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Auto da-barca-do-inferno-analise-cenas

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Auto da-barca-do-inferno-analise-cenas

  1. 1. AUTO DA BARCA DOINFERNOGil Vicente
  2. 2. Cena II – Fidalgo (Dom Anrique)
  3. 3. Símbolos cênicos:Pajem: elemento do povo, vítima daopressão da nobreza, tirania;Manto: vaidade, classe social da nobreza;Cadeira: poder, luxo, estatuto social.Nota: O Fidalgo é a primeira personagema entrar em cena devido à classe sociala que pertence.
  4. 4. Acusações / Argumentos de defesaO Diabo acusa o Fidalgo de ter levado umavida imoral e de prazer: “Tu viveste a teuprazer.”O Fidalgo defende-se dizendo que deixouna outra vida quem rezasse sempre porele.
  5. 5. O Anjo acusa-o de tirania, de ter levadouma vida de prazer e de ter explorado osmais fracos:“Não se embarca tirania / neste bateldivinal”.“…desprezaste os pequenos.”O Fidalgo defende-se dizendo “Sou Fidalgode solar / é bem que me recolhais”
  6. 6. Para demonstrar que ele vivera a seu prazer,Gil Vicente analisa a vida sentimental doFidalgo, repartida entre duas mulheres: aesposa e a amante. Mas o que o Fidalgoignora e que o dramaturgo denuncia, paracaracterizar a sociedade do seu tempo, éque tanto uma como outra lhe eram infiéis.É um elemento essencial para acaracterização do tipo e da sociedade emque estava inserido.
  7. 7. Destino Condenação- Orgulho de raça fidalga (”generoso”);- Desprezo dos humildes (“fumosasenhoria”);- Vida imoral e descuidada do fim.
  8. 8. Objetivos da cena:Crítica- à nobreza exploradora e corrompida (nafala do Diabo);- à atitude calculista face à religião daépoca “Que leixo na outra vida…”;- Infidelidade e hipocrisia da mulher dacorte.
  9. 9. Caracterização PsicológicaPsicologicamente, sente-se confiante noseu estatuto social e nas rezas dasmulheres que lhe garantiam a salvação.Tirano e opressor em relação ao povo;vaidoso e presunçoso, no vestir e no falar.Após a argumentação do Diabo e do Anjo,revela a sua ingenuidade, a sua tristezaao entrar na barca do Inferno.
  10. 10. Cena III - Onzeneiro
  11. 11. Símbolos cênicos:Bolsão, que simboliza a ambiçãodesmedida.Acusações / Argumentos de defesaO Anjo refere o facto de o bolsão não caberna barca “Porque esse bolsão / tomarátodo o navio”.
  12. 12. Acusa-o de cobiça e de ambição “Ó onzenacomo és fea / e filha de maldição”O Onzeneiro defende-se dizendo que obolsão vai vazio e sente-se “constrangido”por não ter dinheiro para pagar aobarqueiro.
  13. 13. Destino condenação- Exploração a alto juro (onzena);- Ambição, só tinha interesses materiais.
  14. 14. Objetivos da cena:Crítica- à inutilidade do dinheiro (na fala do Diabo):“Ora mui muito m´ espanto / nom voslivrar o dinheiro”- à exploração por altos juros (na fala doAnjo) “Ó onzena como és fea”
  15. 15. Caracterização psicológicaPsicologicamente, existe uma evolução napersonagem do Onzeneiro. Inicialmenteestá triste, porque morreu e não pôdeamealhar o seu dinheiro, no entanto estáconvicto de que irá para o paraíso. Atomada de consciência da suacondenação fá-lo ficar desiludido “Ó triste,quem me cegou?”.
  16. 16. Ele é ambicioso: “Na safra do apanhar / medeu saturno quebranto” e presunçoso“Quero lá tornar ao mundo / e trarei o meudinheiro”. Estes versos tambémdemonstram o seu apego ao dinheiro queé comprovado pela utilização dodeterminante possessivo “meu”.
