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Entrevista com Léo Montenegro para o Jornal O Regional - Catanduva-SP

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O Regional: Por que a escolha do tema para o seu livro?
Léo Montenegro: Aconteceu meio sem querer. Pela internet me deparei com um caso onde uma mãe decapitou o próprio filho com cerca de dois anos de idade em um ritual de magia negra e essa mesma notícia trazia fotos da cena do crime, isso me fez perguntar duas coisas. “Por que esses crimes não são divulgados?” e “O que faz com que uma mãe mate o próprio filho e esquarteje seu corpo?”. Como havia muito pouco conteúdo sobre o assunto e nenhum livro que abordasse sobre tal, eu comecei a pesquisar e reuni muito material. Com o auxílio de pessoas de vários países juntei dezenas de casos, mas não tinha ideia de escrever um livro; isso só aconteceu quando decidi trazer a publico a denúncia, pois em três anos de pesquisa pude sentir um aumento considerável desse tipo de crime.

O Regional: Antes de escrevê-lo, você teve algum contato ou experiência com o assunto?
Montenegro: Não. No Caso Evandro, em 1992, que foi amplamente divulgado pela mídia nacional, eu lembro de nossos pais nos alertando pra tomar cuidado ao voltarmos da escola e não conversarmos com estranhos, pois a polícia de época estava investigando a atuação de um grupo que raptava crianças para serem mortas em rituais de magia negra. Isso foi muito forte, principalmente no sul do Brasil. Nessa época eu tinha 13 anos, mesmo assim lembro da comoção popular desse caso em que o Evandro Caetano foi morto durante um ritual de magia negra.

O Regional: Quais são as suas pretensões com esse tipo de literatura?
Montenegro: O livro Crimes Satânicos é, em primeiro lugar, uma denúncia e vem servir de alerta à sociedade a respeito da ação desses grupos criminosos que estão envolvidos em muitas mortes e desaparecimentos em todo o mundo.

O Regional: Os rituais de sacrifício sempre foram muito utilizados, embora secretamente. Como foram os seus estudos para compor o livro? Quais as principais dificuldades encontradas?
Montenegro: A maioria desses grupos migrou para a internet, que é a maneira principal usada para aliciar novos adeptos para os cultos satânicos. Então, o que fiz foi me infiltrar nesses portais, sites e fóruns e foi assim que tive acesso a muito material, inclusive vídeo de rituais e até mesmo recebi minha primeira ameaça de morte.
Entrevistei ex-integrantes de cultos satânicos, entre eles um conhecido serial killer americano que, por cartas, me contou como esses cultos agem. Porém, a maior dificuldade é obter apoio de famílias de vítimas desse tipo de crime, pois essas pessoas vivem com medo e temendo represálias acabam não cooperando. Basta lembrarmos de casos como os Meninos Emasculados de Altamira, onde a principal envolvida acabou em liberdade.

O Regional: Recentemente, o país ficou chocado com o caso do menino de dois anos que quase morreu por causa das 40 agulhas encontradas em seu corpo. O que leva uma pessoa a cometer um ato desse?
Montenegro: Muitas pessoas, ao fazerem parte de cultos satânicos ou da magia negra, acabam encontrando a oportunidade de despejar o ódio que sentem contra o mundo, a família, os pais, a igreja e a sociedade. Essas pessoas acabam se envolvendo de tal maneira com essa crença que acabam até mesmo matando em nome disso. É um tipo de extremismo religioso que temos visto com freqüência no islamismo radical.

O Regional: Como funciona o rapto e morte de pessoas em rituais de magia negra?
Montenegro: No meu livro, eu cito casos de raptos de pessoas organizados por cultos satânicos desde os anos 70, onde crianças e jovens eram raptados em supermercados, praças, parques infantis e shopping centers. Nos anos 90, um grupo com ramificações na Argentina e Uruguai foi investigado no Brasil e soube-se que raptava crianças com esse fim. Na Argentina, um grupo de sete pessoas foi preso pela morte de um menino para ser morto em rituais, logo descobriu-se que eram pagos R$ 1300 por pessoa por cada criança raptada. Segundo estu

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Entrevista com Léo Montenegro para o Jornal O Regional - Catanduva-SP

