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5Também na década de 30 que em Portugal a canoagem se começou a difundir, através dadescida de rios, atividades de aventur...
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7Modelos de embarcaçãoÁguas tranquilasÁguas bravasDescida de RiosTurismo / Lazer
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14C1Canoa para uma pessoa, cujo comprimento máximo de 4,30 m, largura mínima no casco de 70cm e o peso mínimo de 12 kg.C2C...
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213. Legislação e regulamentos aplicáveis ao contexto de prática damodalidade3.1. Regulamentos específicos da modalidade, ...
223.3. Outro tipo de organização de actividades e eventos, nacionais e internacionaisA Federação Internacional de Canoagem...
23Colete salva vidasUma das coisas mais importantes na canoagem é o colete salva-vidas. Este pode ter aberturafrontal ou l...
24PagaiasOs tipos de pagaias mudam de embarcação para embarcação e encontram-se centenas decombinações de pagaias possívei...
25Há dois tipos de pagaias:Pagaia simplesUtilizada em embarcações tipo canoa;Pagaia duplaUtilizada em embarcações tipo cai...
26SaiaÉ uma colcha que se ajusta no aro da cabine e na cintura do canoísta que impede a entrada deágua no caiaque. A saia ...
274.1. Modo de utilização dos materiais e equipamentos, conforme o âmbitoformal/informal da prática, ao nível da formação ...
28O transporte das embarcações também deve ser feito com as devidas precauções, para não asdanificar. Assim, no que respei...
298. Tipos de capacidades físicas e psicológicas mais utilizadas em cadafunção da modalidadeCapacidades FísicasComo primei...
309. Fundamentos técnicos e tácticos predominantes na modalidade:9.1. Características dos ventos, marés e correntesVentoEx...
319.2. Níveis de dificuldade dos rios e dos maresGraus de dificuldade das águasEm qualquer lençol de água é possível prati...
329.3. Técnicas de embarque e desembarquePara embarcar/desembarcar da embarcação existem dois métodos principais:o Com apo...
339.4. Processos de esvaziamento do caiaqueQuando a tua embarcação tem água, podes retirá-la sozinho ou com a ajuda de um ...
349.5. Técnicas básicas: propulsão, retropulsão e apoiosPropulsãoForma de obter um deslizamento da embarcação sobre a água...
35RetropulsãoEsta manobra consiste em pagaiar em sentido contrário ao habitual (movimento inverso ao dapropulsão). Esta té...
36Chamada de incidênciaEsta manobra só pode ser feita com o caiaque em movimento, feita para mudar a trajetória daembarcaç...
379.6. Técnicas de salvamentoSalvamento em “X” ou “T”Para ajudar um amigo capotado, aproxime sua proa para ele segurar e p...
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Canoagem Sebenta

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Canoagem Sebenta

  1. 1. Escola Secundária/3António NobreCurso Profissional Técnicode Apoio à GestãoDesportivaPráticas de AtividadesFísicas e DesportivasAlexandre Luís Magalhães PeixotoCatarina Alexandra Matos Neivas11º GD1Maio 2012/ 2013Desportos de Natureza e AventuraCanoagem
  2. 2. 1Curso Profissional Técnico deApoio à Gestão DesportivaPrática deAtividadesFísicas eDesportivasSónia CarvalhoAlexandre Peixoto11º GD1 Catarina NeivasDesportos de Natureza eAventura – CanoagemMódulo 12 – Opç.4Maio 2012/2013
  3. 3. 2ÍndiceFundamentação Teórica................................................................................................................ 4Origem, evolução e tendências de desenvolvimento da modalidade...................................... 4História.................................................................................................................................. 4Contextos organizacionais e formas de prática (Caracterizar Slalom, Velocidade, Canoagemde Mar e canoagem associada ao Lazer – águas bravas, free style…)...................................... 6Canoas................................................................................................................................... 6Caiaques ................................................................................................................................ 6Modelos de embarcação....................................................................................................... 7Canoagem de Slalom............................................................................................................. 9Canoagem de Velocidade.................................................................................................... 10Canoagem de Mar............................................................................................................... 12Canoagem Descida.............................................................................................................. 