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Cultura negra

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Cultura negra

  1. 1. Cultura Negra
  2. 2. Cultura Negra • Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos Estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro- brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos.
  3. 3. Religiosidade• Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro- brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.
  4. 4. Religiosidade • Os orixás são deuses africanos queO Orixás correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários.
  5. 5. Religiosidade• Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.
  6. 6. Candomblé• Candomblé é uma palavra africana que significa dança. Propriamente, é uma dança religiosa na qual se reza para os orixás. Esta dança é uma invocação feita em roda e praticada por mulheres chamadas de sambas, daí o nome tão comum em nosso Brasil a roda de samba.• Todos os seguidores das religiões afro-brasileiras têm seu orixá. Acreditam que todos os seres humanos nascem da Natureza, em um determinado dia, lugar e hora sob o comando de um orixá que será seu protetor por toda a vida. No Candomblé, o orixá é uma força da criação divina, manifestação de Olorum, o criador de tudo (Deus).
  7. 7. Oxum• Deusa das águas, do poder da mulher e do trabalho doméstico.• Oxum: Deusa do amor e da fertilidade, das águas doces e do ouro.• Olorum, criador do Universo, enviou seus orixás até a terra. No entanto, ele esqueceu de enviar Oxum. A terra se tornou seca, sem água e sem vida. Percebendo o engano, Oxum foi enviada à terra para trazer beleza e fertilidade.• Metal: ouro• Comida: feijão fradinho com camarão seco, cebola e dendê.• Ferramenta: leque com espelhos (abebé)• Animal: pássaro• Local de culto: águas doce.• Animais de sacrifício: boi, cabra, galinha amarela.• Vestes: Amarelas com enfeites coloridos de azul, branco e rosa.• Dia: sábado.
  8. 8. Culinária• A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de- dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé.
  9. 9. Musicalidade• Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais.
  10. 10. Musicalidade • Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colônial.
  11. 11. Capoeira• Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas.
  12. 12. Desigualdade social e Discriminação
  13. 13. DESIGUALDADE ÉTNICO-RACIAL PESQUISA DO IPEA APONTA QUE BRASILEIROS MAIS POBRES SÃO NEGROS O Ipea (Instituto de Pesquisa EconômicaAplicada) noticia que nos últimos dez anos, a distânciasocial dos negros em relação aos brancos aumentou.Entre os 10% mais pobres do país, 65% são negros; entreos 10% mais ricos, 86% são brancos.
  14. 14. DESIGUALDADE ÉTNICO-RACIAL PARTICIPAÇÃO DO NEGRO NO MERCADO DE TRABALHO CRESCE, MAS RENDA AINDA É INFERIOR À DO BRANCO A participação dos negros no mercado de trabalho brasileiroaumentou desde a segunda metade da década de 90. No entanto,as condições de trabalho e de renda ainda continuam muitoaquém das registradas pela população branca. De acordo com o Relatório Anual das Desigualdades Raciaisno Brasil 2007-2008, elaborado pelo Instituto de Economia daUniversidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 20,6 milhões depessoas ingressaram no mercado de trabalho de 1995 a 2006. Dessenúmero, apenas 7,7 milhões eram brancos. O restante, 12,6 milhõesde pessoas, eram pardas e negras.
  15. 15. DESIGUALDADE ÉTNICO-RACIAL• As mulheres negras (pretas e pardas) estão em situação pior no mercado de trabalho que as brancas, revela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada hoje (17), mostrando que elas são maioria entre as trabalhadoras informais.• A pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais 2009 destaca que enquanto metade das mulheres pretas (54,1%) e pardas (60%) trabalha sem carteira assinada, portanto, sem direito a benefícios como seguro desemprego e licença maternidade, o percentual de brancas na mesma situação é de 44%.
  16. 16. DESIGUALDADE ÉTNICO-RACIAL Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo que será lançado neste ano (2011) pela  Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9% , os pardos 32% e os indígenas menos de 1%.

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