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  1. 1. Curso de Turismo – RAMUC: Teoria das Relações Internacionais2.ºAno – 2.º Semestre“As RI na Era Globalizada: Que futuro? Que desafios?”Funchal, Junho 2010Docente: Dr. Francisco GomesTrabalho elaborado por:Carlos Alberto AbreuPaulo Bruno FerreiraRafael Jorge VieiraRicardo António Andrade
  2. 2. Teorias das Relações Internacionais 2Índice1. Introdução........................................................................................................................... 32. O Aquecimento Global....................................................................................................... 43. Catástrofes Ambientais ...................................................................................................... 54. Cimeiras ............................................................................................................................. 75. Conclusão........................................................................................................................... 9
  3. 3. Teorias das Relações Internacionais 31. IntroduçãoTrata este trabalho de uma exposição sobre a temática do Ambiente numa perspectivaglobal e os desafios inerentes.As alterações climáticas são determinantes para a qualidade de vida da humanidade,pois o mesmo condiciona todo o nosso ecossistema. Um exemplo crasso é o caso daagricultura que padece de graves danos com o aumento das chuvas torrenciais e ondas decalor (secas), o que coloca em risco a oferta alimentar. Estes mesmos factores condicionamtambém o abastecimento de água potável. Assistiremos a uma maior frequência dastempestades e ciclones, devido às instabilidades climáticas, dificultando as previsõesmeteorológicas.A preservação da humanidade pode estar comprometida, se não existir vontade politicaglobal em respeitar o planeta Terra, através de acordos promovidos pela ONU (Organizaçãodas Nações Unidas) e ractificados pelos seus estados membros.O futuro das Teorias das Relações Internacionais, passará por temas que ultrapassam osinteresses unos de cada estado, bem como a garantia de maior segurança e melhorescondições de vida para a população global, actual e vindoura.Existem temáticas que estarão acima de qualquer estado ou civilização, pois serábenéfico para todos, que nos preocupemos sobre determinados problemas, como sãoTerrorismo, a Segurança, a Economia, a Globalização, a Energia e o Ambiente.Numa primeira fase, abordaremos as alterações climáticas, destacando o aquecimentoglobal que servirá de mote para demonstrar a necessidade de cooperação entre os diferentesestados, para uma resolução de um problema real que a todos afecta.Numa segunda fase, mencionaremos alguns desastres ambientais e as suasconsequências nos diferentes ecossistemas.Numa última fase faremos ainda uma alusão ao Tratado de Quioto, como também àCimeira de Copenhaga e o porquê do combate aos gases (Dióxido de Carbono), responsáveispelo efeito estufa, não se tratar ainda de uma prioridade.Na conclusão referiremos a necessidade de obtenção de um acordo global, participado ecompreendido por todos, para minimizar os danos causados no ambiente.
  4. 4. Teorias das Relações Internacionais 42. O Aquecimento GlobalO abuso da utilização das energias fósseis (petróleo, carvão, etc), tem tido comoresultado um significativo aumento de emissões de gases para a atmosfera e comoconsequência o efeito de estufa, propiciando um total descontrolo climático. Deste resultamintensas chuvas fora de estação que provocam cheias e inundações, assim como temperaturaselevadas que originam grandes secas.Foto 1 – Exemplo de uma “Seca” Foto 2 – Exemplo de uma “Cheia”O homem é indubitavelmente o responsável pelo efeito de estufa, até através dasactividades diárias, profissionais, sociais, lazer, etc.O efeito de estufa verifica-se com maior intensidade nas fábricas (industria)pressionadas com a produtividade e rentabilidade, que ignoram o investimento em energiasrenováveis, mantendo as energias fósseis, por serem mais acessíveis e económicas, mas quelibertam descontroladamente gases (dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido decarbono).Para agravar ainda mais esta situação, contribui o facto de não ser dado a nível global, adevida importância à separação dos resíduos, sejam eles domésticos ou industriais, o queresulta num aumento significativo de lixeiras, cuja destruição é mormente feita através dequeimadas, que por sua vez libertam elevadíssimos gases tóxicos para a atmosfera econtaminam os solos.Outro aspecto prende-se com desbravamento e as queimadas nas florestas, que expõemos solos, muitos deles ricos em minerais (ferro), formando-se assim uma crosta que os deixaráestéreis, para além de passarem a reflectir os raios solares e consequente irradiação de calorpara a atmosfera.