13Canoagem Maratona........................................................................................................... 15Canoagem água bravas ....................................................................................................... 162. Prática da modalidade......................................................................................................... 182.1. Tipos de intervenientes: praticantes, arbitragem, público, média, patrocinadores,forças de segurança, e indústria associada......................................................................... 183. Legislação e regulamentos aplicáveis ao contexto de prática da modalidade ................... 213.1. Regulamentos específicos da modalidade, de âmbito federado Canoagem............... 213.2. Organização de competições federativas .................................................................... 213.3. Outro tipo de organização de actividades e eventos, nacionais e internacionais....... 224. Materiais e equipamentos específicos da modalidade....................................................... 224.1. Modo de utilização dos materiais e equipamentos, conforme o âmbitoformal/informal da prática, ao nível da formação ou do alto rendimento ........................ 278. Tipos de capacidades físicas e psicológicas mais utilizadas em cada função da modalidade................................................................................................................................................. 29Capacidades Físicas ............................................................................................................. 29Capacidades Psicológicas .................................................................................................... 299. Fundamentos técnicos e tácticos predominantes na modalidade: .................................... 309.1. Características dos ventos, marés e correntes............................................................. 309.2. Níveis de dificuldade dos rios e dos mares .................................................................. 319.3. Técnicas de embarque e desembarque ....................................................................... 32
  4. 4. 39.4. Processos de esvaziamento do caiaque....................................................................... 339.5. Técnicas básicas: propulsão, retropulsão e apoios...................................................... 349.6. Técnicas de salvamento ............................................................................................... 37
  5. 5. 4Fundamentação TeóricaOrigem, evolução e tendências de desenvolvimento da modalidadeHistóriaA canoagem é um desporto que tanto se disputa em águas tranquilas como bravias e há doistipos de embarcação, a canoa e o caiaque.As primeiras canoas surgiram na Américado Norte e eram utilizadas pelos índios doCanadá, que chamavam pirogas às suasembarcações, abertas em cima e revestidascom pele de animais, as quais utilizavampara se deslocarem ao longo dos rios.As canoas eram, basicamente, troncos esventrados e afiados à frente para cortar a água.As primeiras deram origem às canoas do tipocanadiano e as segundas aos caiaques, ambasutilizadas atualmente em competição.A primeira canoa de competição surge durantea Guerra Civil Americana pelo escocês JohnMcGregor. Utilizada pelo escocês paraexpedições em rios e lagos.Em 1924 foi fundada a Federação Internacionalde Canoagem (ICF) e, nesse mesmo ano, em Paris, surgiu pela primeira vez no programa dosJogos Olímpicos, apenas para exibição.Em 1933 nasceram os Campeonatos das Europae a inclusão oficial no programa dos Jogos.Havendo em 1936 provas masculinas e asfemininas só 1948.Na década de 30 que se começou a praticar acanoagem em águas bravias e o slalom.Em 1938 realizaram-se os primeirosCampeonatos Mundiais.
  6. 6. 5Também na década de 30 que em Portugal a canoagem se começou a difundir, através dadescida de rios, atividades de aventura e, até, algumas competições.A modalidade cresceu, aparentemente, a partir do momento em que foi organizada umadescida do Rio Douro efetuada por remadores espanhóis.Contudo, só em 1979, a 10 de Março, foi fundada a Federação Portuguesa de Canoagem, trêsanos depois, Portugal passa a ser membro da ICF no Congresso de Belgrado, na Jugoslávia.GertFredriksson
  7. 7. 6Contextos organizacionais e formas de prática (Caracterizar Slalom,Velocidade, Canoagem de Mar e canoagem associada ao Lazer – águasbravas, free style…)CanoasAs canoas do tipo canadiano são movidas com um remo só com uma pá e o atleta coloca-se naembarcação com um joelho apoiado.CaiaquesO caiaque, descendente das embarcações dos esquimós, é movido com um remo de dupla pá,situadas em cada ponta.
