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Prisões Políticas Do Estado Novo

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Apresentação criada por alunos do 12º Ano, no ano lectivo de 2008-2009.

Published in: Business
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Prisões Políticas Do Estado Novo

  1. 1. As prisões políticas do Estado Novo
  2. 2. O Carácter Repressivo do Estado Novo <ul><li>Nos anos 30 do século passado, a Europa conheceu vários regimes conservadores e ditatoriais. Foi a época do Fascismo e do Nazismo. </li></ul><ul><li>Na Itália, Mussolini impunha </li></ul><ul><li>o Fascismo. </li></ul><ul><li>Na Alemanha, Hitler impunha </li></ul><ul><li>o Nazismo. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Em Portugal, Salazar impunha o Estado Novo, um regime inspirado nos ideais fascistas de Mussolini, mas sem os exageros da violência nazi. </li></ul><ul><li>O regime salazarista impôs-se através de um aparelho repressivo que fortalecia e perpetuava a sua acção, combatendo toda a contestação. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Deste aparelho repressivo fazia parte a PIDE, polícia política do regime, apoiada numa vasta rede de informadores que fiscalizava, amedrontava a população e prendia os opositores. </li></ul><ul><li>O destino dos opositores eram as prisões do regime espalhadas pelo país e nas colónias, onde aqueles eram torturados física e psicologicamente, quando não assassinados. </li></ul>
  5. 5. As Prisões Politicas do Regime
  6. 6. Prisão do Aljube Prisão de Caxias Prisão de Peniche Prisão da PIDE no Porto
  7. 7. A Prisão de Peniche <ul><li>O Forte de Peniche, durante o Estado Novo, converteu-se numa prisão politica de alta segurança. </li></ul>
  8. 8. Presos de Peniche <ul><li>Álvaro Cunhal </li></ul><ul><li>Joaquim Gomes </li></ul><ul><li>Carlos Costa </li></ul><ul><li>Jaime Serra </li></ul><ul><li>Francisco Miguel </li></ul><ul><li>José Carlos </li></ul><ul><li>Guilherme Carvalho </li></ul><ul><li>Pedro Soares </li></ul><ul><li>Rogério de Carvalho </li></ul><ul><li>Francisco Martins Rodrigues </li></ul><ul><li>E muitos outros… </li></ul>Francisco Martins Rodrigues Álvaro Cunhal Jaime Serra Joaquim Gomes
  9. 9. A Fuga de Peniche – episódio insólito <ul><li>A 3 de Janeiro de 1960, deu-se a espectacular “Fuga de Peniche&quot;, protagonizada por prisioneiros comunistas como Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A operação foi organizada internamente por uma comissão de presos e no exterior, por outros dirigentes comunistas. </li></ul><ul><li>Na data combinada, ao final da tarde, um automóvel parou em frente ao Forte, com o porta-bagagens aberto. Esse era o sinal combinado para que, no interior da prisão, se soubesse que, no exterior, estava tudo a postos para a fuga. </li></ul>Desenho de Álvaro Cunhal
  11. 11. <ul><li>O carcereiro foi neutralizado com o emprego de uma anestesia e, com a ajuda de um sentinela – o guarda José Alves – que fazia parte do plano de fuga, os prisioneiros atravessaram o espaço mais exposto do percurso. </li></ul><ul><li>Do piso superior desceram para o piso inferior com o recurso a uma árvore. Aqui correram para o pano exterior da muralha que desceram com o auxílio de uma corda feita com lençóis, até alcançarem o fosso exterior. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Depois tiveram que saltar um muro para chegar à vila, onde se encontravam à sua espera os automóveis que os haviam de transportar para as casas clandestinas onde deveriam passar a noite. </li></ul><ul><li>Cunhal passou a noite na casa de Pires Jorge, em São João do Estoril, onde ficou a viver clandestinamente durante algum tempo. </li></ul>
