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Atlas Geográfico de Santa Catarina - Estado de Santa Catarina/SEPLAN

Atlas Escolar de Santa Catarina 1991

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Atlas Geográfico de Santa Catarina - Estado de Santa Catarina/SEPLAN

  1. 1. aESTADO DE SANTA CATARINA - SECRETARIA DE ESTADO DE COORDENAÇÃO GERAL E PLANEJAMENTO-SEPLAN / SC ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA
  2. 2. • • ••• • •• •• ••• •• •••• S "" ESTADO DE SANTA CATARINA .• ' " -. :';: SECRETARIA DE ESTADO DE COORDENAÇÃO • 1- ~. ,; . ,ft GERAL E PLANEJAMENTO-SEPLAN / SC • : ATLAS ESCOLAR : DE SANTA CATARINA•• •• •
  3. 3. S231a Santa Catarina. Secretaria de Estado de Coorde- nação Geral e Planejamento. Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos Atlas escolar de Santa Catarina/Secretaria de Estado de Coordenação Geral e Planejame nto, Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos. - - Rio de Janeiro, Aerofoto Cruzeiro, 1991 96p. tab. gráf. 1. Atlas geral - Santa Catarina. I. Título 912(816.4) Tiragem: 50.000 exemplares Permitida a reproduçáo total ou parcial deste trabalho desde que citada a fonte. PEDIDOS E CORRESPONDÊNCIA: Secretaria de Estado de Coordenação Geral e Planejamento Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos Av. Osmar Cunha, 15 - Bloco B - 6~ andar Caixa Postal 1551 88019 Florianópolis - SC Fone (0482) 24-6166 - Ramal 38 GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA Casildo Maldaner - Governador SECRETARIA DE ESTADO DE COORDENAÇÃO GERAL E PLANEJAMENTO Danilo Aronovich Cunha - Secretário Melzi Cavazzola - Diretor Geral EQUIPE TÉCNICA Ademir Koerich (Subsecretário de Estudos Geográficos e Estatísticos - SUEGE e Coordenador do Planejamento Cartográfico), Amilton do Nascimento, Carlos Tramontin, Cleide Torquato Silveira, Elizabete Luiza Fernandes Baesso (Avaliaçáo e Crítica dos Conteúdos), Fernando João da Silva, João Serafim Tusi da Silveira (Avaliação e Crítica dos Conteúdos), Irio Pedrinho Caron, Isa de Oliveira Rocha, Lilian Jussara Lopes, Luilene Barros Danielewicz, Maria Teresinha de Rese nes Marcoo, Marice Kikue Yokoi Bardio (Revisora da Redação), Mario Cezar Ramos, Renato Francisco Lebarbenchon (Consultor dos Temas Econômicos), Rita de Cássia Martins, Stella Vieira da Rosa Fernandes, Valdir José Peres, Victor José Philippi Luz (Chefe da Divisão de Geografia e Cartografia). EQUIPE DE DESENHO Alexandre Boleslau Wisintainer, Antonio Anselmo Coe lho, David Vieira da Rosa Fernandes, Pedro Agripino Sagaz, Valdir Goulart, Luciana Burati, Rosangela Refosco. EQUIPE DO SERVIÇO DE EDITORAÇÃO Amélia Maria Torres Nunes, Cleusa Martins Correia Salgado, lete Arruda Salomé, Luiz Alberto Braga da Silva, Marco Aurélio Leite, Maria Helena Milani Bento, Valmor Serafim. PARTICIPAÇÃO ESPECIAL SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Coordenadorias dos Currículos de 1~ e de 2~ graus (Avaliação e Crítica dos Conteúdos). DEPARTAMENTO REGIONAL DE GEOCIÊNCIAS DO IBGE EM SANTA CATARINA João Batista Lins Coitinho (Geologia), José Marcos Moser (Solos - Tipos e Aptidões), Pedro Furtado Leite (Vegetação), Rogério de Oliveira Rosa (Relevo), Ulisses Pastore. SANTA CATARINA TURISMO - SANTUR AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Pedro Ivo Figueiredo de Campos ("In Memoriam" - Ex-Governador) Roberto Ferreira Filho (Secretário da SEPLAN/SC de 15.03.87 a 20.03.89) Paulo Macarini (Secretário da SEPI..AN/SC de 20.03.89 a 19.01.90) . Jamir Abreu (Secretário da SEPLAN/SC de 19.01.90 a 28.03.90) Apoio financeiro parcial: Ministério da Educaçáo Fundação de Assistência ao Estudante - FAE • • •••• •• •• ••••• • •••• •••• •••• •
  4. 4. • ••••• ••• ••• ••..••••• •• •••• •• • APRESENTAÇÃO o Governo do Estado tem a satisfação de apresentar à sociedade catarinense o primeiro "Atlas Escolar de Santa Catarina", elaborada no âmbito da Secre- taria de Estada de Coordenação Geral e Planejamento - SEPLAN/SC, através da Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos. Trata-se de mais uma iniciativa do Governo de Santa Catarina de promover a melhoria do ensino, através da produção e do fornecimento às escolas e aos seus alunos de meios necessários ao estudo e à pesquisa. O trabalho aborda aspectos administrativos, geográficos, demográficos, econômicos e organizacionais do Estado, ilustrados com textos e mapas didatica- mente distribuídos. Esta obra tem como objetivo principal atender à demanda do estudo de aspectos geo-sócio-econômicos de Santa Catarina, no ensino de 1 ~ e 2~ graus. Para tanto, adequou-se a redação às características daqueles a quem a obra se destina, de forma a tomar seu estudo fácil e agradável. Contudo, devida à riqueza e à qualidade das informações, o "Atlas Escolar de Santa Catarina" extrapola seu objetivo básico e apresenta-se, também,como um importante instrumento de estudo e pesquisa a todos aqueles que desejarem aprofundar seus conhecimentos sobre o espaço catarinense. Casildo Maldaner Governador do Estado INTRODUÇÃO O "Atlas Escolar de Sania Catarina" é um volume que contém um conjunto corrente e completo de mapas, gráficos, quadros e tabelas, acompanhado de textos elucidativos que descrevem o território catarinense, seus acidentes físicos, clima, solo, vegetação, suas atividades econômicas, sua organização político-administrativa e as relações entre o meio natural e os grupos que nele habitam . A obra é composta de sete unidades, enfocando os aspectos geográficos, demográficos, econômicos e organizacionais do Estado de Santa Catarina. A primeira unidade, Quadro Administrativo, descreve a posição geográfica, os limites e os pontos extremos de Santa Catarina e sua evolução político-admi- nistrativa. No Quadro Natural, apresentado na segunda unidade, faz-se a apreciação da formação geológica do solo catarinense, da morfologia, dos elementos líqui- dos, da representação cartográfica do relevo de cada região, dos tipos climáticos e suas características, da cobertura vegetal, dos solos e suas aptidões e do meio ambiente onde se insere o homem catarinense. Os aspectos demográficos e sociais estão contemplados na terceira unidade, no Quadro Humano, onde são abordados a história da ocupação do solo catarinense pelas diversas etnias, os movimentos migratórios, a evolução popu- lacional e a situação da educação e da saúde. O Quadro Econômico, na quarta unidade, apresenta a economia sob a abordagem dos setores primário, secundário e ~erciário, onde constam comen- tários sucintos a respeito da evolução das diferentes atividades em cada região. A quinta unidade, Estrutura Urbana, apresenta a evolução dos aspectos urbanos de algumas das principais cidades catarinenses. Consta da sexta unidade, Microrregiões Geográficas, um resumo dos aspec- tos geográficos, demográficos, econômicos e organizacionais das 20 micror- regiões geográficas do Estado. Faz parte da última unidade, Organização do Estado, a conformação políti- co-administrativa do Estado e dos Poderes, bem como, os símbolos estaduais. Para tornar mais fácil o entendimento dos textos distribuídos ao .longo da Atlas, colocou-se à disposição do leitor um breve vocabulário onde estão apresentados os principais termos utilizados . Oanilo Aronovich Cunha Secretário da SEPLAN/SC
  5. 5. • ••••.- ••••••••• ••••• •• •• •••• • SUMÁRIO UNIDADE 1- QUADRO ADMINISTRATIVO Posição Geográfica................ . Evolução da Divisão Político-Administrativa UNIDADE 11- QUADRO NATURAL Geologia............. . Re levo .............. . Hidrografia. Hipsome tria.... Clima vegetação................................... Solos - Tipos de Aptidões Meio Ambiente.. UNIDADE lll- QUADRO HUMANO Povoamento e Colonização .. ............... . População Total Residente e De nsidade Demográfica .......... 0 . 0 . População Urbana e Rural.. ..... População Economicamente Ativa.. População - Natalidade e Mortalidade... População - Pirâm ides Etárias e Migrações... . Educação.. .............. Sa~de .... ..... .. .. .. ... .. . ...... .................. . UNIDADE IV - QUADRO ECONÓMICO Agricultura ............ . Pecuária.. . Indústria.. ... Recursos Naturais e Extrativismo. Comércio. ... ... ... ... ... Meios de Transporte ....... ...... .. Comu nicações e Energia Elétrica.. Saneamento Básico... Turismo... UNIDADE V - ESTRUTURA URBANA Evolução Urbana ........... ... ....... .. Evolução dos Aspectos Urbanos de Algumas Cidades UNIDADE VI - M1CRORREGIÓES GEOGRÁFICAS Divisão Microrregional Geográfica Microrregião Geográfica de São Miguel d'Oeste - 452 Microrregião Geográfica de Chapecó - 453.................. . Microrregião Geográfica de Xanxerê - 454... . ............... ..... Microrregião Geográfica de Joaçaba - 455. . ... .... .... ........... .. Microrregião Geográfica de Concórdia - 456. . ...........•. Microrregião Geográfica de Canoinhas - 457... Microrregião Geográfica de São Sento do Sul - 458. Microrregião Geográfica de JOinville - 459... ... 8 ..... 10 12 16 18 20 22 24 26 .... .. 2830 32 36 38 40 42 44 46 48 50 ...... 54 56 58 60 62 64 66 66 70 72 76 78 82 84 86 88 90 92 94 96 98 Microrregião Geográfica Curitibanos - 460.. Microrregião Geográfica de Campos de Lages - 461 ..... . Microrregião Geográfica de Rio do Sul - 462... Microrregião Geográfica de Slume nall - 463.. Microrregião Geográfica Itajaí - 464..... '. Microrregião Geográfica de Ituporanga - 465................ . Microrregião Geográfica de Tijllcas - 466 Microrregião Geográfica de Florianópolis - 467 ....... ...... ........ ..... ..... .. .... . Microrregião Geográfica do Tabuleiro - 468 ...... ......... .. . .............. ... Microrregião Geográfica de Tubarão - 469........................... ........ ..... .. Microrregião Geográfica de Cricitíma - 470 ................... .. ... .......... .. .. Microrregião Geográfica de Araranguá - 471 . UNIDADE VII - ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 100 102 104 106 108 110 112 114 116 Jl8 . 120 122 Símbolos Estaduais Organização Político·Administrativa do Estado e dos Poderes.. 126 128 130 VOCABULÃRIO..... BIBLIOGRAFIA USTA DE TABELAS 132 133 134 135 Tabela 1 - Área total e participação percentual, segundo os Estados da Região Sul... 8 Tabela 2 - Limites de Santa Catarina, segundo a posição geográfica e conrrontantcs.. 8 Tabela 3- Ano de criação e origem dos municípios de Santa Catarina. . ..... .. . 10, 12 Tabela 4 - Escala do Tempo Geológico, segundo a era e o pe ríodo de formação..... ..... ... ... ... ..... 16 Tabela 5 - Área e comprimento dos cursos das principais bacias hidrográficas de Santa Catarina.. 20 Tabela 6 - Altitude e localização por município dos pontos culminantes e m Santa Catarina - 1986... ............. ... ................ 22 Tabela 7 - População residente por sexo e participação percentual no total e m Santa Catarina - 1940-1989.. ... .......... ... ... .. ..... ...... 38 Tabela 8 - Área física e projeção da l>opulação total e densidade demográfica, segundo as microrre· giões geográficas em Santa Catarina - 1989.. ....... ..... . .. .. 38 Tabela 9 - Proporção da população rural e urbana, - segundo as Regiões do Srasil - lD70·1980.... 40 Tabela 10 - População rural e urbana e participação percentual em Santa Catarina - 1940·1990...... 40 Tabela 11 - Projeção da população rural e urbana, por microrregiões geográficas em Santa Catarina - 1989....... ............. .... ......... ........ ............ 40 Tabe la 12 - População rural e urbana e participação perce ntual por sexo, e m Santa Catarina 1940-1990................................... . Tabela 13 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por condição de atividade, segundo o setor de atividade em Santa Catarina - 1980 .............. . Tabe la 14 - População economicame nte ativa do Estado de. Santa Catarina, por microrregiões geográficas e setores de atividade econômica - 1980........ ... ... ......... ................... . Tabela 15 - Taxa de mortalidade, natalidade e crescimento vegetativo, segundo as microrregiões geográficas em Santa Catarina -1987 Tabela 16 - Alunos matriculados no l~e 2?graus e m Santa Catarina - 1978·1989 Tabela 17 - Estabelecimentos de satíde, por dependê ncia administrativa e tipo em Santa Catarina - 1989 ............ . ............... .... ................... ..... . Tabela 18 - Percentual da cobertura vacinal com doses ' consideradas imunizantes e m menores de 1 ano, em gestantes, por tipo de vacina, segundo os CARS em Santa Catarina - 1989/1.000 ............ ......... ........... . Tabe la 19 - Estrutura Fundiária de Santa Catarina - 1980.. Tabela 20 - Principais produtos exportados por Santa Catarina - 1987. 40 42 42 44 48 50 50 54 64
