Bovinocultura de Corte

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Bovinocultura de Corte

  1. 1. BOVINO DE CORTE Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Tocantins Campus Palmas
  2. 2. NELORE Originário da Índia, apresentam estado geral sadio e vigoroso. A raça Nelore é essencialmente produtora de carne. A masculinidade e a feminilidade são acentuadas.O temperamento é ativo e dócil. Gado Nelore (Foto: Embrapa)
  3. 3. Características da raça  Apresentam pelagem branca ou cinza-clara  O Nelore se adaptou muito bem às condições tropicais brasileiras, por possuir excelente capacidade de aproveitar alimentos grosseiros.  Apresenta resistência natural a parasitas, devido às características de seus pêlos, que impedem ou dificultam a penetração de pequenos insetos.  O Nelore é muito resistente ao calor devido à sua superfície corporal possuir maior número de glândulas sudoríparas.  As fêmeas tem excelente habilidade materna, oferecendo condições de desenvolvimento aos bezerros até o desmame
  4. 4. Fonte:Associação Brasileira de Inseminação Artificial ASBIA, 2012
  5. 5. TABAPUÃ A raça Tabapuã originou-se no Brasil, no estado de São Paulo, do cruzamento de um bezerro Zebu-Mocho, filho de uma vaca Nelore com animais Nelore, Gir e Guzerá. Atualmente, esta raça é criada em outros estados brasileiros, além de São Paulo, como: Bahia, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
  6. 6. Características da raça  Os animais desta raça são de grande porte.  Sua pelagem é de coloração branca ou cinza, com variações de tonalidade;  os pêlos são fino, curtos e sedosos;  a pele é preta, fina, oleosa e flexível.  Existe várias qualidades para esses animais, tais como a docilidade, fertilidade, precocidade reprodutiva, boa conformação frigorífica e uma excelente habilidade materna, ou seja, vacas precoces, e férteis.
  7. 7. BRAHMAN Nos Estados Unidos, o gado de origem indiana recebe o nome de Brahman. Surgiu do cruzamento das raças Nelore, Guzerá, Gir, Valley e Sindi. A despreocupação do criador americano em relação à raça, visando uma melhor seleção econômica, levou o gado Brahman a ser uma mescla de raças indianas altamente produtiva; hoje encontram-se rebanhos que cobrem extensas áreas do sul dos EUA
  8. 8. Características da raça  O Brahman atual é mais baixo, mais compacto, apresentando um corpo mais profundo e musculoso.  Possui uma pelagem que pode ser toda branca, ou com tonalidade cinza em algumas regiões do corpo;  Os pêlos são curtos, grossos e sedosos, refletindo os raios solares; a pele é solta e de coloração escura, aumentando sua resistência ao calor.  No frio, este gado possui a capacidade de contrair a pele, aumentando deste modo, sua espessura e a densidade dos pêlos.
  9. 9. MANEJO SANITÁRIO • é um conjunto de medidas cuja finalidade é proporcionar aos animais ótimas condições de saúde. • Os componentes do manejo sanitário buscam evitar, eliminar ou reduzir ao máximo a incidência de doenças no rebanho, para um aumento da produção e produtividade
  10. 10. Os principais manejos a serem seguidos nas propriedades irão depender da fase que cada animal. Fase de Cria Fase de recria Fase de Lactação Vacas secas
  11. 11. Principais doenças • Febre aftosa :É uma vacina de caráter obrigatório e feita em todo rebanho, independentemente de idade • Brucelose: . A vacina é aplicada somente em fêmeas de 3 a 4 meses de idade, acompanhada da marcação com um V seguido do último número do ano de nascimento, no lado esquerdo da cara. • Carbúnculo sintomático Quando se utiliza a vacina polivalente, a aplicação é feita no pré-parto, ao nascimento, à desmama e aos 12 meses de idade.
  12. 12. MANEJO NUTRICIONAL
  13. 13. Frequência ou sistema de pastejo Definição Indicação Investimento Produção Por Animal Por Hectare Continuo O gado fica mais de 30 dias numa mesma pastagem Sistemas extensivos (pastagens de baixa produtividade ou nativas, baixa lotação animal) baixo (em cercas) Média /alta Média / baixa Rotativo menos intensivo Pastagens com no máximo quatro sub- divisões. O gado fica numa sub- divisão por 7 a 30 dias, enquanto as outras descansam Sistemas menos intensivos (pastagem recém e bem fornada, média lotação animal). Médio (em cercas) Média Média Rotativo mais intensivo Pastagens com mais de quatro sub-divisões. O gado fica numa sub- divisão por 1 a 7 dias, enquanto as outras descansam Sistemas intensivos (pastagem de alta produção e qualidade, solos adubados, alta lotação animal). Alto (em cercas e adubos) Média /baixa Média /alta
  14. 14. Forrageiras mais utilizadas em pastagens no Brasil BRACHIARIA BRZANTHA - BRACHIARÃO COLONIÃO CAPIM ELEFANTE BRACHIARIA DECUMBENS CAPIM ELEFANTE
  15. 15. MANEJO REPRODUTIVO O manejo reprodutivo é o arranjo de um conjunto de práticas relacionadas com a reprodução animal,que visam aperfeiçoar a eficiência reprodutiva de um rebanho