  8. 8. 7Modelos de embarcaçãoÁguas tranquilasÁguas bravasDescida de RiosTurismo / Lazer
  9. 9. 8Partes de uma embarcaçãoNem todas as embarcações possuem as mesmas partes, pois as diferentes especialidadesderam origem a diferentes embarcações. No entanto, pode-se generalizar e distinguir asseguintes partes e instrumentos de um caiaque:ProaParte dianteira da embarcação;PopaParte traseira da embarcação;CascoMetade inferior da embarcação;CoberturaMetade superior da embarcação;PoçoAbertura onde o canoísta se coloca;Quebra-marParte saliente da embarcação que se encontra em volta do poço e que permite segurar osaiote;BancoParte mais elevada onde o canoísta se senta;Finca-pésInstrumento que se encontra fixo ao casco, onde o atleta apoia os pés;LemeParte móvel, situada na parte posterior da embarcação, que permite alterar a sua direção;Pegas de segurançaCorda ou material resistente que se encontra na proa e na popa da embarcação.
  10. 10. 9Canoagem de SlalomCanoagem Slalom é uma modalidade praticada com caiaques ou canoas em águas rápidas, empercursos que variam entre 250 e 300 metros, definidos por "portas", que o canoísta devepercorrer sem faltas e no menor tempo possível.Nesta modalidade, os canoístas devem passar por 18 a 25 "portas", penduradas por arames(verdes e vermelhos) suspensos, seguindo a sequência numérica e o sentido indicado nelas – afavor ou contra a corrente.Sendo as de cor verde para remar a favor da corrente e as de cor vermelha remar contra acorrente.O percurso deve ser percorrido duas vezes e penalidades equivalem a um determinadonúmero de pontos. E este varia de 250 a 400 metros.
  11. 11. 10Canoagem de VelocidadeCanoagem de Velocidade é uma modalidade essencialmente de competição. É praticada emrios ou lagos de águas calmas com 9 raias demarcadas nas distâncias de 1.000, 500 e 200metros. Iniciam-se com eliminatórias que classificam os barcos semifinalistas e finalistas.Nos caiaques, rema-se sentado com um remo de duas pás. Na canoa, o canoísta apoia-se noassoalho da canoa com joelho e usa remo de uma só pá.Esta divide-se nas seguintes classes:K1Caiaque para uma pessoa, cujocomprimento máximo de 5,20 m e o peso mínimo de 12 kg.K2Caiaque para duas pessoas, cujocomprimento máximo de 6,50 m e o peso mínimo de 18 kg.
  12. 12. 11K4Caiaque para quatro pessoas, cujocomprimento máximo de 11 m e o peso mínimo de 30 kg.C1Canoa para uma pessoa, cujocomprimento máximo de 5,20 m e o peso mínimo de 16 kgC2Canoa para duas pessoas, cujocomprimento máximo de 6,50 m e o peso mínimo de 20 kg.
  13. 13. 12C4Canoa para quatro pessoas, cujo comprimento máximo de 11 m e o peso mínimo de 50 kg.Os eventos olímpicos masculinos incluem o K2 para 1000 e 500 metros, K1 para 1000 metros e500 metros, K4 para 1000 metros, C1 1000 metros e 500 metros, C2 1000 e 500 metros.Em femininos, só há provas de K1, K2 e K4, todas de 500 metros.Canoagem deMarCanoagem de mar é uma modalidade praticada em águas abertas, onde se desenvolvemprovas de percurso, resistência e habilidade. O objetivo das provas é percorrer, num percursopreviamente definido em carta náutica, em águas marinhas, no menor tempo possível.http://videos.sapo.pt/pbaqpUlnzlqgZVo0uADt- I Duatlo de Canoagem em Ílhavo
  14. 14. 13Canoagem DescidaCanoagem de descida é uma modalidade praticada em águas rápidas e violentas (corredeiras),onde o canoísta tem que demonstrar o seu controlo sobre a canoa ou caiaque. Este percorreum percurso que varia de 400 a 800 metros no menos tempo possível.Conforme a Federação Internacional de Canoagem (FIC), hoje existem três classes que fazemparte da canoagem descida que são a K1, C1 e C2.O caiaque e as canoas desta modalidade são diferentes das usadas na canoagem velocidade.As classes de embarcações são padronizadas pelas regras da FIC, conforme nos mostram asseguintes ilustrações:K1Caiaque para uma pessoa, cujo comprimento máximo de 4,50 m, largura mínima no casco de60 cm e o peso mínimo de 11 kg.
