Slides texto geraldo_tadeu_conhecimento_e_pesquisa

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Slides texto geraldo_tadeu_conhecimento_e_pesquisa

  1. 1. METODOLOGIA DA PESQUISA
  2. 2. <ul><li>O Direito é um mistério. </li></ul><ul><li>O Direito apresenta-se sobre vários disfarces, o que permite expor sua capacidade de representar em si, diferentes aspirações sociais. </li></ul><ul><li>Mas, de onde vem, o que é, como funciona e para onde vai esse direito de várias faces? </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Antes de entrarmos no mundo da pesquisa científica é preciso saber o que o direito oferece. </li></ul><ul><li>De uma perspectiva epistemológica o Direito deve ser entendido como: </li></ul><ul><li>um conjunto de normas positivas; </li></ul><ul><li>uma ciência, constituída de conhecimentos abstratos e consagrada por uma determinada comunidade de pensadores. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Na epistemologia do Direito Positivo incluem-se: </li></ul><ul><li>Princípios filosóficos; </li></ul><ul><li>Teorias sociais e políticas; </li></ul><ul><li>Princípios gerais da Ordem Jurídica; </li></ul><ul><li>Descrição e análise das normas; </li></ul><ul><li>Consolidação e análise do material jurídico. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O Direito como ciência, deve ser analisado pelo estudioso da metodologia científica a partir de uma dupla exigência: </li></ul><ul><li>Sua teoria do conhecimento, seus conceitos, hipóteses e procedimentos formais; </li></ul><ul><li>A relação dessa produção teórica com a sociedade sobre a qual atuam os juristas-cientistas. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Porém, não é apenas a relação entre os fatos e teorias, a qual estabelece uma verdade, que é a problemática, mas as próprias idéias que temos nos permitem qualificar esses fatos, que são fruto de uma construção social. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>O Direito é plenamente científico na medida em que,por meio de procedimentos formais, é capaz de conhecer os fatos sociais e de chegar à definição de novas abordagens ou de novos institutos que se constituam verdadeiras soluções de problemas. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O jurista é o cientista que resolve duas ordens de problemas: </li></ul><ul><li>os que são suscitados pelas incoerências teórico-metodológicas que fundamentam o saber jurídico; </li></ul><ul><li>Aqueles que são colocados pelos fatos sociais, que são as instituições jurídicas. </li></ul>
  9. 9. A busca do novo e a pesquisa pelo Direito <ul><li>A permanente busca do novo é a razão de ser da ciência. </li></ul><ul><li>A dúvida metódica serve para fundamentar a necessidade da pesquisa. </li></ul><ul><li>Uma ciência que não procura, rapidamente se esclerosa em dogmática e seus cientistas degeneram em propagandistas. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A pesquisa científica, considerada como longa, exige paciência, previsibilidade, concentração, continuidade. </li></ul><ul><li>As pesquisas de opinião, consideradas curtas, são concluídas em poucas horas, como as chamadas “pesquisas de boca de urna”. </li></ul><ul><li>O que permite a ambas receber o rótulo de “científicas” é seu embasamento teórico e sua conformidade a métodos comprovados pela comunidade dos cientistas. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>A ciência é essencialmente pesquisa. E o Direito que lida com problemas altamente complexos, precisa abranger várias abordagens, de vários tipos de pesquisa, para assim, atingir diferentes soluções. </li></ul><ul><li>A pesquisa portanto, não é um acessório de luxo do jurista, ela é sua própria condição de vida! </li></ul>
  12. 12. O Projeto de Pesquisa <ul><li>A palavra latina projectu é particípio passado do verbo projicere , que significa “lançar para adiante”. </li></ul><ul><li>O projeto de pesquisa é o documento escrito que antecipa hipóteses,instrumentos metodológicos a serem utilizados para comprová-las e as prováveis conclusões a que se chegará. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Toda pesquisa deve ser precedida de um projeto. Nele se define uma série de passos fundamentais para a consecução do trabalho. </li></ul><ul><li>Portanto, o projeto não deve ser encarado pelo futuro pesquisador como uma mera exigência burocrática, pois ele é o elo necessário entre a intuição inicial e o resultado cientificamente comprovado. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O projeto é a base de uma boa pesquisa, portanto: </li></ul><ul><li>BOM PROJETO </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>BOA PESQUISA </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>BOA MONOGRAFIA </li></ul>
