SlideShare a Scribd company logo

O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS

Câmara Técnica de Atenção Primária à Saúde Natal – 19 e 20 de março de 2014

1 of 37
Download to read offline
A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA À SAÚDE
EUGENIO VILAÇA MENDES
1.000 pessoas em um
mês
800 apresentam sintomas
217 procuram um médico
8 são internadas em hospital local
1 é internada em hospital terciário
Fonte: Green LA et al. The ecology of medical care revisited. New Engl.J.Med, 344: 2021-2025, 2001
A ECOLOGIA DOS SISTEMAS DE SAÚDE
CAMPO APS ATENÇÃO
ESPECIALIZADA
AMBIENTE DO CUIDADO • FOCO NA PESSOA
• FOCO NA SAUDE
• FOCO EM PROBLEMAS POUCO
DEFINIDOS VISTOS NO INÍCIO
• AMBIENTE POUCO
MEDICALIZADO
• FOCO NO ORGÃO OU SISTEMA
• FOCO NA DOENÇA
• FOCO EM PROBLEMAS BEM
DEFINIDOS VISTOS MAIS
TARDE
• AMBIENTE MUITO
MEDICALIZADO
FORMAS DE ATUAÇÃO DOS
PROFISSIONAIS
• EXAMES MAIS SENSÍVEIS QUE
ESPECÍFICOS
• ACEITAM-SE FALSOS
NEGATIVOS QUE PODEM SER
MINIMIZADOS PELA
REPETIÇÃO DE EXAMES
• CUIDADO DISPERSO EM
VÁRIOS PROBLEMAS MAS
COM CONCENTRAÇÃO
RELATIVA NUM NÚMERO
PEQUENO DE PROBLEMAS
• EXAMES MAIS ESPECÍFICOS
QUE SENSÍVEIS
• ACEITAM-SE
SOBREDIAGNÓSTICOS MAS
NÃO SE ACEITAM FALSOS
NEGATIVOS
• CONCENTRAÇÃO DO CUIDADO
NUM ÚNICO PROBLEMA OU
NUM NÚMERO MÍNIMO DE
PROBLEMAS
CONTINUIDADE DO CUIDADO • CONTINUIDADE SUSTENTADA • CONTINUIDADE RELATIVA
RESULTADOS • MENORES CUSTOS E
IATROGENIAS
• MAIORES CUSTOS E
IATROGENIAS
A SINGULARIDADE DA CLÍNICA DA APS
Fontes:
Cunillera R. Arquitetura e modelo de atenção: níveis e gestão de processos assistenciais. Rio de Janeiro:
ENSP/FIOCRUZ; 2012.
Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC. Tratado de medicina de
família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, 2012
A NATUREZA DA DEMANDA NA APS
• É UMA DEMANDA QUE ENVOLVE UM AMPLO ESPECTRO DE
CONDIÇÕES DE SAÚDE
• É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM CONDIÇÕES DE SAÚDE
• É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM PESSOAS USUÁRIAS
• É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM CONDIÇÕES GERAIS E
INESPECÍFICAS
• É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM ENFERMIDADES
• É UMA DEMANDA QUE APRESENTA VARIAÇÕES TEMPORAIS
• TEM UM COMPONENTE SIGNIFICATIVO DE DEMANDA
ADMINISTRATIVA
• TEM UM COMPONENTE SIGNIFICATIVO DE CUIDADOS PREVENTIVOS
• É UMA DEMANDA QUE TEM ALTA RESOLUTIVIDADE
• É UMA DEMANDA DIVERSIFICADA QUE EXIGE DIFERENTES
PADRÕES DE OFERTA PARA SUA RESPOSTA
Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
A DEMANDA NA APS ENVOLVE UM AMPLO
ESPECTRO DE CONDIÇÕES DE SAÚDE
PESQUISA REALIZADA EM FLORIANÓPOLIS MOSTROU QUE,
EM MÉDIA, FORAM IDENTIFICADOS 1.475 PROBLEMAS DE
SAÚDE NAS UNIDADES DE APS
Fonte:
Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção
Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do
título de Doutor em Ciências, 2009
A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM
POUCAS CONDIÇÕES DE SAÚDE
• ESTUDOS REALIZADOS NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRARAM QUE 26
CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDERAM POR 50% DAS CONSULTAS DA
APS
• RESULTADOS SEMELHANTES FORAM ENCONTRADOS EM PAÍSES
EUROPEUS
• ESTUDOS REALIZADOS NO BRASIL MOSTRARAM QUE 28, 32 E 40
CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDERAM, RESPECTIVAMENTE, POR
50,4 %, 50,0% E 58,9% DA DEMANDA TOTAL
• ESTUDO REALIZADO EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE 51
CONDIÇÕES DE SAÚDE FORAM RESPONSÁVEIS POR 61,7% DA
DEMANDA
Fontes:
Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília,
UNESCO/Ministério da Saúde, 2002
Okkes IM et al. Episodes of care in Dutch Family Practice: epidemiological data based on the routine use of the
International Classification of Primary Care in the Transtion Project of the Academic Medical Center of
Amsterdam (1985-2003). In: Okkes IM et al. ICPC in the Amsterdam Transition Project Amsterdam, Academic
Medical Center/University of Amsterdam, 2005
Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado
de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012.
Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde
Coletiva, 17: 3025-3036, 2012
Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial:
condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013

More Related Content

What's hot

Pnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básicaPnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básicaJarquineide Silva
 
Sistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saudeSistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saudeFernandinhalima
 
Saúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadores
Saúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadoresSaúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadores
Saúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadoresMario Gandra
 
Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM
Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM
Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Apresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletivaApresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletivaCarla Couto
 
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)Patrícia Cruz Rodrigues Marion
 
