Panorama Do Teatro Ocidental Elisab Oro

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História do teatro - Elisabetano e Século de Ouro - contexto historico, espaço físico. Teatro barroco, teatro Espanhol, teatro francês, teatro italiano, teatro burguês, teatro alemão, teatro romântico

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  • Alexandre Dumas /filho
  • Panorama Do Teatro Ocidental Elisab Oro

    1. 1. Panorama do Teatro Ocidental <ul><li>Século de Ouro Europeu </li></ul><ul><li>Teatro /elisabetano </li></ul><ul><li>Siglo de Oro Espanhol </li></ul><ul><li>Teatro Burguês </li></ul><ul><li>Romantismo </li></ul>By Claudia Venturi
    2. 2. Século de Ouro - XVI <ul><li>Nascimento da ciência encontra resistência em crenças e superstições – caça às bruxas </li></ul><ul><li>Gravíssima crise econômica </li></ul><ul><li>Renascimento – Homem ao centro / Barroco – mundo – revolução copernicana </li></ul><ul><li>Teatro – arte principal </li></ul><ul><li>Teatro invade a vida, linguagem social e mesmo religiosa </li></ul><ul><li>Espanha – melhor teatro </li></ul><ul><li>Jesuítas – maior potência cultural </li></ul><ul><li>Itália – referência internacional </li></ul>
    3. 3. Teatro Globe - Londres
    4. 4. Teatro Inglês – Elisabete I – fim 1600 <ul><li>Governo exerce controle sobre as companhias, os temas e os atores – para proteger a vida da rainha e a política </li></ul><ul><li>Companhias deveriam obter a proteção de um nobre para não serem acusadas de vagabundagem – proteção dava nome ao nobre e facilitava o ingresso a corte. Pagamento apenas da bilheteria </li></ul><ul><li>Público culto </li></ul>
    5. 5. Interior do Swan – 1596 Teatro Elisabetano Três galerias cobertas, sobrepostas, reservadas para o público com maiores possibilidades econômicas; povo ficava em pé, exposto ao tempo
    6. 6. Espaço físico <ul><li>Exigência de estruturas fixas – sociedade na propriedade das casas </li></ul><ul><li>Arquitetura lembrava os jardins (yard) </li></ul><ul><li>Capacidade entre 1000 e 3000 pessoas </li></ul><ul><li>Mulheres proibidas a de representar até 1660 </li></ul><ul><li>Teatros públicos – fora dos muros da cidade, freqüentado por público numeroso e interclassista em busca de distração e talvez se ver representado, apresentavam as companhias de atores profissionais </li></ul><ul><li>Teatros privados – dentro da cidade, edifícios cobertos, público menor, culto e crítico, atores jovens e amadores </li></ul><ul><li>Cenários simples, indicações no texto, figurino rico, liberdade narrativa e temática </li></ul>
    7. 7. Interior do Globe , 1)Palco, 2)Portas para atores, 3)Palco para cenas internas, 4)Palco superior, 5)Proteção contra intempéries, 6)”casa de máquinas”
    8. 8. Autores <ul><li>Christopher Marlowe – (1564 – 1593) mundo acadêmico, tentava conjugar a sua cultura “alta” com a “baixa” dos teatros populares – A Trágica História do Doutor Fausto (retomado mais tarde por Goethe) – O Judeu de Malta </li></ul><ul><li>William Shakespeare – (1564 – 1616) família burguesa, não se sentia um autor e mais um adaptador para a cena. Nunca se preocupou em editar seus textos que foram reunidos após a sua morte. Mistura de elementos cômicos com os trágicos </li></ul>
    9. 9. William Shakespeare
    10. 10. <ul><li>Início – natal de 1594 – passa ser sócio dos Lord Chamberlain’s Men, a melhor. Comédia – A Comédia dos Erros, A Megera Domada, Sonho de uma Noite de Verão / Drama Histórico – Ricardo III, Henrique IV, V e VI / Tragédia – Júlio César, Romeu e Julieta </li></ul><ul><li>Maturidade – vingança como motor da ação, fantasma, loucura e teatro no teatro – Tragédia - Hamlet (mais apresentado na hist. do teatro), Otelo (ciúme), Rei Lear e Macbeth (análise dos mecanismos de poder) / Comédia – Muito barulho por nada / Sem definição de gênero – O Mercador de Veneza </li></ul><ul><li>Último período – sua companhia passa a ser gerida pelo rei. Conflitos resolvidos sem sangue, chamados pelos críticos de romances – A Tempestade. </li></ul>
