no professor que busca no educando um sujeito ativo, Interativo e inventivo, sem esquecer de propiciar-lhe liberdade de ação.
  43. 43. -O professor, mediador e motivador da aprendizagem, precisa ficar atento às possibilidades e limitações no processo de apropriação do conhecimento pela criança. (ANTUNES, 1999). “O professor desempenha papéis fundamentais, mediando as situações e criando outras situações extra-jogo para sistematização dos conhecimentos”. (LEAL et al 2005 apud LIMA; SILVA, 2012, p. 35)
  44. 44. Ao brincar com as palavras, as crianças terão a oportunidade de compreender a lógica do SEA. Nesta perspectiva, os jogos se configuram como um recurso em potencial para as crianças e uma alternativa didática para o professor. No entanto, ressaltamos que outras atividades para o ensino de língua materna nos anos iniciais precisam estar presentes na organização da rotina escola: “os jogos não podem ser utilizados como únicos recursos didáticos no processo inicial da aprendizagem da leitura e escrita, pois eles, por si sós, não garantem a apropriação dos conhecimentos visados”. tal como destacam (SILVA; MORAIS, 2011 apud LIMA; SILVA, 2012, p. 37).
  45. 45. LUDICIDADELUDICIDADE O DNA DA APRENDIZAGEM
  46. 46. LUDICIDADE O DNA DA APRENDIZAGEM
  47. 47. O DNA DA APRENDIZAGEM LUDICIDADELUDICIDADE

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