2012[PROJETO POLÍTICOPEDAGÓGICO]
SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO                                                             3       • Coletivos Educadores: a polític...
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO   1. INTRODUÇÃO        O Projeto Político Pedagógico do Coletivo Educador (CE) Piracicauá dest...
grupo articulado há mais de cinco anos, por meio de iniciativas do ProjetoPisca/ESALQ - USP.         Em 2007, na retomada ...
•     Apoio na elaboração das cartilhas: Série Meio Ambiente: Cuidando, ele fica         inteiro (Temas Resíduos, Água e S...
2.   O MARCO CONCEITUAL                         Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo,        ...
VALORES                           CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ                   desejo de governar e o poder se personalize...
VALORES                           CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ                   pertencente a ele. O sentido da vida das pe...
VALORES                             CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ                           se não amo os homens, não me é po...
aprofundamentos no tema, análises teóricas e exercícios práticos. (...) Esta vivência como território facilita trazer à to...
Piracicaba possui a maior área abrangida nesse território. A seguir éapresentada uma breve caracterização desse município,...
Fonte: NEVES (2007)           Figura 4. Localização do Município de Piracicaba na Bacia do Rio Piracicaba.         A área ...
Quanto ao número de pessoas envolvidas, em 2005, apenas 31% da populaçãoeconomicamente ativa tinha carteira assinada e des...
reflorestada ou recuperada para a adequação ambiental do município em                        relação ao Código Florestal. ...
Outra divisão existente é a de Abairramentos, que são conglomerados debairros e pequenos loteamentos. A Figura 6 mostra o ...
Tabela 2 – Informações sobre as regiões da zona urbana do Município de Piracicaba       REGIÕES                     NORTE ...
3.1.3    Mapeamento institucional         A fim de facilitar a busca de informações para o estabelecimento de parceriasna ...
Quadro 2. Tipos de Instituições que constam na Planta do Município - Equipamentos Públicos (2009)           SIGLA         ...
Municipais de Ensino Fundamental e duas Escolas Municipais de Ensino Infantil(Tabela 3). A partir do número de registro no...
3.1.4    Descrição das bacias hidrográficas do Município de Piracicaba         A Figura 9 traz a área urbana do Município ...
Fonte: SEMAE (2010)      Figura 10. Localização espacial das bacias hidrográficas mais críticas e das menos críticas do   ...
Tabela 6. Caracterização dos municípios abrangidos pelas Bacias Hidrográficas do Município dePiracicaba                   ...
4. O MARCO OPERACIONAL         De acordo com o Profea (2006), “o Marco Operacional deve ser oplanejamento objetivo das est...
do PPP, organização de eventos e cursos, entre outros. São comunicadas pelo   grupo e-mails.• Animador semestral: A cada s...
grupo e chamado à formação da rede, facilitam a apresentação sobre o trabalho       realizado. Também é necessário que ess...
• Evidências de que o sonho é possível - exemplos de iniciativas bem sucedidas       que acontecem no Brasil e no mundo cu...
A idéia é viabilizar que outros grupos da cidade possam ter acesso àstecnologias simplificadas, trazendo impactos efetivos...
Reivindicação, apoio, proposição e fortalecimento das políticas públicas nomunicípio, atuando junto a outros setores e mov...
O Cardápio do Coletivo, que pode ser consultado no Anexo 5, está distribuídoem seis grandes temas, podendo a ele serem agr...
______. Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA. Brasília: Ministériodo Meio Ambiente, Diretoria de Educação Ambi...
IPPLAP. Localização, relevo e extensão territorial de Piracicaba. Disponível em:http://www.ipplap.com.br/docs/Localizacao%...
ANEXOS         31
ANEXO 1 – Histórico do ColetivoSegue abaixo um breve relato cronológico contextualizado sobre a história dosurgimento do C...
organizou o documento “PROJETO COLETIVO EDUCADOR DA BACIA      DO RIBEIRÃO PIRACICAMIRIM”, atendendo às solicitações para ...
- Com o intuito de promover uma melhor articulação entre os             participantes, facilitando a comunicação e a organ...
- Curso “Educação Ambiental e Resíduos Sólidos”: realizado na ESALQ-USP,objetivando a formação de professores do ensino fu...
· Ampliar e efetivar ações conjuntas que possibilitem sinergia de recursos e          competências pessoais e instituciona...
• Materiais produzidos: TV dialógica, apresentação do Coletivo em Power Point,    linha do tempo (histórico do Coletivo) e...
materiais, sobreposição de palestras, seminários e fragmentação do público     interessado nas questões socioambientais de...
Projeto Político Pedagógico Coletivo Educador Piracicauá
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Projeto Político Pedagógico Coletivo Educador Piracicauá

  1. 1. 2012[PROJETO POLÍTICOPEDAGÓGICO]
  2. 2. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO 3 • Coletivos Educadores: a política pública 3 • O Projeto Político Pedagógico 52. O MARCO CONCEITUAL 63. O MARCO SITUACIONAL 9 3.1 O município de Piracicaba 11 3.1.1 Caracterização geral 11 3.1.2 Área urbana 14 3.1.3 Mapeamento institucional 18 3.1.4 Descrição das bacias hidrográficas do município de Piracicaba 21 3.2 Municípios vizinhos 224. O MARCO OPERACIONAL 24 4.1 Etapas de atuação 24 4.2 Gestão 24 4.3 Diretrizes 26 4.4 Cardápio de Aprendizagem 29 4.5 Avaliação 305. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 316. ANEXOS 33 1
  3. 3. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 1. INTRODUÇÃO O Projeto Político Pedagógico do Coletivo Educador (CE) Piracicauá destina-se a apresentar a intencionalidade, os propósitos e objetivos da ação educadora,explicitar a forma de organização do trabalho, os meios educacionais, os procedimentose a operacionalização que pautam sua atuação. Resultado de amplo processo de diálogos entre seus participantes, elerepresenta uma forma de apresentação dos objetivos que os unem e um convite abertoao envolvimento de novas instituições e pessoas, que desejam construir em Piracicaba eregião, uma educação ambiental permanente, continuada, articulada e com a totalidadedos seus habitantes. Assim como a educação, o Projeto Político Pedagógico está empermanente construção por seus participantes, em diálogo com as práticas e reflexõesdecorrentes do seu próprio processo de implantação.Coletivos Educadores: a política pública No ano de 2006, a então Diretoria de Educação Ambiental do Ministério doMeio Ambiente (DEA/MMA) implantou a política pública dos Coletivos Educadores,pautada pela compreensão de que “o foco nos coletivos locais deve-se ao seureconhecimento como sujeitos protagonistas do contexto e de seu conhecimentoprofundo da realidade, dos valores que a permeiam e das práticas sociais correntes”(BRASIL, 2006, p. 14). Assim, coletivo educador constitui-se como um grupo de educadores(as) dediferentes instituições, que atuam em processos formativos no campo da EducaçãoAmbiental, educação popular e da mobilização social, compartilhando suasobservações, visões e interpretações, da mesma forma que planejam, implementam eavaliam processos de formação de educadores ambientais (BRASIL, 2006, p. 14) O Coletivo Educador Piracicauá iniciou suas atividades em setembro de 2006e, inicialmente foi constituído por pessoas e instituições que atuavam na bacia doRibeirão Piracicamirim, abrangendo um território com 93.000 habitantes e tendo um 2
  4. 4. grupo articulado há mais de cinco anos, por meio de iniciativas do ProjetoPisca/ESALQ - USP. Em 2007, na retomada de suas atividades, sentiu a necessidade de ampliar seuterritório de atuação, devido às sugestões do DEA/MMA e da abrangência das ações deseus parceiros em outras áreas do município. Com a ampliação do território, a áreapassou a abranger 35 sub e micro bacias do município de Piracicaba e cerca de 400.000habitantes. O objetivo principal do Coletivo é ampliar e efetivar ações educadorasconjuntas, que possibilitem sinergia de recursos e competências pessoais einstitucionais, voltadas para a sustentabilidade socioambiental das bacias do municípiode Piracicaba. Piracicauá vem de Pirá Sykauá, nome dado pelos primeiros habitantes dePiracicaba - os índios de raízes paiaguás que viveram às margens do rio, próximo aosalto do Rio Piracicaba e significa em tupi “lugar que, por acidente natural no leito dosrios (salto), impede a passagem dos peixes, favorecendo a pesca” (Dicionário Online dePalavras, 2011) e, consequentemente, o estabelecimento da tribo. Dessa forma, o nomeescolhido deve-se ao fato do rio Piracicaba estar localizado na região central da cidade.Através dele muitas atividades se formaram e se transformaram e, como o Coletivorepresenta educadores que atuam nesta bacia, acredita-se que, assim como a força que orio exerce na vida dos piracicabanos, também o Coletivo possa atuar potencializandoseus atores para transformar ideias em ações. Algumas de suas instituições participantes são: • Laboratório de Educação e Política Ambiental/OCA – ESALQ/USP; • Imaflora; • Iandé Educação e Sustentabilidade; • USP RECICLA - ESALQ/USP; • Instituto Terra Mater/Ponto de Cultura Educomunicamos; • Núcleo de Educação Ambiental – NEA/Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba; • Centro Rural de Educação Ambiental “Dr. Kok” - Secretaria Municipal de Educação de Piracicaba. Abaixo são listadas algumas iniciativas com as quais o Coletivo EducadorPiracicauá esteve envolvido: 3
