LOVELOCK - Gaia, cura para um planeta doente

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Resumo elaborado por Carlos Jorge Burke para o livro "ENSAIO SOBRE CONTRADIÇÃO. Civilização e Natureza: aquecimento global - síntese final?
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LOVELOCK - Gaia, cura para um planeta doente

  1. 1. LOVELOCK, James. Gaia: cura para um planeta doente. São Paulo: Cultrix, 2006(a).Resumo por: Carlos Jorge Burke – www.cburke.com.brOBS: Se desejar, solicitar arquivo pelo blog.“O equilíbrio, ou o que os cientistas preferem chamar de “equilíbrio termodinâmico”,pode ser bem explicado como um estado estável do qual não se pode extrair maisenergia, (...). Para um químico, o estado de equilíbrio está mais perto da morte do quedo contentamento, uma vez que ele é alcançado apenas quando toda a energia livre éconsumida. Nada neste planeta se encontra em estado de equilíbrio”. P.21“Foi nesse momento que vislumbrei Gaia, e um impressionante pensamento me ocorreu.A Atmosfera da Terra era uma mistura de gases extraordinária e instável e, no entanto,eu sabia que a sua composição se mantivera constante ao longo de períodos de tempobastante extensos. Poderia ocorrer que a vida na Terra não apenas formasse a atmosfera,mas que também a regulasse – mantendo-a em uma composição constante e em umnível favorável para os organismos?Eu não tinha a menor idéia de qual poderia ser a natureza do sistema de controle, excetoque os organismos sobre a superfície da Terra deveriam fazer parte dele e que acomposição gasosa poderia ser apenas um dos fatores que estavam sendo regulados. (...)Nem eu nem Dian Hitchcock prosseguimos com essa idéia na época. Estávamos ambosse digladiando com nossos colegas na ciência da vida, (...), de que a análise atmosféricaera um método legítimo de detecção da vida. Eu devia ser muito ingênuo naqueles dias;agora percebo que aceitar a nossa idéia significaria para eles admitir que, quasecertamente, não haveria vida em Marte. Tal admissão, poderia ter levado aocancelamento da impressionante coleção de experimentos mais diretos para a detecçãoda vida, e que seriam levados a Marte pela Missão Viking, e ao desemprego entre osbiólogos espaciais.” P. 22“Assim como a fisiologia é a ciência da medicina, a geofisiologia surgiu como a ciênciade Gaia. Ambas são ciências sistêmicas: a fisiologia se ocupa da maneira como osorganismos vivos funcionam; a geofisiologia se ocupa da maneira como a Terrafunciona. A geofisiologia ignora as divisões tradicionais entre as ciências da Terra e asda vida, que concebem a evolução das rochas e a evolução da vida como duas ciênciasseparadas. Em vez disso, a geofisiologia trata os dois processos como uma única ciênciaevolutiva que, quando adequadamente estudada, pode explicar eficazmente a história detodo o planeta.” P. 26“A ciência convencional define ecossistema como um sistema estável e que perpetua asi mesmo, composto de uma comunidade de organismos vivos que ocupam um meioambiente não-vivo. De acordo com essa visão, os organismos não alteram o meioambiente, apenas se adaptam a ele. No entanto, a visão de Gaia de ecossistemareconhece os dois componentes do sistema, o vivo e o não-vivo, como duas forçasinterativas estreitamente acopladas, cada uma delas modelando e afetando a outra”. P.50“O Hadeano (período entre 4,6 e 3,7 bilhões de anos) durou aproximadamente 1 bilhãode anos e ao longo desse tempo a Terra esfriou e desenvolveu gases que se tornaram asua primeira atmosfera duradoura. Os gases que compunham o ar desse período eram,provavelmente, o dióxido de carbono, o vapor de água, o nitrogênio, o monóxido decarbono e pequenas quantidades de hidrogênio. Saber qual era exatamente a composição
