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Trincheiras• As trincheiras eram valas profundas onde os soldados se protegiam e  onde se acabaram por instalar durante un...
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•    Não era possível aguentar. Vieram os motins. As deserções.    As canções proibidas, como essa enigmática "canção de  ...
• a afogá-los lentamente. Não podíamos fazer nada para os  ajudar». (9) Os seus corpos ficaram enterrados nesses campos  c...
• Abertas pelas próprias tropas, são condicionadas pelas  condições do terreno. Caso o terreno não permita ou dificulte a ...
• Eu fiz a prova de historia sobre a primeira guerra mundial que  tinha esse assunto também semana passada.  Mas pelo que ...
A Guerra das Trincheiras      Falámos do inferno que era a vida dos      soldados nas trincheiras. Falar é      pouco; ver...
Viver nas trincheiras é adiar a morte! A    morte chegará pelo fogo inimigo, pelos         gases tóxicos que asfixiam ou  ...
A Guerra nas trincheiras• Em Outubro, as linhas de trincheiras de alemães e Aliados já  se estendiam pelo nordeste da Fran...
O dia-a-dia• A vida nas trincheiras era horrível. Quando chovia, o que é  comum na região, os túneis inundavam. E os solda...
Conclusão• Jamais uma guerra terá conduzido milhões de homens a  entrar nela, durante tantos anos por tantos quilómetros, ...
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Guerra das trincheiras

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Guerra das trincheiras

  1. 1. TRINCHEIRAS• Introdução• As trincheiras eram, por vezes descontínuas, mais ou menos profundas, mais ou menos desfeitas pela chuva e cheias de lama. A maior parte das vezes atravessadas por alertas, bombardeamentos e ataques repentinos, formava-se nelas uma nova espécie de homens: o homem das trincheiras.• Durante esses longos anos, um a dois milhões de soldados de infantaria, incessantemente renovados à medida que se davam as perdas, no meio das quais se viam observadores de artilharia, serventes de «pequenos canhões» e sapadores de engenharia, viveram dentro delas (se acaso pode chamar-se viver ao que foi a sua vida) e aí morreram de todas as tipos de mortes.
  2. 2. Trincheiras• As trincheiras eram valas profundas onde os soldados se protegiam e onde se acabaram por instalar durante uns longos meses.• Contrariamente às previsões, a guerra ameaçava ser longa e assim à «guerra de movimentos» sucedeu a «guerra de posições», a chamada segunda fase da 1ª Guerra Mundial. Deu-se o aparecimento das trincheiras pois o atolamento da guerra obrigava as tropas a enterrarem- se para se protegerem do inimigo, procurando conservar as regiões ocupadas, através de uma extensa rede de valas e abrigos na terra, que lhes dava a sua protecção.• Os alemães foram os primeiros adaptar esta situação e os que as construíram mais confortáveis, espaçosas e requintadas durante a 1ª Guerra Mundial.• O complexo sistema de trincheiras tinha a Linha da Frente protegida por sacos de terra ou muros de madeira, arame farpado, equipado com armadilhas para impedir o tiro de rajada, no caso de irrupção inimiga.
  3. 3. Em profundidade, fortins obrigavam a artilharia, depois sucediam-se linhas de defesa e fossos de ligação com a retaguarda para receber abastecimentos e reforços, evacuar feridos e tropas exaustas.Era o universo dos soldados, que a lama eos parasitas, tanto como os tiros doinimigo, tornam dantescos. A vida nastrincheiras era um inferno, quando choviatornavam-se em verdadeiros campos delama, em que os soldados rastejavam e seatolavam. Além disso as miseráveiscondições de higiene provocavam imensasdoenças e a multiplicação de parasitas. Ospobres soldados, por vezes, queimavamtoda a roupa para se verem livres dospiolhos que os devoravam.
  4. 4. As ofensivas a partir das trincheiras obedeciam sempre à mesma estratégia:vários dias de bombardeamentos feitos pela artilharia sobre o campoinimigo, seguidos de assalto pela infantaria. A tecnologia era já tãodesenvolvida que começaram, também, aparecer gases asfixiantes, sendo astrincheiras totalmente invadidas pelo gás. Os soldados que não colocavam amáscara a tempo, morriam intoxicados ou ficavam gravemente feridos comdoenças nos pulmões.Durante a 1ª Guerra Mundial existiram dois tipos de gás: Cloro e Mustarda.Morreram muitas pessoas durante a sua expansão e aqueles queassistiram, não se esqueceram daquelas trágicas horas de aflição.
  5. 5. Durante a guerra, havia muita falta de alimentos e por vezes os pobres soldados, viviam com condições miseráveis, tinham uma alimentação muitomonótona e desequilibrada. Uma quantidade mínima era determinada paracada um. Nunca tinham comida fresca, os biscoitos eram tão duros que para os partirem tinham que se utilizar pedras. As suas refeições eram à base decomida de cão e chá, pois também não havia água potável. Pelo contrário, os comandantes viviam com uma boa e variada alimentação, pois comiam de tudo e nunca lhes faltava nada. Nunca tiveram os problemas com que os soldados viviam e além disso ainda tinham à sua disposição whisky, soda e café.