  15. 15. 14C1Canoa para uma pessoa, cujo comprimento máximo de 4,30 m, largura mínima no casco de 70cm e o peso mínimo de 12 kg.C2Canoa para duas pessoas, cujo comprimento máximo de 5 m, largura mínima no casco de 80cm e o peso mínimo de 18 kg.
  16. 16. 15Canoagem MaratonaCanoagem Maratona é uma modalidade praticada em águas calmas em grandes distâncias. Ascompetições realizam-se com distâncias superiores a 15 km. Durante a competição,oscanoístasrealizam percursos por terra onde precisa de carregar a sua canoa ou caiaque paraatravessar obstáculos e para além disso,também se alimentam e hidratam. As mesmasdisputam-se com as mesmasembarcações da Canoagem Velocidade (apresentadas napág.8)sendo estas mais leves e finas.As categorias que podem participar da prova são:HomensK1, K2, K4, C1 e C2MulheresK1 e K2MistoK2 e C2Cada percurso tem duração de aproximadamente 3 horas.
  17. 17. 16Canoagem água bravasPrespetiva de LazerSurge do cotidiano da cultura popular, seja como atividade prática, seja como atividade lúdica,a canoagem insere-se hoje como lazer e desporto na nossa sociedade.Turismo e aventura é uma especificidade da canoagem que não se enquadra nas normas dedesporto de competição. O objectivo principal desta variante é a aproximação do homem coma natureza beneficiando o respeito da mesma, além disso esta também tem benefícios, comoconhecer novos sítios, ocupação de tempos livres, espirito aventureiro e bom nível de aptidãofísica, implicando a manutenção de hábitos saudáveis.Os locais onde se pode praticar a modalidade são: rios, represas, lagos, e para os maisexperientes e corajosos mares e oceanos.Para poder praticar a modalidade devemos ter em atenção a embarcação.Os caiaques servem do tipo de canoagem de mar são os mais favoráveis para remadas queenvolvam longas distâncias, pois são mais rápidos e com tem uma divisão de carga quepermitem levar provisões. Enquanto a canoa, para águas limitadas (rios, represas, lagos), estasnão são tão rápidas como os caiaques mas tem a divisão de carga consideravelmente superioraos caiaques e além disso, são mais cómodas.Este link é referente ao Festival Internacional De Águas Bravas realizada em Arouca em 2006.http://videos.sapo.pt/AB4jp61uKN9TCc8Snwm3
  18. 18. 17Estas imagens são relativas à prespetiva de lazer.RaftingEstilolivre
  19. 19. 182. Prática da modalidade2.1. Tipos de intervenientes: praticantes, arbitragem, público, média,patrocinadores, forças de segurança, e indústria associadaPraticantesA canoagem pode ser praticada por todas as pessoas, desde que sejam respeitados todos ositens de segurança.A idade ideal para iniciar este desporto é a partir dos oito anos de idade.ArbitragemMeio de responsabilidade do desempenho dos árbitros de canoagem exige a correta formaçãoe a uniformização de critérios para que as provas decorram com normalmente sem qualquerdistúrbio ou falta de fair play.http://www.fpcanoagem.pt/LinkClick.aspx?fileticket=zSleetbl5mY%3D&tabid=446&mid=1224O link apresentado trata da formação de árbitros e com isto pretendo mostrar a divisão dosmesmos.
  20. 20. 19PúblicoA pessoa que assiste, observa, presencia qualquer ato ou espetáculo.MediaMeios de comunicação social.PatrocinadoresOs organizadores da competição podem associar o nome/marca do promotor/patrocinador àdesignação da competição e a federação adotará essa designação na divulgação da regatajunto dos seus associados e perante a comunicação social.