  2. 2. é menos importante do que o fato de que aquela era a mistura certa para manter asuperfície aquecida, embora o Sol fosse 25 por cento menos luminoso do que agora. OHadeano ocorreu há tanto tempo que não restou nenhuma rocha que pudesseproporcionar evidências científicas a respeito das condições que vigoravam naquelestempos violentos. É provável, porém, que houvesse abundância de água e uma produçãode hidrogênio que fosse suficiente para impedir o aparecimento de oxigênio livre.” P. 79“Como cientista, estou naturalmente interessado em saber como a vida começou; mastambém estou satisfeito em aceitar que ela começou, sem saber como. Para mim, não éimportante saber se a vida começou por acaso, se entrou na Terra flutuando numfragmento de cometa ou se foi colocada aqui por outros, inclusive por Deus. Estou maisinteressado no que aconteceu depois que Gaia passou a existir – e estou razoavelmenteseguro de que Gaia deve ter nascido depois do início da vida, e não antes, ou ao mesmotempo.As minhas razões para pensar dessa maneira são as seguintes. Assim que a Terra pós-hadeana esfriou e pôs em ordem a sua primeira química, deve ter havido um período emque a química e o clima da Terra eram favoráveis à vida. Mas esse estado favorável nãopoderia persistir indefinidamente. O equilíbrio entre a produção de dióxido de carbonopelos vulcões e a sua remoção por reações com as rochas básicas teria de permanecerconstante, caso contrário a estufa gasosa desse gás teria aumentado e aquecidoexcessivamente a Terra, ou teria diminuído, esfriando-a. A longo prazo, a perda deágua, que ocorria à medida que ela reagia com as rochas, teria secado totalmente oplaneta. Antes da hipótese de Gaia, era comum se pensar que as condições presentes naTerra eram favoráveis à vida graças a um feliz acidente. Embora isso fosse verdade parao início da vida, agora é evidente que essas condições favoráveis na origem foramtransitórias. Sem Gaia, a evolução física e química da Terra logo teria mudado para umestado inóspito à vida. Foi a evolução desse sistema estreitamente acoplado, a vida e oseu ambiente, que sustentou a pequena faixa de temperaturas e composições químicasque foram e ainda são favoráveis à persistência da vida.” P. 80“Depois que a vida de fato começou, de início lentamente, mas depois numa escalamaior, ela passou a afetar o ambiente da Terra. Os cientistas não sabem quais foram osprimeiros organismos. Poderiam ser bactérias que usavam a energia solar, livrementedisponível, ou que ganharam energia por meio da fermentação de detritos orgânicosresultantes de tentativas prévias e infrutíferas de constituição da vida. Podemos dizercom segurança que logo depois que a vida começou, a fotossíntese – o aproveitamentoda energia solar para produzir açucares simples – tornou-se a fonte primária de energiapara a vida.” P. 80“O nascimento de Gaia ocorreu quando a evolução dessas bactérias simples, conforme aseleção natural darwiniana, e a evolução do ambiente da superfície planetária e daatmosfera deixaram de ser dois processos separados e independentes. Quando a vidacomeçou a mudar a atmosfera, a seleção natural assegurou que a mudança só poderia sedirigir para um ambiente favorável. A auto-regulação do clima e da química da Terra setornou então uma conseqüência natural e inevitável (...).” p. 83s“Fotossintetizadoras: os detalhes sobre a origem da vida são indescritíveis, mas logodepois que as primeiras formas de vida apareceram na Terra, os organismosprovavelmente aprenderam a utilizar o prêmio energético da luz solar para crescer e sesustentar. As primeiras bactérias fotossintetizadoras utilizavam a luz solar em uma