  6. 6. O que foi a Guerra de Trincheiras?• Foi uma das fases da 1° Guerra Mundial, depois do rapido avanço alemão o EUA entrou na guerra, o que gerou um equilíbrio, nenhum dos lados tinha força ou capacidade suficiente para avançar o que os obrigou a ficar entrincheirados. Esse fato ocorreu principalmente não pela capacidade bélica dos dois lados, mas por uma simples invenção o arame farpado, podia não conter os bombardeios, mas as florestas de arame aliadas ao gás mostarda paravam as tropas. Foi a fase mais sangrenta da guerra.• com o equilíbrio das forças em luta,os exércitos passavam a guerrrear por meio de trincheiras.Nas frentes de combates ocidentais,a Entende buscou quebrar a defensiva alemã em gigantescas batalhas como a de Verdun e Smme,Na frança .
  7. 7. • No final do século XIX aumentam os contrastes sociais, o mal- estar dos operários, dos intelectuais, das mulheres marginalizadas. Vivem-se grandes momentos de ansiedade e de desilusão. O Grito de Edvard Munch é a imagem do homem europeu que se move numa paisagem fugidia com as suas cores sombrias e repleta de sons sinistros, de medos pavorosos. A vida quotidiana nas trincheiras foi dramática. Um vazio enorme. As saudades da casa, dos pais, das mulheres, dos filhos, das namoradas, das fontes, dos pássaros, do aroma das flores, da comida, das festas, do tempo vivido em paz. Foram estes os quadros lentos, suaves e repetidos que se iluminaram nas sombras, nos momentos de pausa ou de conversa. E também os do vocabulário jocoso, das expressões de calão, das palmadas nas costas, da partilha de alimentos, água, cachaça e cigarros. Os outros mostram a vida às avessas, o sofrimento, a amargura,
  8. 8. • queixume dos magalas: "falta-nos praticamente tudo. Aprendi cedo a dependurar o pão num arame para o pôr fora do alcance dos ratos, a dormir com os sapatos apertados, porque tentar calçá-los depois de os tirar era uma ilusão, a dormir enrolado num capote molhado, dormir 4 horas no meio de algazarra, de gritos humanos, de cheiros pestilentos, mas a dormir." (6) E a cada hora que passa tudo se torna mais turvo: os dias de combate, o fogo de artilharia, a morte. "A alguns passos de nós, no fundo da trincheira, jaz um corpo. É de um oficial subalterno; está semi-enterrado; só se vê a cabeça, um ombro e um braço com a mão em gancho. Está ali desde a véspera, o braço retesou e ergueu-se, e naquela mão, naquele braço, se engancham e tropeçam todos os que vão e vêm por aquela passagem estreita. Era preciso cortar aquele braço ou afastar o corpo. Ninguém teve coragem para tal" (7) Mais além, noutro lugar, "o bombardeamento com gases tornou-se mais intenso. (...) Daí a pouco não se via senão gente sufocando, tossindo, com o nariz e as goelas queimadas e os olhos irritados lacrimejando.
  9. 9. • Não era possível aguentar. Vieram os motins. As deserções. As canções proibidas, como essa enigmática "canção de Craonne", que tem a música da noite, do silêncio e da chuva para dar o timbre às emoções de soldados exaustos, sem réstia de esperança no fim de uma guerra infame, numa dolorosa despedida à vida, ao amor e às mulheres. Ao longo da guerra, caíram em combate dez milhões de homens. Muitos ficaram mutilados e doentes. Outros desapareceram no meio de lamaçais. "Era terrivelmente óbvio que dezenas de homens com ferimentos sérios se tinham arrastado até outros buracos provocados por granadas, para conseguirem alguma segurança, e agora a água que caía em volta deles, imóveis, estava
  10. 10. • a afogá-los lentamente. Não podíamos fazer nada para os ajudar». (9) Os seus corpos ficaram enterrados nesses campos calcinados, como o da Flandres. Mas ainda hoje, não sei bem porquê, florescem lá as papoilas...• O termo trincheira designa, genericamente, qualquer tipo de escavação linear no solo. Em engenharia militar, é considerada um tipo de fortificação de campanha. Constitui-se em um abrigo elaborado mediante trabalhos de escavação para possibilitar o tiro e a proteção e circulação das tropas. São escavadas a céu aberto e posteriormente cobertas, ou são abertas em trabalhos de minas. Podem também ser empregadas em sentido inverso, ou seja, constituírem-se numa obra de aproximação por parte dos sitiadores. Apesar da utilização militar de trincheiras remontar à antiguidade, foi após o advento da metralhadora, nomeadamente na Primeira. Guerra Mundial, que se praticou, pela primeira vez na História, uma guerra de trincheiras.
