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  1. 1. UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC ENGENHARIA CIVIL PAULO RAMOS ANÁLISE DO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES –QUASE ACIDENTE – E A VIABILIDADE DA APLICAÇÃO DIRETA NA CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2009
  2. 2. PAULO RAMOS ANÁLISE DO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES –QUASE ACIDENTE – E A VIABILIDADE DA APLICAÇÃO DIRETA NA CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheiro Civil no curso de Engenharia Civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador: Prof. Msc. Clovis Norberto Savi CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2009
  3. 3. PAULO RAMOS ANÁLISE DO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – QUASEACIDENTE – E A VIABILIDADE DA APLICAÇÃO DIRETA NA CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso, aprovado pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Engenheiro Civil no curso de Engenharia Civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, com linha de Pesquisa em Segurança do Trabalho. Criciúma, 09 de Dezembro de 2009. BANCA EXAMINADORA _______________________________________________ Prof º Clovis Norberto Savi – Mestre – UNESC – Orientador _______________________________________________ Prof ª. Ângela Costa Piccinini – Mestre – UNESC – Banca _______________________________________________ Prof º. Edson Luiz da Silva – Mestre – UNESC - Banca
  4. 4. 5 • Dedico este trabalho aos meus pais e meu irmão que sempre me apoiaram e me ajudaram estando ao meu lado em todos os momentos. • À minha noiva pelas palavras de ânimo e apoio constante.
  5. 5. 6 AGRADECIMENTOS• À DEUS por ser a razão da minha vida, pela ajuda em todos os momentos, porser o meu melhor amigo.• Aos meus familiares, Pai, Mãe, meu irmão (Andy) e Tia Vanda que me ajudaramcom muito amor, carinho, respeito, paciência, incentivo.• À minha noiva Samanta que com suas palavras de ânimo, amor, carinho meajudaram a chegar até aqui com muito sucesso.• Ao meu orientador Prof º Clovis pela motivação e apoio para a realização destetrabalho e sempre disponível para as orientações.• À BUNGE FERTILIZANTES S.A por disponibilizar a empresa para a realizaçãoda pesquisa deste trabalho, assim como a atenção e ajuda de todos funcionários dosetor de Segurança do Trabalho, RH, Manutenção, Mina, à Gerencia Industrial e atodos que me ajudaram.• Aos colegas de faculdade que estiveram ao meu lado com incentivo,companheirismo até chegar ao dia tão esperado da formatura.
  6. 6. 7 LISTA DE ILUSTRAÇÃOFIGURA 1: Placa de aviso.........................................................................................44FIGURA 2: Fita sinalizadora.................................................................................... ..44FIGURA 3: Corrente de sinalização...........................................................................44FIGURA 4: Cone de sinalização..................................... ..........................................45FIGURA 5: Plataforma de proteção...........................................................................46FIGURA 6: Detalhes da plataforma de proteção.............................................. .........46FIGURA 7: Guarda corpo de laje ..............................................................................47FIGURA 8: Protetor para poço de elevador ..............................................................48FIGURA 9: Tela fechadeiro........................................................................... ............49FIGURA 10: Tela leve ................................................. .............................................49FIGURA 11: Tela tapume ................................................. ........................................50FIGURA 12: Capacete tipo aba frontal......................................................................53FIGURA 13: Capacete tipo aba total................................................. ........................53FIGURA 14: Capacete tipo aba frontal com viseira...................................................54FIGURA 15: Capacete tipo aba frontal com protetor tipo concha..................... ........54FIGURA 16: Óculos de segurança para proteção com lente incolo.................... ......55FIGURA 17: Óculos de segurança para proteção com lente de tonalidade escura ..55FIGURA 18: Óculos de segurança para proteção tipo ampla visão..........................56FIGURA 19: Protetor auditivo tipo concha ................................................................57FIGURA 20: Protetor auditivo tipo inserção (Plug)....................................................57FIGURA 21: Respirador purificador de ar (descartável) ...........................................58FIGURA 22: Respirador purificador de ar (com filtro)................................................58FIGURA 23: Respirador purificador de ar com filtro (descartável)............................ 59FIGURA 24: Luva de proteção tipo vaqueta..............................................................60FIGURA 25: Luva de proteção de algodão ...............................................................60FIGURA 26:Luva de proteção emborrachada..................................... ......................60FIGURA 27:Luva de proteção de latex .......................................................... ...........61FIGURA 28:Luva de proteção de PVC cano longo................................... ................61FIGURA 29:Luva de proteção de raspa.................... ................................................61FIGURA 30: Cinturão de segurança tipo pára - quedista..................................... .....62FIGURA 31: Dispositivo tava - quedas.................................................................. ....63
  7. 7. 8FIGURA 32: Botina em couro com elástico.......................................................... .....63FIGURA 33: Sapato em couro...................................................................................64FIGURA 34: Bota de borracha...................................................................................64FIGURA 35: Perneira de raspa..................................................................................64FIGURA 36:Pirâmide de Frank Bird........................................................................ ..66FIGURA 37: Bloco de registro de quase acidente.....................................................67FIGURA 38: Portaria central da Bunge Fertilizantes S.A.-Unidade de Cajati-SP.. ...69FIGURA 39: Comprometimento com o registro do Quase Acidente na BungeFertilizantes S.A......................... ...............................................................................74FIGURA 40: Quadro de resultados - Gestão a vista........................................... ......75FIGURA 41: Estatística de Acidentes na Bunge Fertilizantes-Unidade de Cajati-SPem 2004. ...................................................................................................................77FIGURA 42: Estatística de Acidentes na Bunge Fertilizantes-Unidade de Cajati-SPem 2005.....................................................................................................................78FIGURA 43: Estatística de Acidentes na Bunge Fertilizantes-Unidade de Cajati-SPem 2008.....................................................................................................................78FIGURA 44: Estatística dos relatos de Quase Acidente na construtora deCriciúma-SC.. ............................................................................................................80
  8. 8. 9 RESUMOA Bunge Fertilizantes S.A. é uma empresa que atua em todas as etapas deprodução de fertilizantes e se dedica em melhorar as condições de trabalho de seusfuncionários com a segurança do trabalho, aplicando e aperfeiçoando programas deprevenção de acidente como o Quase Acidente. Com isso, este trabalho tem comoobjetivo o estudo do programa de prevenção de acidentes - Quase Acidente - daBunge Fertilizantes S.A. e analisar a viabilidade da aplicação do programa naconstrução civil. Após a coleta de dados estatísticos na Bunge sobre o programa, aapresentação e a aplicação foram feitas em uma obra residencial localizada nacidade de Araranguá/SC, de responsabilidade de uma construtora de Criciúma/SC,onde foram coletados os relatos de Quase Acidente dos funcionários e analisadosposteriormente. Buscou-se fazer a verificação das dificuldades encontradas para aaplicação do Quase Acidente e o interesse da construtora em aplicar este programaem suas obras.Palavras-chave: Segurança do trabalho, Quase Acidente, Viabilidade, ConstruçãoCivil.
