MEDITAÇÕES:
A MÚSICA A SERVIÇO DAS TREVAS E
A SERVIÇO DA LUZ
1
Neli Cavalcante
Assessoria jurídica
Especialista em Leis Cristãs
R. Aureliano Coutinho, 228 / 04
Embaré – Santos- Cep: 11....
Dedicatória:
A Deus, pois justiça e juízo são a base do Seu trono.
3
1. Prefácio
Querida (o) amiga (o), sedenta (o) e faminta (o) de JUSTIÇA
Deixo aqui para sua reflexão, de maneira simples, ...
outra com uma exatidão espantosa. Qual o livro que demora séculos
para ser escrito? Qual livro é o best-seller do mundo? Q...
concretizaram os pensamentos em linguagem humana. Escritos em
diferentes épocas, por homens que diferiam amplamente em pos...
3. A música a serviço das trevas e a serviço da luz
Este é um tema muito abrangente e há muitas pesquisas, muitas
especial...
enviamos mensagens românticas ou irônicas a alguém, convocamos
soldados para a guerra, anunciamos o final da batalha, cura...
meio dos presentes (devo registrar também que Deus cura muitas
vezes em igrejas apóstatas, onde existem pessoas que não en...
arrumar o altar antes,16
não se pratica nenhuma simbologia, pois
estas estarão vazias).
“12 Quando vindes para comparecerd...
que seria usado maravilhosamente, se o povo, como fez Adão, não
tivesse tapado os pecados com “uma ridícula folha de parre...
assim a religião: aparentemente uma maravilhosa espuma, porém,
sabemos que o que limpa mesmo é o sabão que não é tão encan...
fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um
sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não
co...
flauta.25
Dia após dia vemos a manifestação cada vez maior do anti-
Cristo. Neste tipo de música, são muitas as mensagens ...
vistas por todos como satânicas. Da mesma maneira, os satanistas
são cada vez mais abertos e livres para praticarem as sua...
vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a
terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes fei...
“1 Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis.
2 Expulsar-vos-ão das sinagogas; ainda mais, vem a hora em
...
religião que opera no status quo. No momento oportuno Deus lhes
despertará o espírito e aí então Ele endireitará o espírit...
“pronto”, sem antes refletir, mesmo que a opinião seja de um
especialista no assunto. Quantos especialistas erraram! A ter...
A Bíblia não nos fornece um tratado ou um capítulo sobre música. De
maneira que, para conseguirmos ter um vislumbre do pon...
livro de Gênesis,37
relata a história da fuga de Jacó de Labão, e nos
apresenta um instrumento adicional, o tamborim (tof)...
dois tipos de trombetas (o shofar e as hatsotserah) tornar-se-iam
para os profetas, assim como para a igreja do Novo Testa...
integral das festividades freqüentemente denunciadas pelos
profetas.57
A música foi dada pelo próprio Deus para preencher
...
música soava provavelmente não teria sido estranha aos nossos
ouvidos. O processo de composição em tempos bíblicos era
sem...
seu comprometimento exclamando expressões curtas, tais como
“Pelo Senhor e por Gideão”.64
Mais tarde na história de Israel...
Conforme Israel transformou-se em uma nação sedentária, as
instituições começaram a se desenvolver, sendo que a mais
impor...
pessoas faziam parte desta academia (23:5), 288 dos quais eram
profissionais (25:7) revezando-se no serviço do templo. Est...
de cânticos e música instrumental.74
Enquanto que para nós a lei nos
parece ser uma coisa seca e técnica, Deus, em Sua sab...
os músicos instrumentais. O segundo coro era seguido por Neemias e
metade do povo. Quando os dois coros se encontraram na ...
Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os
anciãos, e cantavam em alta voz: ‘Digno é o Cordeiro....”.82
O foco...
ao bezerro de ouro no monte Sinai, que eles foram separados para os
vários serviços no templo, incluindo a música.86
Fazer...
propósitos sacros, bem como para ocasiões que foram reprovadas
pelos profetas.92
De fato, o texto trata, predominantemente...
freqüentemente passavam por uma transformação e reinterpretação
de significado. Em nosso caso, é notável que o termo tselt...
saber, o hino99
.100
O que observamos aqui é um fenômeno muito
normal que pode ser verificado vez após vez na história da ...
mesmo, aceitável a Ele. O Salmo 137, que relata a história de
músicos hebreus levados para o exílio, ilustra esta atitude ...
Arte de combinar os sons de modo que dêem à alma e ao espírito, o
sentido ideal da beleza, da grandeza, do gozo e da vida....
Na antigüidade, provavelmente o homem primitivo movimentou as
primeiras manifestações musicais, através de tentativas de
e...
Na Idade Média, onde foi estabelecido o Cristianismo, os valores da
religião Cristã vão impregnar todos os aspectos da vid...
3.c.4 Barroco
O período Barroco reflete-se na transformação da mentalidade
européia na renascença. Nesse período ocorreram...
Destaca-se por uma nova estética - a criação da arte abstrata-
exprimido por sentimentos e fantasias de maneira impassível...
Através das catástrofes sociais que a II GUERRA MUNDIAL provocara,
novas atitudes diante do mundo acontecia, e claro, infl...
3.c.8.a A música popular brasileira107
Um dos mais antigos documentos que se referem à música popular
brasileira, marca-se...
3.d Música como instrumento de louvor a Deus108
A música é um extraordinário instrumento para agrupar pessoas e de
alguma ...
também o som da tua harpa". Satanás é acompanhado em cada
uma das maiores áreas de instrumentos musicais: sopro, cordas e
...
Não há indicação de que em sua queda, Lúcifer tenha perdido suas
habilidades musicais. Quando Lúcifer caiu, a música caiu ...
forma como ofereceu a Jesus. Ele pode oferecer os reinos do mundo.
Ele pode oferecer fama, popularidade e dinheiro suficie...
e glória de Deus em uma forma muito maior que o louvor dos anjos.
Deus tem determinado que os seus filhos cobrirão o espaç...
vontade de Deus para a terra é que haja louvor e adoração da
mesma forma que existe no céu. Existem dois diferentes tipos ...
Quantos líderes de música tem o desejo de verdadeiramente serem
ministros de louvor a Deus? Porque é tão escasso a atenção...
3.e Música118
Quando Martinho Lutero referiu-se à música de boa qualidade como
eficiente veículo para explicação do texto,...
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A MÚSICA A SERVIÇO DAS TREVAS E A SERVIÇO DA LUZ

  1. 1. MEDITAÇÕES: A MÚSICA A SERVIÇO DAS TREVAS E A SERVIÇO DA LUZ 1
  2. 2. Neli Cavalcante Assessoria jurídica Especialista em Leis Cristãs R. Aureliano Coutinho, 228 / 04 Embaré – Santos- Cep: 11.040- 240 Tel. 32314759- 91227361- 91780437 E-mail: nelicavalcante7@yahoo.com.br “e te restituirei os teus juízes, como eram dantes, e os teus conselheiros, como no princípio, então serás chamada cidade de justiça, cidade fiel”.1 1 Isaías 1:26. 2
  3. 3. Dedicatória: A Deus, pois justiça e juízo são a base do Seu trono. 3
  4. 4. 1. Prefácio Querida (o) amiga (o), sedenta (o) e faminta (o) de JUSTIÇA Deixo aqui para sua reflexão, de maneira simples, alguns retalhos escritos, algumas sementes, para que germinem e dêem frutos ao seu coração, certamente inconformado com a injustiça, com a hipocrisia e o desamor. Seja cada uma dessas sementes, água de Deus para regar a sua alma. Livres de cercas religiosas, encontramos Deus fora do status quo, fora do padrão religioso estabelecido, que como revela o Apocalipse é uma verdadeira prisão e uma astuta armadilha anti-Cristo. Encontramos o Poderoso fora dos dogmas, dos rituais vazios, a exemplo de Martinho Lutero e tantos outros que ousaram questionar o que está pré-estabelecido, como ensinou Kant, como denunciou Kierkegaard, e outros tantos filósofos, como também Sto Agostinho, Aquino e outros, que explicaram a fé pela lógica, e aí descobrimos a virtude, o que é santo e justo, e entendemos também o que falou Sócrates: “Só sei que nada sei”. A exemplo de tantos mártires, nos ocupamos em tornar os textos bíblicos populares, como é o propósito de Deus em oposição à religião, esta que é umas das maiores desgraças da humanidade (se não for a maior), e que divide os homens que Jesus veio para unir. É impressionante como este nome, que é acima de todo o nome que se nomeia, provoca tempestades e escandaliza, pois veio testificar que as nossas obras são más. Descobrimos enfim, de maneira maravilhosa, que este Jesus Bíblico, que não pertence a nenhuma religião, mas ao que crê, este que divide a humanidade em antes e depois, o Verbo que se fez carne, O Homem que habitou entre nós, é também Deus (o único), de eternidade à eternidade. Jesus não é religião, mas a única oportunidade para o relacionamento do homem com Deus. A sua ressurreição foi o fato mais extraordinário da humanidade e é fartamente comprovado pela história. Eis o nosso fundamento, a nossa Fonte Primeira: “Pois ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”.2 Há outro que tenha ressuscitado? Observemos para tirar as nossas conclusões: A Bíblia tem 40 livros que foram escritos por 66 autores. Todos estes viveram em épocas totalmente diferentes, eram pessoas de personalidade, cultura, idade, sexo, nações diferentes totalmente uma da outra, porém falaram sobre as mesmas coisas; uma coisa testifica da outra, se encaixa na 2 I aos Cor 3:11. 4
  5. 5. outra com uma exatidão espantosa. Qual o livro que demora séculos para ser escrito? Qual livro é o best-seller do mundo? Qual livro que termina de ser escrito hoje, sem estar já ultrapassado? Qual o livro que fala com todos, nos quatro cantos do mundo da mesma maneira, que desperta o rico e o pobre, o sábio e o iletrado, sem fazer acepções? Quais as leis que estão inseridas em todos os seguimentos das sociedades, em todos os tempos? Se assim é, como poderia alguém imaginar que estas são palavras de homem? “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;”.3 Escrevemos sob o comando de Deus, que certa feita me deu uma caneta e um livro de ouro (visões espirituais), me instruindo para escrever as coisas divinas que Ele me inspiraria. Recomendo que antes de se expor à leitura, o leitor peça a Deus que lhe revele ao espírito4 o que Ele quer dizer, já que os textos têm as Leis de Deus como fundamento, pois a Bíblia não se interpreta, mas se recebe revelação do Espírito Santo de Deus. E também não há segundo a Bíblia5 interpretações sobre os textos, mas sim revelações, pois a Palavra se renova a cada dia. Coloco aqui um trecho de um livro de Ellen White6 para somar ao que acabamos de falar: (p.8) A Bíblia aponta a Deus como seu autor; no entanto, foi escrita por mãos humanas e, no variado estilo de seus diferentes livros, apresenta as características dos diversos escritores. As verdades reveladas são oferecidas por inspiração de Deus (“16 Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;7 ”); acham-se, contudo, expressas em palavras de homens. O Ser Infinito, por meio de Seu Santo Espírito, derramou luz no entendimento e coração de Seus servos. Deu sonhos e visões, símbolos e figuras; e aqueles a quem a verdade foi assim revelada 3 Romanos 1:20. 4 Se o seu espírito ainda não está recriado, leia João I e vai entender que o que crê na obra da cruz de Cristo, se torna filho depois da confissão dos lábios (Romanos 10:9,10) e o seu nome será escrito pelo dedo de Deus no Livro da Vida (Apocalipse 21:27). Peça então perdão pelos pecados, para quebrar as maldições sobre a sua vida, renuncie a todos os outros deuses (objetos de proteção ou de sorte, imagens, ídolos, filosofias), passe a crer no único Deus e tenha então a partir daí a comunicação direta com o Senhor dos Senhores através da recriação do seu espírito que foi morto no Jardim do Éden, onde se seu a separação entre o homem e o seu Criador. Será então este, o seu novo nascimento como filho de Deus, enfrentando a partir daí a pior guerra que alguém pode enfrentar que é contra o diabo (o príncipe deste mundo). Também, a sua velha natureza que vai continuar morando dentro de você junto com a outra que acabou de nascer, vai se opor a tudo o que vem de Deus, concordando também com o mundo e todos os seus atrativos e tentações. Se perseverar e resistir até o fim, será salvo. Não podemos deixar de frisar que Jesus passará a ser o seu advogado (Ele é invicto) e completará a sua força em cada batalha (vai completar, e não fazer o que compete a você fazer). Eu oro para que você aproveite esta extraordinária oportunidade que Jesus lhe deu, não se rendendo a nenhum suborno. O preço para o seu resgate foi caríssimo e indizível, assim como a promessa de Deus para sua vida. 5 II a Pedro 1:20,21. 6 Ellen G. White; Tradução: Hélio L. grellmann; Casa Publicadora Brasileira; Tatuí/SP; 7ª Ed. 7 II Timóteo 3:16 5