    11. 11. Bruxas cegas em Macbeth
    12. 12. <ul><li>Período de Giacomo I Stuart e do filho Carlo I – Acentuam-se as diferenças de classes. Surgem 2 novos gêneros – Drama Satírico e Drama Burguês – John Fletsher (1579 – 1625) – sucessor de Shakespeare; John Ford (1586 – 1640) o melhor do período </li></ul><ul><li>1642 – guerra civil fecha teatros e proíbe representações. Reforma puritana. Semi inatividade teatral, mantêm-se espetáculos clandestinos e “entretenimento musical” (dramas em verso acompanhados de música), preferência dos puritanos – O Assédio de Rodi (1656) – oficialmente uma mulher vai em cena na Inglaterra – Mrs. Coleman </li></ul>
    13. 13. Romeu e Julieta Rei Lear Hamlet
    14. 14. <ul><li>Queda do governo puritano e restauração da monarquia (1660) – renascimento do teatro Inglês. O rei Carlo II concede permissão apenas a duas companhias – King’s Men (atores experientes) e Duke’s Men (atores jovens). Público reduzido (aristocratas e alta burguesia), 5 ou 6 teatros em funcionamento. Cai a proibição de atuação para as mulheres, começa a para os jovens atores. </li></ul><ul><li>Tragédia Heróica, Comédia – de humores, de intrigas e de costumes </li></ul><ul><li>Autores do período - John Dryden, Thomas Otway, William Wycherley, William Congreve </li></ul>
    15. 15. Teatro Elisabetano de praça
    16. 16. Siglo de Oro <ul><li>Um dos movimentos teatrais mais importantes da história – Teatro religioso, comédias dos santos, autos e farsas – difusão em território nacional, Portugal e Colônias (como o México) </li></ul><ul><li>Termo comédia não era um gênero, mas todos </li></ul><ul><li>A demanda de espetáculos favoreceu o aparecimento de companhias itinerantes </li></ul><ul><li>Público mais preparado devido ao maior número de acesso ao ensino, principalmente jesuíta. Participação –aprovação ou não em voz alta, atirar objetos no palco </li></ul><ul><li>Espaço – início nos pátios, depois construídos mas mantendo a estética dos “corrales” </li></ul>
    17. 17. <ul><li>A diversidade de textos não permitia a classificação definitiva de gêneros – Comédia alta (heróica) - personagens de relevo, questões morais, história e notícias, santos / Comédia de capa e espada – aventura, duelos, românticos, travestimentos, defesa da honra / Fabula – mitologia / comédia de magia – magos e bruxas </li></ul><ul><li>Teatro comercial imitava o estilo dos atores da Commedia dell’Arte </li></ul><ul><li>Não havia um companhia real, quando necessário se utilizava uma que estivesse no local </li></ul><ul><li>O chefe (capocomico) se encarregava da vida da companhia, inclusive da escolha de textos </li></ul><ul><li>Textos em 3 atos com elementos trágicos e cômicos. No 1º intervalo se apresentava uma cena breve, no 2º um baile e no fim uma poesia cantada </li></ul>
    18. 18. Corral del Príncipe
    19. 19. <ul><li>Espetáculos pouco tempo em cartaz – 10 a 20 dias – logo esquecidos. Os mais famosos eram repropostos após alguns anos </li></ul><ul><li>Juan de la Cueva (1543 – 1610) o 1º a não respeitar as regras de Aristóteles </li></ul><ul><li>Miguel de Cervantes (1547 – 1616) – respeitava as unidades – defesa da honra e pureza do sangue </li></ul><ul><li>Lope de Vega (1562 – 1635) – Madrileno de origem humilde, colégio jesuíta – 2 casamentos, muitas amantes e filhos. Se ordenou sacerdote (1615) mantendo o amor pelas mulheres. Funeral majestoso de um rei, o que ele era para o teatro espanhol. </li></ul>
