Ao mesmo tempo em que a civilização            Mudançasalcançou um altíssimo grau dedesenvolvimento tecnológico, vê se dia...
RESUMO      A Sociedade do Conhecimento impõe uma competitividade cada vez maior entrepaíses e empresas, o que os leva a u...
Neste contexto, uma questão que nos faz refletir é: embora os indicadores sugiramque o mundo viaja em uma trajetória insus...
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século XVIII, a partir do movimento de criação das Escolas e das tentativas desistematização do Conhecimento.      O que e...
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Rio 92, Protocolo de Kyoto, Crédito de Carbono, etc. Contudo, o conceito dedesenvolvimento sustentável é complexo e contro...
para a qual tivesse vantagem relativa, aumentaria a produção total dos dois e permitiria amelhora do consumo.     Uma conc...
Em 1994, com a criação do Comitê de Comércio e Meio Ambiente             CTE, é dadomaior ênfase em políticas ambientais n...
2.3. Contribuição de Especialistas      Para os especialistas de desenvolvimento sustentável não há uma única solução; épr...
Segundo o Professor Chris Rapley, diretor da agência britânica de pesquisas             na Antártida, em artigo publicado ...
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perceber as inovações tecnológicas e, principalmente, entender que Conhecimento é umfator estratégico.       A gestão de n...
Outra corrente do pensamento econômico sobre sustentabilidade entende que o capitalnatural - são passíveis de substituição...
Referências BibliográficasALMEIDA, Paulo Roberto. A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagensde um proces...
Serôa Da Motta, R. (1997) A Questão Econômica da Questão Ambiental. In S. SHIGI, J.F.SILVA & A. A. C. ORTEGA. Agricultura,...
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KM Brasil 2011 Paradigma da Sociedade do Conhecimento e Sustentabilidade

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KM Brasil 2011 Paradigma da Sociedade do Conhecimento e Sustentabilidade

  1. 1. Ao mesmo tempo em que a civilização Mudançasalcançou um altíssimo grau dedesenvolvimento tecnológico, vê se diante vê-sede novos desafios:- garantir a disponibilidade de recursos Competitividadenaturais, respeitando os limites da biosferapara absorver resíduos e poluição;- reduzir pobreza em nível mundial, com mundial, Partes Interessadasdistribuição equitativa de recursos e equitativaoportunidades;oportunidades- alocar eficientemente os recursos para a car Desafiosprodução de um bem ou serviço, emrelação às preferências individuais e individuaiscapacidade de pagamento pagamento. Quais são os pontos que se destacam na relação da gestão do conhecimento, inovação e sustentabilidade? Valor Claudia Aparecida de Azevedo Inovação Ética Conhecimento MBA Gestão Empresarial Consultora Organizacional
  2. 2. RESUMO A Sociedade do Conhecimento impõe uma competitividade cada vez maior entrepaíses e empresas, o que os leva a uma necessidade de mudança e reflexão contínuas. Épreciso inovar e adquirir sucessivamente novos conhecimentos organizacionais, para poderestar sempre apresentando uma postura competitiva. O desafio mais crítico que as organizações enfrentam hoje em dia está a gerir aanálise, avaliação e divulgação dos dados, informação e conhecimento para a tomada dedecisões estratégicas. É preciso desenvolver competências para planejar, projetar e avaliaras iniciativas usando o conhecimento e informação através de um amplo espectro deambientes globais, incluindo corporações, governos, instituições educacionais sem finslucrativos. Desenvolver uma visão crítica sobre os fatores legais, sociais e culturais queinfluenciam a capacidade de uma organização para aproveitar as informações, e aprender aanalisar, gerenciar e resolver problemas, destacando o processo de mudança, recursoshumanos e tecnologia. O presente relato procura analisar pontos que se destacam na relação da gestão doconhecimento, inovação e sustentabilidade.INTRODUÇÃO Na economia industrial, as empresas criavam valor a partir de ativos tangíveis,mediante a transformação de materias primas em produtos acabados. Atualmente o valorconábil dos ativos tangívies podem variar e corresponder de 10 a 15% do valor de mercadosdas empresas. As oportunidades para a criação de valor estão migrando da gestão de ativostangíveis para a gestão de estratégias baseadas no conhecimento, que exploram os ativosintangíveis da organização: relacionamento com clientes, produtos e serviços inovadores,tecnologia da informação e banco de dados, além de capacidades, habilidades e motivaçãodos empregados. Ao mesmo tempo em que a civilização alcançou um altíssimo grau dedesenvolvimento tecnológico, vê-se diante de novos desafios: garantir a disponibilidade derecursos naturais, respeitando os limites da biosfera para absorver resíduos e poluição;reduzir pobreza em nível mundial (distribuição equitativa de recursos e oportunidades);alocar eficientemente os recursos (para a produção de um bem ou serviço, em relação àspreferências individuais e capacidade de pagamento).
