Laringe

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Laringe

  1. 1. Otorrinolaringologia 8ª aulaLaringeAnatomia “qualquer inflamação que provoque edema dessa região promove obstrução” • Área de difícil manipulação • Cavidade Epiglote  mais alta o Pregas vocais o Pregas Vestibulares • Cartilagens que definem o formato laríngeo, são: o Cricóide o Tireóide o Adenóide (que fixa pregas)  Quando há adução ou abdução da cavidade, quem se faz responsável por isso são essas cartilagens, por pregas aderidas. • A cavidade laríngeo é recoberta de mucosa respiratória, com glândulas de secreção mucóide, exceto as pregas que não são de mucosa (região glótica) • Supra Glote  acima das pregas vocais o Contém glândulas o Ampla rede linfática  Por isso nessa região tem maior propensão de cistos, por ter mais glândulas, bem como rápida manifestação linfonodal cervical. Pode simular faringite, com sintomatologia semelhante (inespecífica por vezes) • Sub Glote  abaixo das pregas até 1º anel traqueal o Único compartimento da cavidade laríngea totalmente fechado por cartilagem (cricóide) Dessa forma, compreende-se que a cavidade laríngea  Epiglote, até o 1º anel traquealSintomas Laringeos • Supraglote: Odinofagia, sensação de corpo estranho, pigarro, disfagia, disfonia, dispnéia, ruído respiratório o Os 3 primeiros são típicos de fase inicial de patologia, precoce. Já disfonia, dispnéia, ruído respiratório, sinaliza para sintomas tardias ao inicio da patologia, evoluindo para obstrução e Ins. Respiratória grave. Tumor nessa região promove isso tardiamente, quando invade outras estruturas  obstrui • Glote: disfonia (Clássico), dispnéia (evolução do problema)
  2. 2. o Se disfonia como queixa única, nenhuma outra pergunta tem valia, pois é típico de afecção em Glote, devendo procurar patologias que acometam o N. Vago (em sua eminência no tronco encefálico por ex., AVC) ou que acometam o Nervo Laríngeo Recorrente (tumor por exemplo) • Subglote: dispnéia. Para que haja voz: • Pregas vibrantes • Fluxo aéreo em volume e pressão • Adução das pregas perfeitamente Anamnese • Criança ≠ adulto o Importante saber se:  Congênito  Tumor  Inflamatório • Criança o Ordem de aparecimento dos sintomas o Tipo de Dispnéia o Modificações da voz o Alterações do choro o Tipo do estridor  Inspiratório  Supraglotico  Expiratório  Subglotico, Glótico, Vias Aéreas Inferiores  Bifásico  Glótico ou supraglotico o Sintomas Prévios  Astenia  Inapetência  Febre o Aspecto atual o Fatores que aliviam ou pioram o quadro Em criança é comum ocorrer mudança em seus hábito pois não consegue maismanter sua suficiência respiratória e com isso se recusa a brincar, se esforçar, por exemplo. • Adulto o Mesma conduta, porém saber se:  Há disfagia associada?  Ruído?  Tabagismo?  Principal fator de risco  Exposição ao Cimento, asbesto?  Patologias granulomatosas possíveis? (Blastomicose, BK)
  3. 3.  Perguntar se profissional da voz e se sempre foi assim? • Possivelmente acometimento glóticoObs: “E” ao exame contrai palatoExames da Laringe • Laringoscopia indireta o Através de espelhos e aparelhos que permitem visualizar “à distância”.  Rígido  Flexível  Nasofibro, com risco de criança morder!  Espelho de Garcia • Videolaringoscopia • Laringoscopia direta o Chega a laringe  Usado mais em biópsias, retirada de corpos estranhos o Longo, reto e rígido  Apóia na base da língua, mas sem ultrapassar epigloteExames Complementares • Radiologia o Rx simples Partes moles do pescoço o Avaliar partes moles, edema, espaço aéreo, corpo estranho • TC • RNM  Biopsia incisional# Patologias Laríngeas # • Congênitas: o Laringomalacia, o Membrana congênita, o Fendas, o Cistos. • Inflamatórias: o Supraglotite aguda, o Laringotraqueíte aguda, o Tuberculose, o Blastomicose. • Tumores Laríngeos. • Paralisias Laríngeas