    20. 20. Lope de Vega
    21. 21. <ul><li>Lope escreveu mais de 1500 comédias e de 400 autos </li></ul><ul><li>Sua concepção de unidade o permitia desenvolver dois temas (um principal e outro secundário) ao mesmo tempo, aumentando a possibilidade de suspense. Infringia a continuidade espaço-temporal por uma maior liberdade narrativa. Não era muito simpático ao uso excessivo de máquinas </li></ul><ul><li>Linguagem flexível e versátil para melhor se adaptar as características dos personagens e as exigências dramáticas </li></ul>
    22. 22. <ul><li>Personagens – tipo – servos, velhos, enamorados etc </li></ul><ul><li>Segundo Lope, casos de honra tinham maior chance de envolver o público </li></ul><ul><li>Maiores defensores (personagens) no século de ouro são os camponeses – valores cristãos e guerreiros não haviam sido contaminados. Conflito entre “novos” e “velhos” cristãos </li></ul><ul><li>Justiça – a morte do comendador tirano (bode expiatório) é a oferta sacrifical – aliança entre o soberano e o respeito da lei </li></ul>
    23. 23. Corral del Principe – construção oposta ao palco
    24. 24. <ul><li>A melhora do nível cultural do público permite a utilização de uma linguagem mais complexa. Cresce a importância das máquinas e aparatos de cena </li></ul><ul><li>Espetáculo se funde com as festas religiosas o que dá ao texto dramático uma importância secundária </li></ul><ul><li>Calderón de la Barca (1600 – 1681) – família nobre madrilena, colégio jesuíta. Mais de 190 comédias e de 70 autos sacramentais. Escreve para o público em geral e para a corte </li></ul>
    25. 25. Calderón de La Barca
    26. 26. <ul><li>Drama histórico, comédia de santos, dramas de honra, autos </li></ul><ul><li>A Vida é Sonho – vértice da dramaturgia ocidental </li></ul><ul><li>Ordenado sacerdote em 1651 – limita sua produção aos textos de corte e autos </li></ul><ul><li>Para as festas de Corpus Christi desfilavam bonecos gigantes e carros alegóricos. Dois dos quais se uniam formando um palco onde eram apresentados os autos sacramentais </li></ul><ul><li>Em sua última fase, graças a elementos espetaculares mais sofisticados e a competência do público, chegou a reescrever algumas comédias as transformando em autos </li></ul><ul><li>Graças a Calderón os autos permaneceram em auge por muito tempo por não ferirem os moralistas </li></ul>
    27. 27. Corral di Almagro
    28. 28. Teatro Francês – barroco séc XVII <ul><li>Tragédia, comédia, tragicomédia e pastoral </li></ul><ul><li>Rainha Mãe Maria de Medici e Luigi XIII deram poderes ao Cardeal Richelieu, que se tornou chefe do conselho real e inspirador da política francesa </li></ul><ul><li>As artes foram consideradas meio de comunicação de alto nível, muito eficazes do ponto de vista político </li></ul><ul><li>Cardial funda a Academia Francesa, órgão do governo de promoção e controle das atividades científicas, culturais e artísticas </li></ul>
    29. 29. <ul><li>Pierre Corneille (1606 – 1684) – colégio jesuíta. Obteve sucesso logo no seu primeiro drama. </li></ul><ul><li>O Cid – tragicomédia de Guillén de Castro, reescrita e modificada de forma a respeitar as 3 unidades. Vários acontecimentos foram concentrados para serem encaixados em um único dia. Sucesso total de público obrigou a acomodar os mais nobres sobre o palco. </li></ul><ul><li>Discussão, por panfletos, sobre “O Cid” e a falta de respeito as unidades </li></ul><ul><li>Julgado e condenado pela Academia Francesa </li></ul>
    30. 30. Corneille
