Apostila6 eeci

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Apostila6 eeci

  1. 1. 6º E.E.C.I. Patrono: J. SansonTema: A Lei de Causa e Efeito C.I. 1ª Parte Cap. VIII CELD 28/11/2010
  2. 2. A Lei de Causa e Efeito ÍNDICE1 A CARNE É FRACA 22 COMO É A PREPARAÇÃO DA ENCARNAÇÃO 53 A LEI É PUNITIVA? 74 A REENCARNAÇÃO: CASTIGO OU OPORTUNIDADE? 95 ESTUDO DE CASOS 105.1 MARCEL – O MENINO DO Nº 4 105.2 UM SÁBIO AMBICIOSO 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14 1
  3. 3. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Inferno1 - A CARNE É FRACA. Todos nós já ouvimos, ao menos uma vez nesta vida, alguém pronunciar a frase―a carne é fraca‖, para justificar algum deslize. Se buscarmos atentamente em nossaslembranças, é muito provável que nós mesmos a tenhamos pronunciado. Mas será que ausamos com o mesmo significado histórico religioso? É possível que esta frase, quetinha o objetivo de ‗alertar‘, agora seja usada para ‗justificar‘. Pois, então, vejamos ocontexto ao qual ela está associada. No Evangelho de Mateus, capítulo 26, versículos 36 a 45, vemos o seguinterelato do que acontece momentos antes de Judas trair Jesus com o beijo: ―Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aosdiscípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E levando consigo Pedro e os doisfilhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo.E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai,se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tuqueres. Voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Assim nemuma hora pudestes vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; oespírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não podepassar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavamcarregados. Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmaspalavras. Então voltou para os discípulos e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Eis queé chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.‖ No Evangelho de Marcos encontramos estes mesmos momentos descritos nosversículos 32 a 41 do capítulo 14, como se segue: ―Então chegaram a um lugar chamado Getsêmani, e disse Jesus a seusdiscípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. E levou consigo a Pedro, a Tiago e a João,e começou a ter pavor e a angustiar-se; e disse-lhes: A minha alma está triste até amorte; ficai aqui e vigiai. E adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se fossepossível, passasse dele aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mimeste cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres. Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? Não pudestevigiar uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade,está pronto, mas a carne é fraca. Retirou-se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras. E voltando outra vez,achou-os dormindo, porque seus olhos estavam carregados; e não sabiam o que lheresponder. Ao voltar pela terceira vez, disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem está sendo entregue nasmãos dos pecadores.‖ Como podemos ver nestas passagens dos Evangelhos, Jesus reconhece aslimitações do corpo, do ponto de vista físico, mais especificamente, a necessidade de 2
  4. 4. A Lei de Causa e Efeitorepouso, e alerta que podemos superar estas limitações físicas com nossos atributos deespírito. Já o sentido que damos a esta frase, atribuindo nossos deslizes morais a umanecessidade irresistível do corpo físico, é o oposto do ensinamento de Jesus, poisresponsabiliza a carne pela fraqueza do espírito. Se fizermos uma avaliação isenta dassituações que vivenciamos, poderemos constatar que, se falhamos, não foi ‗por causa‘de nossas potencialidades, mas, pelo uso que fizemos delas.“JUSTIFICAR SEUS ERROS PELA FRAQUEZA DA CARNE É APENAS UMSUBTERFÚGIO PARA ESCAPAR À RESPONSABILIDADE.” Kardec, O Céu e o Inferno, cap. VIII A ciência do século XIX procurou associar determinados desvioscomportamentais aos caracteres do corpo físico, em um ramo chamado Frenologia. Seucriador, o médico alemão Franz Joseph Gall (1758-1828), achava possível determinar ocaráter, as características da personalidade e o grau de criminalidade de um indivíduopelo formato de sua cabeça. O médico e cientista italiano César Lombroso (1835/1909)desenvolveu esta ideia e criou a figura do criminoso nato, pois defendia que o crime eraum fenômeno decorrente do determinismo biológico. Destas idéias equivocadas desenvolveu-se a Antropologia Criminal, mudando ofoco do Direito Penal, que passou a adotar medidas preventivas, como o policiamentoostensivo e medidas sociais. César Lombroso, no período em que defendeu estas ideias, escreveu artigosridicularizando o Espiritismo. No entanto, em 15/07/1891, publicou carta, declarandosua rendição aos fatos espirituais. ―Estou muito envergonhado e desgostoso por havercombatido com tanta persistência a possibilidade dos fatos chamados espiríticos‖, disseele. Esta ‗rendição aos fatos‘ aconteceu após incansáveis pesquisas com a médiumEusápia Paladino, através das quais pôde atestar a veracidade de tais fenômenos,testemunhados e verificados por outros renomados cientistas.