  9. 9. 10 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO.............................................................................................. ..........122 TEMA............................................................................................................. .........132.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA...................................................................................133 PROBLEMA DE PESQUISA ...................................................................... ...........144 JUSTIFICATIVA......................................................................................................155 OBJETIVOS............................................................................................................165.1 Objetivo Geral....................................................................................................165.2 Objetivos Específicos .......................................................................................166 FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA..............................................................................176.1 Acidente do Trabalho ................................................. ......................................176.1.1 Causas de Acidente do Trabalho ................................................. ................206.1.1.1 Atos Inseguros ............................................................................................206.1.1.2 Condições Inseguras ..................................................................................226.2 Segurança do Trabalho ................................................. ...................................246.2.1 Segurança do Trabalho na Construção Civil................................................256.3 Prevenção de Acidentes ...................................................................................276.4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) ...................................286.5 Análise de Risco da Tarefa (ART) ....................................................................326.6 Observação de Risco no Trabalho (ORT)........................................................346.6.1 Procedimento da ORT....................................................................................356.7 Permissão de Serviço Seguro (PSS)................................................................376.7.1 Procedimento da PSS.....................................................................................386.8 Diálogo Diário de Segurança (DDS)............................. ....................................406.9 Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)................................................. ....426.9.1 Tipos de EPC ..................................................................................................436.10 Equipamentos de Proteção Individual (EPI)..................................................506.10.1 Tipos de EPI..................................................................................................536.11 Quase Acidente................................................................................................656.11.1 Importância do Quase Acidente para a Construção Civil......................... 687 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA......................... ............697.1 Local da Pesquisa......................... ....................................................................69
  10. 10. 117.2 Técnicas de Coleta dos Dados.........................................................................707.3 Local da Aplicação da Pesquisa......................... .............................................717.4 Limitações..........................................................................................................718 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA..................728.1 A Aplicação do Quase - Acidente na Bunge Fertilizantes S.A.......................728.2 Resultados dos Registros na Bunge Fertilizantes S.A......................... .........768.3 A aplicação do Quase Acidente na construtora de Criciúma-SC e osresultados ................................................................................................................799 CONCLUSÃO.........................................................................................................82REFERÊNCIAS........................................................................... ..............................83ANEXO 1 - Exemplo da ART (Análise de Risco da Tarefa).................................. 85ANEXO 2 - Modelo da ORT (Observação de Risco no Trabalho).........................89ANEXO 2 - Modelo da PSS (Permissão de Serviço Seguro)................................91ANEXO 4 - Modelo de DDS (Diálogo Diário de Segurança).............................. ...93ANEXO 5 - Quadro Indicativo de EPI por Função............................................. ....95ANEXO 6 - Acompanhamento de Pendências do Quase Acidente Na BungeFertilizantes ..............................................................................................................97ANEXO 7 - Matriz de Risco para os Procedimentos de SSO e PPRA................102ANEXO 8 - Exemplos de Registros de Quase Acidente na Bunge FertilizantesS.A. no Mês de Maio/2009.................................................................................... .105ANEXO 9 - Resultados da Aplicação do Quase Acidente na Bunge FertilizantesS.A. - Unidade de Cajati/SP................................................................................... 110ANEXO 10 - Exemplos de Registro de Quase Acidente da Construtora deCriciúma/SC na obra de Araranguá/SC nos Meses de Agosto, Setembro eOutubro de 2009.....................................................................................................117
  11. 11. 121 INTRODUÇÃO Na indústria da construção civil pode ser constatado um grande númerode acidentes, esse número vem crescendo a cada ano. Podemos observar algunsdos principais fatores determinantes para esse fato ocorrer, como a rotatividade damão de obra que também está sem qualificação e sem treinamento de segurança eum dos principais fatores é a falta de cultura dos funcionários quanto à utilização etreinamento do uso correto dos EPI’s. Segundo dados do Ministério da Previdência Social do ano de 2008,ocorreram 688 mil acidentes de trabalho, sendo 281 mil com afastamento superior a15 dias e 2804 acidentes com morte. Um dado impressionante é uma média de 31trabalhadores/dia que não retornaram ao trabalho devido a invalidez ou morte. Esse número que a cada ano assusta a sociedade pode ser reduzido,pois nos dias atuais temos a tecnologia a nosso favor para proporcionar meios,técnicas, ações para a redução dos acidentes. A solução para essa redução é encontrada na prevenção do acidente,com essa ação podemos reduzir quase a zero o número de acidentes. Umaferramenta de prevenção é o quase-acidente, pouco utilizada na indústria daconstrução civil, mas bem aplicada em outros setores das indústrias. Diante desse quadro, será feito um estudo da aplicação da ferramenta deprevenção de acidentes o quase-acidente em uma indústria, a Bunge - NutriçãoAnimal, onde a aplicação do quase-acidente é muito bem implantada e iremosverificar através de resultados na redução de acidentes. Mediante a essesresultados e métodos de aplicação será feito um estudo da viabilidade, dificuldadese resultado da aplicação desta ferramenta de prevenção de acidente o quase-acidente na construção civil.
  12. 12. 132 TEMA A prevenção de acidente do trabalho aplicado no canteiro de obra.2.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA Análise do programa de prevenção de acidentes – Quase Acidente – e aviabilidade da aplicação direta na construção civil. Estudo de caso.
  13. 13. 143 PROBLEMA DE PESQUISA A indústria da construção civil destaca-se por apresentar uma grandediversidade de risco, em virtude das condições de trabalho e dos aspectosespecíficos de cada país, região ou localidade. A taxa de acidentes de trabalhonessa área é elevada, geralmente classificados como graves ou fatais; resultante deum ambiente de trabalho onde se encontram riscos ocupacionais. Diante do expostoo problema de pesquisa se volta para o seguinte questionamento: Com aimplantação do programa de prevenção de acidentes – Quase Acidente – naconstrução civil será possível aplicar esse programa para poder diminuir osacidentes?
  14. 14. 154 JUSTIFICATIVA A construção civil vem crescendo a cada ano com inovaçõestecnológicas, aplicação de novos métodos construtivos para facilitar e tornar aconstrução mais rápida e fácil de executar. Com obras cada vez maiores e mais complexas há sempre estudos etreinamento do funcionário para minimizar o desperdício de material e mão-de-obra,isso é muito importante para a empresa e principalmente para o meio ambiente, masnão é o suficiente para o funcionário que por muitas vezes se envolve em acidentespor falta de equipamentos de proteção individual, treinamento e informação. A maioria desses acidentes poderiam ser evitados se as empresasdesenvolvessem em seus canteiros de obra programas de segurança do trabalho,além de dar treinamento a seus operários e acompanhá-los em seus serviços. Diante desse quadro, ao longo desse trabalho será apresentado odesenvolvimento e aplicação direta do programa de prevenção Quase Acidente, poisatravés da prevenção podemos evitar vários acidentes.
  15. 15. 165 OBJETIVOS5.1 Objetivo Geral: Analisar e implementar o programa de prevenção de acidentes – QuaseAcidente - na construção civil, seguindo-se as recomendações da Normaregulamentadora brasileira de Segurança e Medicina do Trabalho a NR-18(condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção).5.2 Objetivos Específicos: • Implantar um programa de prevenção de acidentes no canteiro de obra; • Estabelecer medidas de proteção e prevenção para os riscos que derivam do processo de execução da obra; • Desenvolver técnicas que reduzam os riscos de acidentes, assegurando a integridade e a saúde dos trabalhadores; • Designar atribuições, responsabilidades e autoridade ao pessoal responsável pela segurança e saúde ocupacional.
  16. 16. 176 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA6.1 Acidente do Trabalho O conceito definido pela lei 8.213, de 24 de julho de 1991, da PrevidênciaSocial determina, em seu Capitulo II, Seção I, artigo 19, segundo Piza (1997,p.7): Acidente do Trabalho é o que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou perda ou ainda a redução permanente ou temporal da capacidade para o trabalho. Mas o acidente não pode ser tratado quando apenas há ferimentos, morteou lesão pode ocorrer quando não houver essas causas, como exemplo a queda deenergia elétrica, furo no pneu, etc. Também de acordo com a lei, o acidente do trabalho é consideradoquando ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa de acordo com asseguintes circunstâncias, conforme De Cicco (1982,p.2): • Doenças profissionais ou do trabalho: aquelas que são adquiridas em determinados ramos de atividade e que são resultantes das condições especiais em que o trabalho é realizado; • Qualquer tipo de lesão, quando ocorre: no local e no horário de trabalho e quando o caminho ou na volta do trabalho; fora dos limites da empresa e fora do horário de trabalho; fora do local da empresa, mas em função do trabalho. Podemos verificar que o conceito de acidente é muito amplo e não élimitado apenas no local de trabalho, mas também abrangendo o trajeto e osocorridos em função do trabalho. Com a preocupação que as empresas estão com relação à segurança dotrabalho, o acidente é um fato que nenhuma gostaria de presenciar e vivenciar,devido as várias preocupações legais que podem repercutir a empresa, outro fato éo custo que o acidente gera.
  17. 17. 18 Os acidentes devem ser evitados em todas as empresas, seja qual for oramo de trabalho ou o tamanho desta, pois o acidente pode ocorrer em todos oslugares. Podemos verificar os prejuízos decorrentes do acidente para oempregado como o aspecto humano de acordo com (Zocchio,2002) um dosaspectos que costumam estar em mais evidência nos acidentes de trabalho quandodestes resulta alguma vítima. A preocupação do empregado é no retorno ao trabalhodepois de um período de afastamento seja ele longo ou curto, como mostra Zocchio(2002,p.80): Vítima da incapacidade parcial, o mutilado, embora voltando a trabalhar, poderá sentir-se inferiorizado diante dos demais ou se sentir piedosamente aceito pela empresa e pouco útil para o trabalho. Isso ocorre quando não recebe apoio moral necessário após o acidente ou não lhe é propiciada uma reintegração psicológica adequada ao trabalho. Pode, mesmo, vir a representar problemas para a própria segurança do trabalho. Outro aspecto importante é o social, onde muitas empresas preocupadascom o funcionário acidentado fornecem a completa assistência social, psicológica,apoio moral e material tanto ao empregado como a família, por muitas vezes até areintegração ao trabalho, essas empresas são dignas de elogios. Essa não é arealidade da maioria das empresas que não dão a devida importância aoempregado, assim o dispensando da empresa após o tempo de afastamentodeixando a família e o empregado em uma situação terrível de viver dignamente.Sem esse apoio as famílias passam por muitas necessidades, de acordo comZocchio (2002,p.81): Muitas vítimas de acidentes sofrem, temporária ou permanentemente, redução de vencimentos que obriga a família a baixar repentinamente o padrão de vida, a proceder a cortes no orçamento, a privar-se de coisas até então usuais, fatos que ferem profundamente a felicidade de indivíduos e de famílias. Apesar da justiça que se pretende imprimir com o pagamento de indenizações às vítimas ou seus familiares, o valor indenizatório jamais compensa os danos físicos ou funcionais das vítimas, e muito menos os repara. O aspecto social da empresa não deve ser restrito somente ao RH(Recursos Humanos) da empresa, também deve ser de responsabilidade dasegurança do trabalho de prevenir os acidentes algo muito mais importante do queassistir as vítimas de acidentes do trabalho.