    31. 31. <ul><li>O debate sobre “O Cid” e a retirada da Itália, do título de país guia no debate sobre o teatro, momento fundamental na história do Teatro - afirma a idéia de que o público é incapaz de julgar a validade de uma obra teatral e necessita ser guiada por um grupo de especialistas. </li></ul><ul><li>Após 2 anos de reflexão, Corneille se torna o principal interprete da temporada francesa. </li></ul><ul><li>Personagens ao centro de intrigas complexas e ricas de golpes de cena. A vontade individual a serviço de valores como o Amor a pátria ou o amor de Deus </li></ul><ul><li>Temáticas idealistas deixam campo aos temas políticos. Adere rigorosamente ao ideal clássico </li></ul>
    32. 33. <ul><li>Jean-Baptiste Poquelin – Molière (1622 – 1673) – família de ricos comerciantes, colégio jesuíta, graduado em direito. Aos 21 anos deixa a família e se une a uma companhia de comediantes. Após o falimento de projetos os Béjart se afastaram da corte por um longo período. Retornando teve a oportunidade de apresentar para o rei que lhes dá o direito de utilizar o teatro Petit-Bourbon, alternando com os italianos, grandes influenciadores do teatro de comédia francês </li></ul>
    33. 34. Tartufo de Moliere
    34. 35. <ul><li>Junto ao sucesso de público vieram as polêmicas sobre os seus temas, por parte de mulheres, moralistas e invejosos </li></ul><ul><li>Defeitos e manias – ambiente em que domina a hipocrisia e a lógica do proveito na qual os personagens sãos são raros. Seu público ia ao teatro para se ver nas cenas e rir dos próprios vícios </li></ul><ul><li>A Escola de Mulheres (1662) – Melhor uma mulher ignorante e fiel que uma culta que inevitavelmente o irá trair / Tartufo / O Misantropo / O Médica a Força </li></ul><ul><li>Escreve também para o teatro musical – O Avarento / O Doente Imaginário – condições críticas – morre ao final da apresentação </li></ul>
    35. 37. <ul><li>Jean Racine (1639 – 1699) – Filho de um modesto empregado de finanças. Em razão de “más companhias” começa a freqüentar o ambiente teatral. O maior poeta trágico da França. </li></ul><ul><li>Predileção pela cultura grega e tom lírico, adere naturalmente aos preceitos clássicos </li></ul><ul><li>Alexandre o Grande / Andrômaca / Fedra </li></ul><ul><li>Após ser nomeado pelo rei como historiógrafo da corte, decide não escrever mais para o teatro </li></ul>
    36. 38. Racine
    37. 39. <ul><li>Na segunda metade do século, em Paris, afirma-se também o teatro musical </li></ul><ul><li>Foi construído o maior teatro da Europa, “Sale des Machines”, no qual o imenso palco era maior do que a parte destinada ao público </li></ul><ul><li>Giambattista Lulli, iniciou a carreira como simples violinista, tornou-se cidadão francês e mudou o nome para Jean-Baptiste Lully. Escreveu com Molliére e, graças ao gosto do público pelo teatro musical, quase apagou a luz do colega </li></ul><ul><li>Lully elaborou um estilo que tornava as origens do melodrama adaptando o recitar cantado a métrica francesa, em contraste com o virtuosismo e sentimentalismo dos italianos </li></ul><ul><li>1687 permissão exclusiva para levar a cena dramas em língua francesa, com exceção da comédia Italiana, até 1697, quando estes foram expulsos da capital após realizar uma sátira a Marquesa de Maintenon </li></ul>
    38. 40. Teatro Farnese - Parma
    39. 41. Teatro Italiano <ul><li>Decadência das formas clássicas de teatro – tragédia e comédia </li></ul><ul><li>Releitura cristã das tragédias greco-latinas encontraram terreno fértil nos colégios religiosos, principalmente o dos Jesuítas. Em tais colégios o teatro era utilizado como instrumento didático nos cursos de retórica </li></ul><ul><li>Ópera – inicia em 1589 quando os romanos Giulio Caccini e Emilio de’ Cavalieri e o florentino Jacopo Peri, codificaram um estilo musical que consentia conjugar canto e interpretação. Com sucesso rápido, em poucos anos se criou uma escola que elaborava o drama em música </li></ul><ul><li>A mudança da natureza dos espetáculos cria uma alteração no espaço cênico que o levou as características do teatro moderno </li></ul>