Crise hipertensiva
Crise hipertensivaCrise hipertensiva
Crise hipertensivaresenfe2013
 
Aula saúde do idoso - turma regular
Aula saúde do idoso - turma regularAula saúde do idoso - turma regular
Aula saúde do idoso - turma regularIsmael Costa
 

What's hot (20)

Pnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básicaPnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básica
 
Sistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saudeSistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saude
 
Aula 3 - SUS
Aula 3 - SUSAula 3 - SUS
Aula 3 - SUS
 
Atenção Primária à Saúde
Atenção Primária à SaúdeAtenção Primária à Saúde
Atenção Primária à Saúde
 
Saúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadores
Saúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadoresSaúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadores
Saúde Coletiva - 2. história da epidemiologia e seus indicadores
 
Aula Introdutória de Saúde Coletiva
Aula Introdutória de Saúde ColetivaAula Introdutória de Saúde Coletiva
Aula Introdutória de Saúde Coletiva
 
Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM
Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM
Política Nacional de Atenção Integral à SAÚDE do HOMEM
 
Apresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletivaApresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletiva
 
SAÚDE COLETIVA.pptx
SAÚDE COLETIVA.pptxSAÚDE COLETIVA.pptx
SAÚDE COLETIVA.pptx
 
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
 
Curvas de Crescimento: orientações para Profissionais de Saúde
Curvas de Crescimento: orientações para Profissionais de SaúdeCurvas de Crescimento: orientações para Profissionais de Saúde
Curvas de Crescimento: orientações para Profissionais de Saúde
 
Crise hipertensiva
Crise hipertensivaCrise hipertensiva
Crise hipertensiva
 
Aula processo-saude-doenca
Aula processo-saude-doencaAula processo-saude-doenca
Aula processo-saude-doenca
 
Paism slider
Paism sliderPaism slider
Paism slider
 
Apresentação atenção básica esf
Apresentação atenção básica   esfApresentação atenção básica   esf
Apresentação atenção básica esf
 
HiperDia
HiperDia HiperDia
HiperDia
 
Processo saúde doença
Processo saúde doençaProcesso saúde doença
Processo saúde doença
 
Redes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúdeRedes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúde
 
Aula saúde do idoso - turma regular
Aula saúde do idoso - turma regularAula saúde do idoso - turma regular
Aula saúde do idoso - turma regular
 
Saúde do idoso
 Saúde do idoso Saúde do idoso
Saúde do idoso
 

Viewers also liked

Viewers also liked (8)

Atenção Primária à Saúde e Direito à Saúde
Atenção Primária à Saúde e Direito à SaúdeAtenção Primária à Saúde e Direito à Saúde
Atenção Primária à Saúde e Direito à Saúde
 
O Cuidado à Saúde na Atenção Primária
O Cuidado à Saúde na Atenção PrimáriaO Cuidado à Saúde na Atenção Primária
O Cuidado à Saúde na Atenção Primária
 
0665-L - Implantação do plano diretor da atenção primária à saúde - análise d...
0665-L - Implantação do plano diretor da atenção primária à saúde - análise d...0665-L - Implantação do plano diretor da atenção primária à saúde - análise d...
0665-L - Implantação do plano diretor da atenção primária à saúde - análise d...
 
protocolo+de+enfermagem final
protocolo+de+enfermagem finalprotocolo+de+enfermagem final
protocolo+de+enfermagem final
 
Atenção primaria barbara stenphild
Atenção primaria barbara stenphildAtenção primaria barbara stenphild
Atenção primaria barbara stenphild
 
Atenção básica e redes de atenção à saúde
Atenção básica e redes de atenção à saúdeAtenção básica e redes de atenção à saúde
Atenção básica e redes de atenção à saúde
 
Módulo 1 - aula 1
Módulo 1 - aula 1Módulo 1 - aula 1
Módulo 1 - aula 1
 
Urgências e emergências na atenção primária à saúde
Urgências e emergências na atenção primária à saúdeUrgências e emergências na atenção primária à saúde
Urgências e emergências na atenção primária à saúde
 

Similar to O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS

Dra. lina - 20/09/2012
Dra. lina - 20/09/2012Dra. lina - 20/09/2012
Dra. lina - 20/09/2012Anais IV CBED
 
Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...
Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...
Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...Ministério da Saúde
 
2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto
2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto
2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato CoutoCNseg
 
Apresentação caderneta 2009.1
Apresentação caderneta 2009.1Apresentação caderneta 2009.1
Apresentação caderneta 2009.1Anna Paula Tenorio
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaRilva Lopes de Sousa Muñoz
 
O que são transtornos menores?
O que são transtornos menores?O que são transtornos menores?
O que são transtornos menores?Cassyano Correr
 
Aspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúde
Aspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúdeAspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúde
Aspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúdeVanessa Paiva
 
Livros Saúde Integral da População Negra
Livros Saúde Integral da População NegraLivros Saúde Integral da População Negra
Livros Saúde Integral da População NegraAduniGoes
 
Genética na atenção primária à saúde
Genética na atenção primária à saúdeGenética na atenção primária à saúde
Genética na atenção primária à saúdeHector Wanderley
 
Gestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufpr
Gestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufprGestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufpr
Gestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufprNádia Elizabeth Barbosa Villas Bôas
 
CUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptx
CUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptxCUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptx
CUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptxRafaelPereira518015
 

Similar to O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS (20)

O Papel da APS na Organização das Redes de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
O Papel da APS na Organização das Redes de Atenção à Saúde_Eugenio VilaçaO Papel da APS na Organização das Redes de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
O Papel da APS na Organização das Redes de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
 
Dra. lina - 20/09/2012
Dra. lina - 20/09/2012Dra. lina - 20/09/2012
Dra. lina - 20/09/2012
 
Os fundamentos da Atenção Ambulatorial Especializada
Os fundamentos da Atenção Ambulatorial EspecializadaOs fundamentos da Atenção Ambulatorial Especializada
Os fundamentos da Atenção Ambulatorial Especializada
 
Contextualização do tema: A crise contemporânea dos modelos de atenção à saúde
Contextualização do tema: A crise contemporânea dos modelos de atenção à saúde Contextualização do tema: A crise contemporânea dos modelos de atenção à saúde
Contextualização do tema: A crise contemporânea dos modelos de atenção à saúde
 
Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...
Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...
Apresentação | Pesquisa vai avaliar uso de medicamentos pela população brasil...
 