  18. 18. 19 Um dos piores problemas a serem enfrentados pelo funcionárioacidentado e principalmente pela empresa é o aspecto econômico, segundo(Zocchio,2002) onde a empresa nem sempre percebe esse lado negativo doinfortúnio do trabalho, embora seja ela inicialmente a mais afetada. O empregado acidentado recebe muitas vezes o auxilio dentro do previstopor lei, mas dependendo do acidente este pode até ficar inválido, assim diminuindo arenda familiar, pois apesar da previdência social amparar legalmente o acidentado,ele não recebe o que antes recebia da empresa. Todas as empresas têm condições e fazem orçamentos das despesas, doserviço, material, mão-de-obra, impostos, etc. Mas o cálculo para o custo dosacidentes ocorridos na empresa não são contabilizados, o que gera no final umprejuízo para a empresa. Por muitas vezes apenas consideram a taxa de seguropaga a previdência social, as diárias pagas aos acidentados até o décimo quinto diade afastamento, esse seria o custo direto do acidente, o que seria um parcelapequena quando temos os custos indiretos. Os custos indiretos para a empresa segundo De Cicco (1982,p.5): • Salários pagos durante o tempo perdido por outros trabalhadores que não o acidentado: em geral, após o acidente, por menor que seja, os companheiros do acidentado deixam de produzir durante certo tempo, seja para socorre-lo, seja para comentar o ocorrido, seja por curiosidade, ou porque necessitam da ajuda do acidentado para a execução de sua tarefa, ou a máquina em que operavam ficou danificada no acidente; • Salários adicionais pagos por trabalhos em horas extras: em virtude do acidente, atrasos na execução da obra podem exigir trabalhos em horas extraordinárias, representando um adicional de 20% sobre o salário correspondente ao horário normal de trabalho; • Salários pagos a funcionários, durante o tempo gasto na investigação do acidente; • Diminuição da eficiência do acidentado de volta ao serviço produz menos (por receio de sofrer novo acidente, por desambientação, por falta de treinamento muscular, etc.). Em qualquer dos casos, a empresa pagará o mesmo salário para um trabalhador produzindo menos, o que representa, portanto, um outro custo adicional; • Custo de material ou equipamento danificado no acidente; • Multas contratuais, decorrentes de atrasos na execução da obra, devidos à queda de produção resultante de acidente. Além de todas as interferências citadas que os acidentes podem causar aempresa e ao funcionário podemos ainda mostrar outros aspectos negativos como aqualidade do serviço que irá ser reduzida devido a acidentes, não somente naqualidade final do produto, mas sim nas outras fases que antecedem a final. Algo de
  19. 19. 20grande importância é o prazo de entrega dos produtos, onde com a ocorrência deacidentes estes prazos podem ser alongados e assim prejudicando a empresa.Outro fato importante a ser tomado cuidado quanto ao prazo é a tentativa deminimizar esse fato, mas com isso começa a aparecer outras condições de risco quepodem levar a outro acidente.6.1.1 Causas de Acidentes do Trabalho Para evitar os acidentes devemos conhecer as causas, e estas ocorrempela soma de atos inseguros e condições inseguras. A maioria dos acidentes detrabalho acontece por influência do homem, seja por influência do meio social, pelapersonalidade, educação, entre outras características. De acordo com Zocchio(2002,p.95): Tudo se origina do homem e do meio: do homem por meio de características que lhe são inerentes, fatores hereditários, sociais e de educação, que são prejudiciais quando falhos; o meio, com os riscos que lhe são peculiares, ou que nele são criados, e que requerem ações e medidas corretas por parte do homem para que sejam controlados, neutralizados e não transformem em fontes de acidentes. Assim começa a seqüência de fatores, com o homem e o meio como os dois únicos fatores inseparáveis de toda a série de acontecimentos que dá origem ao acidente e a todas as suas indesejáveis conseqüências. Para causar um acidente basta as pessoas não se enquadrarem nascondições de saúde, estado de ânimo, temperamento, preocupação, entre outrascondições. Para obter o conhecimento mais profundo das causas dos acidentes, seráseparado em dois grupos: atos inseguros e condição insegura.6.1.1.1 Atos Inseguros Os atos inseguros são definidos de acordo com (De Cicco,1882), comocausas de acidentes de trabalho que residem exclusivamente no fator humano, isto
  20. 20. 21é, aqueles que decorrem da execução de tarefas de forma contrária às normas desegurança. Portanto, de acordo com esta definição, os atos inseguros dependem danão observância das normas de segurança do trabalho, ou seja, depende do homemagir de forma correta, observando seus atos e corrigir quando necessário. Estes atos devem ser reduzidos ao máximo, pois uma sucessão de atosinseguros pode levar ao acidente. Como os atos inseguros dependem do homem, podem ser tratadossegundo Zocchio (2002), como atos conscientes, onde as pessoas sabem que estãose expondo ao perigo; atos inconscientes, aqueles que as pessoas desconhecem operigo a que se expõem; atos circunstanciais, ocorre quando as pessoas podemconhecer ou desconhecer o perigo, mas algo mais forte as leva à prática da açãoinsegura. Para evitar os atos inseguros é necessário conhecer os motivos que levouo funcionário a praticá-lo e trabalhar através de treinamento, palestras, etc.,principalmente o comportamento do empregado. As causas dos atos inseguros devem ser identificadas em cadafuncionário para que assim possam ser tomadas as precauções e ações corretivas.Podemos citar 3 grandes grupos de causas do ato inseguro, conforme De Cicco(1982,p.7), explica: • Inadequação entre homem e função: Alguns trabalhadores cometem atos inseguros por não apresentarem aptidões necessárias para o exercício da função. Um operário com movimentos excessivamente lentos poderá cometer muitos atos inseguros, aparentemente por distração ou falta de cuidado, mas, pode ser que a máquina que ele opere exija movimentos rápidos. Este operário deve ser transferido para um tipo de trabalho adequado às suas características. • Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los: É comum um operário praticar atos inseguros, simplesmente por não saber outra forma de realizar a operação ou mesmo por desconhecer os riscos a que se está expondo. Trata-se, pois, de uma exposição inconsciente ao risco. • O ato inseguro pode ser sinal de desajustamento: o ato inseguro se relaciona com certas condições específicas de trabalho, que influenciam o desempenho do indivíduo. Incluem-se, nesta categoria, problemas de relacionamento com chefia e/ou colegas, política salarial e promocional imprópria, clima de insegurança com relação à manutenção do emprego, etc. Tais problemas ,interferem com o desempenho do trabalhador, desviando sua atenção da tarefa, expondo-o, portanto, a acidentes. Dependendo da área de trabalho, das empresas, podemos citar algunsexemplos de atos inseguros, conforme segue no quadro abaixo:
  21. 21. 22 QUADRO 01 – Exemplos de atos inseguros e suas conseqüências. ATO INSEGURO CAUSA DO ATO INSEGURO Desconhecimento dos riscos da função Ficar junto ou sob cargas suspensas e/ou da forma de evitá-los Desconhecimento dos riscos da função Colocar parte do corpo em lugar perigoso e/ou da forma de evitá-los Usar máquina sem habilitação ou Sinal de desajustamento autorização Imprimir excesso de velocidade ou Sinal de desajustamento sobrecarga Desconhecimento dos riscos da função Lubrificar, ajustar e limpar máquinas em movimento e/ou da forma de evitá-los Improvisação ou mau emprego de Sinal de desajustamento ferramentas manuais Uso de dispositivo de segurança Inadequação entre homem e função inutilizados Não usar proteção individual Sinal de desajustamento Uso de roupas inadequadas ou Inadequação entre homem e função acessórios desnecessários Manipulação insegura de produtos Inadequação entre homem e função químicos Transportar ou empilhar Sinal de desajustamento inseguramente Fumar ou usar chamas em lugares Sinal de desajustamento indevidos Tentativa de ganhar tempo Sinal de desajustamento Brincadeiras e exibicionismo Sinal de desajustamento FONTE – Zocchio,20026.1.1.2 Condições Inseguras Condições inseguras nos locais de trabalho de acordo com Zocchio(2002), são as que comprometem a segurança, ou seja, falhas, defeitos,irregularidades técnicas, carência de dispositivo de segurança, desorganização, etc.que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. Não podemos confundir condição insegura com perigo inerente, onde sãoaqueles que apresentam perigo pela sua característica agressiva, como exemplo
  22. 22. 23claro podemos citar a corrente elétrica é um perigo inerente aos trabalhadores,porém, não pode ser considerada condição insegura, por si só. No entanto,instalações elétricas improvisadas, fios expostos, etc. são consideradas condiçõesinseguras. Para evitar as condições inseguras do local de trabalho à empresa temum papel muito importante, pois é ela através dos técnicos de segurança,encarregados e supervisores que deve analisar essas condições antes de ocorrer oacidente e tomar as devidas ações para corrigir, conforme relata Ribeiro Filho(1974,p.479,480): O supervisor, em contato diário com seus subordinados, está em excelente posição para atuar junto a eles, a fim de que adquiram “mentalidade de segurança”, evitando, assim, a prática de atos inseguros; de outro lado, é responsável também pela remoção das condições inseguras existentes em sua área de trabalho. Por muitas vezes as condições inseguras estão ligadas diretamente comos atos inseguros, pois os funcionários verificam uma condição insegura e mesmoassim realizam o serviço, podendo ocasionar o acidente assim classificando acondição insegura aliada com o ato inseguro. O funcionário deve avisar a chefia dascondições de trabalho e se recusar a executar o serviço para a sua própria proteção. Em cada área podemos ter várias condições inseguras, abaixo algumasdas principais e de mais ocorrência de acordo com Zocchio (2002):• Falta de proteção em máquinas e equipamentos;• Proteções inadequadas ou defeituosas;• Deficiência em maquinaria e ferramental;• Falta de ordem e de limpeza;• Escassez de espaço;• Passagens perigosas;• Defeito nas edificações;• Instalações elétricas inadequadas ou defeituosas;• Iluminação inadequada;• Ventilação inadequada• Falta de proteção individual (EPI);• Falta ou falha de manutenção.
