Apresentação em ppt de Esther

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Apresentação em ppt de Esther

  1. 1. Educação e Museus Maria Esther Valente Coordenação de Educação em Ciências MAST COLLOQUIA [email_address] Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST
  2. 2. Natureza da Educação ■ A educação é um fenômeno próprio dos seres humanos. Nesse sentido compreender a natureza da educação é compreender a natureza do ser humano. ■ O termo educação , de modo geral, é entendido como transmissão e aprendizado de técnicas culturais (uso, produção, comportamento, conduta) que correspondem a cultura. Por meio destas técnicas os seres humanos são capazes de satisfazer suas necessidades, se proteger das diversidades (físicas, biológicas e ambientais) e de trabalhar em conjunto de forma mais ou menos ordenada ■ É um conceito indispensável uma vez que é um fenômeno que ocorre em toda a sociedade humana (primitiva, civilizada etc.), cuja sobrevivência depende da transmissão de sua cultura de geração para geração.
  3. 3. Natureza da Educação ■ A cada necessidade (sobrevivência e superação) a sociedade se aparelha para enfrentar situações, novas ou em mudança, tornando flexível e corrigível as técnicas de que dispõem. É confiada à educação a tarefa não só de transmitir , mas também de corrigir e aperfeiçoar . ■ Cada sociedade terá uma orientação da forma de Educação. Mais voltada para a transmissão que corresponde a uma imutabilidade . Ou mais voltada para o aperfeiçoamento que corresponde à transformação . Transmissão de técnicas e valores • Formação dos indivíduos - capacitar para transformar . ■ A escolha é realizada na tensão da permanência e da mudança. As escolhas levam à produção de diferentes saberes, materiais e não materiais, desenvolvidos a partir da antecipação nos indivíduos (por meio de representações mentais) de idéias – objetivos de ação.
  4. 4. Natureza da Educação ■ O objetivo da educação diz respeito de um lado à identificação dos elementos culturais pré-existentes, que serão escolhidos, para serem assimilados pelos indivíduos da espécie humana e de outro lado e concomitantemente, a descoberta das formas mais adequadas para que os indivíduos atinjam o objetivo determinado. Nesse processo inscreve-se a educação que tem como tarefas ensinar e produzir conhecimento para aperfeiçoar no campo das idéias, conceitos, valores, símbolos, hábitos, atitudes, habilidades, etc. Neste sentido educação e cultura estão sempre juntos. O que se transmite na educação é sempre algo que precede o indivíduo, em um processo perpétuo de seleção e decantação.
  5. 5. Institucionalização da Educação ■ A escola é a instituição privilegiada onde se encontra a educação em sua forma institucionalizada. Existe para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitem o acesso ao saber elaborado, por meio de métodos pedagógicos. As atividades educativas se organizam a partir daí. ■ Outras instituições também apresentam essa natureza educativa institucionalizada, são instituições com propriedades para a realização do processo educativo/pedagógico. ■ Considerando os museus como espaços de educação. Programas e projetos educacionais são gerados com base em modelos sociais e culturais. Seleções de parte da cultura são realizadas, com o intuito de torná-las acessíveis ao visitante, para tal processos de recontextualização da cultura se processam permitindo a socialização dos saberes acumulados (Martha Marandino)
  6. 6. A função educativa vem sendo realizada por meio de múltiplos e heterogêneos canais. O Universo Educativo pode ser dividido em três tipos: Educação Informal (difusa, espontânea): composta por um imenso conjunto de possibilidades educativas que se apresentam no curso da vida cotidiana, constituindo um processo permanente e não organizado Educação Não Formal : setor educativo heterogêneo, múltiplo e diverso Educação Formal : Escola Universo Educativo
  7. 7. Educação Formal e Não Formal Possuem uma estrutura e uma organização, mas estritamente distintas * evita formalidades e hierarquias * descontextualizarão da aprendizagem (os conteúdos são ensinados e aprendidos fora de seu âmbito natural de produção e aplicação) * não possui currículos pré-estabelecidos * caracteriza-se por uma liberdade de escolha de acordo com os interesses pessoais * flexibilidade na adaptação dos conteúdos de aprendizagem a cada grupo concreto * seleção e ordenação de conteúdos que se relacionam por meio de planos de estudo, currículo... (seqüência) * separação institucional de relações assimétricas e complementares (aluno-professor) * não fixação de tempos * se baseia numa atitude voluntária * estabelecimento de tempos pré-fixados de ação (horários, calendário letivo...) * se dá fora do âmbito da escola * definição de um espaço próprio- a escola como lugar físico * sistemas individualizados ou coletivos * a distância ou in loco * forma coletiva e presencia l de ensino e aprendizagem Não Formal Formal
  8. 8. Educação Não Formal -> muitas vezes complementa as lacunas deixadas pela educação escolar, embora não tenha esse objetivo -> a transmissão de conhecimentos acontece de forma não obrigatória (não há testes, provas, avaliações...) -> viabiliza o contato e a mistura de diferentes idades e gerações Conjunto de processos, meios e instituições específicas e diferentemente desenvolvidas, que possuem objetivos explícitos de formação ou de instrução; não se caracterizam, por sua vez, pela hierarquização e seqüencialidades próprias do sistema educativo regrado.
