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Fármacos eficazes no tratamento 
da epilepsia 
Goodman e Gilman
introdução 
• Tratamento é sintomático ->inibem as convulsões; 
• Não existe profilaxia eficaz e nem cura. 
• Adesão ao tr...
introdução 
• Fármacos contra as formas mais comuns de 
convulsões, crise tônico-clônicas parciais e 
secundariamente gene...
Terminologia e classificação epilépticas 
• Convulsão -> alteração de comportamento 
causada pela ativação desordenada, 
s...
Terminologia e classificação epilépticas 
• Crises convulsivas -> podem ser não-epilépticas 
no cérebro normal por tratame...
Terminologia e classificação epilépticas 
• Acredita-se que as convulsões surjam no 
córtex cerebral. 
• São classificadas...
Terminologia e classificação epilépticas 
• Convulsão parcial simples tem preservação da 
consciência 
• Convulsão parcial...
Terminologia e classificação epilépticas 
• As epilepsias parciais podem consistir em 
qualquer tipo de convulsão parcial ...
Natureza e mecanismos das 
convulsões e fármacos 
• Epilepsias parciais (fisiologia): 
Neurônios sofrem despolarização e ...
Natureza e mecanismos das 
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• Epilepsias parciais (fisiologia): 
A inibição dos disparos de alta fr...
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• Epilepsias parciais (fisiologia): 
A inativação causa o período refra...
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• Epilepsias parciais (fisiologia): 
A redução da taxa de recuperação d...
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convulsões e fármacos 
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Natureza e mecanismos das 
convulsões e fármacos 
• Epilepsias parciais (fisiologia): 
O mecanismo das convulsões sugerem...
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• Epilepsias parciais (fisiologia): 
O principal receptor pós sináptico...
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• Epilepsias parciais (fisiologia): 
É este o mecanismo que fundamenta ...
Natureza e mecanismos das 
convulsões e fármacos 
• Epilepsias parciais (fisiologia): 
O aumento da inibição mediada pelo...
Natureza e mecanismos das 
convulsões e fármacos 
• Epilepsias de início generalizado: crise de ausência 
Surgem do dispa...
Natureza e mecanismos das 
convulsões e fármacos 
• Epilepsias de início generalizado: crise de ausência 
As descargas es...
Natureza e mecanismos das 
convulsões e fármacos 
• Epilepsias de início generalizado: crise de ausência 
Os fármacos usa...
Anticonvulsivantes 
• Fenobarbital foi o primeiro agente orgânico 
sintetizado com atividade anticonvulsivante, foi 
usado...
Anticonvulsivantes 
• Indução de convulsões por pentilenotetrazol é 
útil para identificar a eficácia de fármacos 
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Hidantoínas 
• FENITOÍNA 
• Eficaz contra todos os tipos de convulsões 
parciais e tônico-clônicas, mas não nas crises 
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Hidantoínas 
• FENITOÍNA 
• A fase tônica pode ser abolida, mas a 
convulsão clônica residual pode ser 
exacerbada e prolo...
Hidantoínas 
• FENITOÍNA 
• A meia vida varia de 6 e 24h (abaixo de 10 
ug/ml). 
• Gera metabólito inativo. 
• Degradação ...
Hidantoínas 
• FENITOÍNA 
• Efeitos tóxicos principais são os cerebelares-vestibulares. 
• Podem causar hirsurtismo.
Barbitúricos Anticonvulsivantes 
• FENOBARBITAL 
• Primeiro anticonvulsivante orgânico 
• Toxicidade relativamente baixa 
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Barbitúricos Anticonvulsivantes 
• FENOBARBITAL E PENTOBARBITAL: 
• Pento: inibe convulsões nas doses de sedação 
acentuad...
Barbitúricos Anticonvulsivantes 
• FENOBARBITAL E PENTOBARBITAL: 
• Pento: inibe os canais de Ca+2 ativados por 
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Barbitúricos Anticonvulsivantes 
• FENOBARBITAL 
• Metabolizado pela P450 
• Sedação é o efeito indesejável. 
