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Intertextualidade

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Intertextualidade

  1. 1. Intertextualidade As várias vozes em seu texto
  2. 2. Paráfrase <ul><li>A paráfrase é a reprodução do texto de outrem com outras palavras. Ela não confunde com o plágio porque seu autor explicita a intenção, deixa claro a fonte. </li></ul>
  3. 3. Outra definição de paráfrase <ul><li>Paráfrase é a reprodução explicativa de um texto ou de unidade de um texto, por meio de uma linguagem mais longa. Na paráfrase, sempre se conservam basicamente as ideias do texto original. </li></ul><ul><li>O que se inclui são comentários, ideias e impressões de quem faz a paráfrase. Na escola, quando o professor, ao comentar um texto, inclui outras idéias, alongando-se em função no propósito de ser mais didático, faz uma paráfrase. </li></ul>
  4. 4. Exemplo de paráfrase <ul><li>Os termos função e funcional são muito correntes na produção da Escola Linguística de Praga, mas verificar a interpretação que é dada a esses termos, segundo Danes (1987, p. 4) não é uma tarefa fácil. </li></ul><ul><li>NEVES, A gramática funcional, p. 7 </li></ul>
  5. 5. Citação <ul><li>É uma transcrição de texto alheio, marcada por aspas. </li></ul><ul><li>A música Cinema Novo, de Caetano Veloso, faz citações: </li></ul><ul><li>      “ O filme quis dizer ‘Eu sou o samba’ .    </li></ul><ul><li>A voz do morro rasgou a tela do cinema </li></ul><ul><li>      E começaram a se configurar” </li></ul>
  6. 6. Citação do pensamento de alguém <ul><li>Conheci um professor de Educação Física que defendia a tese de que atletismo faz mal à saúde. E argumentava: “Você conhece algum atleta longevo? Quem vive muito são aquelas velhinhas sedentárias que tomam chá com bolo no fim da tarde...” Quando ele me disse isso pela primeira vez lembrei-me logo da minha mãe. Antigamente a medicina tinha idéias científicas diferentes. </li></ul>
  7. 7. Referência e Alusão <ul><li>      Machado de Assis é mestre nesse tipo de intertextualidade. Ele foi um escritor que visualizou o valor desse artifício no romance bem antes do Modernismo. No romance Dom Casmurro, ele cita Otelo, personagem de Shakespeare, para que o leitor analise o drama de Bentinho. </li></ul>
  8. 8. Verbos de elocução (neutros e comprometidos) <ul><li>O presidente disse que a inflação vai diminuir. </li></ul><ul><li>O presidente advertiu que a inflação vai diminuir. </li></ul><ul><li>O presidente ponderou que a inflação vai diminuir. </li></ul><ul><li>O presidente confidenciou que a inflação vai diminuir. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Intertextualidade na propaganda </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Intertextualidade na propaganda </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Intertextualidade na propaganda </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Intertextualidade no desenho animado </li></ul>
  13. 13. Leitor: uma voz no texto <ul><li>Imagine o leitor que... </li></ul><ul><li>(Leitor é colocado explicitamente.) </li></ul><ul><li>Imaginemos que temos à frente... </li></ul><ul><li>(Leitor é colocado juntamente.) </li></ul><ul><li>É preciso conseguir, antes de tudo... </li></ul><ul><li>(Leitor como parte de um conjunto abstrato de pessoas.) </li></ul>
  14. 14. Intertextualidade (uso de uma expressão) <ul><li>Na questão dos juros, pouca gente pode dizer que se encontra em berço esplêndido neste país. </li></ul><ul><li>Qualquer brasileiro perceberá que o texto em questão traz dentro de si um pedacinho de um outro texto: o Hino Nacional Brasileiro. </li></ul>
  15. 15. Outro exemplo (paródia) <ul><li>Estava eu, em minha fazenda, posto em sossego, examinando uma vaca [...] –David Nasser </li></ul><ul><li>Estavas, linda Inês, posta em sossego, </li></ul><ul><li>De teus anos colhendo doce fruito... Episódio de Inês de Castro, Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões. </li></ul>
  16. 16. Canção do exílio Gonçalves Dias <ul><li>Kennst du das Land, wo die Citronen blühen, Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühen? Kennst du es wohl? — Dahin, dahin! Möchtl ich... ziehn. * Goethe </li></ul><ul><li>* - &quot;Conheces a região onde florescem os limoeiros ? laranjas de ouro ardem no verde escuro da folhagem; conheces bem ? Nesse lugar, eu desejava estar&quot; (Mignon, de Goethe) </li></ul><ul><li>Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. </li></ul>
  17. 17. Epígrafe <ul><li>Epígrafe (do grego epi = em posição superior + graphé = escrita) constitui uma escrita introdutória de outra. </li></ul><ul><li>A Canção de Exílio , de Gonçalves Dias, apresenta versos introdutórios de Goethe, com a seguinte tradução: </li></ul>
  18. 18. Exemplo de epígrafe <ul><li>“ Conheces o país onde florescem as laranjeiras? Ardem na escura fronde os frutos de ouro... Conhecê-lo? Para lá , para lá quisera eu ir!” </li></ul><ul><li>A epígrafe e o poema mantêm um </li></ul><ul><li>diálogo, pois os dois têm características românticas, pertencem ao gênero lírico e possuem caráter nacionalista. </li></ul>
  19. 19. Pastiche (plágio) <ul><li>O pastiche pode ser plágio, por isso tem sentido pejorativo, ou é uma recorrência a um gênero. A estética clássica, por exemplo, promovia o pastiche e não era desdouro fazer isso. O pastiche insiste na norma a ponto de esvaziá-la, como acontece com o dramalhão, que leva o gênero drama às últimas consequências. </li></ul>
  20. 20. Tradução <ul><li>A tradução de um texto literário implica recriação, por isso ela está no campo da intertextualidade. Poema O Corvo , de Edgar A. Poe, foi traduzido por dois escritores da língua portuguesa: Machado de Assis e Fernando Pessoa. Os dois chegaram a textos diferentes. </li></ul>
  21. 21. Intertextualidade implícita (o mesmo discurso) <ul><li>Quando uma articulista de jornal </li></ul><ul><li>escreve sobre a importância dos direitos humanos na atualidade, suas idéias fazem parte de um discurso ideológico, portanto, com certeza, seu texto mantém diálogo implícito (ou explícito) com a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU e outros documentos. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Invasão ou ocupação? Intertextualidade do discurso </li></ul>
  23. 23. Invasão ou ocupação? <ul><li>INVASÃO possui um sentido construído em torno de alguma ilegalidade. Como afirmam os dicionaristas, denota algo contrário ao juízo de valor social, algo reprovável (palavra pelo proprietário) </li></ul><ul><li>A OCUPAÇÃO nos põe um sentido mais brando, é posse legalizada de algo; significaria ter a posse legal de uma coisa abandonada ou ainda não apropriada (palavra usado pelo MST) </li></ul>
  24. 24. Tecendo a manhã João Cabral de Melo Neto <ul><li>Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia [tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. </li></ul><ul><li>E se encorpando em tela, [entre todos, se erguendo tenda, onde [entrem todos, se entretendo para todos, [no toldo (a manhã) que plana livre [de armação. A manhã, toldo de um [tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por [si: luz balão. </li></ul>

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