“A CARNE SÓ É FRACA PORQUE O ESPÍRITO É FRACO, O QUE REVERTEA QUESTÃO, E DEIXA AO ESPÍRITO A RESPONSABILIDADE DE TODOSOS SEUS ATOS.” Kardec, O Céu e o Inferno, cap. VIII O entendimento da relação entre o corpo e o espírito tem importânciafundamental na compreensão da Lei de Causa e Efeito, dando o real sentido àsvicissitudes da vida, permitindo-nos o aproveitamento efetivo das oportunidades, poratribuir o verdadeiro valor ao ‗TER‘, ao ‗SER‘ e discernir entre o que é efêmero e o queé eterno. As diversas religiões têm concepções diferentes acerca da origem e destino docorpo físico e do espírito. Basicamente as religiões ocidentais tradicionais fixam-senuma única vida, sendo o espírito criado para um corpo determinado, cumprindo o seudestino juntos, seja no Céu, Inferno, Purgatório, ‗no sono dos justos até o Dia do Juízo‘.Ou, então, o ‗deixando de existir‘ do materialismo. A concepção da Doutrina Espírita desenvolve e atualiza a visão de Paulo nocapítulo 15 da Primeira Epístola aos Coríntios: 3
  5. 5. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Inferno “Mas, dirá alguém, como é que os mortos vão ressuscitar? Com que corpovirão? Louco! O que semeias não reviverá, se não morrer antes. E o que semeias não éo corpo a se formar, mas grão nu, de trigo, por exemplo, ou de qualquer planta. E Deuslhe dá um corpo que bem entende, e a cada semente, o seu corpo apropriado. Toda acarne não é a mesma carne, mas uma é a carne dos homens, outra a carne das feras,outra, a carne das aves, outra, a dos peixes. Há corpos celestes e corpos terrestres;mas um é o esplendor dos corpos celestes e outro o dos terrestres. Um é o brilho do sole outro o brilho das estrelas. E uma estrela brilha diferente de outra estrela. Assimtambém na ressurreição dos mortos: semeado na podridão, o corpo ressuscitaincorruptível. Semeado na humilhação ele ressuscita glorioso. Semeado frágil,ressuscita forte. E semeando um corpo animal, ressuscita um corpo espiritual. Comohá um corpo animal, há também um corpo espiritual". (grifos nossos) Na Wikipédia temos a seguinte definição para ressurreição: “Significaliteralmente "levantar; erguer‖... No seio do povo hebreu, a palavra correlata designavadiversos fenômenos que eram confundidos na mentalidade da época. O seu significadoliteral é voltar à vida‖... Paulo faz distinção entre os dois corpos que possuímos, um o corpo físico eoutro o corpo espiritual. É com este último que iremos ressuscitar no mundo espiritual,ao qual retornaremos após a morte do primeiro. Ele ainda afirma: "A carne e o sanguenão podem herdar o reino de Deus” (I Coríntios 15, 50). Em O Livro dos Espíritos, São Luís nos traz os seguintes esclarecimentos, sobrereencarnação e ressurreição:1010. O dogma da ressurreição da carne será a consagração do da reencarnaçãoensinada pelos Espíritos? ―Como quereríeis que fosse de outra maneira? Acontece com estas palavras omesmo que com tantas outras, que só parecem despropositadas, aos olhos de certaspessoas, porque as tomam ao pé da letra, e é por isso que elas conduzem àincredulidade; porém, dai-lhes uma interpretação lógica e aqueles a quem chamais delivres pensadores as admitirão sem dificuldade, precisamente porque eles refletem;porque, não vos enganeis, esses livres pensadores só querem é acreditar; têm, como osoutros, mais do que os outros talvez, sede do futuro, mas não podem admitir o que édesmentido pela Ciência. A doutrina da pluralidade das existências é conforme à justiçade Deus; só ela pode explicar o que, sem ela, é inexplicável; como quereríeis que oprincípio não estivesse na própria religião?‖1011. Assim, através do dogma da ressurreição da carne, a Igreja ensina, ela própria, adoutrina da reencarnação? ―Isto é evidente; esta doutrina é, aliás, a consequência de muitas coisas quepassaram despercebidas e que não se tardará a compreender neste sentido; dentro empouco, reconhecer-se-á que o Espiritismo ressalta, a cada passo, do próprio texto dasEscrituras sagradas. Os Espíritos não vêm, portanto, subverter a religião, como alguns opretendem; vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la, através de provas irrecusáveis;mas, como chegou o tempo de não mais se empregar a linguagem figurada, eles seexprimem sem alegoria e dão às coisas um sentido claro e preciso, que não possa estarsujeito a nenhuma falsa interpretação. 4