• Produz tol...
Barbitúricos Anticonvulsivantes 
• FENOBARBITAL 
• Eficaz nas convulsões tônico-clônicas generalizadas 
parciais 
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Desoxibarbitúricos 
• PRIMIDONA 
• Eficaz contra convulsões parciais e tônico-clônicas 
• Assemelha-se ao fenobarbital, ma...
Desoxibarbitúricos 
• PRIMIDONA 
• Causa sedação, vertigem, tonteira, nâuseas, vômitos, 
ataxia, diplopia e nistagmo. 
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iminostilbenos 
• CARBAMAZEPINA 
• Fármaco de escolha no tto de convulsão parcial e 
tônico-clônicas. 
• Produz resposta t...
iminostilbenos 
• CARBAMAZEPINA 
• Intoxicação aguda pode levar ao estupor ou 
coma, hiperirritabilidade, convulsões e 
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iminostilbenos 
• CARBAMAZEPINA 
• Principal agente para o tto de neuralgia do 
trigêmio e do glossofaríngeo. Alivia a dor...
iminostilbenos 
• OXCARBAMAZEPINA 
• Análogo cetônico da carbamazepina 
• Pró-fármaco, é imediatamente convertida no 
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Succinimidas 
• ETOSSUXIMIDA 
• Agente de escolha nas crises de ausência 
• Reduz as correntes de Ca+2 de baixo limiar (T)...
Succinimidas 
• ETOSSUXIMIDA 
• Não atua sobre GABA 
• Meia vida de 40-50h em adultos e 30h em 
crianças 
• Efeitos colate...
Ácido valpróico 
• Eficaz contra convulsões tônico-clônicas parciais e 
generalizadas, crises de ausência e mioclônicas. 
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Ácido valpróico 
• Produz metabólitos ativos (ácido 2-propil-2- 
pentenóico e ácido 2-propil-4-pentenóico) que 
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Benzodiazepínicos 
• Sedativos ansiolíticos. 
• Clorazepato, clonazepam, diazepam e lorazepam 
são usados. 
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Benzodiazepínicos 
• Podem ser adm por via IV. 
• Diazepam: metabólito ativo N-desmetildiazepam. 
Meia vida de 1-2 dias 
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Benzodiazepínicos 
• Diazepam: tto do estado epiléptico, porém por 
ser de curta ação ele é associado à fenitoína 
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Gabapentina 
• Antagonista do GABA 
• Alta lipossolubilidade 
• Meia vida em monoterapia é de 5-9h 
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Lamotrigina 
• Age sobre os canais de Na+ 
• Eficaz nas convulsões parciais e secundariamente 
generalizadas 
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Lamotrigina 
• Vertigem, ataxia, borramento visual ou 
diplopia, nâuseas, vômitos e erupções 
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Felbamato 
• Eficaz no tto de convulsão parcial 
• Leva à ocorrência de anemia aplásica 
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Tiagabina 
• Eficaz no tto de convulsões parciais em adultos qdo 
utilizado junto com outros fármacos. 
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Topiramato 
• Eficaz na convulsão parcial de adultos 
• Atua nas correntes de Na+ reduzindo-as 
• Aumenta as correntes pós...
Escolha do fármaco para o tto 
• O tipo de convulsão determina a escolha do 
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Convulsão simples e parciais complexas e 
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Crise de ausência 
• Etossuximida e valproato são eficazes, quando 
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Escolha do fármaco para o tto 
Convulsões mioclônicas 
• Ácido Valproico é o fármaco de escolha na snd 
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Convulsões febris 
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Escolha do fármaco para o tto 
Convulsões em lactentes e crianças pequenas 
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Estado epiléptico e outras emergências 
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Tto anticonvulsivante e gestação 
• Eficácia de contracepção oral é reduzida 
(metabolização por mesma via) 
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Fármacos eficazes no tratamento da epilepsia

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Resumo do capítulo do Goodman de Antiepilépticos

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Fármacos eficazes no tratamento da epilepsia

  1. 1. Fármacos eficazes no tratamento da epilepsia Goodman e Gilman
  2. 2. introdução • Tratamento é sintomático ->inibem as convulsões; • Não existe profilaxia eficaz e nem cura. • Adesão ao tratamento é um problema por ser prolongado e ter inúmeros efeitos colaterais; • Mecanismo de ação é dividido em 3 categorias: inativação de canal de Na+ voltagem dependente; inibição sináptica mediada pelo GABA e canal de Ca+ ativado por voltagem de corrente T.