  6. 6. concretizaram os pensamentos em linguagem humana. Escritos em diferentes épocas, por homens que diferiam amplamente em posição e ocupação, tanto quanto em capacitação mental e espiritual, os livros da Bíblia apresentam amplo contraste quanto ao estilo, assim como diversidade no tocante à natureza dos assuntos desvendados. Diferentes formas de expressão foram empregadas por distintos escritores; muitas vezes a mesma verdade é apresentada de modo mais marcante por um escritor do que por outro. À medida que várias escritores apresentam o mesmo tema sob variados aspectos e relações, poderá parecer, ao leitor superficial, descuidado ou preconceituoso, que entre estes autores existem discrepâncias ou contradições; ao mesmo tempo, porém, o estudioso pensante e reverente. Com visão interior mais clara, discernirá aí a harmonia subjacente. A Bíblia é a fonte primeira, é a bússola, o endereço de Deus, onde está impressa a PALAVRA DE DEUS, que é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.8 Ele vai voltar para buscar os que creram: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”.9 Seria bom que cada um colocasse em ordem os seus “documentos” para estarem prontos para partir com Ele para eternidade a qualquer momento. Para isso, basta crer que Ele (Jesus) é o único caminho para se chegar a Deus, confessar isto com a boca,10 arrependido dos seus pecados e consciente que não é suficiente, mas dependente deste que o criou (não deixe de observar que estamos falando do Cristo Bíblico e não o das Igrejas): “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão”.11 2. Oração: Esta é a oração que Paulo fazia e que agora faremos por você: “17 Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; 18 tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; 19 E qual a sobre excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder”. 12 E que a paz de Deus, que excede todo o entendimento possa reinar em seu coração. Com amor, Neli. 8 João 1. 9 Apocalipse 1:8. 10 Romanos 10:8/13. 11 Mateus 24:5. 12 Efésios 1:17/19. 6
  7. 7. 3. A música a serviço das trevas e a serviço da luz Este é um tema muito abrangente e há muitas pesquisas, muitas especialidades, tantas que quase não preciso escrever mais nada. As poucas parcerias que coloquei abaixo já nos trazem material suficiente para que haja um despertamento para mais pesquisas. A cada dia surgem mais informações, mais trabalhos impressos nesta área, haja vista a grande influência da música nos dois sentidos: tanto a serviço das trevas como a serviço da luz, e cada vez mais se acentua este fato, diante da extrema guerra dos últimos dias da terra. A música faz parte da nossa história e nos é tão íntima que dificilmente nos vem à mente como seria vivermos sem ela. Chega quase a ser impossível imaginar viver em um mundo sem os sons dos instrumentos e dos cânticos. Quem não tem uma música para marcar fatos do passado e do presente? Associamos vários momentos das nossas vidas a uma música, uma época, a um momento bom ou ruim. Através da música identificamos um povo, uma cultura. São tantos, os ritmos, os tipos de músicas, os gostos musicais que não poderíamos abranger todas, tal a diversificação. É bem impressionante o que nos causa a música, no nosso corpo físico, espiritual e mental. Com ela acalmamos uma criança, a embalamos, 7
  8. 8. enviamos mensagens românticas ou irônicas a alguém, convocamos soldados para a guerra, anunciamos o final da batalha, curamos alguém, ORAMOS, ensinamos, informamos, nos expressamos, mostramos arte, protestamos, fazemos política, expressamos o amor pela pátria, anunciamos um casamento, um funeral, alegramos uma festa, dançamos a valsa dos quinze anos, montamos um coral de vozes, vivemos um momento a sós, fazemos uma serenata, marcamos o ritmo dos exercícios nas aulas de ginástica, e, muito, muito, muito mais que isso. Porém, o que a música tem de mais valioso é o poder de nos fazer chegar perto de Deus, de falar com Ele, de sentir a Sua majestosa presença. A música para Deus atrai os anjos e afastam os demônios, que não suportam tal adoração; o ambiente, por conta disso, vai então sendo purificado e as maravilhas, as bênçãos vão então acontecendo ao nosso redor por conta da Excelsa Presença, que se alegra com a nossa expressão de amor, louvor e exaltação. Qual o pai que não gosta de receber carinho e amor dos seus filhos?! Adoração é a comida de Deus. Estávamos certa vez em uma reunião, orando por uma situação muito difícil. Ficamos então cantando para Deus durante muito tempo e em dado momento, alguns do grupo começaram a ter visões divinas e uma delas foi vista por mais de uma pessoa: muitos anjos estavam enfileirados, ou seja, lado a lado, fazendo movimentos coreográficos enquanto cantávamos (estávamos em uma academia de ginástica). Outras vezes, em outras oportunidades que também cantávamos, pessoas batiam na porta pensando haver ali um grande coral, e se espantavam ao perceber que haviam apenas algumas poucas pessoas (os anjos vieram cantar junto conosco); outras vezes, recebemos muitas revelações e respostas que Deus nos veio trazer. Nos ministérios de louvor (os que são de Deus e não os da religião), são incontáveis os testemunhos de curas e libertações que acontecem no 8
  9. 9. meio dos presentes (devo registrar também que Deus cura muitas vezes em igrejas apóstatas, onde existem pessoas que não entendem nem de longe que ali não é o santuário de Deus, e que no momento da sua maturidade ela sairá de lá)13 . É grandíssima a dor de constatar a apostasia da igreja e o que acontece nesses “templos” do status quo, no tocante a este assunto. Colocamos aqui, pertinente que é, uma passagem em Samuel, em que “Os filhos de Deus se fizeram execráveis (exatamente como acontece hoje) e perderam a batalha diante dos filisteus”14 . Os anciãos, perplexos, questionando o porquê da derrota (estes não têm muito tempo para ler a Bíblia, pois dirigem uma indústria, um comércio, ou se têm, estão presos a dogmas e a rituais vazios, perderam a essência), estabeleceram então, ao invés de exortar o povo ao arrependimento, que fosse trazido de Siló a arca da aliança do Senhor (um símbolo da presença de Deus), para que fossem libertos. Deus nos fala que “Aquele que se afasta de ouvir a lei, até a sua oração é abominável”.15 Fala também: “10 Ouvi a palavra do Senhor, governadores de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. 11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados (das orações vazias, dos jejuns, das campanhas, das correntes, dos rituais sem o conteúdo); e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes (antes de Jesus, o Cordeiro de Deus, fazer o eterno sacrifício, estes eram feitos com sangue de animais inocentes, os únicos na época que poderiam pagar o preço pela vida do homem que se corrompeu e perdeu a filiação de Deus, tornando-se criatura, alma vivente. Deus não recebe, não se agrada de nenhum ritual enquanto a pessoa não se curva diante da Sua Lei, se arrepende, confessa então os seus pecados, perdoa, e se converte dos seus maus caminhos. Sem 13 Vide o texto “Os Protestos de Hoje”, e vários outros onde tratamos deste assunto. 14 I Samuel 4. 15 Prov 28:9. 9
  10. 10. arrumar o altar antes,16 não se pratica nenhuma simbologia, pois estas estarão vazias). “12 Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação (oração sem estar diante da Lei). As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias ... não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! (esses cultos religiosos) 14 As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer (Deus sofre muito com estes rituais hipócritas). 15 Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; 17 aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. (ora, vamos praticar depois de ouvir, depois de pregar; sejamos então melhor que os outros e não piores, e não aqueles que falam, cobram e não fazem, ou seja, um joio, que aparentemente é igual ao trigo, mas na essência é vazio, abominável, cheio de bichos, como um sepulcro caiado; uma tremenda mentira, um grande disfarce)17 18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã. 19 Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra; 20 mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; pois a boca do Senhor o disse”.18 Ou seja, se a pessoa quiser sair da condenação, o caminho é este e não praticar rituais. A Arca de Deus, como falamos, é um símbolo, 16 I a Reis 18:30. 17 Mateus 23:27. 18 Isaías 1. 10
  11. 11. que seria usado maravilhosamente, se o povo, como fez Adão, não tivesse tapado os pecados com “uma ridícula folha de parreira”, ao invés de limpar o altar. Quando a arca chegou o povo todo irrompeu em gritos de júbilo e a terra estremeceu com os cânticos no ajuntamento solene (quantas vezes escutamos “louvorzões” na igreja, “festões”, vozes de júbilo) a ponto dos inimigos escutarem e ficarem atemorizados, pois conheciam o poder do Deus daquele povo (as pessoas conhecem o poder do Deus da Bíblia, porém, muitas vezes já viram por traz destas festas, desta aparente alegria, o sub- mundo, o covil de ladrões, como disse Jesus, e ficam então sem entender mais nada). Estavam os filisteus muito amedrontados pois aparentemente o povo de Israel estavam já com a vitória, por outro lado, o povo de Israel também estava absolutamente confiante pois já havia cumprido os rituais estabelecidos para conquistar a bênçãos, já haviam pago as indulgências. Na batalha seguinte, os filisteus se prepararam, e o povo de Deus foi confiante, certos da vitória ... (não é assim que acontece com os que pagam as indulgências, praticam os rituais, fazem as correntes?) ..., porém, grande foi a derrota (e nesta hora, quem não culpa Deus?): “A estultícia do próprio homem arruína a sua vida, contudo o seu coração se ira contra o Senhor”19 . ...os filhos do sacerdote foram mortos e ainda foi tomada a arca de Deus. Grande foi o pranto e o espanto. Os capítulos seguintes, contam o final deste impasse, porém agora vamos nos ater aqui. Se o povo de Deus se faz execrável, através da cruz de Cristo será lavado do pecado e ficará livre, porém, o que a religião ensina é que se cumprir o ritual (buscar a arca), a simbologia, não precisará deixar de ser execrável. A aparência é o que interessa, porém de Deus não se zomba; orações, jejuns, festas, cursos de teologia, estar todos os dias na igreja, etc., sem limpar o altar, sem a confissão e o arrependimento, é uma absoluta perda de tempo. É 19 Prov:19:4. 11
  12. 12. assim a religião: aparentemente uma maravilhosa espuma, porém, sabemos que o que limpa mesmo é o sabão que não é tão encantador como a espuma. Na verdade, se um sabão não espuma, desconfiamos dele, pois a espuma é o convence os nossos corações desesperadamente corruptos como fala Jeremias. A religião, parece, mas está longe de ser a solução. Quando Deus nos adverte e nos açoita não gostamos nada disso, ou não reconhecemos este Deus que corrige o filho que ama. A religião nos ensinou a viver em uma falsa paz, a puxar o lixo para debaixo do tapete, a “colocar uma pedra em cima do assunto”, viver uma fé fingida, a dizer o que não é verdade. Deus nos exorta a “tirar a pedra”,20 para que Ele possa ressuscitar o que está morto e cheira mal, seja um pecado velho ou recente. A religião é dirigida pelo pai da mentira que é o diabo, este que sabe mentir como ninguém. Deus não suporta a religião, a prostituta do Apocalipse, que segundo a Bíblia se senta no lugar mais alto da cidade e faz comércio com tudo, até com alma de homens segundo o Apocalipse. A prostituta é aquela que se vende, que seduz e que destrói. Como vemos, há uma prática cega e vã, nessas igrejas do status quo, de se oferecer música para Deus de maneira hipócrita, ritualisticamente, e isto é abominável; e também, pobre de arte, sem a sensibilidade para a beleza da criação, desprezando, desencaminhando, neutralizando muitos artistas que lá chegam para buscar a Deus, que lhes deu o dom. Vejamos outra vez21 um pequeno trecho do texto “Estou cansado!” de Ricardo Gondim:22 Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há poucos compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; 20 João 11:39. 21 Coloco este texto em várias meditações. 22 Ricardo Gondin/ Igreja Betesda/ Sp. 12
