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Defesa de Dissertação de Mestrado em Ciência da Computação 2017

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ANÁLISE QUALITATIVA SOBRE ENGAJAMENTO DE ADULTOS NO
USO DE UMA REDE SOCIAL EDUCACIONAL DE APRENDIZAGEM
COLABORATIVA SOBRE A DEFICIÊNCIA EM
GLICOSE-6-FOSFATO-DESIDROGENASE.

Aluno: Cloves Alves da Rocha
(car2@cin.ufpe.br)
Orientador: Silvio Romero de Lemos Meira
(srlm@cin.ufpe.br)
Coorientador: Vinicius Cardoso Garcia
(vcg@cin.ufpe.br)

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Defesa de Dissertação de Mestrado em Ciência da Computação 2017

  1. 1. CIn.ufpe.br ANÁLISE QUALITATIVA SOBRE ENGAJAMENTO DE ADULTOS NO USO DE UMA REDE SOCIAL EDUCACIONAL DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA SOBRE A DEFICIÊNCIA EM GLICOSE-6-FOSFATO-DESIDROGENASE Aluno: Cloves Alves da Rocha (car2@cin.ufpe.br) Orientador: Silvio Romero de Lemos Meira (srlm@cin.ufpe.br) Coorientador: Vinicius Cardoso Garcia (vcg@cin.ufpe.br) Pós-Graduação em Ciência da Computação Universidade Federal de Pernambuco (U.F.P.E.) Defesa de Dissertação de Mestrado 2017 1
  2. 2. CIn.ufpe.br AGENDA • Introdução; • Objetivo Geral; • Objetivos Específicos; • Fundamentação Teórica; • Metodologias; • Etapas dos Métodos; • Análise dos Resultados; • Discussão dos Resultados; • Considerações Finais; • Trabalhos Futuros. 2
  3. 3. CIn.ufpe.br INTRODUÇÃO 3
  4. 4. CIn.ufpe.br ● Segundo pesquisadores do Projeto Genoma o primeiro genoma humano levou aproximadamente 13 anos para ser sequenciado e custou 3 bilhões de dólares. ● No entanto apenas 2% do DNA Humano foi explorado por cientistas. ● Os dados podem atingir um volume de 2 GB a 800 GB, a depender do tamanho da região sequenciada, da plataforma e da qualidade desejada. MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA 4
  5. 5. CIn.ufpe.br 5 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA A Global Genes estima-se que 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de doenças raras, sendo 80% das doenças raras de origem genética, ou seja, aproximadamente 280 milhões. A Global Genes ainda apresenta outros dados importantes, conforme se segue: 1. Aproximadamente 50% das pessoas afetadas por doenças raras são crianças. 2. 30% das crianças com doença rara não viverá para ver o seu quinto aniversário. 3. As doenças raras são responsáveis por 35% das mortes no primeiro ano de vida.
  6. 6. CIn.ufpe.br 6 Segundo o Instituto Nacional de Saúde, denominado de Serviço Nacional de Saúde (SNS) dentre mais de 6 mil doenças genéticas ativas no mundo [e em crescimento] estão catalogadas e agrupadas aproximadamente em 224 áreas. ● A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresenta e classifica a deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). ● G6PD, (abreviatura em inglês) é a enzima envolvida na produção da forma reduzida de fosfato. ● Uma das doenças congênitas que trazem impactos na qualidade de vida das crianças. MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA
  7. 7. CIn.ufpe.br 7 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA ● A G6PD, também conhecida como Favismo é particularmente importante para as células vermelhas do sangue, que estão em risco substancial devido à sua função de transportadoras de oxigênio, tornando-as altamente vulneráveis a danos oxidativos. ● A mutação no gene que codifica a G6PD, que leva à completa perda de atividade da G6PD (mutações nulas) é letal no embrião. ● A deficiência em G6PD é o defeito enzimático conhecido mais comum em humanos, com cerca de 7,5% da população do mundo carregando uma variante do gene dessa deficiência.
  8. 8. CIn.ufpe.br 8 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA O ENGAJAMENTO mediado por redes sociais educativas têm potencializado comportamentos de colaboração conforme apresentado na literatura atual em diversos congressos brasileiros e internacionais. VALDEZ, FERREIRA e MACIEL BARBOSA (2013)
  9. 9. CIn.ufpe.br 9 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA Nesse contexto as Redes Sociais Educativas (RSE) têm gerado discussões atrativas e consideráveis avanços no engajamento de adultos. A promoção do engajamento por meio de Ambiente de Aprendizagem Pessoal (PLE) potencializa o usuário a ser um aluno pressupostamente engajado.