  3. 3. introdução • Fármacos contra as formas mais comuns de convulsões, crise tônico-clônicas parciais e secundariamente generalizadas funcionam pelo mecanismo de inativação dos canais de Na+ voltagem dependentes e inibição sináptica pelo GABA. • Fármacos usados na crise de ausência funcionam pelo mecanismo de ativação de canal de Ca+ voltagem corrente T dependente.
  4. 4. Terminologia e classificação epilépticas • Convulsão -> alteração de comportamento causada pela ativação desordenada, sincrônica e rítmica de grupos de neurônios cerebrais. • Epilepsia -> distúrbio da função cerebral caracterizado pela ocorrência periódica e imprevisível de convulsões.
  5. 5. Terminologia e classificação epilépticas • Crises convulsivas -> podem ser não-epilépticas no cérebro normal por tratamento como eletrochoque ou convulsivante químico e podem ser epilépticas quando ocorrem sem estímulo evidente. • Os anticonvulsivantes inibem as convulsões , mas não é claro o seu valor profilático na sua prevenção (epileptogênese).
  6. 6. Terminologia e classificação epilépticas • Acredita-se que as convulsões surjam no córtex cerebral. • São classificadas as convulsões em: Parciais: de origem do córtex Generalizadas que envolvem ambos hemisférios cerebrais desde o início; • As manifestações da crise dependem do local no córtex na qual elas se originam.
  7. 7. Terminologia e classificação epilépticas • Convulsão parcial simples tem preservação da consciência • Convulsão parcial complexa tem acometimento da consciência • O tipo da convulsão determina o fármaco de escolha para o tratamento. • Síndrome epiléptica se refere ao conjunto de sintomas associados ao tipo de convulsão, etiologia, idade do início dos sintomas e outros fatores.
  8. 8. Terminologia e classificação epilépticas • As epilepsias parciais podem consistir em qualquer tipo de convulsão parcial e respondem a quase 60% do total das epilepsias. • Lesões no córtex podem ser causadas por tumor, malformação, trauma, acidente vascular, entre outros, que costumam ser evidentes em exames de imagem (RM). • Epilepsias genéticas são mais comuns nas convulsões generalizadas e são 40% de todas as epilepsias.
  9. 9. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): Neurônios sofrem despolarização e desencadeiam potenciais de ação de alta frequência, típico de convulsão. Inibição seletiva do padrão de disparo reduz as convulsões e os efeitos indesejados, os fármacos carbamazepina, lamotrigina, fenitoína e ácido valproico inibem o disparo de alta frequência em concentrações eficazes.
  10. 10. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): A inibição dos disparos de alta frequência é mediada pela redução da capacidade dos canais de Na+ de se recuperar da inativação. A abertura de canais de Na+ desencadeada por despolarização é necessária para um potencial de ação, após a abertura os canais se fecham espontaneamente devido ao processo de inativação.
  11. 11. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): A inativação causa o período refratário durante o qual não é possível evocar outro potencial de ação. A recuperação da inativação permite aos canais de Na+ serem balanceados para participar de outro potencial de ação. O disparo em baixas velocidades permitem que os canais de Na+ tenham tempo para se recuperar da inativação, esta passa a ter pouco ou nenhum efeito sobre os disparos de baixa frequência.
  12. 12. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): A redução da taxa de recuperação dos canais de Na+ da inativação limitaria a capacidade de um neurônio disparar em altas frequências o que é o efeito da carbamazepina, lamotrigina, fenitoína, topiramato, ácido valpróico e zonisamida contra as convulsões parciais.