  3. 3. complexa série de passos graças aos quais elas retiravam carbono do dióxido de carbonodo ar e do oceano e o empregavam para construir os seus corpos. O atual sistema defotossíntese utilizando a clorofila foi um dos primeiros passos. O oxigênio era excretadocomo um subproduto. O ambiente primitivo da Terra era reativo com relação aooxigênio e não havia acúmulo desse gás como há hoje.Fermentadoras ou Metanogênicas: um mundo com bactérias fotossintetizadoras sópoderia ser instável. Elas logo trancariam no seu corpo a maior parte do carbonodisponível. A remoção de dióxido de carbono por elas enfraqueceria tanto a estufa que omundo teria congelado, e a vida cessaria. Isso nunca aconteceu. Junto com asfotossintetizadoras coexistiam as bactérias fermentadoras simples, as metanogênicas.Esses organismos processavam a matéria orgânica feita pelas fotossintetizadoras edevolviam carbono ao ar como uma mistura de metano e dióxido de carbono,restaurando a estufa. Um bônus oferecido pela presença do metano foi a criação de umacamada de “smog (neblina e fumaça) orgânico” na atmosfera superior, protegendo asuperfície contra a radiação ultravioleta, desempenhando um papel muito semelhante aoda camada de ozônio atualmente.Consumidoras: limitadas a pacotes isolados perto da superfície, onde oxigêniosuficiente seria produzido pelas fotossintetizadoras para sustentá-las, as primeirasbactérias consumidoras teriam vivido de produtos orgânicos formados pelasfotossintetizadoras.” P. 84s“Surpreendentemente, o nosso planeta é quase inteiramente adequado aos organismosvivos. Não é muito quente nem muito frio, o mar não é muito salgado, nem muito ácidoou alcalino. O oxigênio, ausente no Arqueano, hoje é abundante, mas há um grandeespaço nas lamas e nos sedimentos para os descendentes do Arqueano, os organismosanaeróbicos que não podem viver na presença do oxigênio. A Terra ésurpreendentemente perfeita para a vida, e assim o é a quase 4 bilhões de anos.” P. 89“A evolução dos organismos vivos encontram-se tão estreitamente acopladas à evoluçãodo ambiente que juntos eles constituem um único processo evolutivo no qual a vida,literalmente falando, molda o ambiente para que ele se ajuste a ela. E nessa histórianotável são os menores e mais humildes organismos que desempenham o papelprincipal.” P. 99“Lynn Margulis distinguiu-se em virtude do seu apoio à hipótese da endossimbiose,uma visão que considero extremamente atraente. Segundo essa hipótese, as células detodas as vidas mais recentes da Terra são constituídas de agrupamentos de organismosmenores, que antes disso viviam livremente. Por exemplo, uma célula da folha de umaplanta contém pequenos corpos verdes do tamanho das bactérias. São chamados decloroplastos e permitem às plantas utilizar a luz do Sol para produzir matéria orgânica eoxigênio a partir das matérias-primas dióxido de carbono e água. De acordo com Lynn,esses corpos são descendentes de cianobactérias que viviam livremente. As nossaspróprias células contém pequenos corpos semelhantes aos cloroplastos das plantas. Elessão chamados de mitocôndrias e realizam a transação energética reversa ao recombinaro oxigênio com a matéria orgânica para que essa reação lhes forneça a energia de queprecisamos para viver. As mitocôndrias e os cloroplastos são geneticamente muitodiferentes do material genético do núcleo da célula.” P. 102“Depois que as comunidades de células se consolidaram como organismosmulticelulares, houve uma maior necessidade de oxigênio, e de meios quantitativamente