  15. 15. A Monografia <ul><li>A monografia consiste no estudo de um único tema. </li></ul><ul><li>Para a elaboração da monografia, é preciso observar os tipos e regras formais. </li></ul><ul><li>A monografia é acima de tudo, manifestação exterior e necessária de toda pesquisa. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>A monografia tem duas funções básicas: </li></ul><ul><li>Permitir a elaboração de idéias através da escrita, onde obriga o pesquisador a declinar seus argumentos, a experimentar suas convicções e a mostrar o seu trabalho. </li></ul><ul><li>Permitir a comunicação dos resultados. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>É fundamental que a pesquisa: </li></ul><ul><li>Seja transparente, para que outras pessoas possam reproduzir e comprová-la; </li></ul><ul><li>Seja baseada em descobertas que possam ser comunicadas à comunidade científica para que possam gerar novas pesquisas . </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Avaliação da monografia: </li></ul><ul><li>Existe uma extrema diversidade nas formas de avaliação encontradas nas universidades. </li></ul><ul><li>Existe um procedimento distinto para Pós-graduação, Mestrado e Graduação. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Nos cursos de graduação, encontra-se as mais variadas formas, que vão desde bancas examinadoras, até o julgamento pelo próprio orentador, passando por bancas de dois professores ou até pelo Chefe de Departamento. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A ciência é essencialmente uma grande obra coletiva que avança graças á contribuição de todos os cientistas. </li></ul><ul><li>O conhecimento é um processo que se desenrola num continuum que se indica com a intuição de uma relação e se completa na aprovação da monografia. </li></ul>
  21. 21. Conhecimento Jurídico e pesquisa jurídicas: Noções fundamentais
  22. 22. Conhecimento, método e metodologia <ul><li>A atividade investigativa que se materializa na realização de uma monografia só tem sentindo em função dos objetivos a que se propõe o investigador. Tais fins são definidos no terreno dos valores e princípios fundadores de cada ciência, expressos em seus paradigmas teóricos. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O Conhecimento é um processo que se inscreve num continuum que tem início na intuição de uma relação entre pelo menos dois fatores e que se conclui pela sanção do trabalho pela comunidade científica. </li></ul><ul><li>Consciente ou inconsciente, o cientista partirá de certos valores e princípios sem os quais não há conhecimento, não há ciência. </li></ul>
  24. 24. Teoria geral do conhecimento <ul><li>O conhecimento é uma atividade que supõe a relação entre um ente cognoscente e um objeto cognoscível. </li></ul><ul><li>Para existir conhecimento é necessário que um ser, dotado de subjetividade, deseje e seja capaz de projetar sua mente sobre objetos que são diferentes dele. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>O ente cognoscente, portanto, é aquele que move sua inteligência em direção a esse objeto cognoscível, é o primeiro elemento da relação de conhecimento . </li></ul><ul><li>Embora o agente do conhecimento seja o indivíduo, é a sociedade que concede aos seus membros os valores,a s idéias e as normas que dão sentido a realidade. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Para que haja conhecimento, não só é necessário que exista um sujeito, dotado de inteligência, mas também que esse sujeito se disponha a conhecer e possa fazê-lo. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Princípio da intencionalidade – significa ter a capacidade de representar objetos e estado de coisas que sejam diferentes do sujeito. </li></ul><ul><li>O segundo elemento da relação de conhecimento é o objeto cognoscível, isto é, um objeto passível de ser conhecido. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Linguagem </li></ul><ul><li>A linguagem tem uma importância decisiva no processo de conhecimento. Ela nos permite simbolizar por meio de signos, os objetos e estados do mundo. Sem a linguagem não poderíamos abstrair da experiência direta, nenhum axioma, nenhuma lei. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>1º elemento da relação de conhecimento – ente cognoscente. </li></ul><ul><li>2º elemento da relação de conhecimento – objeto cognoscível. </li></ul><ul><li>Não há sujeito sem objeto (a ser conhecido), como não há objeto sem sujeito (que o conheça). </li></ul>
  30. 30. Tipo de conhecimento <ul><li>Embora o processo de conhecimento seja único, todo conhecimento não é idêntico. Diferentes objetos e objetivos produzem diferentes tipos de conhecimento. </li></ul><ul><li>- Conhecimento prático; </li></ul><ul><li>- Conhecimento filosófico; </li></ul><ul><li>- Conhecimento religioso; </li></ul><ul><li>- Conhecimento científico. </li></ul>
  31. 31. Conhecimento prático <ul><li>É fruto da experiência, é concreto, passível de comprovação. </li></ul><ul><li>Sendo comum e senso prático. </li></ul><ul><li>A prática é o lugar da dialética entre o que se faz e o modo de fazer </li></ul><ul><li>Determinadas soluções tornam-se normas de ação. </li></ul>
  32. 32. Conhecimento filosófico <ul><li>Não é extraído diretamente dos fatos cognoscíveis pelos sentidos humanos. </li></ul><ul><li>Mas que um,a reflexão, a filosofia é capaz de uma auto-reflexão, criticando seus próprios fundamentos, suas próprias condições de possibilidade. </li></ul><ul><li>Conhecimento racional não é verificável. </li></ul>
  33. 33. Conhecimento religioso <ul><li>São pressupostos não verificáveis, seu objeto é o ‘absoluto sagrado’. </li></ul><ul><li>A crença precede a compreensão. </li></ul><ul><li>Depende de um ato de fé, não se constitui em um argumento racional. </li></ul><ul><li>O conhecimento do sagrado é uma experiência de comunhão que assume, caráter introspectivo, portanto, não verificável. </li></ul>