  5. 5. • Apoio na elaboração das cartilhas: Série Meio Ambiente: Cuidando, ele fica inteiro (Temas Resíduos, Água e Solos); De olho na Bacia – Projeto Pisca/ESALQ-USP e Repensando os processos de EA no Ensino Básico – USP Recicla/Projeto Ponte/DE Piracicaba e NEA-SEDEMA; • Apoio na realização dos cursos: Repensando os processos de EA no Ensino Básico (2009/10); EA e Resíduos Sólidos – Formação de Professores no Ensino Fundamental e Médio (2008); • Apoio na realização do Fórum de Gestão de Resíduos de Piracicaba - 2010/2011; • Realização da I, II e III Simapira – Semana Integrada de Meio Ambiente de Piracicaba, nos anos de 2009, 2010 e 2011. Informações mais detalhadas sobre o histórico e sobre a atuação do CEPiracicauá podem ser encontrados no Anexo 1.O Projeto Político Pedagógico O Projeto Político Pedagógico é um instrumento no qual são explicitados osobjetivos formativos, a forma de organização do trabalho, os procedimentos e meioseducacionais até sua operacionalização que um grupo utiliza. Inseridas dentro dele, duasdimensões – política e pedagógica são indissociáveis: é político, na medida docompromisso com a transformação da realidade para a qual foi construído e épedagógico, pois possibilita a efetivação da intencionalidade e propósitos da açãoeducadora. Bem mais do que um documento, este Projeto Político Pedagógico é fruto demuitos diálogos, instrumento de construção viva, permanente e continuada, que refletecriticamente a realidade, buscando reforçar, organizar e coordenar o fazer educador doColetivo. Essa construção participativa é uma característica fundamental deste processo,mas, antes de tudo, um princípio político de extrema importância (BRASIL, 2006,p.27). O Projeto Político Pedagógico (PPP) do Coletivo Educador Piracicauá éconstituído de três marcos - Conceitual, Situacional e Operacional -, que abaixo serãoexplicitados. 4
  6. 6. 2. O MARCO CONCEITUAL Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que serei justo, que respeitarei os outros, que não mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no mundo me incomoda e me enraivece. Gosto de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida. Que o meu “destino” não é um dado, mas algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir. Gosto de ser gente porque a História em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades e não de determinismo. Daí que insista tanto na problematização do futuro e recuse a sua inexorabilidade (FREIRE, 1997, p.58). Segundo o Programa Nacional de Formação de Educadoras(es) Ambientais(BRASIL, 2006) o marco conceitual do projeto político pedagógico deve conter aidealização, o sonho de futuro, os princípios e valores, a ética, a concepção de sociedadee de ser humano partilhada pelo grupo. Ele é o elemento menos dinâmico do PPP, porisso deve ser construído com a máxima profundidade e reflexão possível e asproposições feitas devem ser significadas e apropriadas pelo grupo. O Coletivo Educador se constrói cotidianamente por meio do diálogo,buscando formas de atuação e caminhos que contribuam para o enfrentamento dasmudanças socioambientais, locais e globais. Nesse sentido, os valores são osfundamentos contidos nos princípios conceituais que propiciam a busca de resposta àsangústias em relação à base em que está constituída nossa sociedade e também auxiliamna construção de sociedades sustentáveis. Os princípios conceituais do Coletivo do Coletivo Educador Piracicauá podemser consultados no Quadro 1.Tabela1. Os princípios conceituais do Coletivo Educador Piracicauá VALORES CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ Estabelecer propostas de sociedades baseadas em princípios igualitários, cooperativos e sustentáveis, que almejem o desenvolvimento humano integral. Nessa concepção, a construção do presente e do futuro é baseada no cuidado nas relações entre as pessoas, com a natureza e com Sociedades Sustentáveis o lugar em que se vive, dentro de um clima de liberdade e respeito às diferenças. Nós nos colocamos à frente do debate sobre a crise ambiental global na busca por uma nova forma de ser e estar no mundo. Queremos a re-significação da vida e das relações socioambientais, não meramente a transformação do desenvolvimento para algo mais sustentável. Quando se fala sobre participação estão em pauta distintas concepções de sociedade, de cidadania, de ética e justiça. Não há participação sem subjetividade e o desejo de participar não vem de fora, mas é uma Participação necessidade do sujeito, por uma vontade de ser feliz e livre. “Participar para não ser governado, para viver em alegria de não ser comandado e para evitar que o desejo de não ser governado de uns transforme-se em 5
  7. 7. VALORES CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ desejo de governar e o poder se personalize” (SAWAIA, 2001). Todos somos educadoras(es) e educandos, tomadoras(es) de decisão e agentes de mudanças socioambientais buscando transcender as relações de dominação da sociedade. A pedagogia de Paulo Freire e o poder do diálogo como forma de transformação social fundamentam uma concepção de participação, na qual a condição primária para o processo democrático ser efetivo, é o respeito aos distintos pontos de vista e peculiaridades locais. A participação popular é o caminho que define as políticas públicas, ou seja, o processo de pactuação coletiva sobre e para o “bem comum” e, para isso, é preciso o envolvimento de todos ao longo do processo. A educação como prática de liberdade, dialógica e transformadora, exige a apropriação do conhecimento e se dá pela ação/reflexão e pelo engajamento individual e coletivo, rumo à mudança desejada. Esse processo de construção crítica do mundo exige a passagem da “consciência ingênua”, simplista, superficial, massificadora, preconceituosa, à “consciência crítica”, inquieta, democrática, indagadora. Para Paulo Freire é a conscientização que possibilita aos educadores e aos educandos inserirem-se na história, superando o conhecimento imediato da realidade em busca de sua compreensão. O pensar crítico sobre a forma de estar no mundo pensando a própria condição de existir, por meio do qual os sujeitos saem de sua imersão e se descobrem em “situação” possibilita a inserção na realidade desvelada. Para uma ação pautada no aprender fazendo, é necessário um constante olhar crítico sobre ela, compreendendo-a como um processoAção, Reflexão e profundo de transformação social, em que a Educação Ambiental atue Complexidade na raiz dos problemas socioambientais e trabalhe com a complexidade das questões. Criticamos a superficialidade dos processos educadores que abordam apenas o campo cognitivo, o ensino de conteúdos. Buscamos re-conceituar as relações entre as pessoas, seus valores, sua história e seu modo de ser/estar no mundo. Buscamos compreender e trabalhar a realidade de forma complexa, observando todas suas variáveis e não fragmentando o conhecimento. Não é somente a soma das atitudes individuais que transforma a sociedade, mas essa depende de um esforço coletivo e estruturado de todos os atores sociais em comum acordo. Criticamos a forma de “domesticar” os comportamentos, mas enxergamos a necessidade de se trabalhar diversas esferas do ser humano para que o processo educador seja eficiente, duradouro e almeje uma vida melhor para todos. Para Paulo Freire (1987), “(...) para que haja comunicação eficiente entre eles (o educador e o povo), é preciso que o educador e político sejam capazes de conhecer as condições estruturais em que o pensar e a linguagem do povo se constituem”. Para que um processo educador seja condizente com a real necessidade do público trabalhado, é necessário se partir de uma situação contextualizada, aproximando-se ao máximo da realidade cotidiana desse público e tendo em vista a Contexto melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida local. Isso demanda envolvimento e comprometimento do educador, que deverá promover uma reflexão crítica da realidade vivenciada e buscar respostas em direção a essa transformação. Dessa forma, é necessária a abertura ao diálogo e a valorização dos conhecimentos prévios dos participantes do processo. Não há um conhecimento absoluto, ninguém sabe mais que ninguém, o conhecimento é construído em comunhão entre as pessoas. O processo educador deve se estruturar para a constituição de uma Identidade/ identidade local. É essencial para a Educação Ambiental que as pessoas Pertencimento observem e interfiram em seu ambiente, sentindo-se parte responsável e 6
  8. 8. VALORES CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ pertencente a ele. O sentido da vida das pessoas não está separado do sentido do próprio Planeta. Assim, a Educação Ambiental se pauta pela reconstrução das relações das pessoas consigo mesmas, das relações entre as pessoas e das pessoas com seu meio, forjando-se comunidades de aprendizagem, nas quais a convivência seja harmônica e emancipadora. Nesse sentido, a ação coletiva educadora busca a transformação da realidade local comprometida com a construção de uma sociedade igualitária, justa, sustentável, plural e educadora. A comunicação, desde que esteja comprometida com a transformação social e a emancipação do sujeito, é condição primeira para que se instaure um processo educador. O diálogo é formativo, empoderador e Comunicação possibilita o aprendizado em uma via de mão dupla, em que aquele que fala também escuta e aquele que escuta, fala. Não concordamos com um processo que silencie os atores sociais, a quem não é dada voz para questionar o destino da cidade, bairro ou comunidade. Incentivamos a cooperação como forma de trabalho que se pauta no diálogo e na solidariedade. Não concordamos com o paradigma de competição instaurado no atual modelo de desenvolvimento, em que se luta diariamente para se “vencer” o próximo. Buscamos a comunhão de esforços para a construção de sociedades sustentáveis, em que os interesses sejam colocados à mesa para uma construção conjunta, em Cooperação busca de alternativas viáveis a todos os atores envolvidos. Com o comprometimento dos atores sociais em processos de decisão, as ações se tornam