  3. 3. Neste contexto, uma questão que nos faz refletir é: embora os indicadores sugiramque o mundo viaja em uma trajetória insustentável, é possível alterar o curso se tivermosvontade política para utilizar, no pouco tempo disponível, o conhecimento e a habilidadetecnológica existentes? Qual o papel do fator de produção Conhecimento? Gestão do Conhecimento sempre foi um tema fechado, discutido entre as paredesdas principais instituições acadêmicas no Brasil e no Exterior. No entanto, a partir da décadade 90, esse tema foi descoberto por gestores de empresas que começaram a observar ospontos interessantes do tema aplicáveis ao ambiente corporativo e mais recentemente aopara promover o desenvolvimento sustentável baseado na responsabilidade econômica,social e ecológica . 1. TERRA, CAPITAL, TRABALHO E CONHECIMENTO Enquanto a Era Industrial enxergava o ser humano como uma peça nas engrenagensque moviam o processo produtivo, a Era do Conhecimento se baseia no homem,valorizando o sem deixar de vislumbrar a qualidade e otimização dos processos. Essa nova Era objetiva transformar o conhecimento da organização e de seus ativosintangíveis em valor, competitividade e fatia de mercado, acompanhar e analisar as rápidasmudanças de tecnologia, mercado e competição, formular políticas de desenvolvimento quecriem crescimento sustentável e gerem novas vantagens competitivas, definir regras paragarantir a privacidade e a segurança de cidadãos e organizações, estimular odesenvolvimento contínuo num ambiente através da aprendizagem, inovação eempreendorismo, e identificar novas oportunidades de investimentos que criem empregos eempresas intensivos em conhecimento. Sendo esses conhecimentos inesgotáveis e defontes renováveis, se constituem num subsídio importante para as empresas, auxiliando atomada de decisões estratégicas e criando condições para a viabilização de seus objetivos eo cumprimento de sua missão corporativa. Adicionalmente, estas transformações estão implicando mudanças na organização ena sua realidade competitiva e estão trazendo impactos internos sobre as pessoas, que sesentem mais estimuladas à criatividade e ao aprendizado para atingir as metas da empresa.Logo, devem ser trabalhados fatores estruturais e aspectos cognitivos, motivacionais eculturais dos empregados e pontos fracos das Eras anteriores como os sistemas autoritáriose paternalistas de gestão, a resistência da média gerência à promoção e difusão de
  4. 4. informações frente ao medo de perda do cargo, poder ou controle, a sabotagem porempregados ou gerentes, o despreparo das pessoas para o trabalho em equipe, a ausênciade postura pedagógica que promova as bases para integrar os trabalhadores a um novomodelo de gestão, as dificuldades de expressão e o sentimento de desconfiança einferioridade de alguns empregados. O Conhecimento objetiva ver a empresa através de novas perspectivas ou dimensõesorganizacionais como estratégia, processos de negócios, tecnologia, ambiente e indivíduo.Torna-se necessário desenvolver um modelo de gestão baseado nessas perspectivas deconhecimento que identifique as mudanças adequadas aos processos da empresa de formaa atender a essa nova realidade. Esse modelo deve orientar as organizações a gerir oconhecimento o qual é um bem completamente diferente dos fatores tradicionais deprodução (terra, capital e trabalho). A Era do Conhecimento revolucionou o trabalho, a competição, o mercado e opensamento. Por ser o conhecimento uma criação humana, uma organização não consegueimplantar um modelo de gestão do conhecimento se não considerar os indivíduos como osatores que encenam o papel principal no cenário dos negócios dentro da nova realidade. A economia do Conhecimento desloca o eixo da riqueza e do desenvolvimento desetores industriais tradicionais intensivos em mão-de-obra, matéria-prima e capital - parasetores cujos produtos, processos e serviços são intensivos em tecnologia e conhecimento.Mesmo na agricultura e na indústria de bens de consumo e de capital, a competição é cadavez mais baseada na capacidade de transformar informação em Conhecimento eConhecimento em decisões e ações de negócio. O valor dos produtos depende, assim, cadavez mais, do percentual de inovação, tecnologia e inteligência a eles incorporadas. Se anteso que gerava riqueza e poder eram os fatores de produção tradicionais capital, terra etrabalho hoje a riqueza mundial advém do Conhecimento. Os modelos econômicos baseados nos três fatores tradicionais de produção devemser revistos no sentido de incorporar o Conhecimento como fator essencial da produçãoeconômica. As primeiras tentativas de sistematização do Conhecimento vieram da Europa: aprimeira Escola de Engenheiros foi fundada na França em 1747, École des Ponts etChaussés, logo seguida pela École Polytechnique, em 1794. Na Alemanha, a primeiraEscola de Agricultura foi fundada em 1770. Simultaneamente, um dos mais importanteslivros da história, a Enciclopédia, foi editado entre 1751 e 1772 por Denis Diderot e JeanD Alembert. Eles almejavam reunir todas as tecnologias existentes de forma que estaspudessem ser aprendidas por tecnologistas . Tecnologia é a combinação de téchne(Conhecimento) com logy (organizado, sistematizado). O termo surgiu, portanto, durante o