  5. 5. Teorias das Relações Internacionais 5Na sequência de toda esta realidade, o degelo dos glaciares, levará a uma subida daságuas dos oceanos e com isso o provável desaparecimento de algumas ilhas, principalmentena zona do pacífico. Associado ao degelo está também a destruição e extinção de habitaisnaturais das espécies nele existentes. Um exemplo prático é o caso dos ursos polares queactualmente já se estão a deparar com grandes dificuldades de sobrevivência face àdesintegração das placas de gelo.Verifica-se também o crescimento e surgimento de desertos, devido à onda de calor emregiões cujas temperaturas eram amenas, uma inadaptação das populações à exposiçãoexcessiva de calor e com isso o aparecimento de doenças cutâneas inexistentes até há bempouco tempo.O aumento de catástrofes climáticas, furacões, tufões e ciclones é também iminente.Logo, podemos considerar e concluir que o aquecimento global, tem consequênciasdirectas na biodiversidade existente no mundo.3. Catástrofes AmbientaisPara 2015 e comparativamente com a actualidade, prevê-se um aumento de 40 por centode pessoas afectadas pelos desastres naturais, motivados pelas alterações climáticas.As catástrofes ambientais são na maioria das vezes, o reflexo do exagero humano queatravés da sua acção passiva, permite consequências irreparáveis e nocivas para o meioambiente.A ausência de planos de segurança eficazes e a falta de planeamento, expõe-nos aoperigo constante variadíssimas vezes, como por exemplo o que acontece nos acidentes emminas, na incapacidade de travar fugas em poços de petróleo ou ainda na inexistência demedidas severas ao transporte do crude, que tantas mares negras tem causado e muitas vezes,pela utilização de barcos obsoletos para a execução desatas tarefas.Ao longo de décadas, temos vindo a presenciar várias catástrofes ambientais, comdrásticas consequências para o meio ambiente, sem que se tenham tomado medidas concretaspara evitar outras futuras, como foram:- Na China no ano de 1975, após o tufão Nina e devido à sua sumptuosa força, abarragem de Banqiao desabou, inundando a região de Henan, varrendo com 2.300 milhões detoneladas de águas as aldeias próximas, acabando com todo o meio ambiente envolvente;- Na Itália no ano de 1976, em Seveso, após a explosão numa secção de produtosquímicos, de uma empresa que se dedicava à produção de perfumes “Meda” libertou uma
  6. 6. Teorias das Relações Internacionais 6nuvem de toxinas que provocou a morte instantânea a 193 pessoas e poluiu as 11 regiões maispróximas;- Na Índia no ano de 1984, em Bhopal, derrame de quarenta e dois toneladas de umcomposto químico de uma fábrica, que em contacto com a atmosfera se transformou em gasestóxicos, formando uma nuvem que acabou por matar cerca de vinte mil pessoas;- Na Ucrânia no ano de 1986, em Chernobyl o rebentamento de um reactor, que apósultrapassar o nível máximo de aquecimento, provocou uma nuvem radioactiva por toda aUnião Soviética e Europa de Leste. Como consequência, vários Quilómetros quadrados devegetação e humanos foram contaminados, o que provocou a morte destes prematuramente;- No Golfo Pérsico no ano de 1991, após a guerra com as forças aliadas e lideradas pelosEUA, assistiu-se a um grande desastre ambiental, através da queima de poços de petróleo noKuwait. A emissão de cinzas para a atmosfera, matou toda a vegetação envolvente e poluiu aágua disponível;- Nas Filipinas no ano de 1996, a empresa Canadiana Marcopper, responsável pelaextracção e mineralização de metais preciosos, ultrapassou em duzentos por cento, os níveisde zinco tolerável para o homem, poluindo