mais perenes no tempo, promovendo o aprimoramento de cada pessoa envolvida. Dessa forma, está colocado o processo educador, com suas dificuldades e conflitos que serão solucionados em grupo, possibilitando uma maior interação entre os atores e aprimorando a relação entre eles. A educação é direito de todos. Criticamos aqueles que defendem uma educação para apenas uma faixa etária, para apenas uma classe social, para apenas um público. A transformação da sociedade precisa do Igualdade envolvimento de todos, em processos decisórios horizontais, que contemplem os interesses das pessoas envolvidas. Todos devem ter igual poder de decisão no que tange ao destino da comunidade, não havendo hierarquia de conhecimentos ou poder. A emergência da capacidade de agir em direção à transformação que queremos, está relacionada à potência de ação, “à passagem da passividade à atividade, da heteronomia passiva à autonomia corporal” (SAWAIA, 2001). A fim de que o conceito de potência de ação seja incorporado às práticas educadoras em EA, é necessário que os sujeitosPotência de Ação envolvidos compartilhem suas experiências, planejando e construindo, juntos, a transformação que desejam ver realizada. Cada ser é dotado de conhecimentos e de capacidade plena de agir para modificar sua realidade. O papel da educação, nesse contexto, é o de fortalecer e ampliar essa potência de agir em torno da realidade socioambiental. Para a continuidade de um processo educador, o envolvimento das pessoas nas situações que exijam tomadas de decisão é essencial. Envolvimento que se faz com base no diálogo e respeito aos Emancipação/ conhecimentos prévios que cada pessoa carrega dentro de si. Projetos de Autonomia Educação Ambiental que seriamente se debruçam sobre a realidade e buscam sua modificação, estimulam a participação da comunidade e garantem autonomia e liberdade de expressão. Uma ação educadora, quando comprometida com a transformação social, deve observar sempre o alinhamento da prática com os ideais do educador. De nada vale uma ação educadora em que não há o real Coerência comprometimento do educador, em que ele discursa sobre algo que não vivencia, que não acredita. Paulo Freire atesta que “Falar em democracia e silenciar o povo é uma farsa. Falar em humanismo e negar os homens é uma mentira”, assim como “Se não amo o mundo, se não amo a vida, 7
  9. 9. VALORES CONCEITOS DO CE PIRACICAUÁ se não amo os homens, não me é possível o diálogo”. A coerência entre o discurso e a prática é fundamental para propiciar envolvimento de corpo e alma e dar credibilidade ao processo que se pretende desenvolver. A educação ambiental é um processo de aprendizagem permanente, Continuidade continuado, articulado e que deve envolver a totalidade dos habitantes de um território. O texto coletivo elaborado pela Oca (2010) aponta “três componentes essenciais, mas que são individualmente incapazes de assegurar a felicidade: o prazer (ou emoções positivas), o engajamento e o significado. O prazer, embora presente, é consequência do engajamento e do significado. O engajamento é o envolvimento em qualquer atividade que traz prazer. Já o significado, o sentimento de pertencimento a algo que faça sentido além do material, eleva a felicidade a um outro Felicidade patamar”. Os processos educadores articulados pelo Coletivo buscam o engajamento crítico, produtor de significados existenciais, capazes de proporcionar o mencionado sentimento de pertença e responsabilidade com a construção de um mundo melhor para todos e para cada pessoa, reforçando a solidariedade sincrônica e diacrônica, ou seja, uma cidadania planetária comprometida a partir do pensar e agir cotidiano, com todos os humanos, não humanos e sistemas naturais, próximos e distantes, no tempo e no espaço. 3. O MARCO SITUACIONAL O Marco Situacional refere-se ao diagnóstico da realidade socioeducacionallocal e deve ser pensado como um ponto de partida para a realização de planos detrabalho que sejam realizados com o sentido de integração de ações, buscando prever eantecipar acontecimentos e não apenas com o intuito de remediação de situações-limite.(BRASIL, 2006). O local de atuação do Coletivo Educador Piracicauá compreende todas asbacias hidrográficas de Piracicaba e os municípios por elas abrangidos: Iracemápolis,Charqueada, São Pedro, Anhembi, Laranjal Paulista, Tietê, Saltinho e Rio das Pedras(Figuras 1 e 2). A ideia de se trabalhar com as bacias hidrográficas deve-se ao fato de quequalquer todo e qualquer lugar que seja utilizado no trabalho, na escola, no lazer ou emoutra atividade cotidiana, esteja localizado dentro de uma bacia hidrográfica. Desde1997 a Política Nacional de Recursos Hídricos indica que a gestão das águas deve serfeita por meio das bacias hidrográficas, por serem consideradas como unidades deplanejamento e ação. O conceito de Bacia Hidrográfica, segundo a ONG Terra Mater(2012) “contribui para a aproximação com a realidade local já que requer, por parte doseducadores, a escolha de uma bacia localizada no entorno para a realização dos 8
  10. 10. aprofundamentos no tema, análises teóricas e exercícios práticos. (...) Esta vivência como território facilita trazer à tona os sentimentos (...) de pertencimento e identidade, apartir do contato direto, passos fundamentais para o desenvolvimento da potência deação”. Fonte: IRRIGART(2010) Figura 1 – Área de atuação do Coletivo Educador Piracicauá Fonte: IPPLAP (2011) Figura 2. Piracicaba e municípios vizinhos. 9
  11. 11. Piracicaba possui a maior área abrangida nesse território. A seguir éapresentada uma breve caracterização desse município, incluindo alguns dados sobresuas zonas urbanas e rurais e suas bacias hidrográficas. 3.1 O Município de Piracicaba 3.1.1 Caracterização Geral Piracicaba localiza-se no interior do Estado de São Paulo, a 152 km da capital(Figura 2) e a 76 km de Campinas. O município é sede da Macro e MicrorregiãoPiracicaba. Está a uma altitude de 554 m, com Latitude 22º42’30”S e Longitude47º38’01”W. Possui uma área territorial de 1.368,40 Km2, sendo o 19° município doEstado em extensão, com uma área urbana de 211,06 Km2 (IPPLAP, 2011). Fonte: ESALQ (2011) Figura 3. Localização de Piracicaba. A sede do Município de Piracicaba faz parte da Unidade de Gerenciamento deRecursos Hídricos Piracicaba, Capivari e Jundiaí UGRHI – PCJ. Essas bacias têm umaárea de 15.000 km2, abrangendo 75 municípios (71 paulistas e quatro mineiros) e 5,5milhões de pessoas, sendo uma das regiões economicamente mais importantes do país(IMAFLORA, 2010). A Figura 4 mostra a Sub Bacia do Rio Piracicaba com seusprincipais afluentes e cidades. 10
  12. 12. Fonte: NEVES (2007) Figura 4. Localização do Município de Piracicaba na Bacia do Rio Piracicaba. A área urbana de Piracicaba possui grande concentração populacional, assimcomo outras cidades brasileiras de porte médio. Nesses municípios os centros urbanos, aagricultura tecnificada e o setor industrial vêm se expandindo fortemente nos últimosanos (IMAFLORA, 2010). Os dados do Censo de 2010 apontam um crescimento da população na ordemde 10,9% em relação ao de 2000, tendo aproximadamente 365.000 pessoas (Tabela 1).Desse total, cerca de 98% vive na área urbana, ocupando em torno de 13% do territóriodo município. A população rural, por sua vez, é composta por aproximadamente oitomil pessoas (2%), dividindo uma área que abrange perto de 87% do total. Mulheresperfazem 51% da população e os homens 49%.Tabela 1 – Dados demográficos de Piracicaba Densidade População População População Mulheres Homens demográfica Urbana rural 364.571 264,77 356.743 7.828 186.226 178.345 hab. hab/km2 hab. hab. hab. hab. Fonte: IBGE (2010). Segundo o Perfil Estatístico 2007 de Piracicaba, o município, em 2005, possuíacerca de 8.000 estabelecimentos, sendo o maior número deles ligados ao setor comerciale de serviços. Em 2009, de acordo com IPPLAP (2011), os números absolutos indicamum aumento em torno de 500 estabelecimentos para os setores de comércio e serviços, eda ordem de 170 para o setor industrial e da construção civil. 11
  13. 13. Quanto ao número de pessoas envolvidas, em 2005, apenas 31% da populaçãoeconomicamente ativa tinha carteira assinada e destes, apenas 1% eram vínculosempregatícios existentes na agropecuária. Por sua história passada e atual extremamente vinculada à cultura canavieira,Piracicaba hoje vive dois grandes extremos. Com os atuais incentivos ao biodiesel, acidade vem despontando mais uma vez na sua história como um pólo econômicocrescente, atraindo investimento de vários setores. Por outro lado, as condições detrabalho dos canaviais continuam sendo periodicamente denunciadas pelo Ministério doTrabalho, por vezes culminando com a inclusão de grandes grupos do setor na listasuja do trabalho escravo nos canaviais. Segundo Galo, Martins e Peres (2005) o “grande número de famílias vivendo miseravelmente na periferia de Piracicaba indica que o desenvolvimento das últimas décadas não foi suficientemente inclusivo ao ponto de gerar oportunidades de trabalho digno para os mais pobres da população. Criou-se, então, um imenso passivo social que pede a elaboração criativa de políticas de inclusão social, possibilitadas por arranjos institucionais que envolvam os poderes constituídos, o meio acadêmico, o setor privado e a comunidade”. Piracicaba, além do processo de urbanização e dos problemas sociais citados,também apresenta diversos problemas de ordem ambiental, relacionados muitas vezes, àfalta de um planejamento municipal voltado à sua sustentabilidade (BARRETTO et al.,2006). Apesar de ter 100% de atendimento urbano de água e coletar 98% do esgoto,Piracicaba trata apenas 34% do mesmo. O resultado desses dados pode ser verificado nadegradação dos corpos d’água do município e região. Segundo CBH-PCJ (2011), otrecho de poluição mais crítico na bacia do rio Piracicaba está entre o início domunicípio de Piracicaba e a foz do rio Corumbataí, que fica dentro de sua área urbana. Segundo IMAFLORA (2011), Piracicaba coletava de forma seletiva, no mês dejulho de 2011, apenas 1,8% de seus resíduos. Além disso, a coleta abrangia apenas 30%das residências e existiam problemas significativos na regularidade da coleta. Adisposição de resíduos sólidos no município também é considerada inadequada peloCBH-PCJ (2011). Barreto (2006) complementa com algumas informações: “O passivo ambiental, quando avaliado pela ausência de cobertura florestal em Áreas de Preservação Permanente (APP), que se estendem ao longo de 1.200km de rios, e Reserva Legal (RL) potencial (área com cobertura florestal fora de APP) é de no mínimo 11.000ha. Essa área deveria ser 12
