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Primeiro Módulo - Aula 3 - Elementos gerais do universo - Deus

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Primeiro Módulo - Aula 3 - Elementos gerais do universo - Deus

  1. 1. ELEMENTOS GERIAS DO UNIVERSO
  2. 2. <ul><li>Há séculos que a chamada Trindade Universal tem sido o fundamento do Cristianismo, assim como de outras religiões. </li></ul><ul><li>Historicamente, o dogma da Santíssima Trindade foi aprovado pelo Concílio de Nicéia no ano de 325. A partir desse momento, a Teologia Cristã influenciada pela filosofia judaica criou o mito antropológico de Deus, o qual tomou a forma de três pessoas distintas. </li></ul><ul><li>Nesta concepção mística de Deus, a Trindade erigiu-se no mais profundo mistério da Teologia Cristã. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A Doutrina Espírita, por sua vez, na busca de uma compreensão racional dessa realidade, substitui as três pessoas da Trindade pelas três realidades essenciais do Universo: </li></ul><ul><li>Deus, Espírito e Matéria </li></ul><ul><li>a trilogia fundamental ou causas primárias do Universo. </li></ul><ul><li>É assim que o surgimento da Doutrina Espírita marca a passagem do mito antropológico para uma filosofia cristã racional; a Trindade Universal não é regida por pessoas, mas formada por substâncias regidas por uma Inteligência Suprema. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>DEUS: </li></ul><ul><li>A causa primária de todas as coisas, não teve princípio, mas todas as coisas subsistem pelo influxo de seu poder criador. </li></ul><ul><li>Em assim sendo, espírito e matéria são os princípios ou causas de Segunda Ordem, essências constituintes do Universo, que marcam os primórdios da criação. </li></ul><ul><li>Por mais distante que se possa colocar o início dessa obra, é inaceitável compreender Deus ocioso por um segundo sequer, conforme a pergunta 21 de L.E. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>ESPÍRITO : </li></ul><ul><li>É o princípio inteligente do universo (LE, perg. 23). Por princípio entende-se aqui o fundamento que dá origem ao Universo, e nele permanece como essência universal. </li></ul><ul><li>Portanto, por espírito entende-se, aqui o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades designadas por esse nome (LE, perg. 25a). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>MATÉRIA: </li></ul><ul><li>Em sua origem consiste no princípio material, ou seja, no Fluido Cósmico, matéria geratriz que passa por várias modificações até formar as coisas e seres materiais. </li></ul><ul><li>É a partir dessas metamorfoses que surgem os elementos fundamentais da natureza, as aglomerações de átomos, que por sua vez darão origem às formas materiais. </li></ul>
  7. 7. PROPRIEDADES DA MATÉRIA <ul><li>A matéria existe em estados que não conheceis - dizem os Espíritos. Ela pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que não produzem nenhuma impressão em vossos sentidos; entretanto, será sempre matéria, embora não a seja para vós (LE, perg. 22). </li></ul><ul><li>O Fluido Universal, ou Fluido Cósmico é imponderável para nós (isto é, sem peso), pois é formado de matéria etérea e sutil. </li></ul><ul><li>Há, pois regiões em que a matéria encontra-se ainda em estado muito sutil e rarefeita. Em assim sendo, a ponderabilidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, da mesma maneira que não há alto nem baixo (LE, perg. 29). </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Nesse estado encontra-se assim, o Fluido Cósmico, princípio gerador de todas as coisas, o qual é impossível de ser aprendido pela percepção sensível, ou seja, pelos parcos cinco sentidos de que dispõe o organismo humano. </li></ul><ul><li>As múltiplas formas da matéria surgem a partir desse Fluido Cósmico ou matéria primitiva, de cuja transformação originam-se os elementos químicos que compõem a Natureza. </li></ul><ul><li>Convém aqui esclarecer o processo das formas materiais, até atingirem o estado de solidez: </li></ul>