assim a água dos rios circundantes e causando aintoxicação de milhares de pessoas;- Em Espanha no ano de 2002, o petroleiro “Prestige” foi apanhado numa tempestade aolargo do cabo Finisterra e sofreu um rombo de 35 metros no casco, partindo-se em dois elibertando mais de 64 mil toneladas de fuelóleo. Os ecossistemas foram afectados em mais de3.000 quilómetros de costa;- No Golfo do México no ano de 2010, uma plataforma petrolífera da BP afundou-seapós explodir, permitindo com isso a libertação para o oceano, entre 30 a 60 mil barris depetróleo diários, considerado pelos ambientalistas como o maior desastre ecológico de sempredos Estados Unidos.Foto 3 e 4 – Combate ao incêndio da plataforma BP
  7. 7. Teorias das Relações Internacionais 74. CimeirasA ONU com intuito de sensibilizar e corrigir a atitude dos diferentes Estados para aproblemática do ambiente, tem organizado sucessivas cimeiras, conferências e convenções aolongo das últimas décadas, para criar consensos num possível acordo final. Este processo nãotem produzido os efeitos desejados, pela constante falta de consenso.Em 1997 realizou-se o Tratado de Quioto, resultante de uma conferência composta por192 países que ocorreu na cidade de Quioto, sob a esfinge das mudanças climáticas. Asnecessidades discutidas neste tratado foram essencialmente, a reforma dos sectores de energiae transportes, a promoção do uso de fontes energéticas renováveis, a eliminação demecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção, limitar asemissões de metano na gestão de resíduos e dos sistemas energéticos e finalmente proteger omundo das emissões de carbono.Gráfico 1 – Nível médio da temperatura Gráfico 2 – Percentagem dos gases causadoresdo “Efeito de estufa” em %Dos 192 países participantes, 188 destes ratificam as propostas de adesão em diferentes datas,restando os Estados Unidos da América que assinaram mas que ainda não ratificaram. OAfeganistão, Somália e China não se expressaram.O principal objectivo deste tratado foi que se reduzisse em 5% as emissões de gases paraa atmosfera, evitando desse modo o aquecimento drástico do planeta até o ano de 2012.Infelizmente, os Estados Unidos da América, o maior poluidor a nível mundial, assinou masnão ratificou o acordo. Acrescentando a tudo isto, outros países ao invés de reduzirem,aumentaram as emissões de gazes, como é o caso da Índia.Entretanto em 2007, na cidade de Bali na Indonésia, é realizada uma nova cimeira, destafeita com 180 países e com mais de 10.000 participantes reunidos, com a finalidade de tornarexequível o tratado de Quioto. Esta cimeira é convocada pela UNCCC (Union NationsClemate Change Conference), pertencente à ONU.
  8. 8. Teorias das Relações Internacionais 8Em 08 de Outubro de 2009 na cidade de Banguecoque na Tailândia, foi realizada novareunião coordenada pela ONU, com a participação de 190 países, tendo a Austrália colocadoem questão o tratado de Quioto, pedindo a sua substituição, pois considerou que as naçõesdesenvolvidas não devem seguir um objectivo único de redução de gases poluentes, mas quecada uma criasse a sua própria meta, segundo a sua realidade. A tentativa Australiana não foicoroada de êxito, aumentando assim o pessimismo sobre a execução do tratado de Quioto. Nadeclaração final desta reunião entendeu-se que o tratado de Quioto deveria ser fortificado enão anulado.Também um dos pontos debatidos nesta reunião, foi sobre as nações emergentes,nomeadamente a China e a Índia, considerada esta última como a segunda mais poluidora doplaneta, devido ao facto de insistir na utilização de energias fósseis. Pretendia-se