  13. 14. Álvaro Cunhal <ul><li>Em 1931, com 17 anos, aderiu ao Partido Comunista Português. Estudava então na Faculdade de Direito de Lisboa. </li></ul><ul><li>As suas primeiras tarefas partidárias foram ligadas à Liga dos Amigos da URSS, ao Socorro Vermelho Internacional e aos Grupos de Defesa Académica. </li></ul><ul><li>Em 1934, foi eleito pelos estudantes de Lisboa seu representante no Senado Universitário. </li></ul><ul><li>Teve a seu cargo a reorganização da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas (FJCP) em Lisboa. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Em 1935, foi eleito Secretário-Geral das Juventudes Comunistas e participou no IV Congresso da Internacional Juvenil Comunista, em Moscovo. </li></ul><ul><li>Começava então a sua vida clandestina . </li></ul><ul><li>Em1936, passou a integrar o Comité Central do Partido Comunista Português. </li></ul>
  15. 16. Desenhos da prisão de Álvaro Cunhal
  16. 17. Peniche no dia da Libertação <ul><li>Depois do derrube do regime, a 25 de Abril de 1974, a Prisão de Peniche foi utilizada como abrigo para os retornados das ex-colónias portuguesas da África que regressaram a Portugal quando se deu a descolonização. </li></ul>
  17. 18. A prisão de Aljube <ul><li>A cadeia do Aljube foi uma prisão situada na freguesia da Sé, na cidade de Lisboa, Portugal. </li></ul><ul><li>O estabelecimento prisional recebia presos comuns até o início da década de 1930, quando passou a ser lugar de reclusão de presos políticos do Estado Novo. </li></ul><ul><li>O cárcere foi fechado em Agosto de 1965. </li></ul>
  18. 19. Presos do Aljube António Borges Coelho José Manuel Tengarrinha Urbano Tavares Rodrigues Miguel Torga
  19. 20. José Medeiros Ferreira Vasco Granja Carlos Brito Luís de Sttau Monteiro
  20. 21. <ul><li>Escritor português, acusado de defender ideias subversivas, foi preso pela PIDE e colocado na prisão do Aljube. </li></ul><ul><li>Seria libertado em Fevereiro de 1940. </li></ul><ul><li>Várias vezes nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, tornou-se um dos mais conhecidos autores portugueses do século XX. </li></ul>Miguel Torga
  21. 22. <ul><li>Em 1961, publicou a peça de teatro Felizmente Há Luar , distinguida com o Grande Prémio de Teatro. </li></ul><ul><li>Foi proibida a representação da peça pela Censura. Só viria a ser representada em 1978 no Teatro Nacional. </li></ul><ul><li>Foi preso em 1967 pela PIDE, no Aljube, após a publicação das suas peças de teatro. </li></ul>Luís de Sttau Monteiro
  22. 23. <ul><li>“ Há homens que obrigam outros homens a reverem-se por dentro… </li></ul><ul><li>Luís de Sttau Monteiro </li></ul>
  23. 24. A prisão de Caxias <ul><li>Começou a ser utilizada como prisão politica em 1936. </li></ul><ul><li>As condições físicas eram mais toleráveis do que no Aljube, embora existissem celas subterrâneas de castigo. </li></ul><ul><li>Um irónico acontecimento ocorrido nesta prisão foi a fuga de oito detidos, todos altos funcionários do PCP . </li></ul>
  24. 25. Presos de Caxias <ul><li>Albertina Diogo </li></ul><ul><li>Albina Pato </li></ul><ul><li>Aida Magro </li></ul><ul><li>Aida Paula </li></ul><ul><li>António Manuel </li></ul><ul><li>Fernanda Tomás </li></ul><ul><li>Hermínio Inácio </li></ul><ul><li>Joaquim Gorjão Duarte </li></ul><ul><li>José Magro </li></ul><ul><li>Julieta Gândara </li></ul><ul><li>Luísa Paula </li></ul><ul><li>Marcos Rolo Antunes </li></ul><ul><li>Mário Henriques </li></ul><ul><li>Manuel M. Felizardo </li></ul><ul><li>Maria Eugénia Varela Gomes </li></ul><ul><li>Mateus Branco </li></ul><ul><li>Natália David </li></ul><ul><li>Nuno Teotónio Pereira </li></ul><ul><li>Piedade Gomes </li></ul><ul><li>Virgínia Moura </li></ul><ul><li>Vítor Serra Lopes </li></ul>
  25. 26. «Podem traçar meu corpo à chicotada Podem calar meu grito enrouquecido Para viver de alma ajoelhada Vale bem mais morrer de rosto erguido.»