  13. 13. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia):
  14. 14. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): O mecanismo das convulsões sugerem que a intensificação da inibição sináptica pelo GABA reduz a excitabilidade neural e aumenta a o limiar de convulsão. Fármacos podem inibir as convulsões ao regular a inibição sináptica GABAérgica por ação em diferentes locais da sinapse.
  15. 15. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): O principal receptor pós sináptico é o GABAA. A ativação desse receptor altera a inibição da célula pós sináptica por aumentar o fluxo intracelular de Cl-, o que hiperpolariza o neurônio. Concentrações de benzodiazepínicos e barbitúricos aumentam a inibição mediada pelo receptor por diferentes ações
  16. 16. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): É este o mecanismo que fundamenta a eficácia desses compostos nas convulsões parciais e tônico-clônicas em humanos. Concentrações mais elevadas (como as usadas em estado epiléptico) podem inibir o disparo de alta frequência de potenciais de ação. O ϒ-vinil GABA (vigabatrina) inibe a enzima GABA transaminase, o que aumenta a quantidade de GABA disponível na sinapse.
  17. 17. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias parciais (fisiologia): O aumento da inibição mediada pelo GABA é o mecanismo anticonvulsivante da tiagabina, esta inibe o transportador do GABA (GAT-1) e reduz a captação neuronal e glial de GABA.
  18. 18. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias de início generalizado: crise de ausência Surgem do disparo recíproco entre o tálamo e o córtex cerebral. São as mais estudadas. A estimulação de baixa frequência, no tálamo, desencadeava ritmos corticais ao EEG semelhantes às descargas espiculadas típicas das crises de ausência. Registros intracerebrais mostraram o envolvimento talâmico e neocortical na descarga espiculada das crises de ausência.
  19. 19. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias de início generalizado: crise de ausência As descargas espiculadas são marcadas no EEG com frequência de 3/s, são bilaterais sincrônicas registradas em eletrodos no tálamo e neocórtex. São associadas a disparos de potenciais de ação e onda lenta subsequente com inibição prolongada, devido a conexões sinápticas excitadoras entre tálamo e neocórtex. Corrente de Ca+2 regulada por voltagem de corrente T produz o padrão da onda.
  20. 20. Natureza e mecanismos das convulsões e fármacos • Epilepsias de início generalizado: crise de ausência Os fármacos usados na crise de ausência, etussuximida, trimetadiona e ácido valproico, atuam na corrente T.
  21. 21. Anticonvulsivantes • Fenobarbital foi o primeiro agente orgânico sintetizado com atividade anticonvulsivante, foi usado por sua propriedade sedativa que se mostrou também eficaz na supressão das convulsões. • Fenitoína foi capaz de suprimir convulsões sem ter o efeito sedativo. • Testes em modelos animais com eletrochoque são eficazes para rastrear os fármacos eficazes contra convulsões parciais e tônico-clônicas em humanos.
  22. 22. Anticonvulsivantes • Indução de convulsões por pentilenotetrazol é útil para identificar a eficácia de fármacos contra crises de ausência.
  23. 23. Hidantoínas • FENITOÍNA • Eficaz contra todos os tipos de convulsões parciais e tônico-clônicas, mas não nas crises de ausência. • Composto relacionado estruturalmente ao fenobarbital, porém sem ação sedativa. • Doses tóxicas: produz sinais excitadores. • Doses letais: rigidez de descerebração.
  24. 24. Hidantoínas • FENITOÍNA • A fase tônica pode ser abolida, mas a convulsão clônica residual pode ser exacerbada e prolongada. • Lentifica a taxa de recuperação da inativação dos canais de Na+ ativados por voltagem. • Em concentrações terapêuticas tem efeitos seletivos sobre os canais de Na+. • Metabolização pela P450.
  25. 25. Hidantoínas • FENITOÍNA • A meia vida varia de 6 e 24h (abaixo de 10 ug/ml). • Gera metabólito inativo. • Degradação de outros fármacos, como a varfarina é comprometida, já a de contraceptivos orais são aumentadas. • Tem baixa hidrossolubilidade, o que causa problemas na via IV, por isso foi criada a fosfenitoína.