  4. 4. • Corpo estranho • Trauma Congênitas • LARINGOMALÁCIA (mais comum) o Etiologia desconhecida o Desde o nascimento o È a causa mais comum de estridor inspiratório em lactante o Choro com volume e timbre normais o Piora com o choro ou esforço o Melhora no decúbito ventral o Não causa alterações no crescimento e alimentação o Confirmação diagnóstica com Endoscopia Laríngea  Melhora após 12 meses de vida, com fisiologia e anatomia voltando ao normal  Nada a fazer • MEMBRANAS CONGÊNITAS o Causam alterações do choro ou sua ausência  Micromembrana com sintomatologia pobre, praticamente assintomática, diferente se extensa, com complicações graves.  Pode-se associar com estridor ou angústia respiratória o As membranas glóticas são as mais freqüentes o Confirmação diagnóstica com Endoscopia Laríngea o Pode associar-se a estenose sub-glótica o Tratamento cirúrgico quando necessário • CISTOS DA LARINGE o Ocorre por obstrução do ducto, com acumulo de secreção o Mais freqüentes na Supra-glote o Choro ‘abafado’ o Disfagia (depende do tamanho) o Estridor inspiratório discreto o Confirma com Endoscopia laríngea o Tratamento cirúrgico Inflamatórias • LARINGOTRAQUEÍTE AGUDA o Etiologia viral o > M:F 3-6 anos
  5. 5. o Tosse ruidosa-metálica o Estridor bifásico o Agitação, cianose, dispnéia. o Tratamento:  Ambulatorial (Quando eupneica, bom estado geral) • Hidratação, vaporização, Nebulização, Mucolítico, Antihistaminico com Corticóides sitêmicos Internado ( Dispnéia, estridor permanente) • Suporte respiratório e condutas anteriores • Avalia ATB terapia • SUPRAGLOTITE AGUDA (EPIGLOTITE) o H. influenza o Idade: 2-4 anos o Evolução rápida.  Começa com dor de garganta, inespecífico portanto, mas em horas evolui com estridor  Sufoca se deitar  Em Rx • Coluna de ar some • Não define bem a glote por edema muito grande o Odinofagia intensa, febre, voz abafada, estridor, dispnéia. o Internação  Oxigenoterapia  Antibioticoterapia  Clavulin®  Corticóide • Controla edema e promove conforto  Suporte respiratório  Tubo nele!!!  HidrataçãoObs: Quadro de Infecção respiratória superior  pode evoluir com laringite viral • INFECÇÕES CRÔNICAS o Tuberculose Laríngea: acomete laringe posterior, disfonia de longa data, odinofagia, pigarro. o Blastomicose: Acomete supraglote, causa odinofagia intensa, voz abafada, sensação de corpo estranho.  Sistêmica, advinda dos pulmões, destrói cartilagem e traz seqüelas funcionais  estenoses e incompetências glóticas  Sorologia e biopsia para confirmar o Hanseníase o Sífilis Tumores Benignos • PAPILOMA o Freqüente em <15anos
  6. 6. o Etiologia viral o Lesões e supra ou subglote para ter sintomas  Disfonia progressiva, dispnéia evolutiva o Acomete qualquer região laríngea, lesões exofíticas o Prognóstico bom após a puberdade o Remoção cirúrgica é de alívio, pois não é definitivo, havendo recidiva até adolescência, só melhorando após tal não se sabe por quê. • NÓDULOS EM PREGAS VOCAIS o Relacionado com abuso vocal  Há hiperplasia subepitelial, comum em mulheres em função de sua anatomia  Disfonia o Lesão bilateral, com bom prognóstico Indicada fonoterapia. • HEMANGIOMA SUBGLÓTICO o Após 6 meses de vida o Obstrui subglote  Dispnéia  Estridor bifásico o Confirma por Endoscopia laríngea o Responde bem a corticóide o Criança acaba se adaptando pois o crescimento do esqueleto laríngeo promove o “afastamento”. o Não é incomum outros hemangiomas pelo corpo • PÓLIPO o Disfonia • Edema de Reinke o Bilateral, provocado por cigarro  Voz Rouca, em mulher  São tão intensos os edemas que promovem “pólipos” que sobem e descem à respiração  progressivo, com o paciente se adaptando  Tratamento • Parar com o cigarro o Involução significativa do edema o Cirúrgico se após parar de fumar não melhorar • Cisto de prega vocal. o Disfonia, cirúrgico se não melhorar com fono Dessa forma, todo sintoma laríngeo se faz necessário laringoscopia, comEndoscopia Laríngea, depois sim TC# Câncer de laringe # • 25% dos tumores de cabeça e pescoço. 2% todos os tumores malignos.