  10. 10. CIn.ufpe.br 10 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA Segundo o modelo de GARRISON (2003) o processo de engajamento apresenta três elementos: ❏ Autogerenciamento; ❏ Automonitoramento e a; ❏ Motivação (interna e externa). Tem como fundamento a responsabilidade e controle que o aluno deve empreender, o que se inter-relacionam e seus efeitos no aluno na busca pela aprendizagem.
  11. 11. CIn.ufpe.br 11 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA De acordo com CIPRIANI (2011), a possibilidade de contato com pessoas desconhecidas é grande no ambiente de Redes Sociais (RS). SOMMERVILLE (2011), em engenharia de software, fala que os atores são indivíduos ou organizações. Segundo SILVA (2014) quando uma plataforma é configurada como uma RS, ela já sugere um favorecimento da qualidade da aprendizagem, no que tange à utilização de vários recursos para interação síncronas e assíncronas, pois o próprio conceito de RS remete a interações.
  12. 12. CIn.ufpe.br 12 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA GOMES et al., 2010; 2011). BOYD e ELLISON (2008) referem-se às RS como um serviço baseado na Web que permite aos usuários construir um perfil público ou semipúblico, a fim de estabelecer contato com outros usuários dessas redes. Segundo GABARDO (2015) tais conhecimentos podem ser amplamente estendidos para áreas como política, epidemiologia, sociologia, estatística de modo em geral, dentre uma infinidade de possíveis aplicações com estratégias voltadas para as redes sociais.
  13. 13. CIn.ufpe.br 13 MOTIVAÇÃO E JUSTIFICATIVA Diante destas narrativas, a possibilidade de ensino-aprendizagem colaborativa e engajamento de adultos sobre a deficiência em G6PD são potencializadas em ambientes de Redes Sociais Educacionais (RSE) e proporciona uma oportunidade de aprendizagem rica em informações relevantes tanto para os pesquisadores, pais e mães de crianças, como para profissionais de saúde, educadores e colaboradores voluntários. “O diferencial aplica-se na estratégia de engajamento dos principais hubs sociais conforme sua interação e contribuição no ambiente de aprendizagem.” O autor (2017).
  14. 14. CIn.ufpe.br OBJETIVOS 14
  15. 15. CIn.ufpe.br 15 OBJETIVO GERAL ● O objetivo geral é analisar os efeitos do engajamento de adultos no uso de uma Rede Social Educacional (RSE) de aprendizagem colaborativa sobre a deficiência em G6PD.
  16. 16. CIn.ufpe.br 16 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ● Implementar um ambiente de aprendizagem em uma RSE; ● Analisar o fenômeno do engajamento no ambiente da RSE; ● Observar o comportamento de adultos em formação mediados por RSE;
  17. 17. CIn.ufpe.br FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ENGAJAMENTO NAS REDES SOCIAIS E SUA TRAJETÓRIA 17
  18. 18. CIn.ufpe.br FREIRE (1982), mais que um educador, um pensador comprometido com a vida, com a existência, pensar em como buscar a liberdade humana a qual será presa, amarrada à consciência da classe dominante. Segundo FREIRE (1982), a libertação do homem oprimido, tão necessária a si e ao opressor, será possível mediante um nova concepção de educação: a educação libertadora, aquela que vai remar na contramão da dominação. 18 Educação libertadora e social
  19. 19. CIn.ufpe.br FREIRE (1982) propõe abandonar a educação bancária, a qual transforma os homens em “vasilhas”, em “recipientes”, a serem “preenchidos” pelos que julgam educar, pois acredita que essa educação defende os interesses do opressor, que trata os homens como seres vazios, desfigurados, dependentes. 19 Educação libertadora e social
  20. 20. CIn.ufpe.br ❖ Ao invés disso, FREIRE (1982) buscou defender uma educação dos homens por meio da conscientização, da desalienação e da problematização. ❖ Na visão de FREIRE (1982), uma educação popular e verdadeiramente libertadora, se constrói a partir de uma educação problematizadora, alicerçada em perguntas provocadoras de novas respostas, no diálogo crítico, libertador, na tomada de consciência de sua condição existencial. ❖ Tal investigação Freire chamou de “universo temático”, um conjunto de “temas geradores”. 20 Educação libertadora e social Segundo Freire “esses temas se chamam geradores porque, qualquer que seja a natureza de sua compreensão como a ação por eles provocada, contêm em si a possibilidade de desdobrar-se em outros tantos temas que, por sua vez, provocam novas tarefas que devem ser cumpridas”. (FREIRE, 1982, p. 110).