  21. 21. 20Forças de SegurançaA organização da regata deve também garantir segurança e apoio ao longo da prova,assegurada por diversas embarcações em coordenação com a comissão de competição.http://www.youtube.com/watch?v=R3OH5FVZArYIndustria associadaIndustria reconhecida a nível nacional e internacional.http://www.mar-kayaks.pt/pt/
  22. 22. 213. Legislação e regulamentos aplicáveis ao contexto de prática damodalidade3.1. Regulamentos específicos da modalidade, de âmbito federado CanoagemOs links apresentados são os regulamentos próprios da modalidade referida por cima dosmesmos no âmbito federado ou de competição.Canoagem de Marhttp://www.fpcanoagem.pt/Portals/0/Regulamentos/FPC.RegulamentoCanoagemMar20130325.pdfCanoagem de Velocidadehttp://www.fpcanoagem.pt/Portals/0/Regulamentos/FPC.20130211.RegulamentoVelocidade.pdfSlalomhttp://www.fpcanoagem.pt/Portals/0/Regulamentos/FPC.RegulamentoAguasbravas20120604.pdfhttp://www.lusorafting.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=93&Itemid=1363.2. Organização de competições federativasA canoagem divide-se em dois níveis, amador e profissional.A Federação Portuguesa de Canoagem é o organismo que tutela o desporto em Portugal,promovendo a prática da modalidade e a competição, tanto ao nível profissional comoamador.http://www.fpcanoagem.pt/LinkClick.aspx?fileticket=gGCcflSW60I%3d&tabid=373&mid=1269Neste link, temos as competições organizadas pela Federação Portuguesa de Canoagem.
  23. 23. 223.3. Outro tipo de organização de actividades e eventos, nacionais e internacionaisA Federação Internacional de Canoagem é a entidade internacional que regulamenta a práticada canoagem e de suas modalidades em todo o mundo.4. Materiais e equipamentos específicos da modalidadeEmbarcaçãoCaiaque ou canoa.
  24. 24. 23Colete salva vidasUma das coisas mais importantes na canoagem é o colete salva-vidas. Este pode ter aberturafrontal ou lateral, bolsas para guardar pequenos objetos.CapacetesOs capacetes têm como função a proteção da testa, da nuca e das orelhas. São imprescindíveispara a segurança de um canoísta, na medida em que representam uma mais-valia naprevenção e no cálculo dos riscos da atividade.
  25. 25. 24PagaiasOs tipos de pagaias mudam de embarcação para embarcação e encontram-se centenas decombinações de pagaias possíveis; com diferentes pás, tamanhos de empunhaduras ecomprimentos.De uma forma geral, podemos distinguir três partes fundamentais numa pagaia:PáParte da pagaia que se introduz na água e que permite propulsionar e/ou dirigir a embarcação;TuboCilindro, oco ou maciço, que une as pás entre si, no caso de pagaias duplas, ou une a pá aopunho, em caso de pagaia simples;PunhoZona na qual o canoísta segura a pagaia e que se encontra ao longo do tubo, ou no final domesmo, em caso de pagaia simples.PáTuboPunhoPunho
  26. 26. 25Há dois tipos de pagaias:Pagaia simplesUtilizada em embarcações tipo canoa;Pagaia duplaUtilizada em embarcações tipo caiaque.Cabo de resgateO cabo de resgate vai de encontro a um lema que os praticantes respeitam: “homem à água”,uma vez que todos os indivíduos são auxiliados e socorridos da água. Para tal, nos seuspercursos, os praticantes levam uma corda elástica, de aproximadamente 20 metros, utilizadapara resgates no caso de alguém cair do bote – é o designado cabo de resgate.