  1. 1. Há pouco tempo e, mais uma vez, o assunto magia negra chocou o país, com o caso do menino de dois anos que beirou a morte após ter sido supostamente vítima de um ritual, tendo sido aplicadas cerca de 40 agulhas em seu corpo. O tema já é estudado há um bom tempo pelo escritor Léo Montenegro, que acaba de publicar um livro chamado Crimes Satânicos. Conforme palavras do próprio autor, que faz a apresentação do livro, “Crimes Satânicos têm a importante missão de tornar público os crimes promovidos pelo satanismo ou por influência dele. No mundo todo, crianças, bebês e adultos têm desaparecido e muitos deles têm sido mortos em rituais satânicos. Como cristão, acho necessário mostrar à sociedade o perigo do satanismo e dos cultos satânicos, além de alertar aos pais cristãos sobre o aliciamento de nossos jovens para o satanismo”. O escritor, por um comum acordo entre ele e a editora do livro, decidiu utilizar um pseudônimo para a assinatura da publicação. Segundo ele, essa é uma forma de proteção pessoal. Léo Montenegro é empresário, mora na região Sul do Brasil. O escritor é casado e tem 32 anos. Durante a entrevista, ele cita como conseguiu romper as dificuldades encontradas para o estudo de um trabalho tão polêmico. O Regional: Por que a escolha do tema para o seu livro? Léo Montenegro: Aconteceu meio sem querer. Pela internet me deparei com um caso onde uma mãe decapitou o próprio filho com cerca de dois anos de idade em um ritual de magia negra e essa mesma notícia trazia fotos da cena do crime, isso me fez perguntar duas coisas. “Por que esses crimes não são divulgados?” e “O que faz com que uma mãe mate o próprio filho e esquarteje seu corpo?”. Como havia muito pouco conteúdo sobre o assunto e nenhum livro que abordasse sobre tal, eu comecei a pesquisar e reuni muito material. Com o auxílio de pessoas de vários países juntei dezenas de casos, mas não tinha ideia de escrever um livro; isso só aconteceu quando decidi trazer a publico a denúncia, pois em três anos de pesquisa pude sentir um aumento considerável desse tipo de crime. O Regional: Antes de escrevê-lo, você teve algum contato ou experiência com o assunto? Montenegro: Não. No Caso Evandro, em 1992, que foi amplamente divulgado pela
  2. 2. mídia nacional, eu lembro de nossos pais nos alertando pra tomar cuidado ao voltarmos da escola e não conversarmos com estranhos, pois a polícia de época estava investigando a atuação de um grupo que raptava crianças para serem mortas em rituais de magia negra. Isso foi muito forte, principalmente no sul do Brasil. Nessa época eu tinha 13 anos, mesmo assim lembro da comoção popular desse caso em que o Evandro Caetano foi morto durante um ritual de magia negra. O Regional: Quais são as suas pretensões com esse tipo de literatura? Montenegro: O livro Crimes Satânicos é, em primeiro lugar, uma denúncia e vem servir de alerta à sociedade a respeito da ação desses grupos criminosos que estão envolvidos em muitas mortes e desaparecimentos em todo o mundo. O Regional: Os rituais de sacrifício sempre foram muito utilizados, embora secretamente. Como foram os seus estudos para compor o livro? Quais as principais dificuldades encontradas? Montenegro: A maioria desses grupos migrou para a internet, que é a maneira principal usada para aliciar novos adeptos para os cultos satânicos. Então, o que fiz foi me infiltrar nesses portais, sites e fóruns e foi assim que tive acesso a muito material, inclusive vídeo de rituais e até mesmo recebi minha primeira ameaça de morte. Entrevistei ex-integrantes de cultos satânicos, entre eles um conhecido serial killer americano que, por cartas, me contou como esses cultos agem. Porém, a maior dificuldade é obter apoio de famílias de vítimas desse tipo de crime, pois essas pessoas vivem com medo e temendo represálias acabam não cooperando. Basta lembrarmos de casos como os Meninos Emasculados de Altamira, onde a principal envolvida acabou em liberdade. O Regional: Recentemente, o país ficou chocado com o caso do menino de dois anos que quase morreu por causa das 40 agulhas encontradas em seu corpo. O que leva uma pessoa a cometer um ato desse? Montenegro: Muitas pessoas, ao fazerem parte de cultos satânicos ou da magia negra, acabam encontrando a oportunidade de despejar o ódio que sentem contra o mundo, a família, os pais, a igreja e a sociedade. Essas pessoas acabam se envolvendo de tal maneira com essa crença que acabam até mesmo matando em nome disso. É um tipo de extremismo religioso que temos visto com freqüência no islamismo radical. O Regional: Como funciona o rapto e morte de pessoas em rituais de magia negra? Montenegro: No meu livro, eu cito casos de raptos de pessoas organizados por cultos satânicos desde os anos 70, onde crianças e jovens eram raptados em supermercados, praças, parques infantis e shopping centers. Nos anos 90, um grupo com ramificações na Argentina e Uruguai foi investigado no Brasil e soube-se que raptava crianças com esse fim. Na Argentina, um grupo de sete pessoas foi preso pela morte de um menino para ser morto em rituais, logo descobriu-se que eram pagos R$ 1300 por pessoa por cada criança raptada. Segundo estudos sobre o assunto, uma pessoa raptada com esse fim é morta em até 24 horas, o que facilita a ação dos raptores, pois uma criança só é considerada desaparecida depois de 48 horas. O Regional: Então, muitas pessoas tidas como desaparecidas podem ter sido vítimas desse tipo de crime? Montenegro: Nem todos os casos de desaparecimentos têm relação com esse tipo de crime. Na verdade, os cultos mais organizados estão fazendo o seguinte: mulheres