  14. 14. reflorestada ou recuperada para a adequação ambiental do município em relação ao Código Florestal. A distribuição desse passivo não é uniforme, havendo bacias hidrográficas com estágio de conservação excelente lado a lado com áreas bastante degradadas”. Apesar desse cenário, IMAFLORA (2010) aponta que é importante ressaltar ohistórico do Município quanto à mobilização e organização da sociedade civil em tornode temas socioambientais. Um dos destaques, nesse sentido, foram campanhasrelacionadas aos recursos hídricos, que ocorreram desde as décadas de 60 e 70 econseguiram diversos frutos, tal como a criação dos Comitês PCJ e a influência naestruturação do Sistema de Gestão de Recursos Hídricos no Estado de São Paulo e nopaís, tornando-se uma referência internacional. Outra iniciativa de destaque é oPiracicaba 2010, que fomentou a construção, atualização e implementação da Agenda21 do município. Em 2011 ocorreu a 1ª Expoambiental com a participação de diversasentidades e organizações que atuam em questões socioambientais. Nesse contexto, omunicípio tem a oportunidade de caminhar para um modelo de desenvolvimento quetenha como eixo central a sustentabilidade, principalmente em seu planejamentoterritorial e nas políticas públicas a serem criadas e implementadas. 3.1.2 Área urbana A área urbana de Piracicaba é dividida, pela Prefeitura do Município, em cincoregiões: Norte, Centro, Sul, Leste e Oeste, cujos limites são apontados em verde naFigura 5. Fonte: IPPLAP (2011) Figura 5. Regiões de Piracicaba 13
  15. 15. Outra divisão existente é a de Abairramentos, que são conglomerados debairros e pequenos loteamentos. A Figura 6 mostra o Abairramento Vila Sonia, que selocaliza na zona norte de Piracicaba. Já a Figura 7 mostra alguns dos loteamentos ebairros situados em seus limites. Fonte: IPPLAP (2011) Figura 6. Abairramento Vila Sonia Fonte: IPPLAP (2011) Figura 7. Bairros e Loteamentos no interior da Vila Sonia na região Norte de Piracicaba. Seguindo essa forma de planejamento, abaixo são apresentados alguns dadossobre cada uma das regiões urbanas, de acordo com IPPLAP (2011): abairramentos,área total, área ocupada e área livre em 2009, urbanização, população total e densidadedemográfica em 2000. Analisando esses dados, verifica-se que, com exceção do Centro,as demais regiões possuem de 40 a 60% de suas áreas ainda rurais (Tabela 2). 14
  16. 16. Tabela 2 – Informações sobre as regiões da zona urbana do Município de Piracicaba REGIÕES NORTE CENTRO SUL LESTE OESTE CECAP, Conceição, Dois Água Santa, Algodoal, Córregos, Jardim Abaeté, Cidade Jardim, Clube de Água Branca, Bairro Verde, Castelinho, Glebas Areião, Balbo, Capim Fino, Jardim São Francisco, Monte Campo, Centro, Cidade Alta, Campestre, Higienópolis, Califórnia, Jaraguá, Jardim Mário Dedini, Guamium, Alegre, Morumbi, Nova Piracicaba, Parque da Jardim Califórnia Jardim Itapuã, Jardim Jupiá, Jardim ABAIRRAMENTOS Jardim Primavera, Santa Piracicamirim, Pompéia, Rua do Porto, São Dimas,São Caxambu, Jardim Elite, Planalto, Morato, Novo Rosa, Santa Terezinha, Vale Santa Cecília, Santa Rita, Judas, Nhô-Quim, Jardim Monte Líbano, Nova Horizonte, Ondas, Ondinhas, do Sol, Vila Fátima, Vila Taquaral, Unileste, Vila Monumento, Vila Rezende América, Paulista, Paulicéia São Jorge, Vila Cristina Industrial Independência, Vila Monteiro, Agronomia ÁREA TOTAL 5.031,77 há 1.262,14 ha 2.443,02 ha 5.502,82 ha 2.372,95 ha ÁREA OCUPADA 2.734,54 há 1.249,29 ha 1.466,88 ha 3.105,91 ha 1.036,49 ha 2009 ÁREA LIVRE 2.297,34 há 12,85 ha 976,14 ha 2.396.91 ha 1.336,46 ha 2009 URBANIZAÇÃO 54,40% 99,00% 60,00% 56,40% 43,70% POPULAÇÃO TOTAL 69.276 hab 63.736 hab 66.486 hab 57.796 hab 50.643 hab 2000 DENSIDADE 45,43 hab/há 51,51 hab/ha 58,92 hab/ha 20,02 hab/ha 55,01 hab/ha 2000Fonte: IPPLAP (2011) 15
  17. 17. 3.1.3 Mapeamento institucional A fim de facilitar a busca de informações para o estabelecimento de parceriasna realização de cursos, projetos, intervenções educadoras e outras iniciativas, elaborou-se um banco de dados contendo instituições, grupos e entidades existentes em cada umadas regiões da área urbana de Piracicaba. Esses dados estavam disponíveis na Planta doMunicípio - Equipamentos Públicos de 2009 (IPPLAP, 2011), da qual foi retirado umexemplo que pode ser visualizado na Figura 8.Fonte: IPPLAP (2011) Figura 8. Parte da Planta do Município - Equipamentos Públicos (2009) O banco de dados foi produzido na forma de planilha, podendo serconstantemente atualizado com novas categorias de análise e dados sobre asinstituições e suas atuações. Os tipos de instituições existentes no mapa citado e nobanco de dados podem ser visualizados no Quadro 2. 16
  18. 18. Quadro 2. Tipos de Instituições que constam na Planta do Município - Equipamentos Públicos (2009) SIGLA NOME ARVERDE Área Verde Não Edificada CASE Centro de Atendimento Sócio Educativo CCOMU PR Centro Comunitário em Prédio Privado CCOMU PU Centro Comunitário em Prédio Público Municipal CCULT Centros Culturais CEFET Centro de Formação Técnica CLVINC Classe Vinculada (salas cedidas em outras unidades) COOP Cooperativas CRAS Centro Regional de Assistência Social CSOCIAL PU Centro Social em Prédio Público Municipal CSUP Curso Superior EE Escola Estadual EEE Escola de Educação Especial EMEF Escola Municipal de Ensino Fundamental EMEI Escola Municipal de Ensino Infantil EMEIF Escola Municipal de Ensino Infantil e Ensino Fundamental EPEF Escolas Particulares Ensino Fundamental EPEI Escolas Particulares Ensino Infantil EPEIF Escolas Particulares Ensino Infantil e Fundamental EQAPAMB Equipamentos de Apoio Ambiental EQAPURB Equipamentos de Apoio Urbanístico EQEAPB Equipamentos de Educação Ambiental - Setor Público EQEAPR Equipamentos de Educação Ambiental - Setor Privado EQEATS Equipamentos de Educação Ambiental - Terceiro Setor EQSAU Equipamentos de Saúde EQSOC Equipamentos Sociais ETEC Escola Técnicas Dr. Paula Souza FATEC Faculdade Tecnológica GE Grupo de Escoteiros ONG/ASS Organizações Não Governamentais SEDEMA Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente SEMA Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento SEMAD Secretaria Municipal de Administração SEMUTTRAN Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes SIST-S Sistema S (SESC / SESI / SENAI / SEST-SENAT / SENAC) SLAZAPP Sistemas de Lazer em APP SLAZIMP Sistema de Lazer Implantado SME Secretaria Municipal de Educação SMS Secretaria Municipal de Saúde UNIV Universidades VJAO Varejões Municipais As categorias que hoje existem no Banco de Dados são: Região , Nº no Mapa,Categoria, Tipo de Instituição, Nome, Abairramento, Bairro, Loteamento, Ponto deReferência, Microbacia (Córregos) e Sub Bacia (Ribeirões). Por exemplo: quando se faz uma pesquisa a partir da categoria Educacional naRegião Norte, tem-se o seguinte resultado: nove Escolas Estaduais, oito Escolas 17
  19. 19. Municipais de Ensino Fundamental e duas Escolas Municipais de Ensino Infantil(Tabela 3). A partir do número de registro no Banco de Dados, podemos localizar ainstituição no Mapa citado.Tabela 3. Exemplo de pesquisa no banco de dados de instituições, por categoria educacional Nº Região Categoria Tipo Nome Bairro Mapa Norte 21 Educacional EE Hélio Penteado de Castro Parque Piracicaba Maria de Lourdes Norte 40 Educacional EE Consentino Vila Sônia Norte 13 Educacional EE Catharina Casale Padovani Santa Terezinha Norte 37 Educacional EE Luiz Gonzaga Vila Industrial Norte 54 Educacional EE Bairro Mário Dedini Altos do Piracicaba Dom Aniger Francisco M. Norte 6 Educacional EE Melilo Bosques do Lenheiro Norte 55 Educacional EE Loteamento Jd. Gilda Jardim Gilda Norte 27 Educacional EE Dr. João Chiarini Vila Fátima Norte 41 Educacional EE Com. Mário Dedini Algodoal Norte 64 Educacional EMEF Taufic Dumit Vila Sônia Norte 62 Educacional EMEF José Antonio de Souza Vila Sônia Norte 60 Educacional EMEF João Batista Nogueira Santa Terezinha Norte 61 Educacional EMEF João Otávio Mello Ferraciú IAA Norte 63 Educacional EMEF José de Pousa Toledo Bosques do Lenheiro Norte 78 Educacional EMEF Antonia Benedita Eugênio Jardim Gilda Norte 59 Educacional EMEF Benedito de Andrade Mário Dedini Norte 58 Educacional EMEF Alberto Thomazi Guamium Norte 79 Educacional EMEI Antonio Boldrim Vila Sônia Norte 119 Educacional EMEI Vila Sônia / Jd. São Luis Vila Sônia Outro exemplo de pesquisa aponta que na Região Norte existe quatro Centrosde Referência em Assistência Social (Tabela 4).Tabela 4. Exemplo de pesquisa no banco de dados de instituições, por categoria educacional Região Nº Mapa Categoria Tipo Nome Bairro Norte 1 Social CRAS Mário Dedini Mário Dedini Norte 3 Social CRAS Parque Piracicaba Parque Piracicaba Norte 7 Social CRAS Vila Sônia Vila Sônia Norte 8 Social CRAS Parque Orlanda Parque Orlanda II Esse tipo de pesquisa auxilia o mapeamento e o contato com as instituições deinteresse em cada região. Vale ressaltar que a complementação de categorias, dados eatualização dos mesmos deve ser constante. 18