  13. 13. fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza. Vamos, outra vez, repetir as palavras de Rick Joyner:23 Como foi que a igreja se afastou da verdadeira adoração? Basicamente foi por adorar a Igreja do Senhor em lugar de adorar o Senhor da Igreja. A igreja é uma “criatura”, ela foi criada. E foi criada com um glorioso propósito, o de ser a habitação do Senhor, mas temos decaído por darmos mais atenção à casa do Senhor do que a Ele. Esta é a raiz do espírito de sectarismo que tem dividido a igreja e que tem pervertido a adoração. Adoramos o que domina o nosso coração, e embora todos nós devamos ter a igreja no coração, isso nunca poderia exceder a devoção dada ao Senhor, pois assim decairíamos da verdadeira adoração para a idolatria. Homossexualismo é ter relações com parceiro do próprio sexo. “Homossexualismo espiritual” é também o desejo de ter relações apenas com os da nossa própria espécie. O Senhor referiu-se a isso como “homo-sectarismo”. Não se trata apenas de um jogo de palavras – é uma condição extremamente séria da igreja. O sectarismo é centrado em si mesmo, busca seus próprios interesses e sua auto-preservação, e isso é o resultado de uma adoração a si mesmo. Se o homossexualismo permanecer sem controle, ele se tornará uma das maiores ameaças à liberdade religiosa no mundo. A igreja estará quase sem defesa contra esse espírito até que se arrependa de seu próprio sectarismo, que é o seu próprio homossexualismo espiritual, retornando a adorar o Criador em vez de adorar suas criações. O homossexualismo é o pecado que mais reflete a queda do homem da verdadeira adoração. A remoção do homossexualismo virá quando retornarmos à verdadeira adoração, o que por si mesmo removerá o nosso sectarismo. Observemos o que nos fala Bill Subritzky em seu livro “Demônios derrotados”.24 Basta assistir a um festival de rock e adjacências para perceber que o espírito de violência e de ódio chega a te nós por meio deste tipo de música. Lembremos que o termo “rock and Roll” (“dance e role”) tem sua origem no ato sexual, e que o ritmo deste tipo de música atrai poderes demoníacos. Satanás gosta de música. Sabemos que ele era o Querubim ungido criado por Deus, e que tocava adufe e 23 Livro: A Batalha final: Rick Joyner; Tradução: The Final Quest/;Danprrewan Editora e Comunicações Evangélicas Ltda.;1ª ed;1999/RJ – The Harvest. Tradução: The Final Quest/ A Colheita: o mesmo autor;2ª ed;RJ;2001; 24 “Demônios Derrotados”;Adhonep; 1991;RJ; p.118. 13
  14. 14. flauta.25 Dia após dia vemos a manifestação cada vez maior do anti- Cristo. Neste tipo de música, são muitas as mensagens subliminares induzindo ao suicídio, assassinato, estupro e afins. Ao aconselhar um jovem em Nova Zelândia, que dissera haver problemas no seu casamento, o Espírito Santo me esclareceu que ele andava ouvindo o disco “Jonathan Livingstone Seagull”. Ele confirmou, e então disse-lhe que precisaria renunciar a esta música, pois provinha de demônios, e aqueles que a tinham escrito e feito haviam confirmado por escrito que ouviram vozes de espíritos ditando-lhes a música. Ao renegar o espírito o jovem levantou as mãos em sentido horizontal e juntamente com o corpo abanou-as como se fossem asas. Na mesma hora saiu da sua boca um som como o de uma gaivota. Não preciso esclarecer que logo que o poder demoníaco deixou sua casa seu casamento foi ajustado. Foi necessário também que ele destruísse todos os discos. Temos que lutar intensamente nos dias de hoje contra as tantas aberrações e heresias neste sentido, sem esquecer que satanás era grandemente envolvido com a música no templo de Deus, antes da sua queda. Um dos grandes perigos da música é o espírito de orgulho que se apossa de nós. Precisamos vigiar para que adoremos a Deus, e não ao espírito da música. Há grande perigo de que o espírito de adoração e perfeição da música em si envolva os conjuntos corais. Ele poderá ser facilmente distinguido. O espírito de orgulho parece se apresentar quando a música é adorada, em lugar de Deus. Descobri com o passar dos anos que é possível que um dos maiores impedimentos na busca do Espírito Santo esteja no coral da igreja. Seus membros podem oferecer resistência ao poder de Deus. Em muitos casos constatei este fato. Parece que ao procurar perfeição no coro e na adoração pelo espírito da música, muito da habilidade de conhecer a unção de Deus fica perdida. Fala o autor das mensagens subliminares, da violência, da sensualidade, que está no meio da música, e que as músicas e as drogas caminham juntas, resultando em atividades demoníacas. Na verdade, as mensagens nesta área nem precisam mais ser subliminares, pois as imagens nas capas dos discos são claramente 25 Ezequiel 28:13/15. 14
  15. 15. vistas por todos como satânicas. Da mesma maneira, os satanistas são cada vez mais abertos e livres para praticarem as suas perversidades aos olhos de todos. As imagens diabólicas estão estampadas nos brinquedos, nos desenhos infantis e aos poucos todos vão se habituando a ver estes monstros como se fossem normais. Os desenhos das crianças hoje, raramente são infantis, mas permeados de desenhos malignos. São vários os personagens “bonzinhos”, “valentes”, vestidos de demônios, e o resultado disso tudo tem sido desastroso, pois a idéia é que se acredite que demônios não são tão demônios assim. Sabemos que o mundo todo jazz no maligno,26 portanto não é com surpresa que assistimos a tudo isso, apesar do requinte chegar a níveis inimagináveis. Porém, o que mais nos deixa perplexos é ver o povo que se diz cristão envolvido nesta lama, e a grande maioria de tal maneira cega, que ao serem alertados para o fato, chegam a agressões inesperadas, inarráveis, violentas e loucas. Mais uma vez recordamos de Rick Joyner em seu livro “O Chamado”,27 em que ele narra uma visão espiritual que teve de uma terrível prisão com fortíssimas muralhas, muitas torres, com os seus respectivos guardas. Os presos estavam todos separados em grupos por idade, sexo e cor; com exceção das crianças, todos tinham cicatrizes e ferimentos profundos. Mesmo dentro do grupo diferenciado, as pessoas ficavam sempre procurando algum detalhe que distinguisse cada um, alguma diferença por pequena que fosse, e assim o grupo atacaria unânime a esta pessoa. Ele então aproximou- se de um senhor idoso para perguntar-lhe sobre a prisão, sobre aquelas cercas de arame farpado, aqueles guardas, ao que este respondeu alterado que não havia ali nenhuma prisão, nenhuma cerca e nenhum guarda. Percebeu que se perguntasse mais alguma coisa ele o atacaria, tal a sua indignação. Fez a mesma pergunta a uma jovem e a reação foi a mesma. Então ele entendeu que eles estavam cegos e não sabiam que estavam em uma prisão (“15 Ai de 26 I a João 5:19. 27 Danprewan; RJ;1999;págs 86 e SS. 15
  16. 16. vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”.28 ). Percebeu também que havia muitas maneiras, se eles quisessem, para escapar daquele sombrio e assombroso lugar, mas eles não o faziam porque não sabiam que estavam cativos. Foi até um guarda e viu que este estava vestido com um lindo terno e gravata, indicando que seria um ministro ou sacerdote. Ele pensou que eu fosse outro guarda: “Senhor”, perguntei-lhe, “porque esta gente está nesta prisão?” Esta pergunta chocou-o, e vi que um temor e uma desconfiança tomou-o inteiramente. “Prisão? Que prisão?”, respondeu ele, “do que você está falando?” “Estou falando de toda esta gente que está no pátio desta prisão”, disse, com uma estranha coragem. “O senhor, obviamente é um guarda desta prisão, pois está num posto de guarda, mas porque o senhor está vestido deste jeito?” “Eu não sou guarda de prisão nenhuma! Eu sou um ministro do evangelho. Não sou guarda de ninguém. Sou o líder espiritual. Este não é um posto de guardas. É a casa de Deus! Filho, se você veio fazer gracinhas, saiba que eu não estou rindo!” Ele agarrou a sua arma e parecia estar pronto para atirar em mim. “Queira desculpar-me por perturbar-lhe”, respondi, sentindo que sem dúvidas, ele usaria a sua arma. Afastando-me dele esperei ouvir tiros a qualquer momento. Aquele homem estava tão inseguro que eu sabia que ele atiraria antes de pensar, ao sentir-se ameaçado. Posso também disser que ele era sincero. Ele realmente não sabia que era um guarda. Como vemos, é extraordinária a visão, a revelação que teve este profeta da atualidade. Isto retrata fielmente o que acontece dentro destes templos religiosos. Sei, porque já vivi na própria pele esta situação, e sei o que é estar quase a levar tiros. Certa vez, a primeira que fui expulsa de um desses templos, ao chegar em casa aturdida, perplexa, Deus me fez abrir o Livro Sagrado em João para falar comigo: 28 Mateus 23:15. 16
  17. 17. “1 Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. 2 Expulsar-vos-ão das sinagogas; ainda mais, vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar um serviço a Deus. 3 E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. 4 Mas tenho-vos dito estas coisas, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que eu vo-las tinha dito. Não vo-las disse desde o princípio, porque estava convosco”.29 Ora, não conseguia parar de me espantar e de chorar, tal o impacto dessas palavras e da unção da presença de Deus junto a mim. Eu ainda estava dando os primeiros passos e muito pouco entendia, mas sabia que Deus estava falando comigo. Liguei para algumas pessoas para me certificar que na Bíblia delas estava escrito exatamente aquilo, pois cheguei a pensar que eram palavras específicas para mim e que foram colocadas por Deus ali naquele momento. Fala o Senhor: “18 Surdos, ouvi; e vós, cegos, olhai, para que possais ver. 19 Quem é cego, senão o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, que envio? e quem é cego como o meu dedicado, e cego como o servo do Senhor? 20 Tu vês muitas coisas, mas não as guardas; ainda que ele tenha os ouvidos abertos, nada ouve”.30 Ou seja, muitos são amigos, mensageiros, servos, dedicados, trigos de Deus, mas ainda não estão amadurecidos para serem arrancados dali. Muitos como eu, foram criados fora de Jerusalém para que não fossem contaminados pela Babilônia, esta que parece, mas não é a igreja de Cristo, que é espiritual e não de pedra, como já colocamos em tantos textos. Os “Ciros” são ungidos de Deus, e, embora Deus os use muito eles não O conhecem ainda. São preservados com a mente virgem para Deus os revelar sem a influência altamente maligna da 29 João 16:1/4. 30 Isaías 42:18/20. 17
  18. 18. religião que opera no status quo. No momento oportuno Deus lhes despertará o espírito e aí então Ele endireitará o espírito dele. Excluindo esta deplorável situação,31 enfatizamos antes de tudo que a música, como veremos a seguir de várias maneiras, foi feita para adorar a Deus. Vejamos o que a Bíblia fala sobre música, já que é o início e o fim de todas as coisas. Veremos adiante também, como já falamos, que satanás entende bastante do assunto, já que era líder do louvor no céu enquanto foi Lúcifer, o Querubim da guarda ungido. A sua queda foi vertiginosa, assim como a sua maldade. Se antes era perfeito para fazer a música para adorar a Deus, já que esta foi criada com este objetivo, como mencionamos, agora assim o faz para atrair a adoração para ele mesmo. As pessoas, por desconhecerem o assunto, e a astúcia do diabo, caem nas armadilhas das mensagens subliminares contidas nas tantas músicas usadas para seduzir, para perverter, para levar ao suicídio uma grande multidão. É estarrecedor o que acontece neste sentido. Enquanto estamos colocando a pesquisa abaixo, feita por estudiosos na questão, por pessoas escolhidas por Deus para trabalhar nesta área, tanto no campo teológico ou espiritual, como também no mundo secular, da mesma maneira, psicólogos, terapeutas, pesquisadores, nos trazem informações valiosas e imperdíveis, enquanto isso, já aconteceram muito mais coisas que não deu tempo de registrar. O poder da música é imensurável e é amplamente usada tanto do lado das trevas como do lado da luz, cabe ao homem então, já que é feito à semelhança de Deus, pesquisar, analisar, e reter o que serve para edificar.32 Sabendo então o perigo que corre, ao ser informado sobre a matéria, prontamente, deverá então tomar a atitude de não correr riscos, fugindo de se expor ao que já sabe que é perverso e fatal, e também ao que não conhece. Escutar uma música hoje em dia, sem uma reflexão, sem uma pesquisa no trabalho das muitas pessoas encarregadas da pesquisa deste assunto, é perigosíssimo. O grande pensador Kant, nos alerta para que não compremos nada 31 Indicamos o texto Operário em Construção, incluído no texto “A justa operação de cada parte”. 32 I aos Tess 5:21. 18