  21. 21. CIn.ufpe.br ❖ FREIRE (1982) observou que dentro de cada sociedade existem temas geradores a serem discutidos que se subdividem de acordo com a época e o local. E, a sua inexistência, aparente ou oculta, “pode significar, já, a existência de uma 'situação-limite' de opressão em que os homens se encontram mais imersos que emersos. ❖ Aprofundando a questão, o mesmo afirmou que o medo da liberdade, impresso nos oprimidos ao longo de sua vida, os leva a assumir mecanismos de defesa e, “através racionalizações, escondem o fundamental, enfatizam o acidental e negam a realidade concreta” (FREIRE, 1982, p. 112). ❖ Assim, sua tendência é ficar na periferia dos problemas evitando o confronto com o problema. 21 Educação libertadora e social
  22. 22. CIn.ufpe.br O ponto de partida freireano inicia pela busca, pela investigação acerca do tema gerador: situações existenciais, concretas, que se encontram “codificadas” pela realidade, para então chegar à “descodificação”: “análise e consequente reconstituição da situação vivida: reflexão, reflexão e abertura de possibilidades concretas de ultrapassagem” (FIORI in FREIRE, 1982, p. 05). O universo que antes era fechado agora vai se abrindo a uma nova realidade. 22 Educação libertadora e social
  23. 23. CIn.ufpe.br ❏ A inovação tecnológica tem assumido um papel vital na educação (VALDEZ, FERREIRA e MACIEL BARBOSA, 2013), com a inserção das tecnologias da informação na educação, surgem novas formas de aprendizagem, que otimizam tempo e espaço, favorecendo a modalidade de ensino a distância (EaD), tal como é conhecida hoje, e está sendo amplamente utilizada em diferentes área do conhecimento. ❏ Segundo SILVA (2014) em todo esse processo educativo, a internet é considerada uma importante ferramenta, pois promove a comunicação interativa entre os usuários e “a liberdade daquele que busca a informação”, “coincidindo com a ideia da educação a distância” e favorecendo a aprendizagem colaborativa (RODRIGUES et al., 2011, p. 5). 23 Ambientes de aprendizagem colaborativa apoiada por computador (CSCL)
  24. 24. CIn.ufpe.br CAVALCANTE (2002) também concorda que a internet é o espaço mais inovador para o ensino a distância. Segundo KOP (2011), do conselho nacional de pesquisa do Canadá, algo fundamental mudou com os últimos desenvolvimento web: a facilidade de comunicação e as possibilidades de uso de agregadores de agrupar e filtrar as comunicações e informações fizeram com que o contexto da aprendizagem muda-se drasticamente. As pessoas podem agora aprender sobre redes específicas [domínios] fora do controle de uma instituição, e, dependendo da natureza das conexões efetuadas, a experiência de aprendizagem irá variar. 24 Ambientes de aprendizagem colaborativa apoiada por computador (CSCL)
  25. 25. CIn.ufpe.br Em um ambiente colaborativo a melhor estratégia na busca de informações é compartilhando suas dúvidas e consultando históricos de perguntas já respondidas. Segundo NASH J. (1951) matemático ganhador do Prêmio Nobel da Economia (1994) na sua tese de doutorado “Teoria dos Jogos” (Theory of Non-cooperative Games) fala da “estratégia de equilíbrio” – na qual os interesses deixam de ser conflitantes porque é vantajoso para todos cooperar. Atualmente, a aprendizagem cooperativa têm sido amplamente apoiada por recursos computacionais que funcionam como “elementos facilitadores do processo de comunicação e aprendizagem em comunidades virtuais de grande porte” (CUNHA FILHO et al., 2000, p. 63). 25 Ambientes de aprendizagem colaborativa apoiada por computador (CSCL)
  26. 26. CIn.ufpe.br Segundo KEVIN KELLY (2013), esta nova economia é definida por três característica: é GLOBAL, favorece INTANGÍVEIS, como ideias, informação e relacionamentos, e é intensamente INTERLIGADA. Ela muda o escopo das coisas de lugar para espaço: proximidade física [ou lugar] é substituída por múltiplas interações com qualquer coisa, a qualquer hora, em qualquer lugar [espaço]. 26 Ambientes de aprendizagem colaborativa apoiada por computador (CSCL)