  7. 7. • Fatores de risco: Tabagismo, etilismo, marceneiros, gases irritantes, pó de ferro, vapores de ácido. • Lesões pre-malignas: leucoplasia, hiper ceratose. o Sempre fazer biopsia excisional o Recomendar parar de fumar, hidratação, mucoliticos • Tipo histopatológico mais freqüente: Espinocelular  Mais comum em região glótica  Se supra glótico, rápida metástase por ser rico em circulação linfática  Sempre que Odinofagia não febril pesquisar Faringe e Laringe  Se subglotico, com metástase para mediastino, pior prognósticoEntão o T. Glótico: 75% dos T. Laríngeos  Crescimento lento e metástase tardia  DISFONIA o T. Supra-glótico: Cresce superiormente  Volumosos ao diagnóstico  Metástase freqüente.  Odinofagia, Sensação corpo estranho, pigarro, massa cervical. o T. Sub-glótico: Raros,  Metástase paratraqueal (50%) e mediastino.  Dispnéia, ruído respiratório.Diagnóstico • História clínica • Laringoscopia Indireta: o lesão infiltrante o ulcero-infiltrante, com ou sem paralisia da laringe. • Massa cervical • Laringoscopia Direta para biopsia. • Estadiamento TNMTratamento. • Cirurgia: o Laringectomia parcial, o Laringectomia total com esvaziamento cervical conservador ou radical. • Terapia complementar o Radioterapia, avaliando riscos de Xerostomia, Mucosites, Necrose Actínica • Reabilitação. • Quimioterapia# PARALISIAS DE LARINGE #
  8. 8. • Unilateral o Mais freqüente por lesão do NLR esquerdo. o Voz soprosa, disfagia, tosse. o Criança com choro fraco, estridor e dispnéia. o Fazer: Laringoscopia, Rx tórax e palpação cervical  Pode-se cogitar ainda TC cervical para se avaliar tumor infiltrante • Bilateral o Menos freqüente, origem metabólica, central, traumática. Estridor, dispnéia o Voz pode ser normal com baixo volume e disfagia.Considerações Finais • Funções laríngeas o Esfincteriana, protegendo via aérea superior e indispensável em algumas funções como Valsalva, Trabalho de Parto, Evacuação o Fonatória o Respiratória • Estenose laríngea: seqüela de muito tempo entubado o Maior que 7 dias recomenda-se traqueostomia por ter risco muito alto • Paralisia unilateral: procurar lesão em todo trajeto do recorrente, mas pode ser idiopática (causa comum) • Mecanismos o Tosse  adução intensa com abdução forçada o Falar  adução, bem como para deglutir o Respirar  abdução, permitindo fluxo • Tumor maligno de glote: unilateral • Tumor maligno de supraglote: comum ser em epiglote • Papilomatose  disfonia progressiva. Em adulto é pré-maligno (biopsia sempre) • Duvida de Blastomicose: biopsia sempre

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