    40. 42. Teatro Farnese
    41. 43. Triunfo e declínio da Commedia dell’Arte <ul><li>Os comediantes italianos conseguiram consagração nas melhores cortes da Europa, principalmente na França, onde concorriam com os artistas locais </li></ul><ul><li>O segredo era uma formação e prática fundamentadas na linguagem corporal e na arte do ator, sem precedentes no Ocidente. A natureza nômade e a fácil assimilação de qualquer nova forma de espetáculo fez deles um repertório vivo da cultura teatral, além da capacidade de improvisação </li></ul><ul><li>Cidades importantes colocaram a disposição teatros para a realização de espetáculos. Esses espaços passaram a ser administrados por entes de caridade, que criaram uma relação diferenciada com alguns grupos, interferindo na característica nômade dos mesmos </li></ul>
    42. 45. <ul><li>Numa tentativa de reformar a dramaturgia da Commedia dell’Arte, no sentido cristão e neo platônico, as paixões humanas se tornaram o momento central do rito teatral </li></ul><ul><li>O processo de legitimação do teatro comercial passou também pela elaboração de livros o que permitia a um público mais culto de apreciar as capacidades literárias dos atores e compreender a sua arte </li></ul><ul><li>A igreja relaxa na crítica e os padres jesuítas reconhecem a comédia desde que “honesta” – sem elementos obscenos, palavras imodestas ou proposições religiosas </li></ul><ul><li>A metade do século, a crise econômica, política e social atingiu seriamente a demanda de espetáculos. Apenas os melhores comediantes conseguiam trabalhar como funcionários assalariados dos príncipes, com contratos continuados e sem regalias </li></ul>
    43. 47. Teatro Burguês <ul><li>A burguesia nasce e se afirma durante a Idade Média – é o trabalho que torna o homem nobre e a riqueza é sinal do favor divino </li></ul><ul><li>A partir de 1700 o valor da sociedade era o mérito, decaindo o primado de sangue, família ou privilégio divino </li></ul><ul><li>As artes assumem a função de afirmação do mérito e das habilidades individuais, entrando na lógica de mercado, comércio, e de educação, clareando a mente das sombras da ignorância e na formação dos cidadãos aos novos valores burgueses </li></ul><ul><li>O teatro se tornou um rito social, lugar para ver e ser visto </li></ul>
    44. 48. Inglaterra <ul><li>David Garrick (1717 – 1779) – coloca-se contra o enfático estilo declamatório do ator-orador, buscando uma interpretação mais natural, próxima da vida, mais eficaz. Atento ao lado psicológico dos personagens e a interpretação dos profundos estados de ânimo. Dele a idéia de mudar o palco para trás do proscenio e iluminar principalmente a cena e o rosto dos atores, eliminando a interação entre a cena e a platéia. Graças a ele os atores sobem na consideração artística e o teatro se configura como instituição nacional. </li></ul>
    45. 49. Teatro de feira
    46. 50. França <ul><li>Voltaire (1694 – 1778) – tragediografo mais importante de 1700. Sua reforma começa após um período na Inglaterra – considera muito restritivas as regras e se inspira em Shakespeare </li></ul><ul><li>As manifestações mais importantes do início do séc. foram os teatros de feira </li></ul><ul><li>Denis Diderot (1730 – 1784) – importantes teorias sobre a dramaturgia e a interpretação. Criticava a comédia caricata e a tragédia restrita pelas unidades. Se opunha a distinção entre cômico e trágico sustentando a necessidade de um gênero intermediário, com linguagem cotidiana e temas comuns que tocassem o homem médio – drama burguês – seriedade da tragédia junto com o realismo da comédia </li></ul>