  27. 27. CIn.ufpe.br Em outras palavras, KELLY (2013) diz algo mais que BUSH-DRUCKER-CASTELLS, pois conclui que o lugar [place] onde as coisas [ainda] acontecem será substituído pelo espaço [space] de interações de todos os tipos e em qualquer hora e lugar. Ao invés de lugares, puros e simples, lugares conectados, suas interações e fluxos (MEIRA, 2013). Neste cenário, a tecnologia da informação desenvolve um papel fundamental, pois disponibiliza diversos recursos. As RS, dentro desse contexto, devem ser entendidas como redes virtuais de relacionamento. 27 Ambientes de aprendizagem colaborativa apoiada por computador (CSCL)
  28. 28. CIn.ufpe.br As Redes Sociais Educacionais (RSE) são concebida para propósitos de ensino e aprendizagem. 28 As redes sociais educacionais “Os softwares sociais são artefatos que promovem a comunicação entre os atores do processo de ensino e aprendizagem antes de qualquer outro fenômeno cognitivo. Os processos de comunicação desdobraram-se em fenômenos de comunicação síncronos e assíncronos, colaboração, percepção social, aprendizagem em rede e autorregulação da aprendizagem.” (GOMES, 2012, p. 21).
  29. 29. CIn.ufpe.br 29 Crescimento das redes sociais Fonte: Adaptado de Facebook e The Social Media Hat (2017). Tabela 2.1 – Número de usuários aproximado das principais redes sociais.
  30. 30. CIn.ufpe.br 30 Crescimento das redes sociais Fonte: Adaptado de Facebook e The Social Media Hat (2017). Tabela 2.1 – Número de usuários aproximado das principais redes sociais. População Mundial. Data da informação: 03/08/17
  31. 31. CIn.ufpe.br 31 Formas de mensurar o engajamento Segundo SEIXAS (2014) há dificuldades em chegar a um consenso sobre o termo engajamento dos estudantes, tem sido um desafio também identificar formas de mensurá-lo (SHERNOFF et al., 2003; LANASA et al., 2009). Os autores apontam que a forma mais comum de mensurar o engajamento é através de informações reportadas pelos estudantes sobre eles mesmos. Geralmente, as pesquisas que investigam o engajamento comportamental e o engajamento cognitivo dos estudantes utilizam questionários que são dirigidos aos professores e aos próprios estudantes (SHERNOFF et al., 2003; ZEPKE et al., 2010; SKINNER e BELMONT, 1993; WILLEKENS e GIBSON, 2010).
  32. 32. CIn.ufpe.br 32 Formas de mensurar o engajamento Também são comuns, ao mensurar engajamento, estudos que combinam a utilização de questionários com outras técnicas como entrevistas (SULLIVAN et al., 2009) e grupo focal (SAEED e ZYNGIER, 2012 ; CHAPMAN, 2003). Sobre essa última, KANTHAN (2011) ressalta que quando as discussões nos grupos focais são restritas a pequenos grupos, descrições mais detalhadas sobre o engajamento podem ser coletadas. A investigação do engajamento emocional é feita, normalmente, através de questionários aplicados aos estudantes (FREDRICKS et al., 2003). Um dos instrumentos mais utilizados é o NSSE. Os dados obtidos fornecem dados para faculdades e universidades poderem avaliar e melhorar o ensino (NSSE, 2013).
  33. 33. CIn.ufpe.br 33 Indicadores de engajamento Tratando-se de engajamento estudantil de acordo com SEIXAS et al., 2014, as pesquisas apresentam indicadores ou variáveis no intuito de observar se houver alguma mudança no contexto de suas intervenções. Dessa forma, combinam comportamento, emoção e cognição em uma única escala de avaliação. Para FREDRICKS et al., 2004, isso dificulta a distinção dos três tipos de engajamento. Indo além, não há uma uniformização desses indicadores. Alguns autores identificam o engajamento em termos de autonomia (TAYLOR e PARSONS, 2011; REEVE et al., 2004; SKINNER e BELMONT, 1993).