  9. 9. O MUSEU ■ “ Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, pesquisa, divulga e expõe, para fins de estudo, educação e lazer testemunhos materiais e imateriais dos povos e seu meio ambiente”. (ICOM, 2004) ■   O museu tem três funções: preservar, pesquisar e comunicar. O museu tem três objetivos: estudo, educação e deleite (lazer) (François Marisse 2005) ■ “ Os museus fazem sua contribuição única para o público coletando, preservando e interpretando as coisas do mundo. (...) Suas missões incluem coleta e preservação, assim como exposição e educação com materiais não só próprios como também emprestados e fabricados com esse fim. (...) Suas coleções e/ou os objetos emprestados ou fabricados são as bases para pesquisa, exposições, e programas que convidam à participação pública . ” Associação Americana de Museus – AAM. http:// www.aam-us.org
  10. 10. O movimento de aproximação Museu e público educação como mediação ■ 1970 o grande movimento de reestruturação do museu e sua renovação, novos olhares sobre a instituição, vão se processar não só sobre a relação com o público, mas também sobre uma maior reflexão em torno das disciplinas ligadas à museológia. ■ Democratização da sociedade e maior acesso do público aos museus. Ampliação de seu campo de ação e multiplicidade de propostas de atuação. A educação como dimensão destacada no processo de aproximação com o púbico geral e, especialmente o jovem estudante. Foco no aspecto social, abordando os interesses da sociedade passando a ser parceiro nas questões de diferentes âmbitos: social, econômico e político. Os museus de ciência e tecnologia respondem a essa demanda.
  11. 11. Educação em museu “ A educação em museu tem por finalidade auxiliar o visitante a tornar-se competente , ou seja, capaz de se apropriar do museu . Essa concepção do papel educativo do museu aparece intimamente ligada ao conceito de autonomia na aprendizagem , definida pela atitude do sujeito em determinar seus objetivos, a escolher os meios para atingi-los e a avaliar seu empreendimento. Ensinar um visitante a se tornar competente consiste essencialmente em ensiná-lo a aprender no museu .” Allard e Boucher, 1998 (Grifo nosso) Adriana Mortara, 2009
  12. 12. Allard e Boucher, 1999 E Adriana Mortara, 2009 <ul><li>Objetivos da Educação em Museus </li></ul><ul><li>SABER FAZER </li></ul><ul><li>Desenvolvimento das seguintes habilidades: </li></ul><ul><ul><ul><li>observar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>discriminar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>identificar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>descrever </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>classificar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>sintetizar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>comunicar </li></ul></ul></ul>
  13. 13. <ul><li>Objetivos Educação em Museus </li></ul><ul><li>SABER FAZER </li></ul><ul><li>Desenvolvimento das seguinte habilidades: </li></ul><ul><ul><ul><li>formular questões </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>antecipar respostas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>justificar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>decidir por uma resposta ou por uma solução </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>questionar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>classificar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>comparar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>estabelecer relações </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>localizar a informação </li></ul></ul></ul>Allard e Boucher, 1999 e Adriana Mortara, 2009
  14. 14. Considerações <ul><li>Valorização do Museu como espaço de veiculação, produção e divulgação de conhecimento, onde a convivência social aponta para outras referências para desvendar o mundo. (Margaret Lopes) </li></ul><ul><li>O importante é saber ler a exposição, principal veículo de contato do público geral com o conhecimento veiculado pelo museu. Saber perceber como símbolos e arranjos museológicos são apresentados. Compreender assim as mensagens para empreender uma leitura crítica. </li></ul><ul><li>A observação é um exercício de percepção e para que seja efetivo deve ser preparado, sob pena da visita ao museu ser comprometida com a incompreensão da proposta da visita. </li></ul><ul><li>A preparação possibilita a consciência informada, levando do museu indagações e a vontade de buscar outras referencias. E, construir novos significados a partir das mensagens expositivas. </li></ul><ul><li>Todas categorias de museus podem ser explorados pelas diferentes disciplinas do saber, por que toda construção do conhecimento está implicado em uma cultura e é historicamente construído. </li></ul>
  15. 15. Considerações <ul><li>“ Consideramos a memória não como algo imutável e repetitivo mas como possibilidade de reflexão sobre o passado por meio de sua representação no momento presente. A constituição da memória está intimamente relacionada com as transformações que o presente lhe confere na reelaboração do passado” (Vasconcelos e Almeida, 2001,p.107 </li></ul><ul><li>“ Nessa perspectiva, o conhecimento da história de grupos sociais ou de sociedades distintas definiu uma memória que foi utilizada para rememorar ou glorificar o passado de grupos dominantes, fazendo se esquecer da dimensão crítica de sua construção e do uso desse passado nos dias de hoje.” (Vasconcelos e Almeida, 2001,p.107 </li></ul><ul><li>Nesse sentido a memória deve ser entendida como objeto de conhecimento, e no museu de história, sua principal função seja a de contribuir para o entendimento de sua construção e de sua representação no momento atual, construindo novos significados. Trata-se de trabalhar mais com memórias. </li></ul>
  16. 16. Anonyme Le cabinet de Ferrante Imperato à Naples 1672, gravure, Bibliothèque Estense, Modène.