  6. 6. LISTA DE MAPAS Posição Geográfica.. Evolução da Divisão Político-Administrativo ... .. ... .... .. ......... ... .. .. .. ... ... ........... 0 . 0 • • • Divisão Político-Administrativa. . Geologia .. ... .... ... . Relevo.. ... .. .... ... ...... .. .... ,' Hidrografia Hipsometria. Clima ... .... ... .. .. .... ... .. ... .. Vegetação ......... ..... .. . Tipos de Solos.. Aptidão Agrícola dos Solos ... .. ... .... ••• Maio Ambiente. Povoamento e Colonização .. ...... ... .. ........ ... . População Total Residente e Densidade Demográfica.. População Urbana e Rural .... .... .. ... .... ... ...... ... ... ...... .. ..... .... População Economicamente Ativa.. .... ... ... ... .0 .0 . . . . . . . . . . . . . . . . . População-Natalidade e Mortalidade. ... 0 . 0 • • • • • • • • • • População-Pirâmides Etárias e Migrações Educação .... .. ........ . Saúde .. Agricultura - Milho, Soja, Arroz e Feijão.. Agricultura - Fumo, Cebola, Maçã e Banana.. Pecuária - Suínos, Bovinos, Aves e Derivados .. Indústria - Principais Ramos. Recursos Naturais e Extrativismo.. Comércio - Varejista e Atacadista Meios de Transporte... Comunicações e Energia Elétrica Saneamento Básico .... ..... .... .... ... .. Turismo... . Evolução Urbana... . .... .. .. .. .. .. Evolução dos Aspectos Urbanos de Algumas Cidades... Divisão Microrregional Geográfica.. ... .. ... .. .... ..... Microrregião Geográfica de São Miguel D 'Oeste - 452.. Microrregião Geográfica de Chapecó - 453 ...................... ...... ... ..... ... .... .. Microrregião Geográfica de Xanxerê - 454.. . Microrregião Geográfica de Joaçaba - 455... Microrregião Geográfica de Concórdia - 456.... . Microrregião Geográfica de Canoinhas - 457.. Microrregião.Geográficade São Bento do Sul - 458.. Microrregião Geográfica de Joinville - 459. Microrregião Geográfica de Cu ritibanos - 460 .............. ..• Microrregião Geográfica dos Campos de Lages - 461 Microrregião Geográfica de Rio do Sul - 462... Microrregião Geográfica de Blumenau - 463 .... ........• Microrregião Geográfica de Itajaí - 464 .. ... .. .... ....... .. ... .. Microrregião Geográfica de Ituporanga - 465.. ... ...... .. ... ... ... ... ••. Microrregião Geográfica de Tijucas - 466. . ...... .... ...... .. ... . .... ...... .. ... Microrregião Geográfica de Florianópolis - 467 ... .... .. ..... ....... .... .. .•• Microrregião Geográfica do Tabuleiro - 468.. ... ... .... .. ... Microrregião Geográfica de Tubarão - 469.. .. 9 11 13 17 19 21 23 25 27 29 31 33 37 39 41 43 45 47 49 5 1 55 57 59 61 63 65 67 69 71 73 77 79 83 85 87 89 91 93 95 97 99 101 103 105 107 109 111 113 115 117 119 Microrregião Geográfica de Criciúma - 470 ... ....... .. .... Microrregião Geográfica de Araranguá - 47l. Bandeira do Estado de Santa Catarina.. Armas do Estado de Santa Catarina........... . 121 123 127 129 • '.•••., ••• ••• ••• ••••• •••••••• •
  7. 7. • • •• • •• • '.• •• •• • • • •• • • • • • • •• • • UNIDADE I QUADRO ADMINISTRATIVO Posição Geográfica Evolução da Divisão Político-Administrativa 7
  8. 8. 8 POSIÇÃO GEOGRÁFICA Para localizar o Estado de Santa Catarina é importante verificar primeiro a posição geográfica do Brasil. A República Federativa do Brasil está localizada na América do Sul e é cortada pelas linhas do Equador. no norte, e pelo Trópico de Capricórnio, no sul. Como se observa no mapa da América do Sul, o Brasil está situado Quase que totalmente no hemisfério Sul, ocupando a parte centro-oriental do continente sul-americano. O Estado de Santa Catarina, que é uma das unidades da República Federativa do Brasil, está localizado no sul do território brasileiro e juntamente com os Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul formam a Grande Região Sul. Santa Catarina é o menor Estado dessa Região c, ainda assim, tem extensão territorial quase equivalente à de países corno a Áustria, Hungria, Irlanda e Portugal, e quase três vezes maior do que a da Holanda e a da Bélgica. Santa Catarina possui urna área oficial de 95318,30 quilômetros quadrados(km~. Portanto, ocupa 1,11% da área territorial brasileira e 16,57% da área da Região Sul. Tabela 1 - Área Total e Participação Percentual, segundo os Estados da Região Sul ESTADO ÁREA ' Km2 % Rio Grande do Sul 280.674,00 48,79 Santa Catarina 95.3 18,30 16,57 Paraná 199.323,90 34,64 TOTAL 575.316,20 100,00 FONTE: Fundação Instituto Bras ileirode Geografia e Estatística - IBGE; Secretaria de Estadode Coordenação Ceral e Planejamento - SEPLAN/SC/Subsecretaria de Estudos CeogTáfl.cos e Estatísticos - SUECE. o território catarinense encontra-se entre os paralelos 25°57'41" e 29"23'55" de latitude Sul e entre os meridianos 48°19'37" e 53°50'00" de longitude Oeste. A linha litorânea catarinense inicia na foz do rio Saí-Guaçu, na divisa com o Estado do Paraná, seguindo até a foz do rio Mampituba, na divisa com o Estado do Rio Grande do Sul, numa extensão de 561,4km. A costa catarinense corresponde a 7% do litoral brasileiro. Limites Norte - com o Estado do Paraná: a partir do marco divisório entre Santa Catarina, Paraná e República Argentina, na nascente do rio Peperi-Guaçu, segue pelo divisor de águas das bacias hidrográ- ficas dos rios Iguaçu e Uruguai, rumo leste, até a nascente do rio Jangada; desce por este até encontrar a BR-153; continua por esta rodovia, pelo traçado antigo de 1917, até encontrar o cruzamento da estrada de ferro da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima - RFFSA; segue por esta ferrovia até a ponte sobre o rio Iguaçu; continua pelo rio Iguaçu acima até a foz do rio Negro e por este acima até a foz do rio Cachoeira; por este acima até a foz do rio Campo de Cima; por este acima até sua nascente; a partir daí segue pelos marcos divisórios, em linha geodésica, até encontrar o rio Saí-Guaçu e por ele até o marco próximo a sua foz no oceano Atlântico e daí segue, em linha geodésica, até o marco na ilha de Saí-Guaçu. Leste - com o oceano Atlântico: a partir do marco da ilha de Saí-Guaçu, em direção sul, até a foz do rio Mampituba. Sul - com o Estado do Rio Grande do Sul: a partir da foz do rio Mampituba, no oceano Atlântico, segue por aquele acima até a foz do arroio Josafá e por este acima até a sua nascente; daí segue pelos taimbés da Serra Geral, até a nascente do rio das Contas; pelo mesmo abaixo até a sua foz no rio Pelotas e por este abaixo até o rio Uruguai; segue por este até a foz do rio Peperi-Guaçu na fronteira com a República Argentina. Oeste - com a República Argentina: iniciando na foz do rio Peperi-Guaçu, no rio Uruguai, segue o rio Peperi-Guaçu acima até a sua nascente, no marco divisório entre os Estados de Santa Catarina e do Paraná e a República Argentina. Tabela 2 - Limites de Santa Catarina, segundo a Posição Geográfica e Confrontantes, POSiÇÃO EM se Norte Leste Sul Oeste e ONFRONTANTES Paraná oceano Atlântico Rio Grande do Sul República Argentina LIM ITES - divisor de águas (serras da Capanema e da Fartura) - rio: Jangada - BR-I53 - Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA - rios: Iguaçu, Negro, Cachoeira e Campo de Cima - marcos divisórios em linha geodésica - rio: Saí-Guaçu - linha litoninea - rio: Mampituba - arroio Josafá. - taimbés da Serra Geral - rios: das Contas, Pelotas e Uruguai - rio: Peperi-Guaçu FONTE: Secretaria de Estado de Coordenação Ceral e Planejamento - SEPL'N/SC - Atlas de Santa Catarina 1986. Pontos Extremos Nordeste - no limite com o Estado do Paraná, o ponto extremo é a ilha de Saí-Guaçu, cujas coordenadas geográficas são: 25°58'37" de latitude Sul e 48"35'24" de longitude Oeste. Noroeste - entre os Estados de Santa Catarina e do Paraná e a República Argentina, o ponto extremo é o marco divisório, cujas coordenadas geográficas são: 26°12'25" de latitude Sul e 53"38'49" de longitude Oeste. Sudoeste - o ponto extremo é a foz do rio Peperi-Guaçu, no rio Uruguai, cujas coordenadas geográficas são: 27°10'01" de latitude Sul e 53"49'58" de longitude Oeste. Sudeste - o ponto extremo é a foz do rio Mampituba, no oceano Atlântico, cujas coordenadas geográficas são: 29"18'18" de latitude Sul e 49"42'02" de longitude Oeste. • • • •• • • • •• • • • •• • • •• • • • • • • • •• •
  9. 9. • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POSiÇÃO GEOGRÁFICA • NA AMÉRICA DO SUL NO BRASIL • "'" ... 40" O I C E A I I • N O I -4 T U"'1iA 00 [QuAOOR • ( • I J AM • / C' AC • UNfM 00 EOUAlJoR --, • c c , • , ,. • a ~ , ,.. • BRAS I L V •-------- -- TRoPiãiÕt:Co.PRIÕ5i!Njõ • .<" DIVISÃO REGIONAL <- • ." .... • " • ~ c -z. -~ IH .,. • ,.---------o NA REGIÃO SUL<o - ~ ..:yfRõpiêõ --_ • --- ----- " D( """~_ • '? • "" • .,. AR GENT INA I --_....... --- ---- - -- -- -- • () () • - c c • """ / , ,,. • '" ~. ~ • C> , • v • o () • • L• ~ • , , <o- 9