  5. 5. século XVIII, a partir do movimento de criação das Escolas e das tentativas desistematização do Conhecimento. O que estas novas Escolas e a Enciclopédia estavam fazendo era converterexperiência em Conhecimento, gerando receitas de como fazer as coisas, criandometodologias. A tecnologia modificou, desta forma, o significado do Conhecimento. Elalevou a téchne mais longe, mostrando que esse Conhecimento específico poderia sergeneralizado em torno de princípios gerais e que isto poderia ser ensinado e aprendido poroutras pessoas. Em suma, a tecnologia possibilitou a aplicação e o uso do Conhecimento. Desde Adam Smith que diferentes correntes do pensamento econômico concordamque os fatores de produção são terra, capital e trabalho. Esta classificação teve um profundoimpacto no processo de desenvolvimento da Economia, enquanto Ciência e marcou opensamento de gerações de economistas. Este impacto foi tão grande que mais deduzentos anos depois, as Faculdades de Economia em todo o mundo continuam adotandotextos que utilizam estes mesmos conceitos, baseados em processos produtivos eestruturas de classe do século XVIII. Ao se estudar a economia de natureza agrícolapercebe-se que a terra e a mão-de-obra eram os fatores críticos para determinar o sucessoeconômico. Claro que o capital e a tecnologia (o arado, por exemplo) eram importantes, masa comunidade agrícola podia subsistir com um mínimo de dinheiro e tecnologia, porém nãosem terra e mão-de-obra. Com a revolução industrial, a tecnologia ganha importância, mas ocapital e o trabalho passam a ser as forças motrizes do desenvolvimento econômico. Em resumo, na nova Economia, os modelos econômicos baseados nos três fatoresde produção tradicionais precisam ser revistos no sentido de incorporar o Conhecimento,não apenas como mais um fator de produção, mas como fator essencial do processo deprodução e geração de riqueza. Os fatores de produção tradicionais não deixarão de existir,mas poderão ser obtidos com alguma facilidade desde que tenhamos Conhecimento. 2. CONHECIMENTO E SUSTENTABILIDADE Atualmente os temas Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade ganham oespaço e a atenção, não apenas por parte dos governantes, mas da sociedade. Diante daeminência de uma grave crise, ocasionada pela prevista alteração do clima e por suasconseqüências desastrosas como as já vivenciadas enchentes e secas , a comunidadeinternacional, busca formas de amenizar os efeitos da degradação, acertar as contas com anatureza e garantir o bem-estar das próximas gerações. A conscientização a respeito do assunto considera alguns elementos históricos: - a
  6. 6. primeira visão do Meio Ambiente o foco foi na proteção mercantil, - numa visão maisrecente a proteção da natureza e da vida e - na visão contemporânea o foco é amanutenção da vida pela proteção da natureza. Antes de analisarmos esta importante questão e as possíveis conclusões, algunspontos do cenário atual ajudam-nos a formar uma consciência a respeito do assunto: Os relatórios do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), elaborado por cientista de todo o mundo, apontam que 90% das alterações ambientais são antropogênicas, ou seja, decorrem das atividades humanas. De acordo com estimativas, será necessário um grande investimento a fim de reduzir gradualmente as emissões de CO2, para impedir um aquecimento global maior que 2°C a 2,4ºC até o final do século. Os especialistas ainda não estão de acordo sobre em que medida que a atividade humana, o desmatamento e a poluição afetam o clima, mas muitos assinalam que a elevação do nível do mar, o rápido degelo das regiões glaciais e a violência dos recentes furacões, inundações e secas são conseqüências do aquecimento global. A quantidade de água disponível no planeta. Apesar de a água potável ser essencial para a vida, 40% da população mundial já sofre com sua escassez, situação esta, agravada pela desigualdade social. Atualmente, doenças relacionadas à escassez de água, como a diarréia, matam muito mais do que a AIDS. A produção mundial de alimentos também poderá ser reduzida, pois hoje 70% do recurso mundial são utilizados para a agricultura. Crescente demanda por energia. As taxas de consumo indicam: quanto melhor o padrão de vida, maior a demanda por energia. Quase 70% da energia consumida no planeta são de materiais fósseis, como carvão mineral, gás natural e petróleo, fontes não renováveis que demoram bilhões de anos para se formar e, quando usados, liberam grandes quantidades de gás carbônico, principal agente do efeito estufa. Impacto da destruição da camada de ozômio, a chuva ácida e os desastres ambientais. 2.1. Desenvolvimento Sustentável A partir da década de 60, nos países desenvolvidos, países a primeiro sofreremproblemas de poluição industrial, manifesta-se a organização de uma consciência social epolítica em torno dos problemas ambientais. Depois tivemos a Conferência de Estocolmo,