  19. 19. “pronto”, sem antes refletir, mesmo que a opinião seja de um especialista no assunto. Quantos especialistas erraram! A terra sempre foi redonda, como fala a Bíblia, mas muitos cientistas que não a tinham lido, afirmaram que esta era quadrada, e muitos “baciadas”, por muito tempo, compraram esta idéia, até que um que pensou, descobriu o grande engano e aí foi denunciar, pagando então um alto preço por contestar o que já está estabelecido na tradição, no costume. “22 E ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar”. 33 Vamos então nos expor à leitura para ficar alerta e pedir sempre a Deus o discernimento para filtrar o que nos vem trazer a luz neste caso. Comecemos com uma parceria falando da origem da música, ou seja, a música na Bíblia. Para o que já é músico, seja este texto uma edificação e um aprofundamento, e para o que não é envolvido com música (hoje realmente diminuiu consideravelmente o interesse) seja um despertar. 3.a Música na Bíblia34 33 Isaías 40:22. 34 Liliane Doukhan; Professora de Música, Universidade Andrews. 19
  20. 20. A Bíblia não nos fornece um tratado ou um capítulo sobre música. De maneira que, para conseguirmos ter um vislumbre do ponto de vista bíblico sobre a música, precisamos recolher as informações ao longo do percurso, conforme nos deparamos com os vários eventos e acontecimentos na vida de Israel. A música na Bíblia sempre acompanha um evento. Ela não é vista como uma ocupação a ser perseguida por si mesma – a arte pela arte em si – simplesmente para o deleite pessoal, mas ela é sempre funcional. Como a música sempre é a expressão de uma cultura, descobrimos que o desenvolvimento da música na Bíblia refletirá os vários estágios de desenvolvimento do povo de Israel. 3.a.1 Música para o Homem A música desempenhava uma parte importante na vida dos israelitas e os acompanhava em muitas ocasiões. Já no princípio,35 descobrimos que o pai dos instrumentos musicais era Jubal, filho de Lameque,36 sete gerações depois de Adão. Ele inventou a lira (kinnor), e a flauta (ugav). Já o nome Jubal (yuval = chifre de carneiro) traz em si uma referência ao mais destacado dos instrumentos em Israel, a saber, o shofar (chifre de carneiro). Jubal tinha um irmão, Tubal-Cain, o qual é conhecido por nós como aquele que fabricava ferramentas de bronze e de ferro. Tem sido assumido, de forma geral, que ele provavelmente deve ter tentado construir os primeiros instrumentos de metal, tais como a trombeta. Conforme continuamos na leitura, o 35 Gênesis 4:21. 36 Ver Flávio Josefo, Antiquities 1.2.2. 20
  21. 21. livro de Gênesis,37 relata a história da fuga de Jacó de Labão, e nos apresenta um instrumento adicional, o tamborim (tof). Ao mesmo tempo, o primeiro conjunto para execução de música na sociedade nos é apresentado: era costume enviar pessoas no caminho, celebrando com a execução de música e com júbilos. Os instrumentos encontrados até aqui (com exceção da trombeta) eram típicos de um contexto nômade. Eles eram pequenos e portáteis, e fabricados com materiais encontrados facilmente no contexto geográfico e econômico do nomadismo: juncos, peles de animais, madeira, cascos de tartaruga, etc. Eram tocados ou como instrumentos solo ou usados para acompanhar o canto. Durante o período patriarcal, os instrumentos musicais também eram formas importantes de comunicação. Exclamações ou aclamações eram usadas para celebrar, por exemplo, a descoberta de um poço,38 ou para marcar um pacto com uma tribo, ou um chefe, ou uma causa.39 Mais tarde, na história de Israel, durante a sua peregrinação pelo deserto, sinais dados pelas longas trombetas de prata (hatsotserah), feitas com o precioso metal trazido do Egito40 e construídas de acordo com as instruções de Deus,41 comunicavam as várias atividades do acampamento, tais como reuniões, montagem do acampamento, assembléias, guerra, bem como festas e celebrações.42 Como uma lei perpétua, era permitido apenas os sacerdotes tocarem as trombetas.43 De forma semelhante, o uso do chifre de carneiro também era limitado a papéis específicos, tais como a sinalização da guerra e dos eventos de culto. O shofar ocupa um lugar de destaque entre os instrumentos de Israel. Cercado de simbolismo religioso e espiritual, a história de seu uso é traçada pela tradição até o sacrifício de Isaque. A primeira referência feita pelas Escrituras44 conecta o shofar com o evento da promulgação da Lei sobre o Monte Sinai. Os 37 Capítulo 31:27. 38 Números 21:17,18. 39 Êxodo 17:15; Juízes 7:18. 40 Êxodo 12:35,36. 41 Números 10:2. 42 Números 10:3/10. 43 Números 10:8 44 Êxodo 19:19. 21
  22. 22. dois tipos de trombetas (o shofar e as hatsotserah) tornar-se-iam para os profetas, assim como para a igreja do Novo Testamento, como símbolos do Dia do Senhor45 e freqüentemente eram associadas com a voz do próprio Senhor.46 Além dos sinais e aclamações, a Bíblia também menciona cânticos de triunfo47 ou de vingança e lamentação,48 para acompanhar e guerra e a vitória. O livro de Números49 faz inclusive referência a uma coleções de cânticos épicos, o “Livro das Guerras do Senhor”, que relata as vitórias do Senhor sobre os inimigos de Israel. A recepção aos heróis era celebrada com cânticos, tocando tamborins e danças. Repetidamente encontramos cenas na Bíblia onde um grupo de mulheres ou moças celebra a vitória ou os vitoriosos desta forma: Miriam e as mulheres israelitas depois de cruzarem o Mar Vermelho50 ; a filha de Jefté recebendo seu pai depois de sua vitória sobre os filisteus,51 as jovens celebrando a vitória de Davi sobre Golias, etc.52 A execução de música na Bíblia também está associada com cura e inspiração. Davi tocou harpa diante de Saul para acalmar seu espírito agitado53 e o profeta Elias pediu para que tocassem diante dele para que recebesse inspiração.54 Durante o período do nevi’im (o décimo século A.C.), vemos grupos de profetas vagueando pelo país tocando instrumentos, cantando, dançando e profetizando.55 Como em todas as culturas antigas, a música também desempenhava um papel importante no trabalho diário. Muitas passagens mencionam como a execução musical acompanhava o trabalho dos que faziam a colheita.56 Música instrumental e cânticos também eram uma parte 45 Isaías 58:1; Jeremias 4:5; Ezequiel 33:3-4; Oséias 5:8; Joel 2:1; Amós 2:2; Zacarias 9:14. Veja também Apocalipse 8 e 9; I Crônicas 15:52. 46 I Tessalonicenses 4:16; Apocalipse 1:10. 47 Êxodo 15:21. 48 Gênesis 4:23,24. 49 Cap. 21:14. 50 Êxodo 15. 51 Juízes 11:34. 52 I a Samuel 18:6. 53 I a Samuel 16:23. 54 II Reis 3:15. 55 I a Samuel 10:5. 56 Isaías 16:10, etc. 22
  23. 23. integral das festividades freqüentemente denunciadas pelos profetas.57 A música foi dada pelo próprio Deus para preencher um propósito educacional. Em Deuteronômio,58 o Senhor deu a Moisés a ordem para escrever um cântico e ensiná-lo aos filhos de Israel, com o propósito explícito de fazer com que Israel se lembrasse através daquele cântico aquilo que Deus havia feito por eles. Esta é uma ilustração muito boa do uso do cântico para o propósito de memorização e lembrança, uma prática ainda em uso hoje nas escolas e sinagogas judaicas. Ela ilustra uma conscientização do poder da música para intensificar e aprofundar uma experiência no coração. Este evento também indica que, na mente do autor bíblico, o próprio Deus é a origem da música e do uso da música. Mas também delega a tarefa de transmitir este dom a indivíduos que sejam capazes de fazer bom uso dele. Deus instrui a Moisés para que escrevesse o cântico. E assim, até hoje, Moisés é considerado como o patrono dos flautistas na tradição muçulmana, uma indicação de quanto ele deve ser reconhecido por suas habilidades musicais. Ocorre que a educação que ele havia recebido na corte faraônica incluía a instrução em assuntos de culto, o que lhe deu as habilidades necessárias em técnicas de composição e nos vários gêneros musicais. 3.a.2 O Som da Música Devemos nos perguntar como esta música deve ter soado e se temos quaisquer pistas sobre como ela foi composta, executada e transmitida. Existem, efetivamente, indicadores de que a escala utilizada pelos antigos israelitas era a nossa escala diatônica moderna, constituída de sete tons (o heptacorde), em vez da escala pentatônica, dominante hoje no Oriente Médio. A evidência disto veio à luz na forma de tabletes ugaríticos que contém tratados, os quais explicam a forma como as harpas eram afinadas naqueles tempo.59 Isto é corroborado pela menção, em alguns dos sobrescritos dos Salmos, de “tocar em oitavas” (al-hasseminit)).60 A forma como a 57 Isaías 5:12; Amós 5:23; 6:5. 58 Cap. 31:19/22. 59 Ver Anne Draffkorn Kilmer “The Cult Song with Music from Ancient Ugarit: Another Interpretation,” Reallexikon der Assyriologie 68 (1974): 69-82. 60 Salmos 6:1; ver I Crônicas 15:21. 23
  24. 24. música soava provavelmente não teria sido estranha aos nossos ouvidos. O processo de composição em tempos bíblicos era semelhante ao que encontramos ainda hoje no Oriente Médio ou nas regiões orientais, ou seja, baseado nos princípios de cantonização e improvisação. Essas técnicas consistem em um repertório estabelecido de fórmulas melódicas curtas como os maqquam árabes ou as ragas indianas, as quais são, então, combinadas, através da improvisação e de acordo com regras artísticas estritas e complexas, formando uma composição musical. Encontramos um indicador deste procedimento em vários cânticos nas escrituras que aparentam claramente estarem juntos, como se fossem um mosaico, a partir de várias passagens, como por exemplo nas orações de dedicação enquanto a arca era colocada dentro da tenda em Jerusalém.61 Esta oração é composta dos Salmos 105 (versos 1-15), 96 (versos 2-13), e 106 (versos 1, 47 e 48). Esta forma de composição representa uma arte muito elevada, que exige anos de aprendizado e treinamento. A música era então transmitida aos cantores e instrumentistas por meio de uma técnica chamada de quironomia, a qual consiste em usar sinais de mão para indicar principalmente o contorno da melodia.62 Tal técnica era muito proeminente em todo o Oriente Médio Antigo e também esteve em uso no mundo Ocidental até a Idade Média, especialmente no contexto do cantochão. Durante o décimo século de nossa era, mais ou menos ao mesmo tempo em que a notação Ocidental estava começando a aparecer, este método de transmissão oral foi progressivamente substituída por sinais de acentuação acrescentados sobre o texto hebraico pelos Massoretas. Um pequeno número de acentos, porém, pode ser traçado ao passado, até o tempo de Esdras. Uma indicação escriturística desta técnica pode ser encontrada na expressão al yad David,63 que significa literalmente “na mão de Davi” e é geralmente traduzida como “sob a supervisão do rei”. O texto bíblico nos apresenta vários gêneros de música e de produção musical. Nos primeiros estágios da história de Israel, encontramos muitas aclamações coletivas, onde grupos de pessoas expressavam 61 I a Crônicas 16:8/36. 62 Ver b. Talmud Ber. 62a. 63 I a Crônicas 25:6. 24
  25. 25. seu comprometimento exclamando expressões curtas, tais como “Pelo Senhor e por Gideão”.64 Mais tarde na história de Israel, conforme foi emergindo um legado escrito de literatura e cânticos, o canto foi feito de diversas formas, ditado principalmente pela forma poética dos textos. O parelelismo literário proeminente nos Salmos sugere uma execução antifonal, onde dois grupos de cantores respondem um ao outro de maneira alternada. Esta era uma prática de execução característica do Oriente Médio Antigo, uma vez que encontramos o mesmo gênero mencionado no cântico ao redor do bezerro de ouro, seguindo o costume egípcio.65 O canto responsivo também é atestado pelos Salmos. Aqui um dirigente canta a parte principal do cântico, e grupos de pessoas respondem com respostas curtas, tais como Aleluia, Amém,66 ou como no Salmo 136, com um refrão completo: “O seu amor dura para sempre”.67 O cântico era acompanhado, na maior parte do tempo, pelo som de instrumentos, particularmente harpas e liras, que são caracterizados pelo seu som velado e intimista. Em ocasiões mais informais, tais como procissões, o momento seria enriquecido pelo acréscimo de tamborins e danças. Os exemplos de produção musical que encontramos até aqui demonstram as diferentes maneiras do uso da música para o deleite de homens e mulheres. Mas as Escrituras indicam que a música deveria desempenhar um papel ainda mais importante na vida dos Israelitas. Conforme olhamos o relato bíblico sobre a música, notamos que os eventos musicais mais rebuscados e elaborados eram realizados para a honra de Deus. O foco essencial da produção musical centraliza-se em Deus: ela se torna música de adoração. 3.a.3 Música para Deus 64 Juízes 7:20. 65 Êxodo 32:18. 66 Salmos 146/ 150. 67 Veja também os Salmos 42:5, 11; 43:5; compare com 46:7, 11; 57:5, 11; 67:3, 5; 107:8, 15, 21, 31. 25