  10. 10. 10 EVOLUÇÃO DA DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Evolução Municipal O primeiro município a ser criado na Capita nia de Santa Catarina fo i o dI..' Nossa Senhora da Graça do Rio Sii.O Francisco do Sul. hoje São Francisco do Sul. no alio de 1660; 1..'111 l7I-I , era criado o st~gllndo município. Santo Antônio dos Anjos da Laguna, atual Laguna. Em 1726, des!Ilcmbra'a-se dL' Laguna o município de Nossa do lJeslerro, hoje Florianópoli ... Pelos caminhos de Lages foram -,,(' fixando povoações em direção ao Hio Grande do Sul c, l' 1ll 1770, Lages e mancipava-se da Capitan ia de S.10 Pall lo, anexando-se à Capitania de Santa Catarina. Por volta de 1832, emancipavam -se de Florianópolis: Porto Be lo. São M igUl' l (hoje Biguaç'1I1 (' São José. Após 27 3nos. Porlo BL'lo perdia sua au tonomia, retomando-a em 1925. Em 1859 fo i a vez da e manci paçt"io de São Sehastião da Foz do Rio Tijucas, atual Tijucas. Em 1839, o Gov('rno da H.e p líblica Farroupilha decretava a cidade de L.1.guna como a capital de Santa Catarina. com o nomc de Juliana, é poca movimentada que terminou em março de 1845. A vinda de imigrantes europe us para colonizar terras de Santa Catarina contribuiu para a ('x pall s~"io dos povoados e conseqüente aume nto da populaç·ão. O mapa de 1907 mostra os contornos imprecisos do Estado, devido a questões d e limites com os Estados do Rio G rande do Su l t.' do Paraná. Em 1917, fo i estabelecido o "Acordo de Limites" entre o Paraná c Santa Catarina , passando o lim ite desses Estados pelo di"i'iOf" d e águas e lltH' a.. bacias hidrográficas d os rios 1!~1I<1~'1I (.' Uruguai, incorporando-se definitivamt' ntc a Santa Catariml todo o OC'ite e os municípios de ~-1afra e Porto U ni~"io, ao norte. No ano de 1930, ficou resolvido o proble ma divisório e ntre Santa Catarina f..' o Rio Grande do Sul, anexando-se ao território catarinen:;c o trecho da nascenl(' do rio ~·t aTllpitllba , ent re o arroio Josafá e a encosta da Serra Ge ral. Nessa é po('a, Santa Catarina contava com 34 Tllunicípios. Em 19:14, desmembravam-se de Blume nau : Timhó, Indaial. Ihirama c Gaspar: de Joaçaba: Concórd ia: de Campos Novos e Joa~'aba : Caçador; e de Joinville : Jaraguá do Sul. Em 1944. o Estado de Santa Catarina sofreu uma redução com a criação do Território de Iguaçu. porém por pouco tempo. pois em 1946 Santa Catarina retomava este território. No ano de 1953. 8 municípios con seguiam sua autonomia: Dionísio Cerque ira . Itapiranga. Mondaí. Palmitos, São Carlos, São Miguel d ·Ocste, Xanxc rê e Xaxim , fragmentando , pela primeira vez, () Illunicípio de C hapccó. Em 1958, mais de 30 municípios fo ram criados; e de 1961 a 1967 foram criados mais 91. Após um intervalo de 15 anos, e m 1982, e manciparam -se de Lages, os municípios de Otacílio Costa e de Correia Pinto, O maior ntímero de desme mbramento ocorreu nas zonas coloniais de maior densidade populacional. como nos vales dos rios Itajaí, do Peixe, Tuban"io e C hapecó. Situação Atual Santa Catarina. até o ano de 1987, possuía 199 municípios. No transcorre r do ano de 1988, foram criados 7 mun icípios L' , em abril de 1989. mais 1I municípios, totalizando, assim , 217 municípim . Tabela 3 - Ano de C riação e Origem dos Municípios de Santa Cntarina 1l!~· lc ípI O Abdon Bat i.~ ta Abelardo Luz Agrolândia ~g ronômica ~gua Doce 1-gU3S de Chapecó Aguas Mornas Alfredo Vagner Anchie ta Angelina Anita Caribaldi Anitápo lis A:O DE CRIAÇt.O 1989 1958 1962 1964 1958 1002 1961 1961 1963 1961 1961 1961 OHIGEI Campos Novo.. Xanxe rê Tromhudo Central Hio do Su l J ()a~·aba C hapccó San to Amaro da Impe ratriz Bom Retiro Gtlaraciaba São José Lages Sant o Anutro da Impf..'ratriz MUN iC íPIO Antônio Carl()~ Apilina Araquari Ar;lranguj Arll lazérn Arroio Trinta A"Cllrra Atalanta Aurora BalnL':.í.rio Can lborili Barra Vt:'lh.l (3t;!llcc.lito Novo Uig uaç·u Blumt..' nau Bom Jardim da S.'na Bom Retiro Uotu verá Br:1ç·o do Norh ' Bru..quc Caç·ador Caibi Ca mho,·ilí Campo Alegre Ca mpo 13e lo do Su l Campo Erê Ca mpos Novos Canc linha Canoinhas Capinzal C atanduvas Caxambu do Su l Cc l..o Ramos C hapecó Concórdia Coronel Freilalo Correia Pinto Corupá C ricitima Cu nha Porá C uritibanos IJt..'!>canso Dionísio Cerq ueira Dona Emma Doutor Ped rinho Erval Velho F~lchinal d05 C II L'dL'~ Florianópolis Fonluilhinha Frai )urgo Cal,,;"i.o Caropaba Caruva Gaspar Co't'rnador C(·I'lo Ramos Cr:"i.o Pará Gravatal CllUIJiruba Cuaraciaba C uaramirim Guarujá d o Sul Il c rval d'Oeste Ibicaré Ihirama Iça ra Ilhota I rnaruí ANO DE C RIA Ç ÃO 1963 1988 1876 1880 1958 1961 1963 196-t 1964 1964 1961 196 1 1833 1880 1967 1922 1925 1955 188 1 193-t 1965 1884 1896 19fil 1958 188 1 1962 1911 L9-t8 1963 1962 1989 19 17 1934 196 1 1982 1958 1925 1958 18fi9 1956 1953 1962 1988 1963 1958 1726 1989 1961 1962 1961 1963 1934 1963 1958 1961 1962 1961 1948 1961 1953 1962 193-t 1961 1958 1890 OH IG EM Biguaç'u [lIdai,,1 S~I() Franc i'iCo do Sul Tubar.jo T llbaróo Videira lndaial Ituporanga Rio do Sul Camboriti Araquari Hocle io Florianópoli'l Itajaí S:"i.o Joaquim Lages (' I'alhm,:a Brusclue Tuhan.u ltajaí Campo!> N"o"os t ' JO<I(,:"IIIa Palmitos It ajaí S,"i.o Bt..'nto do SIlI L:.lgt.·~ C ha pt..'oo C uritiballO'l Tijucalo Curitibanos Joaç·aba e Campos No "u~ Joaç'aba C hapecó Anila Caribaldi Des<lnl:xado do Paraná (A{·ordo de I.imites) Joaç·aba C hapccó I ..agt's Jaraguá do Sul Aramllguá Palmitos Lage'l Mo ndaí C hapecó Pr('sidt"nte Getülio Bell('dilo Novo Campo!> Novos Xanxerê Lag una C ricitima Cu ritibanos e Videira Xaxim Palhoç·a São Frallci 'lco do Sul Blumcnau Biguaç·u Orl....lIns 'rubarão Brusquc São Miguel d 'O estl:.· Joinville Dionísio Cerqueira Joaç·aba Ilerval (rOeste c Tangará Blumcnau C ricitÍma Itajaí l ,agunll • • • •• • • • • • • • ••• •• • • • •• • • • •• • •
  11. 11. • • • •• •• • • • • • ••• • • •• • •• •• • •• • • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA 1872 LEGENDA ORIGENS S50 FranciSCO do Sul Laguna Lages 1944 LEGENDA ORIGENS Silo FrancISCO do St.il Laguna Lages Acordo de limites I'onle' Secreta". de ESlado de Coordeniçlo Geral e PIaoejemenIO-SEPlAN/ SC Altas de s.,,~ Catarm.. 1986 O D 1907 LEGE NDA ORIGENS $ao FranciSCO do Sul Laguna Lag~ TemlÓrlQ em LitígiO com o Paraná 1954 LEGEN DA ORIGENS São FranciSCO do Sul O Laguna D Lages Acordo de limites EVOLUÇÃO DA DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 1930 LEGENDA ORIGENS 550 FranciSCo do Sul Laguna Lages Acordo de limites 1967 LEGENDA ORIGENS S!O FranciSCO do Sul laguna D Lages Acordo de Limites 11
  12. 12. MUN IC fPI O ANO DE •C RIAÇ ÃO ORIGEM M UN IC fPIO ANO DE ORIGEMC RIAÇ ÃO •Imbituha 1958 Laguna Praia Grande 1958 Turvo •Imbuia 1962 Itu poranga Presid e nte Caste lo Bmnco 1963 Ouro Indaial 1934 Blumenau Presidente Ge túlio 1953 lbirama Ipira 1963 Piratuba Preside nte Nercu 1961 Vidal Ramos •Iporã d o Oeste 1988 Mondaí Quilombo 196 1 C hapec6 Ipumirim 1963 Concórdia Rancho Queimado 1962 São José l raceminha 1989 C unha Porá: Rio das Antas 1958 Caçador •Ira n ( 1964 Joaçaba Rio d o Campo 1961 Tai6 Irinc6polis 1962 Porto U nião Rio do O este 1958 Rio do Sul Itá 1956 Seara Rio dos Cedros 1961 Timb6 •ltai6polis 1918 Mafra Rio do Su l 1930 81ume n au ltajaí 1859 São Francisco do Sul e Porto Be lo Rio Fo rtuna 1958 Braço do Norte •Itapem a 1962 Porto Be lo Rio Negrinho 1953 São Be nto do Sul ltapiranga 1953 C hapec6 Rode io 1936 Timbó ltapoá 1989 Caruva Rome lândia 1963 São Mig uel d 'O este •Ituporanga 1948 Bo m Re tiro Salcte 1961 Tai6 jaborá 1963 j oaçaba Salto Vcloso 1961 Vide ira jacinto Mach ado 1958 Turvo Santa Cecília 1958 C uritibanos •Jaguaruna 1891 Tubarão Santa Rosa d e Lima 1962 Rio Fortuna Jaraguá d o Sul 1934 Joinvillc Santa Rosa do Sul 1988 So mbrio Joaçaba 1917 C uritibanos San to Amaro d a Imperatriz 1958 Palhoya •Jo inville 1866 São Francisco do Su l São Be nto d o Su l 1883 Joinvi le José Boitc lIx 1989 Ibirama São Bo nifácio 1962 Palhoça •Lacerd6polis 1963 Ouro São Carlos 1953 C hapecó Lages lí70 Capitania d e São Pa ulo São Do mingos 1962 Xaxim Laguna 1714 Criad o po r Ato São Francisco d o Sul 1660 C riado por Carta Régia •Laure n tino 1962 Rio do Sul São João Batista 1958 Tijucas Lauro Müller 1956 Orleans São João do Sul 1961 Sombrio Lebon Régis 1958 Curitiba nos São Joaq uim 1886 Lages •Leobe rto Leal 1962 Nova Tre nto São José 1833 F lo rianópolis Lind6ia d o Sul 1989 Concórdia e Irani São José do Cedro 1958 Dio nísio Cerquc ira •Lontras 1961 Rio d o Sul São José d o Cerrito 1961 Lages Luís Alves 1958 Itajaí São Loure nço d 'Ocste 1958 C hapecó Mafra 1870 Rio Negro (PR) São Ludgero 1962 Braço do No rte •Majo r Cercino 1961 São João Batista São Martinho 1962 Imaruí Major Vie ira 1960 Canoinhas São Migue l d 'Oestc 1953 Chapecó MaraCajá 1967 Araranguá Saud ades 1961 São Carlos •Maravi ha 1958 Palmitos Schroed e r 1964 G uaramirim Mare ma 1988 Xaxim Seara 1953 Concórdia Massaranduba 1961 C uaramirim Serra Alta 1989 Mod e lo •Matos Costa 1962 Porto União Side rópolis 1958 Urussanga Meleiro 1961 T urvo Sombrio 1953 Araranguá •Modelo 1961 São Carlos Taió 1948 Rio do Sul Mo ndaí 1953 C hapec6 Tangará 1948 Vide ira Monte C astelo 1962 Papandu va Tijucas 1859 Porto Be lo •Mo rro d a Fumaça 1962 Urussanga Timbé do Sul 1967 T u rvo Navegantes 1962 Itajaí Timbó 1934 Blume nau Nova Erechim 1964 Saudades Timb6 Grande 1989 Santa Coo1ia, Matos Costa, Lebon Régis lrincópolis •Nova Tre nto 1892 Tijucas Três Barras 1960 Canoinhas Nova Ve neza 1958 C riciúma Treze d e Maio 1961 Tubarão O rleans 1913 Tubarão Treze Tílias 1963 Ib icaré •O tacílio Costa 1982 Lages Trombudo Central 1958 Rio do Sul Ouro 1963 C apinzal Tubarão 1870 Laguna •Palhoça 1894 São José Tunápolis 1989 Itapiranga Palma Sola 1961 Dionísio Cerque ira Turvo 1948 Araranguá Palmitos 1953 C hapecó União d o Oeste 1988 Coronel Freitas •Papanduva 1953 C anoinhas Urubici 1956 São Joaquim Paulo Lopes 1961 Palhoça Urupe m a 1988 São Joaquim Pe dras G randes 1961 Tubarão Urussanga 1900 Tubarão •Pe nha 1958 Itajaí Vargcão 1964 Fachinal d os Guedes Pe ritiba J963 Piratuba Vidal Ramos 1956 BnJsque •Pe trolândia 1962 Ituporanga Vide ira 1943 Campos Novos, Caçado r e Joaçaba Piçarras 1963 Pe nha Victor Mc irc1es 1989 lbirama Pinhab.inho 1961 São Carlos Witmarsum 1962 Preside nte Getúlio •Pinhe iro Preto 1962 Vide ira Xanxe rê 1953 Chapecó Piratuba 1948 Concórdia e Campos Novos Xavan tina 1963 Seara Pome rode 1958 Blume nau Xaxim 1953 Chapecó •Ponte Alta 1964 C uritibanos Po nte Se rrad a 1958 Joaçaba e C hapecó FONTE: Secretaria de Estado de Coordenação Gt;!ral c Planejamento - SEPLAN/SC/Subsecrt;!taria de Estudos GeográfICos c •Porto Belo 1832 F lorianóãolis e C ambo riú Estatísticos - SU EGE. Porto U nião 1917 Desanexa o do Paraná (Acordo de Limites) Pouso Redond o 1958 Rio d o Sul •12
  13. 13. • •• •• •• • • •• •••• •• •• • •• •• • •• • • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA UJ 4: ' z ESTADO DIVISÃO MUNICIPAL 1990 NUCLEOS Capital Cidade LEGENDA HIDROGRAFIA Curso d Agua Lagoa Represa RODOVIAS Com Pavimentação Sem Pavimentação LIMITES IntermuniCipal Interestadual InternaCional D ~ O Fonte' Secrelllfl. de ESlado de CoordeMçJo Geral e PI<lneIBmento SEPlANJ SC - ~I>' 1'01'1100 de Sionla CéltBr!l'lI 1990. friO REP PASSO FUNOO , D o ..' ..,." .... 0 O DIVI SÃO POLíTICO-ADM INISTRATIVA a ESCALA 1 2 000 000 10~ ", o la '10 10 .0 &O~ m 1ixIl='=-I ~-' PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR . UTM a 13
  14. 14. • •• •• • • • ••• •••• •• • • • •• •• • ••• • UNIDADE 11 QUADRO NATURAL Geologia Relevo Hidrografia Hipsometria Clima Vegetação Solos - Tipos e Aptidões Meio Ambiente 15
