Plano de Infraestruturas do Governo: erro histórico para a Economia

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Plano de Infraestruturas do Governo: erro histórico para a Economia

  1. 1. Alameda dos Oceanos, Lote 1.02.1.1. Z17 1990-302 Lisboa Telef: 218 021 413 E-Mail: geral@adfersit.pt Site: www.adfersit.pt COMUNICADO Plano de Infraestruturas do Governo: erro histórico para a Economia A componente do Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas (PETI) relativa às ligações ferroviárias internacionais condena Portugal ao isolamento no contexto europeu, pois privará Portugal de vias terrestres competitivas para as suas trocas comerciais com o seu principal mercado externo, a União Europeia. Trata-se de um erro histórico, com consequências irreversíveis durante várias décadas: 1. Agrava a condição periférica da nossa economia. 2. Restringe a competitividade das empresas exportadoras portuguesas. 3. Restringe a possibilidade de Portugal atrair investimento estrangeiro. 4. É mais uma barreira, grave, à solução estrutural da crise. 5. Fomenta as falências, o desemprego e as discrepâncias de produtividade e de salários com a União Europeia. 6. Contraria os objectivos estratégicos do Governo para superar a crise e relançar a economia. 7. Contraria a política de Fundos estruturais e de coesão da Comissão Europeia, pois prevê a aplicação de Fundos CEF destinados prioritariamente a vias férreas interoperáveis em Linhas que não o são (Linha do Norte e Linha do Sul).
  2. 2. O PETI, ao contrário do que tem sido propagandeado, condena Portugal a ser um apêndice do sistema ferroviário europeu, quase isolado da Europa e da própria Espanha, pois as propostas do PETI para a ferrovia de bitola europeia são soluções de “remendo”, pouco competitivas e sem qualquer visão estratégica para o médio e longo prazo, porque: 1. Têm uma capacidade limitada porque são em via única. 2. Não são competitivas para o tráfego de passageiros. 3. A ligação a norte (Pampilhosa – Vilar Formoso) tem uma rampa elevada que restringe o peso dos comboios de mercadorias, aumentando o custo por tonelada/quilómetro de mercadoria transportada. Recorde-se que a Linha da Beira Alta já foi objecto de modernização, incluindo muitas correcções de traçado, na década de 90, o que não impediu que se mantivesse com infindáveis restrições, pelo que alicerçar o futuro das ligações ferroviárias internacionais do Norte e do Centro sobre o seu traçado é um acto de clamorosa miopia estratégica. 4. Tem um traçado inadequado, pois liga à Linha do Norte demasiado a sul, afastando-se dos principais portos e regiões que visa servir, o Centro e o Norte de Portugal. 5. A maior distância e a falta de competitividade desta ligação tornará impossível captar tráfego de mercadorias da Galiza, que aumentaria a frequências dos comboios de Aveiro para Espanha e Centro da Europa. 6. A manutenção dos mesmos critérios e a opção por soluções do mesmo tipo (3º carril em Linhas existentes) que as adoptados no PETI, tornará muito difícil, na prática quase impossível, levar linhas em bitola europeia - para comboios directos, sem rupturas de carga, com a generalidade dos países da Europa - aos portos de Aveiro e de Leixões e a plataformas logísticas nas mesmas regiões. Direção da ADFERSIT 9 de Abril de 2014

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