  4. 4. mais eficientes de aumentar o seu suprimento por meio de soterramento de maioresquantidades de carbono. É possível que o oxigênio no ar tenha começado a surgir emabundância quando os organismos que precisavam dele evoluíram, possivelmente porvolta de 1 bilhão de anos atrás.” P . 106“A Luiz solar é a única fonte de energia significativa disponível sobre a Terra. Umpequeno fluxo de calor provém do interior quente da Terra, mas esse fluxo é inferior a 1por cento do calor que a Terra recebe do Sol. A qualidade da radiação solar é maisimportante do que sua quantidade. A energia na forma de mero calor (isto é, radiaçõesinfravermelhas de comprimento de onda longo) não é suficientemente poderosa paraque as plantas realizem o seu trabalho de decompor o dióxido de carbono em oxigênio ealimento. É a luz branca do Sol que permite às plantas utilizá-la para decompor aligação carbono-oxigênio do dióxido de carbono.” P. 107“(...) você pode ver que desde a erosão, por bactérias, da rocha exposta de umamontanha continental até a deposição de carapaças de algas como calcário sobre o leitooceânico há uma intervenção incessante de organismos no grande ciclo do dióxido decarbono.A velha maneira reducionista de fazer ciência levou os cientistas a considerarem o ciclodo dióxido de carbono como se ele fosse completo em si mesmo. Os geofisiologistassabem que não é assim, e que ele está inseparavelmente ligado aos outros ciclos daTerra, como se a Terra fosse um organismo único. Se o dióxido de carbono variar, oclima também variará, assim como também variará a taxa de crescimento das plantas e ada produção de oxigênio. A fixação de dióxido de carbono é tão fundamental para avida que nenhum processo vivo pode ser totalmente independente dela.” P. 111“No início do Arqueano, o oxigênio era escasso ou estava ausente, e como resultado nãohavia populações significativas de bactérias consumidoras pastejando asfotossintetizadoras e devolvendo dióxido de carbono à atmosfera. Em vez disso, haviaas metanogênicas, bactérias primitivas capazes de existir apenas na ausência dooxigênio, que viviam decompondo a matéria orgânica das bactérias fotossintetizadoras econvertendo o carbono que havia nelas em dióxido de carbono e metano.” P. 112“Oxigênio, metano e carbono. As plantas realizam a fotossíntese e convertem dióxidode carbono e água em oxigênio e matéria orgânica, de composição aproximadamenteigual a CH2O. Animais e microorganismos consomem a maior parte dessa matéria,esgotando o oxigênio produzido pelas plantas e devolvendo dióxido de carbono ao ar.Cerca de 1 por cento da matéria orgânica é enterrada no solo, onde os metanogênicos aconvertem em dióxido de carbono e metano.O metano escapa para o ar, onde reage com o 1 por cento restante de oxigênio paraformar água e dióxido de carbono. Uma pequena proporção (cerca de 0,1 por cento) damatéria orgânica soterrada escapa da digestão pelos metanogênicos. O carbono éprofundamente enterrado nas rochas sedimentares e o oxigênio equivalente é deixadoem estado livre. Desse modo, é essa pequena quantidade de carbono soterrado queresponde pelo oxigênio no ar. Todo o oxigênio restante produzido pelas plantas éconsumido por animais e microorganismos, por reação com o metano e com rochas egases durante a atividade vulcânica, e também por erosão.” P. 113“A importância de um gás atmosférico não depende apenas da sua abundância. Onitrogênio constitui 78 por cento do ar e o metano apenas 1,7 parte por milhão. Á
  5. 5. primeira vista, o metano poderia ser considerado apenas como um gás residual, umacuriosidade química. Nada poderia estar mais longe da verdade. Os organismos vivospoderiam ser capazes de lidar com a ausência de nitrogênio, mas a vida não poderia sedesenvolver, nem poderia continuar, sem o metano. (...), se a produção de metanocessasse, o oxigênio se elevaria a níveis impossíveis para a manutenção da vidapresente. Não bastasse isso, quase todo o carbono seria retirado de circulação esoterrado.Uma medida mais realista da importância de um gás provém do seu fluxo de entrada esaída da atmosfera. Por essa medida, o nitrogênio e o metano são igualmentesignificativos, fazendo circular cerca de meia gigatonelada (1 bilhão de toneladas) porano.” P. 120“Os fluxos dos gases atmosféricos (...) recaem em três grupos. Os maiores