2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto
2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto
2º Fórum da Saúde Suplementar - Renato Couto
 
V14n4a22
V14n4a22V14n4a22
V14n4a22
 
VD IV CMMFC
VD IV CMMFCVD IV CMMFC
VD IV CMMFC
 
Apresentação caderneta 2009.1
Apresentação caderneta 2009.1Apresentação caderneta 2009.1
Apresentação caderneta 2009.1
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
 
Pesquisa em APS
Pesquisa em APSPesquisa em APS
Pesquisa em APS
 
1 epidemiologia saude
1   epidemiologia saude1   epidemiologia saude
1 epidemiologia saude
 
Claunara Schilling
Claunara SchillingClaunara Schilling
Claunara Schilling
 
O que são transtornos menores?
O que são transtornos menores?O que são transtornos menores?
O que são transtornos menores?
 
Aspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúde
Aspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúdeAspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúde
Aspectos emocionais, condições de vida e de trabalho dos trabalhadores da saúde
 
Livros Saúde Integral da População Negra
Livros Saúde Integral da População NegraLivros Saúde Integral da População Negra
Livros Saúde Integral da População Negra
 
Livros Saúde Integral da População Negra
Livros Saúde Integral da População NegraLivros Saúde Integral da População Negra
Livros Saúde Integral da População Negra
 
Genética na atenção primária à saúde
Genética na atenção primária à saúdeGenética na atenção primária à saúde
Genética na atenção primária à saúde
 
Gestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufpr
Gestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufprGestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufpr
Gestao clinica de medicamentos na atenção primária a saude cassyano correr ufpr
 
CUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptx
CUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptxCUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptx
CUIDADO EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA.pptx
 

More from Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS

More from Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS (20)

Modelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do Sul
Modelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do SulModelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do Sul
Modelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do Sul
 
O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...
O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...
O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...
 
Banners – II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde
Banners – II Seminário da Planificação da Atenção à SaúdeBanners – II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde
Banners – II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde
 
A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...
A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...
A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...
 
PIMENTEIRAS DO OESTE - RO
PIMENTEIRAS DO OESTE - ROPIMENTEIRAS DO OESTE - RO
PIMENTEIRAS DO OESTE - RO
 
CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...
CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...
CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...
 
Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...
Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...
Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...
 
INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...
INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...
INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...
 
Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...
Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...
Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...
 
Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...
Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...
Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...
 
Jornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e Hipertensão
Jornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e HipertensãoJornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e Hipertensão
Jornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e Hipertensão
 
A Segurança do Paciente na Construção Social da APS
A Segurança do Paciente na Construção Social da APSA Segurança do Paciente na Construção Social da APS
A Segurança do Paciente na Construção Social da APS
 
Estratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DF
Estratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DFEstratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DF
Estratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DF
 
Cuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicas
Cuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicasCuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicas
Cuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicas
 
Sala de Situação Regional de Saúde Sudoeste I
Sala de Situação  Regional de Saúde  Sudoeste I Sala de Situação  Regional de Saúde  Sudoeste I
Sala de Situação Regional de Saúde Sudoeste I
 
Por um cuidado certo - Sociedade Brasileira de Diabetes
Por um cuidado certo - Sociedade Brasileira de DiabetesPor um cuidado certo - Sociedade Brasileira de Diabetes
Por um cuidado certo - Sociedade Brasileira de Diabetes
 
O pediatra e sua presença na Assistência no Brasil
O pediatra e sua presença na Assistência no BrasilO pediatra e sua presença na Assistência no Brasil
O pediatra e sua presença na Assistência no Brasil
 
Notas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à Saúde
Notas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à SaúdeNotas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à Saúde
Notas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à Saúde
 
Ministério Público em Defesa da APS
Ministério Público em Defesa da APSMinistério Público em Defesa da APS
Ministério Público em Defesa da APS
 
II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...
II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...
II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...
 

Recently uploaded

NR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdf
NR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdfNR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdf
NR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdfMariadeFtimaUchoas
 
DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...
DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...
DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...bibygmachadodesouza
 
amazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdf
amazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdfamazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdf
amazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdfdaianebarbosaribeiro
 
Segurança com Explosivos na Mineração.ppt
Segurança com Explosivos na Mineração.pptSegurança com Explosivos na Mineração.ppt
Segurança com Explosivos na Mineração.pptRodineiGoncalves
 
Vencendo a Depressão: Um Guia para a Recuperação
Vencendo a Depressão: Um Guia para a RecuperaçãoVencendo a Depressão: Um Guia para a Recuperação
Vencendo a Depressão: Um Guia para a Recuperaçãodouglasmeira456
 
Guia de Vigilância em Saúde 6 ed. vol.1
Guia de Vigilância em  Saúde 6 ed. vol.1Guia de Vigilância em  Saúde 6 ed. vol.1
Guia de Vigilância em Saúde 6 ed. vol.1MarciaFigueiredodeSo
 

Recently uploaded (6)

NR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdf
NR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdfNR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdf
NR-10-RECICLAGEM-de-Eletricidade-Basica-pptx.pdf
 
DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...
DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...
DESCUBRA O SEGREDOE PARE DE VEZ DE FUMAR...
 
amazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdf
amazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdfamazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdf
amazonicarosa-com-br-pv2-pvlippgkvlafafi3vjd86d1-240107103257-661a7832.pdf
 
Segurança com Explosivos na Mineração.ppt
Segurança com Explosivos na Mineração.pptSegurança com Explosivos na Mineração.ppt
Segurança com Explosivos na Mineração.ppt
 
Vencendo a Depressão: Um Guia para a Recuperação
Vencendo a Depressão: Um Guia para a RecuperaçãoVencendo a Depressão: Um Guia para a Recuperação
Vencendo a Depressão: Um Guia para a Recuperação
 
Guia de Vigilância em Saúde 6 ed. vol.1
Guia de Vigilância em  Saúde 6 ed. vol.1Guia de Vigilância em  Saúde 6 ed. vol.1
Guia de Vigilância em Saúde 6 ed. vol.1
 

O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS

  • 1. A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EUGENIO VILAÇA MENDES
  • 2. 1.000 pessoas em um mês 800 apresentam sintomas 217 procuram um médico 8 são internadas em hospital local 1 é internada em hospital terciário Fonte: Green LA et al. The ecology of medical care revisited. New Engl.J.Med, 344: 2021-2025, 2001 A ECOLOGIA DOS SISTEMAS DE SAÚDE
  • 3. CAMPO APS ATENÇÃO ESPECIALIZADA AMBIENTE DO CUIDADO • FOCO NA PESSOA • FOCO NA SAUDE • FOCO EM PROBLEMAS POUCO DEFINIDOS VISTOS NO INÍCIO • AMBIENTE POUCO MEDICALIZADO • FOCO NO ORGÃO OU SISTEMA • FOCO NA DOENÇA • FOCO EM PROBLEMAS BEM DEFINIDOS VISTOS MAIS TARDE • AMBIENTE MUITO MEDICALIZADO FORMAS DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS • EXAMES MAIS SENSÍVEIS QUE ESPECÍFICOS • ACEITAM-SE FALSOS NEGATIVOS QUE PODEM SER MINIMIZADOS PELA REPETIÇÃO DE EXAMES • CUIDADO DISPERSO EM VÁRIOS PROBLEMAS MAS COM CONCENTRAÇÃO RELATIVA NUM NÚMERO PEQUENO DE PROBLEMAS • EXAMES MAIS ESPECÍFICOS QUE SENSÍVEIS • ACEITAM-SE SOBREDIAGNÓSTICOS MAS NÃO SE ACEITAM FALSOS NEGATIVOS • CONCENTRAÇÃO DO CUIDADO NUM ÚNICO PROBLEMA OU NUM NÚMERO MÍNIMO DE PROBLEMAS CONTINUIDADE DO CUIDADO • CONTINUIDADE SUSTENTADA • CONTINUIDADE RELATIVA RESULTADOS • MENORES CUSTOS E IATROGENIAS • MAIORES CUSTOS E IATROGENIAS A SINGULARIDADE DA CLÍNICA DA APS Fontes: Cunillera R. Arquitetura e modelo de atenção: níveis e gestão de processos assistenciais. Rio de Janeiro: ENSP/FIOCRUZ; 2012. Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, 2012
  • 4. A NATUREZA DA DEMANDA NA APS • É UMA DEMANDA QUE ENVOLVE UM AMPLO ESPECTRO DE CONDIÇÕES DE SAÚDE • É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM CONDIÇÕES DE SAÚDE • É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM PESSOAS USUÁRIAS • É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM CONDIÇÕES GERAIS E INESPECÍFICAS • É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM ENFERMIDADES • É UMA DEMANDA QUE APRESENTA VARIAÇÕES TEMPORAIS • TEM UM COMPONENTE SIGNIFICATIVO DE DEMANDA ADMINISTRATIVA • TEM UM COMPONENTE SIGNIFICATIVO DE CUIDADOS PREVENTIVOS • É UMA DEMANDA QUE TEM ALTA RESOLUTIVIDADE • É UMA DEMANDA DIVERSIFICADA QUE EXIGE DIFERENTES PADRÕES DE OFERTA PARA SUA RESPOSTA Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 5. A DEMANDA NA APS ENVOLVE UM AMPLO ESPECTRO DE CONDIÇÕES DE SAÚDE PESQUISA REALIZADA EM FLORIANÓPOLIS MOSTROU QUE, EM MÉDIA, FORAM IDENTIFICADOS 1.475 PROBLEMAS DE SAÚDE NAS UNIDADES DE APS Fonte: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009
  • 6. A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM POUCAS CONDIÇÕES DE SAÚDE • ESTUDOS REALIZADOS NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRARAM QUE 26 CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDERAM POR 50% DAS CONSULTAS DA APS • RESULTADOS SEMELHANTES FORAM ENCONTRADOS EM PAÍSES EUROPEUS • ESTUDOS REALIZADOS NO BRASIL MOSTRARAM QUE 28, 32 E 40 CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDERAM, RESPECTIVAMENTE, POR 50,4 %, 50,0% E 58,9% DA DEMANDA TOTAL • ESTUDO REALIZADO EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE 51 CONDIÇÕES DE SAÚDE FORAM RESPONSÁVEIS POR 61,7% DA DEMANDA Fontes: Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, UNESCO/Ministério da Saúde, 2002 Okkes IM et al. Episodes of care in Dutch Family Practice: epidemiological data based on the routine use of the International Classification of Primary Care in the Transtion Project of the Academic Medical Center of Amsterdam (1985-2003). In: Okkes IM et al. ICPC in the Amsterdam Transition Project Amsterdam, Academic Medical Center/University of Amsterdam, 2005 Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012. Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: 3025-3036, 2012 Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013