  34. 34. CIn.ufpe.br 34 Indicadores de engajamento Para outros autores, a realização das atividades em sala de aula é apontada como indício de engajamento (BIRCH e LADD, 1997; FINN, PANNOZZO e VOELKL, 1995). Em estudo realizado por SHERNOFF et al., 2003 os alunos engajados passavam mais da metade do tempo realizando as atividades solicitadas pelo professor. Para SULLIVAN et al. (2009), ao cumprir suas atividades o alunos esperam obter sucesso na aprendizagem, o que aumenta o seu nível de comprometimento.
  35. 35. CIn.ufpe.br 35 Indicadores de engajamento Ainda para outros autores, a participação do aluno nas discussões em sala de aula coloca em evidência a sua motivação em relação à aprendizagem (BIRCH e LADD, 1997; STOVALL, 2003; FINN, PANNOZZO e VOELKL, 1995 ;REEVE et al. 2004; AKEY, 2006, TAYLOR e PARSONS, 2011). Esse diálogo não apenas favorece a troca de informações entre professores e alunos, como a falta dele pode indicar que os estudantes não estão compreendendo o assunto abordado (ROCCA , 2010; WILLMS, 2003; BULGER et al., 2008).
  36. 36. CIn.ufpe.br METODOLOGIAS 36
  37. 37. CIn.ufpe.br METODOLOGIAS 37 Fonte: O autor (2017).
  38. 38. CIn.ufpe.br ETAPAS DO MÉTODO 38 Fonte: O autor (2017).
  39. 39. CIn.ufpe.br ETAPAS DO MÉTODO 39 Fonte: O autor (2017). Figura 3.3.2 – Processo de criação de uma categoria por meio de uma codificação aberta.
  40. 40. CIn.ufpe.br 40 ETAPAS DO MÉTODO Fonte: O autor (2017).
  41. 41. CIn.ufpe.br 41 ETAPAS DO MÉTODO Análise e critérios de seleção Figura 3.3.3 – Tela principal da plataforma online Patients like me. Fonte: Patients like me (2016).
  42. 42. CIn.ufpe.br 42 ETAPAS DO MÉTODO Análise e critérios de seleção Figura 3.3.4 – Tela principal da plataforma online Patient innvation. Fonte: Patient innovation (2016).
  43. 43. CIn.ufpe.br 43 ETAPAS DO MÉTODO Análise e critérios de seleção Figura 3.3.5 – Tela principal do website do Openredu. Fonte: Openredu.org (2016).
  44. 44. CIn.ufpe.br 44 ETAPAS DO MÉTODO Análise e critérios de seleção Tabela 3.1 – Análise das características das plataformas. Fonte: O autor, conforme análise dos Websites das plataformas (2016).
  45. 45. CIn.ufpe.br 45 ETAPAS DO MÉTODO Testes de engajamento e usabilidade ● Esta etapa foi importante, pois ela contribuiu para contextualizar as funcionalidades da plataforma. ○ Conforme a norma ISO 9241-11 (1998), a usabilidade é definida como “a capacidade de um produto ser usado por usuários específicos para atingir objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso”. ○ O que faz algo usável é a ausência de frustração em usá-lo, ser agradável, de forma que o usuário fique satisfeito ao usá-lo (RUBIN & CHISNELL, 2008).
  46. 46. CIn.ufpe.br 46 ETAPAS DO MÉTODO Técnicas Prospectivas ● São avaliação que devem ser efetuadas juntamente com o usuário, e devem ser extraídas informações das opiniões dele. ● Um método que pode ser utilizado neste tipo de técnica, são aplicações de questionários ao usuário no qual podem fornecer informações valiosas tanto quanto a satisfação do usuário com a interface ou informações de posicionamento de componentes, entre outros (CYBIS, 1997).