que estasnações adoptassem medidas de contenção no sentido de reduzirem essas emissões de gasespara a atmosfera. Esta ideia foi refutada, pois entendeu-se por esses países que a poluição eraproduzida pelos mais desenvolvidos e não pelos emergentes.Na tentativa de acordo, apenas restava um pacto amigável entre a ONU e EstadosUnidos da América, que alegavam que estas medidas condicionariam o seu crescimentoeconómico e que para obter a sua assinatura a China deveria estar incluída na declaração final.A 12 de Dezembro de 2009, em Copenhaga, Dinamarca, a União Europeia através dasua comissão, afirmou que 37 países a limitar as emissões de gases, não é suficiente parasalvar o planeta. O Ministro do Ambiente da Suécia, Andreas Cargren, no final destaconferência, disse que a única saída internacional, é o Tratado de Quioto no que diz respeito àredução de emissões poluentes, para minimizar o efeito de estufa.Assim, 12 anos depois de Quioto, a ONU juntou esforços para a declaração final, com oobjectivo de não se ultrapassar em mais de dois graus centígrados, as temperaturas existentesna era pré-industrial.Dos 192 países participantes, muitos poucos acreditavam que esta medida dariaresultados positivos.Esta cimeira terminou com a ambição de se encontrar solução até fim do ano de 2010,na reunião já agendada para Novembro em Cancun no México.Segundo Viriato Soromenho Marques, professor universitário, responsável peloprograma Ambiente da Fundação Caloust Gulbenkian, “esta cimeira foi um fracasso e foivergonhosa”, porque segundo este “não se cumpriu o estipulado em 2007”, no COP 13, pelaUNCCC em Bali, que pretendia um novo regime climático para o pós-Quioto e para vigorarem 2013.
  9. 9. Teorias das Relações Internacionais 9Foi apenas aprovada uma declaração de intenção, pelos Estados Unidos da América,originando uma separação profunda entre estes e a Europa, sendo esta última bem maisexigente e interessada em salvar o planeta, na questão do ambiente.Nesta cimeira, a China e a Índia, novamente defendem que os países mais desenvolvidosdevem dar o claro exemplo, referindo-se aos Estados Unidos da América e ao Reino Unido,para a redução dos gases que causam o efeito de estufa.Uma lista de promessas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento (Emergentes)para reduzir as suas emissões de dióxido de carbono ou que não permita o seu crescimento. Eaponta um mecanismo de verificação dos esforços dos países em desenvolvimento.Cria ainda o Fundo Climático de Copenhaga, com 30 mil milhões de dólares (21 milmilhões de euros) até 2012 para os países mais pobres, prometendo ainda mais 100 milmilhões de dólares (70 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020.Também tentaram alcançar uma nova declaração final, mas sem efeito. Apenasalcançou-se um acordo não vinculativo, ou seja, um acordo voluntário.5. ConclusãoAs questões ambientais têm uma natureza global. Não podem ser vistas apenas comoum problema local de uma cidade, de um país, ou de uma região. Não conhecem fronteiras,logo as medidas tem que ser transversais a todos os Estados.O mundo pré industrial, absorvia a energia solar e não havia praticamente efeito deestufa, agora o problema da atmosfera consiste em estar repleta de quantidades enormes dedióxido de carbono, que provocam o referido efeito.Imagem 1 – Demonstração do aquecimento através do “Efeito de estufa”