  15. 15. 16 GEOLOGIA Gcologia é a ciê ncia que estuda a hist6r~a da Terra c suas sucessivas transformações. A história geológica da Terra é representada por lima escala de tempo, com as principais divisões e respectivos intervalos, conforme tabela 4. Tabela 4 - Escala do Tempo Geológico, segundo a Era c o Período de Formação ERA PERÍODO MILHÓES DE A1DS (APROXI~IADOS) Cenozóica Quaternário 2,5______ Terciário 65- - - - - - Mesozóica Cretáceo 136-- - - - - cJ'~,'~á~ss~i~co~______________________________ 190--------------__ Triássico ----------------------- 2~------ Paleozóica Pc rmiano ~~~------------ 2~-------Carbonírero ~~~~------------ 345 -----­ Devoniano ~~~------------ 395 ------­ Siluriano ~~~------------- 430 ------ Ordoviciano '?-'=="'---- ----------- 500--- - - - Carnbriano ------~~~~---------- 570 ------ Proterozóica_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ ___ 2.500_ _ _ _ __ Arq ucoz6ica---'-_ _ _ _ _ _ __ _ _ __ _ _ _ _ _ _ 4.600___________ FQf"TE: Fundação Instituto 8 rasileiro de Geografia e Estatística - IBGE . A geologia de Santa Catarina pode ser claSSificada em cinco grandes domínios: Embasamento Crista- lino, Coberturas Vulcano-Sedimentares Eo-Paleozóicas, Cobertura Sedime ntar Gonduânica, Rochas Efusivas (Formação Serra Geral) e Cobertura Sedimentar Quaternária. Embasamento Cristalino Engloba o conjunto de rochas mais antigas do Estado de Santa Catarina, incluindo dife re ntes til>OS de litologias, cujas idades vão desde o Arqueano (mais de 2,5 bilhões de anos) até o final do Proterozóico (cerca de 570 milhões de anos). As principais associações litológicas, representadas no mapa, são constituídas por granulitos; gnaisses e migmatitos; xistos e filitos; e granitos. Granulitos - Ocorrem no Nordeste do Estado. Incluem uma variedade de rochas, tais como: noritos, enderbitos, charnoquitos, com freqüentes associações com ultramafitos, gnaisses, migmatitos, anortositos e quartzitos ferríferos. Gnaisses e Migmatitos - Ocorrem na porção Sudeste do Estado. Além dos gnaisses e migmatitos, esta associação inclui metagranitos, metadioritos, metatonalitos, etc. Xistos e Filitos - Localizam-se na porção centro-leste do Estado, na região de Brusque. Estão balizados pelas cidades de Blumenau, ao norte; Itajaí, a leste; Vidal Ramos e Leoberto Leal, a oeste; e Major Gercino, ao sul. Granitos - Distribuem-se em toda a porção leste do Estado, desde as imediações de Joinville até a região ao sul de Tubarão. Geralmente, as rochas graníticas constituem altos topográficos, destacan- do-se das litologias adjacentes, devido a sua maior resistência ao intemperismo. Coberturas Vulcano-Sedimentares Eo-Paleozóicas Ocorrem em quatro bacias isoladas, nas regiões de Campo Alegre; Corupá, Itajaí, Queçaba; Cambirela e Ilha de Santa Catarina. São constituídas, predominantemente, por rochas sedimentares com metamorfismo incipiente, pouco dobradas, representadas por arenitos (arcósios), cong1omerados, siltitos, ardósias e filHos, com freqüente associação com rochas vulcânicas extrusivas. Estas podem ser de car:iter ácido, intennediário ou básico. A5 rochas :icidas são as mais co~uns, predominando nas regiões de Campo Alegre, Corupá, -Cámbirela e ilha de Santa Catarina. Petrograficamente, são riolitos, riodacitos, dacitos e rochas piroclásticas (tufos). Cobertura Sedimentar Gonduânica Schneide r et alii (1974) estabeleceram a seguinte coluna estratigráfica para a bacia do Paraná. { Formação Se rra Ge ral Grupo São Be nto Formação Botucatu Grupo Passa Dois Grupo Cuatá Supe rgrupo Tubarão Grupo Itararé Formação Piramb6ia { Formação H.io do Rastro Formação Teresina Formação Serra Alta Formação Irati {Formação Palermo Formação Hio Bonito { Formação Hio do Sul Formação Mafra Formação Campo do Tenente A base da sedimentação gonduânica em Santa Catarina iniciou-se no Permiano Médio com deposição de argilitos, diamictitos, ritmitos, arenitos finos, siltitos, folhelhos e conglomerados do Crupo Itararé, em ambiente contine ntal a marinho, com innuência glacial. No Pe rmiano Médio e Superior, ocorreu a deposição do Grupo Guatá, em ambiente litorâneo, núvio-deltáico e, progressivamente, marinho de águas rasas. Os depÓSitos correspondentes a esse ambien- te são arenitos finos e grosseiros, siltitos, folhelhos carbonosos, camadas de carvão e siltitos argilosos. No Pe rmiano Superior, inicialmente, predominou o ambiente marinho, passando após a fluvial. Sob essas condições ocorreu deposição de folhelhos pirobetuminosos, níveis de calcário, argilitos, siltitos, folhelhos e arenitos finos do Grupo Passa Dois. No Mesozóico, ocorre u a deposição dos sedimentos da Formação Pirambóia, representada por argilitos, siltitos e arenitos conglomerados em ambiente fluvial. Poste riormente, ocorreu a deposição dos arenitos da Formação Botucatu, em ambiente desértico. Rochas Efusivas (Formação Serra Geral) Sob esta designação são descritas as rochas vulcânicas efusivas (ou cxtrusivas) da bacia do Paraná, representadas por uma sucessão de derrames que cobrem quase cinqüenta por cento da superfície do Estado de Santa Catarina. Duas seqüências são destacadas: a Seqüência Básica, predominante nos níveis mais inferiores, é representada por basaltos e fe nobasaltos, com diques e corpos tabulares de diabásio, com ocorrências ocasionais de lentes de arenitos interderrames, brechas vulcânicas e vulcano-sedimentares, alé m de andesitos e vidros vulcânicos;e a Seqüência Ácida, predominando em direção ab topo do pacote vulcânico, está representada por riolitos, riodacitos e dacitos. A idade destas rochas é atribuída do Jurássico Superior ao Cretáceo Inferior (Ver Tabela 4). Cobertura Sedimentar Quaternária A Cobertura Sedimentar Quaternária é constituída por depÓSitos inconsolidados ou fracamente consolidados de areias, de sittes, de argilas ou conglomerados, distribuídos ao longo da planície costeira, nos vales dos principais cursos d'água, ao longo de antigas lagunas ou prÓximos às e ncostas. De acordo com sua origem podem ser classificadas como: depósitos marinhos, aluvionares, lagu nares, e6licos (dunas) e coluvionares. • •• •• • • • • •• •••• •• •• ••• •• • •• • •
  16. 16. • • • •• •• • • •• •••• •• • •• •• •• • ••• • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA ... ESTADO LEGENDA Cobertura Sedimentar Ouaternárla Rochas EfusIVas (Formação Serra Geral) (, . Sequênc,a Basica (f • $equénc;:13 AClda Cobertura Sedimentar Gonduãnlca Cobertura Vulçano -Sedlmentar Eo Paleozóica Embasamento Cnstalmo r -Granllos ., • Xlstosf,!ttosCalcárIOS, QuarlZltos e MetavulcâOlcas l/f1 - Gna,sses e Mlgmatttos 91 - Granulltos ..... _ _ Contato Am. Agua M lneral bx· Bauxita ___ Falha e/ou Fratura Geológica C... • Carvão • Co - Calcáno '1 li Ocorrência Mmeral Mina ou Jazida Mineral Mina ou Jazida Abandonada cc· Conche'f:> Natural f - Fluonta Fonte: Sec:reuor" de E511do de Coordenaçk> Gerai e PI~ento SEPlAN/SC- AIIM de s.nuo Cauo,..... 1986 e F~ i9GE.DepIr~ RegoooaI de ~s em 5.n1a Catar......1989 te - Talco Av· Ouro pb . Chumbo Cu - Cobre w Tungstênio Fe - Ferro ... .. GEOLOGIA ' o o ESCALA 1 2000000 100 , 10 lO :10 4 [} 1>('''' b t.. J I==! I=d:. j PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MEFtCATOR UTM o 17
  17. 17. 18 RELEVO Relevo é o conjunto de irregularidades da supe rfície terrestre, sendo constituído por muitas e variadas formas (modelados), agrupadas segundo sua semelhança em unidades. As principais unidades de relevo encontradas e m Santa Catarina são: Planícies Costeiras Corresponde m a uma estreita faixa situada na porção mais oriental do Estado, junto ao oceano Atlântico, onde existem inúmeras praias arenosas e dunas, que evidenciam a predominância de ações e processos marinhos e eólicos. Além das praias arenosas c das dunas, aparecem com freqüência, ao longo de todo o litoral catarinensc, penínsulas, ilhas, pontas, pontais, enseadas, baías c lagunas. As altitudes médias registradas situam·se em torno de 10m, atingindo até 30m em alguns pontos mais afastados do mar, junto às serras e montanhas. O contato e ntre as planícies costeiras e estes relevos elevados ocasiona contrastes altimétricos acentuados. Planícies Fluviais Correspondem às áreas planas situadas junto aos rios, periodicamente inundadas e frcqücntemente utilizadas por lavouras. Por sua localização particular ocorrem, ao contrário das demais unidades, de forma descontínua e em pequenas extensões. As mais expressivas localizam-se na divisa com o Paraná (rios Iguaçu e Negro), no norte (bacia do ltapocu), na porção central do território (vários pontos da bacia do ltajaí), bem como na Unidade de Relevo Planalto de Lages (rios Canoas e João Paulo). Planalto Dissecado Rio Iguaçu/Rio Uruguai Sua principal característica é a forte dissecação a que foi submetido o relevo, com vales profundos e encostas em patamares. As maiores altitudes são registradas na borda leste e ultrapassam 1.00001; para oeste e noroeste as cotas altimétricas decaem para menos de 300m, sendo que este caimento topográfico caracteriza o relevo da área como um planalto monoclinal. Planalto dos Campos Gerais Apresenta-se distribuído em blocos de relevos isolados pelo Planalto Dissecado rio Iguaçulrio Uruguai. Os blocos que constituem esta unidade são conhecidos como planalto de Palmas, planalto de Capanema, planalto de Campos Novos e planalto de Chapec6. E stes blocos estão situados topograficamente acima das áreas circundantes. As cotas altimétricas mais elevadas ocorre m na porção leste da unidade, ultrapassando 1.2oom , nas proximidades da "cuesta" da Se rra Geral, enquanto as menores são encontradas no planalto de Chapecó, atingindo 600m. Serra Geral É formada pelas escarpas do planalto dos Campos Gerais, com desníveis acentuados de até I.OOOm. A direção geral deste escarpamento é N- S, sendo porém, a direção NNE - SSW a mais freqüente e a que corresponde à serra do Rio do Rasto. As formas de relevo abruptas apresentam vales fluviais com aprofundamentos superiores a 500m em suas nascentes, formando verdadeiros "canyons". Patamares da Serra Geral Aparecem como uma faixa estreita e descontínua no extremo sul de Santa Catarina e representam testemunhos do recuo da linha de escarpa conhecida como Serra Geral. As formas de relevo alongadas e irregulares avançam sobre as planícies costeiras. A alta capacidade erosiva dos principais rios fragmenta a unidade, interrompe ndo-a e m alguns trechos, como ocorre ao longo do vale do rio Mam pituba e de seus afluentes da margem esquerda. Depressão da Zona Carbonífera Catarinense Posicionada no extre mo sul de Santa Catarina, esta unidade configura uma faixa alongada na direção N- S. As características de relevo são diversificadas: da cidade de Siderópolis para o norte, predominam as formas colinosas com os vales encaixados e as vertentes íngremes; de Siclerópolis para o sul, as formas de relevo são côncavo-convexas com vales abertos. Disseminados nesta última área encontmm-se relevos residuais de topo plano (mesas), mantidos por rochas mais resistentes, e que faze m parte dos Patamares da Serra Geral. Patamares do Alto Rio ltajaí Dispondo-se em uma faixa de direção geral NW - SE que se estreita para o sul, esta unidade é caracterizada pela intensa dissecação do relevo, com patamares e vales estruturais, cujo melhor exemplo é o vale do rio Itajaí do Norte ou Hercílio. A presença de extensos patamares, alcançando dezenas de quilômetros, e de relevos residuais de topo p.ano (mesas), limitados por escarpas, deve-se às rochas de diferentes resistências à erosão, como os arenitos mais resiste ntes c os falhelhos menos resistentes. O relevo apresenta grandes contrastes altimétricos, sendo que as maiores altitudes , que atingem 1.220m, são encontradas na serra da Boa Vista, localizada no sudeste da unidade. As menores altitudes estão nos vales dos rios, sendo grande a amplitude altimétrica entre os topos dos morros e os fundos dos vales. Planalto de Lages Caracteriza-se, e m quase toda a sua extensão, como um degrau entre os Patamares do alto rio ltajaí e o planalto dos Campos Gerais, com exceção da área da nascente do rio Canoas. O relevo do planalto d e Lages é ('omposto basicamente por formas colinosas, sendo comum a presença de relevos residuais (morros teste munhos), com destaque para o morro do Tributo que se eleva a 1.200m de altitude, nas de mais porções do planalto, as cotas altimétricas estão e m torno de 850 a 900m. Além das colinas e dos relevos residuais, observa-se também a ocorrência de ressaltas topográficos, com a frente voltada geralmente para sudeste . Patamar de Mafra Localiza-se no extremo norte de Santa Catarina, apresentando um relevo de colinas com pequena amplitude altimétrica, formando uma superfície regular, quase plana. A "cuesta" da Serra Geral , que serve de limite em alguns setOres entre o Patamar de Mafra e o planalto dos Cam pos Gerais, corresponde a um desnível de 300m em média. As altitudes médias desta unidade são de aproximadamente 750m, sendo que as menores cotas são registradas junto ao sopé da "cuesta" da Serra Geral e se situam em torno dos 650m. Serra do Mar Constitui-se num prolongamento para o sul da escarpa do planalto Paulistano, conhecida também pelo nome de Se rra do Mar. No extre mo norte de Santa Catarina, o relevo apresenta-se como uma se rra propriamente dita, com vertentes voltadas para leste e para oeste; a vertente leste (atlântica) é a de maior declividade. Esta unidade se apresenta como um conjun to de cristas c picos, separados por vales profundos, com vertentes de forte declividade . A grande amplitude altimétrica deve-se à profundidade dos vales, podendo atingir 4oom. Na Serra do Mar, registram· se as segundas maiores altitudes encontradas e m Santa Catarina, atingindo 1.500m e m alguns picos. Planalto de São Bento do Sul Uma pequena parte desta unidade locali7..a-se no extremo norte de Santa Catarina, entre as unidades Serra do Mar e o Patamar de Mafra, ocorrendo a sua maior extensão no Estado do Paraná, onde é melhor caracterizado. O re levo apresenta formas colinosas, posicionando-se altimetricamente en tre 850 e 950m. Serras do Leste Catarinense Estendem-se na direção N - S, desde as proximidades de Joinville até Laguna. A principal caracte- rística do relevo é dada pela seqüência de serras dispostas de forma subparalela. Estas serras se dispõem. predominantemente, no sentido NE - SW, e se apresentam gradativamente mais baixas e m direção ao litoral, terminando em pontais, penínsulas e ilhas. Nas proximidades da linha de costa, as altitudes situam-se e m torno dos 100m, enquanto no limite ocidental da unidade, na área de contato com os Patamares do alto rio ltajaL as mesmas atingem 9OOm . Nas serras do Tabulei ro e de Anitápolis, ocorrem as maiores elevações, ultrapassando 1.200m em alguns pontos. •• • •.. •• • • •• •••• ••• •• •• •• • ••• •
  18. 18. ••• •• • ••••••• •• •• • •.. ••• • • •• • • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA 1 i 4- • ~ " . 1"".... ~/( f '4. ~ li <' . l c, « ~ A Ó O E '5 T A D 1;), l <: • D D - 1 • 8 Planícies CosteIras Planícies FluviaIs , f? , O LEGENDA UNIDADES DE RELEVO -Planalto DIssecado AIo Iguaçu/ RIo Uruguai Planalto dos Campos Gerais D O ~ I Patamares do Alto Rro Itajai Planalto de Lages Patamar de Mafra Planalto de São Bento do Sul _ Serra Geral _ Serra do Mar D Patamares da Serra Geral Serras do Leste Catarmense D Depressão da Zona Carbonifera Catannense Fonte" Secrelllna de Estado de Coordenaçlo Geral " PIa~mento-SEPLAN / SC-ArIM de 5Mlta Catarina 1986 li Fundaçlo IBGE. [)epIorwnenlO fleglClMl de Geoxofnc,as em Santa Catarlf3.1989 -..,; O O SíMBOLOS o Pontão Ressalto Escarpa ~~ Cuesta .. Borda de Patamar Estrutural Escarpa de Falha ««< Duna "'"'...N "'-"" - 1 A RELEVO o o ESCALA ''2 000 000 U)'<rTI n lO '0 30 <10 t,,, ~ ... Qu d b:=:::::I L==t PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR UTM o 19
  19. 19. 20 HIDROGRAFIA Hidrografia é o estudo do ele mento líquido, como oceanos, mares, lagos, rios, etc. A hidrografia do E stado d e Santa Catarina é representada por dois sistemas independentes de drenagem: o sistema integrado da vertente do interior (bacia do Prata), comandado pelas bacias dos rios Paraná c Uruguai, e o siste ma da vertente do Atlântico (litoral de Santa Catarina), formado por um conjunto de bacias isoladas. A Serra Geral é o grande divisor das águas q ue drenam para os rios Uruguai e Iguaçu , e das que se dirige m para o litoral catarinensc, no oceano Atlântico. No norte do Estado, a Serra do Mar també m serve como divisor entre a bacia do rio Iguaçu e as bacias da verte nte atlântica. O sistema de d renagem da vertente do interior ocupa uma área aproximada de 60.185km2 , equivalente a 63% do território catarin ense. Neste sistema se destaca a bacia d o rio Uruguai com 49.573kmz, cujo curso do rio apresenta uma extensão de 2.300km, da cabeceira principal à foz do rio Peperi-Guaçu . Esta bacia apresenta aflu entes importantes como os rios Peperi-Guaçu, das Antas, Chapecó (com seu afluente Chapecozinho, formando o maior aflu en te do rio Uruguai), lrani , Jacutinga, do Peixe, Canoas e Pelotas. Outra bacia que faz parte do mesmo siste ma é a do rio Iguaçu, com uma área aproximada de 1O.612km2 ; seus principais afluentes são o~ rios Jangada e Negro (limite com o Estado do Paraná), Timbó e Paciência. O sistema de dre nagem da vertente d o Atlântico co mpreende uma área de aproximadamente 35.298km2 , ou seja, 37% da área total do Estado, onde se destaca a bacia do rio Itajaí com 15.500km2 de área aproximada. Esta bacia tem como rio principal o ltajaí-Açu, que conta com dois grandes formadores: os rios Itajaí do Su l e Itajaí do Oeste; e com dois grandes tributários: os rios ltajaí do Norte ou Hercílio e Itajaí-Mirim, fo rmando, assim , a maior bacia inteiramente catarinense. Ai nda na vertente do Atlântico, existe m outras bacias como a do rio Tubarão, com 5.100km 2 ; a do rio Araranguá, com 3.020km 2 ; a do rio Itapocll, com 2.930km2 ; a do rio Tijucas, com 2.420km 2 ; a do rio Mampituba (divisa com o Estado do Rio G rande do Sul), com 1. 224km 2 ; a do rio Urussanga, com 580km 2; a do rio Cubatão (do norte), com 472km2 ; a do rio C ubatão (do sul), com 900km2 ; e a do rio d 'Una, com 540km2 . Tabela 5 - Área e Comprimento dos Cursos das Principais Bacias Hidrográficas de Santa Catarina BAC IAS H IDH.OG H.ÁFlCAS Vertente do Interior (bacia do Prata) bacia do rio Uruguai sub-bacias rio Peperi-Guaçu rio das Antas rio Chapecó rio Irani rio Jacutinga rio do Peixe rio Canoas rio Pelotas bacia do rio Iguaçu sub-bacias rio jangada rio Tirnb6 rio Paciência rio Kegro rio Canoinhas riu São João rio Preto Vertente do Atlântico (Litoral de Santa Catarina) bacia do rio ltajaí-Açu 1.043 2.655 8. 180 1. 227 992 5.2 16 15.016 7.268 10.612 495 2.682 574 5.944 1. 443 879 1.032 15.500 CO1PRIME:"TO DOS CU RSO S (km) 250 154 12.716 209 154 8.304 24.992 12.824 19.092 82 129 78 347 144 83 99 24 .171 BAC IAS HIDROG RÁFICAS bacia do rio Tubarão bacia do rio Araranguá bacia do rio Itapocu bacia do rio Tijucas bacia do rio Mampituba bacia do rio Urussanga bacia do rio C ubatão (do :'orte) bacia do rio Cubatão (do Sul) bacia do rio d'Unal bacia do rio Bigllal,~u bacia do rio .1 adre ÁREA ( K m ~ 5. 100 3.020 2.930 2. 420 1.224 580 472 900 540 382 305 COMPRIM E NTO DOS CU RSOS (km) 7. 172 5.916 4.684 4.088 1.864 1.064 792 1.284 1.028 582 608 FONTE: Secretaria de Estado de Coordenação Geral c Planejamento - SE PLAN/SC - Atlas dt' Santa Catarina 1986. Na vertente do interior, os rios apresentam , via de regra, um perfil longitudinal com longo percurso e ocorrência de inüme ras quedas d 'água, representando importante riqueza em pote ncial hidre létrico. Os rios da vertente atlântica apresentam um perfil longitudinal bastante acidentado no curso superior, onde a topografia é muito movimentada; no curso inferior, os rios geralmente formam meandros, e os perfis longitudinais assinalam baixas declividades, caracterizando-se como rios de planície. Os rios de Santa Catarina são normalmente comandados pelo regime pluviométrico , caracterizado pelas chuvas distribuídas o ano inteiro, garantindo, assim , o abastecime nto normal dos mananciais. O comportamento da grande maioria dos rios, de acordo com a distribuição das chuvas, é representado por dois máximos (um na primavera e outro no fi nal do ve rão) e dois mínimos (um no início do verão e outro nooutono, com prolongamento no inverno), revelando características do regime subtropical . Em Santa Catarina, os recursos hídricos encontram-se e m situação deplorável. Segundo a Fundação de Amparo à Tecnologia e ao Meio Ambie nte - F ATMA, cerca de 80% dos recursos hídricos do território catarincllse estão comprometidos pelos metais pesados, agrotóxicos, efluentes urbanos e indus- triais e lixo urbano. Além da poluição das águas, há o desmatamento irracional (mais d e 80% da cobertura veg tal nativa do Estado já foi destruída), as que imadas e o assoream ento dos rios, das lagunas e das lagoas. O processo de degradação dos recursos hídricos no território catarinense vem se dese nvolvendo de form a alarmante e, provavelmente, irreversível em três regiões consideradas críticas. O sul do Estado, onde a mineração de carvão é a principal responsável pela poluição da~ águas, coloca-se em 14'? lugar entre as regiões mais poluídas do Brasil. As bacias hidrográficas dos rios Tubarão, Araranguá e Urussanga tê m suas águas comprometidas em qualidade, ameaçando seriamente o abasteci- mento de água e m diversas cidades. O norte do Estado constitui a segunda área crítica estadual em termos de degradação ambiental. Somente em Joinville, importante centro industrial, 19 indústrias de galvanoplásticos lançam diariamente grande quantidade de metais pesados, especialmente chumbo e mercúrio, no rio Cachoeira e seus aflu entes, provocando elevado índice de poluição no referido rio e na lagoa de Saguaçu (situação talvez irreversível), além de comprometer seriame nte toda a área de mangues e a baía de Babitonga. No Meio-Oeste do Estado, a bacia hidrográfica do rio do Pe ixe representa a terceira área seriamente ameaçada pela degradação ambiental, através das indüstrias de celulose e papel, frigoríficos, curtumes, indüstrias de pasta mecânica, de óleo vegetal e de vinho. Essa situação se agrava ainda mais com O lançame nto de eflu entes urbanos diretamente aos rios e com o uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Por outro lad o, a área coberta pela vegetação nativa da bacia hidrográfica do rio Uruguai está resumida a aproximadamente 12%. •• • •• • •• • ••• ••• ••• •• • •• • ••• • •
  20. 20. •• • ••• ••• •• •••• ••• •• •••• ••••• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA ESTADO.,. D " 1 IY'o • o .,. o p • G , , Jr-__-C____-C________________________~~'_~__'~__O__'UN__DO_______,~ LEGENDA VERTENTE DO ATLÂNTICO (Litoral de Santa Catarina) RIo Ifalai-Açu 2 RlO Tubarão 3 RIo Araranguá 4 RIo Itapocu 5 RIO lrJucas 6 RIo Mampltuba 7 RIo Urussanga 8 RIO Cubatão (do Norte) 9 RIO Cubatao (do Sul) VERTENTE DO INTERIOR (Bacia do Prata) RIO Uruguai 1 1 RIO Pepen-Guaçu , 2 RIO das Antas 1 3 RIO Chapeco '4 RIO Irani 1 5 AIO Jacutmga 16 RIO do Peixe 1 7 AIO Canoas 18 Ala Pelotas 2 RIO Iguaçu 2 1 AIO Jangada 22 RIO T,mbó 2 3 RIO PaCiênCia 24 RIO Negro 2 4 1 RIO Canomhas 24 2 RIO São João 243 AIO Preto Fonte. Seae1illl'.. de ENdo óe Coordenaçio GeBI e ~IO-SEPl.AN/SC· AIIft óe s.m. C.1a"1~ 1986 o CJ D - DIVisor das Vertentes DIvisor das BaCias o O DIVisor das Sub BaCias DIvisor das Sub·Sub-Baclas BaCias do Atlântico BaCias Sub-BaCias e Sub·Sub BaCias Vertente do A tlântico Vertente do Interior ... ~. N A .. HIDROGRAFIA --_. o o ESCALA 1 2.000000 10km" 'O :20 30 4 0 ~OI<, ~j PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA Df MERCATOR . UThA o 21