  47. 47. CIn.ufpe.br 47 ETAPAS DO MÉTODO Sujeitos ● Para realização deste estudo além do autor foram convidados 10 pessoas, as quais possuem relação com o contexto de aprendizagem colaborativa sobre a deficiência em G6PD e desempenham funções como gestão (administrador), de professore(a)s, tutore(a)s e aluno(a)s. ● Distribuídos em 3 grupos inicialmente, são eles: ○ 2 Administradores; ○ 3 Professore(a)s; ○ 6 Aluno(a)s;
  48. 48. CIn.ufpe.br 48 ETAPAS DO MÉTODO Procedimento ● A aplicação em situação de uso, são os princípios fundamentais desta pesquisa. Desta forma, prezou-se pela relação harmoniosa do usuário com o software, onde entende-se por este termo, como sendo algo em que o usuário consiga realizar todas as ações que ele deseja, de maneira simples e ágil. ○ Pois de acordo RODRIGUES (2010), a internacional Organization for Standardization (ISO), a satisfação do usuário está interligada com a eficiência e a efetividade, são métricas de usabilidade que permite usarmos um produto alcançando seus objetivos específicos em um contexto de uso específico (ISO 9241-10).
  49. 49. CIn.ufpe.br 49 ETAPAS DO MÉTODO Considerações finais ● Com a adoção da metodologia de pesquisa apresentada neste capítulo foi possível compreender melhor o contexto do problema de pesquisa e aplicar uma melhoria na prática.
  50. 50. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS 50
  51. 51. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS 51 Fonte: O autor (2017). Figura 4.2 - Modelo final com as categorias centrais.
  52. 52. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS • Proposição 1: As redes sociais tradicionais atuais não estão organizadas para auxiliar a aprendizagem dos pais de pacientes, profissionais de saúde e os Hubs sociais. • Os conflitos sociais sobre assuntos diversos nas áreas da política e religião são apenas dois exemplos de como essas redes convencionais não são adequadas ao processo de ensino-aprendizagem. • Proposição 2: O engajamento e influência dos Hubs sociais é o principal efeito dos impactos positivos nas relações entre as categorias desenvolvidas em redução de conflitos e a colaboração, compartilhamento e disseminação de informações sobre a deficiência de G6PD. 52
  53. 53. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS • Proposição 3: Os conflitos de informações entre os profissionais de saúde são fatores que impactam de forma negativa e dificulta a busca e a precisão nas informações que os pacientes e seus familiares precisam. • Proposição 4: Sistemas baseados em redes sociais e plataformas específicas para aprendizagem colaborativa impactam de forma positiva o engajamento e a colaboração entre os adultos. • Proposição 5: Dependência geográfica da informação impactam negativamente na escolha da profissão e busca de informações para aprendizagem. • Proposição 6: Busca de informações para aprendizagem tem impacto positivo sobre a dificuldade de encontrar informações, assim nascem os grupos, comunidades e redes de aprendizagem colaborativas. 53
  54. 54. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS • Proposição 7: As dificuldades de encontrar informações tem impactos negativos nas plataformas específicas para aprendizagem colaborativa. • Proposição 8: Quando os participantes tem experiência ou convívio com a deficiência em G6PD há um impacto positivo na redução das dificuldades em encontrar informações. Logo abaixo alguns trechos que contribuíram na construção dos fatores e hipóteses: “Maior divulgação de informações sobre as doenças/deficiências genéticas em redes sociais ou algum local que se consiga compartilhar informações que seja acessível para portadores de doenças/deficiência genética e seus familiares.” (Entrevistado 2 – Profissional de saúde e pesquisador). 54
  55. 55. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS No grupo dos pais de pacientes e Hubs sociais obtivemos uma forte interação por meio de ferramentas tecnológicas utilizando o ambiente online. As perguntas Quadros 3.3.2.1, 3.3.2.2 e 3.3.2.3 foram aplicadas e os entrevistados se mostraram bastantes engajados em apresentar suas dificuldades atuais, como está descrito abaixo: “A maior dificuldade está nos próprios profissionais da área. Fico triste com a pouca informação passada atrás dos médicos”. (Entrevistado 1 – Hub social). “São poucas as informações. Poucos artigos publicados na área e poucas pesquisas na área”. (Entrevistado 1 - Familiares). 55
  56. 56. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS 56 Fonte: http://inovapaciente.com (2017). Figura 4.3 – Tela principal da rede inova paciente Versão 1.0 . Figura – Tela da principal da rede inova paciente Versão 0.1 Fonte: http://inovapaciente.com (2017).