  26. 27. Fuga de Caxias <ul><li>No dia 4 de Dezembro de 1961, oito militantes comunistas evadiram-se do Reduto Norte da prisão de Caxias num carro blindado, perante o olhar impotente dos carcereiros. </li></ul><ul><li>Realizada em poucos segundos e apenas com recursos do interior da prisão, tratou-se de uma das mais audaciosas fugas dos cárceres fascistas. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>Com os 8 homens dentro do carro, este </li></ul><ul><li>arranca em direcção ao portão principal, </li></ul><ul><li>que não resiste ao embate e cede. </li></ul><ul><li>Dez segundos depois, o carro está </li></ul><ul><li>fora da prisão e ruma à auto-estrada, </li></ul><ul><li>sob os disparos da GNR. </li></ul><ul><li>Chegados a Lisboa, a viatura é </li></ul><ul><li>abandonada e os seus ocupantes </li></ul><ul><li>refugiam-se em casas seguras. </li></ul>
  28. 29. Presa em Caxias …
  29. 30. Maria Eugénia Varela Gomes <ul><li>1925 - Nasce em Évora, a 18 de Dezembro, filha e neta de militares. </li></ul><ul><li>1949 - O desejo de trabalhar com operários, leva-a para uma fábrica de cortiça no Seixal, mas a experiência é decepcionante devido às limitações impostas ao seu trabalho como assistente social. </li></ul>1950 - Faz serviço social no Bairro da Boavista, em Lisboa, onde contacta com os meios mais miseráveis dos bairros de lata.
  30. 31. <ul><li>1951 - Casa com o Capitão João Varela Gomes, com quem tem quatro filhos : </li></ul><ul><li>Paulo, João António, Maria Eugénia e Maria da Luz. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>1956 – Dirige o Serviço Social do Hospital de Santa Maria, que é obrigada a abandonar, dois anos depois, devido a um processo disciplinar, por motivos políticos. </li></ul><ul><li>1958 - Participa activamente na Campanha eleitoral de Humberto Delgado. </li></ul>
  32. 33. <ul><li>1959 - Envolve-se directamente na Revolta da Sé e acompanha de perto o julgamento e a prisão dos implicados. </li></ul>revolta contra o regime salazarista. As reuniões conspiratórias ocorriam na Sé de Lisboa, com o conhecimento do pároco, o padre Perestrelo de Vasconcelos. Depois de julgados e presos, os implicados são repartidos por Caxias, Aljube, Trafaria e Elvas.
  33. 34. 1962 - É raptada e presa pela PIDE, por alegado envolvimento no golpe de Beja . Nova revolta, visando o derrube de Salazar, dirigido pelo Capitão Varela Gomes (sector militar) e por Manuel Serra (sector civil). Tentativa frustrada de tomada do Quartel de Beja
  34. 35. É mantida isolada desde Janeiro até Abril, na prisão de Caxias. É submetida à tortura do sono.
  35. 36. <ul><li>Permanece presa, em Caxias até 1963. </li></ul><ul><li>1963 – É libertada. Liga-se à Frente Patriótica de Libertação Nacional, integrando uma célula onde estava também Jorge Sampaio, entre outros. </li></ul><ul><li>1964 – É presente como ré, ao lado do marido, no julgamento dos implicados de Beja. É condenada a dezoito meses de prisão, enquanto João Varela Gomes é condenado a seis anos. </li></ul>
  36. 37. « Não participei nem na preparação nem no assalto ao Quartel de Beja, mas estou de alma e coração com o meu marido e os companheiros dele».
  37. 38. <ul><li>Logo que alcançou a liberdade, passou a dedicar todas as suas energias à causa dos presos políticos. </li></ul><ul><li>Funda, com outras personalidades de oposição, a CNSPP (Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos). </li></ul><ul><li>1969 - Participa na Campanha Eleitoral pelas listas da CDE e, um ano depois, é novamente presa por uma semana. </li></ul><ul><li>1973 - Participa na campanha eleitoral para a Assembleia Nacional. No final de um comício na Sociedade Nacional de Belas Artes, é brutalmente espancada pela policia de choque, juntamente com a filha mais nova. </li></ul>
  38. 39. 1974 - Após o 25 de Abril, trabalha com advogados e membros da CNSPP na libertação dos presos políticos, bem como na posterior remodelação desta organização.