  6. 6. A Lei de Causa e Efeito Eis por que, daqui a algum tempo, tereis maior número de pessoas sinceramentereligiosas e crentes do que tendes hoje.‖ São Luís Na resposta da questão 207 de O Livro dos Espíritos, temos a relação deprocedência: Os pais transmitem, frequentemente, aos seus filhos uma semelhança física.Transmitem-lhes, também, uma semelhança moral? ―Não, visto que eles possuem almas ou Espíritos diferentes. O corpo procededo corpo, o Espírito, porém, não procede do Espírito. Entre os descendentes dasraças, apenas há consanguinidade.‖ (grifo nosso) A reencarnação também explica as diversas tendências inatas dos indivíduosque, quando viciosas, outros atribuem à ―fraqueza da carne‖; quando virtuosas, sãoatribuídas à ―Graça do Senhor‖. Para a Doutrina Espírita, todas as qualidades quepossuímos são produto do exercício do nosso livre arbítrio, no aprendizado contínuo, aolongo das diversas encarnações. As virtudes são os progressos já alcançados; as másinclinações indicam o que nos falta aprender. ―... uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas; não é a abundância daslágrimas que dá sensibilidade ao espírito, é a sensibilidade do espírito que provoca asecreção abundante das lágrimas.‖ O Céu e o Inferno, cap. VIII219. Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudoprévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como o das línguas, o docálculo, etc.? ―Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do qual ela própria nãotem consciência. De onde queres que venham? O corpo muda, o Espírito, porém, nãomuda, embora troque de vestimenta.‖2 - COMO É A PREPARAÇÃO DA ENCARNAÇÃO. Todo corpo físico é perfeito. Se devemos avaliar a árvore por seus frutos,podemos afirmar que a perfeição de nosso corpo físico consiste em ter tudo o de quenecessitamos para o aprendizado terreno. Lembremos a resposta dada pelos Espíritos aKardec, na questão 922 de O Livro dos Espíritos, sobre ―a soma de felicidade comum atodos os homens‖. Eles nos dizem que, ―com relação à vida material, é a posse donecessário‖. Portanto esta ‗felicidade‘ começa na posse de um corpo físico feito ‗sobmedida‘ para nós e, quando estamos aptos, com a nossa efetiva participação. Mesmoquando não estamos ‗aptos‘, somos nós que imprimimos, no nosso ‗molde‘, o roteiro aser seguido, pois uma das funções do perispírito é ser o modelo organizador biológico.262. Como pode o Espírito, que, em sua origem, é simples, ignorante e carecido deexperiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável poressa escolha? ―Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, comofazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe 5
  7. 7. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Infernoacontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bonsEspíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem.‖a) - Quando o Espírito goza do livre-arbítrio, a escolha da existência corporaldependerá sempre exclusivamente de sua vontade, ou essa existência lhe pode serimposta, como expiação, pela vontade de Deus? ―Deus sabe esperar, não apressa a expiação. Todavia, pode impor certaexistência a um Espírito, quando este, pela sua inferioridade ou má-vontade, não semostra apto a compreender o que lhe seria mais útil, e quando vê que tal existênciaservirá para a purificação e o progresso do Espírito, ao mesmo tempo que lhe sirva deexpiação.‖ No dia a dia, quando vemos um ‗casamento perfeito‘, dizemos: foram feitos umpara o outro. Neste casamento corpo-espírito, a afirmação só é válida no sentido de queo corpo é feito para o Espírito, já que este precede e subsiste ao corpo.344. Em que momento a alma se une ao corpo? ―A união começa na concepção, mas só é completa no momento do nascimento.Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar tal corpo a estese liga por um laço fluídico, que vai se apertando cada vez mais, até o instante em quea criança vem à luz. O grito que, então, a criança solta, anuncia que ela faz parte donúmero dos vivos e servidores de Deus.‖ (grifo nosso)345. A união entre o Espírito e o corpo é definitiva, desde o momento da concepção?Durante este primeiro período, o Espírito poderia renunciar a habitar o corpodesignado? ―A união é definitiva, no sentido de que um outro Espírito não poderiasubstituir o que está designado para aquele corpo; porém, como os laços que a ele oprendem são muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se pela vontade doEspírito, que recua diante da prova que escolheu; neste caso, porém, a criança nãosobrevive.