  27. 27. 26SaiaÉ uma colcha que se ajusta no aro da cabine e na cintura do canoísta que impede a entrada deágua no caiaque. A saia é dotada de duas alças de segurança na parte anterior para retiradarápida no caso de necessidade.Roupas e acessórioso Impermeávelo Fato térmicoo Camisolaso Calçado
  28. 28. 274.1. Modo de utilização dos materiais e equipamentos, conforme o âmbitoformal/informal da prática, ao nível da formação ou do alto rendimentoCuidados com o materialPara a preservação do material é fundamental que se estabeleçam normas na utilização earrumação do mesmo.No que respeita às pagaias, estas devem ser guardadas, de preferência, em posição vertical esuspensas.Quanto às embarcações, há que ter em atenção, aquando da sua utilização diária, o seguinte:o Evitar o choque com superfícies duras que deformem a embarcação;o Verificar se a embarcação que vamos utilizar está munida de flutuação;o Não entrar na embarcação sem que esta esteja na água;o Sempre que for necessário, colocar a embarcação na posição invertida de quebra-marpara baixo;o No final da atividade, retirar completamente a água, secando-a com um pano ou comuma esponja.Para além destes cuidados diários, devem-se efetuar revisões periódicas a todo o material,para evitar futuras deteriorações. Assim:o Verificar o estado dos parafusos e anilhas que sustentam o finca-pés e o assento;o Verificar o estado das pegas de segurança da proa e da popa;o Verificar o estado dos flutuadores;o Reparar qualquer outro defeito que possa haver na embarcação.Normas de armazenamento e de transporte do materialO material deve ser armazenado segundo algumas normas, com o intuito de se evitar estragosirreversíveis. Assim, no que respeita ao armazenamento:o Nunca se deve amontoar as embarcações, devendo-se evitar que exerçam pressõesentre si;o Os suportes para as embarcações devem estar acolchoados;o Para as embarcações de fibra de vidro é suficiente a utilização de estruturas com doispontos de suporte;o Para as embarcações de polietileno é preferível um tipo de suporte onde se apoie aembarcação em toda a sua superfície.
  29. 29. 28O transporte das embarcações também deve ser feito com as devidas precauções, para não asdanificar. Assim, no que respeita ao transporte para a água, e vice-versa:No caso de um K1, este pode ser transportado de várias formas:o Agarrado pelo quebra-mar, como se fosse uma mala;o Colocar o ombro dentro do poço, com a embarcação equilibrada;o Carregá-lo ao ombro, passando o braço por cima;o Se forem duas pessoas, tendo cada uma, o seu caiaque, podem levá-los juntas;No caso de um K2, este também pode ser transportado de várias formas:o Pode ser agarrado por baixo do cascoo Pode ser agarrado nos quebra-mareso Pode ser carregado nos ombros, desde que um tripulante se encontre na popa e ooutro na proa.o As embarcações nunca devem ser arrastadas;o As pagaias devem ser transportadas na mão ou introduzidas dentro da embarcação.
  30. 30. 298. Tipos de capacidades físicas e psicológicas mais utilizadas em cadafunção da modalidadeCapacidades FísicasComo primeira parte técnica a ser ensinada sugere-se que com os remos fora dágua, todosde pé, aprendam a manuseá-lo. Os aspectos que devem ser salientados são:Tamanho do remo para cada praticanteO tamanho ideal de remo para cada praticante durante a iniciação deve ser definido pelotamanho total do remo, ou seja, este deverá estar na vertical em frente ao aluno, que deveráelevar um dos seus braços, realizando uma flexão gleno-umeral de 180º no plano sagital, demodo que os dedos toquem a ponta da pá;Distância das duas mãos até as pásO aluno deverá manter um mesmo distanciamento da mão até a pá em ambos os lados doremo, de forma que exista uma simetria na pegada, para que não possibilite maioresaplicações de forças com somente um dos lados do corpo;PegadaPara definir a pegada pode-se também utilizar algumas regras para facilitar a automatizaçãodo aluno. Com os cotovelos flexionados em 90º acima da cabeça deve-se segurar o remo;Movimentação de remarDepois da correta pegada, ainda fora dágua, ensina-se o movimento da remada. A remadadeve ocorrer na altura aproximada dos olhos e deve existir um movimento de extensão dopunho direito (para destros) no momento de preparação para a remada do lado esquerdo(fase aérea), causando uma entrada melhor do remo na água. Isso deve ser realizado poralguns minutos com correção das pessoas que estiverem apresentando dificuldades.Capacidades PsicológicasRelacionado à motivação do praticante, uma vez que a falta de competições oficiais paracrianças menores que doze anos não existe, podendo causar abandono precoce do desporto.Porém, alternativas podem ser tomadas quanto a esses fatores psicológicos, podendo sercriadas estratégias durante a própria aula para atrair o interesse dos iniciantes, ou ainda,eventos paralelos que proporcionem vivência no desporto, independendo da participaçãocompetitiva.