  26. 26. Hidantoínas • FENITOÍNA • Efeitos tóxicos principais são os cerebelares-vestibulares. • Podem causar hirsurtismo.
  27. 27. Barbitúricos Anticonvulsivantes • FENOBARBITAL • Primeiro anticonvulsivante orgânico • Toxicidade relativamente baixa • Potencializa a inibição sináptica por agir no receptor GABAA, ele aumenta as respostas ao GABA qdo aplicado por via iontoférica. • Níveis acima das concentrações terapêuticas: limita a deflagração repetida mantida, que é um efeito anticonvulsivante, principalmente no estado epiléptico.
  28. 28. Barbitúricos Anticonvulsivantes • FENOBARBITAL E PENTOBARBITAL: • Pento: inibe convulsões nas doses de sedação acentuada; • Feno: inibe em doses que tem efeitos sedativos desprezíveis. • Ambos estimulam as correntes mediadas pelo receptor GABAA. Mas possuem efeitos diferentes. • Feno: seu efeito máximo no aumento das respostas do GABA corresponde aos 40% do isômero ativo do pentobarbital.
  29. 29. Barbitúricos Anticonvulsivantes • FENOBARBITAL E PENTOBARBITAL: • Pento: inibe os canais de Ca+2 ativados por voltagem com potência maior que a do Fenobarbital. • Ao inibir os canais de Ca+2 ocorre o bloqueio da entrada de Ca+2 nas terminações nervosas pré-sinápticas, inibindo liberação de neurotransmissores como o glutamato reduzindo a transmissão sináptica excitadora. • Inibição da corrente de Ca+2 e aumento máximo das respostas do GABA explicam as ações sedativas do pentobarbital.
  30. 30. Barbitúricos Anticonvulsivantes • FENOBARBITAL • Metabolizado pela P450 • Sedação é o efeito indesejável. • Produz tolerância • Doses excessivas causam nistagmo e ataxia • Alergia: erupção cutânea escarlatiniforme ou morbiliforme, dermatite esfoliativa (rara). • Gestante: hipoprotrombinemia em recém-natos. Vitamina k é eficaz no tto e profilxia. • Tto prolongado com fenobarbital produz anemia megaloblástica (que responde ao folato) e osteomalácia (que responde a altas doses de Vit D).
  31. 31. Barbitúricos Anticonvulsivantes • FENOBARBITAL • Eficaz nas convulsões tônico-clônicas generalizadas parciais • Baixa toxicidade e baixo custo • Não é agente de escolha pois tem efeitos sedativos e alteram o comportamento das crianças. • Mefobarbital é um N-metilfenobarbital sua atividade durante tto prolongado é atribuída ao acúmulo de fenobarbital, logo suas propriedades farmacológicas e efeitos tóxicos são os mesmos do fenobarbital.