  57. 57. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS 57 Fonte: http://openredu.ufpe.br/inovapaciente (2017). Figura 4.4 – Tela principal do ambiente de aprendizado. .
  58. 58. CIn.ufpe.br ANÁLISE DOS RESULTADOS 58 Fonte:http://openredu.ufpe.br/inovapaciente/cursos/maes-que-cuidam-g6pd (2017). Figura 4.5 – Tela de aprendizagem colaborativa sobre a deficiência em G6PD. .
  59. 59. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 59
  60. 60. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 60 ● Todos os participantes deste estudo são acima de 18 anos. ● Foi possível observar um avanço na utilização dos Smartphones com uma frequência diária de mais de 4 horas na internet em 100% dos aluno(a)s e acesso a tecnologia. ● A utilização para fins educacionais não é mais limitada como em estudos anteriores, hoje já atinge 66,7% dos aluno(a)s participantes.
  61. 61. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 61 ● O computador (desktop) com 33,3% ainda é bastante utilizado como auxílio nas atividades de aprendizagem. ● Na perspectiva dos professore(a)s sobre a utilização da rede. Contribui com alguns aspectos no comportamento dos aluno(a)s adultos eles relatam que sim, conforme relato na entrevista 2: “Experiência foi muito positiva. É uma plataforma de fácil uso e muito útil para assuntos de extrema relevância.” Professor(a). “Com certeza, muitas pessoas somente ao conhecer o projeto já se sente incentivados a aprender.” Professor(a).
  62. 62. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 62 ● O computador (desktop) com 33,3% ainda é bastante utilizado como auxílio nas atividades de aprendizagem. ● Na perspectiva dos professore(a)s sobre a utilização da rede. Contribui com alguns aspectos no comportamento dos aluno(a)s adultos eles relatam que sim, conforme relato na entrevista 2: “Experiência foi muito positiva. É uma plataforma de fácil uso e muito útil para assuntos de extrema relevância.” Professor(a). “Com certeza, muitas pessoas somente ao conhecer o projeto já se sente incentivados a aprender.” Professor(a).
  63. 63. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 63 Outros pontos observados foram as principais dificuldades e aspectos negativos na utilização da plataforma, sendo relatado na entrevista 1 e 3 que não tiveram dificuldades, já na entrevista 2 algumas limitações de capacidade de conteúdos e dificuldades de cadastro de professores é um deles, segue relatos: “Por enquanto não tive dificuldades.” Professor(a) entrevista 1. “nenhum.” Professor(a) entrevista 3. “Atualmente ainda seriam as limitações de capacidade de conteúdos inseridos” Professor(a) entrevista 2. “Alguns serviços não são tão óbvios de achar, o cadastro de professores nós cursos é um deles.” Professor(a) entrevista 2.
  64. 64. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 64 1. Eficácia: Avalia o desempenho de uma tarefa tendo como foco a análise da velocidade de execução e quantidade de erros; 2. Aprendizagem: Avalia o desempenho desde a instalação do produto até o início do uso. Inclui a avaliação do tempo de treinamento necessário, do uso de suporte e da necessidade de novos treinamentos para reciclagem; 3. Flexibilidade: Avalia a capacidade de adaptação a novas tarefas além das já especificadas no sistema; 4. Atitude: Avalia o desempenho com relação ao conforto ou satisfação do usuário ao utilizar o sistema. ● Estes foram alguns dos pontos que contribuíram para a escolha do questionário. ○ O resultado da SUS é a soma da contribuição individual de cada item. (BROOKE, 1986)
  65. 65. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 65 Fonte: O autor (2017).
  66. 66. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 66 ● Avaliar a facilidade de aprendizagem do sistema: a facilidade de aprendizagem está representada nas questões 3, 4 7 e 10 do SUS. ● Verificar a eficiência do sistema: as questões 5, 6 e 8 estão relacionados a eficiência do sistema. ● Identificar inconsistência do sistema: as inconsistências e minimização dos erros são medidas através da questão 6. ● Avaliar a facilidade de memorização: a facilidade de memorização é avaliada pela questão 2. ● Verificar a satisfação dos usuários: a satisfação dos usuários está representada pelas questões: 1, 4, 9. ○ Dentre os participantes da pesquisa, 81,8% afirmam que usariam com frequência o ambiente. ○ Onde logo em seguida, 63,7% também afirmam que o sistema é fácil de usar. Apensar que 36,4% afirmou na pergunta seguinte, que necessitaria de ajuda para operar o sistema.