  39. 40. 2003 – É publicada a obra: M. Eugénia Varela Gomes - Contra Ventos e Marés , uma  biografia sob a forma de entrevista, conduzida por Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril da U. de Coimbra
  40. 41. Caxias no dia da libertação
  41. 43. O Campo da Morte do Tarrafal
  42. 45. <ul><li>A Colónia Penal do Tarrafal, situada no lugar de Chão Bom do concelho do Tarrafal, na ilha de Santiago (Cabo Verde), foi criada pelo Governo português do Estado Novo em 1936. </li></ul>
  43. 46. <ul><li>Em 18 de Outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos , entre os quais se contavam os participantes na revolta de 18 de Janeiro de 1934, na Marinha Grande, e marinheiros que se tinham amotinado a bordo de um navio de guerra no Tejo. </li></ul>
  44. 47. <ul><li>O Campo do Tarrafal ou Campo de Concentração do Tarrafal, como ficou conhecido, começou a funcionar em 29 de Outubro de 1936, com a chegada dos primeiros prisioneiros. </li></ul>Grupo de prisioneiros do Tarrafal
  45. 48. <ul><li>O campo do Tarrafal foi inspirado nos campos de concentração nazis, que Hitler nessa altura começava a montar na Alemanha. </li></ul>
  46. 49. Cela da Morte Lenta Posto de socorros <ul><li>No Tarrafal não havia câmaras de gás, como nos campos de concentração nazis, mas os presos eram submetidos a um regime de morte lenta - por isso ficou conhecido como o «Campo da Morte Lenta». </li></ul>
  47. 50. Vista aérea do Campo do Tarrafal
  48. 51. <ul><li>O Campo do Tarrafal encerrou em 1954, tendo sido reactivado em 1961, sob a denominação de Campo do Chão Bom, para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas. </li></ul>
  49. 52. Testemunhos do Tarrafal <ul><li>« Na Achada Grande do Tarrafal montou o governo fascista o campo de concentração. Na Achada Grande há pântanos, mosquitos e paludismo. Era a zona mais temida pela gente de Cabo Verde. Na ilha que o mar guardava melhor que o arame farpado e as armas dos carcereiros, o mosquito seria um executor discreto. </li></ul><ul><li>Sem possibilidade de ferver a água inquinada, sem mosquiteiros, sem medicamentos, com má alimentação, trabalhos forçados, espancamentos, semanas na « frigideira », todas as resistências orgânicas se desmoronavam abrindo caminho fácil ao paludismo.» </li></ul>
  50. 53. <ul><li>«As mortes dos antifascistas no Tarrafal foram premeditadas. Tão claro era o objectivo que o director do Campo não o escondeu. Afirmou-o para que todos os presos soubessem a que estavam destinados.» </li></ul>«E muitos morreram e lá ficaram no cemitério que tão perto estava do Campo»
  51. 54. <ul><li>“ Quem vem para o Tarrafal, vem para morrer…” </li></ul>
  52. 55. Presos do Tarrafal <ul><li>Bento Gonçalves </li></ul><ul><li>Joaquim Amaro </li></ul><ul><li>Francisco Miguel </li></ul><ul><li>Jaime de Sousa </li></ul><ul><li>Sérgio Vilarigues </li></ul><ul><li>Joaquim Montes </li></ul><ul><li>Manuel da Costa </li></ul><ul><li>António Guerra </li></ul><ul><li>Joaquim Marreiros </li></ul>
  53. 56. Bento Gonçalves <ul><li>Bento António Gonçalves nasceu a 2 de Março de1902, em Trás-os-Montes, e morreu em 1942 , no campo de concentração do Tarrafal, vitima de biliosa. </li></ul><ul><li>Bento viria a filiar-se no PCP em 1928. </li></ul><ul><li>Em 1935 foi preso no Arsenal da Marinha. </li></ul><ul><li>Em 1936 foi enviado para o Tarrafal </li></ul>
  54. 57. Sérgio Vilarigues <ul><li>Sérgio Vilarigues, militante comunista, foi um dos poucos sobreviventes do campo de concentração do Tarrafal. </li></ul><ul><li>Integrou o grupo dos primeiros </li></ul><ul><li>presos enviados para o Tarrafal </li></ul><ul><li>em 1936. </li></ul><ul><li>Saiu do Tarrafal em 1940. </li></ul>
  55. 58. A “Frigideira” <ul><li>A frigideira era uma caixa de cimento com uma forma rectangular. </li></ul><ul><li>O tecto era uma placa de betão. Uma parede dividia-a interiormente em 2 celas quase quadradas. </li></ul><ul><li>Cada uma tinha uma porta de ferro. </li></ul><ul><li>O percurso de uma parede a outra de cada cela era de 4 passos. </li></ul>
  56. 59. <ul><li>Estava exposta ao sol de manhã à noite. </li></ul><ul><li>A luz e o ar entravam com muita dificuldade pelos buracos na porta e em cima pela abertura junto ao tecto. </li></ul>