‖ (grifo nosso) No capítulo 13 do livro Missionários da Luz, André Luiz faz o relato doprocesso reencarnatório de Segismundo. Ele dá detalhes tanto do ponto de vista físico,quanto do ponto de vista espiritual. (...) ―Já observei o gráfico referente ao organismo físico que o nosso amigoreceberá de futuro, verificando, de perto, as imagens da moléstia do coração que elesofrerá na idade madura, como consequência da falta cometida no passado.‖ (...) ―Com exceção do tubo arterial, na parte a dilatar-se para o mecanismo docoração, tudo irá muito bem. Todos os genes poderão ser localizados com normalidadeabsoluta.‖ (...) ―Os membros e os órgãos serão excelentes. E se o nosso amigo soubervalorizar as oportunidades do futuro, possivelmente conquistará o equilíbrio do aparelhocirculatório, mantendo-se em serviço de iluminação por abençoado tempo de trabalhoterrestre. Depende dele o êxito preciso.‖ Já no livro de Adelino Silveira intitulado Chico, de Francisco, há o seguintediálogo entre uma mãe e Chico Xavier, com o amparo de Emmanuel: 6
  8. 8. A Lei de Causa e Efeito ―Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora estácom uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vidadele. Há uma resposta pra mim no Espiritismo?‖ Foi com a intervenção de Emmanuel que a resposta veio. _ Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-senas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas aspossibilidades de se matar novamente. Mas, agora que está aproximadamente com cincoanos, procura um rio, um precipício para se atirar. Avise nossa irmã que os médicos amigos estão com a razão. As duas pernas delevão ser amputadas, em seu próprio benefício, para que ele fique mais algum tempo naTerra, a fim de que diminua a ideia de suicídio.‖ Com o esclarecimento de Emmanuel conseguimos perceber a perfeição no queparecia disforme.3 - A LEI É PUNITIVA? A ciência atual, através da genética, tem feito grandes descobertas, respondidomuitas perguntas e formulado muitas outras. Com o projeto de mapeamento do genomahumano, esperava-se chegar a respostas sobre a possível cura de algumas doenças, nasquais se acreditava ser a presença de determinado gene ou falha genética o fatordeterminante para o desenvolvimento de doenças ou síndromes; entretanto o resultadodas pesquisas mostrou que a presença desses genes, ou alguma falha neles, não implicanecessariamente que elas aparecerão. Indicam um aumento da probabilidade de oindivíduo desenvolver a doença. E, assim, chegou-se a outra pergunta: o que fazdesenvolver o processo em alguns indivíduos e noutros permanecer latente? Vimos anteriormente que trazemos em nosso corpo o reflexo das marcas queimprimimos em nosso molde, as chamadas marcas perispirituais. No entanto, taismarcas não implicam, necessariamente, vicissitudes, pois Deus deixa sempre uma portaaberta ao arrependimento. No momento em que há uma efetiva mudança, umarrependimento sincero, enfim, um retorno ao caminho do bem, não é mais necessáriodesencadear processos que tivessem por objetivo a mudança de rumo, a transformação,pois ela já ocorreu. No exemplo do livro Chico, de Francisco, não houve a mudançadesejada pelo próprio Espírito antes de nascer e os processos necessários à suatransformação foram desencadeados. Estes recursos poderiam estar latentes em seuorganismo ou foram colocados providencialmente em seu caminho como complementoao seu esforço transformador. O que parecia um mal se mostra como remédio. ―A duração do castigo está subordinada à melhora do espírito culpado. Nenhumacondenação, por um tempo determinado, é pronunciada contra ele. O que Deus exigepara colocar um fim aos sofrimentos, é o arrependimento, a expiação e a reparação, emuma palavra, uma melhora séria, efetiva, e um retorno sincero ao bem. O espírito, assim, sempre é o árbitro da sua própria sorte; ele pode prolongarseus sofrimentos pela sua obstinação no mal, abrandá-los ou abreviá-los por seusesforços em fazer o bem.‖ O Céu e o Inferno - Artigo 8º do Código Penal da Vida Futura 7
  9. 9. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Inferno André Luiz esclarece a questão relativa ao que vulgarmente chamamosfatalidade, destino, etc... ―Os orientadores de Segismundo, porém, nas esferas mais altas, guardam oprograma traçado para o bem do reencarnante. Note que me refiro ao bem e não aodestino. Muita gente confunde plano construtivo com fatalismo. O próprio Segismundoe o nosso irmão Herculano estão de posse dos informes a que nos reportamos, porqueninguém penetra num educandário, para estágio mais ou menos longo, sem finalidadeespecífica e sem conhecimento dos estatutos a que deve obedecer.‖ Missionários da Luz, capítulo13 – a Reencarnação Uma objeção que muitos fazem, ao infringir as leis, é que, se conhecessem oslimites, os teriam obedecido. Sobre este argumento citamos algumas passagens de OEvangelho Segundo o Espiritismo e questões de O Livro dos Espíritos, que dizem:621. Onde está escrita a lei da Deus? ―Na consciência.