  23. 23. 24 Mediante a esses indicadores, as empresas podem tomar váriasprovidências para evitar as condições inseguras no local de trabalho. São açõesrápidas e de fácil execução que levará a redução de acidentes.6.2 Segurança do Trabalho A segurança do trabalho sempre deve ter muita importância para asempresas, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, pois o tamanho da empresanão pode influenciar na importância da segurança. Essa importância deve serconsiderada porque por trás de qualquer máquina existe um homem trabalhando,assim a segurança do funcionário não está ligada apenas aos ferimentos que elepode estar sujeito, mas há muitos outros fatores que influenciam o homem com afalta de segurança como o aspecto social, aspectos econômicos e aspectoshumanos. De acordo com Zocchio ( 1980, p.17), Segurança do trabalho é um conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas aplicadas para prevenir acidentes nas atividades das empresas. Indispensável à consecução plena de qualquer trabalho, essas medidas têm por finalidade evitar a criação de condições inseguras e corrigi-las quando existentes nos locais ou meios de trabalho, bem como preparar as pessoas para a prática de prevenção de acidentes. Algo que ocorria muito antigamente era a falta de investimento naempresa para a área de segurança do trabalho, pois era visto como um investimentomuito alto e não era analisado o custo beneficio de uma boa política de segurança esaúde do trabalhador. Por esse e por muitos outros motivos, que no passado onúmero de acidentes era maior que o dos dias atuais. De acordo com a RevistaProteção (1997, p. 22 e 24): As empresas que não investirem em segurança e que continuarem achando que isso é apenas um custo, começarão a andar na contramão da história [...] Alguns itens de segurança, por exemplo, prevêem a existência de equipamentos que não estão disponíveis no mercado brasileiro [...] Os andaimes mais modernos do mundo não podem ser usados aqui, porque não atendem nossa norma. Isso mostra que algo está errado.
  24. 24. 25 Mesmo com um alto preço a ser pago pela segurança com treinamentosde utilização de EPC, EPI, técnicas de prevenção e com o fornecimento dosmelhores EPC’s e EPI’s, ainda há empresas que não dão a importância devida.Alem destas empresas entra o fator dos funcionários que não se interessam com asua própria segurança e saúde. Ao contrário dos pensamentos antigos como cita Zocchio (2002), Semacidente ou com acidente, o trabalho é realizado. De fato que este pensamento eramuito aplicado antigamente, mas nos dias de hoje os pensamentos são outros, ondea segurança este em primeiro lugar, muito acima até mesmo da produção, tanto quemuitas das empresas utilizam outras frases muito mais adequadas para a realidadeque estamos vivendo, conforme a Bunge Fertilizantes AS utiliza: “Não há trabalhotão importante ou urgente que não possa ser feito com segurança“ ou também ,“Segurança em primeiro lugar “.6.2.1 Segurança do Trabalho na Construção Civil A Segurança do Trabalho na Indústria da Construção Civil tem poucaimportância para a maioria das empresas, porque acreditam aplicar um altoinvestimento ou imaginam ser desnecessário. O julgamento dessas empresas se dá pela alta rotatividade da mão-de-obra, onde o funcionário não se compromete com a empresa apenas visa o saláriodo mês. De acordo com DE CICCO (1982, p. 10), [...] Essa tendência de mudar de emprego, que converteu muitos operários da Construção Civil em verdadeiros nômades, é ainda maior nos períodos de pleno emprego, ou seja, quando os trabalhadores têm a segurança de encontrar outra colocação, sem dificuldades. Desta forma, a empresa e o funcionário são prejudicados, pois há umaumento de acidentes acarretando no afastamento do funcionário que fica semtrabalhar, podendo até ficar inválido ou no pior dos casos perder a vida.
  25. 25. 26 Há uma grande dificuldade de implementar a segurança principalmentepela mentalidade do funcionário que por muitas vezes não considera as instruçõesde segurança importantes, não entendem os procedimentos que foram dados,acharem incômodo seguir as normas de segurança e portanto, desrespeitando asmesmas, contribuindo assim, com o aumento no número de acidentes. Para diminuir esses acidentes é necessário realizar um trabalho deeducação o funcionário quanto a segurança do trabalho, essa educação é feitaatravés de palestras, treinamentos e conscientização, mas este trabalho não podeser feito de modo compulsivo, não mostrar como se fosse uma obrigação asegurança, mas sim uma conscientização para ele mesmo. Assim o funcionáriosentirá mais seguro com as informações e treinamento não tratando a segurançacomo um fardo. Também devem ser considerados os fatores de ordem social, como osbaixos salários, que levam os funcionários a alimentar-se mal, facilitando o contágiodas doenças ocupacionais. Muitas vezes o transporte coletivo é inadequado, ou atémesmo a distância do local de trabalho faz com que o funcionário tenha que acordarmuito cedo. Existem muitos fatores que expõe os operários aos riscos de acidentescomo: ● Instalações inadequadas; ● Longas jornadas de trabalho; ● Falta do EPI - Equipamento de Proteção Individual ou uso incorreto domesmo; ● Falta do EPC - Equipamento de Proteção Coletiva; • Falta de treinamento. De acordo com ZOCCHIO (2002), assim começa a seqüência de fatores,com o homem e o meio como os dois únicos fatores inseparáveis e inevitáveis detoda a série de acontecimentos que dá origem ao acidente e a todas as suasindesejáveis conseqüências. Observa-se ainda a existência de um perfil de insensibilidade com aHigiene e Segurança no Trabalho. SOUSA (1997), por exemplo, evidenciou em suapesquisa alguns levantamentos expedidos pela fiscalização da Delegacia Regionaldo Trabalho em João Pessoa, que apontavam dentre os dez itens das Normas
  26. 26. 27Regulamentadoras mais infringidos, os itens "condições sanitárias" e "EPI" comosendo os que apresentaram maior número de irregularidades. Trata-se, portanto, deitens sobre os quais todos têm conhecimento e que não dependem de nenhumconhecimento técnico mais aprofundado.6.3 Prevenção de Acidentes A prevenção contra acidentes são técnicas utilizadas para evitá-los, quenão deve ser apenas analisada após o acidente visando às conseqüências e não ascausas do acidente, pois mais de 96% dos acidentes de trabalho são causados pordesvio de comportamento das pessoas, assim a maior preocupação deve ser ofuncionário. Quando o programa de prevenção é aplicado na empresa, é única eexclusivamente para a diminuição dos acidentes e para antecipar a ação. Não bastaesperar ocorrer o acidente para depois tomar as atitudes, pois com isso pode levar amorte de muitos funcionários. Um dos principais fatores para se prevenir acidentes é a consciência dofuncionário onde tem que atentar para os riscos que pode estar correndo quandonão segue as normas de segurança. Por isso a principal ferramenta para prevençãoestá em mostrar os riscos que ele pode estar correndo no canteiro de obra, com issoinstruir e ensinar o trabalhador a se proteger. De acordo com Ribeiro Filho (1974, p. 79), A Participação ativa dos trabalhadores no programa de prevenção de acidentes só será atingida quando os mesmos tiverem consciência da importância da segurança em sua vida: na fabrica, no lar, em quaisquer lugares e circunstância. Esse objetivo somente será atingido através de uma motivação adequada para a segurança do trabalho. Esta não é uma prática muito comum na indústria da construção civil, poisa prevenção necessita de investimento, claro que terá um retorno muito grande nadiminuição do acidente, e quando falamos de investimento com relação à segurança
  27. 27. 28na construção civil os empreendedores e proprietários de construtoras tentam pormuitas vezes driblar a legislação e não seguir as normas de segurança. Há uma frase muito utilizada por várias empresas para a motivação econscientização do funcionário que é: “não há trabalho tão importante ou urgenteque não possa ser feito com segurança”, esta era a frase estampada na parede deentrada da empresa de mineração Metal Ar em Cajati-SP. Com as técnicas e estudos sendo elaborados sobre a prevenção deacidentes torna-se mais fácil a sua aplicação. De acordo com Ribeiro Filho(1974), os meios são ilimitados, cabe ao responsável escolher os métodosapropriados que, conjugados ou não, muito o ajudarão na prevenção de acidentes.Podem ser aplicadas algumas técnicas como o Quase-Acidente, Analise de Risco daTarefa (ART), Treinamento, Permissão de Serviço Seguro (PSS), Instrução deSegurança do Trabalho (IST), Diálogo Diário de Segurança (DDS), Observação deRisco no Trabalho (ORT), a formação da Comissão Interna de Prevenção deAcidentes (CIPA), etc. Essas ferramentas são aplicadas em muitas empresas, porém naconstrução civil são ainda pouco aplicadas e consequentemente se reflete noaumento do número de acidentes na indústria da construção civil. Quando osempreendedores e construtores aplicarem essas ferramentas, a tendência é haveruma redução de acidentes, já que elas requerem treinamento a todos osfuncionários. Por outro lado há falta de interesse do empreendedor e construtor naaplicação de programas de segurança e saúde do trabalho, faz com que osfuncionários não desenvolvam a cultura da prevenção de acidentes.6.4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) O objetivo principal da CIPA é a prevenção de acidentes e doençasdecorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalhocom a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A CIPA é composta de representantes dos empregados e do empregador.De acordo com a NR-5 da Portaria n. 3.214, de 08/06/78, do MTb, as empresas
  28. 28. 29privadas ou públicas e órgãos da administração direta ou indireta, que possuam 20(vinte) ou mais empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, estãoobrigados a organizar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, comas atribuições legais e finalidades reguladas por esta Norma. Na Construção Civil, segundo o estudo realizado pelo Ministério doTrabalho (1983, p. 11), [...] a representação dos trabalhadores em tais comissões é problemática, já que, além das dificuldades para a eleição dos representantes, estes podem também deixar o trabalho, provocando vagas difíceis de serem preenchidas em um prazo razoável. Na Construção Civil a falta de organização da CIPA é retratada muitoclaramente, pois os trabalhadores deveriam expor coletivamente e individualmentesuas queixas quanto à segurança de seu trabalho, participar dos projetos deequipamentos de proteção coletiva e na escolha dos EPIs mais adequados para arealização de suas atividades. Segue algumas das principais atribuições da CIPA de acordo com a NR 5: a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver; b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho; c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação as prioridades de ação nos locais de trabalho; d) realizar, periodicamente,verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas; f) divulgar aos trabalhadores informações relativas a segurança e saúde do trabalho;
  29. 29. 30 g) participar, com a SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores; h) requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador,a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores; i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho; j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho; k) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados; l) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores; m) requisitar à empresa as cópias das CAT’s emitidas; n) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT; o) participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS. Além das atribuições da CIPA, veremos algumas atribuições dosmembros da CIPA de acordo com a NR 5 :• Cabe aos empregados:a) participar da eleição de seus representantes;b) colaborar com a gestão da CIPA;c) indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentarsugestões para melhoria das condições de trabalho;d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto àprevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.