  9. 9. <ul><li>1 - ÁTOMOS : São agrupamentos de partículas: elétrons, prótons e nêutrons. </li></ul><ul><li>2 - MOLÉCULAS: São agrupamentos de átomos unidos por ligações químicas. </li></ul><ul><li>3 - ELEMENTOS : São conjunto ou aglomerados de átomos da mesma natureza. Exemplo: hidrogênio, ferro, etc.. São as formas mais simples da matéria. </li></ul><ul><li>4 - SUBSTÂNCIAS OU COMPOSTOS : São compostas por um número limitado de moléculas. Exemplo: água, ácido clorídrico, etc.. </li></ul><ul><li>5 - CORPOS : São porções limitadas da matéria. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Assim, as diferentes propriedades da matéria passam a existir das modificações que as moléculas elementares sofrem, ao se unirem em determinadas circunstâncias (LE, perg. 31). </li></ul><ul><li>Quando passa a assumir a variedade das formas, a matéria passa a ser apreendida pela percepção sensorial. </li></ul><ul><li>Em assim sendo, do ponto de vista do ser humano, define-se a matéria como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os sentidos e é impenetrável (LE, perg. 22). </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Pode-se assim resumir as propriedades da matéria: </li></ul><ul><li>IMPENETRABILIDADE: é a propriedade pela qual dois ou mais corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. </li></ul><ul><li>EXTENSÃO : todo corpo material ocupa um lugar no espaço, passando a ter as três dimensões (comprimento, largura e altura). </li></ul><ul><li>DIVISIBILIDADE: é a propriedade que tem a matéria de ser dividida, e que lhe confere a condição de poder ser pesada. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Além dessas propriedades primárias, a matéria primitiva ao transformar-se adquire outras qualidades secundárias: </li></ul><ul><li>- o sabor, o odor, as cores, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos que não seriam mais do que modificações de uma única e mesma substância primitiva (LE, perg. 32). </li></ul><ul><li>No entanto, estas qualidades são apenas subjetivas, ou seja, elas não existem em si mesmas, mas só existem pela disposição dos órgãos destinados a percebê-las (LE, perg. 32). </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Espaço Universal: O conceito de espaço gira sempre em torno das complexas definições da Física, e por isso torna-se extremamente variado. </li></ul><ul><li>Temos, por exemplo, o conceito newtoniano de espaço absoluto, assim como a Teoria da Relatividade de Einstein que estabelece que os fenômenos físicos não ocorrem apenas no espaço, mas também se desenvolvem simultaneamente no tempo, ou seja: </li></ul><ul><li>- os fenômenos físicos ocorrem no contínuo espaço-tempo. Define-se também o espaço ora como sendo a extensão que separa dois corpos, ora o lugar circunscrito onde se movem os mundos, o vazio no qual atua a matéria. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Na impossibilidade de um acordo unânime sobre tal conceito, do ponto de vista da Ciência, a Doutrina Espírita vem ampliar o conhecimento humano: </li></ul><ul><li>O espaço universal é infinito. </li></ul><ul><li>Supondo-se um limite para o espaço, qualquer que seja a distância a que o pensamento possa concebê-lo, a razão diz que, além, desse limite, há alguma coisa. </li></ul><ul><li>E assim, pouco a pouco, até o infinito, porque essa alguma coisa, mesmo que fosse o vazio absoluto, ainda seria espaço (LE, perg. 35). </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Afirmam assim os benfeitores espirituais que não há espaço vazio, porque o vazio, enquanto sinônimo de nada, não existe. </li></ul><ul><li>E se o espaço fosse nada, não poderia existir. </li></ul><ul><li>O espaço é vazio apenas em relação às percepções humanas, insuficientes para compreender a matéria sutil e etérea que nele existe. </li></ul><ul><li>A afirmativa de Jesus diz respeito ao fato de que o homem não pode viver exclusivamente pelas coisas materiais e comprometer sua evolução espiritual, pois é impossível conciliar dois princípios opostos entre si: </li></ul>
  16. 16. <ul><li>uma mesma fonte não pode jorrar água pura, cristalina, e ao mesmo tempo jorrar água contaminada. </li></ul><ul><li>Contudo, é necessário ressaltar que Deus não condena a riqueza e ninguém será condenado por ser rico. </li></ul><ul><li>O alerta de Jesus é para o mau uso; é uma advertência para os que não sabem aplicar os bens que possuem, pois os riscos dessa perigosa prova terrena são justamente sua carga negativa de tentações e fascinação que o poder decorrente de seus efeitos exerce sobre os homens, é a algema mais poderosa que o prende às origens grosseiras da matéria. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A riqueza é uma ferramenta que a Providência Divina coloca à disposição do homem para o seu aprimoramento espiritual, que tanto pode ser útil a serviço do bem como a serviço do mal, na medida em que o apego a ela exacerba o orgulho, o egoísmo, a indiferença com o sofrimento alheio. </li></ul><ul><li>Com ela pode-se devolver a esperança para os que desfaleceram na luta, pode-se devolver a fé para aqueles que choram no seu infortúnio, mas principalmente pode ser a força divina de transformação social no advento do Terceiro Milênio. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Disse Jesus a um moço que lhe perguntava o que fazer para conseguir a vida eterna, além se seguir os mandamentos: </li></ul><ul><li>&quot; Se quereis ser perfeito, ide, vendei tudo o que tendes e dai - aos pobres e tereis um tesouro no céu&quot; (ESE, cap. xvi, item 2). </li></ul><ul><li>Diante dessa recomendação, o jovem abaixou a cabeça e afastou-se, pois não tinha a intenção de se desfazer de seus bens. </li></ul><ul><li>Dirigindo-se aos apóstolos, o Mestre continuou seu ensinamento: </li></ul><ul><li>“ Quão difícil é a salvação dos ricos”. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>“ É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino dos Céus“ </li></ul><ul><li>(ESE, cap. xvi, item 2) </li></ul><ul><li>A palavra &quot;camelo&quot; em hebreu serve tanto para designar o animal propriamente dito, como uma corda feita do pelo do animal. </li></ul><ul><li>Na tradução, deram-lhe o primeiro desses significados, mas é provável que Jesus a tenha empregado com a segunda significação). </li></ul>
  20. 20. <ul><li>O objetivo de Jesus ao dizer ao jovem que se desfizesse de sua fortuna para segui-lo não foi o de estabelecer uma condição necessária a renúncia da fortuna para alcançar o progresso espiritual, mas ensinar a colocar essas riquezas sob o manto da caridade e do amor universal. </li></ul><ul><li>Mais adiante Jesus narrou a parábola do avarento que, preocupado em acumular cada vez mais suas fartas colheitas, construiu enormes celeiros para a estocagem de seus bens; feito isso disse este homem: &quot;Minha alma tu tens muitos bens reservados para vários anos; repousa, come, bebe, ostenta. </li></ul><ul><li>Mas Deus ao mesmo tempo disse a esse homem: &quot;Insensato que és! Vai ser retomada tua alma esta noite mesmo; e para quem será o que amontoaste?&quot; (ESE, cap. XVI, item 3). </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Cabe ao homem trabalhar para a evolução espiritual e material do mundo físico, em decorrência da Lei de Reencarnação como etapa indispensável para a aprendizagem do Espírito. </li></ul><ul><li>O trabalho cumulativo do ser humano desde o seu ingresso no reino nominal, modificando a face do planeta através dos milênios, criando, desenvolvendo, acumulando conhecimentos e bens materiais não significa pontos negativos aos olhos de Deus, mas é o caminho por Ele traçado para o desenvolvimento do planeta, enquanto mundo de provas e expiações. </li></ul><ul><li>É na prova reencarnatória da riqueza que o homem burila seus sentimentos, corrige suas imperfeições, resolve os conflitos de vidas passadas em luta pela posse insaciável dos bens terrenos, em detrimento da caridade e do amor ao próximo. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>A sabedoria divina utiliza nas provas terrenas de seus filhos a pobreza para uns, como prova de paciência e resignação; para outros proporciona a riqueza como prova de caridade, humildade, renúncia e desprendimento. </li></ul><ul><li>Os tesouros acumulados no mundo pertencem a Deus; o homem é apenas seu administrador, e serão cobradas contas do bom ou mau uso; infeliz daquele que os empregou apenas para sua satisfação pessoal. </li></ul><ul><li>Ensinam os Espíritos sobre o desapego aos bens materiais: </li></ul><ul><li>&quot;Sabei contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejais os ricos, porque a fortuna não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais de que esses bens vos são confiados e que devereis justificar seu emprego, como sendo tutores“ </li></ul><ul><li>(ESE - Cap. XVI, item 14). </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Aqueles que servem a Deus, colocam suas riquezas a serviço dos mais necessitados. </li></ul><ul><li>Este servir não é apenas desenvolver a caridade fria e egoísta que consiste em dar o supérfluo, mas a caridade que ampara a pobreza, que ergue sem humilhar, que gera trabalhos e ordem social, que oferece recursos para o desenvolvimento científico, que distribui entre os infortunados o pão do trigo e o pão do amor. Para esses, nada há de faltar. </li></ul>
  24. 24. BIBLIOGRAFIA <ul><li>Livro dos Espíritos. </li></ul><ul><li>Evangelho Segundo o Espiritismo </li></ul>

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