  7. 7. Rio 92, Protocolo de Kyoto, Crédito de Carbono, etc. Contudo, o conceito dedesenvolvimento sustentável é complexo e controvertido quando é aplicado em nosso dia-a-dia. É importante destacar que nos diversos artigos que tratam do tema dedesenvolvimento sustentável e sustentabilidade há um uso indiferenciado ou mesmo umapassagem abrupta de um conceito para o outro. De forma geral, desenvolvimentosustentável além de ser um conceito normativo envolve a associação entre componentesdistintos como os aspectos: sociais, econômicos e ecológicos, estando implícita a idéia decontinuidade ou permanência. Surge formalmente com a publicação do relatório daComissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, onde são propostas sacões maisespecíficas para a cooperação e o aumento do nível de entendimento e comprometimentodos países com a questão ambiental. O desenvolvimento sustentável está restrito à delimitação da escala do uso dosrecursos naturais pela economia, portanto a manutenção de uma economia sustentável, quepor sua vez depende: do progresso tecnológico para o melhor uso dos recursos naturais eda substituição do capital produzido pelo capital natural. 2.2. Comércio Internacional e Meio Ambiente O processo de globalização e a abertura do comércio mundial, associados à expansãodas cadeias logísticas e à alteração do ciclo de vida e desenvolvimento de produtos,impulsionaram o crescimento da economia e do comércio exterior. Como o desenvolvimento sustentável se insere neste contexto? No caso doagronegócio brasileiro um dos principais pontos colocados em questão é o crescimento dosetor aliado à preservação do meio ambiente e também a adequação da carga tributária. O fato é que países que praticam e utilizam o apelo da sustentabilidade a seu favorpara desenvolver as relações comerciais criam um diferencial competitivo nas exportações eno mercado interno, seja para expansão de mercados, como a prevenção contra possíveisrestrições de acesso. Para o entendimento do crescente aumento do comércio internacional a teoria dasvantagens comparativas, desenvolvida por David Ricardo no século XIX, partindo de Smith,assume particular relevância. Ele demonstrou que, com dois produtos e dois países, a trocainternacional vantajosa dependia não das produtividades absolutas, mas das produtividadesrelativas da mão-de-obra em cada um deles. Cada país, especializando-se na produção
  8. 8. para a qual tivesse vantagem relativa, aumentaria a produção total dos dois e permitiria amelhora do consumo. Uma conclusão que podemos observar a partir desta teoria é que algum comércio émelhor do nenhum comércio e analisando a história, que um país que cria intencionalmentea sua vantagem comparativa se beneficia na repartição do ganho decorrido das trocas dosbens produzidos. É oportuno esclarecer que as expressões comércio exterior e comércio internacionalpossuem sutis diferenças: a primeira refere-se à atividade do Estado com relação a seucomércio externo, regulando, controlando e fazendo política de comércio visando aos finsnacionais, sejam eles econômicos ou sociais; já segunda refere-se às trocas comerciaisentre as nações que compõem a comunidade mundial e tudo o que for ligado a suaexecução: transporte, pagamento, câmbio, etc. São vantagens do comércio internacional: incorporação de novos processostecnológicos, estímulo à atração de investimentos externos, ampliação de opções para osconsumidores, ganhos de eficiência econômica, melhoria das relações entre países eintercâmbio cultural. Desvantagens: vulnerabilidade às indústrias nascentes, geração dadependência direta dos mercados externos e subordinação às flutuações cambiais dospaíses importados. Podemos ainda citar como aspectos negativos: o desemprego, aexploração de mão de obra e de recursos naturais. Contudo, pode ser irrelevante falar de vantagens ou desvantagens deste processo,uma vez que ele contém ambas as qualidades ao mesmo tempo, de forma obviamentecontraditória. Da mesma forma, não dá para estabelecer relações assimétricas de igualdadeentre desiguais. Os países divergem quanto aos seus interesses em função de seu grau dedesenvolvimento, com relação ao comércio exterior adotam diferentes regras(protecionismo, livre comércio e comércio regulado), obedecendo a parâmetrosestabelecidos em acordos internacionais (multilaterais, regionais e bilaterais). Segundo Martinez (2005) o livre comércio é uma estratégia política dos paísesdesenvolvidos para impor o modelo neoliberal por ser o que melhor serve aos interesses dosconsórcios transnacionais e a inserção no comércio mundial é um processo de domíniocorporativo. Há também quem defenda que para ajudar os países em desenvolvimento a buscaremum desenvolvimento sustentável é essencial garantir o acesso ao mercado, sendo o livrecomércio o caminho para diminuir as desigualdades sociais.
