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Estresse no trabalho

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Transformações da organização do Trabalho no setor Bancário

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Estresse no trabalho

  1. 1. ESTRESSE NO TRABALHO DOROTÉIA MÚRCIA SOUZA PSICÓLOGA E PSICOPEDAGOGA Junho-2010
  2. 2. ESTRESSE NO TRABALHO • O estresse ocupacional, entendido como o estresse relacionado ao trabalho, tornou-se uma fonte de preocupação, uma vez que é reconhecido como um dos principais riscos ao bem-estar psicossocial do indivíduo (BATEMAN; STRASSER, 1983). • Segundo Cooper (2005), as pessoas trabalham mais horas e mais arduamente, a fim de atingir o sucesso pessoal e as recompensas materiais.
  3. 3. Tempos de Grandes Mudanças • De tempos em tempos ocorrem grandes transformações que reorganizam toda a sociedade • Do ponto de vista organizacional as transformações tem sido ainda mais radicais .. • O fator competitivo neste novo cenário passa a ser o conhecimento, • As competências individuais dentro das organizações
  4. 4. Sociedade do Conhecimento • Esse termo surgiu com o advento da globalização e trouxe consigo a velocidade do tempo real,com amplas possibilidades de controle, armazenamento e liberação de acesso a múltiplos conjuntos de informação.
  5. 5. Sociedade do Conhecimento • Na Sociedade do Conhecimento, as mudanças e as inovações tecnológicas ocorrem num ritmo tão acelerado, que além dos fatores tradicionais de produção, como capital, terra e trabalho, é fundamental identificar e gerir inteligentemente o conhecimento das pessoas nas organizações
  6. 6. • Rifkin (1995) destaca que a situação do emprego está se modificando e milhares de trabalhadores estão perdendo seus postos de trabalho, uma vez que estão sendo substituídos, com maior intensidade, pelas chamadas tecnologias inteligentes, que vêem sendo desenvolvidas em larga escala em todo o planeta. Para o autor, esse novo mundo do trabalho está deixando os indivíduos alienados, vítimas de um acentuado estresse proveniente de pressões decorrentes de um ambiente de alta tecnologia e crescente insegurança.
  7. 7. As abordagens conceituais do estresse ocupacional • As abordagens bioquímica, psicológica e sociológica, podem ser consideradas complementares e interligadas, são entendidas como as três principais abordagens conceituais referentes ao estresse ocupacional.
  8. 8. TRANSFORMAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SETOR BANCÁRIO • O setor bancário foi um dos segmentos em que a reestruturação dos processos de trabalho introduziu- se de forma mais abrangente. • O maior problema que o bancário enfrenta é o estresse causado pela pressão em atingir metas, onde muitas delas são imposição de produtos aos clientes. • Muitas das transformações implantadas vão se constituírem fatores altamente patogênicos.
  9. 9. TRANSFORMAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SETOR BANCÁRIO • A necessidade de contínuo aprimoramento é também um dos fatores que provoca um estado constante de vigilância, gerador de tensão: vigilância para não perder o emprego,para ser o melhor, para enxergar à frente. • As políticas de gestão de pessoal passaram a demandar dos funcionários,além da qualificação técnica, a constante mobilização de afetos.
  10. 10. TRANSFORMAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SETOR BANCÁRIO • Além disso, a rapidez das mudanças, que se reflete na flexibilização exacerbada, enfraquece a familiaridade com o trabalho e, conforme Sato(2003) • “A ausência de familiaridade é um dos fatores responsáveis pelo sentimento de penosidade no trabalho.”
  11. 11. A síndrome de Burnout • do inglês to burn out, queimar por completo • também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.
  12. 12. Síndrome de Burnout • A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.
  13. 13. 1. Necessidade de se afirmar 2. Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho; 3. Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido; 4. Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas; 5. Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho; 6. Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes; São doze os estágios de Burnout:
  14. 14. Os estágios de Burnout 7-Recolhimento; 8-Mudanças evidentes de comportamento; 9-Despersonalização; 10-Vazio interior; 11-Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido; 12-E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.
  15. 15. ESTRESSE E AS MUDANÇAS. • As constantes mudanças exigem alterações de papeis sociais de forma rápida e muitas vezes, sem o devido período de transição (Goleman, 1998). • A responsabilidade pela gestão do estresse é tanto do funcionário quanto da empresa, que deve dar suporte ambiental, político e educacional para que os comportamentos de risco sejam controlados, uma vez que, é no ambiente de trabalho que as pessoas passam a maior parte do seu tempo ativo e as demandas do trabalho influenciam drasticamente o seu estilo de vida.
  16. 16. Estresse e Mudanças • A gestão do estresse no ambiente de trabalho deve ter como principal objetivo à melhoria da qualidade de vida e isso deve estar assegurado na política de qualidade e recursos humanos da empresa, e identificado em sua visão e missão.
  17. 17. ESTRESSE E MUDANÇAS COMO LIDAR: • França & Rodrigues (1999, p.124), oferecem uma lista de intervenções que podem ser implementadas com o objetivo de gerenciar os níveis de estresse pessoal e organizacional, são elas:
  18. 18. • Técnicas de relaxamento, • Alimentação balanceada, • Exercício físico regular, • Repouso, lazer e diversão, • Sono apropriado ás necessidades individuais, • Psicoterapia e vivências que favoreçam o autoconhecimento, • Aprendizado de estratégias de enfrentamento, • Administração do tempo livre para atividades ativas e prazerosas, • Administração de conflitos entre pares e grupos, • Revisão e reestruturação das formas de organização do trabalho, • Educação para saúde e • Equacionalização dos planejamentos econômico, social e de saúde.
  19. 19. A gestão do estresse organizacional • A gestão do estresse organizacional exige uma visão multifatorial da realidade envolvendo aspectos econômicos, afetivos, culturais, físicos e ambientais e as ações devem contemplar o maior número possível desses aspectos envolvendo as seguintes etapas de implementação: identificação do problema e das percepções, verificação dos padrões culturais, discussão das características individuais e planejamento e implantação de programas de promoção de saúde, segurança e qualidade de vida.
  20. 20. Referencias Bibliográficas • BATEMAN, T. S.; STRASSER, S. A cross-lagged regression test of the relationship between job tension and employee satisfaction. Journal of Applied Psychology, v.68, p. 439-445, 1983. • COOPER, C. L. A natureza mutante do trabalho: o novo contrato psicológico e os estressores associados. In: Stress e qualidade de vida no trabalho: perspectivas atuais da saúde ocupacional. São Paulo: Atlas, 2005. • FRANÇA, A.C.L & RODRIGUES, A.L (1997). Stress e Trabalho: Guia básico com abordagem psicossomática. São Paulo: Atlas. • GOLEMAN, D (1995). Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva. • RIFKIN, J. O fim dos empregos. São Paulo: Makron Books, 1995. • SATO, L. Subjetividade, saúde mental e trabalho.In: RUIZ, R. (Org.). Um mundo sem LER é possível.Montividéo: REL-UNITA, 2003. p. 62-76

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