  20. 20. 3.1.4 Descrição das bacias hidrográficas do Município de Piracicaba A Figura 9 traz a área urbana do Município de Piracicaba e as baciashidrográficas que estão situadas em seus limites de forma parcial ou total. Algumasdelas estão totalmente inseridas no município de Piracicaba. Outras têm seu territóriolocalizado sobre a área de mais de um município.Fonte: IPPLAP (2011) Figura 9. Área Urbana - Mapa da Malha Viária do Município de Piracicaba com as SubBacias Segundo o Plano Municipal de Recursos Hídricos do Município de Piracicaba(SEMAE, 2011), diversas bacias presentes na área urbana são consideradas como asmais críticas dentro da área do município. As consideradas como menos críticas, comexceção da Bacia dos Ribeirões Cachoeira e Paramirim, encontram-se localizadas naárea rural, na porção oeste do município (Figura 10). 19
  21. 21. Fonte: SEMAE (2010) Figura 10. Localização espacial das bacias hidrográficas mais críticas e das menos críticas do município de Piracicaba. Informações mais detalhadas sobre a caracterização das bacias do municípiopodem ser encontradas no Anexo 2. 3.2 Municípios Vizinhos No território do CE Piracicauá, municípios do entorno de Piracicaba sãoabrangidos pelos territórios de algumas das bacias hidrográficas existentes em seuslimites. Na Tabela 6 são apresentados alguns dados desses municípios quanto à suaárea, população, densidade demográfica, população urbana e rural, bioma e número deescolas. Dados sobre esses mesmos municípios quanto às suas regiões administrativas ede governo, seguidos de informações sobre Microrregiões Geográficas, Escritórios deDesenvolvimento Rural – EDR, Diretorias de Ensino – DE, Direções Regionais deSaúde – DIR e Unidades de Gerenciamento dos Recursos Hídricos – UGRHI, podemser visualizados na Tabela 7. Esses dados são úteis na medida em que se queiraaumentar ou diminuir a abrangência do território de atuação. Informações maiscompletas podem ser consultadas no Anexo 3. 20
  22. 22. Tabela 6. Caracterização dos municípios abrangidos pelas Bacias Hidrográficas do Município dePiracicaba Dens. Pop Pop. Pop. Área Município Demog. urbana rural Bioma Escolas (hab.) (km²) (hab/km2) (hab.) (hab.) Cerrado e Médio: 3; Anhembi 5.653 736,51 7,68 4.271 1.382 Mata Fundamental: 4 Atlântica Cerrado e Médio: 2;Charqueada 15.085 175,84 85,79 13.686 1.399 Mata Fundamental: 6; Atlântica Pré-escolar: 1 Cerrado e Médio: 3;Iracemapólis 20.029 115,12 173,99 19.616 413 Mata Fundamental: 8; Atlântica Pré-escolar: 8 Médio: 4; Laranjal Mata 25.251 384,00 65,75 22.612 2.639 Fundamental: 11; Paulista Atlântica Pré-escolar: 9 Cerrado e Médio: 4; Rio das 29.501 226,66 130,16 28.562 939 Mata Fundamental: 13, Pedras Atlântica Pré-escolar: 10 Cerrado e Médio: 1; Saltinho 7.059 99,74 70,77 5.891 1.168 Mata Fundamental: 5; Atlântica Pré-escolar: 3 Médio: 5; São Pedro 31.662 611,00 51,82 26.607 5.055 Cerrado Fundamental: 19; Pré_esolcar: 12 Médio: 8; Mata Tietê 36.835 405,00 91,00 33.489 3.346 Fundamental: 24; Atlântica Pré-escola: 11Fonte: IBGE, 2010Tabela 7. Municípios do entorno segundo suas regiões administrativas e de Governo. Regiões Escritórios de Unidades de Gerenciamento Administrativas, Microrregião Diretorias de Direções Regionais Desenvolvimento dos Recursos Hídricos –Regiões de Governo e Geográfica Ensino – DE (1) de Saúde – DIR (2) Rural – EDR (3) UGRHI MunicípiosRA DE SOROCABA Sede: SorocabaRG de Botucatu UGRHI 10 - Sorocaba/Médio1. Anhembi (023) Botucatu EDR Botucatu DE Botucatu DIR 11 - Botucatu Tietê UGRHI 10 - Sorocaba/Médio7. Laranjal Paulista (043) Tatuí EDR Botucatu DE Botucatu DIR 11 - Botucatu TietêRG de Sorocaba UGRHI 10 - Sorocaba/Médio17. Tietê (028) Piracicaba EDR Piracicaba DE Itu DIR 15 - Piracicaba TietêRA DE CAMPINAS Sede: CampinasRG de Limeira UGRHI 05 - Piracicaba,4. Iracemápolis (027) Limeira EDR Limeira DE Limeira DIR 15 - Piracicaba Capivari e JundiaíRG de Piracicaba UGRHI 05 - Piracicaba,3. Charqueada (028) Piracicaba EDR Piracicaba DE Piracicaba DIR 15 - Piracicaba Capivari e Jundiaí UGRHI 05 - Piracicaba,6. Piracicaba (028) Piracicaba EDR Piracicaba DE Piracicaba DIR 15 - Piracicaba Capivari e Jundiaí UGRHI 05 - Piracicaba,8. Rio das Pedras (028) Piracicaba EDR Piracicaba DE Capivari DIR 15 - Piracicaba Capivari e Jundiaí UGRHI 05 - Piracicaba,9. Saltinho (028) Piracicaba EDR Piracicaba DE Piracicaba DIR 15 - Piracicaba Capivari e Jundiaí UGRHI 05 - Piracicaba,11. São Pedro (028) Piracicaba EDR Piracicaba DE Piracicaba DIR 15 - Piracicaba Capivari e JundiaíFonte: Fundação SEADE, 2003 21
  23. 23. 4. O MARCO OPERACIONAL De acordo com o Profea (2006), “o Marco Operacional deve ser oplanejamento objetivo das estratégias e ações a serem desenvolvidas, decorrendo deuma análise que contempla o Marco Situacional e o Conceitual ao mesmo tempo”.Dessa forma, descreve, principalmente, a gestão do Coletivo Educador Piracicauá, ouseja, como é sua dinâmica de existência, de representação e de trabalho. 4.1 Etapas de Atuação Devido ao tamanho da área e visando viabilizar a atuação na totalidade doterritório escolhido, elencamos as seguintes etapas de trabalho:• Etapa 1 – Atuação nas bacias hidrográficas localizadas prioritariamente na área urbana e que estão totalmente inseridas no município de Piracicaba;• Etapa 2 – Atuação nas bacias rurais totalmente inseridas no município;• Etapa 3 – Atuação nas bacias urbanas e rurais que tenham parte de sua área em municípios vizinhos. 4.2 Gestão Relembrando que o coletivo é formado por pessoas e instituições que atuam nocampo da educação ambiental no território das bacias hidrográficas de Piracicaba emunicípios abrangidos, apresentamos aqui sua dinâmica de organização efuncionamento. Os membros do coletivo atuam, interagem e se comunicam através de algumasinstâncias: • Grupo de e-mails: O grupo de diálogo por e-mail é uma das formas de interação e decisão do Coletivo Piracicauá. Nesse espaço são comunicados eventos, chamadas e organizadas reuniões, montados grupos de trabalho para fins específicos, repassados atas e relatos de reuniões e trabalhos realizados, entre outros. O e-mail do grupo é piracicaua@yahoogrupos.com.br • Reuniões: São realizadas periodicamente de acordo com as demandas, em que são abordados trabalhos mais específicos como elaboração de projetos, revisão 22
  24. 24. do PPP, organização de eventos e cursos, entre outros. São comunicadas pelo grupo e-mails.• Animador semestral: A cada semestre é escolhido, dentre os membros participantes, um ou mais animadores do grupo, responsáveis pelas reuniões, suas organização e relato compartilhado.• Representante legal: É uma figura jurídica solicitada pelo MMA na formação dos Coletivos em 2006. O Coletivo Piracicauá já teve por representantes legais as instituições: Projeto Bacias Irmãs, Centro Acadêmico Luiz de Queiroz, Instituto Ambiente em Foco. Hoje o Coletivo entende que diversos podem ser seus representantes legais, dependendo do objetivo. Atualmente pleiteia da ONG Terra Mater que seja o seu representante legal perante o MMA. Mas para cada projeto enviado, o representante poderá ser alguma instituição membro ou alguma outra que queira ser parceira naquela ação específica.• Representação em nome do Coletivo: Os membros, além de representarem suas próprias instituições em eventos ou ações específicas, deverão citar o nome do Coletivo, quando cabível. Representantes de instituições devem assinar um termo de compromisso que indica e formaliza a participação das pessoas em suas horas de trabalho, com a instituição respaldando essa participação e os seus desdobramentos.• Assinaturas de manifestos e participações do Coletivo: Petições, abaixo- assinados, campanhas, dentre outros, serão assinadas por pessoas e instituições filiadas ao Coletivo e não pelo Coletivo em si, para não comprometer outras instituições membros.• Comunicação: Grupo de e-mail, telefonemas, cartas, visitas, encontros, site, espaço de formação, animação com experiências exitosas, conhecimento das diferentes instituições (reuniões rotativas), grupos de trabalho.• Base, núcleos de atuação e pontos de capilaridade: O Coletivo tem uma base de referência para guardar os seus materiais históricos e de utilização coletiva. Ela é um pequeno espaço cedido por uma das instituições participantes. As suas reuniões também são realizadas em salas cedidas pelas instituições participantes ou parceiras. Os seus núcleos de atuação funcionam sediados nas instituições participantes e são definidos em comum acordo entre os que estão envolvidos na construção partilhada de uma determinada ação ou projeto. Os Pontos de Capilaridade foram pensados em instituições parceiras que instalam algumas estruturas educadoras como espaços demonstrativos. Para a indicação da localização desses espaços será necessário ter algumas informações disponíveis sobre as instituições interessadas e que estejam localizadas nas bacias envolvidas em cada etapa de trabalho.• Representação em eventos: É importante consultar com antecedência o grupo manifestando a intenção de representar o Coletivo em determinado evento. Caso seja aceito, deve-se levar o “kit coletivo”: o PPP, a apresentação audiovisual, o folder e o caderno conceitual. Essas informações com as ações, histórico do 23
  25. 25. grupo e chamado à formação da rede, facilitam a apresentação sobre o trabalho realizado. Também é necessário que esse representante, em momento posterior, faça o repasse ao grupo da memória do encontro e dos encaminhamentos definidos. 4.3 Diretrizes O CE Piracicauá dialoga com os princípios e com as diretrizes e objetivosprevistos na Política e no Programa Nacional de Educação Ambiental e nas Políticas deEA definidas na legislação do Estado de São Paulo e de Piracicaba. Nesse diálogoinspira e fundamenta as seguintes diretrizes que se complementam e articulam entre si: a) Articulação para a construção de uma agenda comum Por meio da atuação com instituições parceiras, dentre as quais se destacam: - CBH-PCJ - Câmara Técnica de Educação Ambiental - Comdema - Piracicaba Sustentável - Agenda 21 Municipal (Pira 21) - Conselho da Cidade - Fóruns de resíduos e de mobilidade - Criação de novo espaços A ideia é que dessa agenda comum possa ser elaborado o ANIMAPIRA – oAno Integrado de Meio Ambiente de Piracicaba, inspirado nas Semanas Ambientais(SIMAPIRAS) realizadas, mas que tenham sua programação agendada e elaborada deforma integrada. Outro formato possível para o ANIMAPIRA é o modelo existente daCartilha DE OLHO NA BACIA, elaborada pelo Projeto Pisca, que indica alguns temaspara iniciar uma árvore dos sonhos para o território em questão: Economia Local eConsumo Responsável; Mobilidade Sustentável; Água; Biodiversidade; Política egovernança; Educação para a Sustentabilidade. Para cada tema são relacionados quatrotópicos: • O sonho – que é a enunciação de um sonho dentro do tema para o território em análise; • O caminho a percorrer – o que deve ser considerado para se alcançar o sonho; 24