  67. 67. CIn.ufpe.br DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 67 ...em menos de 7 horas de lançamento o curso não tinha mais vagas! TUTORA DO CURSO.
  68. 68. CIn.ufpe.br CONSIDERAÇÕES FINAIS 68
  69. 69. CIn.ufpe.br CONSIDERAÇÕES FINAIS ❏ Este trabalho teve como intuito analisar o engajamento no uso de uma rede social educacional. ❏ O ambiente de aprendizagem foi denominado rede inova paciente; ❏ Foi realizado a automação das atividades existentes neste contexto, em forma de aulas colaborativas. ❏ Os processos, práticas e princípios considerados importantes para unificar a aprendizagem colaborativa neste contexto de pesquisa são: temáticas relevantes e de impacto social, qualidade de vida, saúde pública de qualidade, informações com interação social e em rede. 69
  70. 70. CIn.ufpe.br ❏ A princípio os testes realizados no ambiente demonstração trouxeram os primeiros dados referentes ao uso da mesma em um contexto real de uso. ❏ Porém é relevante vivenciar estas experiências com outros tipos de possíveis usuários. ❏ No grupo dos profissionais de saúde na atividade de aplicação do instrumento de coleta houve um incidente no laboratório de genética clínica, e os participantes tiveram um tempo “reduzido” para responder as perguntas do roteiro apresentado no Quadro 3.3.2.1. ❏ Os horários de trabalho desses profissionais eram em regime de escala, sendo as equipes distribuídas em três turnos, dificultando a aplicação do instrumento. 70 DIFICULDADES E LIMITAÇÕES
  71. 71. CIn.ufpe.br ❏ Os efeitos do engajamento de adultos em uma Rede Social Educacional sobre os processos de aprendizagem colaborativa foi analisado conforme modelo final desenvolvido. ❏ Os fatores que devem ser considerados no engajamento de adultos em processos de aprendizagem colaborativa são: motivacionais, relacionados a aspectos sociais e com nível moderado de autonomia. ❏ Como um ambiente exclusivo de aprendizagem foi possível observar a relação entre os agentes do sistema e suas formas de colaboração, sobre tudo na interação. 71 RESULTADOS ALCANÇADOS
  72. 72. CIn.ufpe.br ❏ Foi possível verificar que o engajamento no ambiente foi satisfatório, pois todo o planejamento e desenvolvimento do conteúdo apresentado na plataforma foi feito por voluntário(a)s motivados a colaborar e cooperar com a educação da sociedade Brasileira, sendo assim unificando o engajamento com a aprendizagem. 72 RESULTADOS ALCANÇADOS
  73. 73. CIn.ufpe.br TRABALHOS FUTUROS 73
  74. 74. CIn.ufpe.br TRABALHOS FUTUROS • Inserir e ampliar o ambiente da rede em um contexto mais amplo, saindo do ambiente demonstração e indo para um ambiente definitivo. • Inserir algoritmos genéticos, cujo o objetivo será implantar inteligência artificial (IA) que diminua o tempo de respostas para as perguntas complexas. • Criar um sistema que possua dados estruturados utilizando gene ontology (GO, 2006) para dar suporte posteriormente a funcionalidades que utilizam mecanismo de inferência. • Implementar uma rede com sistemas distribuídos em cloud com apoio de um BPMS. 74
  75. 75. CIn.ufpe.br MUITO OBRIGADO ! apresentação disponível em: @car2 75
  76. 76. CIn.ufpe.br ANÁLISE QUALITATIVA SOBRE ENGAJAMENTO DE ADULTOS NO USO DE UMA REDE SOCIAL EDUCACIONAL DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA SOBRE A DEFICIÊNCIA EM GLICOSE-6-FOSFATO-DESIDROGENASE Aluno: Cloves Alves da Rocha (car2@cin.ufpe.br) Orientador: Silvio Romero de Lemos Meira (srlm@cin.ufpe.br) Coorientador: Vinicius Cardoso Garcia (vcg@cin.ufpe.br) Pós-Graduação em Ciência da Computação Universidade Federal de Pernambuco (U.F.P.E.) Defesa de Dissertação de Mestrado 2017 76

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