  9. 9. Em 1994, com a criação do Comitê de Comércio e Meio Ambiente CTE, é dadomaior ênfase em políticas ambientais na Organização Mundial do Comércio OMC e em2001 com a Conferência Ministerial de Doha é reforçado o objetivo de relacionar mercado emeio ambiente visando ao desenvolvimento sustentável. Focando na questão do meio ambiente não podemos ter uma visão simplista em queas medidas ambientais dificultam o livre comércio e este provoca a degradação ambiental. Épreciso diferenciar medidas de proteção ambiental legítimas, daquelas empregadas com afinalidade de protecionismo, conforme Procópio (1994): ecoprotecionismo . O comércio afeta diretamente o meio ambiente e as medidas ambientais afetamdiretamente o comércio. A melhor forma de discutir a relação comércio e meio ambiente éem âmbito internacional, pois não adianta um Estado adotar medidas de preservação e outronão, assim como, a adoção de medidas unilaterais podem significar uma barreira comercial. A OMC tem um papel importante nesta relação e deve ampliar a coordenação entre ocomércio e meio ambiente, de forma que assunto evolua conjuntamente na difícil tarefa dese estabelecer medidas eficazes e que atinjam o interesse dos diversos países. Em relaçãoao livre comércio, recomenda-se circunspeção, os países ricos seguem políticaskeynesianas, mas recomendam para os países pobres políticas monetaristas. Um dos argumentos utilizados pelos ambientalistas para se opor ao livre-comércio é amudança de indústrias ou partes dos processos delas que agridem o meio ambiente depaíses desenvolvidos para os países em desenvolvimento, os chamados refúgios depoluição (pollution heavens) (QUEIROZ, 2010). As restrições ambientais nos países deorigem destas indústrias são rigorosas e aumentam o custo de produção. Então, estasempresas se aproveitam da fraca regulamentação ambiental dos países emdesenvolvimento e transferem suas plantas para estes locais. Estas empresas enviam seusprodutos a custos bem menores para serem comercializados nos seus países de origem.Exemplo disto é o caso das madeireiras europeias que, acobertadas por leis ambientaispouco exigentes nos países em desenvolvimento, exploram florestas sul-americanas easiáticas. Outras associações importantes relacionadas ao tema comércio/meio ambiente:políticas de subsídio agrícolas induzindo os agricultores de países em desenvolvimento aproduzir a com o menor custo possível desconsiderando a preservação ambiental; pressãodo consumidor mais consciente e ecolabelling - programa de selos ecológicos e normasinternacionais ambientais que exigem análises do ciclo de vida do produto/impactoambiental.