‖ “Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e elemaquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste ainteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas dastuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e omal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações. Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternalprevidência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, semdistinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam.‖ ESE - cap. XXVIII - Oração Dominical - II. Venha o teu reino! (grifo nosso)627. Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensinoque os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa? ―Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porquefalava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se mister agora que averdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leissejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e aindamenos os que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos atodos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capada virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos Espíritos temque ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e paraque todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar oreino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possívelinterpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma leitoda de amor e de caridade.‖ (grifos nossos) ―O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas,desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto departicular: não é circunscrito; todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãosou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhumdos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância;não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentidoalegórico. 8
  10. 10. A Lei de Causa e Efeito Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que asadmira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não setorna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegadoaos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meiostem de conhecer a verdade.‖ ESE cap.XVIII – item 12 Portanto, temos todos os recursos disponíveis para alcançar o nosso progresso ea felicidade. Então, por que ainda não a sentimos? Novamente os Espíritos nos explicamo motivo: ―A lei natural é a lei de Deus; é a única verdadeira para a felicidade dohomem; indica-lhe o que deve fazer ou não fazer e ele só é infeliz, porque dela seafasta.‖ Sendo assim, o efeito produzido pelo nosso distanciamento das Leis é umanecessidade de retorno ao bom caminho. Para tanto, em função das escolhas quefizemos, desprezando os chamados de amor, o único remédio eficaz é a dor. ―No fundo, a dor é apenas uma lei de equilíbrio e educação. Sem dúvida, oserros do passado recaem sobre nós, com todo o peso e determinam as condições denosso destino. Com frequência, o sofrimento é só o contragolpe das violações cometidascontra a ordem eterna; mas, sendo o legado de todos, ela deve ser considerada comouma necessidade de ordem geral, como um agente de desenvolvimento, uma condiçãodo progresso. Todos os seres devem experimentá-la, por sua vez. Sua ação é benfazeja,para quem sabe compreendê-la. Porém, só podem compreendê-la aqueles que sentiramseus efeitos poderosos. É principalmente a estes que dirijo estas páginas; a todos os quesofrem, sofreram, ou merecem sofrer!‖ Léon Denis, O Problema do Ser e do Destino. cap. XXVI4 - A REENCARNAÇÃO: CASTIGO OU OPORTUNIDADE? Lembremos alguns atributos de Deus: Ele é eterno, infinito, imaterial, único,todo-poderoso, soberanamente justo e bom. Fruto de Sua infinita justiça e bondade,temos a Sua infinita misericórdia. Mas por ―misericórdia infinita, é preciso entender queDeus não é implacável, e sempre deixa aberta uma porta para o retorno ao bem.‖ Na questão 222 de O Livro dos Espíritos, que na verdade é uma reflexão sobreexistência única e reencarnação, Kardec faz diversas considerações sobre a pluralidadedas existências e expõe diversas situações que verificamos no cotidiano e as analisa sobos dois aspectos: o da pluralidade e o da unicidade. Dele, destacamos este pequenotrecho: ―Em resumo, reconheçamos, portanto, que só a doutrina da pluralidade dasexistências explica o que, sem ela, é inexplicável; que ela é eminentemente consoladorae conforme à justiça mais rigorosa e que ela é, para o homem, a tábua de salvação queDeus lhe deu, por sua misericórdia.‖ ―Esse quadro tem o mérito de ser verdadeiro, ou melhor, perfeitamenteverossímil; quer dizer que nada se afasta das leis naturais, que sabemos hoje reger asrelações dos seres humanos entre si. Aqui, nada de fantástico nem de maravilhoso; tudoé possível e justificado pelos numerosos exemplos que temos de indivíduos renascendo 9