  17. 17. Cena IV – Joane (Parvo)
  18. 18. O parvo é um tipo psicológico.• Símbolos cênicos: ausência de símbolos;A linguagem desarticulada e ilógica –elemento distintivo e caracterizador.• Representatividade: Não representanenhuma classe social e/ou profissional;Argumentação: Não faz qualquerargumentação;
  19. 19. Função do Diabo: Não é advogado deacusação e/ou juiz.Função do Anjo: é advogado de defesa.Traça o destino da personagem.Destino: Fica no cais à espera de embarcarna Barca da Glória.Funcionalidade do destino do Parvo:Joane fica no cais para ajudar o Anjo e oDiabo na caracterização e crítica daspersonagens.
  20. 20. • Caracterização psicológica:Pela linguagem:- Simples e ingênuo “Samica alguém”- Cómico “… De quê?Samicas de caganeira”Para o Diabo: Trocista: “É esta a naviarranossa?”Agressivo: “Hiu!hiu! Barca do cornudo /Pero Vinagre, beiçudo”.
  21. 21. O Anjo em relação ao Parvo é compreensivo:“Tu passarás, se quiseres; / porque em todosteus fazeres / per malícia non erraste.”Destino salvação:- Errou sem responsabilidade;- Era um “pobre diabo”, simples.Objetivo da cena: Gil Vicente, ao construiresta personagem, tem uma intenção lúdica
  22. 22. e crítica, provocando o riso e utilizando oParvo para a crítica de costumes –“Ridendo, castigat mores.”Nota: O Parvo insulta o Diabo numareacção de espontâneo asco ao mal, quea Humanidade, normalmente sensata epecadora, aí não sente.
  23. 23. Movimentação cênica diferenteCaisBarca do Inferno Barca da GlóriaFunção do Parvo na peçaOs Parvos têm, no teatro vicentino, umafunção cómica, ocasionada pelosdisparates que proferem . Assim aconteceneste auto, embora, em certos passos, oParvo se junte às personagens
  24. 24. sobrenaturais para criticar os quepretendem embarcar e sirva, algumasvezes, de comentador.
  25. 25. Cena V – sapateiro (João Antão)
  26. 26. • Símbolos cénicos:• O avental – representa a sua profissão desapateiro;• As formas – materialização (prova dosseus pecados)Acusações / Argumentos de defesa:O Diabo acusa o sapateiro de roubar opovo “Tu roubaste bem trint´anos / o povocom teu mester”.“E os dinheiros mal levados / Que foi dasatisfação?”
  27. 27. O Sapateiro defende-se com ocumprimento de preceitos religiosos:faleceu confessado e comungado, ouviumissas, ofereceu donativos à igreja eassistiu à hora de finados.”O Diabo elucida-o que isso nada abona emsua defesa, uma vez que roubava:“Ouvir missa, então roubar / É caminho per´aqui.”
  28. 28. O Anjo esclarece o Sapateiro dizendo-lhe“a cárrega t´embaraça” e mais adianteadverte-o “Se tu viveras direito / Elasforam cá escusadas” (as formas são asprovas de acusação no julgamento).Argumentos de defesa:O Sapateiro diz que não achou malnenhum em levar “(…) quatro forminhascagadas / Que podem bem ir i chantadas /num cantinho desse leito”
  29. 29. Destino condenação:- roubava e, por isso, a sua prática religiosanão lhe valia de nada.Objectivos da cena:- Crítica a uma prática religiosa negativa (naacusação do Diabo e na defesa doSapateiro).
  30. 30. - Os preceitos religiosos (ouvir missa,confessar-se, comungar, etc) só ajudamos que levam uma vida verdadeiramentehonesta. É, portanto, mais uma cenamoralista de caráter religioso do que acondenação de um sapateiro, acusado deroubar o povo.