  26. 26. Conforme Israel transformou-se em uma nação sedentária, as instituições começaram a se desenvolver, sendo que a mais importante entre elas foi o estabelecimento de um santuário permanente. Por volta da mesma época, um conjunto de material poético e de música litúrgica estava sendo agrupado, uma atividade que iria, eventualmente, resultar em uma consumada academia de música. A criação deste conjunto de literatura litúrgica já havia se iniciado antes da construção do templo, e existia parcialmente na época em que a arca foi trazida para Jerusalém.68 Evidencias textuais apontam para o fato de que estes cânticos eram produto das escolas dos profetas. Em I Crônicas69 aprendemos que os três músicos dirigentes, Asafe, Hemã e Jedutum (Etã) foram escolhidos por Davi para o serviço de música. Quando os encontramos novamente, e seus cânticos, por ocasião da dedicação do Templo de Salomão,70 suas tarefas são apresentadas em termos de “ministério de profetizar ao som de harpas, liras e címbalos”.71 Ao dizer isto, o texto faz uma referência direta às escolas dos profetas, que foi iniciada por Samuel. De fato, lemos em Samuel72 que era costumeiro para esses estudantes ajuntar-se em “um grupo de profetas que virão descendo do altar do monte tocando liras, tamborins, flautas (halil) e harpas; e eles estarão profetizando.” Assim, I Crônicas 25 cria uma ponte entre as atividades musicais e litúrgicas que eram parte das escolas dos profetas, e o serviço musical no templo. Parece, então, que os grandes músicos do templo, Davi, Asafe, Hemã e Etã, tinham sido treinados na arte da poesia e música durante seus estudos nas escolas dos profetas. E, com efeito, são os seus nomes que encontramos nos títulos dos salmos como sendo os principais autores dos Salmos. A música no templo não era deixada a acontecer ao acaso. A solenidade do lugar e da ocasião é refletida no cuidado e atenção que era dada à organização da música no templo de Jerusalém. Várias passagens em I Crônicas realmente descrevem um quadro impressionante desta organização. Quatro mil 68 I a Crônicas 15. 69 Cap. 15:17, 19 e 16:4-6, 41, 42. 70 II Crônicas 5:12,13. 71 I Crônicas 25:1. 72 I a Samuel 10:5. 26
  27. 27. pessoas faziam parte desta academia (23:5), 288 dos quais eram profissionais (25:7) revezando-se no serviço do templo. Este texto nos fala sobre “eles e seus parentes, todos capazes e preparados para o ministério do louvor do Senhor”. Os músicos eram agrupados em várias categorias, de acordo com as suas especialidades: Asafe foi nomeado chefe dos músicos (16:5); Hemã era o responsável pelos que tocavam trombetas (16:42); Quenanias era o supervisor dos cantores” (15:22). Todos os três líderes usavam os címbalos para assinalar várias atividades ou mudanças de atividade, e estavam “sob a supervisão do rei” Davi (25:6), o qual havia se distinguido como compositor, autor, executante e construtor de instrumentos. De acordo com o Talmud, o treinamento acontecia até que os músicos alcançavam a idade de 25 ou 30 anos; então eles eram ativos profissionalmente até a idade de 50 anos. Outras tarefas incluíam a construção e manutenção de instrumentos. Salas específicas no templo acomodavam os instrumentos e as vestimentas,73 e também serviam para alojar os músicos levitas que “dia e noite se dedicavam à sua própria tarefa” (9:33). Suas tarefas consistiam em “ministrarem regularmente”, primeiro junto à arca, depois no altar, “de acordo com as prescrições para cada dia” (16:37). O propósito principal dos músicos do templo, então, era cantar Salmos para acompanhar os sacrifícios diários, e produzir música para outros dias e festividades especiais. Conforme meditamos sobre isso, a idéia de acompanhar o ato de sacrifício com música pode nos parecer bastante incomum e sem sentido. O sacrifício em si mesmo é um ato de violência e morte, tornando-se uma experiência visual e emocionalmente difícil. E mesmo assim, Deus não hesita em acrescentar um elemento de beleza e emoção, que transforma a transcende a experiência originalmente dolorosa. Conforme o sacrifício é executado e os levitas cantam sobre o amor, a misericórdia e a fidelidade de Deus, a música intensifica a experiência e leva a um aprofundamento da sua compreensão nos corações dos israelitas. Uma situação semelhante pode ser observada quando Deus decide ensinar a lei a Israel através 73 Ver b. Talmud Middoth, ch. 11, Mishnah 6. 27
  28. 28. de cânticos e música instrumental.74 Enquanto que para nós a lei nos parece ser uma coisa seca e técnica, Deus, em Sua sabedoria e amor, a envolveu na beleza dos cânticos e forneceu a Israel uma forma eficiente para amá-la e recordá-la.75 É como se o caráter “objetivo” dos sacrifícios e da lei precisassem ser combinados com o caráter afetivo e subjetivo da experiência humana de forma a criar um experiência holística. Os próprios Salmos são uma boa ilustração desta combinação: embora falem de criação, história, leis, profecia, juízo, etc., fazem isto em termos subjetivos de poesia e emoções. Este elemento de beleza também estava presente nos eventos ao ar livre. Quando a arca foi trazida para Jerusalém, veio com uma grande procissão, que incluía cantores, seguidos de instrumentistas tocando suas harpas e liras, trombeteiros, e acompanhados pelo som de címbalos e de chifres de carneiro.76 Vestidos em linho fino, eles cantavam cânticos de júbilo ao som de instrumentos musicais77 e eram acompanhados por brados e aclamações do povo. Mais tarde, na dedicação do templo de Salomão, a celebração incluiu novamente dezenas de músicos: “E todos os levitas que eram músicos ... tocando címbalos, harpas e liras, e os acompanhavam cento e vinte sacerdotes tocando cornetas. Os que tocavam cornetas e os cantores, em uníssono, louvaram e agradeceram ao Senhor”.78 Eles cantaram o Salmo 136, “Ele é bom; o seu amor dura para sempre”. As festividades deveriam durar por duas semanas inteiras. Uma celebração semelhante, tão espetacular quanto as anteriores, aconteceria novamente mais tarde, no retorno do exílio, para “celebrarem alegremente” a dedicação do muro recém-construído de Jerusalém.79 Dois grandes coros deveriam avançar por cima do muro, em direções opostas. O primeiro coro foi liderado por Esdras, seguido pelos líderes de Judá; então vieram os sacerdotes com trombetas e 74 Deuteronômio 31:19-32:47. 75 ... de acordo com Salmos 19:7-10. 76 Eventos ao ar livre também incluíam o tamborim (I Crônicas 13:8), o qual nunca é encontrado dentro do templo. 77 I Crônicas 15:16,28. 78 II Crônicas 5:12-13; 7:2-6. 79 Neemias 12:27. 28
  29. 29. os músicos instrumentais. O segundo coro era seguido por Neemias e metade do povo. Quando os dois coros se encontraram na Porta da Guarda, juntaram as suas vozes em ações de graças ao Senhor.80 O mero fato de como a música sacra foi organizada no antigo Israel já nos mostra um quadro impressionante. Torna-se claro, a partir dessas ilustrações, que a música desempenhava um papel predominante nessas grandes celebrações nacionais e não era considerada meramente um acessório à adoração. Mas quando movemos a nossa atenção para a motivação dos executantes e a filosofia que jazia por trás de sua produção musical, encontramo-nos no cerne da música bíblica. O propósito destas esplêndidas manifestações não era demonstrar um quadro mundano de riqueza e poder. Ao contrário, elas nasciam do desejo de honrar e reconhecer a grandeza e a supremacia de Deus. Conforme olhamos mais de perto os motivos que acompanhavam a preparação e execução dos serviços do templo, encontramos razões significativas para o propósito da produção musical na Bíblia. A idéia mais importante e central é que a música é uma atividade centralizada em Deus. Isto se torna claro não apenas quando verificamos expressões específicas dos Salmos, as quais são o núcleo da literatura litúrgica, mas também pelas próprias práticas de execução no templo. Vez após vez os Salmos acentuam o fato de que a música não é executada para o deleite e entretenimento do músico ou da platéia, mas sim como uma homenagem dirigida a Deus. A razão de ser do músico na Bíblia é falar acerca de Deus e fazer música dirigida a Deus: “Senhor, quero dar-te graças de todo o coração e falar de todas as tuas maravilhas. Em ti quero alegrar-me e exultar, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo”.81 A produção musical aqui é teocêntrica, doxológica, inteiramente focalizada em Deus. O mesmo princípio pode ser verificado no livro do Apocalipse, onde as criaturas fazem um círculo ao redor do trono de Deus para adorá-Lo e cantar para Ele: “Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. 80 Neemias 12:27/40. 81 Salmos 9:1-2; 27:6; 30:4; 81:1; 98:1; 105:1-3; etc. 29
  30. 30. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam em alta voz: ‘Digno é o Cordeiro....”.82 O foco em Deus como o Receptor da música era expresso pelos músicos do templo até mesmo na forma como os músicos se dispunham. A Bíblia e o Talmude nos dão uma descrição detalhada somo como os músicos faziam enquanto ministravam junto ao altar. Enquanto que hoje os músicos cantam olhando a congregação, em um gesto como se estivessem tocando e cantando para eles, na época do templo os músicos não ficavam voltados para a congregação, estavam de frente uns para os outros, de ambos os lados do altar: os levitas com as harpas e liras ficavam do lado oriental do altar83 e os sacerdotes com as suas trombetas ficavam do outro lado do altar. Enquanto os sacrifícios eram feitos, eles tocavam a sua música em direção à oferta, dando assim glória e honra exclusivamente a Deus.84 Mas o músico bíblico não está satisfeito em apenas dirigir a sua música a Deus. Ele também quer ter certeza de que a sua música agrada a Deus: “Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador!”.85 O que vemos acontecendo aqui não é uma preocupação para deleitar ou entreter a platéia ou a si próprio, mas sim um esforço intencional para produzir uma música que seja digna d’Aquele a quem ela é dirigida. Esta preocupação pode ser verificada em vários atributos que caracterizam a produção musical na Bíblia. A escolha dos músicos do templo, os levitas, já indica a importância da função. Foi porque os levitas se distinguiram pela sua fidelidade no episódio da adoração 82 Apocalipse 5:11-12; 7:9-10; etc. 83 II Crônicas 5:12. 84 Também havia, contudo, momentos em que os músicos ficavam de frente para a congregação, por exemplo, por ocasião da festa dos tabernáculos, a qual era realizada no templo, no pátio das mulheres e consistia em grande regozijo pelo povo em geral. Nesta ocasião, os cantores levitas ficavam em pé no topo da grande escadaria que levava ao pátio das mulheres e desciam, um degrau a cada vez que cantavam um dos 15 “cânticos dos degraus” (Salmos 120-134); conf. Mishna Sukâ 5:4. 85 Salmos 19:14; ver também Salmos 104:33-34 e, no Novo Testamento, Romanos 12:1. 30
  31. 31. ao bezerro de ouro no monte Sinai, que eles foram separados para os vários serviços no templo, incluindo a música.86 Fazer música para o Senhor exigia habilidade;87 os líderes dos diferentes conjuntos musicais do templo eram escolhidos com base em seu conhecimento da arte: “Quenanias, o chefe dos levitas, ficou encarregado dos cânticos; essa era sua responsabilidade, pois ele tinha competência para isso”.88 Quando voltamos ao tempo da construção do tabernáculo, notamos que esta qualificação era um pré-requisito para qualquer artesão do tabernáculo. Não apenas eles eram cheios do Espírito de Deus, mas também eram cheios de “... destreza, habilidade e plena capacidade artística”.89 É interessante notar que esta passagem,90 que fala sobre Bezalel e Aoliabe, os principais artesãos do tabernáculo, usa a palavra habilidade (ou capacidade) cinco vezes, como que para destacar quem quando tratamos com assuntos relativos à casa de Deus, além do Espírito também há necessidade de habilidade e conhecimento. De forma semelhante, os líderes dos músicos no templo tinham a responsabilidade de ensinar a outros a arte da música. Fazendo assim, demonstravam a sua preocupação pela qualidade e pelas coisas bem feitas. Apenas o talento não era suficiente; ele precisava ser desenvolvido, refinado e levado à maturidade artística. O livro de Crônicas.91 fala sobre líderes que estavam sob a “supervisão” (al yad) de Davi, “todos capazes e preparados para o ministério do louvor do Senhor”. Música para o Senhor, de forma a agradar ao Senhor, tinha que ser preparada e executada de tal forma que fosse “digna” d’Ele. Parece que a Bíblia não nos apresenta uma lista de músicas que seriam “boas” ou “más”. Também podemos ver os mesmos instrumentos (por exemplo, harpas e liras) sendo usados para 86 Êxodo 32:29. 87 Salmo 33:3. 88 I Crônicas 15:22. 89 Êxodo 35:31. 90 Êxodo 35:31-36:2. 91 I Crônicas 25:6,7. 31