  10. 10. Teorias das Relações Internacionais 10O nosso mundo está a sofrer consequências terríveis revelando sinais de desequilíbrio,fruto da ingerência humana e do consumo excessivo de recursos naturais. As consequênciasganharam uma expressão global, constituindo uma inquietação mundial, resultado damudança climática e da alteração de temperatura.As temáticas relacionadas com o bem-estar das populações, independentemente doespaço geográfico, religião ou desenvolvimento económico, serão o motivo para acompreensão e a cooperação de todos.Sabemos que, para uma melhor harmonia global e para que possamos garantir quefuturamente os ecossistemas e a biodiversidade de habitats naturais persistam intactos e paraque as diferentes espécies, inclusive a humana possam se manter no planeta terra é necessárioagir com medidas concretas na redução de gases.A Civilização Ocidental, poderá estar na linha da frente para a resolução dos problemassupra estatais, pois são diferentes Estados tolerantes no seu interior e em que omulticulturalismo e o multirracial estão muito presentes nas suas sociedades.A questão Ambiental é ao mesmo tempo uma premissa de respeito para com os outros,porque se não nos preocuparmos hoje com o amanhã, as consequências deste também nos irãoatingir. Não podemos continuar a fingir que nada se passa.É nossa obrigação fomentar a produção e consumo de energias renováveis, sustentáveise não poluidoras, seja em sede própria com regulamentação e legislação específica, comincentivos ou regimes de excepção, ou em nossa casa, sensibilizando a opinião pública globalacerca destas matérias.Devemos também utilizar novas formas de energia, como a energia eólica, foto voltaicae solar. Existe necessidade de apostar nestas energias limpas, embora actualmente os seuscustos de implementação não sejam os mais acessíveis, mas as suas vantagens no que respeitaao futuro, são mais que favoráveis para o meio ambiente.A reciclagem deverá ser implementada com o intuito de contrariar o aumentosignificativo de lixeiras. A separação destes resíduos não tem que ser uma obrigação, mas simuma necessidade. Há que terminar com os tão incomodativos aterros sanitários e serresponsável, pois as atrocidades de hoje serão um pesadelo para o futuro.
  11. 11. Teorias das Relações Internacionais 11A preservação das florestas é fundamental, pois serão estas manchas verdes quepreservarão o ar que respiramos e temos como exemplo a mancha de floresta da Amazónia(Brasil) que produz aproximadamente 50% do oxigénio.Foto 5 – Acumulação de resíduos Foto 6 – Exemplo de uma desflorestaçãosólidos “Lixeira”É necessário pressionar os Estados a cumprirem os Tratados Internacionais,nomeadamente, o de Quioto cuja realização foi em 1997, e infelizmente só entrado em vigorapenas em 2005.Temos que nos mentalizar que mudando um pouco o nosso dia-a-dia poderá ser umgrande passo para o início da diferença, isto em matérias como a sensibilização, preservação ea reciclagem.As políticas ambientais requerem a intervenção de todos os elementos que compõem asdiferentes comunidades no mundo, independentemente da sua escala, sejam em cidades,países ou regiões e terão que estar envolvidas com os seus decisores políticos as organizaçõesnão governamentais (ONG), o meio cientifico (especialistas), entre outros.É necessário criar canais de comunicação fácil e acessível, com apelos à participação,sem exclusão de nenhuma das referidas partes. Não poderá existir conformismo oucomodismo, é necessário intervir.É decisivo encontrar soluções para que não se coloquem em causa as próximasgerações. Os assuntos supra estatais necessitam de ser encarados como as grandespreocupações do futuro.Para Huntington, autor do novo paradigma o “Conflito de Civilizações”, os futurosconflitos estarão relacionados com as disputas entre culturas e civilizações.