  31. 31. Caracterização psicológica:Hipócrita face à religião “ouvir missa, entãoroubar…”, explorador dos seus clientes eganancioso “Tu roubaste bem trint´anos /O povo com teu mester.”
  32. 32. Cena VI – Frade (Fr. Babriel)
  33. 33. Símbolos cénicos:- O hábito (frade);- A moça (quebra dos votos de castidade);- Um broquel, uma espada e um capacete(vida mundanal).Acusações / Argumentos de defesa:O Diabo sentencia que ele irá para o Infernopor viver amantizado, desprezando assimos votos de castidade que formulara:
  34. 34. “Gentil padre mundanal”“Devoto padre marido”Argumentos de defesa:Toda a defesa do Frade consiste emacreditar que o hábito que enverga olivrará das chamas infernais, bem comoos salmos rezados “E este hábito nom meval?”, “com tanto salmo rezado?”
  35. 35. Silêncio do Anjo:O Anjo não dirige a palavra ao Frade,porque este não cumpriu os preceitosreligiosos, nem os votos de castidade ededicava-se a uma vida mundana.Interpretação do papel do Parvo:Critica o Frade por viver amantizado com amoça Florença e ter um procedimentocontrário aos seus votos.
  36. 36. Destino condenação:- Do Frade devasso, depravado,amantizado.- Da moça- Falsidade na vida religiosa, mundanismo.
  37. 37. Objetivos da cena- Crítica ao Clero devasso (na fala doDiabo);- Crítica à ausência de vocação, àdesconformidade entre os actos e osideais, evidenciando um comportamentohipócrita.
  38. 38. • Caracterização PsicológicaDevasso “Por minha la tenho eu / E semprea tive de meu”, folgazão, mundanal:canta, dança e dedica-se à esgrima “Sabeque fui da pessoa! Esta espada é roloa / eeste broquel rolão”; era falso em relação àvida religiosa: “Um padre tão namorado /e tanto dado a virtude.”
  39. 39. Cena VII – Brísida vaz
  40. 40. Símbolos cénicos:“seiscentos virgos postiços”“Três arcas de feitiços”“Três almários de mentir”“Cinco cofres de enlheos”“jóias de vestir”“Guarda-roupa”“Alguns furtos alheios”“Casa movediça”“Estrado de Cortiça”
  41. 41. - “Dous couxins” e as moças.Toda a carga simboliza as diversasactividades da personagem: roubo,mentira, feitiçaria e prostituição.Finalidade de tanta carga: continuar a suaatividade no outro mundo.
  42. 42. Acusações / Argumentos de defesaQuando o Diabo lhe diz que ela tem deentrar na Barca do Inferno, elaargumenta, dizendo “Eu sou umamártela tal / açoutes tenho levados /tormentos soportados”“Se fosse ò fogo infernal / lá iria todo omundo”
  43. 43. Tentando convencer o Anjo a deixá-la entrarna Barca da Glória, além de o lisonjear,utiliza argumentos que demonstram que elaestá convicta de que vai para o Paraíso,uma vez que se considera mártir e por tercriado moças para os cónegos da sé. Elacompara-se a um apóstolo e a um anjo dasmeninas:“A que criava as meninas / pera os cónegosda sé”.“Eu som apostolada / angelada e martelada/e fiz cousas mui divinas”.
  44. 44. A atitude do Anjo face à alcoviteira é deindiferença, não contra-argumentandosequer o seu discurso. Esta situaçãodeve-se, talvez, ao fato de o clerotambém estar implicado.Destino Condenação- Mentia, enganando as raparigas quelevava à prostituição;
  45. 45. - Vivia descaradamente dessa exploração;- Era hipócrita.Objectivos da cena:- Denúncia de uma profissão escandalosa(na fala de Brísida Vaz);- A crítica social, moral e até religiosa estásubjacente a esta cena (prostituição,roubo, clero…).