  32. 32. Desoxibarbitúricos • PRIMIDONA • Eficaz contra convulsões parciais e tônico-clônicas • Assemelha-se ao fenobarbital, mas é menos potente no antagonismo às convulsões induzidas por pentilenotetrazol. • Seus efeitos são atribuídos ao fármaco e seus metabólitos ativos (fenobarbital e feniletilmalonamida – PEMA-). • Meia vida varia de 5-15h • Meia vida da PEMA é de 16h • PEMA e fenobarbital se acumulam no tto prolongado
  33. 33. Desoxibarbitúricos • PRIMIDONA • Causa sedação, vertigem, tonteira, nâuseas, vômitos, ataxia, diplopia e nistagmo. • Efeitos adversos: são raros, erupções cutâneas maculopapulares, leucopenia, LES e linfadenopatia. Psicose aguda. Doença hemorrágica do recém-nato, anemia megaloblástica e osteomalácia. • Eficaz nas convulsões tônico-clônicas generalizadas e convulsões parciais simples e complexas. Não é eficaz nas crises de ausência, mas é útil em convulsões mioclônicas em crianças pequenas
  34. 34. iminostilbenos • CARBAMAZEPINA • Fármaco de escolha no tto de convulsão parcial e tônico-clônicas. • Produz resposta terapêutica em maníaco-depressivos • Efeito antidiurético • Lentifica a taxa de recuperação de inativação dos canais de Na+ ativados por voltagem. • Não agem no GABA ou glutamato. • Possui metabólitos ativos • É metabolizada pela P450
  35. 35. iminostilbenos • CARBAMAZEPINA • Intoxicação aguda pode levar ao estupor ou coma, hiperirritabilidade, convulsões e depressão respiratória. • Sonolência, vertigem, ataxia, diplopia e borramento visual são os efeitos indesejáveis. • Útil nos pacientes com convulsões tônico-clônicas generalizadas e convulsões parciais simples e complexas, deve ser acompanhada a função renal, hepática e hematológica
  36. 36. iminostilbenos • CARBAMAZEPINA • Principal agente para o tto de neuralgia do trigêmio e do glossofaríngeo. Alivia a dor da tabes dorsalis
  37. 37. iminostilbenos • OXCARBAMAZEPINA • Análogo cetônico da carbamazepina • Pró-fármaco, é imediatamente convertida no metabólito ativo 10-monoidroxi • Mecanismo de ação é semelhante ao da carbamazepina • Indutor enzimático menos potente que carbamazepina • Substitui a carbamazepina qdo é associado fenitoína ou ácido valpróico ao tto.
  38. 38. Succinimidas • ETOSSUXIMIDA • Agente de escolha nas crises de ausência • Reduz as correntes de Ca+2 de baixo limiar (T) nos neurônios do tálamo, este desempenha importante papel na geração dos ritmos de ponta-onda de 3 Hz das crises de ausência. • Reduz corrente T sem modificar a dependência de voltagem da inativação do estado de equilíbrio e nem o tempo de recuperação de inativação.
  39. 39. Succinimidas • ETOSSUXIMIDA • Não atua sobre GABA • Meia vida de 40-50h em adultos e 30h em crianças • Efeitos colaterais comuns: queixas digestivas e do SNC • Eficaz contra crises de ausência.
  40. 40. Ácido valpróico • Eficaz contra convulsões tônico-clônicas parciais e generalizadas, crises de ausência e mioclônicas. • Age nos canais de Na+ • Não age sobre o GABA • Reduz corrente de Ca+2 de baixo limiar (T) • Isso o torna eficaz contra convulsões parciais, tônico-clônicas e de ausência • Metabolizado por UGT e β-oxidação hepática
  41. 41. Ácido valpróico • Produz metabólitos ativos (ácido 2-propil-2- pentenóico e ácido 2-propil-4-pentenóico) que são tão potentes quanto o próprio ácido valpróico • Meia vida de 15h • Sintomas digestivos transitórios e no SNC são efeitos colaterais • Complicação rara: hepatite fulminante
  42. 42. Benzodiazepínicos • Sedativos ansiolíticos. • Clorazepato, clonazepam, diazepam e lorazepam são usados. • Ação anticonvulsivante ocorre em doses não sedativas • Aumentam a inibição sináptica mediada pelo GABA • Atuam como subconjunto do receptor GABAA e aumentam a frequência (não o tempo) de abertura dos canais de cloreto ativados pelo GABA
  43. 43. Benzodiazepínicos • Podem ser adm por via IV. • Diazepam: metabólito ativo N-desmetildiazepam. Meia vida de 1-2 dias (diazepam) e 60h (metabólitos) • Clonazepam causa sonolência e letargia • Depressão cardiovascular e respiratória podem ocorrer após adm IV de diazepam, clonazepam e lorazepam. • Clonazepam: tto das crises de ausência, convulsões mioclônicas em crianças. Tolerância ocorre após 1-6 meses de adm
  44. 44. Benzodiazepínicos • Diazepam: tto do estado epiléptico, porém por ser de curta ação ele é associado à fenitoína IV. Não pode ser adm mais que 100mg em um período de 24h. • Clorazepato: eficaz ao ser associado com outros fármacos no tto de convulsão parcial. Não é recomendado para crianças menores de 9 anos.