  • 7. CONDIÇÃO DE SAÚDE PORCENTAGEM PORCENTAGEM ACUMULATIVA HIPERTENSÃO SEM COMPLICAÇÃO 9,8 9,8 SEM DOENÇA 5,5 15,4 INFECÇÃO AGUDA DO APARELHO RESPIRATÓRIO SUPERIOR 3,8 18,1 GRAVIDEZ 3,5 22,8 DIABETES NÃO INSULINODEPENDENTE 3,0 25,6 DEPRESSÃO 2,7 28,3 CONTRACEPÇÕES/OUTROS 1,7 30,0 PREVENÇÃO E MANUTENÇÃO DA SAÚDE 1,5 31,5 SINAIS E SINTOMAS NA REGIÃO LOMBAR 1,4 32,9 TRANSTORNO/ESTADO DE ANSIEDADE 1,3 34,2 HIPOTIROIDISMO 1,3 35,4 GASTRENTERITE 1,2 36,7 ALTERAÇÃO NO METABOLISMO DOS LIPÍDEOS 1,2 37,9 DERMATOFITOSE 1,1 39,0 AMIGDALITE AGUDA 1,1 40,1 CISTITE/INFECÇÃO URINÁRIA 1,1 41,2 ASMA 0,9 42,1 DOR ABDOMINAL/CÓLICAS 0,9 43,0 DISPEPSIA/INDIGESTÃO 0,9 43,9 ABUSO DE TABACO 0,9 44,7 OBESIDADE 0,9 45,6 DORES MUSCULARES 0,8 46,4 CEFALEIA 0,8 47,2 VAGINITE/VULVITE NE 0,7 47,9 EXAME MÉDICO/AVALIAÇÃO DE SAÚDE 0,7 48,6 OTITE MÉDIA AGUDA/MENINGITE 0,6 49,2 BURSITE/TENDINITE/SINOVITE NE 0,6 49,8 RINITE ALÉRGICA 0,6 50,4 Fonte: Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012.
  • 8. AS CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES NA DEMANDA DA APS • 28 CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDEM POR 50,4% DA DEMANDA • AS 28 CONDIÇÕES DE SAÚDE DISTRIBUEM-SE POR 13 CAPÍTULOS DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA • 5 CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES RESPONDEM POR 25,6% DA DEMANDA TOTAL • DOS 28 PROBLEMAS MAIS FREQUENTES QUE RESPONDEM POR 50,4% DA DEMANDA, 18 SÃO POR CONDIÇÕES CRÔNICAS QUE RESPONDEM POR 38,9% DA DEMANDA E 10 SÃO CONDIÇÕES AGUDAS QUE RESPONDEM 11,5% DA DEMANDA • CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES NÃO SIGNIFICAM PROBLEMAS SIMPLES OU DE BAIXA COMPLEXIDADE Fontes: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009 Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012.
  • 9. A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM PESSOAS USUÁRIAS • 10% DAS PESSOAS USUÁRIAS DA APS NO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO, EM PORTO ALEGRE, CONCENTRARAM 34% DA DEMANDA TOTAL DE CONSULTAS MÉDICAS • HÁ UMA GRANDE CONCENTRAÇÃO DE ATENDIMENTOS DA APS EM PESSOAS HIPERUTILIZADORAS Fonte: Takeda S. Acesso e utilização nas unidades do GHC. Porto Alegre, mimeo, 2013.
  • 10. AS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS NA APS • PADRÕES INTERNACIONAIS CONSIDERAM UMA PESSOA HIPERUTILIZADORA QUANDO FAZ MAIS DE 6 CONSULTAS/ANO • UMA PESQUISA FEITA NO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO, EM PORTO ALEGRE, MOSTROU OS SEGUINTES RESULTADOS: 44% DE PESSOAS HIPERUTILIZADORAS RESPONDERAM POR 78,7% DAS CONSULTAS A MÉDIA DE CONSULTAS DAS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS FOI 4 VEZES MAIOR QUE DOS UTILIZADORES NORMAIS (12 E 3 CONSULTAS/ANO) 67,8% DAS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS SÃO DO SEXO FEMININO A MÉDIA DE IDADE DAS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS ERA DE 39 ANOS AS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS APRESENTARAM O DOBRO DE PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL EM RELAÇÃO ÀS NÃO HIPERUTILIZADORAS AS PESSOAS DE MAIOR VULNERABILIDADE SOCIAL REPRESENTARAM 1/3 DAS HIPERUTILIZADORAS AS PESSOAS ANALFABETAS TIVERAM MAIOR PROPENSÃO À HIPERUTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS AS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS SÃO MAIS PROPENSAS AO ABSENTEÍSMO Fonte: Fernandes CLC. Análise de demanda e forma de integração do ambulatório multiprofissional de um serviço de atenção primária à saúde de Porto Alegre, Brasil. Porto Alegre, Dissertação de Mestrado, Mestrado Profissional de Epidemiologia, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2013
  • 11. A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM CONDIÇÕES DE SAÚDE GERAIS E INESPECÍFICAS • EM BETIM, MINAS GERAIS, 29,8% DAS CONSULTAS NA APS FORAM POR CONDIÇÕES GERAIS E INESPECÍFICAS. EM PESSOAS DE MAIS DE 70 ANOS SUBIU PARA MAIS DE 40%. AS DEMANDAS MAIS COMUNS FORAM CEFALEIA, FEBRE E TOSSE • 23% DAS CONSULTAS NO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO EM PORTO ALEGRE FORAM POR CONDIÇÕES GERAIS E INESPECÍFICAS • DADOS INTERNACIONAIS SUGEREM QUE 50% DA DEMANDA TOTAL DA APS NÃO PERMITE O ESTABELECIMENTO DE UM DIAGNÓSTICO CLARO Fontes: Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: 3025-3036, 2012 Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013 Crombie DL. Diagnostic process. J.Coll.Gen.Practit., 6: 579-589, 1963 Kloetzel K. O diagnóstico clínico: estratégia e táticas. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013