  46. 46. Nota: a sua linguagem, sendo hipócrita epersuasiva, demonstra a sua facetaprofissional, habituada a persuadir asmoças e os clientes, a mentir, a fazerintriga, a roubar…, revelando assim afalsidade do seu caráter.
  47. 47. Caracterização PsicológicaCom o Diabo é despachada “O que meconvém levar” e descarada “seiscentosvirgos postiço”.Com o Anjo é hipócrita “Barqueiro, mano,meus olhos /prancha a Brísida Vaz”, poistenta cativar o Anjo.
  48. 48. Cena VIII – Judeu ( Semah Fará)
  49. 49. Símbolo cênicoBode às costas: apego à religião(fanatismo)O Judeu insiste em entrar na Barca doInferno , pois sabe que não embarcariana Barca do Anjo.AcusaçõesNesta cena, o Parvo assume o papel deacusação, incriminando-o por não cumprirdeterminados preceitos da religiãovigente:
  50. 50. “Furtaste a chiba, cabrão?”“E ele mijou nos finados / n`ergueja de SãoGião! / E comia a carne da panela / no diade Nosso Senhor!”O Judeu é acusado de ter roubado edesrespeitado os preceitos religiosos –profanar sepulturas cristãs e comer carneem dia de jejum.
  51. 51. Destino Condenação- Prática de judaísmo;- Como tenta subornar o Diabo, subornavaos outros;- Como judeu, não respeitava a abstinênciae o jejum cristão;- Profanava o sagrado – sepulturas nosfinados
  52. 52. Percurso cênico diferenteCaisBarca do Inferno vai areboque da Barca do Inferno
  53. 53. Objetivos da cena:- Denúncia do fanatismo judaico e do amorao dinheiro (na fala do Judeu);- Crítica à falta de respeito pelos valorescristãos (na fala do Parvo).
  54. 54. Caracterização psicológicaFanático: “pois também o bode há-de ir”;Apegado ao dinheiro: “Eis aqui quatro testões / emais se vos pagará”Praguejador: Azará, pedra miúda”.Nota: O pormenor de o Diabo não ter permitidoa entrada do Judeu na sua barca é muitosignificativo: marginaliza de tal modo oJudeu que o coloca num plano inferior aodos restantes condenados ao Inferno.
  55. 55. Cena IX- Corregedor/Procurador
  56. 56. Símbolos cénicos:- Processos (“carregado de feitos”);- A vara;- Os livros (Procurador).Acusações / argumentos de defesaA principal e quase única acusação que oDiabo lança ao Corregedor é a de não tersido imparcial nas suas sentenças,deixando-se corromper por dádivasrecebidas até de Judeus:
  57. 57. “Oh amador de perdiz”; “E as peitas dosJudeus / que vossa mulher levava?”Mais tarde o Diabo recorda-lhe que elenão temeu a Deus e que enriqueceu como trabalho dos lavradores ingénuos:“Não temuistis Deus. / A largo modoadquiristis /sanguinis laboratorum /ignorantes peccatorum.”
  58. 58. O Corregedor declara que não tem ar dequem se deixa subornar “No meu arconhecereis / que nom é ela do meujeito”.Diz, ainda, que nunca se deixoucorromper e que desempenhou bem oseu papel: “Semper ego justitia / fecit ebem per nivel”.Ele defende-se retorquindo que ospecados eram da sua mulher “Eram lápeccatus seus/peccavit uxore mea”.Refere ainda que se confessou, noentanto não deu a conhecer os seuspecados ao confessor:
  59. 59. “Eu mui bem me confessei / mas tudoquanto roubei / encobri ao confessor”.O Anjo diz-lhes que a carga de papel quetrazem, ou seja, “os feitos” e “os livros”dos processos judiciais representavam ainjustiça, o suborno, a corrupção…“Oh! pragas pera papel, / pera as almasodiosos!” (traziam vários processoscomprometedores).
  60. 60. Destino condenação- Corrupto, deixando-se subornar;- Ladrão;- Parcial;- Confissão pecaminosa.Procurador: também e não quis confessar-se.