  34. 34. Conhecimento científico <ul><li>Trata-se de um conhecimento fático, racional e verificável, conhecimentos objetivos e comunicáveis. </li></ul><ul><li>Parte sempre da apreensão racional de fatos cognoscíveis pelos sentidos. </li></ul><ul><li>Os fatos tornam-se científicos a partir da formulação de problemas. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Os paradigmas são modelos que compreendem princípios, teorias, leis, métodos e procedimentos que se apresentam tanto como resultado da própria prática científica quanto como normas para o trabalho científico . </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Todo trabalho que se apresente como científico deverá conforma-se às regras impostas pelos diferentes paradigmas, criados e geridos pela comunidade científica. </li></ul><ul><li>Em ciência só se admite aquilo que se comunica ao mundo, especialmente a outros cientistas que assim poderão comprovar os resultados. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>O trabalho científico deve: </li></ul><ul><li>- ser plenamente verificável, para que seja possível à qualquer pessoa comprovar por si mesma o resultado obtido. </li></ul><ul><li>- apresentar comunicabilidade dos resultados. </li></ul>
  38. 38. MÉTODO CIENTÍFICO <ul><li>É o conjunto de procedimentos racionais que permite ao cientista investigar de maneira ordenada, a solução dos problema </li></ul><ul><li>Todos os tipos de conhecimento seguem um caminho, isto é, um método. </li></ul><ul><li>O método científico pode ser entendido genericamente como a teoria da investigação. </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Todos os tipos de conhecimento seguem um caminho, isto é, um método. </li></ul><ul><li>O método científico pode ser entendido genericamente como a teoria da investigação. </li></ul>
  40. 40. Método indutivo <ul><li>Este é o método mais utilizado. A indução consiste num processo que parte da análise de casos particulares, constatados de forma suficiente, para atingir generalizações cujos elementos não se encontram senão parcialmente nos casos observados. </li></ul>
  41. 41. Método dedutivo <ul><li>É o processo que procura explicar os fatos particulares por referencias a princípios ou leis gerais. </li></ul><ul><li>Na dedução todas as premissas são admitidas como verdadeiras. </li></ul>
  42. 42. Método hipotético-dedutivo <ul><li>Postula que: os princípios a partir dos quais se desenvolve raciocínio dedutivo são colocados apenas como hipótese. </li></ul><ul><li>De acordo com este método a única possibilidade lógica de se comprovar um enunciado científico, é colocar uma hipótese, que é um exercício de imaginação criadora, e testá-la pela aplicação da lógica dedutiva. </li></ul>
  43. 43. Metodologia científica <ul><li>É uma reflexão crítica a posteriori sobre o método científico, aplicando-se aos diferentes produtos da atividade científica, como dados conceitos e teorias. </li></ul>
  44. 44. Metodologia jurídica <ul><li>Consiste no estudo a posteriori dos diferentes métodos que os juristas utilizam para a elaboração e para a aplicação do Direito, como vistas à solução de problemas práticos que envolvem noções de direito e obrigação. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Objeto de interesse dos estudiosos da metodologia científica: </li></ul><ul><li>- Interpretação; </li></ul><ul><li>Modos de raciocínio jurídico; </li></ul><ul><li>Elaboração legislativa; </li></ul><ul><li>Decisão jurisprudencial. </li></ul><ul><li>A metodologia jurídica é dita aplicada e seus métodos autorizam uma pesquisa não científica. </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Entre os métodos jurídicos pode-se enumerar: </li></ul><ul><li>Método exegético; </li></ul><ul><li>Método histórico; </li></ul><ul><li>Métodos dogmáticos ou constitutivos; </li></ul><ul><li>Métodos de inspiração sociológica. </li></ul>
  47. 47. Metodologia da pesquisa jurídica <ul><li>Pesquisa epistemológica </li></ul><ul><li>atividade de pesquisa de cunho teórico ou filosófico, seu interesse incide sobre conceitos, categorias fundamentais da ciência jurídica, fundamentos dos discursos jurídicos, valores, conceitos jusfilosóficos. </li></ul><ul><li>Tem como procedimento a pesquisa bibliográfica. </li></ul>
  48. 48. <ul><li>Pesquisa instrumental </li></ul><ul><li>Atividade determinada pela atuação com a prática. </li></ul><ul><li>Busca transformar o saber em saber fazer. </li></ul><ul><li>É divida em: </li></ul><ul><li>- doutrinária </li></ul><ul><li>- legal </li></ul><ul><li>- jurisprudencial </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Pesquisa sócio-juridica </li></ul><ul><li>Atividade de pesquisa orientada pela perspectiva da relação entre a ordem jurídica e a ordem social. </li></ul><ul><li>Temas de pesquisa sócio jurídica: </li></ul><ul><li>- relação entre direito e sociedade; </li></ul><ul><li>- implementação do direito; </li></ul><ul><li>- produção e transformação das normas jurídicas; </li></ul><ul><li>Entre outras. </li></ul>

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