  16. 16. Alguns procedimentos • O primeiro passo é desmamar animais saudáveis e precoces, bezerros bem desmamados mostram a capacidade da mãe em criá-los • Após o desmame, vem a puberdade, fase em que o sistema reprodutor se encontra em formação,culminando como surgimento do primeiro cio, • Depois,após puberdade,vem a primeira monta ou inseminação, culminando com a primeira gestação da fêmea. • Essa fase que a fêmea pari pela primeira vez, e a idade da primeira cria, depende de tudo o que aconteceu nas fases de aleitamento, desmama e puberdade.
  17. 17. TIPO DE MANEJO REPRODUTIVO A monta controlada Vantagens da monta controlada: • Facilita a anotação do dia de cobertura. • Aumenta a vida útil do touro. • Diminui a possibilidade de acidente com o touro. • Possibilita o controle de reprodução, com a programação das coberturas e parições, e identificação de problemas reprodutivos. • Possibilita melhor aproveitamento do touro que serve aproximadamente 100 vacas por ano. A monta natural (FONTE: Agência de Informação Embrapa)
  18. 18. Inseminação Artificial • Dentre suas vantagens, destacam-se a padronização do rebanho, o controle de doenças sexualmente transmissíveis, a organização do trabalho na fazenda, a diminuição do custo de reposição de touros, etc. • o uso de sêmen de touros mesmo após a sua morte
  19. 19. Inseminação Artificial Inseminação artificial no mundo • Um levantamento da FAO, em 135 países em desenvolvimento, revelou que entre 1980 e 1990 o número de inseminações aumentou globalmente em 131 %, com grande diferença entre regiões: • −5 % na África, • +11 % na América Latina, • +85 % na Ásia , • +203 % no Oriente Médio. A inseminação artificial no Brasil • Atualmente, o Brasil produz cerca de 61,8 % de todo o sêmen oficialmente utilizado e o restante depende de importação, segundo dados da ASBIA (2007). • Segundo a ASBIA (2007), em 2007 houve comercialização do total de 7.496.324 doses de sêmen, nacional e importado, tanto de bovinos de leite como de bovinos de corte.
  20. 20. MERCADO NACIONAL E INTERNACIONAL Pelas projeções da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em 2012 a produção das três principais carnes (bovina, suína e avícola) teve expansão maior que a registrada de 2010 para 2011 (apenas 0,9%).
  21. 21. Produção Mundial Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) A produção brasileira de carne bovina cresceu 64,75% nos últimos 20 anos, passando de 5,481 milhões de toneladas em 1991 para 9,03 milhões de toneladas em 2011. PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA EM MILHÕES DE TONELADAS 01 12,048 milhões de toneladas 02 9,03 milhões de toneladas 03 8,05 milhões de toneladas
  22. 22. Produção Mundial  A produção dos Estados Unidos em 2011 representou 21,2% da produção mundial total.  A produção brasileira em 2011 representou 15,9% do total mundial.  A produção de carne bovina da União Européia (UE), representou 14,2% do total mundial em 2011.  China (9,8% do total mundial),  Índia (5,4% do total mundial),  Argentina (4,4% do total mundial)  Austrália (3,8% do total mundial). FONTE (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos –USDA 2011)
  23. 23. Exportações Reprodução: Rural Centro
  24. 24. Importações  O maior importador de carne bovina em 2011 foi a Rússia, com 1,05 milhão de toneladas  Os Estados Unidos foram o segundo maior importador de carne bovina com 911 mil toneladas importadas (13,3% do total).  Japão, com 725 mil toneladas  Coréia do Sul, com 410 mil toneladas importadas  UE, com 370 mil toneladas importadas .
  25. 25. Projeções para o Brasil  Segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a produção brasileira de carne bovina deverá alcançar 11,996 milhões de toneladas em 2020, com aumento de 16,5% em relação a 2012.  Nos próximos 10 anos é esperado um crescimento de 87,3%, nas exportações.  A presença brasileira no cenário mundial vai aumentar, de 38,6% para 43,2%.  O rebanho bovino deve somar 227 milhões de cabeças em 2020.
  26. 26. Pecuária de corte no Tocantins  Atualmente, com um rebanho de 7,5 milhões de animais, distribuídos em todas as regiões do estado. Até 2011, as projeções apontam um crescimento para 12 milhões de bovinos.  Desde 1997, o Tocantins é reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa com vacinação, superando a marca dos 99% do rebanho imunizado a cada campanha.  A carne e os derivados do boi tocantinense chegam a todas as regiões brasileiras e são exportados a mais de 20 países, especialmente à Europa e à Ásia.  Em 2007, as exportações do estado somaram 32 milhões de dólares e ultrapassaram 17 mil toneladas. Fonte : Governo do Estado do Tocantins

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