  17. 17. Primeira Exposição de História da Ciência Museu de História da Ciência (Florença-1929)
  18. 18. Museu do Universo (Rio de Janeiro – 2005) Museu do Universo (Rio de Janeiro – 2005)
  19. 19. Exposição Universal Londres - 1851 Fonte: La revue 33 Exposição Universal Londres - 1851
  20. 20. Science Museum Londres – 1980’s Fonte: La revue 33
  21. 21. Musée des Arts et Metiers Paris - 1870 Fonte: La revue 38
  22. 22. Musée des Arts et Metiers Paris - 2000 Fonte: La revue 29
  23. 23. <ul><li>Laboratório Lavoisier, final século XVIII. </li></ul><ul><li>Musée des Arts et Métiers (1993). </li></ul><ul><li>Máquina de tecer (indústria têxtil) de 1746. </li></ul><ul><li>Musée des Arts et Métiers (2000). </li></ul>
  24. 24. Musée des Arts et Metiers Paris - 2000 Fonte: La revue 29
  25. 26. O equilíbrio entre instituição e público ■ “ Esta batalha que a educação teve que travar, no passado, para ganhar entrada no museu não foi fácil. (…) A oposição consistente ao avanço do uso das coleções foi formada de um bloco de homens conservadores que pode ser dividido em três SEÇÕES. A primeira e a maior é a dos curadores. Desde o início eles têm sido os guardiões e agentes de compras para museus (...) tornou-se assim sua responsabilidade organizar os objetos sob sua guarda para que os alunos de escolas, estudantes e ocasionalmente o público em geral pudesse vê-los e estudá-los por iniciativa própria (...). Obviamente, esta última é essencialmente uma característica educacional do trabalho do museu, mas, em vez de estar sob o controle dos educadores, transformou-se na função do curador. Uma vez que uma exposição tenha sido organizada sem consultar a equipe da área de educação, o curador diz, ‘Aqui está. Agora você explica ao público'. A segunda do grupo de conservadores foram os diretores. Por causa da tradição estiveram muito mais interessados na construção de coleções e no prestígio dos pesquisadores das instituições do que torná-las úteis. (...) a maioria dos diretores recua a qualquer forma de popularização com medo de que se possa rebaixar os padrões. (…). Finalmente, o terceiro grupo deste corpo leal da oposição consiste nos administradores.” ( Theodore Low, 1942)
  26. 27. Museum Education Centre for Informal Learning and Schools (US) http://www.exploratorium.edu/cils/index.html Group for Education in Museums (UK) http://www.gem.org.uk/ Inspiring learning for all (UK) http://www.inspiringlearningforall.gov.uk/default.aspx?flash=true Museum Education Monitor (US) http://www.mccastle.com/publications.asp Museum Education Roundtable (US) http://www.mer-online.org/ Museum Learning Collaborative (US) http://www.museumlearning.com/ Museum Audience Research Australian Museum Audience Research Centre (AUS) http://www.amonline.net.au/amarc Evaluation and Visitor Research Special Interest Group (AUS) http://amol.org.au/evrsig/index.html Smithsonian Office of Policy and Analysis (US) http://www.si.edu/opanda/ Visitor Research and Evaluation at the Exploratorium (US) http://www.exploratorium.org/partner/evaluation.html Visitor Studies Association (US) http://www.visitorstudies.org/

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