  3. 3. adeptas do culto estão gerando filhos e logo após o parto (que não é feito em hospitais), esses bebês são mortos nos rituais. Isso é terrível, mas tem acontecido. O Regional: Ele é mais comum no Brasil ou no exterior? Montenegro: A maior incidência desse tipo de crime se dá nos Estados Unidos, onde existe uma grande concentração desse tipo de culto. No Brasil, ainda é mais comum a atuação de cultos de magia negra e não do satanismo. O Brasil guarda uma forte influência de cultos afros, então, é mais comum esse tipo de culto. O Regional: Mas, esse tipo de crime é crescente no país? Montenegro: Eu pude sentir um aumento notável desses crimes durante o período em que escrevi o livro e posso dizer que os crimes estão cada vez mais macabros, até mesmo pelas mortes e torturas envolverem crianças, bem como a brutalidade dos assassinatos. Na verdade, se formos acrescentar os crimes satânicos sem o assassinato de pessoas, e citar crimes com o sacrifício de animais como pombas, cobras, corujas, bodes, galinhas e outros pequenos animais ou, como o caso de 18/01/2010 em Olaria, no Rio de Janeiro, ou ainda crimes como violação de túmulos, danos ao patrimônio público (invasão e depredação de cemitérios), que têm acontecido em todo o Brasil, chegaremos a um ponto realmente assustador. O Regional: Como a sociedade pode se mobilizar contra essas práticas ocultas? Montenegro: De uma coisa tenho certeza: com a não divulgação desse tipo de crime, essas pessoas podem agir com toda a liberdade para cometer essa barbárie. Porém, com a divulgação desses crimes esse pessoal terá de agir com mais cautela e, com isso, estarão agindo com menos freqüência e dessa forma salvaremos vidas. Outra coisa que devemos fazer é evitar que nossos filhos venham a ser induzidos por esse tipo de grupo que, através da internet, tem aliciado jovens para fazerem parte desses cultos, tanto que no mundo, grande parte dos crimes envolvendo satanismo estão sendo cometidos por jovens que começam a fazer parte do satanismo e logo depois cometem crimes brutais. Evite deixar computador no quarto de seu filho, o computador deve sempre estar em um local de fácil acesso dos pais, para que possam acompanhar os sites que seu filho está acessando. O Regional: Existe relação entre pedofilia e satanismo? Montenegro: Dentro de alguns cultos, as pessoas são preparadas e treinadas para o rapto organizado de pessoas e, com a facilidade de raptar crianças, aliada à grande demanda da pedofilia, isso tornou-se algo lucrativo para esses cultos. Desde os anos 80, investiga-se essa relação. Um dos mais obscuros cultos, o Templo de Set, já foi investigado por pedofilia e abuso sexual de crianças, tendo sido aprendido em sua sede, na cidade de San Francisco, Califórnia, vídeos, fotos e outras provas suficientes para uma acusação de abuso sexual de menores, porém ninguém foi preso. Segundo matéria da revista Carta Capital e intitulada Mercado Brutal, estima-se que a pedofilia renda cinco bilhões de dólares por ano e estima-se que existam cerca de 10 mil sites na internet que lucrem com esse crime, transmitindo estupros de crianças e até bebes ao vivo, além de vendas e trocas de fotos e vídeos de pedofilia, por vezes até mesmo com crianças já mortas. Eu acredito que tenha se iniciado uma nova era da maldade humana, pois nada explica tanto ódio e maldade como a que temos visto nesse tempo, como os pais matando os filhos e os filhos matando os pais, como a própria Bíblia já falava.
  4. 4. Em meio à entrevista, Léo Montenegro ressalta que esse tipo de crime parece ser crescente no Brasil. Como exemplo, ele cita alguns casos registrados nos últimos meses: Bahia – Vimos o caso em que um menino teve seu corpo perfurado por agulhas durante um ritual de magia negra, algo que foi amplamente divulgado pela imprensa nacional. Fortaleza – Uma série de assassinatos envolvendo rituais de magia negra já matou dez pessoas e até o momento ninguém foi preso. Pernambuco – Um homem foi cortado em pedaços e partes do seu corpo foram cozinhadas em ritual de magia negra. Uberlândia, MG – A menina Dyeniffer Santos foi degolada e, em seguida, esquartejada, tendo os pedaços do corpo espalhados pela cidade.

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