  21. 21. 22 HIPSOMETRIA A hipsolllctria trata da representação cartográfica do relevo de uma região em faixas altitudinais. delimitadas através de curvas de nível. Como se observa no mapa hipsométrico de Santa Catarina, a representação é fcita através d e cores convencionais. Dessa forma, nota-se a distribuição do relevo segundo suas diferentes classes de altitudes a partir da cota O (zero), ou seja. o nível do mar. As menores altitudes de Santa Catarina, representadas pela faixa de O - 200 m, encontram-se ao longo do litoral, formando as planícies Costeiras. e num pequeno trecho do extre mo oeste catarinense, no vale do rio Uruguai , entre os rios das Antas e Pepe ri-Guaçu. As planícies costeiras são formadas por sedimentos marinhos, fluviomarinhos e aluviais, correspon- dendo ao baixo curso dos principais rios da vertente atlântica. Apresentam te rrenos planos ou levemente ondulados , de limitados por aclives, com largura variável. No Norte do Estado, no município de Garuva, a largura dessas planícies costeiras é de 26km até a encosta da Serra do Mar. Já a sua maior largura, aproximadamente 85km, se encontra no val(' do rio Itajaí, quando a cota 200 m se adentra até o limite entre os municípios de Ibirama e Indaia. A me nor largura. aproximadamente 500 m, situa-se no sopé do morro do Cambirela, na baía sul, defront e à ilha de Santa Catarina. Mais ao sul, a cota 200 m afasta-se novamente. formando d uas grandes planícies: a do rio Tubarão e a do rio Araranguá. A faixa de 200 - 400 m ocupa menor porção no Estado. Esta faixa se estende e ntre as planícies costeiras e as serras litorâneas, constituindo-se numa área intermediária. No Sul do Estado, esta faixa corresponde ao sopé da Serra Geral. Ocorre també m ao longo dos principais afluentes do rio Uruguai. Na faixa de 400 - 800 111, encontram-se as serras litorâneas e grande parte do planalto Ocide ntal. As Serras Litorâneas são formadas por antigas estruturas cristalinas e metamórficas do Pré-Cambriano. Dispostas. em sua maioria, obl iquamente à costa, elas vão em média até 600 m, porém, algumas serras e morros ultrapassam esta cota, como as serras do Itajaí, do Tijucas e do Tabuleiro e os morros do Bali. do Spitzkopf e do Cam bire la. Esta faixa ocupa grande parte da zona basáltica (que integra o planalto Ocidental), principalme nte no extremo oeste. e acompanhando os vales dos rios do Peixe, Canoas e outros. A faixa de 800 - 1.200 m é a de maior ocorrência no Estado, (..'Orrespondendo a grande parte do planalto Ocidental e às áreas mais elevadas das serras litorâneas. A maior parte da Serra Geral , que não passa de borda de planalto,ou escarpa, eneontra·se nesta faixa, delimitando o planalto Ocidental. Dentro desta faixa encontramos. no Norte do Estado, trechos das serras do Mar, de Jaraguá e da Moema. Enquanto que no oeste, tem-se as serras do Gregório. do Irani, do Ariranha, do Pedrão, do Bonito, do Sertãozinho, da Anta, do Capanema e da Fartura, sendo que as duas últimas delimitam os Estados de San ta Catarina e do Paraná. Ainda nesta faixa, encontram-se, nos altos do rio Itajaí do sul, as serras da Boa Vista e dos Faxinais. A faixa de 1200 - 1.600 m constitui as maiores altitudes da serra do Chapecó. da Taquara, do Espigão, da Pedra Branca. da Farofa, da Anta Gorda, do Mar e Geral. O trecho me ridional da Se rra Geral é a única região do Estado onde as altitudes ultrapassam a cota de 1.600 m, como por exe mplo, no morro da Boa Vista, O mais elevado do Estado com 1.827 m, e no Bela Vista do Guizoni, que possui 1.823,49 m de altitude. Além destes. tê m-se os morros da 19reja e Campo dos Padres, com 1.822 m e L 790 m. respectivamente, ambos na Serra Geral. Tabela 6 - Altitude e Localização por Município dos Pontos Culminantes em Santa Catarina _1986 DEjO~H :'AÇÃO morro da Boo Vista morro Bela Vista do Guizoni morro da Igreja morro Campo dos Padres morro do Quiriri morro do Capão Doc(' llIorro do Tributo morro da Pedra Branca morro do Funil morro do Cambil'ela morro do Taió morro do Spit7.kopf morro do Baú ALTITUDE (111) 1.82i,OO (I) 1.823.49 1.822.00 l .i90.00 (I) 1. 430.66 1.340.00 li ) 1.260, 12 1.128,00 1.062,00 1.043,00 950,00 (I ) 913.00 (1) 819,47 LOCAUZAÇÃO/'IU:'ICÍPIO Bom Retiro c Urubici Bom Retiro Bom Jardim da Serra. Orlealls c Urub.ci Bom Retiro e Anitápolis Garuva Água Doce Lages I.ages Taió Palhoça Itaiópolis BIUlllcnau c Indaial Ilhota FONTE. SecrNaria de Estado de Coordenação G~'ral e Planejamento - SEPL'-l'/SC - At las de Santa Catarina 19"6 (1) Cota compro'ada. ••• •• • •• • •••••• •• • •• • ••• •••• •
  22. 22. • •• ••• •• ••• •••• ••• •••• •••••.. • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA '-' <! Z ESTADO ... • LEGENDA ALTITUDES EM METROS ACima de 1600 1600 /-- -'1 1200 /---'1 800 f---1 400 -- , 200 '----' O ~~ Curvas de Nivel fonte"5ecrfl..... di! Eslado de CoordeNçio Gefl.1 ,,~to­ SEPLAN/ 5(;' A!In de s.n.. c..n.... 1986 friO l HIPSOMETRIA o o ESCALA 12.000000 IO~"" o I) ~o 30 4 ~o. " InuJ bd t=4 j PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR • UTM a 23
  23. 23. 24 CLIMA Entende-se por clima a sucessão habitual de tipos de tempos. Te mpo é o estado da atmosfera de um lugar num dado momento. Para definir o clima de uma região é necessário considerar a atuação de seus fatores: radiação solar, latitude, continentalidadc, massas de ar c correntes oceânicas. Tais fatores condicionam os elementos climáticos como: te mperatura, precipitação, umidade do ar e pressão atmosférica, que, por sua vez, definirão os tipos climáticos. Circulação Atmosférica Os sistemas atmosfé ricos que atuam no Sul do Brasil são controlados pela ação das massas de ar intertropicais (que ntes) c polares (frias), sendo estas últimas responsáveis pelo caráter mesotérmico do clima. Na região Sul do Brasil, as condições de tempo dependem da atuação da Massa Tropical Atlântica (MTA) e da Massa Polar Atlântica (MPA). A primeira atua o ano inteiro, destacando-se na primavera e no verão, enquanto que a Massa Polar Atlântica at ua com maior freqüência no outono e no inverno. A Frente Polar Atlântica, resultado do contato entre a Massa Tropical Atlântica com a Massa Polar Atlântica, é a responsável pela boa distribuição das chuvas durante o ano. A atuação destes sistemas atmosféricos, que se dá com maior ou menor freqüência, é que proporciona o estado de te mpo na região Sul e, conseqüentemente. no território catarinense. A Massa Tropical Atlântica, originária do Anticiclone Semifixo do Atlântico, caracteriza-se pelos ventos do quadrante norte e apresenta-se com elevadas te mperaturas e forte umidade. A Massa Polar Atlântica, originária da zona Subantártica, caracteriza-se por ventos do quadrante sul e por temperaturas baixas. O encontro da Massa Polar Atlântica com a Massa Tropical Atlântica forma a Frente Polar Atlântica (FPA), resultando na ocorrência de chuvas com a passagem desta frente em direção ao norte. Após a passagem da Frente Polar Atlântica, o tempo torna-se estável, com te mpe raturas mais baixas. Pressão Atmosférica A pressão atmosférica é o peso da camada de ar que está sobre a superfície te rrestre. variando de lugar para lugar. Esta variação é causada principalme nte pela altitude e pela temperatura. Quanto maior a altitude, menor será a pressão atmosférica. Quanto mais baixa a te mpe ratura, maior será a pressão. As áreas frias são consideradas de alta pressão atmosfé rica e constituem áreas de depressão de massas de ar. Tais tipos de áreas recebem o nome de áreas anticiclonais. As áreas quentes, de nominadas ciclonais, são de baixa pressão atmosfé rica e recebem massas de ar. Conclui-se, então, que os desloca- mentos de massas de ar dependem da temperatura e, conseqüentemente, da pressão atmosférica. Temperatura A temperatura atmosférica é definida como o estado térmico do ar atmosférico, ou seja, o estado de frio ou calor da atmosfera. A análise do mapa de temperaturas médias anuais revela que as isote rmas de 22°C aparecem na região Nordeste do Estado, compreendendo a área de Joinville, São Francisco do Sul, Garuva e Itapoá. Já as isotermas de 2Ü"C aparecem no litoral centro-norte e no oeste catarinense; as de 19"C e 18°C, aparecem no litoral centro-sul, acompanhando as bordas das Se rras do Mar e Geral, e áreas do oeste do Estado. As isotermas de menor valor aparecem nas regiões mais elevadas, que correspondem ao planalto, onde se destaca o m OrTO da Boa Vista, na serra da Anta Corda, com o menor valor do Estado (7°C). Nas te mperaturas médias do mês mais quente. janeiro, as isotermas de maior valor (24°C e 25°C) aparecem no Nordeste do Estado. Na região Centro-S ul, o valor térmico é um pouco menor (23°C), decrescendo na borda oriental das Serras do Mar e Geral, cujas temperaturas médias variam de 22°C a 19"G Nas áreas do planalto, as temperaturas médias são menores devido às cotas altimétricas serem maiores. No Oeste do Estado, as isotermas apresentam médias mais elevadas nos meses mais quentes. Nos meses de inverno, quando as temperaturas são mais baixas, as médias mais elevadas aparecem no Nordeste do Estado, com temperaturas médias de 16"<:. Do litoral norte até a ilha de Santa Catarina predominam temperaturas médias de 15"<:. No litoral, em direção sul, as médias declinam, chegando a 12"C. Em direção ao interior do Estado, as temperaturas diminuem ainda mais, atingindo médias de goC. A me nor média do Estado ocorre no morro da Boa Vista, na serra da Anta Gorda, com 7OC. No Oeste do Estado, as te mperaturas médias aumentam novamente, atingindo 15°C. Precipitação É o fenômeno pelo qual a água retorna à superfície terrestre sob a forma líquida ou sólida. A distribuição espacial dos totais anuais de precipitação no Estado revela que as Isoietas de maiores valores ocorrem no Oeste e as de menores valores, no Sul do Estado. Aamplitude pluviométrica no Estado é de 1. 154mm, diferença entre a estação de Xanxe rê (2.373m01), no oeste, e a de Araranguá (1.219mm), no litoral. Em geral, a pluviosidade está be m distribuída no território catarinense devido às atuações do relevo, da Massa Polar Atlântica e da Massa Tropical Atlântica que, por sua constância, fazem com que não ocorra uma estação chuvosa e uma estação seca. Pela distribuição das chuvas durante todo o ano, fica definido o regime tropical. Umidade Relativa do Ar O ar, geralmente, não está saturado, contém apenas uma fração do valor de água possível. Esta fração, expressa em percentagem, é a umidade relativa. Observando os valores médios da umidade relativa no Estado, nota-se que eles ficam, geralmente, entre 73,4% e 85%, tendo assim uma amplitude de 11 ,6%. Na distribuição espacial das isoígras, o extremo oeste catarinense registra valores médios de 75%, o oeste e o planalto, com valores de 80%, havendo um aumento em direção ao litoral, onde ocorrem valores de 85%. De um modo geral, as isoígras decrescem do litoral para o interior. Tipos Climáticos Segundo a classificação climática de Thornthwaite, o Estado de Santa Catarina é dotado de um clima mesotérmico, com precipitação distribuída durante todo ano. A própria posição do Estado, o enquadra nas regiões temperadas úmidas, possuindo, assim, o tipo supe rúmido, que ocorre na região Oeste do Estado, na região próxima a São Joaquim e em torno da cidade de Joinville, em direção a nordeste; e o tipo úmido, que predomina no restante do Estado. Aplicando o sistema de Kõppen, o te rritório catarine nse se enquadra nos climas do Grupo C - Mesotérmico, uma vez que as temperaturas médias do mês mais frio estão abaixo de 18°C e superior a 3°C. Perte nce ao tipo úmido (O, sem estação seca definida, pois não há índices pluviométricos inferiores a 60mm mensais. Dentro deste tipo é ainda possível distinguir, graças ao fator altitude, dois subtipos: de verão que nte (a) encontrado no litoral e no oeste, onde as temperaturas médias de verão são mais elevadas; e de verão fresco (b), nas zonas mais elevadas do planalto. Portanto, segundo Kõppen, predominam no Estado os climas Cfa - com verão quente e Cfu - com verão fresco. ••• ••• ••• •• •••• • •• •••• ••• ••., •