  10. 10. 2.3. Contribuição de Especialistas Para os especialistas de desenvolvimento sustentável não há uma única solução; épreciso adotar várias delas. Como algumas da citada abaixo. No setor energético, entre as saídas apresentadas pelo IPCC está a utilização de fontes de energia renováveis, como a hídrica, biomassa e geotérmica. Entre os recursos sugeridos estão as energias solar ou eólica, mas é apontada a necessidade de mais pesquisas e desenvolvimento de mercado e barateamento de custos. Segundo a rede Word Wide Found for Nature (WWF), é possível atender à demanda energética global de maneira limpa e sustentável. Para isso, as nações teriam de adotar severas medidas, consideradas cruciais para o futuro da Terra, a partir de agora. E as soluções apontadas se referem à tecnologia e fontes de energia sustentáveis já conhecidas e utilizadas atualmente. Edifícios ecológicos. O certificado Green Building, conceito criado nos Estados Unidos, já aplicado em vários países é um aliado. A partir de várias medidas, a construção evita o desperdício e muitas vezes produzem toda a energia necessária ao seu funcionamento aproveitando a luz do solar ou o vento. As usinas atômicas são um dos pontos mais polêmicos dos debates entre os especialistas, alguns consideram que o alto custo de aplicação, as emissões e os resíduos radioativas, os riscos de segurança e a proliferação de seus impactos são pontos negativos que superam os benefícios dessa tecnologia. Os biocombustíveis são uma alternativa, porém não estão totalmente isentos em relação a possíveis danos ao meio ambiente. Implicações sociais e ambientais que devem ser consideradas em sua produção. O desmatamento também é um dos alvos a serem combatidos para a preservação da vida no planeta. As árvores cumprem um papel fundamental para assegurar biodiversidade, evitar a degradação dos solos e o assoreamento de rios, bem como contribuir para minimizar as variações climáticas. Considerando que 75% do volume de lixo ser fonte de carbono, ou seja, passível de ser transformar em dióxido de carbono, a reciclagem cumpre um papel importante para diminuir a emissão de CO2. Outro setor considerado como estratégico para a redução das emissões de gases estufa é o de transporte.
  11. 11. Segundo o Professor Chris Rapley, diretor da agência britânica de pesquisas na Antártida, em artigo publicado em 2006, no site da BBC, a solução dos problemas ambientais passa pelo combate à superpopulação do planeta. Segundo ele o tamanho da população atual da Terra, acima de 6,5 bilhões pessoas, já é insustentável e o assunto deveria ser pauta prioritária nos meios ambientais. 2.4. Contribuição do Setor Empresarial e a relação com os Stakholders Está se tornando consenso que a responsabilidade pela manutenção do meioambiente em padrões aceitáveis também é de competência das empresas. Melhorias nosprocessos produtivos e exploração de fontes de energia não-poluentes não só contribuírampara a salvação do planeta, como acelerariam a economia mundial. A utilização de tecnologias ambientais oferece grande potencial para a melhoria doambiente ao mesmo tempo em que dinamizam a competitividade das empresas. No entanto,o desenvolvimento e a generalização deste tipo de tecnologia, cuja utilização causa menosdanos ao ambiente do que as alternativas existentes enfrentam vários obstáculos, tais como:econômicos, regulamentares, de pesquisa, mercado e disponibilidade de capital. Partindo do pressuposto de que o propósito de longo prazo de qualquer organização éa sobrevivência e o crescimento e que para o alcance de seus objetivos estratégicos é cadavez mais forte a necessidade de interagir em várias esferas e com vários públicos, a teoriados stakeholders se torna uma ferramenta importante a ser considerada dentro de umaperspectiva de modelo de gestão organizacional, pois ela possibilita uma abordagem maisabrangente e contemporânea para o tratamento de variados assuntos envolvido na dinâmicaorganizacional. Como as organizações no exercício da liderança e na análise do desempenhoorganizacional enfatizam o atendimento aos requisitos das partes interessadas? Comoadministram uma pluralidade de interesses, por vezes contraditórios e conflitantes? Qual ograu de influência de cada stakeholders? Empresas que administram bem as suas relaçõescom os stakeholders têm um desempenho melhor do que aquelas que o não fazem? Todasestas, são questões relevantes para o entendimento de como as relações com osstakeholders se configuram dentro de um contexto atual de competitividade sistêmica. Conforme Argenti e Beck, 2005, toda organização é um sistema de grupos básicos destakeholders com os quais ela estabelece e administra relações. Na definição de Jones eWicks, 1999, stakeholders são pessoas e/ou grupos que podem afetar e são afetados pelosresultados estratégicos obtidos e que têm reividincações aplicáveis no tocante ao