    47. 51. Diderot
    48. 52. <ul><li>Tema central – realidade cotidiana, conflitos dos sentimentos, contraste entre o indivíduo bom e a sociedade corrupta pela irracionalidade das superstições religiosas e governos conservadores </li></ul><ul><li>Exigência de inovação também na composição cênica (figurino, cenário) e na interpretação </li></ul><ul><li>Exigência de uma interpretação natural, próxima ao bom senso, dicção clara. </li></ul><ul><li>1769 – elabora o Paradoxo para o Ator – tratado teatral mais importante do século </li></ul><ul><li>O excesso de sensibilidade e paixão tornam falsa e medíocre a interpretação – passionalidade impede o ator de utilizar com inteligência os seus meios expressivos e a comoção inibe a capacidade crítica do público. É o cérebro e não o coração faz o ator. </li></ul>
    49. 54. <ul><li>As comédias de feira sofreram transformações – personagens substituíram as máscaras. Tal espaço foi repassado aos novos comediantes italianos e os atores de feira se organizaram nas comedies-en-vaudeville – canções adaptadas a motivos célebres, parte musical e cantada se reduz enquanto o texto mantém caráter jocoso e preferência por temas de horror e intrigas </li></ul><ul><li>Sucesso também a pantomima, muda a início, com diálogos a partir de 1780 </li></ul><ul><li>Único grande autor francês do fim do séc. XVIII – Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (1732 – 1799) – As Bodas de Fígaro </li></ul>
    50. 55. Alemanha <ul><li>Os primeiros atores eram de origem inglesa e interpretavam dramas do período elisabetano </li></ul><ul><li>Por falta de espaço adequado – nômades </li></ul><ul><li>Christoph Gottsched (1700 – 1766) – defensor das unidades – começaram a utilizar figurinos de acordo com a época </li></ul><ul><li>Gotthold Ephraim Lessing (1729 - 1781) – modelo inglês (Shakespeare) – fundação de um teatro nacional, independente da corte, com objetivo de educação moral. A função fundamental do drama é restituir a imagem do indivíduo, na forma de personagens coerentes, interptretados com inteligente concentração mimética. </li></ul>
    51. 56. Teatro de rua - Alemanha
    52. 57. Itália <ul><li>O melodrama desbanca os outros gêneros teatrais. Veneza e Nápoles – capitais do espetáculo </li></ul><ul><li>A reforma do melodrama serve para reequilibrar a relação entre música e texto </li></ul><ul><li>Antonio Salieri (1750 1825) – músico assinou o libreto de melodramas famosos, inclusive de óperas de Mozart </li></ul><ul><li>Carlo Goldoni (1707 – 1793) – consegue reformar o teatro italiano. A partir da escritura de algumas batutas cômicas, lançou a composição do texto dramático moderno. </li></ul><ul><li>Arlequim – Servidor de dois patrões </li></ul>
    53. 58. Goldoni
    54. 59. <ul><li>Seus personagens agiam de acordo com o caráter, onde os protagonistas combatiam entre instancias contrastantes mas acabavam guiados pelo bom senso </li></ul><ul><li>Procurou mudar a postura do público com relação ao teatro – não deveria ser um simples local de encontro, mas onde as pessoas iriam para assistir um espetáculo e desenvolver uma função educativa, espelhando uma sociedade e os valores de referência </li></ul>