  24. 24. • •• ••• •••• ••••••• ••••• ••••• • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA S T A o O ,,-STAOO DO TEMPERATURA MEDIA ANUAL LEGENDA ISOTERMAS EXPRESSAS EM °C 12 ",.18 20 n • EstaçOes MeteorológicaS " - 5«<_.. do Eu.ck> do ~ Gerol e~­ SO'lANISC ''Il0l '" Sonu c..,...... 1986 '" DO S O 4'. r A O O O i '" z! 'I <t , " FS f? 'O UMIDADE RELATIVA ANUAL LEGENDA ISOiGRAS EXPRESSAS EM " 75 80 ">" • EstaÇOEIs Meteorológicas FotIIo Sooa__ ""EltIdo""~Gerol.~ SlI'.AN se: ,,"- di SInAo c-.... 1986. "" A R o A R • CAÇ AOOR A N Á " •, S T A o ,,-STAOO DO PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL LEGENDA ISOIETAS EM MILlMETROS 1400 1600 1800 2000 2200 2400 :> 2400 • Estac;Oes Meleorolôgocas fo:Itt s.v-.. de~""~Gef". ~ SEl't.AN/ SC_A_ de $IrQ CaIannII 1986 !Ao MIGUH · OIUH E'STAOO unul • f? 'O TIPOS CLIMÁTICOS SEGUNDO THORNTHWAITE LEGENDA ~ Super Úmido D Umldo • EstaÇOes Meteorológicas FonM Sect-.. de &1.:10 de CoordowIooçIo Gerol •• ~ SlI'.AN/ SC AdII OI! s-. c-.... 1986 p A P A O J O 'ORlO U _ "UUl oOnH CAMPOS IOVes • R A • CLIMA " III OAI.I _ "", _ 6 . i ,uAf BlUM(fU,U " _ qAMIORIU .. aaUSQD( OUlÇ"'", • IM811UU .) 25
  25. 25. 26 VEGETAÇÃO Vegetação é o conjunto de plantas ou vegetais que se estabelecem numa área. O d esenvolvimento vegetal está intimamen te vinculado às caracte rísticas do ambiente onde se encont ram, depende dos índices de umidade, luminosidade, calor, fertilidade c de outros fatores do substrato. Em ou tras palavras. a cobertura vegetal é sempre O reflexo das condições ambientais (clima, solo, relevo, etc.). O processo natu ral de seleção/adaptação per mite identificar espécies c formas de vida próprias de ambie ntes diversos: úmidos (higrófitas), alagados (hidrófitas), áridos ou semi-áridos (xerólltas), pobres e m nut rientes (oligotróficas. xerom6rficas), sujeitos ã alt ernância de pe ríodos climáticos tímidos c secos (trorx')n.tas). salinos (halóntas), etc. Como conseqüência deste processo. ocorre o dese nvol- vime nto de diversas formações vegetais arbóreas, arbustivas, herbáceas ou gramíneo-Ienhosas, bem como densas, abertas , estacionais, ombrófi las c outras. O Estado de San ta Catarina, pela sit uação geográfica, formas d e relevo, natureza de suas rochás e diversificação dos solos, apresenta ampla variedade ambie ntal, traduzida na multiplicidade das paisagens naturais e das fo rmações vegetais, distribuídas pelas suas várias regiôes fltogeográficas. Região da F loresta Ambrófila Densa (Mata Atlãntica) Com preende as planícies e serras da costa catarine nse, com ambientes marcados in te nsamente pela influência oceânica, traduzida e m elevado índice de umidade e baixa amplitude té rmica. As excepcionais condições ambientais da região permitiram o desenvolvimento de uma floresta com fisionomia e estrutura peculiares, grande variedade de formas de vida e elevado contingente de espécies endêmicas. As canelas, os guamirins, a bicuíba, a peróba-vermelha, o ced ro, o pau-d'óleo, a figueira, o olandi, o palmitciro, e outras espécies de árvores, arvoretas, arbustos, palmeiras, ervas, epífitas e lianas compõem as suas comunidades vegetais. Região da Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária) Transpondo as serras coste iras para o interior, penetra-se no planalto catarinense, de clima mais ameno, onde se observa a coexistência das flora.s tropical c temperada, compondo a floresta de Araucária. A coexistê ncia de floras adversas dete rmina o padrão estrutural e fi tofisionômico da Floresta Ombr6fila Mista, cujo domínio desce aos 500/600 metros de altitude. A araucária desempenha papel principal na fisionomia florestal do planalto. Seu valor paisagístico, poré m foi descartado face ao valor econômico. Hoje, esta espécie, juntamente com outras andinas e principalmente a de origem tropical, está desaparecendo diante da expansão da fron teira agrícola e da exploração madeire ira. Nos ambientes ainda preservados é possível, hoje, observar-se a imponente araucária sobre a copagem de outras espécies, onde se destacam principalme nte as cane las c, em particular, a imbuia, ao lado dos camboatás, da sapopcma, da e rva-mate, da b racatinga e tantas outras arbóreas, arbustivas e herbáceas típicas do planalto. Região da Floresta Estacionai Decidual (Mata Caducifólia) No oeste catarinense, descendo o planalto, penetra-se na bacia do rio Uruguai. por onde se estende o domínio da Floresta EstacionaI Decidual, dos 500/600 metros para baixo, em cujas formações já não se observa naturalme nte a araucária. Nesses ambientes, freqüentemente marcados por forte d issecação do relevo, vales e ncaixados e pendentes íngre mes, o clima caracteriza-se por acentuada variação térmica e por temperaturas médias mais elevadas do que no planalto. Esses e outros gradientes ecológicos permitem o desenvolvime nto de urna flora típica e de uma flo resta particularmente inte ressante pelo seu dinâmico aspecto fi tofisio- nômico. A dinarnicidade é refletida magnificamente no estrato superior da floresta que, anualmente, no inverno pe rde suas folhas, recuperando-as na primavera e permanecendo verdes durante o verão e o outono. Como exemplo deste tipo de vegetação, pode-se citar a grápia, o angico vermelho, o louro-pardo, a canafístula e a guajuvira. A Floresta Decidual apresenta também grande número de espécies perenifoliadas, poré m, de baixa representatividade fisionómica. Deste grupo fazem parte o pau-marfim, as canelas, os camboatás, o tanheiro, etc. , q ue junto com as espécies arbustivas e he rbáceas dão conteúdo interior à floresta. Região da Savana (Campos do Planalto) No planalto catarinense, face as suas características ambientais, encontram-se diversas formações campest res acompanhando geralmente as supe rfícies de relcvo mais suave, em cuja fisionomia distin- guem-se, esparsalllente , as florestas-de-galeria e os capões-d e-mata, marcando o avanço das comun idades arbóreas sobre a Savana (Campos), fruto principalmente dos processos dinâmicos de cxpans:."io natural das florestas, acionados pcla evolução climática. O clima ameno do planalto ve m, há milhares de anos , evoluindo de tem pe rado para tropical, promovendo a natural ampliação das flo restas sobre os campos. As savanas (Campos) compõem-se de grande quantidade de espécies de gramíneas, sobretudo o capim -caninha, o capilll -colchão, a grama-forquilha, a grama-scmpre-verde e a grama-missioneira, além de outras, que se misturam a uma grande variedade de espécies de diversas famílias COIllO cipe ráccas, leguminosas, verbc náceas c compostas. . Área das Formações Pioneiras A expressão Formação Pioneira é usada para designar a vegetação constituída de espécies colonizadoras de ambientes in stáveis ou e m fase de estabelecimento, isto 6, áreas subtraídas naturalme nte a outros ecossiste mas ou surgidas e m fu nçâo da atuação recen te Oll atual dos agentes morfodinâmicos e pcdoge- nét icos. As espécies pioneiras desempenham importante papel na preparação do meio à instalação subseqüe nte de espécies mais exigentes ou menos adaptadas às condiçôes de instabilidade. Conforme o ambiente em q ue se desenvolvem, as formações pione iras pode m ser classificadas em: fo rmaçôcs de influência marinha, fl uvio marinha e flu vial. As de influência marinha são chamadas restingas. Cobrem as dunas, as depressües interdunares c out ros ambientes sob influência do mar c , e m geral, têm IXlrte arbustivo c herbáceo. Nestas fo rmações se destacam as aroeiras, os guam irins, as capororocas, as macegas, a salsa-da-praia, o capim-d as-dunas, o feijão-da-praia, o mangue-da-praia e outras espécies. A fo rmação fluvio-marinha compreende a vegetação de mangue, que ocorre em contato com os ambientes salinos c lodosos. As espécies características são a siriüba, o mangue-verme lho e o mangue- branco. Também se observa nestes ambientes o capim-praturá, a guaxuma e Outras espécies me nos freqüentes. As formações de influência flu vial desenvolvem-se sobre planícies aluviais e Fluvio-Iaeustres, podendo ser de arbu stivas e herbáceas, com ou sem agrupamentos significativos de palmeiras. Geralmente , são dominadas por cipe ráceas e gram íneas altas, alé m de compostas e verbenáceas, estabelecidas e m locais melhor drenados. Considerações Finais O Estado de Santa Catarina, apesar de possuir hoje a maior área de floresta nativa da região Sul, está com seu património vegetal natural e m adiantado estágio de exte rm ín io. Os campos naturais, como as florestas, ced em espaço à agricultura. A expansão das áreas agrícolas e pecuárias mudou a fisionomia geral das paisagens catarinenses, devastando o patrimônio florestal do Estado. Some nte na região costeira as reservas alcançam maior expressão, entretanto, a grande maioria do verde natural que se observa são fo rmações secundárias pobres, reflexo da dinâmica de reconstit uição da cobertura vegetal. ••• •• • •••• • ••..• •• • •••• •••••.. •
  26. 26. • •••• ••• ••••••••• •••..• •••••~ • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA w z A O :J'1. LEGENDA DISTRIBUiÇÃO REGIONAL SAVANA (CAMPOS DO PLANALTO) t=J Áreas Remanescentes C==:J Atividades Agrícolas FLORESTA QMBA6FiLA DENSA (MATA ATLÂNTICA) Áreas Remanescentes Vegetação Secundária e Atividades Agrícolas friO (MATA DE ARAUCÁRIA) Áreas Remanescentes Atividades Agrícolas e Vegetação Secundária FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL (MATA CADUCIFÓLlA) E::J Áreas Remanescentes C==:J Atividades Agrícolas e Vegetação Secundária FORMAÇÕES PIONEIRAS (HERBACEA FLUVIAL,AESTINGA E MANGUE) Áreas Originais Áreas Remanescentes Atividades Agrícolas Fonte: Secretar,a de Esüdo de CoordenaçJo Geral e f'laOE!jamento-SEPLAN / SC·AIIas de Sanuo CatawlI 1986 e Fl.IfIdação IBGE. Depart8mento RegIOnal de Geoclênc,as 1101 Santa Calarina.1989 I}~. ..c:J ~. ~ ( .r ~ $' o I • ~ -' P + f>. .... {) o ( fr' ,,'" ~ c:' ,., ~t.. ~<q 1l, .."<". ón . '~ ~ ", VEGETAÇÃO -- o ESCALA 1,2 000 000 1O~ '" Q 1(l 20 30 40 w~rn l::o .., d I=::od Ld I PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATQR - UTM o 27