  12. 12. desempenho da empresa. Outra definição que também complementa esta análise é daFundação Nacional da Qualidade para partes interessadas: Indivíduo ou grupo deindivíduos com interesse comum no desempenho da organização e no ambiente em queopera. A maioria das organizações apresenta as seguintes partes interessadas: clientes;força de trabalho; acionistas e proprietários; fornecedores; e a sociedade. A quantidade e adenominação das partes interessadas podem variar em função do perfil da organização . Cada grupo de stakeholders tem seus interesses. Os stakeholders mais evidentes sãoos acionistas. Os acionistas querem que o retorno sobre seu investimento seja maximizado.Diferentemente dos acionistas, outro grupo de stakeholders o de clientes da empresaprefere que os investidores recebam um retorno mínimo sobre o seu investimento. Osclientes maximizam a sua participação quando percebem valor no produto/serviço, quandohá melhoria de qualidade sem que haja aumento de preço. Entender como um stakeholder pode influenciar uma organização é um conhecimentocrítico para qualquer gerente. Para que os gerentes possam agir estrategicamente e planejaras ações que a organização deverá seguir é necessário o entendimento de como os outrosirão agir neste ambiente. Assim, dado que as relações organização-stakeholdersapresentam objetivos distintos e acomodam numerosos conflitos de interesses, torna-senecessário compreender como as empresas formulam processos visando à integração destakeholders heterogêneos durante a formação das suas estratégias (ANDRADE, 2001). Quando a organização é rentável, obtêm retornos acima da média, o desafio deadministrar eficazmente as relações com os stakeholders é atenuado consideravelmente,pois ganha flexibilidade e capacidade de satisfazer vários stakeholders ao mesmo tempo. Quando falamos de relacionamento com stakeholders, estamos falando de questõesbastante delicadas que envolvem comunicação, política e reputação. Estamos falando, porexemplo, de leis, direitos, ética, moral, valores, impactos na sociedade e no meio ambiente ediferenças culturais. O engajamento com stakeholders é considerado uma das etapas fundamentais para odesenvolvimento de diversas ações relacionais e estratégicas na organização. Um dosexemplos é sua empregabilidade no desenvolvimento de Relatórios de SustentabilidadeGRI, além de ser um forte aliado na busca de conhecimento compartilhado, inovação emprodutos, serviços e processos, melhor gestão de riscos e ainda, aumento da atratividade damarca. 3. INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE No mundo empresarial é indispensável estar atento às mudanças, ser flexível,
  13. 13. perceber as inovações tecnológicas e, principalmente, entender que Conhecimento é umfator estratégico. A gestão de negócios com eficácia implica compatibilizar o conhecimento adquiridocom as exigências do mercado. É fundamental que as organizações parem de olhar apenaspara os concorrentes e comecem a pensar em oportunidades alternativas de mercado, emque suas competências serão úteis, a partir de um diferencial que ela tenha e que seja únicopara um determinado grupo de clientes. As empresas querem ser produtivas para serem mais lucrativas. E lucratividade ecompetitividade são as verdadeiras determinantes da inovação tecnológica e do crescimentoda produtividade. Assim, não podemos nos contentar em gerar novos Conhecimentos, emfazer apenas a pesquisa pela pesquisa, ou simplesmente em coletar informações e guardá-las. Sem capacidade de inovar - criar novos produtos e serviços - mas também, de criarnovos mercados, exportar e empreender negócios, nenhuma empresa se tornará líder emseu setor ou mesmo conseguirá sobreviver nesta economia globalizada. A aceleração dos avanços tecnológicos gerou aumentos substanciais naprodutividade dos setores e criou condições para o fornecimento de um nível semprecedentes de produtos e serviços. O resultado é que cada vez mais a oferta é maior doque a demanda. Isso sugere que o ambiente de negócios tradicional, no qual grande partedas abordagens sobre estratégia e gestão se desenvolveu no século XX, estádesaparecendo em ritmo cada vez mais acelerado. Há uma percepção mundial em que coloca a inovação como um fator estratégico quepoderá alterar a ordem econômica atual, beneficiando-se disto os países emergentes. O processo de gestão do conhecimento pode governar a criação, a disseminação e autilização de conhecimento para atingir os objetivos da organização, mellhorar a tomada dedecisão, criar novos conhecimentos e condições para a inovação. Por meio da imaginaçãoque tecnologias são criadas. 4. CONCLUSÃO A expansão comercial a partir da segunda metade do século XIX e adesregulamentação financeira a partir da 2ª Guerra trouxeram novas complexidades para arelação entre as nações, sendo crescente interdependência planetária. Uma corrente do pensamento econômico sobre a questão ambiental preceitua serimportante manter o estoque de capital natural constante, pois não é possível a completasubstituição do capital natural pelo capital produzido. O aumento do consumo nãocompensará as futuras gerações do aumento da degradação ambiental, ou seja, énecessário pensar em uma equidade intergeracional.