  12. 12. Teorias das Relações Internacionais 12Estes conflitos poderão não ser só armados, mas sim o demarcar de posições nos temassupra estatais.Este paradigma apresentado pela primeira vez em 1993 referia a possibilidade daocorrência de conflitos entre civilizações.Como exemplos destacamos, os ataques do 11 de Setembro de 2001 às Torres Gémeas eas disputas Russo-Ucranianas pelo fornecimento de gás à Europa Central.Assim, teremos um Mundo dividido em oito diferentes civilizações que são:Ocidental; Latino-Americana; Africana; Islâmica; Sínico; Hindu; Ortodoxo; Japonesa.É urgente que as diferentes comunidades presentes no paradigma de Huntington, seentendam e façam respeitar os acordos internacionais.Torna-se imperioso que para salvar o planeta é urgente colocar em prática as resoluçõesdo Tratado de Quioto no Japão de 1997, com as adendas da Cimeira de Copenhaga naDinamarca de 2009.Se em Quioto a administração Bush refutou assinar o acordo, alegando que a redução degases na indústria dos Estados Unidos da América (Ocidente) representaria uma percaeconómica acentuada, assim a China (Sínico), mantém-se de fora do acordo, alegando que oproblema é mais antigo do que a sua entrada no desenvolvimento industrial e que também temdireito a esse desenvolvimento.Na Cimeira de Copenhaga, a China (Sínico) e a Índia (Hindu), defendem que os paísesmais desenvolvidos devem dar o claro exemplo, referindo-se aos Estados Unidos da Américae Reino Unido (Ocidente), na redução dos gases que provocam o efeito de estufa.O Sudão (Africano), refere-se ao fundo criado em Copenhaga, como uma forma dospaíses mais desenvolvidos calarem os mais vulneráveis. Limitando com isso a possibilidadedestes aspirarem ao desenvolvimento. É receber para não poluir.. É possível, actualmente fazer com que os países emergentes utilizem energias nãopoluentes contribuindo dessa forma para uma melhoria substancial do Ambiente no nossoplaneta.O exemplo do Brasil (Latino Americano) pode e deve ser seguido pelos paísesemergentes (é de referir que este se apresenta como líder nas energias renováveis e nãopoluentes).A Europa (Ocidente), também tenta demonstrar que é possível alterar o tipo de energiautilizada na indústria e anualmente cresce a produção de energia eléctrica através de energiaslimpas.
  13. 13. Teorias das Relações Internacionais 13Os Estados Unidos da América emitem cerca de vinte e cinco por cento da emissão totalmundial de gases indutores do efeito de estufa, ao passo que todo o continente africano éresponsável apenas por cinco por cento destes gases.Aparentemente, neste tema a Rússia (Ortodoxo) e a União Europeia, mesmo constandona lista dos mais poluidores, são os mais conscienciosos de que algo terá que ser feito paratentar minimizar os malefícios produzidos por décadas, de más politicas ambientais e queeram quase inexistentes.O Irão (Islâmico), pretende enriquecer Urânio, afirmando que é indispensável para o seudesenvolvimento económico, além de se tratar de uma energia limpa e que contribui para aredução da emissão de gases para a atmosfera. Apreensivos, a Arena Internacional mantém assuas reservas, uma vez que o Urânio pode ser utilizado também no fabrico de ogivasnucleares.O petróleo (energia fóssil), ainda não está em risco devido à sua utilização na indústriaautomóvel, como forma de combustível, mas com a evolução do carro híbrido pela Toyota epela Nissan, torna-se possível criar metas para a substituição dos veículos movidos pelosderivados do petróleo.Assim, com um tema como o Ambiente, podemos constatar que as diferentesCivilizações, apenas se pronunciam em prol das suas necessidades deixando um pouco departe o bem comum, o “futuro do planeta”.Em suma, o futuro das Relações Internacionais passará pelos temas supra estatais dedifícil consenso, mas é de grande importância na obtenção de acordos que permitam ganhospara a Humanidade da parte dos países que lideram as diferentes “Civilizações”.Com o paradigma de Huntington, o Ocidente estará sempre na linha da frente naresolução dos diferentes dilemas que aparecerão futuramente.Cidades como Toronto no Canadá, Sidney na Austrália, Paris em França ou Londres noReino Unido, são exemplos em que as diferentes civilizações podem conviver, interagir ecoabitar entre sim.O esforço terá de ser feito por quem governa os diferentes países e de quem moderar aArena Internacional, a ONU.Futuramente, um dos muitos desafios das Relações Internacionais, será a CimeiraCanCun no México em Novembro de 2010, onde será debatido o tema do ambiente, estandotodo o mundo expectante quanto à sua declaração final.
  14. 14. Teorias das Relações Internacionais 14Fontes de Informação• http://aeiou.visao.pt/copenhaga-ue-diz-que-protocolo-de-quioto-nao-e-suficiente-porque-nao-vincula-os-eua-e-a-china=f540137, acedido a 04 de Julho de 2010• http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=5938, acedido a 04 de Julhode 2010• http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1414663, acedido a 05 de Julho de2010• http://www.greenpeace.org/portugal/oceanos/aquecimento-global, acedido a 05 deJulho de 2010

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