  57. 60. <ul><li>«O sol batia na porta de ferro e o calor ia-se tornando sempre mais difícil de suportar. Íamos tirando a roupa, mas o suor corria incessantemente.» </li></ul><ul><li>A frigideira teria capacidade para dois ou três presos por cela. </li></ul><ul><li>«Chegámos a ser doze numa área de nove metros quadrados.» </li></ul><ul><li>« Lá dentro era um forno .» </li></ul>
  58. 61. Presos Políticos que morreram no Tarrafal <ul><li>FRANCISCO JOSÉ PEREIRA </li></ul><ul><li>PEDRO DE MATOS FILIPE </li></ul><ul><li>FRANCISCO DOMINGOS QUINTAS </li></ul><ul><li>RAFAEL TOBIAS </li></ul><ul><li>AUGUSTO DA COSTA </li></ul><ul><li>CANDIDO ALVES BARJA </li></ul><ul><li>ABILIO AUGUSTO BELCHIOR </li></ul><ul><li>FRANCISCO ESTEVES </li></ul><ul><li>ARNALDO SIMÕES JANUÁRIO </li></ul><ul><li>ALFREDO CALDEIRA </li></ul><ul><li>FERNANDO ALCOBIA </li></ul><ul><li>JAIME DE SOUSA </li></ul><ul><li>ALBINO COELHO </li></ul><ul><li>MÁRIO  DOS SANTOS CASTELHANO </li></ul><ul><li>JACINTO  FARIA VILAÇA </li></ul><ul><li>CASIMIRO FERR EIRA </li></ul>
  59. 62. <ul><li>ALBINO ANTÓNIO CARVALHO </li></ul><ul><li>ANTÓNIO OLIVEIRA E SILVA </li></ul><ul><li>ERNESTO JOSÉ RIBEIRO </li></ul><ul><li>JOÃO DINIS </li></ul><ul><li>HENRIQUE VALE DOMINGUES </li></ul><ul><li>BENTO ANTÓNIO GONÇALVES </li></ul><ul><li>DAMÁSIO  MARTINS PEREIRA </li></ul><ul><li>ANTÓNIO JESUS BRANCO </li></ul><ul><li>PAULO JOSÉ DIAS </li></ul><ul><li>JOAQUIM MONTES </li></ul><ul><li>EDMUNDO GONÇALVES </li></ul><ul><li>MANUEL ALVES DOS REIS </li></ul><ul><li>MANUEL DA COSTA </li></ul><ul><li>JOAQUIM  MARREIROS </li></ul><ul><li>ANTÓNIO GUERRA </li></ul><ul><li>FRANCISCO NASCIMENTO GOMES </li></ul>
  60. 63. Extinção do Tarrafal <ul><li>A 26 de Janeiro de 1954, o Campo de Concentração do Tarrafal foi encerrado. </li></ul><ul><li>Em 1962, o Campo de Concentração do Tarrafal foi reaberto, desta vez destinado aos patriotas dos movimentos de libertação das colónias portuguesas, capturados na Guerra Colonial. </li></ul>
  61. 64. O Museu da Resistência <ul><li>Hoje, existe no local, o Museu da Resistência destinado a preservar a memória dos tempos em que não havia liberdade. </li></ul>
  62. 65. O Fim da Ditadura <ul><li>O Estado Novo foi derrubado no dia 25 de Abril. </li></ul><ul><li>Os presos políticos foram libertados, pondo fim a anos de perseguições. Membros da resistência antifascista regressaram a Portugal. </li></ul><ul><li>A reconquista da liberdade de expressão percorreu as páginas dos jornais, a rádio e a televisão. </li></ul><ul><li>Abria-se o caminho para o regime democrático . </li></ul>
  63. 66. A Revolução de Abril
  64. 67. Bibliografia <ul><li>MARQUES, A. H. de Oliveira, História de Portugal, das origens ao renascimento , Vol. I. Lisboa, 9 ed. Palas Editores, 1982. </li></ul><ul><li>MAGRO, José, Cartas da Prisão (1 Vida Prisional), Edições Avante, 1975. </li></ul>
  65. 68. Bibliografia <ul><li>http://www.youtube.com/watch?v=2HyjaBR-O0A </li></ul><ul><li>http://mariamarcelino.tripod.com/migueltorga.htm </li></ul><ul><li>http://purl.pt/13860/1/miguel-torga.htm </li></ul><ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_torga </li></ul><ul><li>http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=535&Itemid=64 </li></ul>
  66. 69. <ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Fuga_de_Peniche </li></ul><ul><li>http://www.citi.pt/cultura/politica/25_de_abril/ </li></ul><ul><li>http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=Biblioteca </li></ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch?v=DQTZKaeOygs </li></ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch?v=blaxcWTqffE </li></ul><ul><li>http://www.pcp.pt/avante/20020307/475t1.html </li></ul>
  67. 70. <ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_de_Sttau_Monteiro </li></ul><ul><li>http://mariamarcelino.tripod.com/sttaumonteiro.htm </li></ul>
  68. 71. Trabalho Realizado por: <ul><li>Diogo Cambeiro nº 13 </li></ul><ul><li>Francisco Cambeiro nº 15 </li></ul><ul><li>Ricardo Moita nº 29 </li></ul>

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