  11. 11. • Abertas pelas próprias tropas, são condicionadas pelas condições do terreno. Caso o terreno não permita ou dificulte a escavação, podem ser levantadas barricadas com sacos de areia ou outro tipo de obstáculo artificial. Geralmente tem uma profundidade suficiente para ocultar completamente um homem de pé, abrigando-o do fogo inimigo. Complementarmente permite a deslocação de tropas de forma dissimulada, possibilitando o seu posicionamento de modo a poder fazer fogo de uma posição protegida. Ainda de maneira geral, as trincheiras não são abertas em linha recta. Desta forma um soldado numa trincheira nunca vê mais de 10 metros. Isso se deve a que, em caso de invasão num dado ponto por uma força inimiga, esta não possa "fazer tiro" no "enfiamento". Do mesmo modo, caso a posição seja atingida por uma granada os seus estilhaços terão menor alcance, minimizando os danos. A abertura de trincheiras está associada a outras estruturas defensivas de fortificação como abrigos subterrâneos e casamatas.
  12. 12. • Eu fiz a prova de historia sobre a primeira guerra mundial que tinha esse assunto também semana passada. Mas pelo que eu estudei, era a parte que as tropas da Alemanha faziam buracos no território francês e as defendiam com metralhadoras e com arames farpados.• foi a guerra terrestre da primeira e segunda guerra mundial q os soldados se escondiam e atacavam o adversário debaixo da terra em uma parecida linha q se estendia por vários km foram duas crianças que começaram a jogar coisas uma na outra e fizeram um monte de trincheiras. Dai o nome ...Guerra de Trincheiras• Foi uma das duas fases da 1a guerra mundial. A outra era a de movimentação das tropas.
  13. 13. A Guerra das Trincheiras Falámos do inferno que era a vida dos soldados nas trincheiras. Falar é pouco; ver fotografias ajuda um bocadinho. Entre uma trincheira e a trincheira do adversário distam, às vezes, escassas dezenas de metros: é uma "terra de ninguém" na qual jazem, apodrecendo, os camaradas mortos. Será sobre esses corpos que os soladados caminharão quando for dada a ordem de ataque à trincheira inimiga. As feridas na alma não são, certamente, as mais leves que se trazem da guerra!
  14. 14. Viver nas trincheiras é adiar a morte! A morte chegará pelo fogo inimigo, pelos gases tóxicos que asfixiam ou afogam ou pelas doenças que, inevitavelmente, se contrairão neste inferno de lama! Há aspectos das guerras que são poucomencionados, como é o caso da destruiçãodo meio ambiente. O bosque de Delville era era fresco e belo devido ao seu arvoredodenso. Tornou-se nisto depois da batalha do Somme: Em muitos lugares, de tão pisados, demorou muito tempo a nascer, até, a erva!
  15. 15. A Guerra nas trincheiras• Em Outubro, as linhas de trincheiras de alemães e Aliados já se estendiam pelo nordeste da França, desde o canal da Mancha até a fronteira com a Suíça. Centenas de milhares de soldados permaneciam durante meses dentro de túneis e canais, que logo se transformaram em complicadas redes de defesa.• As trincheiras tinham protecção de arame farpado, às vezes electrificado, acima do qual havia torres com metralhadora. Enormes túneis faziam a comunicação entre os vários pontos da rede.
  16. 16. O dia-a-dia• A vida nas trincheiras era horrível. Quando chovia, o que é comum na região, os túneis inundavam. E os soldados tinham de lutar, comer e dormir por semanas com os uniformes encharcados. Havia lama pot todos os lados, às vezes atingindo até o peito dos homens. Eles não podiam manter-se aquecidos, e as doenças se espalhavam, matando milhares de pessoas diariamente. Para combater, os vivos sofriam com os piolhos, enquanto os ratos se alimentavam dos cadáveres.• As trincheiras protegiam as tropas contra os tiros de rifles e metralhadoras, mas eram pouco eficazes contra projécteis de artilharia. Durante os ataques, os feridos ficavam no campo de batalha até a noite, quando as patrulhas de resgate podiam procurá-los com menos perigo. Para muitos, já era tarde demais.
  17. 17. Conclusão• Jamais uma guerra terá conduzido milhões de homens a entrar nela, durante tantos anos por tantos quilómetros, carregados de armas. Uma verdadeira vida sobre uma terra cheia de cadáveres, com bombardeamentos constantes. Os soldados conheceram pela primeira vez a guerra moderna.• Pretendemos com o tema do nosso trabalho, que todos entendam melhor este grande facto histórico - a 1ª Guerra Mundial– e já agora, fazer uma homenagem a esses grandes homens, que sobreviveram em 1ª linha.

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