  • 12. A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM ENFERMIDADES • INTERNACIONALMENTE, METADE DOS CASOS NOVOS ATENDIDOS NA APS SÃO POR SINTOMAS FÍSICOS MEDICAMENTE NÃO EXPLICÁVEIS (MUPS) • NO BRASIL, METADE DAS PESSOAS ATENDIDAS NA APS APRESENTAM ENFERMIDADES Fontes: Gray M. Evidence-based healthcare and public health: how to make decisions about health services and public health. Edinburgh, Churchill Livingstone Elsevier, 3d. Ed., 2009 Almeida Filho, N et al. Brazilian multicentric study of psychiatric morbidity: methodological features and prevalence estimates. Br.J.Psychiatry, 171: 524-529, 1997 Tófoli LF. Somatização e sintomas sem explicação médica. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012.
  • 13. A DEMANDA NA APS APRESENTA VARIAÇÕES TEMPORAIS PESQUISA FEITA EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE AS PESSOAS USUÁRIAS APRESENTAM MAIORES MOTIVOS DE CONSULTA NAS SEGUNDAS E SEXTAS FEIRAS EM RELAÇÃO AOS DEMAIS DIAS DA SEMANA Fonte: Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: 3025-3036, 2012
  • 14. AS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS NA APS • DEMANDAS ADMINISTRATIVAS SÃO DEMANDAS NÃO CLÍNICAS COMO PEDIDOS DE ATESTADO, ENTREGA DE RESULTADO DE EXAME OU BUSCA DE MEDICAÇÃO • PESQUISA FEITA EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE 20% DO TOTAL DAS CONSULTAS REALIZADAS NA APS FORAM POR DEMANDA ADMINISTRATIVAS Fontes: Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: 3025-3036, 2012
  • 15. A DEMANDA POR ATENÇÃO PREVENTIVA NA APS ESTUDO REALIZADO EM FLORIANÓPOLIS MOSTROU QUE A DEMANDA POR ATENÇÃO PREVENTIVA NA APS FOI DE 5% A 7% DA DEMANDA TOTAL Fonte: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009
  • 16. A DEMANDA NA APS TEM ALTA RESOLUTIVIDADE NESTE NÍVEL DE ATENÇÃO • PESQUISA FEITA EM FLORIANÓPOLIS VERIFICOU UM REFERENCIAMENTO PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA DE 12,5% • PESQUISA FEITA EM PORTO ALEGRE (GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO) VERIFICOU UM REFERENCIAMENTO PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA DE 9% • EM ALGUNS PAÍSES EUROPEUS OS REFERENCIAMENTOS PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA NÃO PASSAM DE 5% Fontes: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009 Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013 Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, UNESCO/Ministério da Saúde, 2002
  • 17. A ESTRUTURA RESTRITA DA DEMANDA NA APS • ATENÇÃO À DEMANDA ESPONTÂNEA • ATENÇÃO PROGRAMADA • ATENÇÃO PREVENTIVA • ATENÇÃO A GRUPOS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 18. POPULAÇÃO COM NECESSIDADES POPULAÇÃO COM DEMANDAS ACOLHIMENTO/ LISTA DE PROBLEMAS/ DIAGNÓSTICO ATENÇÃO A PESSOAS HIPERUTILIZADORAS CONDIÇÕES AGUDAS CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS CONDIÇÕES CRÔNICAS / ENFERMIDADES DEMANDAS ADMINISTRATIVAS ATENÇÃO PREVENTIVA ATENÇÃO PALIATIVA ATENÇÃO DOMICILIAR • COBERTURA POPULACIONAL • CARTEIRA DE SERVIÇOS • CUSTOS DE OPORTUNIDADE • BARREIRAS FINANCEIRAS • BARREIRAS CULTURAIS • BARREIRAS GEOGRÁFICAS • BARREIRAS ORGANIZACIONAIS BARREIRAS AO ACESSO A ESTRUTURA AMPLIADA DA DEMANDA NA APS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 19. O DESEQUILÍBRIO ENTRE AS ESTRUTURAS DA DEMANDA E DA OFERTA NA APS • ESTRUTURA DA DEMANDA • POR CONDIÇÕES AGUDAS • POR CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS • POR CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS • POR CONDIÇÕES CRÔNICAS/ENFERMIDADES • POR DEMANDAS DE PESSOAS HIPERUTILIZADORAS • POR ATENÇÃO PREVENTIVA • POR DEMANDAS ADMINISTRATIVAS • POR ATENÇÃO PALIATIVA • POR ATENÇÃO DOMICILIAR • ESTRUTURA DA OFERTA • CONSULTAS MÉDICAS • CONSULTAS DE ENFERMAGEM • TRABALHOS EM GRUPOS • VACINAÇÃO • EXAME PAPANICOLAU • VISITAS DOMICILIARES • DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS • SOLICITAÇÃO/COLETA DE EXAMES COMPLEMENTARES Fonte: Mendes EV. A demanda na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 20. O AJUSTE ENTRE A ESTRUTURA DA OFERTA E A ESTRUTURA DA DEMANDA NA APS • ESTRUTURA DA DEMANDA • POR CONDIÇÕES AGUDAS • POR CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS • POR CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS • POR CONDIÇÕES CRÔNICAS/ENFERMIDADES • POR ATENÇÃO PREVENTIVA • POR ATENÇÃO PALIATIVA • POR DEMANDAS ADMINISTRATIVAS • POR DEMANDAS DE PESSOAS QUE CONSULTAM FREQUENTEMENTE • POR ATENÇÃO DOMICILIAR • ESTRUTURA DA OFERTA • CONSULTAS MÉDICAS • CONSULTAS DE ENFERMAGEM • CONSULTAS INDIVIDUAIS COM OUTROS PROFISSIONAIS • CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS NOS EVENTOS AGUDOS • ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS NAS CONDIÇÕES CRÔNICAS • GRUPOS OPERATIVOS • GRUPOS TERAPÊUTICOS • EDUCAÇÃO POPULAR • VACINAÇÃO • EXAME PAPANICOLAU • VISITAS DOMICILIARES • DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS • SOLICITAÇÃO/COLETA DE EXAMES COMPLEMENTARES • ATENÇÃO DOMICILIAR COM APOIO TECNOLÓGICO • ATENDIMENTOS COMPARTILHADOS A GRUPOS • ATENDIMENTOS CONJUNTOS DE ESPECIALISTAS E GENERALISTAS • ATENDIMENTOS CONTÍNUOS • ATENDIMENTOS À DISTÂNCIA • ATENDIMENTOS POR PARES • APOIO AO AUTOCUIDADO • GESTÃO DE CASOS • ACESSO A SEGUNDA OPINIÃO • ACESSO A SERVIÇOS COMUNITÁRIOS Fontes: Bodenheimer T, Grumbach K. Improving primary care: strategies and tools for a better practice. New York, Lange Medical Books, 2007 Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 21. AS MUDANÇAS NA APS EM FUNÇÃO DO ADENSAMENTO DA OFERTA • MUDANÇAS NA ESTRUTURA A AMPLIAÇÃO DA EQUIPE DA APS A NOVA CONCEPÇÃO DE ESTRUTURA FÍSICA • MUDANÇAS NOS PROCESSOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA OS EVENTOS AGUDOS: CONDIÇÕES AGUDAS CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA AS CONDIÇÕES CRÔNICAS: CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS ENFERMIDADES PESSOAS HIPERUTILIZADORAS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA OS CUIDADOS PREVENTIVOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA OS CUIDADOS PALIATIVOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA A ATENÇÃO DOMICILIAR • A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA AS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS FONTE: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 22. 5 2 3 4 Macroprocessos e Microprocessos Básicos da Atenção Primária À Saúde 1 Macroprocessos de Atenção aos Eventos Agudos 2 Macroprocessos de Atenção às Condições Crônicas Não Agudizadas, Enfermidades e Pessoas Hiperutilizadoras 3 Macroprocessos de Atenção Preventiva 4 Macroprocessos de Demandas Administrativas 5 1 Macroprocessos de Atenção Paliativa Macroprocessos de Atenção Domiciliar O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO SOCIAL DA APS
  • 23. AS ESTRATÉGIAS PARA A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA APS • O GERENCIAMENTO DE PROCESSOS • OFICINAS TUTORIAIS • CURSOS CURTOS • AUDITORIA DOS PRODUTOS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 24. A CONSTRUÇÃO DOS ALICERCES DA APS • OS MACROPROCESSOS BÁSICOS DA APS • OS MICROPROCESSOS BÁSICOS DA APS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013 1
  • 25. OS MACROPROCESSOS BÁSICOS DA APS TERRITORIALIZAÇÃO CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS FAMILIARES DIAGNÓSTICO LOCAL PLANEJAMENTO DA INFRA-ESTRUTURA FÍSICA PLANEJAMENTO DOS RECURSOS HUMANOS ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS ACOLHIMENTO PROGRAMAÇÃO E MONITORAMENTO AGENDA CONTRATUALIZAÇÃO Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 26. OS MICROPROCESSOS BÁSICOS DA APS • DEFINIÇÃO DOS MICROPROCESSOS: RECEPÇAO/ACOLHIMENTO/PREPARO VACINAÇÃO CURATIVO FARMÁCIA COLETA DE EXAME PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS HIGIENIZAÇÃO ESTERILIZAÇÃO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS • ELABORAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO (POPs) • VALIDAÇÃO INTERNA DOS POPs • CAPACITAÇÃO DAS REFERENCIAS TÉCNICAS PARA IMPLANTAÇÃO DOS POPs • IMPLANTAÇÃO DOS POPs • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE AUDITORIA DOS MICROPROCESSOS IMPLANTADOS • AUDITORIA DOS MICROPROCESSOS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 27. OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO AOS EVENTOS AGUDOS • O ACOLHIMENTO • A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO • O ATENDIMENTO AOS EVENTOS AGUDOS AZUL E VERDE • O PRIMEIRO ATENDIMENTO E O REFERENCIAMENTO DAS PESSOAS COM EVENTOS AMARELO, LARANJA E VERMELHO Fontes: Cordeiro Junior W. A gestão de risco na urgência. Belo Horizonte, Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, 2008 Mackway-Jones K et al. Sistema Manchester de Classificação de Risco: classificação de risco na urgência e emergência. Belo Horizonte, Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, 2010 2
  • 28. A ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS • A ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS • A ATENÇÃO ÀS ENFERMIDADES • A ATENÇÃO ÀS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS 3 Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 29. OS MACROPROCESSOS DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS • A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS • A ELABORAÇÃO E O MONITORAMENTO DOS PLANOS DE CUIDADO • A GESTÃO DE RISCOS DE ATENÇÃO COM FOCO NA SEGURANÇA DAS PESSOAS • A EDUCAÇÃO PERMANENTE DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE • A EDUCAÇÃO EM SAÚDE • A MUDANÇA DE COMPORTAMENTOS MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA ENTREVISTA MOTIVACIONAL GRUPO OPERATIVO TÉCNICA DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS • O AUTOCUIDADO APOIADO • A GESTÃO DE CASO • O MAPA DE RECURSOS COMUNITÁRIOS • OS NOVOS FORMATOS DA CLÍNICA: A ATENÇÃO