  30. 30. 31• Cabe ao Presidente da CIPA:a) convocar os membros para as reuniões da CIPA;b) coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT,quando houver, as decisões da comissão;c) manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA;d) coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;e) delegar atribuições ao Vice-Presidente;• Cabe ao Vice-Presidente:a) executar atribuições que lhe forem delegadas;b) substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seusafastamentos temporários;• O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as seguintesatribuições:a) cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para odesenvolvimento de seus trabalhos;b) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivospropostos sejam alcançados;c) delegar atribuições aos membros da CIPA;d) promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver;e) divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento;f) encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA;g) constituir a comissão eleitoral.• O Secretário da CIPA terá por atribuição:a) acompanhar as reuniões da CIPA e redigir as atas apresentando-as paraaprovação e assinatura dos membros presentes;b) preparar as correspondências; ec) outras que lhe forem conferidas.
  31. 31. 326.5 Análise de Risco da Tarefa (ART) A palavra risco nos mostra uma situação insegura que poderá ocorrer umacidente, desde que esse risco seja analisado e tomado às devidas precauções paraque não haja uma perda, seja ela física ou material. O risco pode estar presente dediversos modos como em gases, produto químico, trabalho em altura ou até mesmoem uma simples caminhada pela área de trabalho. Por esse motivo deve-se tomar odevido cuidado para os riscos existentes no ambiente de trabalho, assim fazendouma analise de cada risco existente no ambiente de trabalho e em cada atividadeexecutada. De acordo com que cita Zocchio (2002,p.179), A análise prévia tem a finalidade de estudar e determinar medidas de prevenção de riscos que, incorporadas aos projetos ou processos, previnem problemas de segurança que poderiam ocorrer na fase operacional do que foi projetado ou de processos desenvolvidos. A análise operacional identifica falhas de segurança na fase operacional, que em geral se constituem em perigos para as pessoas envolvidas e para os próprios componentes materiais das áreas de trabalho. Infelizmente a mentalidade das empresas, principalmente da indústria daconstrução civil com relação à análise e gerenciamento de riscos encontra-sebastante distante da prática. O mais comum é esperar a ocorrência de tragédiascomo acidentes e doenças graves para se tomar alguma atitude, e freqüentementeos trabalhadores são acusados como principais responsáveis pelos mesmos. De acordo com (Souza Porto,1997), o foco principal da análise de riscosda atividade nos locais de trabalho é a prevenção, ou seja, os riscos devem sereliminados sempre que possível, e o controle dos riscos existentes deve seguir ospadrões de qualidade mais elevados em termos técnicos e gerenciais. SegundoZocchio (2002), é de indiscutível utilidade a ART (Analise de Risco da Tarefa) para amelhoria contínua da segurança do trabalho. Para a elaboração da Análise de risco da tarefa é feito primeiramente umaanálise da atividade a ser realizada no setor, descriminando o que possa ter maiorrisco ao funcionário, empresa ou meio ambiente.
  32. 32. 33 De acordo com o programa de prevenção de acidentes da BUNGEFERTILIZANTES SA, a ART é elaborada da seguinte forma e ilustrada em umexemplo no ANEXO 1: O técnico de segurança vai até o local que será executado o serviço e faza análise dos perigos, riscos e as medidas de controle a serem seguidas, cada etapadesta deve ser seguido através de cada definição: Perigo: Fonte ou situação compotencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à propriedade,dano ao meio ambiente do local de trabalho, ou uma combinação destes. Risco:Combinação da probabilidade de ocorrência (freqüência) e da(s) conseqüência(s)(gravidade) de um determinado evento perigoso. Tarefa: determinada etapa que o(s)trabalhador(es) executa(m) durante a realização de uma atividade. Atividade:conjunto de tarefas que o empregado ou grupo de empregados executa. Porexemplo: concretagem da laje, armação da ferragem, execução das formas,execução do telhado, serviço de pintura,etc. Esta é uma ferramenta muito importante a ser seguida, pois em cadaetapa de serviço da construção o funcionário está ciente dos riscos que passará eassim tomará as providências pré-estipuladas da análise feita. Uma coisa é muitoclara, não basta aplicar somente a ART e sim deve haver um treinamento dofuncionário para cada risco na atividade. Um dos principais benefícios da elaboração da ART de acordo com oEvangelinos e Marchetti ( 2003,p.28) : Para a empresa ser economicamente saudável, devemos ser eficientes. • Para fazermos as coisas de maneira correta, sem erro, na primeira vez; • Para termos um aproveitamento total de pessoas, equipamentos e do local de trabalho; • Para proteger os empregados e ter o local de trabalho livre de riscos desconhecidos; • Para preservar nossos empregos. Resumindo, a análise é uma maneira sistemática para o reconhecimento de: • Exposições a riscos ou acidentes; • Possíveis problemas e incluindo produção, qualidade ou desperdício; • Desenvolver maneiras corretas para realização das tarefas de forma que atos inseguros, condições inseguras, acidentes, falhas, retrabalhos e desperdícios não ocorram; • Fazer de maneira certa sem perdas de qualquer espécie. Mas esta análise não se deve apenas ser feita para ser um documentoburocrático da empresa, mas sim um processo contínuo, pois a cada mudança
  33. 33. 34tecnológica que ocorre no mercado de trabalho podem surgir novos riscos e estesdevem ser analisados e tomados às devidas precauções.6.6 Observação de Risco no Trabalho (ORT) Esta é uma ferramenta para a prevenção de acidentes de trabalho de fácilaplicação, apresenta como objetivo um observador notar as ações, riscos, atitudes,etc. de todos os funcionários e identificar e corrigir todo comportamento nãoconforme que consiste na ação que discorda ou diverge do padrão de referência(comportamento seguro), expresso em procedimentos operacionais e ou normas desegurança, para a execução de uma atividade. Todos da empresa têm a função de cuidar da segurança, segundo RibeiroFilho (1974,p.479): O sucesso de segurança depende, em grande parte, de como os supervisores aceitam sua responsabilidade em levar a cabo os princípios de um programa de prevenção de acidentes. É essencial que todos os empregados da supervisão conheçam e aceitem essa responsabilidade, e sejam considerados competentes para arcar com elas. Na utilização da ferramenta ORT, alguns setores têm umaresponsabilidade maior, como a gerência, que apresenta em sua função principalgarantir a operacionalização da ORT e dispor os recursos para manter e aprimoraresta metodologia. A chefia, supervisores, engenheiros, técnicos, cipeiros e membrosdo sub-comitê ORT tem o dever de realizar as ORT buscando multiplicar aconscientização prevencionista e correção das não conformidades e o contínuoaprimoramento dos procedimentos e normas da empresa. O observador tem umas das principais responsabilidades para a boaaplicação da ferramenta de prevenção ORT, que estão relatadas abaixo:• Aprender os princípios da observação de comportamento;• Compreender a lista de verificação, padrões/normas e práticas seguras de trabalho;• Realizar um mínimo de observações por mês;
  34. 34. 35• Proteger o anonimato e a objetividade do processo de observação;• Dar um feedback positivo e de alta qualidade, imediatamente após a observação;• Obter comentários objetivos de seu colega de trabalho a respeito de observações de risco;• Ser positivo e profissional durante as observações. Evitar argumentos, confrontos ou repreensões;• Suspender sua observação e intervir “como a preocupação de um colega de trabalho”, se um acidente for iminente;• Entregar sua ORT no mesmo dia em que fizer a observação;• Informar prontamente à equipe ou Comitê de coordenação do sobre interesses ou questões sobre o processo;• Participar de novos treinamentos de atualização;• Ser um exemplo do processo; observar todas os padrões e boas da Cia.6.6.1 Procedimento da ORT O Observador deverá observar sistematicamente as operações realizadasnas áreas da empresa, sob sua responsabilidade, tanto de seus colaboradores comodos funcionários pertencentes a outros departamentos e também os prestadores deserviços, a fim de identificar, medir, avaliar, corrigir e controlar as atitudescomportamentais não conformes. O Observador, imediatamente após identificar a atitude comportamentalnão conforme deverá, no ato, esclarecer os procedimentos e objetivos daobservação, focar primeiramente as atitudes conformes e reagir para as atitudes nãoconformes ou inseguras, adotando a medida de controle, apropriada e cabível,orientando quanto à forma segura para realização da tarefa, e qual ou quaispreparações, deverão ser tomadas, para permitir que o serviço seja continuado,desta vez, dentro dos padrões e requisitos de segurança, conforto e higiene. No