  26. 26. • Evidências de que o sonho é possível - exemplos de iniciativas bem sucedidas que acontecem no Brasil e no mundo cuja fonte principal é a Plataforma Cidades Sustentáveis; • Na Bacia – iniciativas e experiências bem sucedidas no território em análise. b) Fortalecimento de iniciativas e projetos em andamento no território Como já citado no marco situacional, hoje existem diversas pessoas einstituições nas bacias urbanas de Piracicaba que trabalham com educação ambiental.Nesse sentido, o Coletivo Educador pretende contribuir com a costura dos nós dessarede, por meio principalmente do compartilhamento de conhecimentos e habilidades(Cardápio de Aprendizagem) e do estímulo ao fortalecimento de espaços e processoseducadores para a sustentabilidade. Incluem-se aí calendário e divulgação unificados,temas comuns definidos semestralmente, fóruns, mutirões, eventos, recursos,equipamentos, espaços e estrutura, visitas às instituições para a articulação, reuniõesperiódicas do Coletivo e participação em atividades. O CE Piracicauá se propõe afortalecer iniciativas no território de duas maneiras: - Apoio: Quando a participação é pontual – a partir de um convite dos proponentes dos eventos, com a finalidade de fortalecer as atividades por meio da participação do CE. - Realização/ Parceria: Quando a participação é continuada - a exemplo da participação atual na construção e implantação das seguintes frentes de atuação: Política Municipal de Educação Ambiental (PMEA), Fórum de Resíduos, Câmara Técnica de EA do PCJ, Ponto de Cultura Educomunicamos, Material do Pisca “De Olho na Bacia”, AnimaPira e Simapira, Piracicaba Sustentável, Condema, pretende-se manter e fortalecer as parcerias existentes e criar novas para expandir esses ideais. c) Formação de Educadores Ambientais Em coerência com as orientações do ProNEA, que estabelece como linha deação a formação de educadores ambientais, o Coletivo Educador Piracicauá construiu aproposta do “Curso de Formação de Educadores Ambientais: construindo caminhospara a sustentabilidade socioambiental”. Esse Curso objetiva contribuir para umaEducação Ambiental (EA) permanente, continuada e articulada, junto à totalidade doshabitantes das bacias hidrográficas do município de Piracicaba, por meio do estímulo eapoio à construção de conhecimentos teóricos e práticos de EA. 25
  27. 27. A idéia é viabilizar que outros grupos da cidade possam ter acesso àstecnologias simplificadas, trazendo impactos efetivos em seu cotidiano, estimulando areflexão sobre o que essas ações, ideias e iniciativas significam, no que implicam e aserviço de quem e de que são propostas. Além disso, objetiva-se que o Curso propicieuma formação permanente e continuada de educadores ambientais, que possam terautonomia e apoio para a formação de novos educadores, implicando diretamente natransformação da realidade dos participantes. O Curso é constituído por seis módulos, sendo o primeiro denominado de“Módulo Básico” e os cinco restantes denominados de “Módulos Temáticos”. OMódulo Básico tem 40 h de duração e os Módulos Temáticos 60 h, a serem realizadosnas cinco regiões urbanas do Município de Piracicaba - leste, oeste, norte, sul e centro,visando introduzir os participantes no campo da EA e incentivá-los a desenvolverpropostas de intervenção local. Os módulos temáticos são constituídos por um rol deoficinas distribuídas nos seguintes temas: técnicas participativas de trabalho emgrupo/redes; práticas sustentáveis; políticas públicas e planejamento; segurançaalimentar; economia solidária; cultura, saúde e meio ambiente. Cada módulodisponibilizará de 30 a 40 vagas por região da cidade, contemplando um mínimo de 300lideranças do município. A capilaridade da metodologia será atingida por meio da construção deintervenção educadora ambiental pelos participantes, em cada um dos módulos, comestímulo à mobilização de dez pessoas por intervenção, chegando a um número de trêsmil pessoas envolvidas indiretamente. A construção de “centros demonstrativos oucentros de referência” de sustentabilidade, por meio da ação solidária, será estimulada eapoiada, com vistas à transformação da realidade socioambiental de cada região urbana.Como subsídio e apoio às intervenções propostas serão distribuídas mochilas contendomateriais de EA. A inter-relação entre a educação e a comunicação, ou seja, a educomunicação,objetivando o conhecimento do uso, dos meios e dos processos de comunicação einformação, numa perspectiva de prática da cidadania, será utilizada como ferramentano desenvolvimento desta proposta de formação, enfatizando a importância de que oespectador seja também o produtor e veiculador de informações. As propostas existentessobre os Cursos de Formação podem ser visualizadas no Anexo 4. d) Políticas públicas 26
  28. 28. Reivindicação, apoio, proposição e fortalecimento das políticas públicas nomunicípio, atuando junto a outros setores e movimentos, a exemplo dos Fóruns deResíduos, de Mobilidade, da PMEA. e) Educomunicação Estimular e apoiar a comunicação com perspectiva educadora, junto àsinstituições de comunicação e outras, bem como em cursos e atividades educacionaispromovidas pelo Coletivo ou pelas instituições participantes e parceiras. 4.4 Cardápio de Aprendizagem Para o Coletivo Educador Piracicauá educação é alimento da mente e doespírito humano, ação e reflexão, práxis, transformação e trabalho, compromisso,diálogo e exigência existencial, pronunciar o mundo para modificá-lo. Nesse contexto éque foi pensado o “Cardápio de Aprendizagem”, proposta em permanente construção,apresentando um leque de opções de atividades e oficinas, que vão desde a orientação,contendo o passo a passo para realização de diferentes atividades, respeitando ascondições e elementos locais disponíveis, passando pela oferta de instituições,indivíduos, materiais e elementos que colaborem com o desenvolvimento individual,institucional e local. Por meio de uma analogia com um cardápio de restaurante em que se podeescolher o que mais lhe dá vontade, apetite e “cai melhor” em determinada situação parasaciar a fome, foram sistematizadas as principais instituições, indivíduos e temasoferecidos no território ou na região, oferecidos por meio de uma lista que pode seracessada, visando o enriquecimento e o fortalecimento da ação de educação ambientalno território abrangido pelo Coletivo Piracicauá. O Cardápio de Aprendizagem difere-sedo convencional cardápio de restaurante, por buscar a cooperação, permitindo que o(a)educador(a) ambiental, ao mesmo tempo em que acessa itens, também pode oferecê-los,e assim na práxis e avaliação coletiva busca-se o constante aprimoramento dasatividades ofertadas. O Cardápio de Aprendizagem é a base para a continuidade e a autogestão doprocesso educador. Cada curso, cada processo formativo tem o seu currículo centradona práxis e sua utilização de forma dialógica é estimulada e esperada. 27
  29. 29. O Cardápio do Coletivo, que pode ser consultado no Anexo 5, está distribuídoem seis grandes temas, podendo a ele serem agregados novos temas conforme as ofertasforem surgindo: Temas de Atuação 1 - Práticas sustentáveis 2 - Técnicas participativas de trabalhos em grupo e redes; 3 - Políticas públicas e planejamento 4 - Segurança alimentar 5 - Economia solidária 6 - Interface cultura, saúde e meio ambiente Para detalhamento de cada um dos temas, será enviado um cadastro (Anexo 6)para as instituições envolvidas, mas será necessária uma revisão do mesmo tornandomais simples o seu preenchimento e a interlocução com os parceiros. Esse modelo éfundamental para padronizar o formato e o método pedagógico das oficinas, de formaque possam contribuir, ao final do curso, com a reflexão almejada sobre a relação daspessoas entre si e com o seu meio. O Cardápio de Aprendizagem será abrigado no sitedo Coletivo, apresentando todas as informações e materiais que vem sendo construídose, especialmente, dando mais visibilidade às ações realizadas, funcionando como umbanco de dados e, ao mesmo tempo, um divulgador das instituições parceiras e de suasexperiências. 4.5 Avaliação É de fundamental importância que todo e qualquer processo de construção eprodução de conhecimentos em EA, inclua a questão da avaliação, pensada no sentidode aprimorá-lo e de possibilitar o amadurecimento dos atores envolvidos na ação. Elanecessita ser planejada partindo-se do que se tem e analisando aonde se quer chegar,estabelecendo-se coletivamente objetivos, metas e procedimentos avaliativos. Asatividades e ações propostas pelo Coletivo serão avaliadas de forma permanente econtinuada e se necessário, readequadas visando o futuro do Coletivo. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBRASIL. Balanço de Gestão do Departamento de Educação Ambiental do Ministériodo Meio Ambiente, Brasília: Ministério do Meio Ambiente, Diretoria de EducaçãoAmbiental, 2007. 28