  32. 32. propósitos sacros, bem como para ocasiões que foram reprovadas pelos profetas.92 De fato, o texto trata, predominantemente, com questões de direção e propósito da produção musical, associando-a com o belo, e nos dando claras instruções sobre como usá-la. Uma vez que este ponto esteja estabelecido - e nós compreendemos o modelo bíblico de música como sendo executada para Deus e agradável a Deus - a questão de “bom” ou “mau” torna-se ultrapassada. O por que encarrega-se do o que e do como. O mesmo acontecerá no nível de nossa busca com relação a estilos. Existe alguma evidência de que haja um estilo em particular usado para a música do templo, que não tenha sido tocado pelas culturas adjacentes? Havia somente um único estilo de música que era apresentada como apropriada para o serviço do templo? Conforme observamos as práticas musicais no templo e as comparamos com as práticas contemporâneas nas culturas adjacentes, encontramos muitos paralelos e padrões semelhantes. Notamos anteriormente a falta de tamborins no templo judaico, mas, ao contrário, a predominância de liras e harpas. Esses dois instrumentos, contudo, também estavam presentes nos templos pagãos do mesmo período, enquanto que os tamborins também estavam ausentes nestes locais de adoração pagã. Isto parece indicar que haviam padrões geralmente aceitos para a instrumentação litúrgica para toda uma região e/ou período de tempo. Outro paralelo entre as práticas litúrgicas pode ser encontrado no uso dos címbalos para sinalizar os eventos musicais, tanto pelos músicos do templo judaico93 quanto pelos músicos dos cultos cananitas. Este caso, de fato, ilustra um princípio chave na Bíblia, o qual não devemos perder de vista. De forma a evitar o perigo de sincretismo, os conceitos ou símbolos existentes 92 Destacamos que, nas ocasiões em que o uso destes instrumentos foi reprovado pelos profetas, estes são sempre citados em combinação com tamborins e/ou flautas, instrumentos que não eram utilizados no templo (ver Isaías 5:12; Isaías 24:8) ou isoladamente, simbolizado a música em geral (Isaías 14:11; Ezequiel 26:13; Amós 5:23; 6:5). Também são citados em combinação com tamborins e flautas na música pagã da corte babilônica (Daniel 3:5, 7, 10, 15). 93 Os címbalos eram considerados instrumentos cerimoniais de culto e apenas os levitas do homens podiam usá-los (I Crônicas 16:5; 15:19, 28; 16:42; II Crônicas 5:12, 13; 29:25; Esdras 3:10). Comparar com Joachim Braum, Music in Ancient Israel/Palestine: Archaeological, Written, and Comparative Sources, tradução de Douglas W. Stott (Grand Rapids: Eardmans, 2002), p. 20. 32
  33. 33. freqüentemente passavam por uma transformação e reinterpretação de significado. Em nosso caso, é notável que o termo tseltselim, utilizado para designar os címbalos nos textos mais antigos,94 estava tradicionalmente associado com o culto pagão e orgiástico dos cananitas. Em textos posteriores95 esses címbalos são designados por uma palavra diferente, metsiltsyim,96 provavelmente para evitar qualquer conotação com as práticas pagãs.97 O que aprendemos disso, então, é a preocupação do autor bíblico em manter a situação litúrgica livre de qualquer ambigüidade. Embora notemos o uso de instrumentos e práticas musicais semelhantes tanto na adoração pagã quanto na adoração israelita, cuidados são tomados para alterar o significado e o simbolismo de um dado instrumento ou prática quando o contexto se altera e quando existe o perigo de sincretismo ou ambigüidade de significado. Embora Israel utilize os padrões culturais das nações circundantes, ele pode reinterpretar o significado de certos elementos destes padrões, apoiado na preocupação com uma produção musical apropriada. A música na Bíblia não é um fenômeno estático. Observamos mudanças que ocorreram através do tempo. Por exemplo, os instrumentos do primeiro templo são listados como sendo liras, harpas címbalos e trombetas. Documentos descrevendo o serviço do segundo templo, contudo, também mencionam a flauta e o tamborim entre seus instrumentos.98 De maneira semelhante, quando vamos ao Novo Testamento e observamos as práticas musicais da igreja apostólica, notamos que além dos gêneros “antigos” de música, os Salmos e Cânticos, um “novo” gênero é introduzido, a 94 II Samuel 6:5. 95 I Crônicas 13:8. 96 Vemos aqui indícios de que não se trata apenas de alteração da nomenclatura do instrumento, mas sim de uma transformação do próprio instrumento, realizada pelos construtores judaicos de instrumentos, ou pelo próprio Davi (I Crônicas 23:5; II Crônicas 7:6), especialmente para o uso no templo. Assim, o novo nome indicaria, na verdade, um novo instrumento, com novas características, apropriadas para o serviço do templo. 97 Ver Braum, p. 107. 98 Embora reconhecendo a autoridade e seriedade da autora, ressaltamos a falta de apoio escriturístico ou bibliográfico para esta afirmação. Por outro lado, destacamos os textos de II Crônicas 29:25, para demonstrar que na reconsagração do templo pelo rei Ezequias os instrumentos utilizados foram os mesmos empregados na inauguração por Salomão, e Neemias 12:36, para comprovar que no segundo templo, inaugurado por Neemias, os mesmos instrumentos continuaram sendo utilizados, sem qualquer acréscimo. 33
  34. 34. saber, o hino99 .100 O que observamos aqui é um fenômeno muito normal que pode ser verificado vez após vez na história da música sacra: uma nova experiência necessita de uma nova expressão.101 Neste caso, a nova experiência veio através da pessoa e do ministério de Cristo. De fato, em sua mensagem ao imperador Trajano (cerca de 111 da Era Cristã), o historiador Plínio, o Jovem, associa diretamente o cântico de hinos com Cristo: “Eles comumente se encontram antes do nascer do sol em um dia especificado para cantarem alternadamente cânticos a Cristo como a um Deus”.102 /103 O “som da música sacra” na Bíblia vem definitivamente na conotação de ser separado. Isto pode ser visto na escolha dos músicos, na forma como a música era executada, ou na ausência de certos instrumentos no serviço do templo. Todos estes fatos transmitem a idéia de que havia um processo seletivo em operação. Esta idéia também transpira através da maneira como os textos litúrgicos eram apresentados, ou seja, através de cantilenas, em vez de serem simplesmente falados, uma prática comum no mundo antigo. Uma linguagem “especial” era necessária para transcender o comum. A música na Bíblia certamente era percebida como sendo um dom de Deus que deveria ser devolvido a Ele com temor, ou seja, executada com temor e respeito, como uma oferenda agradável a Deus. Não se tratava de arte pela arte em si mesma, mas arte para Deus. Para o músico bíblico, o mais alto objetivo a ser alcançado por sua arte consistia em cantar e tocar ao Senhor como uma oferta de si 99 Ressaltamos que, na verdade, o termo “hino” já era conhecido no Antigo Testamento (Salmos 26:7; 40:3) e na época de Jesus, antes da formação da igreja apostólica (Mateus 26:30; Marcos 14:26). Outras passagens que falam do uso de hinos na igreja apostólica são Atos 16:25 e Colossenses 3:16. 100 Efésios 5:19. 101 Ver, por exemplo, a renovação feita na música por Lutero, João Wesley, William Booth, etc., cada um deles acompanhado por um novo repertório e novos estilos de música. 102 Letters, Book 10, No. 96, citado em David W. Music, Hymnology: A Collection of Source Readings, Studies in Liturgical Musicology, no. 4 (Lanhan: Scarecrow, 1996), p.4. 103 O que nos parece ser novidade ao historiador e objeto de seu relato não são os cânticos em si (já vimos que os judeus sempre usaram cânticos), mas sim o fato de esses cânticos serem dirigidos a Cristo, ou seja, esses cristãos O consideravam como um deus. Isto seria um detalhe importante (e potencialmente perigoso) em um império onde o imperador se julgava um deus. 34
  35. 35. mesmo, aceitável a Ele. O Salmo 137, que relata a história de músicos hebreus levados para o exílio, ilustra esta atitude de uma forma muito vívida e ao mesmo tempo resume a visão bíblica da música: “Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião. ... Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira? Que a minha mão direita definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti! Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, e não considerar Jerusalém a minha maior alegria!”.104 Como segundo texto parceiro, colocamos um pequeno resumo da história da música, em um contexto popular, logo depois entraremos no cerne da questão que é a guerra através da música. Estaremos colocando uma pequena partícula do grande problema, com o objetivo de despertar as pessoas para este assunto, deveras vastíssimo. 3.b Historia da musica105 104 Salmo 137:1/6. 105 br.geocities.com/toca_da_musica/historia_da_musica.htm. 35
  36. 36. Arte de combinar os sons de modo que dêem à alma e ao espírito, o sentido ideal da beleza, da grandeza, do gozo e da vida. Definida como a rainha das artes, ela é dividida em melódicas, harmônicas, polifônicas, sinfônicas, instrumental. Longínquas são suas origens; presume-se que os homens primitivos, ao nascer do mundo, usassem árvores cavadas e semicavadas que, batidas, emitiam diversos sons que atraíam os animais que eles queriam caçar. Pode-se dar uma ordem, começando pela Grécia, onde a teve caráter ritual, guerreiro e de divertimento e onde o culto por ela alcançou os altos cimos da mais pura êxtase espiritual. Instrumentos característicos foram a harpa, a harpa eólia e a lira, que junto aos romanos era usada prevalentemente em simpósios e reuniões. Toma forma sagrada na Idade Média, onde os cantos gregorianos ou litúrgicos são aperfeiçoados por São Gregório Magno. Floresceram sucessivamente os madrigais, baladas, as caças a polifônica, e na segunda metade do século XVI o melodrama, que teve origem na Itália por obra dos músicos Caccini e Peri e do poeta Renuccini. Com o aperfeiçoamento dos instrumentos, desenvolve-se e brilha a instrumental em 1700 (Bach, Mozart); trios, quartetos, orquestras, são os complexos instrumentais construídos naquela época. Com a romântica nasce o gênero musical de Beethoven, Mendelssohn, Chopin, Wagner, enquanto que em 1800 a Itália explode com as imortais obras de Verdi que moderniza os melodramas ligados às tradições e aos convencionalismos setecentistas. O 1900 marca a época da folclórica, do jazz, que graças a novos instrumentos e a novos músicos, encontra na sociedade contemporânea, seus adeptos e seus apaixonados cultores. 3.c A Antiguidade106 106 paginas.terra.com.br/servicos/preludio/historia.htm. 36
  37. 37. Na antigüidade, provavelmente o homem primitivo movimentou as primeiras manifestações musicais, através de tentativas de expressões sonoras, justificando pelos seus anseios aos fenômenos naturais, da necessidade de defesa e do desejo de comunicação. Dançando ou cantando, as tribos primitivas, assumiam um caráter ritual, venerando o desconhecido. Agradecendo-lhe através dos instrumentos de madeiras ou ossos em outros objetos, aos gritos, dos gestos, dos cantos, a fertilidade da caça dos homens, a abundância da caça; celebrando as vitórias na guerra, nas descobertas: para avisar sobre perigos ou espantar os animais. Dessa maneira, a música desempenhou seu papel na guerra, nas festas e cerimônias como uma característica religiosa ou mágica. Este estilo resistiu a séculos, pois a sua rítmica elementar acompanhou o desenvolvimento humano e o avanço da civilização que se reflete em todas as transformações que a humanidade viveu até chegar a ser como é agora. 3.c.1 A Música Grega A música grega era essencialmente cantada, e os instrumentos o seu acompanhamento - tendo ainda a finalidade religiosa, como os demais povos antigos, como um meio de integrar o espírito à alcançar a perfeição. Na música grega, os instrumentos que acompanhavam as vozes, tocavam partes mais agudas e as vozes cantavam as partes mais graves ao contrário do que acontece hoje, tal como, as escalas eram cantadas em movimentos descendentes, do agudo para o grave. Em se tratando da música, Roma quase nada acrescentou daquilo que havia sido desenvolvido na Grécia. A sua contribuição destacou-se pela invenção de alguns instrumentos, como a tíbia (uma espécie de gaita de joles), a tuba (precursora do trombone) e um órgão primitivo. 3.c.2 A Idade Média 37