  27. 27. 28 SOLOS - TIPOS E APTIDÕES Introdução O homem depende do solo e, até certo ponto, bons solos dependem do homem c do uso que ele faz. Seu padrão de vida é muitas vezes determinado pela qualidade de seus solos c pelos tipo.', de espécies de plantas c animais que neles se desenvolvem. Os solos, porém, sign ificam para o homem mais do que um meio ambiente para o dcscnvokimt'nto de culturas. Ap6iam os alicerces de casas e fábricas, são usados como leitos para estradas, exercem grande influência sohre a vida útil dessas estruturas, além de impresci ndíveis para a produção de alimentos. As grandes civilizações, quase sempre, dispuseram clt' bons solos como uma d e suas principais fontes naturais de produção. As antigas dinastias do .filo só existiram graças à capacidade de produção de alimentos nos férteis solos do vale e aos seus sistemas associados de irrigação. Igualmente, os ~o l os do vale do Tigre e do Eu fra tes, na Mesopotânia, c dos rios [ndus, Yangtse e H uang-ho, na [ndia e na China, foram berços de civilizações florescentes. Submetidos a freqüentes renovações na sua fertilidade por inundações naturais, esses solos assegu ram abundante e contínuo suprimento de alime ntos . A d estruição do solo ou exploração desordenada esteve associada à queda de algumas daquelas civilizações, cujos solos ajudaram a construí-las. A história fo rnece lições que o homem moderno nem sempre aproveita. Um exemplo é o uso imprevidente dos recursos do solo nos Estados Unidos durante o primeiro século de inte nsiva produção agrícola do homem branco. Mes mo hoje, muitos não dão o devido apreço aos solos, em termos de exploração a longo prazo. o que é. em parte, conseqüência da ignorância generalizada dos problemas de solos, do que representavam para ge rações passadas e do que significanl para as atuais e as futuras. A falta de preocupação com o solo é devida. principalmente. a conceitos e pontos de vista divcr.~os em relação a este importante produto da natureza. Tipos de Solo Solo é a camada superficial da crosta terrestre, contendo matéria viva e suportando ou sendo capaz de suportar as plantas. Essa tênue camada é composta por partículas de rochas em diferentes estágios de desagregação, água. substâncias químicas em dissolução, ar, organismos vivos c matéria orgânica em distintas fases de decomposição. É desta camada que se sustentam e se nutrem as plantas, sendo lima das maiores fontes de energia que atua na terra , geração após ge ração de homem, plantas e animais. De modo geral, o uso e a potenCialidade agrícola dos solos estão estreitamente relacionados às suas características físicas e químicas, como também ao clima e ao relevo de cada região. Para se ter uma visão geral dos solos do Estado de Santa Catarina, serão comentadas a seguir as suas principais características: - Latossolo Bruno H úmico, Latossolo Bruno, Latossolo Bruno Intermediário para Latossolo Roxo e Latossolo Vermelho-Escuro - São solos profundos (em média 2 a 3m), porosos e bem drenados, com estrutura predominante mente granular e situados em relevo suave ondulado c ondulado. Quando muito ricos em matéria orgânica são chamados de HlÍmicos. Normalmcnte, são de uaixa fertilidade natural , necessitando de calagem e adubação para se obter boa produção agrícola. Entretanto, por se situarem em relevo que facilita a mecanização. sâo solos muito utilizados para o plantio da soja e do trigo, para a pastagem e para a cultura de maçã. Ocupam, aproximadamente, 7,5% da área total do Estado. - Terra Bruna Estrutu rada H límica, Terra Bruna Estruturada, Terra Bruna Intermediária para Terra Roxa Estrutu rada e Terra Roxa Estruturada - São solos profundos (1 a 2m) e bem drenados, com estrutura normalmente em blocos suhangulares e situados preferencialmente em relevo suave ondulado e ondulado, ocorrendo também em relevo fo rte ondulado, principalmente a Terra Roxa Estruturada. Na sua superfície podem ocorrer pedras de tamanhos variados. Com exceção da Terra Roxa E struturada que possui fe rtilidade alta ou média, as demais variedades são d e baixa fertilidade natural, necessitando de adubação e calagem para obter produção agrícola satisfatória. São utilizados principalmente para o plantio da soja, do trigo e do milho, para pastagem e fruticultura. Ocupam. aproximadamente, 12,5% da área total do Estado. - Podzólico Vermelho-Amarelo - São solos profundos (l a 2m) e bem drenados, cuja característica principal é a marcante diferenciação entre a camada supe rficial (horizonte A) mais are nosa ou menos argilosa e a camada subsllperficial (horizonte H) !"nais argilosa, devido à migração da argila de A para B. Situam-se em relevo ondulado e forte ondulado, necessitando de cuidados para evitar a crosão quando utilizados. Normalmente, possuem fertilidade natural baixa e são utilizados, principalmen te. para pastagem natural e para culturas de subsistência. - Podzol - São solos profundos (1 a 3m) e arenosos, com acumulação dc matéria orgânica ou de ferro na camada subsu perficial. Quando ocorrem em ambiente encharcado são denominados de Podzol Hidromórfico. Estes solos não devem ser utilizados para a produção aglicola por serem muito arenosos, com lllUitO baixa fertilidade natural; nos Hidromórficos existe o proble ma de e.xcesso de água. Ocupam, aproximadamente, 1% da área total do Estado. - Cambissolo BmllO I-Iúmico, Cambissolo Bruno, Cambissolo e Cambissolo I-llÍmico - São solos com menor profundidade (0,5 a (,5m), ainda em processo de desenvolvimento c com material de origem na lllassa do solo. Quando possuem teor muito elevado de matéria orgânica são denominados Húmicos. Situam-se nos mais variados tipos de relevo, desde o suave ondulado até o montanhoso, podendo ou não apresentar pedras em sua superfície. Sua fertilidade natural é muito variável, de baixa a alta. São utilizados principalmente para o plantio de milho, feijão, batatinha, arroz. banana, huno, soja c trigo, para pastagem e reflorestamento. Ocupam, aproximadamente. 52% da área total do Estado. - Glei Húm ico e G lei Pouco Húmico - São solos com elevado teor de matéria orgânica, desenvol- vidos num ambiente com excesso de umidade ternporál'ia ou permancnte, fazendo com que possuam cores acinzentadas. Possuem média e alta fertilidade natural e ocorrem em relevo praticamente plano, margeando os rios ou locais de depressão, sujeitos a inllndayões. A principal limitação para seu uso é a má drenagem. São utilizados para o plantio de arroz irrigado, hortaliças c cana-de-açúcar. Ocupam, aproximadamente, 1,5% da área total do Estado. - Solos Orgânicos - São solos de coloração preta ou cinza muito escura, resultantes de depósitos vegetais em grau variável de decomposição, em ambiente com excesso de água. Para serem aproveitados necessitam de dre nagem artificial e são utilizados para o plantio de cana-de-açúear, hortaliças e arroz irrigado. - Are ias Quartzosas - São solos profundos (l a 3m), arenosos e excessivamente drenados . Sua utilização é limitada devido a baixa fertilidade natllTal e baixa capacidade de retenção de água . Ocupam, aproximadamente, 1,5% da área total do Estado. - Solos Litólicos - São solos rasos (0, 15 a 0,40m), de fertilidade natural variável. O relevo bastante acidentado em que ocorrem, a pequena espessura que condiciona lima deficiência de água, e a presença de pedras na superncie. são fato res que limitam a sua utilizayão agrícola, principalmente. em relação à mecanização. São utilizados para o plantio de milho, feijão e para as demais culturas de subsistência. Ocupam, aproximadamente, 9,5% da área total do Estado. - Solos [ndiscrim inados de Mangue - São solos predominantemente alagados que se localizam nas partes baixas do litoral, nas proximidades da desembocadura cios rios, nas reentrâncias da costa e margens de lagoas. diretamente influenciados pelo movimento das marés. Devem ser mant idm. como ambientes de preservação ecológica. Características Gerais Aproximadamente 60% dos solos do Estado apresentam baixa fe rtilidade natural, necessitando de calagem e adubação para lima produção agrícola satisfatória. Os solos de fertilidade natural elevada ocupam uma área de 21% da superfície do Estado, mas grande parte deles se situam em relevo muito aciden tado, não recomendando sua utilização para a agricultura. Apesar do relevo scr um fator limitante para a utilização dos solos de boa parte do território catarincnse, prinCipalmente com culturas anuais. na maioria das vezes esta limitação não está sendo respeitada, ocasionando grandes perdas por erosão e reduzindo drasticamente o tempo de utilização do solo. • ••••• •• ••••••••• •••..• •••••.. •
  28. 28. •••••• •.. ••••••• •• ••••• ••••..... • ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA ESTADO ~ 1 T A o • ' Di O F?,o , .0 . J 1'..q ,_"--__"-______-''-___-'':tl...!.R'<'''-'''''''''"''O''"'t!UNOO''''''-___-'!:-L___ , 'V O • ~. D - LEGENDA latossolo Bruno HúmICO. latossolo Bruno Latossolo Bruno Intermediário Para Latossolo Roxo Latossolo Vermelho-Escuro Terra Bruna Estruturada Húmlca,Terra Bruna Estruturada.Terra Bruna Estruturada Intermediária Para Terra Roxa Estruturada Terra Roxa Estruturada Podzólico Vermelho-Amarelo D Podzol Camblssolo Bruno Húmica Camblssolo BrunoCamblssolo,Camblssolo Húmlco D Glel HúmlCO e Glel Pouco HúrnlCO _ Solos Orgânicos D Areias Quartzosas D Solos L,lóllcos _ Solos Ind l~crlminados de Mangue Fonte" Secrtlfl"" de ESI.oo de CoordenaçJo Gtr~ t Plantfl'Tl!<llo-SEPLAN/ SC "AlI" de s.nu. Cal...... 1986 • FundaçIo laGE. ~to Reg..".,.1 de Geoc~l,II$tm s.nu. c.w.... 1989 .... O O " TIPOS DE SOLO o ->-. o o ESCALA '·2000000 lOt:m" 10 'O 10 ~O !,Otm 8e d I=:::::::i ---=- ! PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MEReATOR UTM 29
  29. 29. 30 Isto faz com que haja uma tendência natural de compensar a perda de produtividade do solo aumentando a área cultivada. Com isso, ocorrem novos des matame ntos que alteram sensivel mente () regime hídrico dos córregos t' rios. Aptidão Agrícola dos Solos Foram consideradas 4 classes de aptidão agrícola, denominadas boa, regular, restrita e inapta, para utiliza~'ão com culturas, pastagem e silvicu ltu ra. Classe Boa - solos sem limitações significativas para produção sustentada de um determinado tipo de utilização, observando as condições de manejo considerado. As restrições são mínimas, de tal forma que nâo reduzem a produtividade, sem aumentar os insumos acima de UIll nível ace itável. Classe Hegular - solos que apresentam limitações moderadas para a produção sustentada de um determinado tipo de utilização, observando as condições de manejo considerado. Essas limitações redu- zem a produtividade, elevando a necessidade de insllmos para se obte r lima boa produção. Classe Restrita ~ solos que apresentam limitações fortes para a produção sustentada de um determi- nado tipo de utilização, observando as condições de manejo considerado. Essas lim itações reduzem a produtividade de tal forma que exigem lima aplicaç:ão de insu mos a nível muito elevado. Classe lnapta - solos que não apresentam condições de utilização para agricu ltu ra, podendo ser indicados para a preservaç:ão da flora (' da fauna, recreação ou algum outro tipo de li SO não agrícola. Os fatores de limitação mais significativos utilizados para J efinição das classes de apt idão são: d efi- ciência de fert ilidadt:" deficiência de águá: excesso de água ou de ficiência de oxigênio, susceptibilidade à erosão e im pedimentos à mecanização. •••••• •.. ••••••• •.. ••••• ••••.,,. •
  30. 30. •• •••• •• ••••••••••••..•••••••• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA úJ "-A ú O S ..... ADO D lEGENDA GRUPOS DE APTIDÃO AGRíCOLA _ Aptidão Boa Para Culturas _ Aptidão Regular Para Culturas Aptidão Restrita Para Culturas Apttdão Boa para Pastagem Plantada Aptidão Regular Para Pastagem Plantada Aplldão Restnta Para Pastagem Plantada Aptidão Boa Para Silvicultura Aptidão Regular Para SilVicultura D Aptidão Restnta Para Silvicultura CJ Aptidão Regular Para Pastagem Natural Sem Aptidão Para Uso Agricola ~IGuAÇU /iop .Ftu.AI..... ...o ... () Fonte, Secrel~na de Estado de Coo<OOJl8Çao Geral e f'IltnelatTle'nlo-SEPlAN/ SC AII~ de Santa Cata"", 1986 ~~ e Fundaçlo IBGE. Dep;onamenlo Aeg~1 de Geoc~nc'as em Santa Catarme 1989 O .. ... ....• APTIDÃO AGRíCOLA DOS SOLOS ' o o ESCALA 12000000 lO<. I020~"4{)5.m tlgA --------=I l=:::::=i 1 PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR . UTM o 31

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