  14. 14. Outra corrente do pensamento econômico sobre sustentabilidade entende que o capitalnatural - são passíveis de substituição e, na medida em que há progresso tecnológico, háampliação das possibilidades da reposição deste capital pelo produzido. Pela representatividade das empresas na economia mundial, a contribuição do setorempresarial será fundamental para a preservação ambiental, sendo necessária a parceriacom o setor público. Como por exemplos desta contribuição temos: identificação deoportunidades comerciais para desenvolver o crescimento sustentável, seja melhorandoseus processos produtivos e explorando fontes de energia não-poluentes, comoincorporando a temática em suas estratégias de internacionalização, incorporação destatemática em seus core business, em seus processos de governança corporativa, inovação eopen inovation. Enfatizar as convergências de interesses das organizações e dosclientes/consumidores/sociedade buscando realizar transações e desenvolverrelacionamentos onde todos fiquem satisfeitos é estratégico. Hoje, além disto, asorganizações bem sucedidas já sabem que buscar somente a satisfação de seus clientesnão é suficiente para se alcançar o sucesso. Sabem, portanto, que precisam estabeleceruma dinâmica de relações que crie valor para todos os seus públicos de relacionamento, eque devem estabelecer um processo sistemático de engajamento que demonstre aidentidade da empresa nessas relações, visando o fortalecimento e sustentabilidade da suaestratégia de negócios e a conseqüente geração de valor compartilhado. O processo de Gestão do Conhecimento aliado a gestão estratégica dos stakholderspoderá ser um caminho eficaz para tornar o planeta um mundo melhor, com uma economiaviável, uma sociedade mais justa e culturalmente aceita. Além de programas bemestruturados, desenvolvimento de novas tecnologias e utilização de fontes de energialimpas, o Conhecimento pode contribuir para o comprometimento de empresas e cidadãosem avaliar e mudar práticas de produção e hábitos de vida.
  15. 15. Referências BibliográficasALMEIDA, Paulo Roberto. A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagensde um processo indomável. Disponível em:<http://br.monografias.com/trabalhos/globalizacao-desenvolvimento-vantagens/globalizacao-desenvolvimento-vantagens.shtml>. Acesso em 27 Jul. 2010.BLACK, Richard. Atual crescimento da população é insustentável. Disponível em:<http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/01/060106_populacaomundoebc.shtml>. Acesso em: 31 jan. 2006.Daly, H. E. & K. N. Townsend (eds.) (1993). Valuing the Earth: Economics, Ecology, Ethics.Cambrigde, Massachusetts, The MIT Press.CASTRO, Diego; CASTILHO, Selene; BURNQUIST, Heloísa. O comércio e meio ambienteas diversas faces desse binômio. Disponível em:<http://cepea.esalq.usp.br/pdf/comercio_e_meio_amb.pdf>. Acesso em: 18 jul. 2010.FONTES FILHO, Joaquim Rubens; MARTINS, Humberto Falcão. Foco em quem?identificando stakeholders para formulação da missão organizacional. FGV Online, 2007.Hediger, W. (2000) Sustainable Development and social welfare. Ecological Economics eRomeiro, A.R.HITT, Michael H.; IRELAND, R. Duane; HOSKISSON, Robert E. Administração EstratégicaTradução da 7º edição. 2 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008.KALINOVSKI, Uelson. A Natureza a Favor do Campo. Rev. Adm. Ano 33 nº. 288 São Paulo.Disponível em: <http://www.crasp.com.br/rap/288/288.pdf>. Acesso em 28 jul. 2010.KARPOUZAS, Ana; SANTOS, Jéferson Weber dos. Stakeholders - identificando para queme como atingir os objetivos organizacionais. In:______. O processo de formação deestratégias de uma organização do terceiro setor: análise da influência dos stakeholders apartir de um estudo de caso. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2008.MARTÍNEZ, Osvaldo. O livre comércio: raposa livre entre galinhas livres. Cuba Socialista,Havana, maio 2005. Disponível em:<http://www.grupopraxis.org/debates/050628_livre_comercio.htm>. Acesso em: 06 dez.2005.PIRES, Camila Faria Braga. Comércio e Meio ambiente e a Organização Mundial doComércio. Disponível em:<http://www.cedin.com.br/revistaeletronica/artigos/COM%C9RCIO%20E%20MEIO%20AMBIENTE%20E%20A%20ORGANIZA%C7%C3O%20MUNDIAL%20DO%20COM%C9RCIO%20Camila%20Pires.pdf>. Acesso em: 19 jul. 2010QUEIROZ, Fábio Albergaria de. Meio ambiente e comércio internacional: Relaçãosustentável ou opostos inconciliáveis? Argumentos ambientalistas e pró-comércio do debate.Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-85292009000200002&script=sci_arttext>. Acesso em: 30 jul. 2010.
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