CONTÍNUA A ATENÇÃO COMPARTILHADA A GRUPO A ATENÇÃO POR PARES O MATRICIAMENTO ENTRE ESPECIALISTAS E GENERALISTAS A ATENÇÃO À DISTÂNCIA Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 30. OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO PREVENTIVA • OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO PREVENTIVA O PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA O PROGRAMA DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR O PROGRAMA DE CONTROLE DO TABAGISMO O PROGRAMA DE CONTROLE DO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS O PROGRAMA DE CONTROLE DO ESTRESSE OS PROGRAMAS DE RASTREAMENTO O PROGRAMA DE PREVENÇÃO QUATERNÁRIA 4 Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 31. PRÓXIMOS CAPÍTULOS.... • OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO ÀS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS • OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO DOMICILIAR • OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO PALIATIVA Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 32. INTERVENÇÕES COMPLEMENTARES • ELABORAÇÃO DE DIRETRIZES CLÍNICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIA • IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO FAMILIAR ELETRÔNICO • ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE APOIO DIAGNÓSTICO • ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA • ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE TELEASSISTÊNCIA Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 33. O AJUSTE ENTRE OFERTA E DEMANDA NA APS • PROCURAR ATENDER ÀS PESSOAS O MAIS BREVEMENTE POSSÍVEL PORQUE HÁ EVIDÊNCIAS DE QUE, DESSA FORMA, REDUZEM-SE OS NÃO COMPARECIMENTOS DIMINUINDO O BACKLOG • IMPLANTAR A CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS NOS EVENTOS AGUDOS PARA RACIONALIZAR A ATENÇÃO AOS PORTADORES DE CONDIÇÕES AZUIS E VERDES • INTRODUZIR A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS PARA RACIONALIZAR A OFERTA DE ATENDIMENTOS SEGUNDO O RISCO, RACIONALIZANDO A OFERTA DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS • AMPLIAR A EQUIPE DA APS COM OUTROS PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR CONCENTRANDO RELATIVAMENTE O CUIDADO MÉDICO NOS EVENTOS AGUDOS E NOS CUIDADOS DE CONDIÇÕES CRÔNICAS MAIS COMPLEXAS E DESTINANDO OS PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS E OS CUIDADOS DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS MENOS COMPLEXAS À EQUIPE INTERDISCIPLINAR • INTRODUZIR NOVAS FORMAS DE ATENDIMENTO SUPLEMENTARES AOS ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS FACE-A-FACE: ATENDIMENTO COMPARTILHADO A GRUPO, ATENDIMENTO POR PARES E ATENDIMENTO CONTÍNUO • INCREMENTAR O ATENDIMENTO À DISTÂNCIA: ATENDIMENTO POR TELEFONE, POR INTERNET E SEGUNDA OPINIÃO • RACIONALIZAR O ATENDIMENTO AOS PORTADORES DE ENFERMIDADES E ÀS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS • RACIONALIZAR A ATENDIMENTO ÀS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS Fontes: Schwartz L. et al. Setting the revisit interval in primary care. J. Gen. Intern. Med., 14: 230-235, 1999. Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 34. UMA NOVA CLÍNICA NA APS • DA CURA PARA O CUIDADO • DA QUEIXA-PROBLEMA PARA O PLANO DE CUIDADO • DA ATENÇÃO PRESCRITIVA E CENTRADA NA DOENÇA PARA A ATENÇÃO COLABORATIVA E CENTRADA NA PESSOA • DA ATENÇÃO CENTRADA NO INDIVÍDUO PARA A ATENÇÃO CENTRADA NA FAMÍLIA • O EQUILÍBRIO ENTRE A ATENÇÃO PROGRAMADA E A ATENÇÃO À DEMANDA NÃO ESPONTÂNEA • DA ATENÇÃO UNIPROFISSIONAL PARA A ATENÇÃO MULTIPROFISSIONAL • A INTRODUÇÃO DE NOVAS FORMAS DE ATENÇÃO PROFISSIONAL • O ESTABELECIMENTO DE NOVAS FORMAS DE RELAÇÃO ENTRE A APS E A ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA • O EQUILÍBRIO ENTRE A ATENÇÃO PRESENCIAL E A NÃO PRESENCIAL • O EQUILÍBRIO ENTRE A ATENÇÃO PROFISSIONAL E A ATENÇÃO POR PARES • O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO APOIADO Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 35. RELATÓRIO ANUAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE 2008 Fonte: Organización Mundial de la Salud. La atención primaria de salud: más necessária que nunca. Ginebra, OMS, 2008. “MUDAR A APS NÃO É TAREFA FÁCIL, NEM MUITO RÁPIDA, NEM BARATA PORQUE REQUER INVESTIMENTOS CONSIDERÁVEIS. ENTRETANTO, É O QUE GERA MAIOR VALOR PARA O DINHEIRO INVESTIDO QUE TODAS AS OUTRAS ALTERNATIVAS DE MUDANÇAS NOS SISTEMAS DE SAÚDE” A ADVERTÊNCIA DA OMS: O IMPERATIVO DA MUDANÇA NA APS
  • 36. ...MAS NÃO TEM OUTRO JEITO DE PROMOVER MELHORIAS SUSTENTÁVEIS NOS SISTEMAS DE SAÚDE! Fonte: Organização Mundial da Saúde. Cuidados inovadores para as condições crônicas: componentes estruturais de ação. Brasília, Organização Mundial da Saúde, 2003
  • 37. Disponível para download gratuito em: www.conass.org.br