  11. 11. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Infernono meio onde já viveram, em contato com os mesmos indivíduos, para ter ocasião dereparar os erros, ou cumprir deveres de reconhecimento.‖ Revista Espírita, janeiro 1867 ―Apesar da diversidade dos gêneros e dos graus de sofrimento dos espíritosimperfeitos, o código penal da vida futura pode se resumir nestes três princípios:• O sofrimento está ligado à imperfeição.• Toda imperfeição, e toda falta que é procedente dessa imperfeição, traz consigo seupróprio castigo, por suas consequências naturais e inevitáveis, como a doença é aconsequência dos excessos, o tédio é a consequência da ociosidade, sem que hajanecessidade de uma condenação especial para cada falta e cada indivíduo.• Todo homem, podendo se desfazer das suas imperfeições por efeito da sua vontade,pode se poupar dos males que são consequentes dessas imperfeições, e assegurar suafelicidade futura.‖ “Esta é a lei da justiça divina: a cada um segundo suas obras, no céu comona Terra.”5 - ESTUDO DE CASOS. Os exemplos a seguir estão no capítulo VIII do livro O Céu e o Inferno, partesegunda, destinado às Expiações Terrestres.5.1 - MARCEL – O MENINO DO Nº 4. ―Em um hospício da província estava um menino, de oito a dez anos mais oumenos, em um estado difícil de se descrever; ele era designado apenas como o no 4.Completamente constrangido, fosse pela deformidade natural, fosse em consequência dadoença, suas pernas deformadas tocavam o pescoço; sua magreza era tão grande que apele se rasgava sobre o relevo dos ossos; seu corpo era uma chaga só e seussofrimentos, atrozes. Ele pertencia a uma pobre família israelita, e essa triste situaçãodurava há quatro anos. Sua inteligência era notável para a sua idade; sua meiguice, suapaciência e sua resignação eram edificantes. O médico do setor em que o menino seencontrava, cheio de compaixão por esse pobre ser, de certa forma abandonado porquenão parecia que seus parentes viessem vê-lo muitas vezes, interessou-se por ele, egostava de conversar com o menino, seduzido por sua inteligência precoce. Não só otratava com bondade como, quando suas ocupações lhe permitiam, vinha ler para ele, ese admirava da exatidão do seu julgamento sobre coisas que pareciam acima da suaidade. Um dia, o menino lhe disse: — Doutor, tende a bondade de me dar novamentepílulas, como as últimas que me receitastes. — E por que isso, meu menino? Disse omédico, já te dei as suficientes, e receio que uma quantidade maior te faça mal.— É que sofro de tal forma, respondeu o menino, que embora me esforce para nãogritar, e peça a Deus que me dê forças para não me lamentar, a fim de não incomodar osoutros doentes que estão ao meu lado, muitas vezes tenho muita dificuldade em mecontrolar; essas pílulas me adormecem e, pelo menos durante esse tempo, não perturboninguém. 10
  12. 12. A Lei de Causa e Efeito Essas palavras são suficientes para mostrar quanto era elevada a alma que aquelecorpo disforme encerrava. Onde esse menino havia haurido semelhantes sentimentos?Não podia ser no meio onde fora educado e, além disso, na idade em que ele começou asofrer, ainda não podia compreender nenhum raciocínio, portanto, eles lhe eram inatos;mas então, com tão nobres instintos, por que Deus o condenava a uma vida tãomiserável e tão dolorosa, admitindo-se que Deus tivesse criado essa alma ao mesmotempo que esse corpo, instrumento de tão cruéis sofrimentos? Ou é preciso negar abondade de Deus, ou é preciso admitir uma anterior, isto é, a preexistência da alma e apluralidade das existências. Esse menino morreu, e seus últimos pensamentos forampara Deus, e para o médico caridoso que tivera piedade dele. Algum tempo depois, ele foi evocado na Sociedade de Paris, onde deu, isto em1863, a seguinte comunicação: ―Vós me chamastes; vim fazer com que minha voz se estenda além deste recintopara atingir a todos os corações; que o eco que ela fará vibrar chegue até a sua solidão;ela lhes lembrará que a agonia na Terra prepara as alegrias no céu e que o sofrimentonão é nada mais que a casca amarga de um fruto delicioso que dá a coragem e aresignação. Ela lhes dirá que sobre a cama tosca e pobre onde se alojou a miséria, estãoos enviados de Deus, cuja missão é ensinar à humanidade que não existe dor que não sepossa suportar com a ajuda do Todo-Poderoso e dos bons espíritos. Ela ainda lhes dirápara ouvir as lamentações misturando-se às preces, e compreender a sua