  61. 61. Objectivos da cena:Denúncia da justiça corrompida que sedeixava comprar e espoliava o que podia(no diálogo entre o Corregedor e oProcurador e nas palavras do Parvo(Joane).Nota: A cena IX forma um amplo quadroda justiça humana, que Gil Vicenteopõe à justiça divina, que repõe averdade, sendo intransigente eimparcial. O juiz do tribunal terrenotorna-se réu no tribunal divino.
  62. 62. Posicionamento das personagens emPosicionamento das personagens emjulgamento sobre o sacramento dajulgamento sobre o sacramento daconfissão e intenção crítica de Gilconfissão e intenção crítica de GilVicenteVicenteAs duas personagens estão na mesmasituação: uma por não se ter confessado,cuidava que não morria subitamente(Procurador); a outra confessou-se, masocultou o que roubara (Corregedor) commedo de não ter a absolvição sem restituiro roubo.
  63. 63. A forma como é praticada a religiãoevidencia hipocrisia, falsidade e interesse.
  64. 64. Cena X – O Enforcado
  65. 65. Símbolo cénico: a corda- Representa o modo como a personagemmorreu.Nota: neste caso a corda (forca) não é umNota: neste caso a corda (forca) não é umelemento caracterizador da suaelemento caracterizador da suapersonalidade ou do seu estatuto social /personalidade ou do seu estatuto social /profissional, não é um elementoprofissional, não é um elementoincriminatório: revela o modo / motivo daincriminatório: revela o modo / motivo damorte do Enforcado.morte do Enforcado.
  66. 66. O condenado morreu enforcado, porque eraladrão e assassino.Destino condenaçãoEm vida à forca (ladrão e assassino)Depois de morto Inferno
  67. 67. Nesta cena, o Diabo não assume o papelde advogado de acusação, o seuobjectivo é convencê-lo de que vai para oInferno.Percurso cénico diferenteCaisBarca do Inferno Embarca
  68. 68. Nesta cena, Gil Vicente dá-nos a conhecerque o Enforcado foi intrujado por GarciaMoniz, Mestre da Balança da Moeda deLisboa. Este teria convencido o ladrãoenforcado de que iria para o Paraíso, vistoter-se já purificado dos pecadoscometidos, no purgatório do Limoeiro eque poder-se-ia considerar um “santocanonizado” por muito ter sofrido durantetoda a vida.
  69. 69. Objectivo da cena:Crítica à doutrina ou doutrinas quemanobravam as vontades fracas como ado réu.
  70. 70. Cena XI – Os Quatro Cavaleiros
  71. 71. Símbolos cénicos:- A cruz de Cristo, a espada e o escudo.Os símbolossímbolos representam a apologia àreconquista e à expansão da fé cristãcomo meio de salvação.Nota: O juízo final está representado noalerta aos pecadores pela vida terrenaque condicionará a vida post mortem.
  72. 72. O Anjo apresenta a razão pela qualesperava os Cavaleiros e lhes permitiu oacesso à Barca da Glória: morrerampelejando por Cristo e, por isso, são livresde todo o mal.Destino Salvação- morreram ao serviço da igreja;- despreendidos dos bens terrenos.
  73. 73. Objetivos da cena:- Exaltação nacionalista;- Apologia do espírito de cruzada na lutacontra os Mouros e o elogio aodespreendimento dos bens terrenos;- Moralização.
  74. 74. Conclusão da obraGil Vicente critica os principais aspectos daépoca quinhentista, tais como as classessociais, o estatuto social, a religião, ajustiça, o judaísmo, a vida terrena, asprofissões, os costumes, a exploração, atirania, a ganância, a vaidade, afrivolidade…
  75. 75. Todos estes objetos da crítica vicentinafazem deste auto uma obra atual, poissão vícios e defeitos que fazem parte dasociedade contemporânea.

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