  38. 38. Na Idade Média, onde foi estabelecido o Cristianismo, os valores da religião Cristã vão impregnar todos os aspectos da vida na época. Movidos pôr esse novo modo de ser, principalmente através da música, se exteriorizou a integração religiosa. Nesse período destaca- se a Monadia Cristã - a música era somente vocal e os instrumentos eram considerados sensuais - originando-se mais tarde, o cantochão. Assim, a música acompanha o Cristianismo. Através de profundas modificações políticas - o Ocidente organizava seus Estados Feudais dividindo-os em vilas burguesas, castelos e conventos. A música profana progride, em breve subdividindo-se em popular e aristocrática. Com as inovações da música profana, ao longo dos séculos, o canto gregoriano sofreu novas influências na maneira de cantar, embora prevalecendo o seu caráter monódico. Contudo, a música profana livrou-se da rigidez litúrgica reunindo várias melodias no mesmo canto, seria uma escapada na direção da polifonia - revolucionar o mundo musical e religioso. O mais importante seguidor, criador da primeira missa polifônica foi o Guillaume de Machaut ( 1300-1377 ). 3.c.3 Renascença Nesse período a mentalidade européia logo se transforma, formando novas concepções. Com as grandes conquistas política-econômica- cutural cresce a valorização que o homem é o responsável pelas conquistas e ampliações do mundo, ou seja, um período de transição- teocêntrica e antropocêntrica. A polifonia católica passava das igrejas para os salões da aristocracia. A escrita musical se desenvolve e a música caracteriza-se nesse período como uma diversão a sociedade renascentista. Com essa transformação, a igreja esboçou uma tentativa de revitalizar a música. Eliminar o acompanhamento instrumental, criando composições exclusivamente à voz humana - a capela. Mas, devido o auge da expressão renascentista voltou novamente a participação do acompanhamento instrumental. 38
  39. 39. 3.c.4 Barroco O período Barroco reflete-se na transformação da mentalidade européia na renascença. Nesse período ocorreram algumas mudanças referente à música. Os grandes coros polifônicos, foram substituídos por uma voz de um cantor (homofonia) com acompanhamento instrumental um tom mais baixo. Outra mudança, foi o retorno às grandes tragédias gregas cantadas atribuindo ao desenvolvimento da ópera na Itália. Com o progresso do artesanato de instrumentos consolida-se a música instrumental nos salões da nobreza. Formando-se as orquestras de câmara (conjunto de 2 à 9 intérpretes) e o Concerto grosso (diversos instrumentos). O apogeu do Barroco foi conduzido pelo Georg Friedrich Haendel e Johann Sebastian Bach criavam peças em quase todos os gêneros musicais (vocal e instrumental). Bach, revolucionou o sistema musical, com intervalos sonoros desiguais, anunciando grande número de obras como o CRAVO BEM TEMPERADO. Haendel escreveu 46 óperas, 32 oratórios, destacam-se MESSIAS (1742) e ISRAEL NO EGITO (1736-37). 3.c.5 Classicismo 39
  40. 40. Destaca-se por uma nova estética - a criação da arte abstrata- exprimido por sentimentos e fantasias de maneira impassível e essa abstração obtiveram desenvolvendo a sonata clássica e a sinfonia. Os três maiores representantes do período da música clássica são Haydn, Mozart e Beethoven. 3.c.6 Romantismo Com a Revolução Francesa, uma nova expressão cultural se expandiu pela Europa - as idéias liberais. Uma das características nesse período é a eliminação da arte de salão feita para elite aristocrática, era a hora da música falar mais ao povo. Os compositores tinham como característica a liberdade de criar, de exprimir seus sentimentos interiores, descrever a placidez da vida tranqüila, melancolias, seus sonhos, subjetivar seus objetivos, suas paixões e idéias revolucionárias - o Romantismo. Foi assim até meados do século XIX. Acontece então, o encontro importante para a elevação do Romantismo - o Nacionalismo. Que empolgou os povos Europeus com seus cantos e danças populares, ou seja, com exotismo e a riqueza das raízes folclóricas, evocando suas tradições, costumes de seus países. Nos fins do século XIX, o Romantismo aos poucos entra em decadência. O povo Europeu começa sentir a necessidade de mudança o movimento já se desgastara, perdia seu vigor inicial. Portanto, também para os compositores era a hora de criar algo novo dentro do sistema Tonal - os acordes da harmonia lhe pareciam gastos demais. Entre tantas buscas de soluções, aparece o compositor Claude Debussy, resolvendo o problema explorando o encadeamento de acorde, de forma a evitar a repetição, surgindo várias tonalidades. Já não idealizando os sentimentos humanos (do Romantismo) evocando agora apenas as sensações transmitidas pela luz, pelas cores, pelos perfumes, pela natureza, captando o valor expressivo que o homem tem do mundo que o cerca. 3.c.7 O Modernismo 40
  41. 41. Através das catástrofes sociais que a II GUERRA MUNDIAL provocara, novas atitudes diante do mundo acontecia, e claro, influenciando o ambiente da música. Com a musicalidade de Bela Bartoh (1887- 1945) da Hungria (que era agressivamente nacionalista); no Brasii Heitor Villa -Lobos (1887- 1959), buscando no folclore a inspiração para suas obras e Ernesto Nazareth (1863 - 1934) explorando os elementos indígenas africanos e europeus em suas obras. Duas novas tendências aparece a música eletrônica e a música concreta. Esta se baseia de "sons concretos”, como o barulho do avião, o tilintar do vidro, o canto das aves, que são tratados em apareIhos eletrônicos (acelerando-os, repetindo-os, as mais diversas deformações). Assim, com decorrência da música concreta aparece a música eletrônica, que emprega sons tratados em laboratórios. Com essas novas tendências, surge desse modo um elemento que ninguém havia sonhado antes, o fantástico efeito sonoro. E aparece a música Aleatória, que é a organização de vários instrumentos tocando em velocidades diferentes ou determinam uma ordem de desenvolvimento diverso para várias seqüências de realização musical. As modernas manifestações da música apresentam-se como elementos mais controvertidos da história musical. 3.c.8 A música no Brasil A influência indígena na música do Brasil, tem como significado profundo, o caráter sagrado. Que através dos jesuítas catequizando os índios deram através da música um sentido religioso (através dos ensinamentos dos jesuítas e suas danças rituais). Há também com a chegada dos negros africanos trazidos como escravos, a influência na música no Brasil. Vivendo em contato íntimo com a família brasileira, exercem influências através de elementos folclóricos trazidos do país de origem (a maior parte eram instrumentos de percussão); através de suas músicas ritmicamente sincopadas; as danças sensuais ou violentas. 41
  42. 42. 3.c.8.a A música popular brasileira107 Um dos mais antigos documentos que se referem à música popular brasileira, marca-se 1750. Nos dois principais centros urbanos do Brasil da época, Salvador e Rio de Janeiro, apareceu esse gênero musical: a “modinha” - uma canção de gênero amoroso ou sentimental. Na década de 30 a música popular brasileira teve muitos talentos que se destacaram como: Noel Rosa, Silvio Caldas e Orlando Silva, além do grandioso compositor Ary Barroso. No Nordeste o principal divulgador do "baião" foi Luiz Gonzaga, que transmitia suas composições à beleza e o desencanto, a dor e o sofrimento desta terra. Em 1940, a bossa nova com grandes músicos como Dorival Caymmi desenvolve inovações nesse gênero musical, acordes dissonantes no violão apresentando uma complexidade técnica muito grande, influenciando muitos músicos que vieram depois dele, marcando o movimento musical Bossa Nova. O início desse movimento foi marcado pelo lançamento do samba "Chega de Saudade", de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes em 1958. A Bossa Nova apresenta, um estilo que evidencia em suas letras o amor, a beleza do sol e do mar, a solidão - sentimentos ao mesmo tempo particulares e universais. Em 1966, destaca-se a música Jovem Guarda - com ritmo alegre, dançante e descontraído. As letras apresentam falas simples da vida real dos jovens da época. Em um Festival Internacional da Canção, realizado em 1969, um coral de 20.000 vozes conquista em muitos países a admiração e o louvor à musicalidade do povo brasileiro. Isso se deve ao interesse de muitos anos pela música popular brasileira, que apresenta grande variedade de gêneros e estilos, devido a enorme extensão territorial, a miscigenação de raças, a pluralidade de espaço e tempo, o histórico social, que contribuíram para esse desenvolvimento de diferentes manifestações musicais. Música de jovem ou velha guarda, popular ou erudita, instrumentos tradicionais ou arranjos eletrônicos, romântica ou pop, tudo faz parte da nossa realidade e exprime nossa cultura. Começamos agora a meditar na música como sugere o título deste texto: a serviço das trevas e a serviço da luz. 107 Sugerimos a leitura do texto “A justa operação de cada parte”, onde meditamos, entre outras coisas sobre a música popular brasileira. 42
  43. 43. 3.d Música como instrumento de louvor a Deus108 A música é um extraordinário instrumento para agrupar pessoas e de alguma forma fixar mensagens. Através dos tempos, a música tem envolvido a humanidade de diversas maneiras provocando também reações e comportamentos que muitas vezes não são explicados logicamente. A música secular está sempre descobrindo uma forma de alcançar pessoas através de mensagens e apelações a certos pontos da personalidade humana. Ultimamente os grandes concertos de bandas mundialmente famosas tem apelado para o compromisso religioso da juventude. Os astros e estrelas da música buscam a devoção de seus fãs. Eles querem ser adorados. Ocultismos e apelos para o sobrenatural tem sido amplamente propagados através da música, e Satanás sabe muito bem o que pode fazer através deste instrumento. O que se pode fazer a esse respeito? Como livrar a nossa geração do domínio de Satanás através da música? Deus tem a resposta para essa questão. Antes de declarar guerra ás forças malditas na região celeste, é importante entender porque e como ele opera, nós devemos saber de onde vem a sua autoridade e poder pela Palavra. Há duas passagens clássicas das Escrituras que referem-se a Satanás no Antigo Testamento. Ezequiel109 e Isaías110 falam da queda de Satanás. A perversão da Música em Ezequiel 28:13 vemos que o Diabo estava no jardim do Éden com Deus, e que era coberto por pedras preciosas e que engastes e ornamentos de ouro foram feitos no dia em que ele foi criado. Segundo estudiosos, o texto original no hebraico refere-se a tamborins e flautas. A versão revisada da tradução de João Ferreira de Almeida diz: "...Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados", o que concorda com uma das mais consagradas traduções, King James que faz a mesma referência. Flautas ou pífaros, referindo-se a instrumentos de sopro em geral e tamborins ou tambores generalizando os instrumentos de percussão. Esses versos descrevem alguns dos atributos e habilidades especiais de Satanás, que antes de sua queda, tinha sido designado para desenhar instrumentos musicais (instrumentos de sopro e percussão). Satanás era o músico celestial, capaz de tocar vários instrumentos. Isaías 14:11, é outra confirmação do poder musical dado a Satanás: "... derribada esta na cova a tua soberba, 108 Miguel Levy/ Google. 109 Ezequiel 28. 110 Isaías 14. 43