  30. 30. ______. Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA. Brasília: Ministériodo Meio Ambiente, Diretoria de Educação Ambiental; Ministério da Educação,Coordenação Geral de Educação Ambiental, 2005.______. Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. ProgramaNacional de Formação de Educadoras(es) Ambientais: por um Brasil educado eeducando ambientalmente para a sustentabilidade. Brasília: MMA/MEC. 2006. SérieDocumentos Técnicos - 8. 52p.http://www.cdcc.sc.usp.br/CESCAR/Material_Didatico/ProFEA.pdf Acesso em05/10/2011.______. Encontros e Caminhos: Formação de Educadoras (es) Ambientais e ColetivosEducadores. Ministério do Meio Ambiente. Secretaria Executiva. Diretoria deEducação Ambiental. Brasília, 2005. Volumes 1 e 2.BARRETTO, Alberto G. O. Pereira; SPAROVEK Gerd; GIANNOTTI, Mariana. AtlasRural de Piracicaba. Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. Piracicaba – SP. 2006CBH-PCJ. Plano de bacias hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí 2010-2020 – relatório síntese. São Paulo: Cobrape: Neoband Soluções Gráficas, 2011, 128p.)ESALQ. Mapa de Piracicaba. Disponível em: http://www.esalq.usp.br/pg/images/mapapira.jpg. Acesso em: 30 de março de 2011.FRACTAIS – Coleciona – SP - Boletim dos Coletivos Educadores de São Paulo. Ano 2nº 02 Maio/2008.FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.______. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1997.GALLO, Z; MARTINS, L.A.de T.P; PERES, M.T.M. Pobreza, meio ambiente eeconomia solidária: o caso de Piracicaba. In: Revista FAE, Curitiba, v.8, n.1, p.39-50,jan./jun. 2005. Disponível em:http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/revista_da_fae/rev_fae_v8_n1/rev_fae_v8_n1_04.pdf. Acesso em: 26 de março de 2011.IBGE (2010). Disponível em: http://www.censo2010.ibge.gov.br/IMAFLORA. Projeto Piracicaba Sustentável. 10p. Piracicaba, 2010. Imaflora 2011Coleta Seletiva: É Preciso Avançar. Disponível em:www.imaflorapiracicaba.blogspot.com/2011/07/coleta-seletiva-e-preciso-avancar.htmlIPPLAP. Piracicaba e municípios vizinhos. Disponível em:http://www.ipplap.com.br/docs/mun_viz.pdf. Acesso em: 31 de março de 2011. 29
  31. 31. IPPLAP. Localização, relevo e extensão territorial de Piracicaba. Disponível em:http://www.ipplap.com.br/docs/Localizacao%20Relevo%20Extensao%20Territorial.pdf. Acesso em: 31 de março de 2011.IPPLAP. Perfil Estatístico 2007 - Piracicaba. Disponível em:http://www.ipplap.com.br/docs/Perfil%20Estatistico%202007.pdf. Acesso em: 30 demarço de 2011.LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO E POLÍTICA AMBIENTAL/OCA. Em busca dasustentabilidade educadora ambientalista. IN: AmbientalMente sustentable. RevistaCientífica Galego-Lusófona de Educación Ambiental. Serviço de PublicaçõesUniversidade da Coruña. Centro de Extensão Universitária e Divulgação Ambiental -CEIDA. Junta de Galícia. Revista Semestral, Ano V, volume I, nº 9-10. janeiro-dezembro, 2010.NEVES, Mirna Aparecida Neves; PEREIRA, Sueli Yoshinaga; FOWLER, HaroldGordon. Impactos do sistema estadual de gerenciamento de recursos hídricos na baciado Rio Jundiaí (SP). In: Ambiente & sociedade. vol.10 nº.2 Campinas July/Dec. 2007.MORIN, Edgar. A Cabeça Bem- Feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.______. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Cortez, 2000.SAWAIA, Bader. Participação Social e Subjetividade. In: SORRENTINO, M. (coord.).Ambientalismo e Participação na Contemporaneidade. São Paulo: EDUC/FAPESP,2001.SÃO PAULO/SMA – Relatório de Qualidade Ambiental – Estado de São Paulo.Disponível em:http://homologa.ambiente.sp.gov.br/ea/encontro_agua_1106/paraiba_sul/palestras/Sergio_Alex%20Constant_Almeida.pdfTASSARA, Eda T.(Org.). Dicionário socioambiental: ideias, definições e conceitos.São Paulo: FAARTE Editora, 2008.TERRA MATER (2012) Cartilha De Olho na Bacia.SEMAE/IRRIGART. Plano Municipal de Gestão dos Recursos Hídricos do municípiode Piracicaba/SP. Relatório Geral 2 - em escala 1:50:000 2. Volume 1: Caracterizaçãoambiental. Junho de 2010. 30
  32. 32. ANEXOS 31
  33. 33. ANEXO 1 – Histórico do ColetivoSegue abaixo um breve relato cronológico contextualizado sobre a história dosurgimento do Coletivo Educador Piracicauá.2º SEMESTRE de 2006: • Animador: ainda não existia. A idéia de animador surgiu em 2007. • Responsável Legal: Centro Acadêmico “Luiz de Queiroz” – CALQ- ESALQ/USP. • Local das reuniões: Laboratório de Educação e Política Ambiental – Depto. Ciências Florestais / ESALQ/USP - OCA. • Eventos realizados/apoiados: - V Semana do Pisca / I Workshop da Rede de Iniciativas Socioambientais da bacia hidrográfica do Ribeirão Piracicamirim: Data/Período: Junho/2006 Nº de participantes: 20 Objetivos: apresentar os projetos das instituições que atuavam na melhoria da qualidade socioambiental da bacia do Ribeirão Piracicamirim, visando a maior integração das ações das instituições governamentais e não governamentais com trabalhos nessa bacia. Resultados: a apresentação das experiências de cada entidade, seguida de um espaço para perguntas e troca de experiências, possibilitou que os participantes pudessem conhecer a respeito das instituições e suas ações no que se relaciona à atuação na bacia. • Materiais produzidos: Apresentação de ações de 12 instituições que atuavam de formas diferentes e ligadas a distintas realidades da bacia. • Outras informações relevantes: - Chamada Pública nº 01/2006: “Quando nos reconhecemos como um coletivo educador”: por meio da 2ª chamada Pública (setembro/2006) do DEA - Departamento de Educação Ambiental do MMA - Ministério do Meio Ambiente, que teve como objetivo o mapeamento dos Coletivos Educadores para territórios sustentáveis o grupo das 12 instituições, que vinha se articulando na bacia do Piracicamirim, percebeu que a proposta de Coletivos Educadores contemplava as ideias de articulação para o planejamento e execução de ações socioambientais neste território e poderia se tornar um potencial Coletivo Educador. A bacia do Ribeirão Piracicamirim engloba partes dos municípios de Piracicaba, Rio das Pedras e Saltinho e possui área total de 133 km² e uma população estimada em 93.000 habitantes Essa percepção configurou-se como o início da elaboração da proposta de formação de um Coletivo Educador. Após algumas reuniões realizadas na OCA - Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ-USP, uma comissão 32
  34. 34. organizou o documento “PROJETO COLETIVO EDUCADOR DA BACIA DO RIBEIRÃO PIRACICAMIRIM”, atendendo às solicitações para reconhecimento do Coletivo Educador Piracicamirim pelo DEA-MMA. A instituição proponente foi Projeto “Bacias Irmãs - Construindo Capacidade na Sociedade Civil para a Gestão de Bacias Hidrográficas” (USP – Agência de Inovação Tecnológica, PROCAM e ESALQ; York University – FES; Instituto Ecoar para a Cidadania; Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional). Dessa forma, o objetivo geral do Coletivo Educador da Bacia do Ribeirão Piracicamirim era de ampliar e efetivar ações conjuntas que possibilitassem a sinergia de recursos e competências pessoais e institucionais voltadas para a sustentabilidade da Bacia do Ribeirão Piracicamirim. Para atingir esse objetivo maior, o Coletivo buscava incentivar e promover ações de restauração florestal e prevenção e combate a incêndio; troca de experiências e comunicação; elaboração e efetivação de planos diretores socioambientais participativos; formação de formadores em temas socioambientais que permitissem o envolvimento da comunidade na sustentabilidade da bacia tais como: educação ambiental, bacia hidrográfica, água, organização da sociedade civil e restauração florestal.1º SEMESTRE/2007 • Animador: Joyce Brandão e Karine Faleiros • Responsável legal: Centro Acadêmico “Luiz de Queiroz” – CALQ- ESALQ/USP. • Local das reuniões: Laboratório de Educação e Política Ambiental – Depto. Ciências Florestais / ESALQ-USP – OCA. • Eventos realizados/apoiados: nenhum. • Materiais produzidos: tabelas digitalizadas “Quem somos e o que fazemos: Presente, Passado e Futuro”, preenchidas pelas instituições participantes; Mapa (em papel pardo) da articulação das instituições e problemas enfrentados no território da bacia. • Outras informações relevantes: - Conhecendo melhor a proposta “Coletivos Educadores”: - Estudo aprofundado sobre a proposta “Coletivos Educadores” - Discussão e definição do marco conceitual e situacional do Coletivo Educador Piracicamirim, utilizando rodas de conversa, métodos de visualização, preenchimento de questionários por cada instituição parceira (Quem somos e o que fazemos: Presente, Passado e Futuro) e maquete viva (mapa), que definia o território da bacia e as articulações das instituições parceiras do Coletivo neste território, bem como os problemas enfrentados. Foram discutidos o conceito e as particularidades da bacia, os contribuintes parceiros e suas relações em comum. 33
  35. 35. - Com o intuito de promover uma melhor articulação entre os participantes, facilitando a comunicação e a organização dos encontros, foi idealizada a figura do “animador(a)”, que, até hoje, é alterada na medida da necessidade do grupo.2º SEMESTRE/2007: • Animador: Maria Lídia. • Responsável legal: Centro Acadêmico “Luiz de Queiroz” – CALQ- ESALQ/USP. • Local das reuniões: PET - Ecologia / ESALQ-USP. • Eventos realizados/apoiados: nenhum • Materiais produzidos: Artigo no Boletim nº 01 - Fractais Coleciona SP (pág. 11), apresentando o Coletivo Educador Piracicamirim, que pode ser visualizado no site: • http://www.esnips.com/displayimage.php?album=2238631&pid=18193287#top _display_media.. • Outras informações relevantes: - Divulgação do Coletivo: Blog do Coletivo Educador Piracicamirim, visualizado no site: http://coletivopisca.blogspot.com/ - Interações com outros coletivos: participação no III Encontro Estadual de Educação Ambiental e II Encontro de Coletivos Educadores, realizados simultaneamente em São José do Rio Preto, onde foram fortalecidos vínculos com outros coletivos do Estado e realizadas contribuições para a construção da proposta de minuta para o projeto de Lei da Política Estadual de Educação Ambiental. - Momentos difíceis: poucos parceiros participantes nas reuniões presenciais. Porém o grupo persistiu e buscou se fortalecer com um novo plano de ações visualizando, inclusive, o aumento do território de atuação do Coletivo, por sugestão do DEA-MMA. Para cumprir algumas exigências burocráticas junto ao DEA-MMA foi necessário estudar também um novo proponente para o Coletivo, gerando propostas junto ao Centro Ecológico “Flora Guimarães Guidotti” da FEALQ, a qual não foi aceita.1º SEMESTRE/2008: • Animador: Júlia Faro e Elizabeth S. Nunes Salles. • Responsável legal: Instituto Ambiente em Foco. • Local das reuniões: Laboratório de Educação e Políticas Ambientais – Depto. Ciências Florestais / ESALQ-USP - OCA. • Eventos realizados/apoiados: 34