  35. 35. 36caso de dúvidas, o técnico da empresa poderá ser acionado, para ajudá-lo no quecouber. O desenvolvimento da sistemática ORT está baseado em quatrofundamentos: observar, informar, corrigir as irregularidades e relatar.• Observar O observador analisa visualmente seus colaboradores diretos e terceiros,identificando os vícios, más posturas e outras condições de insegurança, em funçãodo comportamento, adotadas por estes durante a realização das tarefas. A observação pode ser ocasional onde você identifica o desvioprontamente, ou também pode ser observação planejada onde a atividade deobservação é definida anteriormente. Na observação planejada é necessário quehaja uma atenção especial, pois se deve informar ao trabalhador o que irá ser feito,informe que você estará observando-o por alguns minutos e que ele deve continuartrabalhando normalmente. Todos devem evitar que ocorram as seguintes falhas, muito comuns noprocesso de observação:a) Nas ORT’s enfocar atos e comportamentos não conformes de pessoas nãopertencentes ao setor do observador. Identificar primeiramente os desvios na suaárea de atuação. Não observe somente funcionários terceiros.b) Nem sempre o observado é notificado, corrigido e orientado; passando nestescasos a “ORT” a ser mero instrumento burocrático, o que, em momento algum, é afinalidade desta ferramenta.• Informar Uma vez terminada a observação inicial, o observador tem a obrigação dedar ciência ao pessoal envolvido, seja ou não seu colaborador, sobre o que foi
  36. 36. 37observado e a(s) não conformidade(s) identificadas, colocando-o a par do(s) risco(s),de seu(s) efeito(s), severidade(s) e conseqüência(s). Informar primeiro e sempre os comportamentos seguros e corretos,exaltando o funcionário dos acertos verificados. Nesta fase verificar o entendimentoe aplicação dos padrões em busca de desvios potenciais.• Corrigir as Irregularidades O trabalho é imediatamente paralisado e, através de um diálogo desegurança franco, honesto, construtivo e objetivo, devem ser corrigidas as falhascomportamentais.• Relatar Preencher corretamente todos os campos do formulário apresentado noANEXO 2, e se observado que é uma situação onde exista a probabilidade desimilaridade da ocorrência, encaminhar de imediato uma cópia desta ORT’s asdemais áreas da empresa e a quem possa contribuir para consolidar a correção e anão reincidência do(s) desvio(s). Depois de tomadas as providências corretivas adequadas, o supervisordeverá registrar os fatos, através do preenchimento da ORT.6.7 Permissão de Serviço Seguro (PSS) Trata-se de uma prévia análise dos riscos identificados nos serviços nãorotineiros onde são aqueles que não são realizados com freqüência ou sobcondições de risco variadas como: trabalho a quente, trabalhos elétricos, entrada emespaço confinado, abertura de linhas, trabalho em local elevado e outros que
  37. 37. 38possam gerar risco ao funcionário ou até mesmo ao patrimônio e ao meio ambiente,e assim seguir as devidas medidas de controle dos riscos através do preenchimentode um formulário ilustrado no ANEXO 3. A PSS pode ser tratada como uma ART (Anotações de ResponsabilidadeTécnica), ou seja, o funcionário que emitir a PSS está responsável por todo trabalhoreferente aquela PSS. O solicitante é o empregado devidamente treinado e autorizado a emitir aPSS. O solicitante não pode assumir o papel do responsável pelo executante etambém não pode fazer parte da equipe de executante. O executante é a pessoa que realizará o serviço solicitado, sendoorientada e instruída dos cuidados a serem seguidos.6.7.1 Procedimento da PSS De acordo com o Programa de Prevenção de Acidentes da BUNGEFERTILIZANTES S.A., segue o procedimento da PSS: O solicitante e o responsável pelos executantes devem efetuar opreenchimento da PSS no local onde o serviço será realizado, analisando os riscos,os equipamentos necessários, as condições de segurança e as medidas de controlenecessárias para cada tipo de serviço a ser realizado. Uma vez realizada essasprovidências, solicitante e responsável devem aprovar a PSS, liberando a atividade. Em uma mesma PSS não pode ser incluso dois tipos de trabalho. A primeira via da PSS deverá permanecer no local onde o serviço estásendo realizado, e a segunda via deverá ficar com a equipe de segurança em umlocal seguro de qualquer risco. É obrigatório interromper a PSS por qualquer pessoa quando: • For constatada que as medidas de segurança propostas nessas permissões não estão sendo seguidas; • Novos membros forem inseridos na equipe; • Houver mudança de local de serviço; • Novas atividades não previstas forem inseridas no trabalho;
  38. 38. 39 • Houver emergência ou no caso em que situações inesperadas aconteçam e coloquem em risco a segurança dos envolvidos nas atividades, nas instalações ou no meio ambiente tais como: erosão, infiltração, vazamento e desabamento. Após o controle da situação, o serviço será reiniciado apenas após nova avaliação por parte dos aprovadores da PSS. A PSS tem validade até o término do serviço, devendo ser revalidada pelosolicitante e pelo responsável pelos executantes nas seguintes situações: • A cada alteração do solicitante, do responsável pelos executantes ou da equipe executante; • A cada mudança da equipe de trabalho, seja na entrada de novos integrantes ou saída dos mesmos; • Quando houver interrupção na execução do serviço, independentemente do tempo desta interrupção. Quando se encerra o serviço, deve-se dar baixa na PSS através dopreenchimento do campo “Quitação e Aceitação do serviço” pelo solicitante e peloresponsável dos executantes. Logo após a PSS deve ser enviada ao setor desegurança para que analise a PSS e verifique se há a necessidade de tomar algumamedida corretiva, após é arquivada a PSS. Esta medida é de extrema importância, pois assim há sempre umresponsável por qualquer atividade a ser executada e no meio em que vivemos émuito importante ter essa pessoa ciente de todos os serviços, riscos que ofuncionário está sujeito. A PSS é um documento que responsabiliza todos os atosinseguros na atividade. No meio da indústria da construção civil essa é mais uma ferramenta deprevenção pouco atuante e aplicada. Como tudo que é burocrático e deve seguirnormas, a construção civil apresenta certa resistência, principalmente pelamentalidade que vem de muito tempo. Para essa medida ser aplicada na construção civil é necessário umtreinamento e o início da aplicação do programa, que é a principal cobrança daexecução desta ferramenta de prevenção.
  39. 39. 406.8 Diálogo Diário de Segurança (DDS) O DDS segundo Zocchio (2002), é um instrumento de eficáciaincontestável das atividades prevencionistas para a segurança e saúde dofuncionário. Uma ferramenta de fácil aplicação em qualquer área e tipo de trabalho,por ser conversas diárias entre os funcionários, além do baixo custo de aplicação. O DDS tem como objetivo proporcionar oportunidades para que seimplante a cultura de segurança nas diversas áreas, desenvolvendo nas pessoas ohábito da conversa sobre assuntos relativos a saúde e segurança do trabalho. Sãoreuniões rápidas de aproximadamente 5 a 10 minutos realizadas diariamente antesdo início da jornada de trabalho, no local de trabalho para discutir assuntos relativosaos riscos e prevenção dos mesmos, bem como discutir acidentes e incidentesocorridos. Essas reuniões são feitas pelos supervisores, encarregados de cada áreaonde este elabora os assuntos que são os mais diversos a serem abordados. Zocchio (2002,p.121) cita que: O chefe que tem por hábito dialogar com os subordinados sobre segurança do trabalho, corrigindo falhas e ensinando a maneira segura de executar as tarefas, além de prevenir acidentes, promove, ao mesmo tempo, o equilíbrio da produtividade nas atividades sob sua responsabilidade. Segue alguns dos principais assuntos abordados no DDS segundo oPrograma de Prevenção de Segurança da BUNGE FERTILIZANTES S.A. : • Falar das tarefas a serem executadas durante o dia; • Alertar sobre os riscos de acidentes e quais as medidas preventivas; • Utilização dos EPI’s e EPC’s; • Saúde do trabalhador; • Forma de prevenção de doenças; • Acidentes ocorridos no local de trabalho; • O que fazer em caso de acidentes; • Repita quantas vezes for necessário, os procedimentos para evitar acidentes; • Confira sempre se entenderam as instruções que foram transmitidas.