harmoniapiedosa, tão diferente dos tons culpados do lamento misturando-se às blasfêmias. Um dos vossos bons espíritos, grande apóstolo do Espiritismo, concordou emceder-me este lugar esta noite; também devo vos dizer, por minha vez, algumas palavrassobre o progresso da vossa Doutrina. Ela deve ajudar, na sua missão, aqueles queencarnam entre vós para aprenderem a sofrer. O Espiritismo será o pilar indicador; elesterão o exemplo e a palavra, e então os lamentos serão transformados em gritos dealegria e em lágrimas de contentamento.P. Parece, de acordo com o que acabais de dizer, que vossos sofrimentos não eram aexpiação de faltas anteriores.R. Eles não eram uma expiação direta, porém, ficai certos de que toda dor tem sua causajusta. Aquele que conhecestes tão miserável foi belo, importante, rico e lisonjeado; eutinha aduladores e cortesãos, fui fútil e orgulhoso. Outrora fui bem culpado, renegueiDeus e fiz o mal ao meu próximo, mas expiei cruelmente; primeiro no mundo dosespíritos e a seguir na Terra. O que sofri durante alguns anos somente, nesta última emuito curta existência, eu padeci durante uma vida inteira até o fim da velhice. Por meuarrependimento, obtive perdão diante do Senhor, que teve a bondade de me confiarvárias missões das quais a última vos é conhecida. Eu a solicitei para terminar minha depuração. Adeus, meus amigos, tornarei a vir algumas vezes entre vós. Minha missão é ade consolar e não a de instruir; mas existem tantos aqui cujos tormentos estão ocultosque eles ficarão contentes com a minha vinda. MarcelInstrução do Guia do Médium: ―Pobre pequeno ser sofredor, fraco, ulceroso e disforme! Quantos gemidos faziaouvir nesse asilo de miséria e de lágrimas! E, apesar de sua pouca idade, como eraresignado, e quanto sua alma já compreendia o objetivo dos sofrimentos! Ele percebiaque além do túmulo esperava-o uma recompensa por tantos queixumes abafados! Assimsendo, como ele orava por aqueles que, como ele, não tinham a coragem de suportar 11
  13. 13. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Infernoseus males, por aqueles, principalmente, que lançavam blasfêmias ao céu em vez depreces! Se a agonia foi longa, a hora da morte não foi terrível; os membrosconvulsionados sem dúvida se contorciam e mostravam aos assistentes um corpodeformado se revoltando contra a morte, a lei da carne que quer viver apesar de tudo;mas um anjo planava por cima do leito do moribundo e cicatrizava seu coração; depoislevou sobre suas asas brancas essa alma tão bela que se evadia desse corpo disformepronunciando estas palavras: ‗Glória vos seja dada, ó meu Deus!‘ E essa alma subiufeliz para o Todo-Poderoso e exclamou: ‗Eis-me aqui, Senhor! Vós me destes pormissão ensinar a sofrer; suportei dignamente a prova?‘ E agora o espírito do pobre menino retomou as suas proporções; ele plana noespaço, indo do fraco ao pequeno, e dizendo a todos: ‗Esperança e coragem‘.Liberto de toda a matéria e de toda a mácula, ele está perto de vós, e vos fala não maiscom sua voz sofredora e queixosa, mas em tons vigorosos; ele vos diz: ‗Aqueles que meviram, contemplaram o menino que não se queixava; nele colheram a calma para osseus males; e seus corações se reforçaram na benigna confiança em Deus; eis o objetivoda minha curta passagem pela Terra.‘ Santo Agostinho5.2 - UM SÁBIO AMBICIOSO. A senhora B., de Bordeaux, não passou pelas terríveis angústias da miséria, masfoi, toda a sua vida, mártir de dores físicas pelas numerosas doenças graves que aatingiram durante setenta anos, desde a idade de cinco meses, e que, quase a cada ano, acolocava à beira da morte. Três vezes foi envenenada pelas experiências que umaciência insegura fez com ela, e seu temperamento, arruinado pelos remédios tantoquanto pelas doenças, deixou-a até o fim de seus dias presa a sofrimentos intoleráveisque nada podia atenuar. Sua filha, espírita-cristã e médium, pedia a Deus, em suaspreces, que aliviasse suas provas cruéis, mas seu guia espiritual disse-lhe quesimplesmente pedisse forças para sua mãe suportá-las com paciência e resignação, editou-lhe as seguintes instruções: ―Na existência humana, tudo tem a sua razão de ser; não há um só sofrimentodos que causastes que não encontre uma repercussão nos sofrimentos por que passais;nenhum dos vossos excessos que não encontre contrapartida em uma de vossasprivações; uma lágrima que caía dos vossos olhos sem ser para lavar uma falta, algumasvezes um crime. Sofrei, portanto, com paciência e resignação vossas dores físicas emorais, por mais cruéis que elas vos pareçam, e pensai no lavrador, cujos membros sãoalquebrados pela fadiga, mas continua sua obra sem se deter porque tem diante dele asespigas douradas que serão o fruto da sua