  45. 45. Gabapentina • Antagonista do GABA • Alta lipossolubilidade • Meia vida em monoterapia é de 5-9h • Não altera as concentrações plasmáticas de fenitoína , carbamazepina, fenobarbital e do valproato. • Sonolência, vertigem, ataxia e fadiga são os efeitos adversos mais comuns
  46. 46. Lamotrigina • Age sobre os canais de Na+ • Eficaz nas convulsões parciais e secundariamente generalizadas • É um monoterápico e adjuvante para convulsões parciais, tônco-clônicas secundariamente generalizadas em adultos e na síndrome de Lennox-Gastaut em crianças e adultos. • Existem evidências de sua eficácia contra a epilepsia mioclônica juvenil e epilepsia de ausência
  47. 47. Lamotrigina • Vertigem, ataxia, borramento visual ou diplopia, nâuseas, vômitos e erupções cutâneas são os efeitos adversos mais comuns.
  48. 48. Felbamato • Eficaz no tto de convulsão parcial • Leva à ocorrência de anemia aplásica • Inibe NMDA e potencializa as respostas ao GABA • É eficaz nas convulsões parciais e secundariamente generalizadas mal controladas • Tbm é eficaz na síndrome de Lennox-Gastaut
  49. 49. Tiagabina • Eficaz no tto de convulsões parciais em adultos qdo utilizado junto com outros fármacos. • Inibe transportador de GABA (GAT-1), o que reduz sua captação pelos neurônios da glia. • Apresenta eficácia contra as convulsões clínicas parciais e tônico-clônicas. • Meia vida de 8h • Eficaz como adjuvante de convulsões parciais refratárias com ou sem generalização secundária • Vertigem sonolência e tremor são os principais efeitos adversos • Contra-indicada em epilepsia generalizada de ausência
  50. 50. Topiramato • Eficaz na convulsão parcial de adultos • Atua nas correntes de Na+ reduzindo-as • Aumenta as correntes pós-sinápticas do receptor de GABAA e limita ativação do AMPA cainato do receptor glutamato • Inibe fracamente a anidrase carbônica • Meia vida de 24h • Eficaz nas convulsões parciais refratárias com ou sem tônico-clônicas secundariamente generalizadas • Convulsões tônico-clônicas na snd de Lennox-Gastaut • Tônico-clônicas e mioclônicas de adultos e crianças com epilepsia primária generalizada. • Sonolência, fadiga, perda ponderal e nervosismo são efeitos colaterais
  51. 51. Escolha do fármaco para o tto • O tipo de convulsão determina a escolha do fármaco • Eficácia associada aos efeitos indesejáveis de cada fármaco determina qual será ideal para cada paciente • Quando iniciar o tto? De acordo com o tipo de convulsão, idade, histórico familiar, exame de imagem e EEG. • É usado apenas um único fármaco (salvo exceções – estado epiléptico)
  52. 52. Escolha do fármaco para o tto • A dose inicial é a que estabelece a concentração do fármaco em um platô associado à eficácia clínica. • Para minimizar efeitos adversos é iniciado com doses reduzidas que progressivamente aumentam. • Se ocorrer convulsão mesmo com níveis ideais do medicamento é analisado os potenciais fatores precipitantes (falta de sono, doença febril, substâncias químicas- cafeína- e medicamentos) que diminuem o limiar da convulsão.
  53. 53. Escolha do fármaco para o tto • Se a adesão for confirmada e a convulsão continua é trocado o medicamento, a dose é diminuída gradualmente para minimizar o risco de recorrência de convulsões, enquanto que a dose do novo medicamento é aumentada. • Medicação em associação só devem ser usadas em casos especiais, sendo atuantes em mecanismos diversos para a convulsão (Na+, GABA e Ca+2). • É melhor considerar cirurgia como alternativa, ao invés de politerapia.