  36. 36. - Curso “Educação Ambiental e Resíduos Sólidos”: realizado na ESALQ-USP,objetivando a formação de professores do ensino fundamental e médio da rede pública.Parceria entre USP-Recicla, NEA-Sedema e FEALQ-Centro Ecológico “FloraGuimarães Guidotti”, NACE-PTECA/ESALQ-USP, Projeto Bacias Irmãs, Projeto Piscae Curso de Licenciatura e Ciências Agrárias, com apoio do Coletivo EducadorPiracicauá. - II Fórum do PISCA: realizado em Saltinho, com o apoio do ColetivoEducador na realização de oficinas, no planejamento e encaminhamentos de açõesresultantes do Encontro. • Materiais produzidos: - Artigo “A metamorfose de um coletivo” sobre o Coletivo Educador Piracicauá para o Boletim nº 02 – Fractais Coleciona, que pode ser visualizado na pag. 16, no site: http://www.esnips.com/displayimage.php?album=2238631&pid=18193288&uid =466239#top_display_media. • Outras informações relevantes: - Aumento do território: por sugestão do DEA-MMA e a abrangência das ações dos parceiros em outras sub-bacias, o território do Coletivo foi aumentado para 35 sub-bacias do município de Piracicaba, sendo que algumas cidades do entorno também foram contempladas pelo território, pelo fato de alguns projetos envolverem a participação de instituições parceiras. - Alteração do nome para “Coletivo Educador Piracicauá”: derivado de pirá sykáua, nome de Piracicaba na origem tupi. Segundo o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa (MICHAELIS,1998, p. 974), significa “Lugar que por acidente natural no leito dos rios, como queda d´água, não permite a passagem dos peixes, sendo por isso favorável à pesca". Foi o nome dado pelos primeiros habitantes de Piracicaba - os índios de raízes tupi-paiaguás que viveram à margem direita do rio, próximo ao salto do Rio Piracicaba. O nome foi escolhido pelo fato do rio Piracicaba estar localizado na região central da cidade e, através dele, muitas atividades se formaram e se transformaram. Como o Coletivo representa educadores que atuam nesta bacia, espera-se que, como essa força com que o rio exerce na vida dos piracicabanos, também o Coletivo possa transformar idéias em ações. - Novos objetivos para um novo território: · Incentivar o reconhecimento das bacias, as quais cada participante pertence; · Contribuir para a reflexão sobre a realidade socioambiental local; · Promover a articulação entre pessoas e instituições locais e regionais a fim de criar e potencializar processos de formação de educadores ambientais; · Colaborar para a instituição de políticas públicas ambientais no município e região; 35
  37. 37. · Ampliar e efetivar ações conjuntas que possibilitem sinergia de recursos e competências pessoais e institucionais voltadas para a sustentabilidade das bacias do município de Piracicaba. - Execução do Plano de Ações: · Divulgação: elaboração de um folder do Coletivo, a partir da apresentação do Coletivo, a justificativa do nome, o território de atuação, o conceito de bacia hidrográfica, os objetivos propostos, a identificação dos parceiros atuantes e o convite para participação, disponibilizando sites e telefones para contato. · Ampliação do PAP2: mapeamento de possíveis novos parceiros, com indicação pelos parceiros atuantes de pessoas e instituições envolvidas com educação sócio-ambiental nas sub-bacias de Piracicaba e cidades do entorno. · Planejamento de um Curso de formação: para educadores ambientais referenciado no tema “Bacias Hidrográficas”, para o qual foi definido um grupo de trabalho GT- Curso de Bacias. - Participação no IV Encontro dos Coletivos Educadores, Salas Verdes e Coletivos Jovens - Campinas: Abril/2008, o qual aconteceu em resposta aos encaminhamentos do III Encontro de Coletivos Educadores (São Paulo), com o objetivo de fortalecer os processos de formação em educação ambiental do estado de São Paulo.2º SEMESTRE/2008: • Animador: Camila Pastor • Responsável legal: Instituto Ambiente em Foco (IAF) • Local das reuniões: Laboratório de Educação e Política Ambiental – Depto. Ciências Florestais / ESALQ-USP – OCA. • Eventos realizados/apoiados - Encontros para discussão do conceito de EA: diante da percepção do conceito de Educação Ambiental dentro do Coletivo estar sendo entendida de formas diferentes, foram realizados dois encontros para a formação de parceiros: 1º Encontro: “Entendimento da proposta Coletivos Educadores”: realizado com o apoio da Isabel do CESCAR – Coletivo Educador de São Carlos, a qual apresentou experiências e dificuldades enfrentadas no CESCAR. 2º Encontro: “Conceito de Educação Ambiental”: realizado com a mediação do IAF. - 08/11- Encontro com novos parceiros: com o objetivo de ampliar as parceriasfoi apresentado o Coletivo Educador Piracicauá para algumas instituições e pessoasselecionadas a partir do mapeamento de novos parceiros. 36
  38. 38. • Materiais produzidos: TV dialógica, apresentação do Coletivo em Power Point, linha do tempo (histórico do Coletivo) em papel pardo. • Outras informações relevantes: - Mapeamento de novos parceiros: proposta do IAF em trazer o grupo temático em EA, da Oscip Piracicaba 2010, como parceira do Coletivo; - Oficialização de parcerias: foi solicitado às instituições parceiras que apresentassem um documento reconhecendo-se como parceira oficial do Coletivo. - Elaboração de proposta de projeto: “Curso de Formação de Educadores Ambientais Populares em micro-bacias hidrográficas do município de Piracicaba”. - Planejamento das atividades do 15º Arrastão Ecológico no Rio Piracicaba, realizado no mês de janeiro de 2009.1º SEMESTRE/2009 • Animador: Camila Pastor • Responsável legal: Instituto Ambiente em Foco (IAF) • Local das reuniões: Laboratório de Educação e Política Ambiental – Depto. Ciências Florestais / ESALQ-USP – OCA. • Eventos realizados/apoiados: - Jan/2009: 15º Arrastão Ecológico – participação do Coletivo como co- realizador, com a intervenção do “Tambuco Siriri” – personagem mitológico dos rios – na abertura do evento; caminhada de percepção nas margens do Rio Piracicaba e recolhimento de lixo e materiais recicláveis para a oficina de construção da capa do Tambuco Siriri, que aconteceu no dia seguinte as atividades do Arrastão, no SESC-Piracicaba, sob a coordenação de Rita Moura – da Associação Pró-Cultura de Piracicaba. - 2009: Curso “As questões educacionais ambientais: desafios, perspectivas e intervenções no contexto escolar”, direcionado a professores do ensino médio da rede estadual de ensino. - Construção participativa da Cartilha De Olho na Bacia: Material Didático de Educação Ambiental para a Bacia do Ribeirão Piracicamiri, a qual contemplou a realização de três módulos de oficinas, reunindo parceiros do Coletivo e novas pessoas e instituições que tinham relações com atividades socioambientais na bacia do ribeirão Piracicamirim. - I SIMAPIRA – Semana Integrada de Meio Ambiente de Piracicaba: com o objetivo de reunir pessoas e instituições na realização de atividades na Semana do Meio Ambiente, com uma programação integrada, reduzindo custos, 37
  39. 39. materiais, sobreposição de palestras, seminários e fragmentação do público interessado nas questões socioambientais de Piracicaba. Materiais produzidos: - 15º Arrastão Ecológico: Capa do “Tambuco Siriri” com lixo seco e limpo; - V Encontro de Coletivos Educadores: painéis (em forma de totem - reutilizando garrafas pet) com fotos de atividades do Coletivo, e vídeo apresentando a história do Coletivo. • Outras informações relevantes: - Elaboração do Projeto “Ação Com-vida”, que objetivou a articulação e fortalecimento das Comissões de Qualidade de Vida nas Escolas Estaduais através de intervenções durante o Programa Escola da Família, realizado nos finais de semana, nas escolas estaduais de Piracicaba que participaram dos trabalhos propostos pela Conferência Infanto-Juvenil para o Meio Ambiente em 2008. Por dificuldades de agenda junto às escolas para realização das atividades, bem como pelo fato da pessoa responsável pelo Programa Escola da Família ter falecido, o projeto não foi desenvolvido. - Participação de parceiros no V Encontro de Coletivos Educadores do Estado de São Paulo, realizado em São Carlos, o qual resultou nos seguintes encaminhamentos: - Manifesto pela continuidade do Programa de Formação de Educadores Ambientais (ProFEA) e o fortalecimento dos Coletivos Educadores, encaminhado ao DEA-MMA. - Apresentação dos coletivos presentes e formas de atuação: PPP – Projeto Político Pedagógico, Marcos Conceitual e Situacional, Cardápios e demais propostas do ProFEA. - Discussões sobre a formação e o processo em que se encontram os Coletivos Educadores do estado de São Paulo, abordando a dimensão pedagógica, a articulação com o Projeto Político Pedagógico, a sustentabilidade (principalmente financeira) e a comunicação entre os coletivos. - Sugestões de atividades lúdicas e interativas relacionadas a temas socioambientais.2º SEMESTRE/2009 • Animador: Camila Pastor • Responsável legal: Instituto Ambiente em Foco (IAF) • Local das reuniões: Laboratório de Educação e Política Ambiental – Depto. Ciências Florestais / ESALQ-USP – OCA. 38

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