perseverança. Tal é o destino do infeliz que sofre na vossa Terra; o desejo ardente que ele tempela felicidade, que deve ser o fruto da sua paciência, torna-o forte contra as dorespassageiras da humanidade. Assim acontece com tua mãe; cada dor que ela aceita como uma expiação é umanódoa do seu passado que se apaga, e quanto mais cedo todas as manchas foremapagadas, mais cedo ela será feliz. A falta de resignação só torna o sofrimentoimprodutivo, porque então as provas deverão recomeçar. Portanto, o mais útil para ela éa coragem e a submissão, é isso que é preciso pedir que Deus e os bons espíritos lheconcedam. Tua mãe em tempos passados foi um médico sábio, admitido em uma classeonde nada custava garantir-se o bem-estar e onde foi coberto de dádivas e de honras. 12
  14. 14. A Lei de Causa e EfeitoDesejando ardentemente glórias e riquezas, querendo atingir o apogeu da ciência, nãocom a intenção de aliviar seus irmãos, porque ele não era filantropo, mas sim a deaumentar sua reputação, e, por consequência, sua clientela, nada lhe importou para levarseus estudos a um bom resultado. A mãe era martirizada em seu leito de sofrimentoporque ele previa um estudo nas convulsões que provocava; a criança era submetida àsexperiências que deviam lhe dar a solução de certos fenômenos; o velho via seu fim seacelerar; o homem vigoroso sentia-se enfraquecer pelas tentativas que deviam constatara ação desta ou daquela poção medicinal, e todas essas experiências eram praticadas noinfeliz sem levantar desconfiança. A satisfação da cupidez e do orgulho, a sede de ouroe de celebridade, estas foram as causas de sua conduta. Foram precisos séculos eterríveis provas para domar esse espírito orgulhoso e ambicioso; depois oarrependimento começou sua obra de regeneração, e a reparação está terminando,porque as provas desta última existência são suaves em comparação com aquelas queele sofreu. Coragem, portanto, se a pena foi longa e cruel; a recompensa concedida pelapaciência, pela resignação e pela humildade será grande. Coragem, todos vós que sofreis; pensai no pouco tempo que dura a vossaexistência material; pensai nas alegrias da eternidade; chamai para junto de vós aesperança, esta amiga dedicada de todo coração sofredor; chamai para junto de vós a fé,irmã da esperança; a fé que vos mostra o céu onde a esperança vos faz entrar antes dotempo. Chamai também, para junto de vós, esses amigos que o Senhor vos dá, que voscercam, vos sustentam e vos amam e dos quais a solicitude constante vos encaminhapara aquele que ofendestes, transgredindo suas leis.‖ Após sua morte, a senhora B. deu, tanto à sua filha como à Sociedade Espírita deParis, comunicações em que se refletem as mais elevadas qualidades, e onde elaconfirma o que fora dito de seus antecedentes. 13
  15. 15. 6º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o InfernoREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:3º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Inferno – O Temor da Morte. Org.. CARVALHO, Homero & MOREIRA, Lúcia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Léon Denis. Gráfica e Editora, 2007.4º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Inferno – A Passagem. Org.. CARVALHO, Homero & MOREIRA, Lúcia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Léon Denis. Gráfica e Editora, 2007.5º Encontro Espírita sobre o livro O Céu e o Inferno – O Céu. Org. CARVALHO,. Homero & MOREIRA, Lúcia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Léon Denis Gráfica e. Editora, 2007.A Intuição das Penas Futuras. Org. CARVALHO, Homero & MOREIRA, Lúcia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Léon Denis - Gráfica e Editora, 2006.Bíblia Sagrada (eletrônica) – Europa Multimedia.DENIS, Léon, O Problema do ser e do Destino. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis,. no prelo.KARDEC, Allan, O Céu e o Inferno. 1ª ed. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis, 2007.KARDEC, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo. 4ª ed. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis. 2007.KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos. 1ª ed. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis,. 2007.O Futuro e o Nada. Org. CARVALHO, Homero & MOREIRA, Lúcia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Léon Denis - Gráfica e Editora, 2005.PALHANO JR, Lamartine. Teologia Espírita – 1. ed – Rio de Janeiro: CELD, 2004.Revista Superinteressante, Edição 282, setembro 2010.SILVEIRA, Adelino da. Chico, de Francisco. 6ª ed – São Paulo: Cultura Espírita. União, 1987.XAVIER, Francisco C. & André Luiz (espírito). Missionários da Luz – 39ª ed. – Rio. de Janeiro: FEB, 2004. 14

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