  40. 40. 41 São muitos os assuntos a serem abordados. Além dos assuntosespecíficos, pode ser lida algumas informações básicas de segurança para que acada dia a segurança esteja na mentalidade do funcionário. No ANEXO 4 mostraalguns exemplos e a lista de presença dos funcionários no DDS. Abaixo algumas informações segundo o programa de segurança daBUNGE FERTILIZANTES S.A. para a leitura do encarregado aos funcionários noDDS: QUADRO 02: Informações transmitidas no DDS 1 Verifique os Equipamentos de Proteção Individual de sua Equipe, inclusive faça a programação antecipada das atividades e quais Equipamentos e Ferramentas que serão utilizadas ; 2 Não se aproxime de máquinas, equipamentos ou caminhões em movimentação ; 3 Em redes elétricas energizadas somente o eletricista poderá executar trabalhos, Nunca faça improvisações ; 4 É proibido o uso de bebidas alcóolicas ou drogas alteradoras do comportamento ; 5 Conserve limpo o local de trabalho ; 6 Obedeça as sinalizações implantadas pela Segurança do Trabalho ; 7 Antes dos inícios das atividades, verifique as condições das máquinas e equipamentos ; 8 Comunique ao Encarregado todas as condições inseguras que ofereçam riscos de acidentes, observadas nas fases da Obra ; 9 Sempre que observar um principio de incêndio, combata-o com a preventiva, conforme instruções recebidas e em seguida comunique à Segurança do Trabalho ; 10 Usar todo Uniforme e EPIs conforme especialidades de Serviços e Normas da FAFEN/SE/Qualiman 11 Obedecer as placas de Sinalização instaladas na Refinaria e frentes de Trabalho ; 12 Andar e não correr nos locais de Trabalho ; 13 Ajudar a manter limpo os locais de refeição, sanitários, vestiários e veículos de Transporte de Pessoal ; 14 Não fazer brincadeiras de qualquer espécie nos locais de trabalho ou desviar atenção dos colegas de trabalho ; 15 Nos trabalhos a serem executados em altura superior a (2) dois metros, fazer uso do cinto de segurança ; 16 Não subir ou descer em veículos em movimento ; 17 Não deixar ferramentas ou equipamentos soltas sob estruturas, plataformas em cima de tubulações (acondicione-as) ; 18 Somente utilizar ferramentas e equipamentos adequados à atividade e nunca fazer improvisações ;
  41. 41. 42 19 Nunca permanecer de baixo de cargas suspensas nem mesmo passar 20 Quando precisar comparecer ao Ambulatório Médico, comunique de imediato ao seu encarregado e este ao serviço de Segurança do Trabalho ; 21 Não desligar ou ligar chaves elétricas sem a autorização de seu encarregado, a não ser em casos de emergência ; 22 Obedecer as instruções recebidas do Técnico de Segurança, quando determinadas a você ; 23 Quando executar atividades com lixadeiras elétricas, pneumáticas e esmeril, usar óculos de Segurança e Protetor Facial ; 24 Os Empregados não devem acionar, parar, ajustar qualquer máquina ou equipamento ou instalação que não esteja sob sua responsabilidade ; 25 Preservar o Meio Ambiente, não jogando lixo em locais inadequados. FONTE: Bunge Fertilizantes S.A., 2009 O principal objetivo do DDS é a conscientização do funcionário quanto asegurança e saúde para que haja uma prevenção e redução dos acidentes aofuncionário.6.9 Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) EPCs são dispositivos utilizados à proteção de trabalhadores duranterealização de suas atividades. O EPC serve para neutralizar a ação dos agentesambientais, evitando acidentes, protegendo contra danos à saúde e a integridadefísica dos trabalhadores, uma vez que o ambiente de trabalho não deve oferecerriscos à saúde ou à a segurança do trabalhador. Ao pensar em proteção do trabalhador é necessário previnir coletivamenteprimeiro, quando o meio não oferece condições seguras de trabalho adota-se o EPI.Esta ferramenta coletiva ao contrário do que se pensa é um investimentorelativamente barato, claro que temos EPC de alta qualidade e de alta tecnologiacomo os sistemas sofisticados de detecção de gases dentro de uma indústriaquímica. De acordo com Piza (1997,p.33):
  42. 42. 43 Os EPCs para serem perfeitamente definidos e adequados devem respeitar algumas premissas básicas: • Ser do tipo adequado em relação ao risco que irão neutralizar; • Depender de menos possível da atuação do homem para atender suas finalidades; • Ser resistentes às agressividades de impactos, corrosão, desgastes,etc., a que estiverem sujeitos; • Permitir serviços e acessórios como limpeza, lubrificação e manutenção; • Não criar outros tipos de riscos, principalmente mecânicos como obstrução de passagens, cantos vivos,etc. Assim a melhor conclusão para o EPC é que esta proteção não atrapalhaem nada o trabalhador, são dispositivos que ajudam e pode até aumentar aprodução do trabalhador.6.9.1 Tipos de EPC’s Abaixo alguns dos tipos mais utilizados de EPC’s:• Sinalização A sinalização pode ser utilizada tanto internamente e externamente com afunção de sinalizar, interditar, balizamento ou demarcação em geral, por indústrias,construtoras, transportes, órgãos públicos ou empresas que realizam trabalhosexternos. São equipamentos de fácil visualização e fácil de se encontrar nomercado. As fitas sinalizadoras podem conter textos, assim possibilitando váriasaplicações. As correntes de sinalização e isolamento em plástico ABS são as maisutilizadas devido a sua alta durabilidade, resistência mecânica e contra altastemperaturas, excelente para uso externo, não perdendo cor ou descascando com aação de intempéries. (Figura 1, 2, 3 e 4).
  43. 43. 44 FIGURA 1: Placa de aviso FONTE: Bunge Fertilizantes S.A., 2008 FIGURA 2: Fita sinalizadora FONTE: Bunge Fertilizantes S.A., 2008FIGURA 3: Corrente de sinalizaçãoFONTE: Bunge Fertilizantes S.A., 2008
  44. 44. 45 FIGURA 4: Cone de sinalização FONTE: Bunge Fertilizantes S.A., 2008• Plataforma de Proteção O sistema de plataforma de proteção (bandeja) é composta de quadrosmodulares de tamanhos variáveis, com molduras de aço e chapas de compensado,que são fixadas por intermédio de parafusos a vigas de aço reforçadas. Quandoinstalados, os quadros são fixados entre si, proporcionando total segurança aoconjunto. Devido à variedade de tamanhos e quadros, as bandejas são adaptáveisaos mais variados desenhos de lajes existentes. Esse tipo de proteção é de muitaimportância para os pedestres, pois evita que detritos de construção atinjam pessoaspassando na calçada. (Figura 5 e 6).
  45. 45. 46 FIGURA 5: Plataforma de proteção FONTE: Civil / Mecânica., 2009FIGURA 6: Detalhes da plataforma de proteçãoFONTE: Civil / Mecânica., 2009
  46. 46. 47• Protetor de Periferia – Tipo Guarda Corpo Conforme exige a norma NR-18, tem suporte para rodapé, travessãointermediário e travessão superior. A fixação à forma é feita através de um suporteem tubo redondo preso nos garfos de madeira. Tem, como acessório entre otravessão intermediário e o superior, dispositivo de passagem de cabo de aço paraamarração dos cintos de segurança dos operários. Muito utilizado nas limitações daslajes para segurança dos trabalhadores. (Figura 7). FIGURA 7: Guarda corpo de laje FONTE: Civil / Mecânica., 2009• Protetor para Poço de Elevador Módulo regulável tipo Guarda-corpo Rodapé (GcR), entre 1,50 m e 2,60m, com suporte para rodapé, travessão intermediário e superior. Os módulos sãomontados em apoios rigidamente fixados à estrutura ou em montantes. Os apoios
  47. 47. 48fazem com que o fechamento fique à distância de 0,20 m do poço do elevador,seguindo a orientação dos fabricantes de elevadores. (Figura 8). FIGURA 8: Protetor para poço de elevador FONTE: Civil / Mecânica., 2009• Telas de Proteção As telas de extrema utilidade, proporciona uma boa proteção para aspessoas. Segue as características de cada tela: • Tela Fachadeiro - ideal para proteger prédios em construção e obras de longa duração; • Tela Leve - para proteger prédios em reformas, pintura, recuperação de fachadas, etc. ; • Tela Tapume - ideal para cercamento de canteiro de obras, áreas de risco, desvio de trânsito e corredor para pedestres. Abaixo ilustrações das telas de proteção. (Figura 9, 10 e 11).