  31. 31. 309. Fundamentos técnicos e tácticos predominantes na modalidade:9.1. Características dos ventos, marés e correntesVentoExistem vários fatores que podem influenciar na formação do vento, fazendo com que estepossa ser mais forte (ventania) ou suave (brisa). Pressão atmosférica, radiação solar, umidadedo ar e evaporação influenciam diretamente nas características do vento.MarésQuando a maré está em seu ápice chama-se maré alta, maré cheia ou preamar; quando estáno seu menor nível chama-se maré baixa ou baixa-mar. Em média, as marés oscilam em umperíodo de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido àórbita lunar.CorrentesAs correntes marítimas são movimentos de grandes massas de água dentro de um oceano oumar. Tal qual a circulação dos ventos, as correntes marítimas têm a característica deinfluenciar o clima das regiões em que atuam, possuem direções e constâncias bem definidas.As correntes marítimas têm sua origem na circulação dos ventos na superfície e pelomovimento de rotação da Terra. Elas transportam consigo umidade e calor interferindotambém na vida marinha e, consequentemente, tendo influência direta no equilíbrio dosoceanos e mares.
  32. 32. 319.2. Níveis de dificuldade dos rios e dos maresGraus de dificuldade das águasEm qualquer lençol de água é possível praticar uma das especialidades da canoagem, seja apiscina, o rio mais turbulento ou mesmo a imensidão do mar. No entanto, existe uma escalaque indica as características do lençol onde se pretende navegar. Deste modo:Grau I – Muito fácilÁguas calmas, sem nenhuma dificuldade de navegação.Grau II – FácilPossíveis correntes, pequenos rápidos sem dificuldade. Não é apropriado para embarcações depista ou de velocidade. Aconselhável o uso de colete salva-vidas.Grau III – Navegação difícilÉ obrigatório o uso de capacete e de colete salva-vidas a partir deste grau. Correntes por vezesviolentas e rápidos que exigem o domínio da embarcação. Não apto para embarcações depista.Grau IV – Muito difícilSem perigo para canoístas treinados e preparados, não apto para embarcações de pista.Grau V – Extremamente difícilÁguas bravas; perigoso. Só para canoístas perfeitamente treinados e preparados. Não aptopara embarcações de pista.Grau VI –Infrequentável – ImpraticávelSem possibilidade de navegação.
  33. 33. 329.3. Técnicas de embarque e desembarquePara embarcar/desembarcar da embarcação existem dois métodos principais:o Com apoio à frente do quebra-mar;o Com apoio atrás do quebra-mar.Com apoio à frente do quebra-mar1. Colocar a pagaia sobre o caiaque, logo à frente do quebra-mar, com a pá da pagaiaapoiada na margem;2. Segurar a pagaia e o quebra-mar com a mão do lado da água e a outra mão apoiá-la naparte da pagaia em contacto com a margem;3. Entrar com o pé do lado da água e apoiar-te à frente do banco no fundo do barco;4. Transportar o peso para o M.I. que está dentro da embarcação e introduzir o outro nobarco, fletindo de seguida os dois M.I;5. No desembarque aplicar uma técnica similar ao embarque.Com apoio atrás do quebra-mar1. Colocar a pagaia sobre o caiaque, logo atrás do quebra-mar, com a pá da mesmaapoiada na margem;2. Introduzir o M.I. que está mais próximo da embarcação dentro desta, sentando-te deseguida; por fim, introduz o outro M.I;3. No desembarque, aplicar uma técnica similar ao embarque.
  34. 34. 339.4. Processos de esvaziamento do caiaqueQuando a tua embarcação tem água, podes retirá-la sozinho ou com a ajuda de um colega.Caso tenha muita água, não a deves transportar para terra, pois corres o risco de a danificar.Deste modo, deves proceder da seguinte forma:1. Colocar o barco longitudinalmente em relação a ti e agarrar uma das extremidades;2. Afundar a extremidade que agarraste e esperar que a água passe toda para essa zona;3. Através de um movimento dinâmico, elevar e inverter a posição do barco, para que aágua saia;4. Repetir esta ação até que a água saia na sua totalidade.Quando entra pouca água, podes agarrar o teu barco, invertê-lo e incliná-lo para um lado epara o outro, para que a água saia.