  44. 44. também o som da tua harpa". Satanás é acompanhado em cada uma das maiores áreas de instrumentos musicais: sopro, cordas e percussão. Lúcifer era obviamente o mestre dos músicos do céu. Este capítulo de Isaías diz que Lúcifer era a estrela da manhã. Como o mestre dos músicos, tendo uma habilidade inata de criar e tocar música, ele seria o Querubim ungido com a glória de Deus em músicas celestes. E certamente estava envolvido na criação da terra, quando vemos em Jó111 quando refere-se as estrelas da manhã que "... alegremente cantavam, e os filhos de Deus rejubilavam de alegria". Como um Querubim ungido e como mestre de música, é altamente provável que Lúcifer liderou a adoração cobrindo o céu com a glória de Deus, contudo, Isaías 14 conta a história da sua queda. O pecado entrou no coração de Satanás e disse: "Eu subirei aos céus; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono". Lúcifer tirou seus olhos da glória de Deus e focou em si próprio, em seu brilho e beleza. Ele ficou cheio de orgulho. Ao invés de oferecer adoração a Deus, para o que ele foi criado, ele começou a desejar adoração para ele mesmo. Lúcifer e um terço dos anjos foram expulsos da presença de Deus. Isaías112 descreve a queda de Lúcifer. 111 Cap 38:7. 112 Cap 14.. 44
  45. 45. Não há indicação de que em sua queda, Lúcifer tenha perdido suas habilidades musicais. Quando Lúcifer caiu, a música caiu com ele. Suas habilidades de criar adoração através da música foram pervertidas assim como a sua natureza foi pervertida e se voltou contra Deus. A música que foi criada para adoração, para encher os céus com a Glória de Deus, tinha agora se tornado uma mancha. Tornou-se uma ferramenta de Satanás para usar pessoas em rebelião contra Deus. Não existe nada nas escrituras que indique que Lúcifer ainda não tenha habilidade de criar e usar música para o seu nefasto propósito. Ele está usando agora a sua falsa unção na música secular. Ele ainda tem a poderosa habilidade de induzir adoração, mas a adoração não é mais dirigida a Deus o Pai e sim a ele. Satanás deseja ser adorado pela humanidade. O inimigo sabe que o desejo de Deus para seus filhos é para que eles O adorem. Satanás sabe que se ele quer ser como Deus, ele deve dividir a adoração da humanidade para ele mesmo. A tentação final colocada diante de Jesus no deserto em Mateus:113 "... novamente o Diabo levou Jesus ao topo de um alto monte, e lhe mostrou todos os reinos do mundo, e sua glória; e disse a Ele, todas essas coisas eu te dou, se prostrado me adorares. então Jesus lhe disse, vai-te Satanás; pois está escrito, só ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás". Jesus não contestou os direitos de satanás de dar ou não os reinos do mundo. Ele se opôs ao ponto de adoração a ele. O desejo de satanás era ter a adoração de Jesus. Ele sabia que se Jesus o adorasse prostrado, ele teria alcançado a posição de Deus o Pai. Isto é o que está no coração de Lúcifer. Mas apenas porque Satanás caiu não significa que ele ainda não esteja oferecendo a humanidade o mesmo tipo de argumento. Em função de sua habilidade única de fazer música, ele pode oferecer a juventude talentos musicais da mesma 113 Capítulo 4:8/10. 45
  46. 46. forma como ofereceu a Jesus. Ele pode oferecer os reinos do mundo. Ele pode oferecer fama, popularidade e dinheiro suficiente para explodir sua mente. Ele está influenciando a música de nossa geração em um ato de adoração a ele mesmo e contra Deus. Ele está inspirando aqueles que fazem música para liderar um grande número de pessoas a fazer um compromisso pessoal com ele mesmo (observe-se a importância da música). Devemos rever toda a área de música para prosseguir nessa guerra espiritual contra os principados e potestades do mau. Devemos estar preparados para todo o tipo de ataque. O Diabo está usando a música para capturar almas e nós devemos reexaminar a música para descobrir como tomar de volta essas almas pelo poder de Deus. Não queremos fazer só uma discussão intelectual a respeito de música, mas é tempo para literalmente fazermos guerra com música. Chegou o tempo quando louvor e adoração fará através da música o que foi feito por Josafá no Antigo Testamento. Música é mencionada na Bíblia mais de 800 vezes. Isto pode fazer com que os que crêem notem a ênfase que as Escrituras dão a esse assunto. Dança é mencionada cinco vezes, missões é mencionada doze vezes, ordem de brados 65 vezes, justificação é mencionada 70 vezes, ações de graças 135 vezes, santificação 72 vezes, canto 287 vezes, batismo 80 vezes, alegria é ordenada 288 vezes, tocando instrumentos musicais 317 vezes, louvor é mencionado e ordenado 332 vezes. Música é uma das formas que Deus quer que respondamos a Ele, baseado nas muitas referências que encontramos nas Escrituras. Salmos 100:2 diz, "... apresentai-vos diante dele com cânticos." Isto é um protocolo. Se estamos indo a presença do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, nós devemos ir cantando. Música é importante e o Pai gosta disso. Deus ainda requer o louvor que é só Seu. Porque Lúcifer não está lá liderando os anjos do céu a encher o céu com a glória de Deus através de louvor e adoração, Deus está determinado a conseguir isso de outra maneira. Ele terá seu louvor e adoração através dos que crêem. Ele conseguirá através de uma geração que não O adorará apenas porque essa é a Sua ordem, mas porque desejam louvar e adorar ao Senhor, em um ato de sua própria e livre vontade. Isto resulta honra 46
  47. 47. e glória de Deus em uma forma muito maior que o louvor dos anjos. Deus tem determinado que os seus filhos cobrirão o espaço que há no céu. Ele será glorificado. Quais os princípios que existem nas Escrituras que podem nos direcionar para a música? Música para Deus é bem destacada no reinado do Rei Davi. Davi era um homem segundo o coração de Deus porque, antes de qualquer coisa, elei sabia como cantar, bradar e dançar diante do Senhor. A Bíblia indica no livro de Crônicas114 que Davi constituiu ministros e Levitas na casa do Senhor com o propósito de proverem música. Eles ministravam a Deus dia e noite com cantos e instrumentos. Eles exerciam o ministério de música em tempo integral. Davi reconheceu a importância de canto e louvor no tabernáculo e que isto deveria tomar todo o tempo.115 Música nunca significou ser apenas um quebra-gelo ou um exercício de aquecimento. Música é uma parte importante entre o relacionamento entre Deus e o seu povo. Davi percebeu que os instrumentos musicais de seus dias eram inadequados para expressar a música que estava em seu coração. Sob a inspiração de Deus, ele desenhou e fez instrumentos musicais para o propósito exclusivo de adoração a Deus.116 Instrumentos musicais não tem habilidade própria de conduzir louvor e adoração, eles efetivamente dependem da habilidade de músicos. Existe uma habilidade musical dentro de toda humanidade. Músicos e cantores têm uma habilidade especial de comunicar as mensagens que Deus tem dado a eles através da música. Música não foi criada para Evangelismo. Nem foi criada para propósitos seculares, mas foi criada para adoração a Deus. Há música no céu cheia de glória de Deus, e isto empolga o coração de Deus. Nós devemos ardentemente desejar que esta música do céu encha a Terra. Jesus não nos ensinou a orar, "... seja feita a Tua vontade, na terra como no céu"? A 114 I de Crônicas 6:31,32. 115 I de Crônicas 9:33; Neemias 11:20/23; 13:5. 116 II de Crônicas 7:6. 47
  48. 48. vontade de Deus para a terra é que haja louvor e adoração da mesma forma que existe no céu. Existem dois diferentes tipos de música na casa de Deus. Desde o Antigo Testamento existe a canção profética, como a que Deus deu a Moisés.117 Na canção profética, o profeta é totalmente identificado com Deus. Algumas vezes Ele fala através de quem está cantando, e outras vezes Deus fala na primeira pessoa através do profeta. Existe um elemento de revelação nas canções que declaram os propósitos de Deus, seus avisos, exortações e bênçãos. A canção profética expressa a mente e o coração de Deus. Há uma conexão estreita entre música e profecia. Quando Elias precisou ouvir a palavra de Deus para o rei Josafá, ele chamou por um músico, tocador de um instrumento e o fez tocar. Elias não podia profetizar até que houvesse música e após o ministro haver tocado, a mão do Senhor veio sobre Elias e deu a ele a profecia. Existe uma única conexão entre música e o espírito do profeta. Sempre o espírito de profecia se moverá através de músicos mais do que em qualquer outra pessoa na igreja. O líder de música da igreja precisa estar ungido como o pregador. Eles precisam ter a palavra de Deus na música, tanto quanto o pregador. Eles precisam ser envolvidos em um pré-serviço de oração, esperando no Senhor, perguntando a Deus o que precisa ser cantado. Deus tem um propósito e um desejo para cada momento com Ele. Os que crêem se unem para adorar o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Músicos não estão no meio do povo de Deus para demonstrar seus talentos e alimentar seus egos, mas sim para serem submissos e humildes diante do Senhor e usar seus talentos e dons para louvor e adoração ao Pai. Eles precisam estar em comunicação com o que comunica a revelação da palavra e o líder de musica, coral, cantores e músicos. O fato da maior livro da Bíblia (Salmos) ser um livro de música parece ter escapado da atenção de muitos filhos de Deus. 117 Deuteronômio 32:1/43. 48
  49. 49. Quantos líderes de música tem o desejo de verdadeiramente serem ministros de louvor a Deus? Porque é tão escasso a atenção dada à música nas Igrejas e nos seminários teológicos? A liderança deve ser sensível ao Espírito Santo na área de música. Quando estamos em guerra espiritual, deve haver mais cânticos e instrumentos musicais no meio dos adoradores. A Música é o veículo através do qual Deus expressará Ele mesmo para os tais; através do qual esses tais se expressarão para o seu Deus. Os exércitos do mundo marcham para a batalha com música. O exército do Senhor não é diferente. Deus está indo para empreender uma batalha nesta década com aqueles que se comprometerem com o louvor e adoração. Note como com freqüência músicos e instrumentistas são associados com grandes batalhas de Deus na Bíblia, como Josué e os filhos de Israel marchando ao redor de Jericó. Eles tocaram as trombetas, todo o povo deu altos brados, e as paredes de Jericó ruíram. Essas histórias tem coisas a nos dizer. Elas revelam princípios espirituais. Josué estava operando em princípios de guerra espiritual. Havia um milagre físico com a destruição dos muros porque os filhos de Israel estavam operando baseados em princípios espirituais. Esta mesma verdade aconteceu com Josafá que lutou contra três exércitos inimigos. 49
  50. 50. 3.e Música118 Quando Martinho Lutero referiu-se à música de boa qualidade como eficiente veículo para explicação do texto, serva, portanto, e não espetáculo por si mesma, estava, na verdade, refletindo parte do pensamento de sua época: música boa agradava a Deus, música má agradava a Satanás, independente de ela estar associada ao culto ou não. Os critérios que definiam a qualidade e a conseqüente utilidade da música eram absolutamente claros. Falava-se, assim, objetivamente, em música própria para adoração a Deus e em música objetivamente imprópria para o serviço litúrgico. Se Lutero enfatizava a importância da anunciação da Palavra de Deus através da prédica no culto, entendia que boa música poderia fixar as verdades teológicas anunciadas. É neste contexto que deve-se entender sua concessão: "Depois (ao lado) da teologia, à música o lugar mais próximo e a mais alta honra".119 É que, para ele, teologia e música pertencem-se, relacionam-se estreitamente, já que música é veículo apropriado para anunciar a Palavra de Deus, e o faz de forma especial, em sons. Entendeu Lutero que do maravilhoso presente divino (donum divinum et excellentissimum) dado exclusivamente aos homens, a união dos sons vocálicos (vox) à palavra (sermo), de música e canto, deviam ser corretamente utilizados para que esses mesmos homens adorassem seu Deus.120 "As notas musicais vivificam o texto".121 Elas intensificam a força da palavra. Na tradição musical reformada luterana, a música revela o texto. Ela o explica (explicatio textus). Nesse sentido ela deverá ser uma espécie de exegese, uma explanação do texto, um "sermão em sons" (prædicatio sonora). Segundo Lutero, "Deus mesmo fez com que o evangelho fosse anunciado com música".122 O cântico congregacional só atingirá seu 118 Explicatio Textus, Prædicatio Sonora/ Parcival Módolo/ Fonte: http://thirdmill.org. 119 "Nach der Theologia der Musica den nähesten Locum und höchste Ehre" (M. --Lutero, "Tischreden," em D. Martin Luthers Werke, vol.6 (Weimar, 1921) n. 7030). 120 M. Lutero, "Encomion musices," em D. Martin Luther Werke, vol.50 (Weimar, 1914) 372. 121 Die Noten machen den Text lebendig" (M. Lutero, "Tischreden," em D. Martin Luthers Werke, vol.2 [Weimar, 1913] n. 2545). 122 Ibid., n. 1258. 50

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