fluxos são osde oxigênio e de dióxido de carbono, com 100 e 140 gigatoneladas por ano,respectivamente; em seguida, vêm o nitrogênio e o metano, com perto de 0,5gigatonelada por ano; e por último, os gases óxido nitroso, sulfeto de dimetila, iodetometílico, cloreto de metila, bissulfeto de carbono e ozônio, com um fluxo inferior, entre1 milhão e 100 milhões de toneladas por ano. Essas proporções não são muito diferentesdos fluxos metabólicos e bioquímicos que percorrem um ser humano. O oxigênio e odióxido de carbono dominam, em seguida há um fluxo menor de nitrogênio, excretadocomo uréia, e de metano, excretado nos nossos gases intestinais. Alguns seres humanosproduzem até 30 litros de metano por dia, fato curioso que foi descoberto durante aseleção de candidatos a astronautas”. P. 120“A Terra tem oceanos em abundância porque evoluiu, não apenas pela geofísica e pelageoquímica, mas como um sistema do qual os organismos constituem parte integrante.A evolução desse sistema manteve o planeta úmido. A retenção de água ocorreu pormeio de dois processos. Primeiro, algum hidrogênio é fixado por microorganismos nasproximidades de sua fonte no leito marinho; eles obtêm energia combinando-o com oenxofre para formar compostos sulfúricos. (O hidrogênio provém da reação de rochasbasálticas quentes com água oceânica em alta pressão). Segundo, a presença de oxigênioatmosférico impede a perda de hidrogênio. O oxigênio livre é uma fonte de radicaishidroxilas que, rapidamente, varrem e recolhem o hidrogênio antes que ele possa atingiro limite com o espaço e escapar. O oxigênio também absorve a radiação ultravioletaque, de outra maneira, quebraria as moléculas de água. Juntos, esses processos reduzema tal ponto a fuga de hidrogênio da Terra que a perda de água tornou-se negligenciáveldepois que o oxigênio se tornou o gás que passou a dominar a química atmosférica”. P.128“O efeito albedo – Albedo é um termo astronômico para a profundidade de cor de umplaneta, isto é, a sua claridade ou a sua escuridão e, portanto, a sua refletividade. (...)Colocando de maneira mais simples, a temperatura da superfície de um planeta dependedo equilíbrio entre o calor que ele recebe do seu sol e o calor que ele devolve para oespaço. Na Terra, essa equação é complicada pelo efeito estufa. Ela é tambémfortemente influenciada pelo albedo, que varia de acordo com a topografia do planeta.As áreas mais claras tais como as calotas polares, a neve ou as nuvens, podem refletir devolta para o espaço 70 ou 80 por cento da luz solar que incide sobre elas. Elas têm oalbedo elevado. Áreas escuras, como os cinturões de florestas, ou os oceanos, têm baixoalbedo; elas absorvem o calor do Sol, e em seguida o irradiam de volta, noinfravermelho, e nesse caso ele pode ser retido pelos gases de estufa. O albedo da Terra
  6. 6. muda sazonalmente com o gelo, a cobertura de nuvens e o crescimento da vegetação.”P. 147“Como uma imensa coletividade, a espécie humana é agora tão numerosa que constituiuma grave doença planetária. Gaia está sofrendo de Primatemia Disseminada, umapraga de pessoas. Na medicina humana, a morte raramente ocorre em razão da própriadoença principal. A pessoa que teve o infortúnio de ficar paralisada em conseqüência delesões ou por uma infecção provocada por uma doença virótica, como o pólio, nãomorre de paralisia, mas de pneumonia ou de infecções no trato urinário, (...). São poucosos que morrem de velhice e nada mais. No entanto, a velhice é a principal causa damorte. Da mesma maneira, se a principal doença da Terra é a superabundância depessoas que adotam o atual modo de vida, os prejuízos não virão apenas emconseqüência de sua presença, mas da perturbação da função natural da Terra provocadapelo que elas fazem.” P. 156

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