Ética 3º ano

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Ética 3º ano

  1. 1. ÉTICA
  2. 2. Tradicionalmente é entendida como um estudo ou uma reflexão sobre os costumes ou sobre as ações humanas. Pode ser entendida também como a própria realização de um tipo de comportamento .
  3. 3. <ul><li>O estudo da Ética é dividido em dois campos: </li></ul><ul><li>problemas gerais e fundamentais, como liberdade, consciência, bem, valor, lei, outros . </li></ul><ul><li>Problemas específicos ou concretos, como ética profissional, ética na política, ética sexual, ética matrimonial, bioética, etc. </li></ul>
  4. 4. O estudo da ética se defronta com problemas de variação de costumes. O que é moral na Etiópia não é moral no Brasil, por exemplo, a bigamia: Para os mulçumanos é honroso ter mais de uma esposa. Já os países católicos pregam a monogamia – casamento único. MORAL E ÉTICA ANDAM DE MÃOS DADAS E SE CONFUNDEM. No centro da ética aparece o dever , ou obrigação moral , conduta correta.
  5. 5. A ÉTICA NA ANTIGA GRÉCIA Historicamente, a idéia de Ética surgiu na antiga Grécia, por volta de 500 a 300 a.C, através das observações de Sócrates e seus Discípulos.
  6. 6. Sócrates refletiu sobre a natureza do bem moral , na busca de um princípio absoluto de conduta. Duas formulações mais conhecidas: “ Nada em excesso” “ Conhece-te a ti mesmo” “ Uma coisa posso afirmar e provar com palavras e atos: é que nos tornamos melhores se cremos que é nosso dever seguir em busca da verdade desconhecida.” Sócrates “ Só sei que nada sei.”
  7. 7. colocava a busca da felicidade (Sumo BEM) como o centro das preocupações éticas. O Homem só encontra a felicidade na prática das virtudes. O ideal buscado pelo homem virtuoso é a imitação de Deus: aderir ao divino. Virtudes: Justiça ordena e harmoniza Prudência ou sabedoria põe ordem em nossos pensamentos Fortaleza ou valor faz com que o prazer se subordine ao dever Temperança serenidade, autodomínio Platão , discípulo de Sócrates,
  8. 8. Aristóteles, Discípulo de Platão, Estudou as virtudes e os vícios, concluindo que existem vários bens em concreto para o homem. O homem, como um ser complexo, precisa de vários bens, tais como: Amizade, saúde, e até riqueza. O homem tem seu ser no VIVER, no SENTIR e na RAZÃO. Ele não pode apenas viver, mas viver racionalmente , com a razão. O maior bem? A vida virtuosa . A maior virtude: a inteligência .
  9. 9. A ética grega fundou-se na busca da felicidade . Para Aristóteles, o fim do homem é a felicidade, a que é necessária à virtude, e a esta é necessária a razão. A característica fundamental da moral aristotélica é, portanto, o racionalismo , visto ser a virtude ação consciente segundo a razão. Se a virtude é uma atividade segundo a razão, mais precisamente é ela um hábito, um costume moral, adquire-se mediante a ação, a prática, o exercício e, uma vez adquirida, estabiliza-se, mecaniza-se; torna-se quase uma segunda natureza e, logo, torna-se de fácil execução - como o vício.
  10. 10. ÉTICA E RELIGIÃO A religião trás em si uma mensagem ética profunda de liberdade , de amor , de fraternidade universal . Estabeleceu muitas regras de conduta, trazendo, sem dúvida, um grande progresso moral à humanidade. Na Idade Média, o pensamento ético passou a ser ligado à religião, à interpretação da bíblia e à teologia. É T I C A N A I D A D E M É D I A
  11. 11. <ul><li>Na Idade Moderna (1.600 ...) encontramos duas tendências: </li></ul><ul><li>A busca de uma ética racional pura – subjetividade humana; </li></ul><ul><li>Tentativa de unir a ética religiosa às reflexões filosóficas. </li></ul>É T I C A N A I D A D E M O D E R N A GRANDES PENSADORES MODERNOS: Ludwig Feuerbach (1804-1872): tentou traduzir a verdade da religião num estudo filosófico ao alcance de todos os homens instruídos. Teve muitos seguidores.
  12. 12. GRANDES PENSADORES MODERNOS: Karl Marx - desenvolveu uma nova visão do mundo e da história humana, que veio substituir a da religião: a moral revolucionária. A moral revolucionária foi muito influenciada pela tradição ética cristã. O marxismo é uma grande tradição de preocupações éticas, onde persistem elementos do cristianismo. “ Os filósofos limitaram-se até agora a interpretar o mundo de diferentes modos; do que se trata é de o transformar . ” (Karl Marx)
  13. 13. CONTEMPORANEAMENTE: Temos as idéias de Immanuel Kant, através da teoria da Concepção racionalista: É da natureza humana que extraímos as formas corretas da ação moral. Uma ação moralmente boa é aquela que pode ser universalizável. Ex.: a tortura. Sua teoria procura basear-se nas leis do pensamento e da vontade.
  14. 14. <ul><li>Para os cristãos da idade média: o ideal ético é o da vida espiritual, de amor e fraternidade (Santo Agostinho). </li></ul><ul><li>Idade moderna (iluminismo e renascimento): ideal seria viver de acordo com a própria liberdade pessoal. Critério da moralidade é ser racional, autônomo, autodeterminado, agir segundo a razão e a liberdade (Kant). </li></ul><ul><li>Mas, afinal, quais os critérios da moralidade? </li></ul><ul><li>Agir moralmente significa agir de acordo com a própria consciência. </li></ul><ul><li>Quais, então, os ideais éticos? </li></ul><ul><li>Para os gregos : a busca do bem supremo (Platão) e da felicidade, através de uma vida virtuosa (Aristóteles). </li></ul>
  15. 15. A LIBERDADE Falar de ética significa falar de liberdade. Liberdade para decidir entre o bem e o mal. Liberdade para decidir sobre o certo e o errado. Liberdade de conduta . Liberdade com responsabilidade A liberdade não pode ser apenas exterior, nem apenas interior. Ela se desenvolve na consciência e nas estruturas. A liberdade aumenta com a consciência que se tem dela. (Hegel, 1770-1831) A ética se preocupa com a forma humana de resolver as contradições entre necessidade e possibilidade
  16. 16. Contradições A ética se preocupa com a forma humana de resolver as contradições entre: necessidade e possibilidade; tempo e eternidade; o indivíduo e o social; o econômico e o moral; o corporal e o psíquico; o natural e o cultural; a inteligência e a vontade. “ Meu dilema não significa, em primeiro lugar, que se escolha entre o bem e o mal; ele designa a escolha pela qual se exclui ou se escolhe o bem e o mal” ( Kierkegaard, 1813-1855, filósofo dinamarquês)

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