  48. 48. 49FIGURA 9: Tela fachadeiroFONTE: IBRATE,2009FIGURA 10: Tela leveFONTE: IBRATE,2009
  49. 49. 50 FIGURA 11: Tela tapume FONTE: IBRATE,20096.10 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) São todos os equipamentos de uso individual destinados a proteger aintegridade física e preservar a saúde do trabalhador. De acordo com Oliveira Ayrese Peixoto Corrêa (2001), os EPI’s desempenham importante papel na redução daslesões provocadas pelos acidentes do trabalho e das doenças profissionais. Todos os funcionários da obra devem ser treinados e orientados parautilização adequada dos EPI’s - Equipamentos de Proteção Individual e recebê-losgratuitamente em perfeito estado de conservação e funcionamento. De acordo coma lei do ministério do trabalho, CLT – Consolidação das Leis de Trabalho / Capítulo V– da segurança e medicina do trabalho / Seção IV - do equipamento de proteçãoindividual - Art.166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados,gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeitoestado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral
  50. 50. 51não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dosempregados. As empresas adotam um sistema para a distribuição e fiscalização dosEPI’s através de uma ficha, onde essa visa atender, não só as necessidades decontroles administrativas, mas, principalmente, os aspectos legais. Nesta fichaconsta além do termo de responsabilidade do empregado e da empresa, os tipos deEPI’s requisitados, seus C.A’s (Certificado de Aprovação) e as datas de entrega esubstituição. Todos os EPI’s utilizados pelo empregado deverão ser anotados nessaficha. As fichas de Controle de EPI’s ficarão arquivadas no setor de Segurança doTrabalho enquanto o empregado estiver trabalhando na empresa, após odesligamento do empregado, sua ficha deverá ser enviada ao setor de RH paraarquivamento junto ao prontuário do empregado desligado. Outro sistema a ser adotado para a fiscalização e principalmente para ainstrução dos funcionários de acordo com a sua função é uma planilha ondeconstam os riscos para cada função e principalmente porque consta o EPI a serutilizado na rotina de trabalho ou se a sua utilização é uma eventualidade, conformea planilha no ANEXO 5. É muito importante a fixação desta planilha em vário locaisde trabalho para todos os funcionários ficarem instruídos quanto a utilização dosEPI’s. O equipamento deve conter o CA (Certificado de Aprovação), que éexpedido pelo ministério do trabalho e emprego. Também quando não é dado odevido treinamento o funcionário fica com o equipamento, mas, desprotegido, poisutilizam incorretamente. Os funcionários devem responsabilizar-se pela guarda e conservação dosequipamentos de proteção individual e comunicar ao setor de segurança, quando oEPI tornar-se impróprio para o uso. Além disto, é necessária a sua utilização após otreinamento e orientação do setor de segurança da empresa. De acordo com Oliveira Ayres e Peixoto Corrêa (2001,p.26), É importante que o trabalhador tenha em mente que: • é necessário que o trabalhador participe dos programas de prevenção de sua empresa, a fim de que possa, conscientemente, valorizar o uso dos EPIs; • é desejável que o EPI seja confortável, que se adapte ao esquema corporal do usuário e tenha semelhança com objetos comuns;
  51. 51. 52 • deve-se deixar ao trabalhador a escolha do tipo de sua preferência, até mesmo quando a certa característica, como a cor, quando a empresa tiver selecionado e adquirido mais de um tipo e marca para a mesma finalidade; • a experiência tem demonstrado que se o trabalhador for levado a compreender que o EPI é um objeto bom para si, destinado a protegê-lo, mudará de atitude, passando a considerá-lo como algo de sua estima e, nesse caso, as perdas ou danos por uso inadequado tendem a desaparecer; • empregador e/ou o supervisor deverão ser tolerantes na fase inicial de adaptação, usando a compreensão e dando as necessárias explicações ao trabalhador, substituindo a coerção pela atenção e esclarecimento, de forma que, aos poucos, vá conscientizando o trabalhador da utilidade do uso do EPI. As ameaças e atitudes coercitivas provocarão traumas e revoltas do empregado. Em vários segmentos de trabalhos como em indústrias automobilísticas,alimentícias, química, mineração, cerâmica entre outras, apresentam uma aplicaçãocorreta dos EPIs conforme as normas de trabalho devido a sua organização,mentalidade, treinamentos e investimentos feitos. Na indústria da construção civilonde os acidentes são em maior números segundo o ministério do trabalho, pormuitas vezes apenas fornecem o EPI, mas não há um treinamento e tão pouco umareposição do EPI quando necessário. A segurança para a indústria da construçãocivil resume em fornecer o EPI sem uma preocupação da sua utilização correta. Conforme o artigo da Zanpieri Grohmann, [...] o simples fornecimento de EPIs e exigência de seu uso não podem evitar acidentes se utilizados isoladamente pois, um eficaz sistema de segurança é caracterizado não apenas pelo simples cumprimento de exigências legais,mas, principalmente, pela preocupação em fornecer aos empregados um ambiente seguro, os mais adequados equipamentos de proteção individual e um eficiente treinamento do mesmo, sem levar em conta apenas a minimização dos custos. Esse fato ocorre devido à alta rotatividade de mão-de-obra na construçãocivil, onde os empreendedores não investem em equipamentos e tão pouco emsegurança para não “perder dinheiro”, um pensamento retrogrado nos diasmodernos, onde a segurança tem que estar em primeiro lugar a frente da produção,pois do que vale produzir com acidentes ou mortes, o prejuízo é certo.
  52. 52. 536.10.1 Tipos de EPI’s A variedade de tipos de EPI são imensas, abaixo estão algum dos tiposde EPI mais utilizados:• Capacete de proteção A principal utilização do capacete é para proteção da cabeça doempregado contra agentes metereológicos (trabalho a céu aberto) e trabalho emlocal confinado, impactos provenientes de queda ou projeção de objetos,queimaduras, choque elétrico e irradiação solar. (Figura 12, 13, 14 e 15). FIGURA 12: Capacete tipo aba frontal FONTE: CPNSP,2005 FIGURA 13: Capacete tipo aba total FONTE: CPNSP,2005
  53. 53. 54 FIGURA 14: Capacete tipo aba frontal com viseira FONTE: CPNSP,2005FIGURA 15: Capacete tipo aba frontal com protetor tipo conchaFONTE: CPNSP,2005
  54. 54. 55• Óculos de segurança para proteção Os óculos são utilizados principalmente para evitar perfuração dos olhosatravés de corpos estranhos como no corte de arames e cabos, no uso de chave deboca e talhadeiras, uso de furadeiras, retirada de pregos, partículas sólidas e outrosagentes agressivos que possam prejudicar sua visão, como agentes químicos. Umaoutra aplicação é a utilização do óculos com lente de tonalidade escura, além dasproteções já citadas, podem proteger os olhos dos raios ultravioletas. (Figura 16, 17e 18). FIGURA 16: Óculos de segurança para proteção com lente incolor FONTE: CPNSP,2005 FIGURA 17: Óculos de segurança para proteção com lente de tonalidade escura FONTE: CPNSP,2005
  55. 55. 56 FIGURA 18: Óculos de segurança para proteção tipo ampla visão FONTE: CPNSP,2005• Protetor auditivo Utilizado para proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais queapresentem ruídos excessivos para evitar algumas doenças causadas pelo ruídocomo: perda auditiva, cansaço físico, mental, stress, fadigas, pressão arterialirregular, impotência sexual nos homens e descontrole hormonal nas mulheres eexcesso de nervosismo. É recomendado a utilização desta proteção durante todo operíodo de trabalho, assim causando um maior conforto para o trabalho. Naindústria da construção civil existe alguns setores onde a utilização desta proteçãotorna muito necessária como no caso do operador da betoneira, utilização deferramentas elétricas como serra circular, serra mármore. Quando não utilizado essaproteção pode gerar doenças ao longo do tempo. (Figura 19 e 20).
  56. 56. 57 FIGURA 19: Protetor auditivo tipo concha FONTE: CPNSP,2005 FIGURA 20: Protetor auditivo tipo inserção (plug) FONTE: CPNSP,2005• Respirador purificador de ar Utilizado para proteção do sistema respiratório contra gases, vapores,névoas, poeiras, para evitar contaminações por via respiratória, complicações nospulmões e doenças decorrentes de produtos químicos. Em casos de emergênciadeverão ser utilizadas máscaras especiais.
  57. 57. 58 Na construção civil a poeira é a grande dificuldade no local de trabalhoassim prejudicando a respiração do funcionário, outra dificuldade é na utilização deserra mármore para cortar paredes que gera uma névoa de pó, com isso é deextrema necessidade a utilização desta proteção para evitar doenças respiratórias eno momento do trabalho proporcionar um conforto ao funcionário. (Figura 21, 22 e23). FIGURA 21: Respirador purificador de ar (descartável). FONTE: CPNSP,2005 FIGURA 22: Respirador purificador de ar (com filtro) FONTE: CPNSP,2005
  58. 58. 59 FIGURA 23: Respirador purificador de ar com filtro (descartável). FONTE: CPNSP,2005• Luva de proteção As luvas de proteção são utilizadas para proteção mecânica, e contraprodutos abrasivos, escoriantes e rebarbas. Para cada tipo de luva há uma utilizaçãocorreta, como para a construção civil as mais utilizadas são as luvas de raspa para otransporte de argamassa nos carrinhos, as luvas de látex mais usadas para protegeras mãos de agentes químicos como o cimento que pode ocorrer várias irritações napele. Para que várias doenças não ocorram com o funcionário é de extremanecessidade a utilização desta proteção para cada tipo de serviço. (Figura 24, 25,26, 27, 28 e 29).

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