  54. 54. Escolha do fármaco para o tto • O paciente deve ser acompanhado rotineiramente. • A adesão e a tomada regular dos medicamentos são de suma importância para a eficácia do tto. • É feito acompanhamento por EEG e por dosagem plasmática dos fármacos, o que ajuda a saber se há a adesão do paciente, reajustar a dose e identificar toxicidade devido a um fármaco específico
  55. 55. Escolha do fármaco para o tto • O risco de recidiva é maior em pacientes com convulsões parciais complexas e para aqueles com EEG persistentemente anormal. • Suspensão do tto medicamentoso é estudado caso a caso
  56. 56. Escolha do fármaco para o tto Convulsão simples e parciais complexas e tônico-clônicas secundariamente generalizadas: • Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona são eficazes. • Fenitoína e carbamazepina são as mais eficazes. • Primidona tem maior incidência de toxicidade inicial no tto. • Lamotrigina é eficaz em convulsões parciais e tônico-clônicas generalizadas
  57. 57. Escolha do fármaco para o tto Convulsão simples e parciais complexas e tônico-clônicas secundariamente generalizadas: • Valproato foi semelhante à carbamazepina • Há correlação entre convulsões tônico-clônicas secundariamente generalizadas com convulsões parciais e a carbamazepina, fenitoína e lamotrigina são os fármacos de escolha.
  58. 58. Escolha do fármaco para o tto Crise de ausência • Etossuximida e valproato são eficazes, quando a crise de ausência é acompanhada com convulsões tônico-clônicas o valproato é o agente de escolha.
  59. 59. Escolha do fármaco para o tto Convulsões mioclônicas • Ácido Valproico é o fármaco de escolha na snd da epilepsia mioclônica juvenil, cujas convulsões mioclônicas coexistem com as tônico-clônicas e convulsões de ausência. Se o ácido valpróico for ineficaz a lamotrigina pode o substituir.
  60. 60. Escolha do fármaco para o tto Convulsões febris • Geralmente ocorre em crianças, com risco de 10% de desenvolver epilepsia se a criança tiver todos os fatores de risco predisponentes (distúrbio neurológico pré existente ou retardo do desenvolvimento, história familiar de epilepsia ou convulsão febril complicada). • Administração retal de diazepam durante a febre pode prevenir a recorrência de convulsões e evitar os efeitos colaterais do tto crônico.
  61. 61. Escolha do fármaco para o tto Convulsões em lactentes e crianças pequenas • Espasmos infantis com hipsarritmia são refratários aos anticonvulsivantes habituais. • Lennox-Gastaut é uma forma grave de epilepsia com início na infância que acarreta comprometimento cognitivo e diversos tipos de convulsão (T-C, tônica, atônica, mioclônica e crises de ausência atípicas) que é tta com lamotrigina. Felbamato tbm é eficaz, mas foi afastado pela ocorência ocasional de anemia aplásica.
  62. 62. Escolha do fármaco para o tto Estado epiléptico e outras emergências convulsivas: • Estado epiléptico é emergência neurológica (mortalidade de 20% em adultos). • Tto tem objetivo de terminar rápido a atividade comportamental e elétrica da convulsão, qto maior o tempo de permanência do estado epiléptico mais difícil é o seu controle e maior o risco de lesão cerebral permanente.
  63. 63. Escolha do fármaco para o tto Estado epiléptico e outras emergências convulsivas: • Tto é imediato com fármaco eficaz em dose adequada e com atenção à respiração do paciente. • Fármacos são IV: 1) diazepam seguido de fenitoína; 2) lorazepam; 3) fenobarbital e 4) fenitoína. Todos possuem eficácia semelhante.
  64. 64. Tto anticonvulsivante e gestação • Eficácia de contracepção oral é reduzida (metabolização por mesma via) • Efeito teratogênico – cardiológico congênito, no tubo neural, outros. Uma maneira de minimizar os efeitos no tubo neural é o aumento na dose de folato que as mulheres grávidas devem tomar. • No último mês de gestação é feito tto com vit K1 para profilaxia de deficiência de vit K (que causa coagulopatia e hemorragia intracerebral no neonato).

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