    55. 61. O Romantismo <ul><li>Momento fundamental da história do teatro ocidental </li></ul><ul><li>Tentativa de fundação cultural nacional </li></ul><ul><li>Reinventam aproximação ao clássico – modelo que veicula valores de equilibrio, harmonia e racionalidade </li></ul><ul><li>Dioderot – considerado medíocre e anti-estético </li></ul><ul><li>Modelo Shakespeare </li></ul><ul><li>Redescoberta do teatro religioso </li></ul><ul><li>Teatro – grande meio de divulgar idéias e formidável instrumento didático </li></ul><ul><li>Função social – estar junto – substituta do salão, espaço iluminado, apresentação era uma moldura </li></ul><ul><li>Controvérsia entre teatro de arte e teatro comercial </li></ul><ul><li>Trágico = Romântico </li></ul>
    56. 62. Alemanha <ul><li>Debate entre o belo (gera prazer) e o sublime (turbamento) – O sublime nasce da arte, da natureza, do escuro da noite etc, causa um sentimento que tende a se transformar em um prazer diferente daquele da contemplação da beleza </li></ul><ul><li>Procurava uma beleza diferente no teatro, não se submetendo as normas aristotélicas ou possuir um organico e harmonioso desenvolver – não teve aprovação do público </li></ul>
    57. 63. Sturm und Drang ( Tempestade e ímpeto) <ul><li>Recusa de modelos clássicos. Ruptura com a tradição. Formas e conteúdos não homogêneos. Temas violentos e provocatórios. Representações atentas as indicações do autor </li></ul><ul><li>Friederich Schröder (1744 – 1816) – até hoje o maior ator alemão. Tentava eliminar a improvisação de seus atores, lendo e interpretando com eles os testos. O ator deve apenas parecer o que representa, não ser. Idéia parecida com a de Diderot </li></ul>
    58. 65. <ul><li>Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832) – Iniciou com o Sturm und Drang, mas logo o abandonou para se inspirar no modelo clássico, perseguindo o ideal de medidas, a harmonia e a superação da violência </li></ul><ul><li>Não buscava um teatro realista mas baseado na palavra poética </li></ul><ul><li>Fundamental atenção a produção e a preparação do ator. Eliminar a improvisação. Estudava os personagens com os atores garantindo a compreensão </li></ul><ul><li>Fausto </li></ul>
    59. 67. Romantismo Francês <ul><li>Obras populares no período – melodramas – abrem caminho para o drama romântico </li></ul><ul><li>Em 5 atos. Distingue-se essencialmente pelo abandono do final feliz e maior atenção ao estilo da escrita </li></ul><ul><li>Victor Hugo (1802 – 1885) – abandona a unidade de tempo e espaço, critica a separação entre os gêneros. Viola regras introduzindo palavras inadequadas e representando cenas de violência. Interessado com a interpretação, contrário ao posicionamento dos atores em linha reta ou semi-círculo. Permite até dar as costas. </li></ul><ul><li>Atenção a cenografia, elementos espetaculares, precisão histórica, introdução da iluminação a gás, condução de água para fontes e cascatas, panoramas móveis </li></ul>
    60. 68. Victor Hugo
    61. 69. <ul><li>Alfred de Musset (1810 – 1857) – dramaturgo de maior talento, que melhor consegue conciliar as novas instâncias românticas com a tradição clássica </li></ul><ul><li>Alexandre Dumas Filho (1824 – 1895) – mudança de rumo do gosto romântico para o naturalismo – A Dama das Camélias – censurado por 3 anos pelo excessivo realismo do tema escandaloso por si só. Autor que melhor compreende o que o público deseja. Considerado inconveniente pela moral da época, seus temas exprimem de forma eficaz as aspirações e interesses da burguesia. </li></ul>
    62. 70. Alexandre Dumas Filho
    63. 71. <ul><li>Composição e Tradução: </li></ul><ul><li>Claudia Venturi </li></ul><ul><li>Atriz, Diretora e Professora de Teatro </li></ul><ul><li>www.agape.art.br </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>Bibliografia: Bernardi, C. e Susa, C. Storia Essenziale del Teatro. Vita e Pensiero. Milano. </li></ul>

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