  35. 35. 349.5. Técnicas básicas: propulsão, retropulsão e apoiosPropulsãoForma de obter um deslizamento da embarcação sobre a água, ou seja uma remada.A remada em caiaque pode-se dividir em dois ciclos, direito e esquerdo, que, por sua vez,estão divididos em duas fases, aquática e aérea.A fase aquática subdivide-se em três subfases:o Ataque;o Tração;o Saída.A fase aérea é constituída apenas pela posição de equilíbrio.AtaqueTrata-se da primeira subfase da chamada fase aquática, em que se dá o contacto da pá com aágua. Começa com a introdução da pá na água e termina quando a pagaia se encontratotalmente submersa na água.TraçãoÉ a segunda subfase da chamada fase aquática. Começa quando a pá está completamente submersa etermina quando esta começa a sair de dentro da água.SaídaTrata-se da última subfase da fase aquática. Começa quando se inicia o movimento de extração da pá daágua e termina quando esta se encontra completamente fora da água.
  36. 36. 35RetropulsãoEsta manobra consiste em pagaiar em sentido contrário ao habitual (movimento inverso ao dapropulsão). Esta técnica é executada segundo a maioria dos princípios da remada para afrente.Como manobras de navegação temos os deslocamentos, Circular à frente, Circular atrás eChamadas de incidência.Circular à frenteÉ o movimento que permite rodar o caiaque, assim deslocando a parte da frente para o ladopara corrigir a trajetória pretendida.Técnicas deste movimento:1. A pagaia tem que estar na horizontal, a pá de ataque colocada o mais perto do bordodo caiaque e com a parte côncava da mesma voltada para a parte fora;2. O braço de ataque tem que estar estendido;3. O tronco tem que estar virado para o lado contrário daquele que vamos efetuar oataque;4. Da frente para trás, descrever com a pagaia um movimento circular;5. Antes que a pagaia toque no caiaque, devemos levanta-la rapidamente com o braçoinferior.Circular atrásEste movimento permite deslocar a parte de trás do caiaque para o lado contrário damanobra, que é feito para corrigir a trajetória da manobra.As técnicas utilizadas são:1. Devemos rodar o tronco em direção á parte de trás do caiaque;2. A pagaia deve estar na horizontal, de forma a ficar o mais esticado possível, estando apá o mais próximo possível do caiaque;3. Realizar uma ação combinada com o tronco, braços, cintura pélvica e escapular, umaretropulsão de forma que a pagaia descreva uma circunferência, sendo a trajetória omais largo possível;4. Manter o movimento até que perca efeito anterior;5. Manter a orientação da linha dos ombros para o lado da rotação;6. Não prolongar em demasia o movimento.
  37. 37. 36Chamada de incidênciaEsta manobra só pode ser feita com o caiaque em movimento, feita para mudar a trajetória daembarcação, assim a pagaia tem a função de leme.Existem 2 chamadas de incidência, podem ser, à popa ou à proa.Incidência à proaO objetivo é mudar a trajetória do caiaque no lado em que a pagaia é colocada.As técnicas utilizadas são:1. A pagaia tem que estar orientada oblíqua à parte da frente, com a partecôncava voltada para o caiaque.2. O braço inferior tem que estar esticado e o braço superior um pouco fletidopor cima da cabeça;3. O Tronco tem que estar fletido à frente;4. Por a pá direcionada através da ação do pulso.Incidência à popaA posição dos braços tem que ser igual à anterior, só que temos que rodar o corpo para trás,com a pá juntos ao caiaque fazendo este virar nessa direção
  38. 38. 379.6. Técnicas de salvamentoSalvamento em “X” ou “T”Para ajudar um amigo capotado, aproxime sua proa para ele segurar e pegue a proa do barcoinundado. Em seguida, puxe o caiaque perpendicularmente sobre o convés do seu barco eemborque-o para a água escoar, tomando cuidado para não inundar sua cabine. Coloque ocaiaque novamente na água deixando-o deslizar pelo convés e segure-o ao seu lado; depois,firme o caiaque para seu amigo embarcar com mais facilidade. Esse salvamento pode ser feitopor dois caiaques emparelhados (salvamento em “H”).A imagem apresentada refere-se ao salvamento no caiaque-polo.

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